Olar queridos! (olha só que apareceu! Sim, euzinha!)
Eis aqui mais um chap.
Bem, teremos mais alguns capítulos (acho que dois), com essa indecisão toda de ambos. Mas entendam que é necessário, não quero que aconteça nada "de repente", sabe. Estamos caminhando para um romance mais aberto e quando chegarmos lá, será tudo mais fácil para os dois nessa história. (Até pq já decidi que isso aqui vai ser/é uma long fic... so...)
AND, temos muitoo chão pela frente. Só digo isso...
Amo esse ship e prometo emoções e tiros no decorrer dessa trama, pq nós merecemos. -q uaheuaheuh
Ignorem os erros. OBG, DND
É isso, vamos lá!
xo s2.
4 - Eles Precisam conversar
Lupin acordou enfadado de sono na tarde do sábado. Preparou uma pequena sacola para sua noite e por volta das 15hrs saiu do castelo em direção ao salgueiro lutador. Pressionar aquele nó na árvore não lhe trouxe muitas lembranças boas. Suspirou e entrou na passagem da árvore.
Já dentro da casa organizou a poção em cima de uma bancada segura num armário, e se despiu completamente, dobrando cuidadosamente a muda de roupas e guardando-as na prateleira ao lado da poção. Sempre que podia, evitava perder mais pares de roupa, a transformação o fazia tão agressivo que chegava a arrancar suas próprias roupas e se ferir cruelmente. Só ao amanhecer era que encontrava os fiapos espalhados pelo chão.
Sentou-se próximo a janela e observou Hogsmeade ao longe. Pensou que, enquanto não recebera seu salário, não podia se dá ao luxo de perder mais roupas. E afinal, não sabia quanto tempo passaria em Hogwarts, até quando a insanidade de Dumbledore ia durar? Tinha que juntar dinheiro para quando novamente estivesse sem emprego.
Foi pensando na vida nômade que iria levar quando fosse demitido de Hogwarts, que viu a tarde cair e a noitinha erguer-se. Levantou-se e foi tomar a poção.
Virou o restante do líquido na boca. Queimou, ardeu, mas Lupin conseguiu caminhar de volta a sala e jogar seu corpo pesado no chão. A cabeça latejava, mas não com a intensidade de antes. Snape estava certo, a primeira dose foi a pior.
Permaneceu imóvel no chão por um tempo longo, imobilizado pelas dores que irrompiam de várias partes do seu corpo. Tentou não gritar, mas então uma claridade refletiu-se na janela, uma nuvem descobriu a lua cheia redonda e brilhante que refletiu-se bem em cima de onde Lupin se encontrava.
Gritou. Estava habituado a este tipo de dor, mas não significava que não importava mais. Gritou e suplicou. Estava se transformando. As unhas, os dentes, estava se adaptando a criatura noturna a qual foi amaldiçoado a se transformar na lua cheia.
O lobisomem respirou frenético colocando-se de pé nas patas traseiras, cambaleou desequilibrado e tornou ao chão.
Lupin estava consciente. Tinha se transformado e continuava consciente.
Nunca tinha experimentando a forma lupina de maneira consciente. Nunca se lembrava da noite da transformação no dia anterior, mas dessa vez iria lembrar.
"O antídoto" pensou. "Funcionou".
Uivou feliz. De novo e de novo.
Deitou-se sobre as quatro patas, em direção a janela e assistiu a lua brilhar. Há quantos anos não fizera isso...
Sentiu uma lágrima quente brotar no seu olho esquerdo e descer pela mandíbula. Não iria se machucar esta noite. Não iria acordar ensanguentado ou mordido e nem cansado por ter destruído uma nova parte da casa.
Não pôde conter o uivo de emoção que veio a seguir. E outro, e mais outro. Depois, aninhou-se em suas patas e tentou dormir. Muito consciente de sua forma lobisomem.
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Lupin acordou em sua forma humana, na posição em que lembrava ter dormido na noite anterior. O céu estava amanhecendo, ouvia-se o cantar dos pássaros. Levantou-se muito rígido, mas extremamente feliz e descansado. O sorriso estampou-se em seu rosto quando levantou os braços e não encontrou nenhuma mordida, nem se quer um arranhão. Essa pareceu ser a primeira noite em meses (muitos meses), a qual dormira de verdade. Um feixe de luz solar apareceu sob o piso de madeira, iluminando seus pés e pernas pálidas.
Decidiu ir se banhar, depois se apressou em vestir suas roupas e organizar-se para voltar ao castelo. Ia tomar café-da-manhã com todos. Ia mostrar a Dumbledore que ele fez uma escolha certa ao decidir lhe ofertar o cargo de professor.
E o mais importante, iria agradecer a Severus por ter lhe proporcionado a melhor noite que já tivera em toda sua vida.
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Lupin foi o primeiro professor a chegar ao salão principal. Albus assim que lhe viu, esboçou um sorriso de compreensão.
– De pé tão cedo, Remus? E que expressão ótima ao redor dos seus olhos, devo salientar. Teve uma boa noite de sono, imagino.
– Albus, você nem imagina. A poção funciona mesmo - Mas Dumbledore o interrompeu, falando mais para si que para o outro.
– Então eu estava certo sobre Severus...
– Mas, Albus, não foi você quem insistiu para que ele me fizesse a poção? Eu pensei que-
– Ah, Remus... Depois daquele inconveniente em meu escritório, não conversei mais com Severus sobre este assunto. Nem chegamos a falar de você. - Lupin ficou boquiaberto sem entender o comportamento de Snape, afinal não tivera nada de errado com a poção. Albus deu de ombros e foi sentar-se à mesa, com um sorriso estático no rosto.
Lupin caiu em si de que não era pela escola, pelas crianças ou até mesmo a mando do diretor. Percebeu que o que Snape pretendia com aquilo, era estabelecer uma comunicação muda. Talvez para encerrar um assunto passado, afinal, quando mais novo tinha prometido ajudá-lo com a Wolfsbane, contudo, era muito novo para executar tal poção e obter êxito.
Foi realmente muito lúdico da parte de Severus acreditar que poderia realizar a poção antidoto naquele ano. Mas o Remus adolescente não o julgou, nem o culpou por não ter conseguido. O contrário. Agradeceu por tentar, por entender a maldição que o acompanhava e que afinal, foi o motivo por terem se aproximado. "Um dos motivos..." Pensou.
Lupin entendeu que Snape estava guardando a promessa de lhe ajudar até hoje. E então, agora que era um exímio pocionista, fez o que estava ao seu alcance para executar a Wolfsbane. Severus seguiria em frente depois de tê-lo ajudado?
Esse pensamento ameaçava atormentar o Remus adulto, o que no fundo sentia que não era hora de colocar um ponto final naquela história. Tinha certeza de que sua dedução era muito lógica e era a mais plausível. "Severus seguirá em frente depois disso..." É um homem de palavra e agora finalmente estava quite com o que prometera a Remus.
Mas então, Remus não sabia se ele próprio conseguiria seguir em frente. Abandonar esses sentimentos numa vala no meio da sua estrada da vida, e se fazer esquecer. Não tinha muita certeza de como se sentia sobre isso. Mas sabia que se por ventura abandonasse esses sentimentos, não seria capaz de encontrá-los novamente.
Precisava falar com Snape, precisava vê-lo. Mas a ideia de repente lhe pareceu assustadora, pois seu corpo tremia só de pensar em estar na presença dele, e finalmente quando estivessem cara a cara não saberia como seu corpo reagiria, e isso o assustava.
Os professores e alunos foram chegando aos poucos. Flitwick sentou-se ao lado de Lupin e começaram a trocar alguns comentários sobre o dia, quando Snape entrou no salão e sentou-se na ponta oposta da mesa. Lupin fingiu não notar presença do pocionista, odiando por se comportar como um garotinho apaixonado de quatorze anos, muito consciente do tremor que passava por todo seu corpo e acabava em suas mãos suadas. Esperaria Severus ir falar com ele.
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Snape estava ansioso para ver o resultado de sua poção, mas não contava com a aparição pública tão cedo de Lupin. Quando entrou no salão, demorou dois segundos a mais para digerir a imagem de um Remus corado e sorridente, conversando com o prof. Flitwick.
Por um momento aquela imagem o fez lembrar-se dos velhos tempos em Hogwarts, quando os dois eram apenas alunos. Lupin tinha aquela turma de amigos o qual sempre achou que o bonito e bondoso rapaz não deveria pertencer. Quando teve a oportunidade de conhecê-lo, percebeu que ele era exatamente como deduzira, centrado, sincero e indulgente. E olhando para aquele Lupin, professor de DCAT, perguntou-se se ele continuava o mesmo, se ainda era aquele ser atraente que tinha cativado àquele Severus adolescente.
Não podia negar que Lupin estava mais bonito do que costumava ser. Tinha notado a mudança naquele primeiro dia em que ele chegou ao castelo. Mesmo o observando de longe, de uma das grandes janelas daquele corredor, pôde ver aquele homem no jardim de entrada, caminhando com Dumbledore em direção ao saguão. As pernas tinham crescido mais, se é que isso era possível. Remus estava mais alto até que Dumbledore. A camisa escada na calça e as mangas arregaçadas até os cotovelos. "Aqueles braços..." Quer dizer, ele era um Lobisomem, o que exigia muito de sua musculatura. A transformação, as corridas pela floresta. Tudo pareceu contribuir para a melhora de seu corpo. Para qualquer um que olhasse, veriam apenas magreza ali. Mas Severus não era qualquer um e sem dúvida, percebeu que Remus tinha adquirido considerável volume, principalmente nos ombros. O cabelo estava um pouco maior, sem corte e um tanto mais claro, num tom castanho que competia notadamente com o brilho do sol daquela tarde.
Quando Remus finalmente percebeu que estava sendo observado por alguém naquela janela no alto, Severus recuou. Recusava se sentir tão vulnerável por ele, depois de tanto tempo.
Foi com muito esforço que se dirigiu à sala de Lupin para lhe entregar a poção. Pôde notar de perto os ferimentos vermelhos e outros arroxeados que se destacavam na pele tão lívida. Naquela noite, Severus teve certeza de que poderia ter perdido sua resistência, se não fosse por todos os anos de comportamento austero, como professor.
Mas ali, naquela mesa, queria falar com Remus. Perguntar-lhe sobre tudo, o porquê de ter sumido por tanto tempo, o porquê de ter seguido em frente. Sentia muita, muita vontade de abraçar aquele homem. Tinha desenvolvido desde cedo um instinto protetor sobre Lupin, o que era ridículo porque ele era um lobisomem, porque precisaria de proteção afinal? Lembrou-se do abraço que Remus lhe deu no último dia do último ano escolar, e suas pernas quase tremeram, como no passado.
Montou a carranca, seu disfarce habitual e foi sentar-se na última cadeira do lado oposto de onde Lupin estava. Não deixaria uma lembrança tão remota lhe abalar. Tinha que se controlar ou os sentimentos do passado viriam à tona, e então não saberia como proceder.
Hagrid juntou-se a conversa de Lupin e Flitwick que agora falavam de criaturas aquáticas. Snape não pôde deixar de perceber o quanto Remus parecia diferente. A poção tinha-o feito muito bem. Ele estava mesmo corado, e as olheiras estavam menos fundas. Não parecia machucado, não aparentava nenhum arranhão além do que já estavam por sarar.
– Admirando seu trabalho, Severus?
Snape tomou um enorme susto e quase caiu da cadeira, pois não percebera Albus se aproximar. Voltou a sua atenção imediatamente para seu prato e cálice, tentando disfarçar o rubor em seu rosto.
Albus sentou-se ao seu lado, e olhando para em volta do salão disse:
– Você pode ficar com raiva de mim, Severus. Mas não vou lhe dar o cargo de Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, porque eles, eu posso substituir. Mas você - e olhou para Snape que lhe retribuía um olhar confuso. - Onde poderei encontrar tal pocionista que se quer chegue aos seus pés? Você é o melhor que tenho para oferecer a essas crianças.
Severus forçou um sorriso e voltou à expressão séria.
Não podia imaginar que Dumbledore um dia fosse "substituir" Lupin, como ele tinha acabado de falar. O diretor sempre se mostrou tão compreensivo com a causa do lobisomem... Assim que Dumbledore falou "eles eu posso substituir", logo se compadeceu de Lupin. Por que o homem não poderia ter um cargo fixo como todos os outros professores em Hogwarts pareciam ter?
Tinha plena noção de que a comunidade bruxa não era nada suscetível com os lobisomens e que Lupin não conseguiria um emprego descente lá fora, com tanta facilidade. Na verdade, não sabia como ele tinha conseguido sobreviver por todo esse tempo.
Um sentimento morno de satisfação preencheu seu peito. Severus não mais sentia o castelo vazio como quando todo o tempo em que Remus esteve fora. Hogwarts agora protegia a Remus, como antigamente. Além de lhe trazer um tanto de vivacidade, isso não podia negar, sentia-se tranqüilo por manter o lobisomem onde suas vistas pudessem alcançar. E não pretendia deixá-lo ir tão cedo. Precisavam conversar, era fato. Mas não sabia como ou quando sucederia tal conversa. Precisava de tempo, não podia se adiantar por causa de Albus e sua mania de trocar o professor de DCAT ano após ano.
Severus suspirou.
– Às vezes você me surpreende, Albus. Mesmo quando penso que já vi e ouvi de um tudo...
– Ora, ora Severus, pois eu lhe digo o mesmo.
[...]
Primeiramente: Desculpem pela demora, e por parar nessa parte... hoho'
Segundamente... Então... Eu gostaria de agradecer a quem ainda continua lendo isso aqui s2!
Majolica Le Fay, obrigada flor, amei saber que você tá gostando disso aqui! *-* continue acompanhando! *abraça* (: s2
Ia-Chan , eles são lindos né! Aff, também super acho que eles combinam, meu nariz chega sangra! *-*-* Olha, valeu mesmo por continuar acompanhando! Vamos saber de tutu, pode aguardar... ;) bjoo s2
txica, oien, não sei se vc tá por aqui ainda, but... para todos os efeitos, NÃO vou abandonar não! auheuaheu " esse snape que se esconde atrás da mascara" foi otemo! hahahaha ain, super adoro escrever Snape, amo esse personagem! Vou tentar atualizar com mais frequência, i promise. bjooo s2.
FaFaVe, Olá! :D Que bom que tu gostou... e tem mais viu! hahahaha vamos ver nos próximos chaps mais detalhes sobre adolescência deles :3 (((AMO))). e que bom que tu gostou dessa versão do Lupin! eu tbm adoro... *-* Obrigada por ainda ler isso aqui s2
Gente, vcs fizeram meu dia *-* é lindo saber que tem gente lendo e se interessando por essa história que eu tinha só na minha cabeça, gente como vcs *-* uia! *-*
Não me abandonem...
AH! E prometo voltar a postar com mais frequência. Afinal, as férias estão chegando e eu vou ter mais tempo! (êêê! *\o/*)
s2
