No capítulo anterior... As visitas de Vincent se tornaram cada vez mais constantes no quarto de Sephiroth.


Avisos:

Drama. Humor. Angst. Lemon. Dark Lemon. Violência. Deathfic.

Universo Alternativo (digamos que seja o mesmo mundo de FFVII, mas com grandes modificações na história, entre outras coisas).

SephirothxVincent ZackxCloud RudexReno TsengxRufus SephirothxZackxCloud, outros(?).


Beta-reader: Ryeko-Dono

Encontro Vermelho

Por Vovô (gosto de comer e dormir, não necessariamente nesta mesma ordem).


Capítulo IV

Após aquela manhã, Vincent não foi mais visto no quarto de Sephiroth. O Turk manteve distância. Poderia parecer uma atitude controversa depois do que aconteceu naquela noite, mas o rapaz tinha seus motivos.

Ele estava com raiva de si mesmo... raiva por deixar que aquilo chegasse àquele ponto... Seu sentimento era tão contraditório... Por um lado ele desejava desesperadamente estar com aquele demônio intitulado General dos Soldiers... Por outro... ele queria fugir daquele relacionamento... Em sua mente, ele acreditava que nada de bom resultaria daquilo. Nada, talvez fosse exagerado... Talvez, nada de significativo...

Ora, aquele rapaz tão sério e aparentemente desprovido de sentimentos possuía uma variedade imensa de emoções nadando em seu interior... Devastando sua mente. Mas é claro, tudo muito bem disfarçado pela sua máscara de indiferença. E alguém que conseguisse ver sua verdadeira face por baixo daquela fachada era alguém perigoso, ao seu modo de ver. Ainda mais, alguém que arrancava as emoções de dentro dele daquele jeito incontrolável. Mas não era só aquilo.

O Turk achava que depois do que eles haviam feito, Sephiroth perderia o interesse... Ele seria apenas mais um que passou uma noite com o General, nada mais... E se por acaso, os dois continuassem com algo além daquilo, não seria mais que uma ligação física. E após um tempo, nem aquela ligação eles teriam mais... E tudo não passaria de algo que não significou nada, nada além de um passatempo passageiro. E aquilo ele não podia suportar. Era melhor ele escapar daquela situação antes que fosse tarde demais.

Todos esses pensamentos passaram pela cabeça de Vincent em uma noite. Fazia tempo que ele não admirava o horizonte por aquele ângulo. Uma visão que ele costumava ter no passado e que foi interrompida quando ele se deixou levar por uma emoção sem lógica que apertava seu peito.

Enquanto ele olhava o céu escuro, alguém tocou em seu ombro.

- Já faz algum tempo...

Silêncio.

Sephiroth sentou ao lado de Vincent, fazendo seus braços se encostarem levemente. Apenas isso. Mas já era o suficiente para sentir o calor emanando daquele corpo.

- Volte para o meu quarto esta noite. – Sephiroth olhava para a lua enquanto falava. – Não venha me dizer que você não quer mais, porque uma pessoa que olha para outra da forma que você me olhava não pode dizer que não sente nada.

O General se levantou e saiu.

Vincent continuou naquele lugar por um longo tempo. Até que os primeiros raios do nascer do sol atingissem timidamente sua pele pálida.

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Sephiroth sabia o que ele sentia. Agora ele estava completamente nas mãos do General, para que ele fizesse o que bem entendesse. Vincent não tinha mais como escapar, como negar... Ele se perguntava se seria escravo daquele sentimento até o fim.

O rapaz entrou no quarto e permaneceu junto à porta fechada. Os raios do sol entravam languidamente pelas frestas da janela.

O ar parecia abafado.

O General sabia da sua fraqueza...

Passos caminharam em sua direção.

Vincent não podia olhar aqueles olhos.

O mais velho o empurrou contra a parede, fazendo suas costas colidirem bruscamente contra a superfície. Suas bocas se encontraram de forma quase violenta. O moreno tentou se separar, mas o mais velho exigia que ele se entregasse ao beijo.

Algo lhe dizia que era perigoso Sephiroth ter tamanho poder sobre ele. Aquele homem era acostumado ao comando, a subjugar os outros. Vincent não queria que ele se visse como seu dono, que ele o visse como seu mais novo brinquedo.

O General desfez o nó da sua gravata apressadamente e a jogou em um lugar não determinado do quarto. As mãos arrancaram as roupas do Turk sem muito cuidado. Vincent tentou fazê-lo parar, mas aquele homem sabia ser insistente quando queria...

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Eles continuavam a não se falar muito. Era difícil terem conversas longas, muito menos, confissões ou trocas de segredos.

A maioria das noites eles passavam juntos... a não ser que algum dos dois tivesse alguma missão... ou em certas noites em que Sephiroth simplesmente sumia e que Vincent não pedia explicações...

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- Você não quer mesmo sair com a gente, Vince??

- Não, Reno, esta noite não.

- Mas nenhuma noite você quer!!– O ruivo tentou fazer uma expressão de inocência. – Eu prometo que não vou tentar agarrar você...

- E como eu sei que você nunca cumpre suas promessas...

- Assim você me ofende... – Reno cruzou os braços. – Assim eu vou pensar que você tem algo mais interessante para fazer nas suas noites...

Naquela noite Sephiroth devia estar em uma missão para qual ele fora no começo da semana. Sua volta estava prevista para alguns dias à frente. Mas Vincent conseguia se divertir muito mais com seu novo livro do que com seus colegas... Não que ele não gostasse deles... Mas as raras noites que ele aceitou o convite eram sempre iguais. Ele olhava para seu copo, entediado, e seu copo olhava para ele com a mesa expressão de tédio. Reno bebia. Reno sorria para algum Turk Soldier Garçon Cara qualquer. Rude bebia. Reno bebia. Reno piscava para o Turk Soldier Garçon Cara qualquer de antes, ou outro. Rude bebia mais e tossia. No final da noite Rude arrastava Reno para fora do local e Vincent era obrigado a ouvir sobre a vida pessoal de toda a ShinRa.

- Fica para uma próxima vez, Reno. – O moreno se virou e caminhou para seu... o quarto de Sephiroth. Ele se perguntava como ninguém havia percebido que ele fazia esse percurso toda noite... É lógico que ele procurava ser discreto, mas... como todos pareciam estar muito atentos à vida noturna dos outros... Embora ele esperasse que cedo ou tarde alguém descobrisse... A idéia de que toda a ShinRa soubesse o que ele fazia lhe proporcionava bons momentos de desgosto.

Ao entrar no quarto, Vincent sentiu algo diferente. Ele estava esperando encontrar um aposento solitário e não lábios na parte de trás do seu pescoço.

- Parece que você não estava esperando por mim... – As palavras encontraram a pele do moreno... – Está decepcionado por não poder ficar sozinho?

- Estou sim... – O rapaz suspirou ao sentir braços em volta da sua cintura. – Eu pretendia ler meu livro esta noite...

Uma risada abafada no pescoço de Vincent. – E o que esses personagens de mentira fazem de tão especial que eu não faço?

- Eles não amassam minhas roupas...

Sephiroth segurou a gravata do Turk com uma das mãos e começou a abrir a camisa com a outra. – Então, acho melhor nós tirarmos elas para não amassarem...

Vincent aprendeu nos últimos tempos a nunca duvidar das habilidades de seu amante. Ele conseguia tirar suas roupas com uma rapidez que o surpreendia. Logo, o nó da gravata foi desfeito e sua camisa foi aberta. Uma das mãos deslizava pela sua coxa, enquanto os dedos da outra atormentavam um mamilo. Ele adorava sentir o toque daquela luva em contato com a sua pele. O rapaz sentiu a mão passar por todo o seu peito e depois se afastar. Ele prendeu a respiração quando a mão coberta se escondeu por dentro de suas roupas, achando seu membro. O tecido que o cobria foi puxado para baixo e Sephiroth o trouxe para fora.

A respiração de Vincent começava a ficar ofegante na medida que os movimentos sobre ele ganhavam mais ritmo. Ele sentiu a outra mão enluvada passar sobre suas costas e descer até suas nádegas. A região foi afagada lentamente, até a pressão sobre a pele aumentar gradualmente. A mão sobre o membro de Vincent continuava a estimulá-lo continuamente, deslizando sobre a extensão de maneira viciosa.

Sephiroth continuou seus movimentos até sentir que o moreno estava próximo... Então, ele parou e se afastou. Não houve nenhum som de protesto, mas ele sabia que o Turk não havia ficado muito contente com aquilo...

- Tire o resto da roupa e venha para a cama – ordenou o General, ao se encaminhar ao local mencionado e começar a se despir.

- Você acha que está mandando em um dos seus Soldiers?

- Se você não fizer o que eu digo, eu obrigo você a fazer – disse Sephiroth ao sorrir. – Você sabe bem disso...

Aquilo era verdade.

Vincent começou a tirar o resto de suas roupas como havia sido mandado, não por acatar tudo o que o outro dizia, mas para não perder mais tempo mesmo... Fazia mais de uma semana que eles não se viam...

Quando o moreno terminou, ele viu que Sephiroth estava sentado na beira da cama, observando ele se despir, afagando seu membro com uma das mãos e com aquele sorriso maldoso em seu rosto. O Turk foi à direção dele e logo que se aproximou, mãos agarraram a parte de trás de suas coxas e o trouxeram para mais perto ainda.

O General levou sua boca até o órgão a sua frente e começou a chupá-lo. Vincent ficou tão surpreso com o movimento que não conseguiu controlar um gemido rouco que escapou pela sua garganta. Ele levou suas mãos até os cabelos prateados e os afagou, parando de vez em quando para segurá-los. O Turk estava sentindo arrepios deliciosos quando seu corpo estremecia com o passar da boca por sua ereção, mas para sua frustração, Sephiroth parou de repente.

- Eu acho que deveria receber algo em troca também... – O General lambeu seus lábios e puxou o rapaz para baixo. Vincent deu um suspiro de exasperação e se ajoelhou em frente às pernas de Sephiroth.

Os lábios do Turk foram tocados por um dedo que se pôs entre eles e encostou-se a sua língua. Ele lambeu o dedo e começou a sugá-lo devagar, até ele se retirar e o órgão do General encostar-se ao canto de sua boca. Seus lábios tocaram a extremidade, que curiosamente foi afastada. Momentaneamente. Quando Vincent voltou a sentir o membro, foi quando ele forçava seu caminho pela sua boca. Sephiroth segurou em seu cabelo e puxou sua cabeça. O moreno foi envolvendo o órgão até não conseguir mais. Mesmo assim, seu amante queria que ele continuasse.

Finalmente eles chegaram a um acordo e Vincent começou a sugar languidamente. Quando ele sentiu seu cabelo ser puxado com força, ele aumentou a pressão sobre o membro. Sua boca começou a passear para cima e para baixo, parando para lamber a extremidade algumas vezes e depois voltando a sugar com força.

Uma de suas mãos desceu sobre seu corpo e encontrou seu membro. Ele o envolveu e começou a esfregá-lo ritmicamente enquanto sua boca se ocupava do órgão de Sephiroth. Um grande calor circulava por sua pele, como se ela queimasse.

De repente, o General segurou seu braço com força, fazendo-o ter que deixar sua ereção de lado. Ele prendeu os pulsos de Vincent com suas mãos e os manteve pressionados contra o colchão, impedindo seus movimentos.

O Turk parou contrariado e olhou de uma forma não muito amigável para Sephiroth.

- Continue. – O General esfregou sua ereção contra a boca de Vincent insistentemente, até que o moreno voltasse a sugá-la. Após o breve tempo de resistência, o rapaz envolveu a extremidade, mas movimentando-se sobre ela tão de leve que mais impacientava Sephiroth que outra coisa. O Turk sentiu seus pulsos serem apertados, e o órgão ser empurrado contra ele. O rapaz lambeu a extensão da base até a ponta e cobriu o membro com sua boca novamente. Quando ele sentia que suas ações agradavam demais o General, o jovem cessava suas ações até ser obrigado a continuar. Chegou um momento em que Sephiroth perdeu a paciência pela tortura imposta por Vincent e o puxou para cima do colchão, deixando-o de bruços na cama.

- Você não está sendo muito obediente hoje... eu devia castigá-lo? – Antes que Vincent tivesse tempo de responder, seu pescoço recebeu uma mordida tão forte que o fez gritar. O General o segurou firme, apertando o seu corpo com força. Os dentes foram cravados em vários pontos da pele pálida, deixando marcas por onde passavam.

O órgão rígido de Sephiroth fazia pressão contra Vincent, que sentia ele se esfregando contra sua coxa. O moreno começou a sentir unhas trançando dolorosas marcas pelo seu tórax, fazendo sua pele gritar ainda mais, enquanto as mordidas continuavam em seu pescoço, ombros e costas. Seu corpo tremia de dor e de antecipação... Certamente ele acordaria com várias marcas para lembrar-lhe do que aconteceu...

Um dedo foi inserido e Vincent fez o possível para relaxar com todas as sensações que o atacavam de uma vez. O braço que ainda estava em volta dele o soltou e seu quadril foi segurado pela mão que o trazia para cima. O moreno apoiou seus cotovelos no colchão e circulou o travesseiro com seus braços, enquanto sentia os dedos se movendo dentro de si.

Após algum tempo os dedos foram retirados e Vincent fechou seus olhos esperando por uma ação que foi mais rápida do que ele imaginava. Mais rápida do que ele achava que suportaria. O órgão foi penetrando-o continuamente, dolorosamente. Porém, ele nunca foi capaz com palavras de pedir que Sephiroth fizesse algo, parasse algo. E mesmo que pudesse, ele duvidava que o General o faria.

Demorou um bom tempo para que ele pudesse se acostumar de certo modo... Era como se ele já houvesse se habituado com aquele jeito dominante do General... e de uma forma contraditória, nunca se acostumasse de verdade... Como se ele sempre tentasse se preparar para o que viria, mas nunca estivesse preparado o bastante...

Os movimentos logo se tornaram tão acelerados e intensos que Vincent não conseguia notar os sons que escapavam de sua garganta sem parar. A única coisa que ele sentia era o atrito causado pelo órgão passando pelo seu corpo.

De repente, as ações se tornaram lentas, calculadas. O membro se retirava quase que por inteiro, para voltar devagar. Parecia que Sephiroth se divertia ao torturar seu companheiro e se torturar no processo.

Vincent sentia que enlouqueceria a qualquer momento. Algo dentro dele pedia para que as coisas se apressassem, mas ao mesmo tempo, ele queria aproveitar aquele sentimento de aflição.

O General passava sua mão pela ereção do Turk e quando sentia o rapaz procurar pelo toque, ele se afastava, deixando seu amante desesperado pelo contato. Sua outra mão afagava o corpo abaixo, passando pelas costas, logo indo para o tórax e depois para as coxas e quando seu caminho terminava, ela voltava a repeti-lo.

Quando Sephiroth não agüentou mais aquele ritmo lento, ele impôs um outro completamente diferente. Cada vez o contato era mais rápido, tornando a respiração de ambos mais difícil. Sua mão sobre o membro de Vincent seguiu o mesmo ritmo, levando o rapaz a uma sensação quase eufórica.

Os movimentos se tornaram mais desesperados, quase violentos. Sephiroth o penetrava com força, levando o corpo do moreno para frente. Vincent encontrava dificuldade em se segurar com o outro o empurrando daquele jeito. Ele não conseguia pensar em mais nada, mal conseguia respirar e sentia que não conseguiria agüentar por muito tempo. Não demorou muito para que ele sentisse um calor ainda maior se espalhar pelo seu corpo, fazendo com que ele se perdesse em um abismo de aguardada perdição.

Sephiroth tentou sustentar o jovem com suas mãos, seu corpo se afundando no outro sem piedade, buscando a todo custo aumentar a sensação de prazer que o dominava e o provocava. Quando ele ia ao encontro do corpo de Vincent, parecia que ele estava mais perto do que tanto procurava. Mas cada vez que ele perseguia aquela sensação, ela parecia escapar por muito pouco. Até que, finalmente, conseguiu fazer seus sentidos se perderem em um momento de calor intenso. Seu corpo e sua mente foram dominados até que ele só pôde ver o prazer sob suas pálpebras fechadas e sentir a pele de Vincent em contato com a sua.

O moreno sentiu uma nova onda de calor emocional surgir em seu corpo quando ele percebeu que Sephiroth alcançara seu ápice. Mas logo, ele sentiu uma espécie de vazio quando ele se retirou e se afastou, deitando sobre os lençóis retorcidos. Vincent olhou para a expressão de um feliz cansaço naquela face que adquirira uma feição sublime. Suas pálpebras estavam fechadas, sua boca entreaberta e alguns fios prateados cobriam o rosto. Ele podia quase ver o caminho que o ar fazia pelos pulmões e garganta em movimentos contínuos, fazendo seu corpo se elevar constantemente. O rapaz pensava que era um privilégio ver o General dos Soldiers em um momento de entrega como aquele... Em sua mente, aquele era o ser mais maravilhoso que existia... Seus dedos quiseram ousar tocar a pele que brilhava sob a luz da lua que entrava pela janela. Mas ele se conteve. Parecia que ele interromperia algum tipo de momento sagrado.

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A lua estava cheia, formando um enorme círculo no meio da moldura que a grande janela proporcionava. Os olhos de Vincent ganhavam um brilho peculiar com a luz prateada os banhando.

Seus ouvidos escutavam a silenciosa melodia da brisa que fazia as cortinas alvas dançarem lentamente.

Ele respirou fundo quando sentiu um toque sobre sua cintura.

Sephiroth estava deitado, enquanto admirava a figura silenciosa sentada observando a noite. Seus lábios encostaram-se à parte inferior das costas do moreno, causando neste um arrepio por sua espinha. Os braços envolveram a cintura à frente, enquanto o General tentava se aproximar. Ele foi subindo seus lábios lentamente pelo caminho traçado pela coluna, até alcançarem as marcas que havia feito anteriormente. O homem sentou-se e admirou os desenhos deixados pelos seus dentes sobre a pele pálida. Não satisfeito com o que havia feito, ele resolveu criar novas marcas. Um beijo suave foi sucedido por fortes mordidas na parte superior das costas de Vincent, enquanto as unhas de Sephiroth arranhavam os ombros.

A dor se espalhava pelo corpo do Turk... que estava contente em se entregar às brincadeiras maldosas. Logo a boca fez seu caminho até o pescoço e o tomou em beijos e mordidas. Os lábios sugavam a pele com entusiasmo, provocando gemidos baixos que tremulavam sob a garganta.

Uma das mãos de Sephiroth acariciava as costas de Vincent, enquanto a outra fazia seus dedos se entrelaçarem nos cabelos negros. Sua boca caminhou até a orelha do Turk, mordendo-a continuamente. Sua mão passava pelas mechas macias e descia pelo corpo inteiro, para depois retornar de onde vieram.

- Se você tivesse um cabelo comprido, eu poderia deslizar meus dedos por ele enquanto os passo por suas costas... Deve ser bom sentir seus cabelos sobre sua pele em minhas mãos.

O Turk arqueou uma sobrancelha. Ele não sabia que...

- Você tem um fetiche por cabelos compridos...

Uma risada.

- Eu não disse que tinha... Eu só disse que seria bom passar minhas mãos por eles se você tivesse.

Vincent virou para encarar Sephiroth. Ele viu os longos fios que cobriam seu corpo.

Deve ser bom... poder tocar algo tão...

- Acho que você poderia me convencer de que isso valeria a pena.

O General arqueou uma sobrancelha. – O que você quer dizer com isso...? – Um sorriso se formou em seus lábios.

- Não é isso que você está pensando! Eu... – Ele virou o rosto um tanto relutante.

- Você...?

Por que aquilo parecia tão difícil?

Timidamente, Vincent tocou alguns fios prateados e deslizou seus dedos sobre eles.

Uma nova risada ecoou pelo quarto silencioso.

O Turk parou sua ação.

Sephiroth parou de rir, mas mantinha um sorriso em seu rosto. Ele deitou de bruços e trouxe a mão do moreno de volta para os seus cabelos. Seu olhar verde admirava o rapaz que deslizava seus dedos sobre os fios prateados, afagando suas costas...

Realmente... isso é bom...

Vincent se deitou e encostou seu rosto na parte de cima das costas cobertas pelos fios macios. Ele podia sentir o cheiro do xampu e da pele por baixo. Sentiu também o movimento dos músculos quando Sephiroth se acomodou melhor na cama. Lentamente seus olhos se deixaram hipnotizar pelo branco prateado. Para depois sua visão ser dominada por uma enorme escuridão.

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Continua...

Sentiu falta dos outros personagens? Eles aparecerão nos próximos capítulos.