CAPÍTULO IV

Hermione olhou primeiro para o sorriso nos lábios de Draco Malfoy, e só então ofereceu a mão para retribuir ao cumprimento.

Quando os dedos longos e fortes tocaram sua pele, ela disse a si mesma que não devia entrar em pânico.

E por que entraria? Não era a primeira vez que achava um homem atraente. Sua reação era apenas um sintoma de um corpo feminino dominado pelos hormônios, certo? Aquilo não significava que iria se apaixonar outra vez.

Você é apenas uma garota com sangue nas veias, querida. Melhor se acostumar com isso!

Além disso, era melhor não alimentar nenhum tipo de esperança tola. Hermione sabia muito bem quando um homem se interessava por ela. Geralmente eles tentavam agradá-la, usavam um tom de flerte e palavras muito macias.

Ronny tinha se esforçado como um louco para agradá-la.

Draco Malfoy nem ao menos tentara.

Então não aja como tola... Como agiu em relação a Ronny!

Recobrando o controle, Hermione retirou a mão e encarou Draco com um olhar frio.

— Eu não ficaria tão entusiasmada — disse com voz rouca. — As pessoas que restaram na Femme Fatale podem me olhar, achar que sou apenas uma caipira ingênua e também pedirem demissão.

Augusto riu.

— Você? Uma caipira ingênua? Ora, amor, você é a melhor mulher de negócios que já conheci! Vai cuidar do lugar antes que aqueles espertinhos da capital possam piscar um olho!

Hermione não se sentia tão confiante quanto Augusto. As novidades ainda estavam fazendo sua cabeça girar. E a perspectiva de ir até Sidnei com Draco Malfoy para assumir a direção de uma empresa, mesmo que por apenas um mês, era tão atordoante que a fazia sentir náuseas!

Além disso, não podia esquecer de como reagira à simples presença de Malfoy.

Céus, era uma completa tola quando se tratava daquele tipo de homem! Bastava olhar para aqueles olhos dourados e ela sentia-se como se todo o seu bom senso tivesse sido arremessado pela janela.

E pensar que um dia tinha achado que era imune aos apelos do sexo oposto...

Que humilhante!

— E os meus cabelos? — perguntou abruptamente.

— Lá vem você de novo — Augusto resmungou. — Não há nada de errado com seus cabelos, amor.

— Não tenho a menor intenção de ir a qualquer lugar desse jeito — Hermione murmurou teimosamente. — Geralmente vou até um salão em Broken Hill — ela contou a um curioso Draco.

— Mas na noite de ontem resolvi usar um kit estúpido e, como pode ver, não funcionou muito bem.

— Notei que a cor das raízes era diferente — ele replicou num tom diplomático. — Mas o Augusto está certo. Nada que um bom cabeleireiro em Sidnei não possa consertar. Marcarei uma hora para você amanhã, assim que chegarmos.

— Amanhã? — ela repetiu, meio excitada, meio horrorizada.

— Quer que eu vá para Sidnei amanhã?

— Não temos tempo a perder, sinto muito.

— Oh... acho que não — Hermione concordou, esforçando-se para manter a calma. Mas por dentro sentia-se muito agitada.

Um mês inteiro em Sidnei com a companhia de Draco Malfoy! Como recusar uma oferta dessas?

— Não vai precisar se preocupar com nada — Draco assegurou. — Já reservei duas passagens para o vôo que parte amanhã à tarde de Broken Hill. Se sairmos depois do café da manhã chegará a tempo. Agora, presumo que tenha um quarto para que eu passe a noite? Afinal de contas, estamos em um hotel. Hermione arqueou as sobrancelhas e olhou para Augusto.

— Pretendo pagar, é claro — Draco adicionou, encarando a dupla com ar curioso.

— Não é uma questão de dinheiro, colega — o gigante informou. — É uma questão de cama. Hermione está reformando os quartos. Toda a mobília ficou empilhada no meio das suítes.

— Tenho um que poderia servir — Hermione admitiu. — Mas só se você não se importar com o cheiro de tinta e o fato de estar sem cortinas. Eu só o terminei ontem. — Ela também tinha colocado os móveis no lugar sozinha, sem pedir ajuda a Augusto.

— Uma cama é uma cama — Draco disse encolhendo os ombros com elegância. — E será apenas por uma noite. Manterei as janelas abertas.

— É um homem sensato — Augusto murmurou.

— Vou subir para preparar o quarto — Hermione informou.

— E eu vou pegar minhas coisas no carro.

— Não tenha pressa — Augusto apressou-se em dizer. — Que acha de experimentar a cerveja da casa primeiro?

— Seria ótimo.

— Agora, se me desculparem — Hermione girou sobre os calcanhares e subiu as escadas. Por algum motivo, precisava respirar fundo e ficar alguns instantes longe do sorriso magnético daquele homem.

Ainda sorrindo de satisfação, Draco observou Augusto servir-lhe uma caneca de cerveja e um uísque duplo para si mesmo.

— Agora que estamos só você e eu — o gigante murmurou, puxando uma banqueta de trás do caixa e sentando-se diante do visitante. Em seguida, bebericou um gole de uísque e ergueu os olhos. — Gostaria de falar sobre essa viagem a Sidnei. Bem, eu tenho um amigo que possui um bar perto da Central. — Ele sorveu outro gole. — Vou ligar para o homem e ver se ele pode cuidar de Hermione enquanto ela ficar lá. A garota nunca esteve numa cidade grande antes, você sabe.

— Eu não acho que esta seja uma boa idéia, Augusto...

— Por que não?

— Há quanto tempo não vai até Sidnei?

O homenzarrão coçou a cabeça.

— Já faz uns vinte anos, eu acho...

— Pode acreditar quando eu digo que o lugar mudou bastante desde sua última visita — Draco informou secamente. — Um bar perto da Central não é o lugar ideal para uma garota como Hermione passar uma só noite, quanto mais um mês.

— Está me dizendo que a vizinhança por lá anda meio pesada?

— Pode-se dizer que sim.

— Vou acreditar em sua palavra, Draco. Acho que deve saber do que fala. Afinal de contas, você mora lá, não é? E Hermione é uma moça bem bonita. Nunca duvide disso. Os sujeitos a cercam como moscas, pode apostar. Mas ela é uma boa menina. Uma menina muito pura mesmo, se é que me entende.

Draco meneou a cabeça num gesto afirmativo, mas intimamente se perguntava se Augusto não era vítima de um tipo de ilusão paternal.

Afinal de contas, Hermione não possuía uma beleza excepcional, mas, de uma forma exótica, era bastante bonita., e além disso tinha vinte e três anos. Céus!

Ela também trabalhava num lugar onde devia viver na companhia de homens meio bêbados, que com certeza tinham muito mais na cabeça que simples cervejas.

Em suma, ele não acreditava que ainda existissem muitas garçonetes virgens de vinte e três anos por aí...

— Para ser sincero, pensei em convidá-la para ficar em minha casa — Draco comentou casualmente. — Afinal de contas, fui quem pediu a ela para ir a Sidnei. Não seria justo que a viagem lhe custasse algo. Tenho um apartamento muito grande num bairro nobre da cidade, com vários quartos sobrando. Ela terá sua própria suíte. E se você está preocupado com a segurança dela, prometo que a acompanharei pessoalmente a todos os compromissos. Não vou tirar os olhos de Hermione um instante sequer.

Os lábios de Augusto curvaram-se num sorriso.

— Isso é ótimo, Draco, mas quem vai protegê-la de você?

A caneca de cerveja de Draco bateu no balcão.

— O quê?

— Você me ouviu.

— Acho que sim. Mas não tenho certeza se entendi bem.

— Quantos anos você tem? — Augusto indagou.

— Trinta. Por quê?

— Não é casado, certo?

— Não. Não combino com casamento.

— É gay?

Draco sorriu.

— Não que eu saiba.

— Tem uma namorada no momento?

Ele sempre tinha uma namorada.

— Claro.

— Bem, isso é bom. Mas ainda quero sua palavra garantindo que minha menina vai voltar para Drybed Creek do mesmo jeito que partiu.

Por um instante Draco sentiu-se ultrajado. Será que ele parecia um canalha?

Bem... Para ser totalmente franco, o próprio Draco não confiaria aquela missão para um sujeito como ele. Mas era verdade, Augusto não tinha com o que se preocupar. Draco não tinha ficado tão impressionado assim com a pequena Hermione...

— Você tem minha palavra — ele disse com firmeza.

— Aperte minha mão.

— Certo. — E foi o que Draco fez.

— Sua palavra sobre o quê?

O objeto da discussão dos dois subitamente materializou-se na escada, surpreendendo as expressões culpadas de ambos.

Draco ainda tentou sorrir, mas Augusto preferiu esconder os lábios atrás do copo de uísque.

— Eu prometi a Augusto que cuidarei de você em Sidnei — ele disse. — Vai ficar hospedada em minha casa, é claro.

A cobertura de Draco provavelmente seria capaz de hospedar um time inteiro de futebol, mas ele achou melhor não mencionar o fato. Afinal de contas, não lhe interessava em nada impressionar Hermione Granger. Ele não devia esquecer que estava naquele fim de mundo apenas para fazer um favor para o amigo Harry.

Além disso, a expressão da garota indicava que ela provavelmente odiava os homens. Talvez fosse como a tia...

— Draco disse que tem um quarto de hóspedes — Augusto anunciou.

— É uma casa grande? — ela perguntou friamente.

— Não. É um apartamento... mas é bastante grande, sim — Draco replicou.— Fica em Kirribilli. Bem diante da ponte, na parte norte da cidade.

— Parece ser um excelente lugar.

— E é. Do balcão pode-se ver toda a baía, além de uma linda vista do Opera House.

— Hermione sempre quis ir ao Opera House, não é mesmo, amor? — Augusto comentou.

Pelo olhar que ela dirigiu a Augusto, Draco concluiu que não era na companhia dele que Hermione preferia estar se fosse ver uma ópera.

— Posso mandar reservar ingressos — ele ofereceu-se polidamente, engolindo o resto da cerveja... que naquele momento lhe pareceu bem amarga. — Vou pegar minhas coisas no carro, se o quarto já estiver pronto.

— Tanto quanto possível — Hermione replicou secamente. Draco abaixou-se para pegar a valise, notando que ela e Augusto trocaram olhares antes de sair.

— Ele é mesmo um bom sujeito, o nosso Draco, não é? — Augusto perguntou laconicamente.

Hermione conhecia o gigante muito bem. Ele cuidava dela, e da virtude dela, como se fosse uma mamãe-ganso desde que seu pai morrera. E tinha feito um bom serviço. Embora aquilo não tivesse sido muito difícil durante os anos em que os hormônios femininos ainda não agiam, anos em que Hermione não encontrava prazer algum ao receber as atenções do sexo oposto.

Até que Ronny apareceu...

Ela suspirou.

— Diga logo o que tem a dizer, Augusto. E seja rápido. O homem não vai demorar.

— É justo. Tome cuidado com ele em Sidnei, amor. Draco é um bom sujeito, mas ainda é um homem. Embora não seja o homem para você...

— Oh, é verdade? — As mãos dela foram parar na cintura. — E se incomodaria em me dizer por quê? Ele é solteiro e eu sou solteira. E esse é um país livre.

— Sim, mas ele é o tipo que vai preferir continuar solteiro, e você não.

Hermione sentiu um aperto no coração.

— Como sabe que ele prefere ficar solteiro?

— Foi o próprio homem quem disse.

As sobrancelhas dela franziram-se. Estava pensando no motivo que levava um homem sensível e educado como Draco a tomar tal decisão. Era óbvio que ele gostava dos filhos do amigo que tinha citado, especialmente da menina. Por que não desejaria ter os próprios filhos? E uma mulher que o amasse? E uma casa de verdade para onde voltar todas as noites, e não um mísero apartamento com um balcão pequeno e escuro?

— Ele é um solteirão convicto, menina — Augusto encarou-a com firmeza. — E bem espertinho com as mulheres, se não me engano. Por isso repito... cuidado com ele.

Hermione suspirou.

— Você está fazendo tempestade num copo d'água, Augusto. Certo, então eu achei o Draco atraente. Que garota não acharia? Mas não vou fazer papel de tola. Isso eu prometo.

— Bom, especialmente porque nosso amigo já tem uma namorada.

A despeito de tudo o que dissera, ela voltou a sentir um aperto no peito.

Mas disfarçou bem o próprio desapontamento. Tinha aprendido pelo menos uma coisa com Ronny... não confiar em canalhas fácil demais.

— Não brinque — ela zombou, sorrindo secamente. — Quer dizer que não vou ter que me preocupar com Draco me perseguindo o tempo todo?

— Um homem como ele não precisa correr atrás das mulheres. As tolas vivem se jogando em seu colo por conta própria...

— Augusto, por acaso eu me atirei no colo de algum homem? — Felizmente o gigante não sabia sobre o caso dela com Ronny. Tinha ficado envergonhada demais para contar a verdade. Hermione se esforçara para não parecer fácil, mas bastaram alguns jantares para que ela se encontrasse no quarto dele... e querendo mais.

Se não tivesse sido por aquele alarme de incêndio...

Ela sentiu um arrepio na espinha ao pensar o quão perto tinha chegado. A um passo de entregar-se completamente àquele canalha. Pensar que tinha sido salva no último minuto!

— Sim, você é uma garota sensata — Augusto concedeu.

— Então pare de falar nesse assunto — Hermione replicou, baixando o tom de voz em seguida. — Agora cale-se. Ele está voltando — emendou num sussurro.

O jantar estava maravilhoso, mas a cozinheira desapareceu logo depois de servi-lo.

Draco achou que seu terno italiano tinha intimidado Hermione, por isso decidiu descer usando roupas mais casuais, apenas uma calça jeans e uma camisa esporte.

Mas o novo figurino, aparentemente, também não foi aprovado. A atitude fria de Hermione foi uma prova daquilo. Ele aceitou uma cerveja e então ficou sentado na mesa da cozinha, conversando com Augusto.

De qualquer forma, foi frustrante não poder dizer à anfitriã que a comida estava deliciosa.

— Você é um homem de sorte — ele disse a Augusto. — Não é qualquer um que pode desfrutar de uma comida tão boa todos os dias.

— Sim, Hermione é mesmo uma grande cozinheira... Mas sabe de uma coisa? Eu preferiria hambúrguer e fritas para variar. Fico feliz por deixar você desfrutar da culinária saudável dela por algum tempo.

Draco ficou espantado com a afirmação.

— Eu sequer sonharia em pedir para Hermione cozinhar enquanto estiver em Sidnei. Ela já vai ter muito com o que se ocupar sem se preocupar com a cozinha. Vamos comer fora na maioria das noites. Caso contrário, basta colocar alguma coisa para aquecer no microondas.

Augusto sorriu com desdém.

— Você não vai comer nada congelado enquanto minha menina estiver em sua casa. A menos que queira ouvir discursos intermináveis sobre o que o colesterol pode fazer com suas veias...

— Acho que deve estar falando das artérias — Draco corrigiu, pensando consigo que jamais deixaria ninguém, muito menos uma mulher, lhe dizer o que devia ou não comer.

O gigante encolheu os ombros.

— Seja como for. Só não diga que não o avisei. Isso me faz lembrar uma coisa... Você não fuma, não é?

— Ocasionalmente.

— Bebe?

— O que quer dizer com isso? Hermione já sabe que eu bebo. Foi ela mesma que me serviu esta cerveja... Está querendo me dizer que ela não gosta de homens que bebem?

— É que o pai dela nunca sabia quando parar, sabe como é...

— Bem, eu gosto de tomar uma cerveja depois do trabalho, e de uma boa garrafa de vinho para acompanhar as refeições. Mas sempre sem exageros, claro.

Mais uma vez Augusto sorriu.

— Sorte a sua, colega.

A irritação de Draco era crescente.

— Ela não parece ser uma pessoa muito fácil de se conviver.

— Pode apostar sua vida nisso — o ancião murmurou.

— E tenho a impressão de que não vai se ressentir muito por ficar um mês longe dela.

— Não me entenda mal. Hermione é uma doçura e eu a amo. Mas ela já está chegando àquela idade em que uma mulher precisa de um marido e filhos para cuidar, em vez de ficar se preocupando com pessoas mais velhas como eu.

— Bem, não comece a olhar para mim! Não pretendo ser seu salvador.

— Diabos, eu sei disso, Draco. Mas quem sabe? Talvez ela encontre um bom sujeito em Sidnei e acabe se ajeitando...

— Pensei que você queria que ela voltasse do mesmo jeito que saiu daqui — Draco replicou. — Raciocine comigo, Augusto. Procurar um marido em Sidnei pode custar um preço alto. Hoje em dia os homens numa cidade grande não compram nada sem testar antes... Por assim dizer. Creio que é melhor nos concentrarmos em assegurar uma herança decente para a garota primeiro, depois disso garanto que qualquer projeto de casamento será evitado pela própria Hermione. Digo isso porque a experiência me ensinou que mulheres financeiramente independentes geralmente não têm muitos problemas sentimentais...

— Eu não quero que ela se envolva com um canalha interesseiro! — Augusto protestou. — Quero que encontre um homem que a ame de verdade.

Um príncipe encantado, Draco pensou. Era uma espécie rara. Muito rara mesmo. E no caso de Hermione, talvez fosse inútil encontrar um homem assim.

— Tem certeza de que Hermione realmente gosta de homens?

O gigante piscou, surpreso, e então começou a rir.

— Sim, colega, tenho certeza.

— Quanta certeza?

— Toda, meu velho.

— Bem, ela não parece gostar muito de mim...

As sobrancelhas de Augusto arquearam-se significativamente.

— O que o faz dizer isso?

— Não sei. Mas pode acreditar que digo a verdade.

A expressão do ancião permaneceu impassível.

— Aposto que isso não lhe acontece com freqüência, certo?

— Para ser franco, não mesmo.

— Não encare isso como uma ofensa pessoal. Hermione só não é o tipo de garota com a qual você está acostumado. Agora coma seu jantar, ou ela vai aparecer daqui a pouco para nos acusar de deixar a comida esfriar...

Draco voltou a pegar o garfo e terminou de comer, mantendo-se pensativo pelo resto do jantar.

Infelizmente, pelo que tinha ouvido... e visto... a Srta. Hermione Granger não era a mulher mais flexível do mundo. Ela realmente era capaz de pensar por conta própria. Além disso, possuía uma personalidade forte e era bem teimosa. E para piorar tudo, ou Hermione realmente não gostava de homens, ou tinha passado por maus bocados por causa de um no passado, o que a fazia desconfiar intensamente de todo o gênero masculino.

A afirmação sincera de Augusto fez Draco optar pela segunda alternativa. Só aquilo explicaria seu comportamento estranho.

Como ele teria que agir para vencer a desconfiança de Hermione?

Bem, teria que esperar até ficar a sós com ela para tentar algo. E então faria aquilo em que era o melhor. Escutar.

Todas as mulheres gostavam de falar. Especialmente sobre si mesmas.

E na maioria das vezes os homens não se preocupavam em ouvi-las. Geralmente eram egocêntricos demais, sempre gabando-se de si mesmos...

Draco nunca falava de si quando estava sozinho com uma mulher. Ele possuía as qualidades de um bom vendedor, só falava quando necessário e, principalmente, era um ótimo ouvinte. A situação sempre se repetia. Bastava que ele ficasse cinco minutos a sós com uma garota e ela já começava a contar toda a história de sua vida!

Sem dúvida iria conseguir o mesmo com Hermione. Seria prudente e simpático. E então... Bem, então ele teria munição suficiente para conseguir o que queria. A cooperação total da Srta. Granger.

Um sorriso satisfeito curvou-lhe os lábios enquanto mastigava o último bocado da carne de cordeiro. Dentro de no máximo dois dias iria ter a esperta Hermione nas mãos, ou não se chamava Draco Malfoy...


N/A:Mila Pink: Realmente querida,

Draco Malfoy é bem convincente e sim vamos ter muitas surpresas com ela...

Vamos dizer que ela vai domesticar o Malfoy...

Lally Sads : que bom que gostou,

eu ia colocar o Baise como amigo do Draco,

mas para o que eu vou fazer não ia dar certo T.T

Beijos Doces

Miss Perfection

PS: Participe da Campanha Faça um Autor Feliz. Comente! *-*