Capítulo 3


Como previra, não consegui dormir absolutamente nada da noite do sábado para o domingo, e nem nos dias seguintes. Nada mais do que uma hora ou duas horas. Minha aparência tornava-se deplorável, tinha olheiras rasas sob os olhos e não conseguia prestar mais atenção em nada ou ninguém, mesmo porque minha cabeça ainda borbulhava em dúvidas e, para todas elas, eu tinha duas respostas: uma plausível do ponto de vista da sanidade e a verdade.

Como a proximidade de Weasley e Granger, por exemplo, o que havia entre os dois afinal? Por que estavam correndo tão tola e alegremente antes de me encontrarem?

Eu sabia perfeitamente bem a resposta para essas duas perguntas.

E, para ambas, bastava que tivesse acompanhado minimamente o crescimento dos dois durante sete anos, coisa que eu inevitavelmente fizera. Era evidente, depois de todas aquelas brigas, todas as ceninhas patéticas onde ele virava a cara para ela e ela se recusava a sentar ao seu lado, depois de todos os sorrisos cúmplices, depois de todas as risadas... Eles ficariam juntos.

Aquilo era tão certo quanto o nascer do Sol um dia após o outro, e eu acreditava que o motivo da demora era um dos dois tomar alguma providência, talvez pelo embaraço de enxergar o óbvio, algo que qualquer um via.

E aquela era minha resposta: os dois estavam tão próximos um do outro porque era daquela forma que as coisas deveriam ser.

Mas preferia esquivar-me dela, preferia dizer a mim mesma que eles podiam fazer o que quisessem; que, para mim, nada daquilo fazia diferença. Se eles namoravam ou não, se estavam juntos ou não, não me importava. Eu estava com outra pessoa também, não estava? Eu tinha Draco, e ele era infinitamente melhor do quê aquele pobretão Weasley.

A questão é que eu não estava interessada no Weasley, e sim na garota dele, e só o vislumbre daquele pensamento era o suficiente para tirar-me o sono.

Na verdade, eu não sabia mais o que pensar. Tudo o que eu concluía caía por terra toda vez que eu passava os olhos na face dela. Não sabia qual era o meu verdadeiro interesse nela, não sabia por que tinha aquela necessidade tão intensa de olhá-la, de entendê-la.

Não sabia o por que do silêncio, para onde iam todas as dúvidas que eu gastara horas para formular. Não sabia por que ela permanecia em silêncio... Será que estava passando pela mesma situação que eu? Será que todas aquelas dúvidas também assolavam sua mente?

Não sabia, e a ignorância me matava.

Mesmo dizendo a mim mesma insistentemente que nada aquilo me importava, mesmo jurando que não fazia diferença, eu me importava, e minha máscara não parecia capaz de salvar-me daquela vez.

Não sei que horas eram quando finalmente levantei-me da cama. A Lua ainda brilhava lá fora e o ar sereno deitava sobre o castelo, ladeado pelo silêncio opressor. Deveria ser tarde, muito tarde, mas era inconcebível continuar na cama daquela forma, revirando-me de um lado para o outro, incapaz de pregar os olhos e cada vez mais irritada por isso.

Saí da cama e procurei, o mais silenciosamente o possível, um robe para colocar sobre a minha camisola e então deixei o quarto. Não tinha idéia de onde pretendia ir, mas não queria ficar presa naquele quarto, não quando o silêncio e a escuridão afloravam ainda mais os meus pensamentos.

Teria problemas se alguém me encontrasse vagando completamente desnorteada pelos corredores, mas não me importava, nada mais me importava. Tudo o que eu desejava era nunca ter posto os meus olhos nos dela. Provavelmente eu ainda estaria feliz vivendo minha rotina medíocre, contentando-me com prazeres medíocres como dar uma volta pelo gramado ladeada por Draco, ouvi-lo falar mal dos Lufos ou de qualquer um que passasse pela frente dele.

Agora havia aquela outra garota, que parecia simplesmente tão próxima de mim naquele momento, tão próxima, que não havia mais espaço para qualquer outra pessoa ao meu lado.

Eu sempre achei que era um fardo sustentar minha máscara de arrogância, quando, na verdade, o verdadeiro fardo era viver a vida como ela deveria ser vivida, sem medo, sem precauções.

Estava a passos da loucura e tinha plena consciência daquilo. O modo como perdera a fome e o sono simplesmente por um olhar... Era obsessão demais até para alguém como eu suportar.

Sim, eu já admitira a mim mesma que ela era minha nova obsessão, e, da mesma forma que Draco fora certa vez, eu via o seu rosto em todos os lugares. Quando ele estava por perto, eu desejava que os minutos congelassem-se, só para que eu pudesse continuar encarando-lhe, apenas encarando-lhe, sem mais nada a fazer, bem como desejava com ela, agora.

Consagrava os momentos que eu gastara olhando-o, como os únicos momentos de felicidade genuína que eu já tivera. Agora acontecia tudo outra vez. Justamente quando eu conseguira, enfim, me aproximar dele, eu me interessava por outra pessoa, uma garota, uma grifinória, uma desclassificada.

Gostaria de me apoiar na tese que diz que ninguém escolhe essas coisas, e, de fato, não escolhem. Em que mundo uma Parkinson olhar uma segunda vez para uma sangue-ruim é sequer admissível?

A verdade é que eu não queria apenas olhá-la, e nem admitir para mim mesma o que na verdade eu pretendia. Aquilo sim, era pedir demais de alguém hipócrita como eu.

Não importava para onde eu fosse ou para onde olhasse, ela sempre estaria lá, se não fisicamente, ela estava nos mesmos lugares que eu simplesmente por não deixar minha mente um só segundo.

Freqüentar a biblioteca tornara-se minha nova mania.

Todos os meus momentos de folga eu gastava caminhando até aquele lugar e sentando-me o mais afastada o possível da porta ou de Madame Pince e, quando Granger finalmente entrava por aquelas portas, o meu ar faltava, o chão sumia, mas nada daquilo fazia diferença, não quando tudo o que eu precisava era apenas sentar-me ali junto a ela, mesmo que não nos aproximássemos de fato, mesmo que nada disséssemos.

Com um suspiro, decidi que a melhor maneira de terminar aquela noite era indo mais uma vez à biblioteca. Afinal, era inútil rejeitar aquele lugar ou o que ele representava, se, naquele estágio de minha vida, ele parecia ser tudo para mim.

Abri as portas de carvalho o mais lenta e silenciosamente que pude, suspirando aliviada por ter sido praticamente imperceptível minha entrada naquele lugar. Caminhava até a minha mesa, quando congelei ao ouvir um barulho muito alto atrás de mim, algo que lembrava um livro caindo ou sendo fechado muito abruptamente.

Lentamente, virei-me, tentando conter a respiração e fazer o menor barulho o possível. O que vi foi apenas o crepitar das chamas da lareira que quase se apagavam, reduzindo-se a cinzas semi-luminosas.

Arrisquei-me aproximar um pouco mais da lareira. Seja lá o que fosse aquele barulho, parecia ter vindo de algum lugar perto dali. Caminhava lentamente, passo ante passo, com os pés nus tocando o chão delicadamente. Então, ouvi o barulho novamente e me virei energicamente para o local de onde este tinha vindo, esquecendo-me completamente de que estava sendo precavida e silenciosa.

O que vi... Tirou-me as palavras, o espanto, a precaução. Tirou até mesmo minhas defesas. Todas elas, definitivamente.

Era ela, a mesma garota que eu obsessivamente observara ao longo daquela semana, a garota que invadia minha realidade e até mesmo o meu subconsciente, nas raras ocasiões que conseguia dormir. Ela estava parada na minha frente, folheando livro atrás de livro como se procurasse por alguma coisa, tão compenetrada no que fazia que nem ao menos reparara que não estava mais sozinha naquele lugar.

Os cabelos estavam presos numa trança mal feita, a testa contraía-se numa expressão concentrada.

Pensei em chamar-lhe, pensei em aproximar-me dela, pensei em muitas coisas, todas igualmente apavorantes.

Admitir que eu sentia algo inegavelmente forte por ela era uma coisa, chamá-la e colocar meus sentimentos a prova era outra. Eu não sabia como ela reagiria, não tinha idéia do que pensava, e, por incrível que parecesse, o que mais me dava medo era que ela pensasse como eu.

Não confiava em minha decência, meus conceitos ou meus precedentes naquele momento. Aliás, não confiava em absolutamente nada em mim quando o assunto em questão era ela.

Sem virar-me, fui me afastando vagarosamente, a chama quase ausente da lareira deixava de iluminar os meus pés. Eu parecia estar perto da porta e longe o suficiente dela, ao menos para poder me virar e voltar a respirar decentemente.

Quando me virei, bati o braço em algo estava encima de alguma mesa. Pelo jeito, o desespero para me afastar me fizera perder completamente a noção de espaço, de modo que eu me encontrava exatamente entre duas mesas de estudo. O objeto caíra no chão com o típico estardalhaço de algo metálico sendo derrubado.

Meu coração simplesmente parou de bater enquanto eu olhava para o chão, amaldiçoando o desgraçado que deixara um castiçal sem velas sob uma das mesas. O castiçal ainda rolava no chão vagarosamente, de um lado para o outro, tentando encontrar o equilíbrio entre as portas-vela.

Eu podia correr, sair dali como um raio e fingir que nada daquilo acontecera, fingir que nunca saí de meu quarto, mas eu simplesmente não conseguia me mover. O medo, a expectativa e o anseio me paralisavam. Eu temia que ela viesse até mim, temia por tudo o que podia acontecer. Mas, por outro lado, a curiosidade me matava.

Com passos apressados, ela andou até mim e me encarou por alguns segundos, completamente estática.

Não tive coragem de levantar o rosto, não quando não tinha idéia do que ela poderia fazer. Esperei mais alguns segundos por outra movimentação sua, por qualquer ruído que indicasse que era seguro eu levantar a cabeça. O problema era que nada daquilo era realmente seguro.

Mas por fim o fiz, levantei o rosto e olhei-a, a varinha pendendo frouxamente entre os seus dedos. Ela também estava de camisola, branca, com rendados na barra e nos seios. Estava linda, absolutamente maravilhosa em toda a sua simplicidade.

Ousei enfim soltar o ar e ela também o fez. Estava paralisada, tanto quanto eu. O que eu não sabia dizer era o por quê.

Para mim, aquilo era uma maldição, a mais perfeita de todas as maldições condimentada sutilmente pelo acaso, mas como eu poderia saber o que era aquilo tudo para ela?

Talvez eu simplesmente não devesse saber.

Ela suspirou, colocando a varinha sobre uma das mesas e se aproximou, ficando a centímetros de distância de mim. Seus olhos vagueavam dos meus para um ponto mais abaixo, talvez minha boca, e então, voltavam-se para os meus olhos, numa súplica silenciosa, para que eu acabasse com tudo aquilo.

Não tenho idéia de quantas coisas passavam pela minha mente naquele minuto, mas nem ao menos eu conseguia sabotar, com minhas conclusões mentais completamente absurdas, o visível anseio nos seus olhos.

Parei de pensar, de raciocinar, de respirar ou de qualquer outra coisa completamente desnecessária, tomei-lhe o rosto entre as mãos e aproximei-me dela, hesitando entre suprir todas as minhas necessidades, de afastar-me de toda a minha realidade, de investir no novo, no obscuro, no impensado ou apenas permanecer na sanidade.

Mas não consegui concretizar qualquer um daqueles pensamentos em minha mente, não quando sentia o seu hálito fresco tão perto do meu, não quando sentia sua respiração no mesmo espaço que a minha, respirando literalmente o ar de seus pulmões.

Toquei seus lábios gentilmente com os meus. Se tudo aquilo tinha sido má interpretação minha, então aquele era o último momento para corrigir-me. Mas ela não fez. Toquei-lhe os lábios novamente com os meus, passando-os levemente sobre seu lábio inferior e sentindo-a corresponder ao toque.

Beijou-me os lábios, delicadamente, como tudo nela parecia ser, e eu correspondi. Era tarde demais para pensar no por que de tudo aquilo, tarde demais para me arrepender, mesmo porque era aquilo o que eu queria, desde o momento em que me dera o trabalho de realmente olhá-la, e não apenas enxergá-la, como fizera aquele tempo todo.

Quando dei por mim, nossos lábios já estavam unidos e a nossas línguas já exploravam calmamente o interior de nossas bocas. Ela passou um dos braços em torno da minha cintura e o outro, colocou na minha nuca aprofundando o beijo, e eu puxei-a para mais perto de mim. A distância era simplesmente inconcebível.

Soltei seus lábios por alguns instantes e beijei-lhe o rosto, passando em seguida para o pescoço, tudo aquilo com a maior calma e delicadeza que eu conseguira reunir. A verdade era que eu ansiava por aquele momento há uma semana, mas não podia estragar as coisas me precipitando. Ainda tinha a hipótese de ela estar envolvida com a situação; eu não provocaria seu despertar sendo completamente grosseira.

Um suspirou escapou de seus lábios, o som da sua respiração acelerando. A proximidade, a possibilidade de sentir o seu coração batendo completamente descompassado contra o meu peito, tudo aquilo era inebriante, um sedativo, impedia-me de pensar, limitando-me apenas a sentir.

Outro suspiro escapou de seus lábios quando eu voltei a acariciar-lhe o pescoço com os lábios. Com a mão que estava na minha nuca, ela me trouxe novamente para os seus lábios, dispensado as gentilezas.

Sentia um calor percorrer todo o meu corpo, em especial no baixo ventre, e o mais singelo dos toques causava-me arrepios e sensações que eu nunca tinha experimentado antes, sua boca, sua pele, tudo aquilo tinha o mais doce dos gostos que eu já provara.

Trouxe-a para trás vagarosamente, sem muita idéia do que eu pretendia com tudo aquilo, prendendo-a em meus braços fortemente, como se nunca na vida fosse concebível viver novamente em outro lugar se não nos seus braços.

Encostei-me numa mesa e meu coração deu outro salto, ao perceber que agora ela empurrava meus ombros e meus quadris, não se refreando por eu já estar encostada à mesa.

Inclinei-me sobre a mesa e ela não aliviou a pressão do seu corpo contra o meu, deitando-se sobre mim. Soltei-lhe a cintura e, com as mãos, apoiava-me na mesa para trazer meu corpo mais para trás, para poder deitar sobre a mesa devidamente. Enquanto o fazia, senti algo perfurando minha mão. Tirei-a rapidamente do tampo da mesa e afastei meu rosto do da garota por alguns instantes, tempo o suficiente para ver um pequeno talo de madeira rasgando o tecido do meu robe, que estava sobre minha mão, cortando fundo e ardendo como um espinho.

Puxei-o de minha mão num só movimento e o ardor percorreu todos os meus dedos quando um pequeno filete de sangue saiu por onde o talo estava. Olhei para a manga do robe, avaliando o estrago, mas não tive tempo de concluir coisa alguma, pois ela logo pegou minha mão e apertou-a contra a sua. Sentia pequenos choques percorrerem entre meus dedos, originados do lugar onde minha pele tinha sido cortada.

Quando finalmente soltou minha mão, a sua também estava suja de sangue. Sorriu para mim, daquela maneira que só ela sorria. Eu entendia as implicações daquele sorriso, entendia o que queria dizer-me ao olhar-me daquela forma, mesmo não dizendo uma só palavra.

Deitei-me sobre a mesa e ela sobre mim, aceitando que nada daquilo teria mais volta, não agora.

Seus lábios encontraram os meus novamente, com intensidade e determinação muito maior do que das outras vezes que me beijara. Minhas mãos subiam e desciam por suas costas, sem me importar se isso puxava a camisola para cima e para baixo. Ela colocou as mãos na minha barriga, procurando pelo laço do robe e o desfez assim que seus dedos entraram em contato com o mesmo. Abriu-o e passou as mãos rentes ao meu corpo, por baixo do robe, até meus ombros, contornando-os, fazendo com que ele caísse.

Tirei os braços de suas costas e, por alguns instantes, levantei-me, arranquei o robe de meu corpo e arremessei-o numa mesa ao lado da que nos deitávamos. Ela sorriu diante daquilo e eu também o fiz, brevemente, pois logo em seguida a puxava pela nuca novamente para colar seus lábios nos meus.

Respirar já era algo completamente dispensável. Seu corpo contra o meu fazia com que eu não conseguisse puxar ar suficiente, mas aquilo não importava. Tudo o que importava, era que ela não parasse.

Por baixo da camisola, passei a alisar suas costas, macias, que se arrepiavam ao mais sutil dos toques. Puxei a camisola por cima de seus braços, despindo-a, instantes antes de ela fazer o mesmo com a minha.

Nossos corpos colados era a melhor sensação que eu já experimentara na vida. As mãos deslizavam por nossos corpos, suspiros eram liberados a cada toque um pouco mais ousado. Passei para cima dela e antes de voltar a beijá-la, encarei-a. Eu simplesmente não podia acreditar no que estava acontecendo, não acreditava o rumo que a situação tomara, mas eu rezava, suplicava, para que aquela não fosse a última vez que eu a teria em meus braços.

Beijei-lhe os lábios, o rosto, o pescoço, o colo, enquanto minhas mãos alisavam o seu corpo, explorando algo que eu nunca tinha se quer pensado em fazer antes. Gemidos escapavam de seus lábios entreabertos, seu sorriso era de puro deleite, e naquele momento eu soube que aquela era a coisa mais bela que eu veria em minha vida.

Ela passou a me acariciar em lugares íntimos, proibidos, mas não para ela. Não consegui deixar de escapar um gemido quando suas unhas arranharam delicadamente a parte interior da minha coxa, e senti seus lábios, pressionado contra os meus, contorcendo-se num novo sorriso.

As carícias eram mais intensas, bem como os beijos. Eu ofegava tanto quanto ela, enquanto nossos corpos nus entravam em contato um com o outro, incitados por nossos lábios e mãos. A felicidade que eu senti, os choques elétricos que percorriam meu corpo, ladeados pelas ondas de calor, somados com a pessoa que provocava todas essas reações em mim, determinava o melhor momento de minha vida.

Por fim, deitamo-nos sobre a mesa da biblioteca, ofegantes, tentando recuperar o fôlego. Ela saíra de cima de mim e aninhava-se confortavelmente nos meus braços, enquanto eu simplesmente não conseguia deixar de sorrir e não pensar em nada em absoluta, ao menos nada que não fosse seus gemidos, seu corpo, seus olhos fechados enquanto os lábios permaneciam entreabertos, suas mãos... Pensar nela.

O Sol já começava a nascer no horizonte, e, pesarosa, concluí que teríamos que sair dali, dos braços uma da outra, e colocar novamente nossas máscaras de descaso. Ela pereceu ter pensado o mesmo, pois, logo em seguida, sentou-se delicadamente e apanhou suas vestes, colocando-as no corpo suado.

A camisola branca tinha uma pequena mancha vermelha nas costas do sangue que escorrera de minhas mãos, marcava-a, da mesma forma que ela marcara a mim.

Coloquei minhas vestes e, de pé, aproximei-me dela novamente, sem a menos idéia do que deveria fazer.

O que deveria dizer? O que se diz depois de uma noite daquelas? O que se diz para alguém que te enxerga por quem você realmente é, sem nunca ter lhe dito uma palavra para sobre isso?

Estava tão aflita e compenetrada em meus pensamentos, que nem reparei que ela já estava parada na minha frente, me encarando com um sorriso doce nos lábios. Aproximou-se e tomou meu rosto nas mãos. Deixei que ela fizesse de mim o que quisesse, pelo menos uma de nós não parecia completamente perdida.

Ela beijou-me a testa com delicadeza e, depois, se afastou, soltando meu rosto. Caminhou até a porta da biblioteca sem olhar para trás, mas, antes que fosse, virou-se novamente, apenas com um vislumbre de um sorriso nos lábios. E então se foi.

Mal sabia ela que aquele pequeno sorriso era o suficiente para implantar todas as dúvidas novamente minha mente.

Meu doce tormento.


Primeiramente, eu gostaria de dizer que o está conspirando contra mim.

Este capítulo está pronto e o documento aqui na pasta do meu profile há muito tempo, mas simplesmente não conseguia loadar o capítulo (não que eu acredite que "load" seja um verbo, veja bem).

Enfim, aqui está o capítulo, espero que vocês tenham gostado!

nina: Muito obrigada pelo insentivo! Espero que tenha gostado deste capítulo também!

lukas: Obrigada, espero que tenha gostado.

Dessa: Ah! que bom que você gostou! Tomara que tenha gostado deste capítulo também.

Vick Weasley: Liebe dich, meine liebe. x) Espero que você tenha gostado deste capítulo, tua opinião importa muito para mim. Danke shon, schwester! (ah! Draco te mandou um beijo!)

E eu quero mais reviews, FATO.

beigos!