Logo após ficarem sentados lá uns 30 minutos conversando, John e Sara foram pegar a chave do quarto, porque Sara não conseguia encontrar a sua, e ligara para o reitor, que sabia que o FBI estava no campus, e pedira para ele colocar um colchão a mais no quarto 405, então John já tinha direito a uma chave extra.
No quarto, John colocou uma mesa ao centro para que eles pudessem abrir a papelada e arquitetar um plano. John ficara próximo a janela e Sara de costas para a porta.
JH: Ok, Sara, eu estive fora do caso por 4 dias, insira-me.
SS: Jason Sheed como você deve saber é o nosso alvo. Ele é filho de um dos diretores do Pentágono, mas com a ausência de um pai durante o crescimento, ele se rebelou. Ele é traficante de drogas, ato que o pai luta contra.
JH: A droga vem de onde?
SS: Geralmente da Colômbia, mas varia às vezes. Ok, acho que é isso.
JH: Hoje no almoço você falou que já tinha um plano...
SS: Sim, domingo terá um baile, e por mais irônico que seja, é um baile à fantasia de filmes. E eu irei de 007 e você de The Godfather (O poderoso chefão). Temos que confirmar nossa presença amanhã, já que Jason e Allie, namorada dele, confirmaram hoje. A festa será no ginásio, temos que pegar a planta do prédio.
JH: Não precisa, eu tenho a planta aqui.
Sara levanta uma sobrancelha, até agora ele não parecera um mau agente, mas tampouco ótimo. John percebera a surpresa.
JH: Você não acha que sou eficiente?
SS: Como faz isso?
JH: Isso o que?
SS: Ler meus pensamentos, às vezes. Isso é realmente irritante.
JH: Você não é fácil de ler, mas também não é tão difícil entender que você não gostou de mim no primeiro momento.
SS: Vou deixar essa questão em aberto.
JH: Ok, sem pressão.
Estava realmente quente, e a janela já estava aberta.
SS: Ei, você pode ligar o ar condicionado? O recepcionista falou que o controle está dentro dessa gavetinha – disse apontando para uma escrivaninha encostada na parede.
John se levantou e procurou o controle, só que ele não funcionava pois estava sem pilhas.
JH: Hm, Sidle não tem pilhas. Liga para a recepção e pede.
Sara ligou e eles disseram que dentro de uma hora eles trariam.
SS: Enquanto eles não trazem, eu preciso tomar uma ducha. Já volto.
15 minutos se passaram e Sara voltou usando uma regatinha colada ao corpo e uma bermuda mais solta. John não tinha tomado ducha, mas estava mais confortável: sem camisa. Sara ficou embaraçada quando o viu. Ele era... bonito. Bem bonito.
SS: Assim estou bem melhor!
JH: Ok, eu estava analisando o trabalho dele e percebi que há um sistema. Ele traz a carga a cada troca de lua. Não sei por que, mas encaixa perfeitamente.
SS: Nossa, como eu não pude perceber? – disse abismada
JH: Calma Sara, não dá para ser perfeita em tudo – disse com um sorriso. Ele estava flertando com ela, descaradamente. Sara percebera, e lembrou que o beijo não parecia total encenação. Ele era forte, porém delicado. Os lábios dele não ofereciam sustentação, eles eram famintos. Era homem.
SS: Não estou estressada, só decepcionada comigo. Porém isso significa que ele tem uma carga para chegar amanhã, quarta a noite.
JH: E mandaremos nossos colegas pegá-las. Porque é óbvio que ele já saiba que tem alguém do FBI no campus, e não poderemos ser vistos por ele.
SS: Sim, claro. E pegaremos ele no baile.
JH: Então, amanhã eu vou alugar meu smoking e você vai como?
SS: Eu já tenho algo em mente.
Por alguns minutos eles trocaram olhares, e John sabia que ele estava apaixonado por Sara. Era algo intenso, nunca tinha se sentido assim. Eles estavam juntos por um só dia! E gostar de uma colega de trabalho não parece tão certo assim. Enquanto ele continuava a olhá-la, Sara percebeu que ele tinha uma grande cicatriz da clavícula até a nuca, e em cima dela uma tatuagem: Agere non loqui.
Droga, está em latim.
SS: Ei, o que significa?
JH: Significa o que?
Sara chegou mais perto e apontou.
SS: Isso, Agere non loqui.
JH: Não é somente o significado da tatoo, e sim da cicatriz.
SS: Pode me contar?
JH: Há 3 anos atrás eu estava trabalhando num caso de prostituição em Seattle, com meu parceiro Sean. Ele era meu amigo desde o colégio, e tinha um lema: Agir, não falar. Claro que isso o metia em problemas constantemente, mas eu sempre o livrei, até que um dia entramos no FBI juntos. O diretor nos chamava de yin e yang: um era racional demais e o outro muito ativo. Um controlava o outro. E nesse caso de prostituição, eu me envolvi com uma garota, a Rachel. Ela estava saindo desse mundo, iria entrar na universidade, a de Las Vegas. E ele me alertou, falando que o cafetão dela já estava na minha cola.
Sara olhava pro chão, e pensava: John com uma prostituta?
JH: Eu não a conheci naquele mundo, eu lembro que ela era minha vizinha. Mas aí eu comecei a investigar e descobri que ela estava na minha investigação, mas queria sair da prostituição. Aí começamos a nos ajudar: Eu ajudava ela nos estudos e ela me ajudava a resolver o caso me dando informações. Até que um dia eu e Sean estávamos prontos para prender aqueles caras, e fomos pegos de surpresa na rua. Eu levei dois tiros, e Sean um somente. O do Sean, foi na cabeça, fatal. E o meu foi na perna e no ombro. – disse John com lágrimas.
SS: Desculpe, não queria..
JH: Não tem problema Sara – disse John chegando mais perto – Já faz algum tempo, e admito meus erros e arrependimentos. Eu não deveria ter me envolvido tão intimamente com Rachel, o que fez o cafetão dela ficar bravo.
SS: O que você fez?
JH: Eu a pedi em casamento um mês antes no meu atentado. Quando ele descobriu e a torturou , e no mesmo dia tentou me matar. Não consegui, mas matou o meu melhor amigo. O que quase me levou à loucura. Hoje, eu consigo ver cada erro que eu cometi.
SS: O que você passou não foi nada fácil.
JH: Não posso dizer que tudo foi horrível, por uns 6 meses eu tive felicidade plena ao lado de Rachel e com o meu amigo. Ela era incrível, e eu tinha muitos planos com ela. Enfim, essa cicatriz foi feita com a retirada da bala, e em cima eu tatuei em latim o lema do meu melhor amigo: Agir, não falar.
SS: Agere non loqui.
JH: Já que éramos o equilíbrio, e ele que sempre me ajudava a me expressar, agora isso me lembra todo dia. Só restou o yin, do yin e yang.
SS: Ele ainda está aqui, ele está dentro de você John.
JH: E agora, eu seguirei o lema dele.
SS: Ahn?
Nisso, John chegou mais perto e beijou Sara fervorosamente, deixando-a sem fôlego. Sara sabia que aquilo não era racional e não era justo com John. Ela não o amava. Mas depois iria falar com ele, por hora sua boca estava ocupada.
Eles pararam de se beijar depois de alguns minutos, pois havia alguém batendo a porta. Sara estava "pendurada" no pescoço de John por causa do beijo, e ele estava a abraçando. Eles desfizeram a pose, e ela foi atender a porta. A boca de Sara estava vermelha e "inchada" por causa do amasso. Mas ela nem ligou, deveria ser o recepcionista na porta por causa das pilhas.
Quando Sara abriu ela teve surpresa:
SS: Sr. Grissom?
Obrigada pela reviews, elas me incentivaram a continuar escrevendo. E desculpem-me pela demora, faltava tempo e inspiração! Até logo.
Esperem o 5 capítulo, e me digam se gostaram do 4. Hehe, beijos.
