"LONDON"

Autor: Lady Carol

#########

Parte 4

Ao chegar na cafeteria Roxton puxou uma cadeira para Marguerite sentar e sentou na frente dela.

"Teve um cara ali que eu acho que quebrou o pescoço quando nós passamos." Roxton disse enquanto chamava o garçom.

"Que isso John, ele só deu uma olhadinha."

"Olhadinha é? Sei." O garçom chegou na mesa, era um garoto bem jovem, deveria ter uns dezessete anos.

"O que deseja senhor?" Ele estava com um bloco na mão,

"O que você quer Marguerite?" Ela sorriu para ele, Roxton já sabia o que era. – "Eu quero duas xícaras de café, você quer mais alguma coisa?" Ele perguntou novamente para ela.

"Bolo....bolo de chocolate." Marguerite respondeu bem rápido.

"Mais alguma coisa senhor?" O garçom perguntou.

"Não obrigada." O garoto se retirou.

"Sabia que eu não estou com a mínima vontade de ir a esse jantar. Acho que fiquei meio caseira no meio da selva."

"É fazer o que, eu também não queria ir, pessoas que eu não conheço vão vir me cumprimentar e eu tenho que responder várias perguntas tolas. Bem que você podia fazer que estava passando mal no meio da festa." Roxton estava mexendo no dedo mindinho dela, que estava com a mão esticada sobre a mesa.

"Por que eu? Você podia fazer que estava bêbado e eu teria que levar você para o hotel." Marguerite estava rindo.

"E eu é que fico com fama depois..." O garçom voltou com o pedido. Roxton agradeceu.

"Senhor me desculpe a indiscrição mas, será que o senhor poderia me dar um autógrafo?" Ele estendeu um papel e uma caneta para Roxton. Marguerite colocou a mão na boca para tentar conter o riso.

"Claro!!!!" Roxton assinou o papel, o garoto estava rindo de felicidade.

"Eu nem posso acreditar que eu conheci vocês, a senhora é bem mais bonita pessoalmente." Ele disse para Marguerite e pegou o papel da mão de Roxton e deu para ela.

"Obrigada." Marguerite agradeceu ao elogio. – "Como você quer que eu assine? Marguerite Krux ou Marguerite Roxton?"

"Vocês se casaram? Eu não acredito mais uma coisa pra eu escrever no meu diário sobre vocês, sabia que eu tenho uma foto enorme de vocês dois na parede do meu quarto? Quem sabe um dia eu vire um grande caçador como o Senhor, Lord Roxton. Pode assinar Marguerite Roxton." Marguerite assinou o papel.

"Qual é seu nome garoto? Nós ficamos em desvantagem." Roxton perguntou.

"Você quer mesmo saber meu nome? É Jonathan Anderson." Roxton estendeu a mão para ele.

"Prazer em conhece-lo." Ele pegou a mão de Roxton.

"O prazer é todo meu." Marguerite estendeu a mão para ele também, que ia pegar, mais antes deu uma olhada para John que assentiu com a cabeça. O garçom pegou a mão dela e segurou um tempinho, e depois soltou. – "Eu não acredito que eu encostei em Marguerite Krux.... que dizer Roxton." Ele pegou seu papel com o autógrafo e saiu pulando. Marguerite e Roxton começaram a rir.

"Eu não acredito, que garoto engraçado." Roxton falou enquanto pegava seu café.

"É espantoso saber que tem alguém com uma foto nossa pendurada na parede."

"Ele ficou todo feliz por encostar em você amor."

"Ele quer ser um caçador, mal sabe ele coitado."

"Não é tão ruim ser um caçador Marguerite, e se não fosse por isso eu nunca teria conhecido você." Marguerite deu um gole no café.

"Como isso é bom... e eu não ligo de você ser caçador John, se não tivesse você no meio da selva pra me encher a paciência não iria ter a menor graça."

"Eu te enchendo a paciência? Que sacrilégio mulher, e você também é um anjo." Marguerite começou a rir, depois olhou para o bolo.

"Meu deus a quanto tempo eu não vejo uma coisa dessas." Ela começou a comer.

"Não sei o que as mulheres vêem em chocolate..." Roxton estava admirando Marguerite 'Ela fica linda até com a boca cheia de bolo.' Ele pensou.

"Quer um pouco John?" Ela esticou o braço, e deu o bolo na boca dele.

"Pior que essa coisa é boa mesmo." Ele passou a língua nos lábios e depois deu uma olhada no relógio. – "Depois quer dar uma volta no parque comigo? Quando o motorista voltar podemos pedir para ele nos levar...."

"Eu vou adorar..."

##

Jessy, Finn e Verônica estavam na sala da casa dos Challenger. A sala era grande por sinal, tinha um sofá com estampa escura que dava para umas quatro pessoas, e mais duas poltronas, todo o conjunto ficava em volta de uma mesinha de centro, que possuía um arranjo muito bonito de flores amarelas. Perto da janela havia outra poltrona, onde ao lado, em cima de uma mesa, haviam um abajur e um livro.

"Eu não sei se eu quero usa aquele vestido Senhora Challenger...." Finn como sempre, já estava reclamando do vestido (de novo). Ela chegou perto da poltrona da janela e se jogou, ficou toda esparramada, parecia que nunca mais ia levantar dali.

"Vai usar sim Finn, ou você quer ir nua no jantar, e se reclamar mais um pouco não vai mais." Verônica falou para ela enquanto se sentava no sofá maior.

"Finn, eu tenho certeza que você vai gostar do jantar..." Jessy chegou perto dela – "....vai haver muitos rapazes lá." A senhora Challenger notou que Finn estava começando a se interessar pela festa.

"Tá legal, eu vo usa o vestido... mas agora eu quero come...." A sempre folgada falou sem a menor cerimônia. Jessy começou a rir, seguida por Verônica.

"Tudo bem querida, vamos para a cozinha que eu fazer alguma coisa para você comer..."

##

"Olha só este lugar John, como eu estava com saudade de sentir o movimento dos carros e das pessoas, da civilização."

"Da poluição..." Roxton começou a rir.

"Credo, John!!!"

Os dois ainda estavam no café esperando o motorista, as mesinhas na parte de fora do café, ficavam de frente para a rua, onde se via vários prédios baixos, onde haviam várias lojas, o transito de pessoas aquela hora até que estava grande, e as outras mesas do café estavam quase todas ocupadas. Uma loja do outro lado da rua, bem em frente ao café, chamou a atenção de Marguerite, uma loja que ela já conhecia muito bem por sinal.

"John, eu quero ir ali naquela loja do outro lado da rua..." Ela disse para seu marido.

"Tudo bem, eu vou pagar a conta." Roxton levantou a mão e um tempo depois o garçom apareceu. John pagou a conta e saiu com Marguerite, os dois atravessaram a rua e pararam em frente a vitrine da loja.

"Olha isso John..... cada uma mais linda do que a outra." Parecia que Marguerite ia encostar a cabeça no vidro, a vitrine tinha uma luz viva, que saiam das lindas jóias que tinham pedras de todas as cores, mais principalmente uma que Marguerite adorava, diamantes. – "Olha aquela ali amor." John teve que rir do jeito empolgante que ela falava das jóias. John, colocou a mão no quadril dela e olhou para as jóias.

"Quer alguma?" Marguerite olhou para ele e sorriu.

"Eu nunca pensei que eu fosse dizer isso mas... não amor, obrigada." Marguerite passou a mão no rosto dele. Roxton olhou para o outro lado da rua e viu que o motorista estava voltando.

"Vamos Marguerite." Ele a pegou pela mão e foram para o carro, o motorista abriu a porta e os dois entraram. – "Charles nós vamos ao parque."

"Sim, senhor." O motorista ligou o carro em foi em direção ao parque.

"John, eu estava pensando...porque a sua mãe mandou o motorista e não veio junto?"

"Eu também não sei Marguerite, talvez ela não queira me ver..."

"Até parece John, ela deve estar com saudade de você, a anos que ela não te vê... será que ela está doente?"

"Ela não está doente Marguerite eu perguntei para o Charles... Não é Charles?"

"Sim senhor!!!!"

"Então talvez ela não queira me ver..." Ele segurou a mão dela.

"Esqueceu que ela não sabe ainda que eu estou casado?" Roxton beijou a mão dela. – "Você vai ser uma surpresa."

"Essa é a pior coisa em que eu já me meti..."

"O que? Casar comigo?"

"Não, ter que contar pra sua mãe John, espero que ela não seja cardíaca." Roxton sorriu.

"Amanhã a tarde nós vamos saber"

##

Malone estava no quarto olhando suas malas, ele estava tão compenetrado nos seus diários, que não lembrou que não tinha roupa para ir ao jantar. Ele tinha jogado a mala em cima da cama e estava espalhando as roupas.

"Droga, seu burro, se a Verônica te ver todo mau trapilho não vai mais querer namorar com você." Ele falava pra ele mesmo. De repente ele parou – "Vou falar com o Roxton...." ele chegou perto da porta – "Melhor não...." Ele parou e ficou pensando – "JÁ SEI!!! Meu amigo Jimmy ainda deve estar com as minhas roupas, vou falar com ele, assim eu já mando um mensageiro ao Jornal." Ele foi até a escrivaninha, pegou alguns papéis e saiu.

CONTINUAAAAA....