Boot Camp

Por: Snowdragonct

Tradutora autorizada: Aryam

Campo de Treinamento

Capítulo Dois: Lições Aprendidas

Duo acordou com uma tremenda dor de cabeça, gemendo e colocando uma mão sobre o rosto. "Alguém anotou a placa do caminhão que me atropelou?" murmurou.

"E que baita caminhão!" soou a voz de uma mulher.

Duo piscou olhando para cima encontrando um rosto preocupado. "Quem é você?"

"Doutora Po" respondou franzindo o cenho. "E juro que se inventar de fazer outra proeza de macho outra vez, vou te mandar para fora daqui."

"Huh?" o rapaz tinha dificuldade para se lembrar do que acontecera e porque estava deitado com uma bela médica cuidando dele.

"Suponho que desorientação já era de se esperar" suspirou. "Lembra do seu nome?"

"Er... Duo" ele disse, observando-a como se fosse levemente estúpida.

"Sabe onde está?"

"Numa cama?" adivinhou.

Ela rodou os olhos. "Sabe onde sua cama está?"

O jovem de cabelos longos olhou em volta para as paredes feitas com tijolos de cimento. "Cadeia?"

Os olhos dela se estreitaram. "Está chutando ou você sabe?" exigiu.

"Sei que meu nome é Duo Maxwell" certificou-se. "O resto é um tanto... vago."

"Acampamento Peacecraft te lembra alguma coisa?"

Ele sentou-se rapidamente... ou pelo menos tentou, estremecendo e caindo novamente com a dor que irrompeu em suas têmporas quando se moveu. "Ah, merda!" pressionou as mãos na testa.

"Sua dor é um efeito colateral normal após ser nocauteado por um choque relativamente forte" comentou secamente.

"A cerca de perímetro" lembrou-se com um grunhido.

"Sim... as cercas. Sendo assim, pense nelas como armas de choque gigantes" disse-lhe. "E você tinha que testá-las."

"Aquele diretor cretino me obrigou" Duo resmungou fechando os olhos para aliviar a dor.

"Não é o que ele diz" respondeu a doutora. "De acordo com ele, foi um tipo de aposta entre você e um outro garoto. Uma bem idiota, rapazinho" Ela o fulminou com o olhar até que ele abrisse os olhos e visse. "Nunca mais tente isso de novo. Se você não estivesse com uma ótima saúde ou se seu coração fosse fraco, algo assim poderia seriamente acabar com você."

"Já o fez." Reclamou, tremendo com a dor.

Ela soltou um bufo zombeteiro. "Deixe de ser criança. Poderia ser bem pior."

"Se você não fosse mulher, eu te mandaria ir se fu-, er, catar coquinhos na ladeira" o jovem terminou desgastado.

"Vamos, sente-se e colocarei um travesseiro atrás de você para que possa engolir umas aspirinas" ela ralhou.

Duo obedeceu, deixando a doutora apoiá-lo em travesseiros e obedientemente engoliu as aspirias junto com o copo d'água que ela trouxera. Depois observou-a cansadamente, enquanto ela andava pela enfermaria escrevendo notas numa prancheta. "Há quanto tempo estou... bem... aqui?"

"Cerca de uma hora" informou. "E já que é hora da janta, mandei alguém vir trazer uma refeição para você." Ela o encarou duramente. "Quando terminar de comer, a aspirina deverá estar fazendo efeito e você poderá voltar para o alojamento. Já recebeu o alojamento, não é?"

Ele assentiu puxando o cartão dobrado do bolso. "Sim... parece que é o 'G'" virou seus olhos índigo para ela, uma expressão quase suplicante. "Eu não estava mentindo, doutora. Não testei a cerca em uma aposta, sabe?"

Ela fez um som levemente zombeteiro novamente. "Bem, seja lá a razão, não faça outra vez" encarou-o com genuina preocupação. "Entendeu?"

"Sim senhora" suspirou, fitando em desagrado o cartão na sua mão. Obviamente não poderia contrariar o diretor, mesmo com um pátio lotado de testemunhas. Infelizmente, a médica não fora uma delas.

Pouco tempo depois, o assistente chegou e Duo alegremente devorou o prato de comida e o copo de leite, não tendo comido desde a marmita entregue no almoço durante a viagem. Quando terminou, a doutora Po checou suas pupilas, ouviu seu coração e tirou sua pressão antes de lhe dar alta.

"Na saída, vá para o prédio de administração. Dê esse formulário ao diretor Kushrenada."

Ele viu o papel de dispensa médica, suspirando. "Tenho que vê-lo?"

"Regulamento. Pelo menos até estar sob jurisdição do capitão Chang. Depois disso, vai responder a ele."

Duo assentiu, de modo fatigado, pôs-se de pé e saiu exausto da enfermaria. Eram poucos metros até o outro prédio e ele empurrou a porta para encontrar a mesa da recepção vazia.

"Oh, isso fica cada vez melhor" murmurou, dirigindo-se à porta entitulada "Diretor". Bateu cautelosamente, desejando não obter resposta para que pudesse deslizar o papel por debaixo da porta e escapar para o alojamento.

"Entre."

Duo entrou deparando-se com o administrador sentado confortavelmente atrás de uma grande mesa de carvalho, ouvindo música clássica em um aparelho de som de última geração e soprando contente um charuto.

"Maxwell." A satisfação arrogante na voz do homem instantaneamente fez os cabelos na nuca de Duo se eriçarem. "Então, aprendeu uma lição hoje?"

"Sim, você me lembrou como você é..." o rapaz parou com esforço, engolindo o comentário agressivo. "Sim, aprendi" falou baixinho, olhos semicerrados lançando um olhar nervoso indicando perigo para o homem atrás da escrivaninha. E uma puta lição. O diretor é seu inimigo. Não que fosse novidade para o rato de rua de L2 tendo sido maltratado pelo mesmo homem a primeira vez que fora preso.

"Acho que não gosto dessa cara, Maxwell" comentou Kushrenada, colocando o charuto no cinzeiro. "É melhor aprender agora mesmo, desacato não vai te levar longe aqui."

"Nem obediência." Retorquiu.

Um lento sorriso alargou a face do outro homem. "Está aprendendo, condenado."

"Mais do que quer que eu aprenda" Duo sussurrou, deixando seu ódio brilhar em suas orbes. "Isso ainda é uma prisão juvenil. Têm regras sobre o que você pode e não pode fazer com crianças, desgraçado."

O diretor Kushrenada circulou a mesa para se impor sobre o garoto menor. "Você se acha muito esperto, não é rapaz? Enganando todo mundo para te deixarem vir parar num acampamento de crianças em vez da cadeia?" estreitou seus olhos ameaçadores. "Mas não se engane... aqui será uma cadeia de verdade... para você."

"Dane-se" Duo rosnou de volta, encarando-o de volta.

O administrador levantou a mão e parecia que ia estapear o garoto.

"Uh-uh" o adolescente preveniu, um sorriso provocador nos lábios. "Não no rosto. Defensores públicos fariam uma festa com isso."

A mão desceu severamente, atingindo tão forte que a cabeça de Duo virou para o lado e o fez cambalear alguns passos para trás, atordoado. O diretor inclinou-se, seu hálito cheirando a cigarro e cerveja. "Mas Maxwell" cantarolou baixo. "Não é minha culpa se você caiu na pista de obstáculos e acertou o seu rosto em um dos suportes."

O rapaz ergueu o rosto em descrença, olhos se arregalando.

"Sua palavra contra a minha" declarou Treize com uma expressão satisfeita. "O Campo de Treinamento é dureza... é de se esperar contusões e machucados... ou pior."

O coração de Duo se afundou, percebendo a verdade. Ninguém acreditaria nele se acusasse o diretor de tê-lo agredido. Mesmo a médica, bondosa como era, não acreditara que o diretor deliberadamene o fez se ferir.

"Escute bem, rato de rua. Se der um passo sequer para fora da linha... se ao menos me olhar de um jeito errado novamente... e farei de tudo para que acabe na prisão de sua colônia natal." Sorriu cruel. "Na verdade, vou fazer de tudo para que você acabe lá mesmo que não faça nada de errado." Deu de ombros. "Já até preenchi a papelada. Só falta a data e sua transgresão. Sei que vai ter uma."

Duo estendeu o formulário médico sem mais nenhuma palavra.

Kushrenada pegou, jogando em cima da escrivaninha. "Pode ir, Maxwell, vá para o alojamento antes que as luzes se apaguem ou vou acabar de preencher sua transferência hoje a noite."

O jovem de cabelos compridos virou-se de uma vez, a risada do diretor ecoando em seus ouvidos enquanto escapava rapidamente do escritório. Atravessou rapidamente o complexo, não correndo para não dar motivos para os guardas acharem que estava aprontando algo. Quando alcançou a sombra das construções, foi mais devagar, lutando contra a vontade de berrar em pura frustração. De todos os lugares em que poderia ir parar, por que tinha de ser a área do diretor Kushrenada? Sua esperança de alguns meses de trégua antes da prisão inevitavel fora partida em pedaços. Em poucas palavras: ele já era. E ao chegar nessa conclusão, também chegou ao alojamento 'G'.

Entrou quieto, cabeça baixa, e foi direto para a cama desocupada de cima, escalando e deitando, virando as costas para o quarto e de frente para a parede. Ignorou Quatre e Trowa, próximos ao armário do loiro comparando os horários do dia seguinte.

Quatre se levantou e foi até ele, ficando nas pontas dos pés próximo da cabeça do outro. "Duo? Eu... me desculpa."

O garoto de trança fez um gesto com a mão de desprezo "Não foi culpa sua."

"Foi sim" Quatre insistiu. "Se eu não tivesse feito você conversar comigo, ele não teria ficado bravo."

Duo soltou um longo suspiro. "Sim, teria. Esquece isso, cara."

"Mas..."

"Esquece!" dessa vez sua voz estava firme, cheia de irritação, e o loiro se virou.

Viu Trowa assistindo enquanto voltava para sua cama. "Ele não quer sua compaixão" observou o garoto de olhos verdes.

"Não é compaixão" ele insistiu. "Só estou tentando assumir a responsabilidade..." parou de falar lembrando das palavras de seu pai. 'É hora de você assumir responsabilidade por suas ações. Não vou gastar mais nenhum centavo para te livrar de encrencas. Dessa vez, você pode cumprir pena e, quem sabe, aprender sua lição.'

O loiro engoliu em seco, afundando-se na cama e deitando a cabeça no travesseiro, tentando evitar das lágrimas encherem seus olhos.

Oh, ele aprendeu sua lição.

Os dois meses que ficara na detenção juvenil antes de ser mandado para o campo de treinamento fora um Inferno na Terra. Ameaçado, perseguido e espancado por garotos maiores e mais fortes, aprendera uma grande lição.

Após ser jogado de um lado para o outro várias vezes, aprendeu a revidar e com tanta força que conseguia machucar seus atacantes mais do que eles o machucavam. Com o tempo, eles recuaram, comprovando a observação de Duo de que nenhum dos garotos no ônibus com Quatre incomodaram o belo loiro.

Mas ele também aprendera estar mal preparado para uma prisão real. Se falhasse nessa últiam chance, não tinha dúvidas de que seria mastigado e cuspido dentro do sistema. Vira em Duo um semelhante... alguém com humanidade nos olhos indicando também não servir para cumprir pena. Pelo amor de Alá, eram só meninos. Crianças. Como jogá-los numa cadeia cheia de assassinos e estupradores era uma alternativa? Não era como se ele tivesse matado alguém. Ou mataria. Será?

Alguns minutos após Duo sair do escritório, capitão Chang bateu na porta.

"Entre."

"Estou incomodando?" perguntou o chinês, ouvindo a música ao girar a maçaneta.

"Tudo bem" respondeu o administrador, acenando com a mão. "Pode entrar."

O capitão entrou, prancheta em mãos, e ficou praticamente em posição de atenção frente à mesa de carvalho.

"Fuma?" ofereceu apontando para a caixa de charuto na mesa.

"Não, obrigado" respondeu Chang com um sorriso educado, porém mecânico.

"Como posso ajudá-lo?"

"Dois recrutas estavam faltando na chamada" o oficial esclareceu, levantando a lista. "Maxwell e Yuy."

"Ah, sim. Maxwell está aqui... acabou de ir para o alojamento." O diretor sorriu de certa forma convencido. "Ele foi insubordinado durante a orientação."

"E acabou na enfermaria?" perguntou franzindo o cenho levemente.

O sorrido de Kushrenada aumentou. "Deixe-me te contar uma coisinha sobre Maxwell, capitão. Fui o policial que o prendeu pela primeira vez em L2... por invasão e roubo. Ele resistiu, atacou dois de meus oficiais e foi acusado de agressão. Ele é o que chamam de 'incorrigível'. Destinado à prisão perpétua. Está perdendo seu tempo e recursos naquele vândalo, se me permite dizer."

"Não é decisão minha" Chang comentou rigorosamente. "ainda."

"Você não tem idéia em como aquele vagabundo pode ser calculista, Chang. Só espero que ele tenha aprendido uma lição para que não escape na primeira vez que der as costas para ele."

Capitão Chang franziu o cenho. "Te asseguro que vou vigiá-lo de perto." Balançou sua prancheta. "E Yuy?"

"Ah, o ônibus espacial de L1 sofreu um atraso. Teve um problema na documentação e quando arrumaram, já tinham perdido o vôo. Heero Yuy vai chegar amanhã de manhã." Maneou a cabeça. "Pelo que li em sua ficha, é outro que vai precisar vigiar sua retaguarda quando estiver por perto." Deu uma risada seca. "Se quer saber, tome cuidado com todos eles. Não são recutas militares, apesar do que declara a Iniciativa. São criminosos."

O capitão fez um som indiferente. "Percebo que não é muito fã do conceito de um campo de treinamento juvenil."

O diretor se recostou na cadeira. "Olhe, Chang... esses não são jovens comuns. Aqui é para crianças que cometeram sérios crimes violentos ou aqueles presos pela terceira vez. A maiorida desses garotos vai acabar na cadeia adulta. Caramba, me atrevo a dizer que todos vão. Dar a eles uma opção é como recompensá-los pelo que fizeram. A Iniciativa Peacecraft não é nada a não ser um desperdício de impostos."

"Eu discordo" disse Wufei calmamente, em seu rosto uma máscara sem expressão. "Se conseguirmos tornar ao menos um desses garotos em um soldado responsável, cada moeda valerá a pena. E mesmo aqueles que não forem tão bem para ir à Academia, aprenderão sobre trabalho em equipe, lealdade e os benefícios do trabalho duro. São lições que podem fazer a diferença. Talvez, como resultado, menos desses garotos acabarão na prisão como prevê."

O diretor bufou cético. "Você é um idealista, Chang."

"Talvez" cedeu. "Se procurar justiça para essas crianças em vez de punição me faz um idealista, então aceito o título com orgulho."

O administrador enclinou-se para frente em sua mesa. "Quer justiça? O único modo de se conseguir justiça é liderar com uma mão de ferro. Se der um sinal de misericórdia a esses baderneiros, eles vão entender como um sinal de fraqueza e devorá-lo vivo."

"Não planejo mostrar-lhes misericórdia" o capitão afirmou. "Pretendo mostrar-lhes respeito."

Com isso, o diretor se recostou novamente, gargalhando. "Agora ouvi de tudo! Respeito? Quer mesmo me fazer acreditar que respeita um bando de delinquentes salafrários?"

"Quando eu terminar o programa, sim" previu o oficial. "Aqueles que completarem o treinamento com notas aceitáveis vão conseguir isso de mim."

"...se você sobreviver." Zombou Kushrenada. Chacoalhou a cabeça em dúvida. "Esse projeto é um fracasso desde o início e quem te mandou aqui para fiscalizá-lo provavelmente está tentando sabotar sua carreita, capitão."

"Fui voluntário" Chang disse igualmente, os olhos frios e duros como pedra.

Novamente o diretor soltou uma alta gargalhada. "Quando pensa que já viu de tudo!" fitou o capitão com o brilho nos olhos. "Deve ser um suicida." Cruzou as mãos atrás da cabeça. "Mas não se preocupe... meus guardas vão te dar cobertura mesmo se você não quiser. Eles são experientes em lidar com delinquentes."

"Fui informado que os internos estariam sob minha supervisão e de minhas tropas" o capitão ressaltou, erguendo os ombros levemente.

"Oh... certamente... para treinamento sim. Mas confie em mim, você vai precisar da segurança do perímetro e as patrulhas caninas para controlar o rebanho. Não queremos que perca nenhum deles."

Chang semicerrou os olhos, avaliando o diretor profundamente. "Que fique entendido que minha jurisdição..."

"Sua 'jurisdição', capitão, é o treino desses reprovados. A minha é mantê-los confinados." Disparou Treize, levantando-se e colocando uma mão aberta na mesa, toda a cortesia forçada se fora. "E se um deles esculachar, é meu trabalho mandá-los para qualquer que seja a prisão que guarda seus compatriotas."

"Em 'esculachar' você quer dizer quebrar uma lei da Terra, certo?" esclareceu.

"O que mais eu insinuaria?"

"Fiz uma lista de regulamentos específicos para o treinamento" Capitão Chang explicou. "Enquanto sérias ofensas necessitariam passar o interno para você para a expulsão... há também ofensas menos sérias das quais determinarei..." um sorriso feral cruzou seu rosto. "punição interna. Por exemplo, insurbodinação geralmente merece algumas voltas na pista ou cavar um enorme buraco até suas mãos criarem bolhas." Analisou cuidadosamente o outro homem. "Você tem algum problema com isso?"

"Claro que não. Só estou preocupado em as verdadeiras leis... não regras de escoteiros que você sonha que seus 'recrutas' vão seguir." Kushrenada balançou a cabeça lentamente. "Espere até um deles esfaquear você ou alguém da sua tropa. Vai ser o primeiro gritando para 'expulsá-los' como diz tão delicadamente."

"Certamente que sim" concordou o chinês. "Só quero estar claro quanto a separação de polícias aqui, já que os garotos estarão sob vigilância muito mais próxima de minhas tropas do que de seus guardas." Sorriu de forma fina, sem calor algum. "Quero evitar um futuro mal entendido."

"Hei... até onde sei, os pestes são todos seus." O diretor deu um sorriso amarelo. "Mas anote minha palavras, logo verá que estou certo. Estão além da redenção." Sentou-se novamente, pegando o charuto do cinzeiro. "Me chame quando quiser se livrar de Maxwell. Acredito que será o primeiro a te fazer enxergar a verdade e sair desse trabalho."

Wufei assentiu formalmente. "Pode até ser... mas antes de entregar qualquer um deles a você, posso te garantir quem quer que seja, é porque exauriu minha longa lista de punições... nenhuma delas agradável."

Treize sorriu. "Oh, por favor... posso assistir?"

"Claro" concedeu o capitão com graciosa meia-reverência. "Agradeço sua atenção, senhor, e informarei se tiver uma lição particularmente difícil a ensinar um dos recrutas. Pode acabar percebendo que nossos métodos são tão eficazes quanto pensa que os seus são."

"Mal posso esperar."

Capitão Chang reverenciou novamente e saiu, olhos negros ainda sombrios considerando o quanto não gostara da arrogância do diretor desde quando se conheceram. O que ele mal podia esperar era provar que a Iniciativa Peacecraft poderia ser realmente positiva na reabilitação juvenil.

Continua...



Dê uma injeção de ânimo na tradutora: comentário! Não vão se arrepender e não custa nada!

Agradecimentos:

Respondido por Aryam:

Muito obrigada a Dark Wolf 03 pelo apoio! O Treize é bem cruel nessa fic mesmo e vai ainda dar muita dor de cabeça para eles. Sobre o Wufei com mais alguém, isso são para capítulos muito futuros. Heero dará o ar da sua graça no capítulo 3 e aos poucos os motivos das prisões serão revelados. O Treize ser um chato é necessário pra essa história, infelizmente. Fiquei muito feliz com seu comentário (foi rápido!), valeu pela injeção de ânimo! Realmente mandar comentários pelo ffnet é muito mais fácil e deveria facilitar a vida de todo mundo. Espero que continue gostando!

Athena Sagara, que bom que ficou empolgada com a fic! Logo novos capítulos serão postados. Como eu escrevi em Avisos na resenha, há algumas menções de sexo não consensual, mas não é muito descritivo e colocarei avisos no início dos capítulos se tiver algo para se preocupar. Espero que continue acompanhando, ainda tem muito pra acontecer, obrigada pelo comentário!

Olá Hikaro! É esse tipo de comentário que dá vontade de postar a fic logo inteira no site. Poxa, muito obrigada por reservar um tempinho para, não só ler como comentar, sei que tem muita gente ocupada, mas é só isso mesmo que quero, saber se está gostando ou não e fiquei muito feliz de saber que está. Contudo, você diz que muitas autoras não estão mais postando fics de GW nem continuando, e claro, cada uma tem suas razões próprias, mas com certeza um fator determinante é a desmotivação pela falta de comentários e participação das leitoras.

Então, para todo mundo, se lê uma história que gosta, em qualquer fandom, mande um 'oi' para o autor! Não dá nem pra descrever o quanto isso deixa a pessoa feliz.

Giby a hobbit, eu não sou a Illy, sou a Aryam, mas olá mesmo assim! Muito obrigada pelo toque! Isso que dá revisar fics de madrugada em véspera de vestibular... desculpe pelos erros aqui e acolá, mas estou sempre me esforçando para melhorar. Não se preocupe em dar sugestões e dicas, se encontrar outros pode falar sim ou mandar por e-mail. Fico agradecida. Enfim, obrigada pelo comentário, fico feliz pela força. Voltamos a ativa sim!

Tenshi Oni, que bom que gostou, obrigada por me deixar saber! Espero que goste desse capítulo também, e por favor, continue comentando! Assim posto os capítulos mais rápido.

Poxa, Yoru no Yami, muitíssimo obrigada pelo elogio e comentário. Eu fico muito feliz em ver que meu apelo está dando certo, sem esses comentários eu fico sériamente tentada a parar e pegar projetos menores, afinal, essa fic é razoavelmente longa. Você, como autora, deve saber como é bom receber uma palavra de apoio de alguém que leu seu material. Eu morria de preguiça de ler em inglês, mas uma vez que comecei, nunca mais parei e peguei gosto pela tradução. O Duo ainda vai passar por maus bocados... Mas isso faz parte para a história ficar mais interessante. Espero que continue gostando! Os próximos capítulos vêm logo.

Harumi! Obrigada pela torcida!! E pela motivação! Já que pediu com tanto jeito, já estou preparando capítulos novos ^_~ Quantas perguntas... bom, tudo será respondido ao seu tempo. O Heero aparece no fim do próximo capítulo e depois disso... Duo e os outros não perdem por esperar. O Duo tá sempre tentando dar uma de durão, mas ele ainda vai quebrar a cara, tadinho. Você imaginou o Wufei de um jeito meio peculiar (com a trança), será pela postura meio 'samurai' dele? Ele domina mesmo nessa fic. O Trowa está expressivo mesmo, de um modo bem interessante, ele fala mais com gestos ou de modos bem sutis, poucas palavras, mas de um modo bem objetivo. O Quatre tem mesmo aquele jeito de bonzinho, mas tem seus motivos para estar nessa também. Que bom que gostou, estou com um soriso bobo até agora de ter lido seus comentários =^.^= 'abraços virtuais'tm pra você também!

Ilia Verseau, eu peguei mesmo uma fic nova para usar como teaser, justamente pela maioria não ter lido apesar do mega sucesso que fez no fandom americano. Não se preocupe, todas as perguntas serão respondidas, até perguntas que você não achava que tinha. Não esperava essa reação (de várias leitoras) de duvidarem dos motivos de Quatre ali. Só posso dizer que não foi um engano... Mas tudo será esclarecido aos poucos. Nenhum personagem ficará no 'vácuo', muito pelo contrário. Muitíssimo obrigada pelo comentário e pelo apoio. Fico muito feliz de meus apelos estarem dando certo, realmente eu andava bem desmotivada para continuar um projeto longo desses. A fic no começo parece um pouco arrastada, meio cansativa, mas logo ela pega ritmo e muitas coisas começam a acontecer. O Treize ainda vai surpreender com suas loucuras. Muitos beijos e obrigada novamente pelo apoio!

Maho Yuki, muito obrigada pelo comentário, fico grata em saber que está gostando da fic e quer que contiue. Por favor, não entenda mal minhas próximas palavras, mas desrespeito mesmo é das leitoras que precisam de um recado praticamente implorando por uma palavrinha sequer de apoio para mandarem um comentário, desculpe, mas eu não me sentiria/sentirei culpada se tiver de interromper uma tradução por falta de resposta das leitoras, apenas decepcionada. Porém, se as coisas continuarem como estão, não farei isso e todos saem ganhando (acredito eu). Acho que a Illy irá mandar recados do novo site logo. Espero que continue acompanando. Novamente, obrigada pelo comentário!

Daaph, olá! Primeiramente, muito grata pelo comentário! E valeu pelo apoio! É esse tipo de motivação que me fará continuar essa fic até o final. Que bom que gostou! Então, Heero fará sua aparição no capítulo seguinte e as razões das prisões serão reveladas aos poucos. Só posso adiantar que de anjo o Quatre só tem o rosto mesmo, coitado, ele é bonzinho, mas também tem seus motivos. O site, se tudo der certo, estará no ar logo (assim esperamos!). Quanto ao P.S., a Illy – até onde sei – não pretende parar com nenhum projeto dela, então provavelmente continuará com as fics da Dyna Dee sim. Quanto a "The Wedding Planner", eu que estou encarregada pela Snowdragonct, então sim, planejo traduzir essa fic como planejo traduzir todo o material dessa autora, contudo, espero já estar bem adiantada em Boot Camp antes de começá-la – realmente é uma fic maravilhosa.