Voltei!
Cheiva meu anjo, ainda não é meia noite e espero que vc ainda esteja por ai para receber mais esse carinho
de aniversário. Desculpe por eu não ter postado mais cedo, mas é que estou de plantão hj, e tenho que esperar
as brechas. Beijo grande minha linda, bom finalzinho de niver. Saúde e Paz.
— Você quer tentar beijar? — Edward perguntou. — Se não se sentir à vontade, não temos de fazer isso. A escolha é inteiramente sua.
Isabella olhou para seu rosto sóbrio, olhos profundos e lábios graciosamente curvados. Ela queria tentar, só para ver como era, mas estava tão nervosa de repente, ela não conseguia se mover.
— Isabella? — Edward solicitou. Ele não se moveu. Nem um músculo. Estava perfeitamente imóvel e observador. Esperando.
Seu corpo se moveu por vontade própria e ela foi para perto dele. Inclinou-se, sua boca ficando há apenas um sussurro de distância da de Edward. Seu coração estava batendo tão alto que ela podia ouvi-lo, senti-lo em sua cabeça, na ponta dos dedos, em seus lábios.
Não havia nenhuma razão racional para ela estar tão hesitante e ansiosa com um beijo, mas se sentiu congelada no lugar, respirando de forma instável e um pouco trêmula.
— Apenas tente, Isabella — Edward disse, sua voz um pouco grossa. Ela podia sentir-lhe a respiração na própria pele. — Beije-me.
Então, de repente, o estava beijando. Ela não percebeu que havia fechado a distância entre suas bocas. Não lembrava de ter se movido, mas os lábios de Edward estavam, de repente, pressionados contra o dela.
Com um som abafado, agarrou sua cabeça careca, com uma das mãos. Emoção e excitação atravessaram-na quando sua boca se moveu ansiosamente contra a dela.
Ele deslizou sua língua contra a linha dos lábios dela em uma exploração interrogatória. Quando ela se abriu para ele, sua língua a invadiu, provocando e acariciando com fome e confiança.
Então Edward os empurrou contra a cama e ficou em cima dela. Uma das mãos segurou a parte de trás de sua cabeça, quando o beijo cresceu tornando-se mais profundo e intenso.
Isabella agarrou sua cabeça com as duas mãos, sentindo a pele firme de seu couro cabeludo com as pontas dos dedos. Todo o seu corpo tremia enquanto seus lábios e línguas dançavam e duelavam. Ele estava tão quente que parecia como se estivesse marcando-a – em seus lábios, em todo seu corpo.
Ela gemeu contra sua boca e expirou desesperadamente pelo nariz, até que ele finalmente se afastou e caiu de costas na cama ao lado dela.
Isabella ofegou acaloradamente – excitada, eufórica e aterrorizada.
— Como foi para você? — Edward perguntou. Ela estava feliz em saber que ele também parecia bastante ofegante e que sua voz estava um pouco rouca.
— Hum.
— Se soou falso ou artificial para você, não tem que fazê-lo. Você decide
— Hum.
— Às vezes é bom fazer algo diferente, mas podemos fazer o que você quiser.
— Hum.
Finalmente os olhos de Edward encontraram os dela.
— Bem? O que você achou?
Isabella engoliu em seco.
— Uau. Você é muito bom nisso.
Algo quase imperceptível se suavizou no rosto de Edward.
— Devemos tentar de novo?
Isabella seria uma tola, digna de pena, se não tentasse algo tão bom novamente. Por que diabos ela não o tinha beijado durante todo esse tempo?
Sentindo um desejo profundo e crescente, ela rolou de volta e agarrou sua cabeça mais uma vez. Em seguida, ela o beijou forte e profundamente.
Seus braços imediatamente a cercaram e ele ajudou a colocá-la posicinada em cima dele. Ela ficou esparramarda sobre seu corpo quente, e não parava de beijá-lo.
Desta vez, ela usou a língua de forma mais ativa, tentando combinar o movimento hábil ao seu. Ela acariciou seu couro cabeludo suavemente e sentiu uma aguda sacudida de prazer quando um gemido baixo saiu do fundo da garganta de Edward.
Enquanto eles se beijaram, as mãos dele estavam ocupadas; ele acariciou-lhe a espinha e depois suas coxas e parte inferior, onde acariciou e apalpou com intimidade – com posse.
Quebrando o beijo por um minuto para que pudesse recuperar o fôlego, ela deslizou uma de suas mãos para baixo através de seu peito e barriga até que pode sentir-lhe a ereção através de sua cueca. A seda era fina e escorregadia e ela apertou seu membro duro através do tecido.
Ela ouviu sua respiração entalar e imaginou ser uma coisa boa. Ainda não havia igualado sua própria respiração quando Edward tomou sua cabeça com ambas as mãos e puxou-a para outro beijo. Os dedos se enredaram em seus cabelos enquanto ele brincava com a língua instigando-a a abrir a boca mais uma vez. Ela continuou massageando seu pênis enquanto se beijavam, amando como parecia firme e substancial sob sua mão e como o corpo dele retesava a cada aperto.
Logo, ela se perdeu no abraço. Seu corpo fez o que queria fazer, que era se esfregar contra o dele e sugar-lhe a língua para dentro de sua boca. Ela sentiu suas mãos irem para baixo de sua camisa de caxemira. Ela pensou, vagamente, que ele estava tentando tirá-la, mas não sentiu-se livre o suficiente para deixá-lo fazer.
Eventualmente, ele desistiu e, em vez disso, levantou os quadris para que pudesse libertar seu pênis. Os lábios se separaram quando ele pegou um preservativo. Então, ele a ajudou a ficar em posição de montar sua pélvis e se afundou, embainhando sua ereção com seu calor úmido.
Ela começou a montá-lo da maneira que sabia, mas depois de alguns minutos, ele guiou a parte superior de seu corpo para baixo e exigiu outro beijo.
Ela não fez objeções. Não havia muita liberdade de movimentos nesta posição, mas ela não se importava. Ele estava cheio e duro dentro dela e o ligeiro atrito do balanço simultâneo foi delicioso. Ela conseguia estimular seu clitóris no osso pélvico dele e começou a gemer e bufar contra sua boca ao sentir a pressão de um orgasmo se desenvolvendo entre as pernas.
Sua cabeça estava girando. O mundo inteiro estava girando e parecia que Edward iria comê-la viva, engoli-la inteira.
Ela virou a cabeça para o lado quando seu corpo pareceu à beira da ruptura. Ela gemeu e ofegou, torcendo seus quadris para obter mais estímulo na penetração de Edward contra suas paredes internas.
Então ela gozou, seu corpo se contorcendo desajeitadamente em cima do dele quando os espasmos de prazer a atravessaram.
Edward grunhiu contraindo os quadris em curtas incursões contra os dela, os dedos se enterrando na carne de seu traseiro.
— Isabella — ele murmurou, torcendo brevemente o rosto.
Quando ela desceu de seu orgasmo, percebeu o que ele estava pedindo.
— Goze também — disse ela com voz rouca. — Goze, Edward, goze.
Seus músculos íntimos estavam tensos e ficaram mais apertados com Edward investindo, golpeando embaixo dela.
Ela sentiu sua boca quente e úmida na curva do pescoço. Então, sentiu-lhe os dentes.
Ele mordeu mais forte quando chegou ao clímax, e Isabella gritou na súbita liberação, gozando de novo, inesperadamente, a partir da mistura de prazer e dor.
Seus corpos se contorceram e tremeram, se acalmando quando as ondas do orgasmo finalmente desapareceram.
Isabella estava quente e suada, assim como Edward. Ela arquejou-se desesperadamente contra seu pescoço, enquanto ele arquejava desesperadamente contra o dela.
Depois de um minuto, ele a afastou saindo de dentro dela, e se ergueu do jeito que sempre fazia. Quando seu pênis deslizou para fora do canal apertado, seu corpo resistiu. Suas paredes internas pareciam agarrar o pênis dele e ela sentiu uma sensação crua quando ele, finalmente, deslizou para fora.
Quando ele voltou, após descartar o preservativo, ela realmente queria que ele voltasse para a cama. Ele parecia quente, relaxado e saciado. Quase irresistível. Ela queria abraçá-lo um pouco. Para ser segurada, abraçada, acarinhada.
Ela não estava completamente delirante, no entanto. Esta era uma das consequências de fazer aquele tipo de sexo. Sem uma profunda conexão emocional, haveria sempre algo faltando. Ela achou que poderia reverter ao beijá-lo enquanto eles fodiam, sem perder seu senso de perspectiva, mas fingir um abraço depois era ir longe demais.
Então, lhe disse que poderia tomar um banho, se quisesse, e estava se sentindo mais como si mesma quando ele ressurgiu, composto e totalmente vestido, em seu terno cinza carvão.
Ele se sentou em uma cadeira e encontrou seus olhos, enquanto ela descansava na cama.
— Então o que você achou? Achou anormal, como se estivesse fingindo?
Ela não esperava a pergunta, então não teve outra escolha senão, responder honestamente.
— Não. Eu não estava fingindo. Quero dizer, não pareceu falso. Eu gostei. Senti que era uma parte natural do sexo e que eu estava perdendo antes. Foi estranho para você?
— Claro que não. — Ele puxou seu smartphone para fora do estojo. — Você quer agendar alguns outros compromissos neste mês?
— É. Por que não? Quando você tem disponível?
— Quando você estava pensando?
Isabella piscou em confusão.
— Eu geralmente aproveito uma brecha. Quando é sua próxima lacuna?
— Eu tenho a sexta-feira disponível. — Edward foi clicando em seu smartphone, como se estivesse olhando seus compromissos.
— Esta sexta-feira? — Voz de Isabella guinchou um pouco. — Tão cedo? Você não está reservado?
O rosto de Edward pareceu estranho por um momento.
— Eu disse a você, fiz alguns cortes.
— Ah. Sim. Sexta-feira está bom e talvez na próxima semana. Eu vou estar em Québec no fim de semana depois disso, por isso vamos ter que nos programar em torno da viagem.
Eles agendaram mais algumas sessões e depois Edward levantou-se para sair. Isabella entregou-lhe o envelope de dinheiro que ele nem sequer olhou. Apenas deslizou em seu bolso.
Isabella vestiu sua calça de caxemira antes de acompanhá-lo até a porta. Sentiu-se um pouco tímida quando sorriu e disse adeus. Ela não sabia por que, de repente, se encontrava acanhada, mas sabia que tinha algo a ver com a maneira como ele olhou para ela, quando abriu a porta. Quase interrogativo, e estranhamente doce.
— Vejo você na sexta-feira — disse ele, detendo-se do lado de fora da porta.
Ela sorriu de novo, ainda ridiculamente tímida.
— É. Eu estarei esperando por você.
— Estou feliz por você ter mudado de ideia. Sobre seus compromissos comigo.
Algo suavizou em seu peito àquelas palavras um pouco nervosas. Talvez fosse o alívio que sentia. Ela estava tão feliz por ele parecer gostar de seus encontros com ela. Obviamente, isso não era algum tipo de romance predestinado, mas pelo menos, ela era um pouco mais para ele do que apenas um trabalho.
Ele parecia gostar dela o suficiente, e não se importava de fazer sexo com ela. Isabella sentiu como se tivesse feito uma grande façanha, dada a sua completa falta de experiência.
— Eu também.
Ela o viu caminhar pelo corredor até o elevador. Esguio, ereto, elegante,fino e lindo. Infinitamente experiente e, de alguma forma, ferido.
Ela iria vê-lo novamente na sexta-feira. Apenas quatro dias à partir de agora. E iria beijá-lo novamente.
Ela mal podia esperar.
.
Isabella não estava totalmente confortável.
Sua vagina estava em carne viva, suas costas pareciam feridas, os músculos de suas coxas e estômago doíam e seus pés estavam sem circulação.
E ela estava prestes a gozar. Novamente.
Um pouco antes da meia-noite de quinta-feira, Edward estava se arrumando para sair quando Isabella, inocentemente, comentou que só havia gozado quatro vezes naquela noite, quando na sexta-feira anterior, ele a havia feito gozar seis vezes. Era só provocação, já que estava perfeitamente satisfeita com as atividades da noite.
Mas Edward a pegou e colocou deitada de costas sobre a mesa, empurrou sua camisa para cima, abriu-lhe as pernas e levou-a ao clímax duas vezes com a mão.
Então, estava ereto novamente, rolou outro preservativo e entrou ela. Levantando-lhe as pernas, apoiou seus tornozelos nos ombros quando começou a investir. Era uma posição inteiramente indigna, com as pernas no ar e as mãos tateando ao redor da mesa à procura de algo suave onde se segurar. Sua coluna se feriu de ser empurrada para trás e para frente sobre a superfície dura durante o movimento vigoroso de Edward. O som de carne batendo e a sucção úmida eram vagamente embaraçosos, como foram os grunhidos suaves que ela fez com o aumento de seu tesão.
Ela realmente não deveria estar gostando muito.
Porém estava. Ela mordeu o lábio com força enquanto seus músculos tensionavam e os tremores do sétimo orgasmo da noite começaram a atravessar seu corpo. Ela sufocou seu grito de libertação e gozou como um som agudo e estridente.
E pediu para Edward gozar também quando as ondas de satisfação caíram sobre ela. Ela olhou para ele sem fôlego, enquanto seu rosto corado se contorcia com suas últimas estocadas dentro dela. Seus dedos estavam enterrados na carne da bunda dela e ele sufocou uma palavra gutural quando revirou os quadris lentamente, como se estivesse saboreando sua libertação.
Isabella teve que abafar uma risadinha quando ele a puxou e ajudou a sair da mesa. Ela agarrou-se à borda, as pernas quase incapazes de segurar seu peso. Não podia acreditar que havia acabado de fazer isso, depois que Edward já tinha tomado banho e arrumado sua maleta.
Quando ele foi ao banheiro para cuidar do preservativo, ela olhou para o relógio e piscou no momento.
— Eu ultrapassei 20 minutos — disse ela quando ele voltou para o quarto. — Sinto muito.
— Não se preocupe com isso. — Os olhos de Edward a escaneavam, do cabelo bagunçado aos pés descalços, e ela viu seus lábios darem um pequeno puxão.
Sabendo exatamente o que essa expressão significava, ela estreitou os olhos.
— O que é tão engraçado?
— Eu não estava rindo.
— Sim, você estava.
Sua boca suavizou quando ele fechou o estojo novamente.
— Eu realmente não estava rindo. Eu estava pensando que você não olhou para a sua aparência.
Com um fungado, Isabella se olhou no espelho. Estava pior do que esperava, então manteve uma mão sobre a mesa de apoio. Ela tinha outro hematoma no pescoço e tinha certeza de que teria marcas de dedos na sua bunda e coxas. Suas bochechas estavam vermelhas e ela estava coberta com um brilho de transpiração, além disso, seu cabelo estava um pouco úmido de todo o esforço que ela havia dispensado ao sexo hoje à noite, fazendo uma louca e descarada bagunça.
Com uma carranca para Edward, ela disse:
— A culpa é sua, então não tem motivos para rir. Se você tivesse cabelo, também pareceria caótico.
O sorriso que era apenas espasmos nas extremidades de sua boca se abriu completamente.
— Nenhum argumento aqui.
Olhando de novo para o relógio, Isabella sentiu uma pontada de preocupação.
— Eu sinto muito, foram vários minutos extra. Devo dar-lhe...
— Não — Edward interrompeu, um pouco bruscamente. — Não se preocupe com isso.
Ela engoliu em seco, com medo de tê-lo ofendido. Edward geralmente era de muito boa índole, mas ela estava aprendendo mais e mais que ele tinha uma alma sensível escondida debaixo de todas as camadas de fria sofisticação, e Isabella nem sempre sabia quando ou como poderia, acidentalmente, lhe machucar.
Ela deu um passo para longe da mesa para pegar o roupão, sentindo-se, de repente, excessivamente exposta em sua camisa de cetim, mas fez uma careta na primeira etapa quando um choque de dor atingiu-lhe entre as pernas.
— Ferida? — Edward perguntou, aproximando-se para colocar uma mão ao redor de sua cintura e, em seguida, ajudá-la a sentar-se numa cadeira. — Eu fui muito rude?
— Oh, não. Eu teria parado se não estivesse bom. — Tranquilizada por sua consideração, ela sorriu para ele. — Foi muito bom.
Edward puxou seu smartphone e começou a clicar.
— Próxima vez?
— É. Estamos certos em uma semana à partir de segunda-feira, certo?
— Você não quer nada antes?
Ela estava muito curiosa sobre o quanto ele conseguiu liberar sua programação recentemente, mas estava muito hesitante em perguntar por que, exatamente, ele estava cortando clientes. Toda vez que ela tentou sugerir o assunto, ele havia se fechado como uma ponte levadiça.
— Eu tenho a viagem para Québec.
Ele olhou para ela suavemente e ela sentiu um pequeno tremor de nervoso enquanto considerava uma possibilidade. Então, decidiu que não tinha nada a perder, e disse casualmente:
— Você já foi à Québec?
— Cidade de Québec? — À sua afirmação, ele continuou: — Não, não fui.
— Ah. Eu tenho que ir até lá para uma conferência, estou dando uma palestra na noite de sexta-feira e então, tenho que ir a um banquete na noite de sábado, mas tenho o sábado inteiro e mais o domingo para sair e fazer alguns passeios turísticos. — Ela quase fez a sugestão, mas depois se acovardou. Assim, concluiu sem
convicção: — Eu queria saber se você tinha alguma ideia sobre o que eu deveria ver, se já tivesse estado lá antes.
— Eu não estive lá — Edward repetiu. Ele ainda estava brincando com seu smartphone. Sem, realmente, olhar para ela. — Ouvi dizer que é uma grande cidade, está na minha lista de lugares para conhecer.
Ele parecia estar falando distraidamente, como se ele não estivesse realmente absorvido na conversa, mas deu uma grande oportunidade para que ela se armasse de coragem de novo.
— Eu imagino que você não queira... — as palavras ficaram presas em sua garganta com uma onda de ansiedade e a realidade caiu sobre ela.
Ela não tinha ideia de por que estava nervosa sobre perguntar isso a ele. Havia pagado para ele fodê-la muitas vezes ao longo dos últimos seis meses, mas algo sobre essa possibilidade a fez sentir-se mais vulnerável do que seus agendamentos normais com Edward.
Os olhos de Edward se ergueram para o rosto dela.
— Você imaginou que eu não quisesse o quê?
Ela engoliu em seco.
— Venha comigo. — Agora que conseguiu dizer, apressou-se em concluir: — Quer dizer, eu sei que você trabalha nos fins de semana. Estava em sua lista de serviços, mas, provavelmente, seja um prazo muito curto – eu deveria ter planejado antes. Mas acabei pensando que poderia ser divertido. Digo, se você estiver disponível. Você provavelmente não está, não é grande coisa. Esqueça que eu disse qualquer coisa.
— Que fim de semana é mesmo? — Edward perguntou. Ele estava clicando em seu smartphone novamente. Sua distração estava ficando um pouco chata – ela só podia imaginar os tipos de compromissos que estavam agendados para esta data –, mas pelo menos parecia estar levando sua sugestão a sério. — Eu tenho planos para os dias 10 e 11.
— Não — ela disse, sentindo um pouco de esperança. — É na próxima semana. Eu sei que o prazo é curto, por isso seria realmente bom se você...
— Eu não tenho quaisquer compromissos agendados nessas datas — Edward disse, abaixando seu smartphone. — Eu acho que poderia ir.
Isabella sentiu uma ridícula onda de prazer.
— Sério? Você tem certeza? Eu pagaria a passagem aérea, o hotel e tudo, como está em sua lista de preços; e eu sei que você tem a taxa de base para um fim de semana, então eu acho que nós poderíamos somar todo o sexo...
— Isabella — Edward a interrompeu novamente —, vamos descobrir isso lá.
Seus lábios estavam apertados firmemente. Ela deve tê-lo ofendido de novo, o que era um pouco estranho – já que sua companhia era uma mercadoria monetária –, mas este era o seu negócio e ela não tinha certeza de que outra forma abordá-lo. Era sempre melhor quando podiam resolver tudo silenciosamente, apenas passar o envelope no final da noite. Não sabia como eles poderiam fazer planos para o final de semana sem discutir o dinheiro antes.
Ela encolheu os ombros e esqueceu a questão. Apenas disse que enviaria um e-mail a ele com mais detalhes.
A despeito da ligeira estranheza, ela estava realmente animada sobre ele se juntar a ela na viagem. Ele seria uma boa companhia, e eles poderiam passear pela cidade juntos. Edward era tão inteligente, informado e espirituoso que ela tinha certeza de que ele seria um ótimo companheiro de passeios.
Além disso, eles poderiam ter um fim de semana inteiro de sexo.
Terrasse Dufferin estava lotado no final da manhã de sábado – Isabella e Edward estavam esmagados entre os turistas, artistas de rua e vendedores, enquanto caminhavam ao longo da avenida.
Eles se levantaram esta manhã para visitar os locais mais populares antes das multidões, mas agora estavam apenas passseando na Vieux Québec, a velha cidade, sem nenhum destino ou plano em particular.
O céu estava azul e sem nuvens, o sol quente e a brisa do rio fresca e revigorante. Isabella adorava a sensação dos paralelepípedos das ruas sob seus velhos sapatos e da arquitetura histórica dos edifícios que a cercavam. Gostou até mesmo de alguns dos entretenimentos turísticos cafonas. Ela e Edward fizeram uma pausa de dez minutos para assistir a dois artistas vestidos como Wolfe e Montcalm simulando um divertido duelo sobre a batalha histórica.
Como ela esperava, Edward era bem informado e espirituoso. Ele contou a ela detalhes sobre confrontos militares ao longo do rio São Lourenço em vários pontos
da história, e não hesitou em, ironicamente, apontar falhas nas diversas recriações da história projetadas para turistas ingênuos.
Ela se deleitava com seu sarcasmo, mas não conseguia sentir-se particularmente irônica. Estava se divertindo muito. Quando terminaram de passear em Terrasse Dufferin, começaram a descer as escadas que levavam à Cidade Baixa e ao rio.
As escadas eram muito longas, bastante irregulares e incrivelmente íngremes. Isabella foi cuidadosa quando desceu, não querendo se sentir ridícula por cair de cabeça sobre os saltos. Ela bateu palmas de alegria quando chegou ao chão e não se importou quando Edward riu de sua infantilidade.
Foi um daqueles dias perfeitos, o tempo estava delicioso, seus arredores eram inspiradores, o vento ao longo do rio São Lourenço revigorante e ela tinha o resto do dia de hoje e a maior parte do dia de amanhã, para aproveitar.
Ela teria se divertido ali sozinha, mas foi muito melhor com um companheiro como Edward.
— Olhe — ela disse, quando eles começaram a caminhada ao longo do rio, apontando para um carrinho. — Sorvete.
Edward levantou uma sobrancelha.
— Não são nem mesmo onze horas da manhã.
— Qual o problema? — Isabella perguntou, franzindo a testa para ele.
Ele riu de novo e balançou a cabeça, mas apontou para um banco vazio.
— Pegue um lugar, enquanto pode. Vou pegar um sorvete.
Com outra onda de alegria, Isabella sorriu e começou a puxar a carteira de sua bolsa.
— Aqui. Deixe-me...
— Não — Edward interrompeu bruscamente e se dirigiu ao vendedor de sorvetes.
Isabella franziu a testa ao se sentar no banco vazio em frente ao rio. Ele não tinha o direito de ser mal-humorado com ela por tentar pagar o sorvete, aqueles eram termos dele mesmo: a cliente paga hospedagem, alimentação e tudo o que for adquirido ao longo do acordo. Ele trocou algumas moedas quando desceram no aeroporto, mas ela assumiu que ele gastaria seu dinheiro consigo mesmo. Sua
reação a deixou muito desconfortável, embora ela não pudesse especificar exatamente o porquê.
Ela sentia como se eles fossem amigos. Embora seu relacionamento sempre tenha sido profissional, eles tinham conhecido um ao outro muito bem ao longo dos últimos meses. Ela realmente gostava dele e tinha certeza que ele gostava dela.
Deveria ver imaginado que o constrangimento seria inevitável sempre que o assunto comercial de seu relacionamento surgisse.
Encolhendo os ombros para si mesma, ela tirou a preocupação de sua mente. Estava em muito bom estado de espírito para se preocupar com isso no momento, e Edward já estava voltando com dois cones de sorvete.
Embora ela não tenha dito nada, ficou ridiculamente satisfeita por ele ter comprado um sorvete para si mesmo – ainda que fossem apenas 10h45 da manhã.
Sua concisão havia se dissipado quando ele retornou, então eles conversavam distraidamente sobre Québec e alguns dos turistas ao redor. Em seguida, o assunto acabou e eles ficaram em silêncio.
— Eu gostaria de não ter que ir ao banquete essa noite — disse Isabella, eventualmente, quebrando o silêncio, e começou a comer seu cone.
— Pensei que você tivesse dito que sua palestra na noite passada havia sido boa.
— E foi. Mas odeio banquetes como este, sempre tenho que me sentar na mesa de frente com todos as pessoas importantes e chatas. Parece que estou ali apenas como parte do show. Sabe? É algo que me faz sentir como se estivesse sendo usada. Como um objeto ou algo assim. — Ela suspirou. Isabella sempre quis ser famosa, mas foi aprendendo que notoriedade – mesmo a de menor escala como a de uma romancista de best-seller – não era tudo o que imaginava ser.
Edward fez um zumbido sem palavras, mas que soou afirmativo. E isso a fez sentir-se um pouco melhor.
— Acho que você pode saber o que eu quero dizer — disse ela sem pensar.
Ele ergueu as sobrancelhas, intrigado.
Isabella engoliu em seco, sentindo um nó de ansiedade quando percebeu sua referência. Ele já havia se mostrado um pouco sensível hoje e ela realmente não queria insultá-lo.
— Quero dizer... Eu só quis dizer que, talvez, você saiba como é nojento quando as pessoas só veem você como um objeto. Eu não quis dizer...
— Eu sei o que você quis dizer — Edward disse baixinho, lambendo um pouco do sorvete derretido por fora de seu cone. — Eu sei.
Ela soltou uma exalação aliviada e teve coragem de perguntar:
— Como você lida com isso?
Ele ficou em silêncio por um longo tempo. Tanto tempo que ela assumiu que o havia perdido, mas então, ele finalmente disse, com os olhos focados no rio.
— Você apenas aceita.
E isso a machucou.
Inesperadamente, acentuadamente. No meio de um dia delicioso e resfrescante. Ela soube exatamente o que ele quis dizer. Sempre assumiu que ele tinha que esconder o seu verdadeiro eu em algum lugar dentro de si, a fim de usar seu corpo do jeito que faz.
Mas o que ele disse implicava muito mais do que isso. Ele aceitou que isto era quem ele era. Que este era o seu valor, somente um objeto para ser usado.
E sentada em um banco em frente ao rio St. Lawrence, Isabella havia odiado o pai de Edward com uma paixão que era ao mesmo tempo feroz e irracional. Quem quer que seja esse homem, ele convenceu o filho de que ele não tinha nenhum valor intrínseco.
Ela estava consciente da pequena centelha de consciência que acusou a hipocrisia de seu ódio. Afinal, Isabella havia passado os últimos seis meses pagando Edward por seu corpo, mas não se sentia dessa forma sobre ele – não mesmo –, e não podia permitir-se pensar muito profundamente sobre isso de qualquer maneira.
Ela sabia que Edward era um homem adulto que tinha o poder de tomar todas as decisões sobre sua vida, mas ela ainda odiava seu pai. Desejava saber quem era o homem.
Ela mastigou o final de sua casquinha de sorvete e tentou evocar de volta a felicidade daquele dia.
— O banquete deve durar apenas duas horas — disse Edward. — Certo?
Isabella se animou um pouco.
— Certo. Eles disseram que deveria ser por volta das oito ou oito e meia. E nós temos todo o dia de amanhã, antes de voar de volta. — Eles ainda tinham a maior parte do fim de semana e tudo o que ela tinha que fazer era aguentar um banquete chato.
— Nós podemos sair após o banquete, se quiser — Edward sugeriu. — Tenho certeza de que consiguiremos encontrar algo interessante para fazer. O que você quer fazer esta tarde?
— Eu não tenho certeza — ela admitiu. — Vou precisar de almoço em pouco tempo.
A boca de Edward se contraiu um pouco e ela sabia que ele estava pensando sobre o sorvete que haviam acabado de tomar. Ele ainda estava terminando seu cone e ela viu como ele colocou o último pedaço na boca e depois lambeu os restos de sorvete derretido dos lábios.
Impulsivamente, ela se inclinou e apertou seus lábios contra os dele, e os lambeu, absurdamente emocionada de ainda poder saborear um pouco do sorvete dele.
Puxando-a para mais perto, Edward passou os braços em volta dela e aprofundou o beijo. Sua língua encontrou a dela e brincou um pouco antes de penetrar ainda mais sua boca.
Ela gemia baixinho enquanto acariciava a parte de trás de sua cabeça, amando a textura suave do couro cabeludo sob seus dedos.
O beijo foi adorável, mas ela não o sentiu particularmente urgente. Sentira-se esgotada na noite passada após o voo e a palestra, assim, quando eles transaram antes de dormir, havia sido gentil, sem pressa e debaixo das cobertas. Ela pensou que se passasse um fim de semana com Edward, iria queria rasgar suas roupas constantemente, mas sentia-se mais relaxada do que qualquer outra coisa. Enquanto ela tivesse certeza de que fariam sexo pelo menos uma vez hoje, ela não ficaria desesperada para correr de volta para o quarto de hotel.
Não tinha certeza do porquê. Ela não achava que era porque estava finalmente se saciando dos serviços de Edward, mas não tinha certeza de como explicar isso.
Edward havia movido uma mão até a curva de sua cabeça e com a outra segurou seu rosto. Estava quente contra sua pele. Às vezes, o calor de suas mãos, de todo o seu corpo, ainda a surpreendia – por vir de um homem que parecia sempre tão frio.
— Você tem alguma ideia para o almoço? — Edward murmurou contra sua boca.
Parecia perfeitamente natural continuar a conversa no meio do beijo, assim, Isabella não tentou se afastar.
— Eu não sei. Talvez possamos ir a algum lugar por aqui, já que o nosso hotel está por perto. — Eles estavam hospedados no Chateou Frontenac, é claro. Isabella não ficaria em outro lugar numa visita a Québec.
— E esta tarde? Ainda há vários locais na nossa lista que ainda não vimos. — A mão de Edward foi acariciar seu cabelo enquanto apertava beijinhos em seus lábios.
Ela sorriu contra sua boca.
— É. Talvez possamos visitá-los amanhã.
— Você tem alguma outra ideia em mente para esta tarde? — O timbre da voz de Edward deu a entender que ele sabia exatamente no que ela estava pensando.
Isabella riu, sentindo um friozinho no estômago de novo.
— Sim, tenho. — Ela soltou suas mãos e se afastou do abraço. — Acho que vou precisar de uma soneca.
Isabella realmente tirou uma soneca.
Ela ainda estava cansada da viagem, da palestra e de uma manhã de caminhada em Québec, e precisava descansar para mais à noite, ela queria estar com energia suficiente para passar pelo banquete batendo o papo necessário e sorrindo. Então, depois que ela e Edward almoçaram no terraço de um restaurante elegante, eles voltaram para o hotel e ela tirou uma soneca.
Edward pegou um livro e parecia perfeitamente contente em ler enquanto ela dormia, mas quando ela acordou cerca de uma hora mais tarde e olhou para o seu lado da cama, viu que ele havia adormecido também.
Ela observou-o por um minuto. O livro estava ao lado dele na cama e uma de suas mãos estava descansando sobre a barriga. Ele ainda usava a calça preta e camiseta cinza de todos os dias, embora tivesse tirado os sapatos e as meias. Ela nunca o tinha visto dormir. Assumiu que ele dormiu na noite anterior, mas já estava de pé quando ela acordou. Por alguma razão, sentiu-se estranha em vê-lo dormir agora.
Ele parecia diferente – sem o comportamento suave que usava como se fosse um terno de grife. Ela viu poucos vincos sobre os cantos de seus olhos e notou uma cicatriz, muito fraca, logo abaixo da orelha direita. O peito dele subia e descia com uma respiração estável e seus olhos pousaram por um longo tempo sobre o modo como os cílios longos se espalhavam contra sua pele.
Parte dela estava fascinada pela humanidade de Edward. Pelo fato dele fazer algo tão natural como dormir.
Mas também sentiu uma torção ímpar na barriga. Um peso desconfortável em suas entranhas. Ela não sabia o que era, mas não gostou. Então, cuidadosamente, saiu da cama e foi até o banheiro, fechando a porta suavemente, de modo que não o acordasse.
Ela decidiu tomar um banho, pois Edward estava dormindo e o banquete seria dali há três horas. A água quente encheu a banheira antiga e ela tomou um maravilhoso banho, usando óleo com perfume de lavanda e mel.
Ela se sentia relaxada e sonolenta quando ouviu a voz de Edward pela porta.
— Isabella? Você está bem?
— Sim — gritou. — Só tomando um banho.
Ela deu um pequeno grito quando a porta se abriu. Ela não percebeu que sua resposta era um convite para ele entrar, mas, aparentemente, ele achou que era.
Edward entrou no banheiro, descalço e esfregando o rosto.
Isabella ficou imediatamente tímida, até que se assegurou de que havia bolhas suficientes na água para manter seu corpo nu coberto aos olhos de Edward. Quando ele se sentou ao lado da banheira e preguiçosamente mergulhou a mão na água, ela disse com um sorriso maroto:
— Você tirou um bom cochilo.
Ela sabia que seu tom provocaria uma reação e Edward não a desapontou. Ele estreitou os olhos e fez um grunhido monossilábico.
Ela riu. Nunca suspeitou que ele poderia ser ranzinza quando acabava de acordar e achou a ideia estranhamente fascinante.
— Há quanto tempo você está aqui? — Ele perguntou, deixando sua mão passear pela água. — Está ficando fria.
— Não sei. Uma meia hora eu acho. Está ficando bem fria. Estava prestes a sair.
Ela esperou, assumindo que ele tomaria suas palavras como um sinal de que deveria desocupar o local.
Ele não o fez. Apenas encostou-se à parede de azulejos e observou-a em ociosa letargia.
Depois de um minuto, perguntou:
— Eu pensei que você estivesse saindo.
— Estou. — Ela esperou que agora ele fosse sair.
Ele levantou-se, mas não se moveu para a porta. Em vez disso, pegou a toalha grande e macia, olhando-a em expectativa. Quando ela não se moveu, suas sobrancelhas se juntaram.
— Bem?
Isabella bufou.
— Você vai ficar aí e assistir?
Ele fez um som gutural que era metade expressão de surpresa e metade risada.
— Já vi seu corpo antes.
Franzindo a testa, ela deu-lhe um olhar mais frio. Embora ele não fosse exatamente ranzinza, definitivamente não ficava de bom humor depois de acordar de um cochilo. Na verdade, estava sendo muito chato.
— Esse não é o ponto.
— Então, qual é o ponto?
Ela não tinha certeza de qual era, na verdade. Então, falou:
— Se não vai sair, você pode, por favor, me passar a toalha?
Edward estendeu a toalha como uma oferenda, mas não estava perto o suficiente da banheira que pudesse alcançá-la. Em seu rosto estava um irritante e estranho olhar – como se ele não pudesse acreditar que ela estava sendo tão tola.
Isabella tinha certeza de que ele estava fazendo isso de propósito, mas não havia provas suficientes de suas intenções para ela censurá-lo por isso.
Ela olhou para ele, decidindo que ele não era tão atraente como ela sempre imaginou. Aparentemente, seu trato com as clientes era tão bom que ele foi capaz de esconder, principalmente, esta parte desagradável de sua personalidade.
Ele arqueou as sobrancelhas.
— Você não quer a toalha?
Foi um desafio. Ela sabia disso e ele sabia que ela sabia. E ela estava presa. Tinha que se levantar nua e pegar a toalha, ou confessar que não estava confortável com seu corpo.
Tecnicamente, ela poderia exigir que ele desse a toalha para ela. Estava pagando-lhe para este fim de semana e seu trabalho era agradá-la, mas não podia se imaginar fazendo isso com ele, tirar proveito do poder desigual da dinâmica desta situação.
O que a deixou sem escolha. Ela não estava pronta a recuar para Edward.
Isabella levantou-se, a água com sabão escorria de sua pele quando se pôs em pé. Edward nem sequer tornou mais fácil para ela. Seus olhos percorreram sua forma, nua e curvilínea antes que ela pudesse pegar a toalha e envolvê-la em torno de si.
— Idiota — ela murmurou, saindo do banheiro com o que ela descreveria como uma ira justa, mas Edward provavelmente descreveria como tola.
Edward a seguiu.
— Você acabou de me chamar de idiota?
Ela levantou o queixo indignadamente quando vasculhou sua mala, que estava aberta em um estante. Não conseguia encontrar nada para vestir. Não queria se vestir para o banquete, e nem mesmo o jeans e o top que usara esta manhã. Mas tudo o que havia levado para lazer era meio justo.
Ela definitivamente não queria colocar algo sexy no momento. Não quando Edward estava sentado em uma cadeira, inclinado para trás com suas pernas esticadas, como se não tivesse nenhuma preocupação no mundo, e, provavelmente, olhando para ela, só esperando a toalha cair para que ele pudesse se divertir em toda a sua presunção.
Sem encontrar nada de bom para colocar, ela segurou a grande toalha branca em torno de si com mais cuidado, firmando-a tanto quanto pôde. Então foi até a cama, se deitou, e pegou o livro que havia levado.
Fingiria ler.
Depois de alguns minutos, ela espiou por cima da borda e viu que Edward ainda a estava assistindo, seus lábios se contraindo de forma incontrolável.
O desgraçado estava ali, sentado, rindo escondido às suas custas.
Seu próprio senso de humor ressurgiu com a visão de seu rosto, quente e bonito. Ela teve que se esconder atrás do livro porque não queria que ele à visse rir de si mesma.
Não havia sentido em deixá-lo ganhar tão facilmente.
Depois de um minuto, Edward perguntou:
— Você está bem?
Ela compôs o rosto e abaixou o seu livro.
— O que você quer dizer com isso?
— Quero dizer: você está bem? Parecia que você estava fazendo uma careta.
Isabella pensou rapidamente e veio com a melhor desculpa que podia em tão curto prazo.
— Ah. Meus pés estão um pouco doloridos. De toda a caminhada desta manhã.
Parecia bastante convincente e Edward não a questionou, apesar de seus olhos se estreitarem um pouco. Então, ela levantou o livro novamente e tentou não rir em silêncio de sua expressão desconfiada.
Estava se concentrando em manter uma cara de pôquer, assim Edward não acharia que a vencera com suas táticas presunçosas. Então, ficou chocada quando sentiu uma mão quente em seu tornozelo nu.
Ela guinchou e empurrou seu pé.
Edward se sentara na ponta da cama e olhava para ela como se fosse louca.
— Você me assustou — disse ela, explicando sua reação dramática. — O que você está fazendo?
Ela, na verdade, não se oporia ao sexo agora, se Edward não fosse agir ofensivamente sobre isso.
— Você disse que seus pés estavam doloridos. Eu iria massageá-los.
— Ah. — Ela esticou as pernas novamente e observou-o com cautela quando ele colocou um de seus pés no colo. — Eu pensei que você ia tentar me fazer cócegas.
Edward deu uma risada seca e abafada.
— Eu não ousaria quando você está neste estado de espírito.
— Que estado seria esse?
— Acredito que espinhoso poderia ser a palavra. — O canto da boca estava irresistivelmente inclinado para cima quando ele começou a fazer-lhe uma massagem bem firme no pé.
Isabella não pode segurar um longo suspiro ao sentir como era bom o que suas mãos faziam. Mas ainda não estava pronta para admitir a derrota.
— Bem, a palavra para você é detestável.
— O que eu fiz? — Seu tom era inocente, e seus dedos comprimiam a planta de seu pé, era delicioso.
— Você sabe muito bem o que você fez. Você tem sido presunçoso e detestável, desde que acordou de sua soneca. Agora fique quieto ou vai estragar a minha massagem nos pés.
Edward riu, sua risada, suave e quente flutuando para dela e fazendo-a sorrir também. Ele era um homem muito estranho e ela não conseguia entendê-lo. Não podia acreditar que ele zombou dela para que saísse da banheira nua.
Ela se perguntou se ele a achava bonita.
Ele massageou bem seus pés. Trabalhou profundamente sobre um pé massageando dos dedos ao calcanhar. Então, puxou o outro para seu colo e lhe deu o mesmo tratamento. Não demorou muito para ela largar o livro e se acomodar de forma mais confortável para que pudesse apreciá-lo, certificando-se de puxar a toalha para baixo, sobre as coxas.
Ela fechou os olhos e respirou fundo, mas quando suas mãos se moveram do pé para a perna, ela suspirou e fez suaves gemidos. Suas mãos eram incríveis e eventualmente, ele a estava acariciando, em vez de fazer massagem.
Então ele começou a usar a boca, pequenos beijos e mordiscadas ao longo dos pés, tornozelos, panturrilhas e todo o caminho até a parte de trás de seus joelhos.
Após vários minutos assim, Isabella ficou totalmente excitada e começou a se mexer inquieta na cama e ele não tinha ido além dos joelhos.
— Edward — ela suspirou, finalmente, quando a boca habilidosa, sobre o ponto sensível na parte de trás de seu joelho, ameaçou levá-la à loucura. — Eu estou achando você menos detestável agora. Pode prosseguir para além dos meus pés.
Ele fez um som de zumbido contra sua pele que enviou vibrações deliciosas diretamente para seu centro ardente. Com um sorriso, ele avançou na cama e pegou uma de suas mãos entre as dele.
Ele deu-lhe um beijo na palma da mão, com uma gentileza que a pegou de surpresa, mas antes que pudesse registrar totalmente o gesto, ele arrastou a boca até seu pulso e mais acima no braço, alternando entre a língua e os dentes.
Então, acariciou seus braços enquanto beijava sua garganta. Cada centímetro de sua pele, que ele tocou, ficou formigando. Seu corpo inteiro estava pronto e todas as partes que ele ainda não havia alcançado estavam doendo por seu toque.
Ele beijou-lhe todo o pescoço e, em seguida, ao longo da linha de sua mandíbula. Então, passeou pelas bordas de sua boca até que Isabella não aguentava mais e virou a cabeça o suficiente para reivindicar a boca dele.
Seus lábios se seguraram por vários minutos e em seguida o beijo se aprofundou. Isabella estava apenas começando, agarrou-lhe a cabeça e tentou esfregar seus quadris contra os dele, quando ele se afastou.
Ela gemeu em frustração quando seu rosto abaixou novamente para o pescoço dela. Ela estava morrendo por ele. Estava ensopada, com dor entre as pernas, e não conseguia parar de contorcer os quadris.
Mas ele nem sequer chegou aos seios.
Finalmente, ela decidiu que ele devia estar fazendo isso de propósito.
— Edward — disse ela com a voz rouca, puxando sua cabeça de um ponto em seu ombro onde ele estava chupando. — Pare de enrolar. Venha para as partes boas.
Ele encontrou-lhe os olhos. Seu rosto estava ligeiramente corado e o corpo parecia um pouco tenso. Isso lhe deu esperanças de que ele estava começando a ficar excitado, mas ele baixou o rosto novamente trilhando os lábios até seu braço, indo em direção ao cotovelo.
— Eu não posso — ele murmurou contra sua pele. — Todas as suas partes boas estão cobertas pela toalha.
Isabella endureceu e respirou pesadamente. Ele ainda estava sendo desagradável. Ia fazê-la tirar a toalha antes de lhe dar o que ela queria.
Obviamente, ele havia visto várias partes de seu corpo antes, mas ela sempre manteve algo para que não se sentisse tão exposta ou vulnerável. Edward tinha apenas que empurrar a toalha, como sempre fazia, ela não se recusaria a mostrando-lhe um pouco de pele.
Mas aquilo era diferente.
— Edward — ela choramingou, sem ter certeza de quem ganharia, se seria seu desejo ou sua teimosia.
Mais tarde, concluiria que não tinha, realmente, desabado. Foi apenas o seu senso comum que saiu vitorioso. Ele vira seu corpo antes. E ela queria fazer sexo.
Por que diabos se agarrava à toalha?
Edward esperou, apoiado em um braço, ao lado dela, enquanto ela levava lentamente a mão para a dobra da toalha. Ela se sentiu-se ridiculamente nervosa quando começou a soltá-la. Edward a olhava e o sol fluía através das cortinas.
Seu corpo parecia perfeitamente bem em roupas, mas ela nunca seria uma modelo de maiô.
Não importava que estivesse pagando Edward para estar ali, ela queria que ele a achasse atraente.
Quase delicadamente, ela puxou a parte enrolada da toalha, expondo seu corpo. Não conseguiria mesmo fazê-lo por etapas. Não, ela revelaria os seios, mas também a barriga, quadris, coxas e seu sexo.
O ar frio sobre a pele ainda úmida foi quase chocante. Seus mamilos haviam endurecido com sua excitação e cresceram ainda mais com a mudança de temperatura.
Ela viu um lampejo na expressão de Edward – uma que ela não conseguia identificar. Mas que fez com que seu pulso acelerasse ainda mais.
Para seu alívio, Edward não ficou apenas sentado lá, olhando sua carne nua. Quase imediatamente, ele abaixou a boca para um de seus seios e as mãos se moveram para acariciar seus quadris e coxas.
Isabella exalou em profundo prazer com a sensação familiar de sua boca e mãos em seu corpo e logo a sua timidez foi esquecida quando seu desejo assumiu nova urgência com a intensificação das preliminares.
Eventualmente, sua boca foi descendo mais, pressionando pequenos beijos ao longo da lateral de seu corpo e no abdômen. Ele segurou ambos os seios com as mãos e apertou suavemente enquanto respirava calorosamente contra sua barriga.
Isabella havia aberto as pernas e estava tentando conseguir qualquer atrito que pudesse contra seu clitóris.
— Edward — ela implorou: — Por favor.
Sua boca se demorou ainda mais. Em seguida, sua mandíbula roçou a faixa de pelos entre as coxas.
Ela engasgou quando ele abriu suas pernas ainda mais e em seguida, acariciou- a intimamente. Antes que ela pudesse processar o que estava acontecendo, ele usou a língua para invadir suas dobras íntimas e expor sua excitação quente para o ar frio do quarto
— Edward — ela ofegou, tentando fazer sua mente trabalhar quando o corpo foi inundado com a sensação.
Ele chupou seu clitóris, enviando choques de prazer através do toque.
Ela teve que lutar para manter as pernas abertas. Queria apertá-las em volta de sua cabeça, em volta do prazer. Suas mãos tatearam a cama e ela instintivamente tentou esfregar seu sexo contra a boca de Edward.
Ele agarrou-lhe as coxas e segurou-a no lugar com mãos fortes, enquanto a boca trabalhava em sua buceta. Ele acariciou e brandiu com a sua língua, mergulhando em sua entrada molhada e invadindo suas paredes internas. Ele esfregou e esfregou sua carne com a mandíbula e ocasionalmente o nariz, até mesmo seus dentes passararam por lá muito levemente.
Isabella gemeu e ofegou enquanto seu corpo retesava mais e mais com as sensações chegando a um limite insuportável. Suas mãos tatearam passando do edredom para a cabeceira da cama e então para os próprios seios. Eventualmente, ela desistiu e apertou a cabeça de Edward, segurando sua boca no lugar sem qualquer vergonha.
Ele ajustou-se ligeiramente posicionando a mão de modo que pudesse afundar dois dedos em seu canal e estimulá-los contra o seu ponto G. Em seguida, ele se concentrou no clitóris, chupando e friccionando até Isabella querer uivar.
Ela começou a fazer pequenos sons de soluço quando sentiu seu clímax se avolumar lá embaixo e balançou-se desesperadamente quando a tensão, finalmente, quebrou e seus músculos íntimos apertaram-se em torno dos dedos de Edward.
Quando ela ofegou e abandonou-se no orgasmo, Edward continuou pressionando os dedos contra as contrações, mas virou, ligeiramente, a cabeça para a carne macia no topo de sua coxa.
E a mordeu.
Isabella gritou com a voz rouca, o choque da dor inesperada sustentando seus espasmos de prazer.
— Oh Deus! — Ela suspirou, quando seu corpo começou a relaxar. — Oh Deus.
Edward suavemente retirou os dedos, e levantou a cabeça de entre suas pernas.
Isabella olhou para ele vagamente, sentindo um rubor de vergonha pelo quanto a parte inferior de seu rosto estava molhada.
Ele pegou um tecido para enxugar o rosto, e Isabella lembrou do que se passou em sua mente mais cedo.
— Você não usou uma das proteções.
Edward deu de ombros.
— Não é grande coisa.
— Mas você disse...
Levantando as sobrancelhas, Edward pegou um preservativo da mesa de cabeceira.
— Você não fez sexo com ninguém além de mim, não é?
— Não — ela disse lentamente, considerando se ele achava aquilo estranho.
— Qual a chance de eu pegar uma doença de você se só esteve comigo?
Isabella não pode deixar de fungar, seu senso de ironia provocado por suas palavras secas. Ela deveria ter sabido a razão do comportamento atípico de Edward.
Obviamente, não havia razão para a proteção se sua única experiência sexual foi com ele.
Ela sentiu-se extremamente íntima, mas Edward era um profissional. Seria uma tolice imperdoável esquecer isso, nem que fosse por um momento.
— Certo — ela disse com um sorriso relaxado. — Obrigada por isso, à propósito. — Ela inclinou a cabeça para a pélvis para indicar o sexo oral que ele acabara de realizar. — Agora, talvez você possa fazer algo com esse preservativo.
Edward rapidamente tirou as roupas, e depois, rolou o preservativo ao longo de sua ereção. Ele posicionou-se entre suas pernas alinhado o pênis em sua entrada.
Mas então hesitou, escrutinhando seu rosto.
— Você quer usar uma posição diferente?
— Assim está bom — ela interrompeu, contraindo os quadris numa tentativa inútil de trazê-lo para dentro de si. Ela nem sempre gostava de tomar todas as decisões. — Apresse-se.
Ele afundou-se dentro dela, e então, baixou a parte superior do corpo para que pudesse beijá-la.
Ela ainda podia sentir seu sabor e empurrou os quadris contra a penetração de seu pênis.
Depois de um beijo prolongado, Edward empinou-se em seus braços e começou a investir. Ela sempre gostava quando eles se deixavam levar e ele fazia as coisas por conta própria, sem estar sempre recebendo seu aval primeiro. Dessa forma, ela podia desfrutar da experiência sem toda a responsabilidade da tomar as decisões.
Uma vez que ele havia construído um ritmo agradável, Edward se ajustou para colocar mais peso sobre os joelhos. Então ele empurrou as pernas dela para junto do peito, e se dobrou. A mudança permitiu que ele afundasse ainda mais em seu corpo e ambos gemeram com as sensações resultantes disso.
O corpo de Isabella estava tão sensibilizado que ela tinha certeza de que poderia gozar sem estímulo clitoriano. Ela tentou balançar o corpo no ritmo de Edward e soltava sons bobos e abafados, algo como "Mm hmm, mm hmm".
O rosto de Edward estava vermelho e tenso acima dela, e seus olhos pareciam devorá-la enquanto a fodia rápido e duro.
Ela virou a cabeça para o lado quando gozou, se contorcendo enquanto o prazer a atravessava.
Edward grunhiu e continuou impelindo em seu canal apertado. Ele se endireitou nos braços e a pele úmida do rosto e ombros brilhavam na sala repleta de sol.
Ela manteve a cabeça virada e os olhos fechados com força quando a penetração de seu pênis pareceu ainda mais crua e intensa após o orgasmo. Ela ofegou contra a cama e sentiu outro orgasmo começar.
— Isabella — Edward falou, a voz grossa, não muito longe de sua orelha. Ele ainda estava bombeando dentro dela, seus golpes mais curto e mais rápido.
— Hmm mm — ela choramingou, tateando às cegas até encontrar seus ombros para agarrar.
— Isabella
Ela gostou de como ele disse seu nome. Ele empurrou-a ainda mais para perto do clímax. Seu corpo estava começando a tremer incontrolavelmente.
— Isabella — Edward rosnou novamente, o bombeamento de seus quadris era quase selvagem. Desta vez, percebeu que não era uma expressão da paixão. Ele estava tentando lhe chamar a atenção.
Ela conseguiu abrir os olhos, embora sua visão estivesse turva. Piscou para ele e viu que suas feições estavam torcidas pelo esforço e concentração.
— Sim, caramba. Goze! — Ela engasgou, cravando as unhas na parte de trás de seu pescoço, quando a pressão dentro dela atingiu seu ponto de ruptura.
Ela sentiu que algo se desencadeou dentro de Edward. Estava muito sobrecarregada para identificar os sinais exatos, mas reconheceu a maneira como ele se deixou ir. Seu tesão tornou-se quase frenético e uma chama ardia em seus olhos.
Isso foi tudo o que Isabella precisou para gozar. Ela arqueou-se e chorou em suspiros abafados de prazer quando seu corpo convulsionou e seu canal deve ter apertado e puxado Edward para o clímax também.
Os quadris dele se sacudiram desajeitadamente por um tempo e ele sufocou uma palavra incoerente. Então, ela sentiu-o pulsar quando encontrou sua libertação juntamente com ela.
Ele descançou seu peso sobre o dela por alguns momentos e ela sentiu que ele estava ofegante contra seu pescoço.
Então, impulsivamente, virou a cabeça um pouco até que seus lábios roçassem os dele.
Ele a beijou de volta. Não foi um beijo profundo ou focado, mas ela gostou de como seus lábios se abraçaram.
Mas então ele se impulsionou e deslizou o pênis para fora de seu corpo. Ele se dirigiu ao banheiro, como de costume, e Isabella ouviu a água quando ele se lavou.
Ela soltou um longo suspiro, decidiu que esta era uma boa maneira de passar uma tarde preguiçosa em Québec. Em seguida, percebendo que estava completamente nua e fora das cobertas, ela olhou ao redor em busca de algo para vestir.
Seus olhos pousaram sobre a camiseta de Edward e ela realmente se abaixou para pegá-la do chão, mas quando percebeu isso, desistiu. Seria estranhamente íntimo para ela vestir sua camisa, não importava o quão acolhedor poderia ser.
Deixou-a cair novamente e então engasgou quando viu que Edward estava de pé do outro lado do quarto, perto do banheiro, olhando para ela.
— Desculpe — disse ela, sentindo-se corar violentamente. — Tenho que procurar algo para vestir.
— Você pode usar minha camisa, se quiser — disse ele, o rosto sem expressão.
— Não. Apenas me traga algo de minha mala, se puder?
Ele pegou a blusa de caxemira lavanda, e ela a vestiu enquanto ele colocava a cueca.
Então ele foi para a cama e se esticou ao lado dela.
— Você gozou, não foi? — Ele perguntou, quase com timidez.
Isabella escancarou a boca.
— Uh, sim. Duas vezes. Você não percebeu?
— Foi o que pensei. Queria ter certeza.
Ela franziu o cenho.
— Eu não estou mais tão tranquila como costumava ser.
Com a contração de um sorriso, ele disse:
— Eu sei, mas ainda é muito quieta.
Por alguma razão, ela endureceu.
— Isso é um problema?
— Claro que não. Constantes gritos podem fazer você envelhecer muito rapidamente.
Isabella fez uma careta, tentando dissipar a acentuada pontada de desconforto que sentiu quando pensou em Edward fodendo outras mulheres, fazendo-as gritar de prazer, fazendo-as sentir tão bem quanto ele a fazia sentir.
— De qualquer forma — Edward continuou, olhando para o teto —, isso a torna um desafio ainda maior.
Isso não soou tão mau. Ela achou que havia ficado muito vocal ultimamente, mas talvez os sons que ela fazia não fossem tão altos e claros como pensava.
— Você não faz muito barulho também — disse ela, olhando para seu rosto impassível. — Então você, dificilmente, é um falador.
Edward deu um sorriso que era um pouco amargo.
— Ninguém quer me ouvir.
A carranca de Isabella se aprofundou.
— O que significa isso? Eu não me importo quando faz ruídos. — Ela pensou novamente no grunhindo ofegante e nas exclamações que Edward fazia no meio do sexo. — O que você diz quando goza? — Perguntou ela, virando-se para ele com sua curiosidade característica.
Ele piscou para ela.
— Desculpe-me?
— Quando você goza, parece que você diz alguma coisa. Pelo menos foi assim nas últimas vezes. O que você fala?
O rosto de Edward ficou perfeitamente imóvel por um momento. Em seguida, ele deu um sorriso secamente divertido.
— Aqui vai um conselho. Nunca dê qualquer atenção ao que um homem diz quando ele está gozando. Ele pode deixar escapar qualquer coisa naquele momento e isso raramente significa algo.
Isabella riu, embora tenha percebido que ele não havia respondido à sua pergunta. Provavelmente não era da sua conta, de qualquer maneira. Por tudo o que sabia, era o nome de outra mulher.
— Legal.
— É verdade — disse Edward. — Quem saber o que eu posso dizer? Eu poderia lhe pedir em casamento. Não preste atenção.
Ela bufou quando imaginou a cena. Seu gigolô deixando escapar uma proposta no momento antes do clímax.
— Eu me pergunto o quanto você iria me cobrar por isso — ela disse com uma risada.
O silêncio do outro lado da cama lhe disse que ela o havia insultado.
Gemendo, ela disse:
— Eu sinto muito. Eu não quis dizer nada com isso. Sério.
— Eu sei. Não se preocupe com isso.
Mas Isabella se preocupou. Eles estavam tendo uma conversa perfeitamente legal e ela disse algo estúpido. Ela sabia agora que ele não gostava de falar sobre o dinheiro, mas ela continuava a fazer.
Era inevitável. Não importava quão bom fosse o tempo que tinha com ele, ela nunca poderia fugir de uma realidade básica.
Ele estava com ela porque ela lhe pagou para isso.
— Eles têm um brunch no domingo que deve ser excelente — Edward disse agradavelmente, obviamente tentando demovê-los do momento difícil. — Se sairmos hoje à noite, talvez possamos dormir até mais tarde amanhã e descer para um brunch antes de ver mais alguns pontos turísticos.
— Parece bom — disse ela, virando-se de lado para encará-lo com um sorriso. — Na verdade, estou ficando com um pouco com fome agora. Eu me pergunto se eles têm alguma coisa boa neste banquete.
Edward riu, como ela sabia que ele faria e Isabella decidiu que, apesar de alguns momentos difíceis, tudo indicava que seria um fim de semana muito bom.
E ela ainda tinha todo o dia de amanhã para curtir.
— Então, foi tudo bem no Jantar? — Alice perguntou, bufando quando aumentou seu nível na esteira e acelerou a velocidade.
— Sim. — Isabella fez uma pausa para equilibrar sua própria respiração. Ela se exercitava no elíptico ao lado de Alice há quase meia hora e estava quente, cansada, suada e ofegante. — Nada excitante, mas não muito doloroso.
— O Edward não foi?
Isabella limpou um fluxo de suor da parte de trás do seu pescoço e se fortaleceu ao ver que só restavam 15 minutos mais para acabar.
— Não. Seria meio difícil manter meu pseudônimo em segredo — ela cortou suas palavras brevemente para sugar algumas respirações profundas — se ele fosse comigo.
— Verdade. — O longo rabo de cavalo marrom de Alice balançou com seus movimentos. Ela estava em melhor forma do que Isabella e não tinha que malhar tão duro na academia a que ambas frequentavam. — E o resto da viagem foi divertida?
— Sim.
— Você não ficou no quarto do hotel o fim de semana inteiro fazendo sexo, não é?
— Alice! — Isabella fez uma carranca para sua prima sorridente, mas teve de se concentrar muito em manter o ritmo. — Nós fizemos um monte de passeios e outras coisas.
— Que tipo de coisas?
— Não seja grosseira. Vimos vários locais de interesse histórico e um museu de arte. Ele é muito inteligente sobre arte e sabe muitas coisas sobre a história militar.
— Sério? Ele era um grande fã de história ou algo assim?
Isabella deu de ombros.
— Não sei. — Depois de uma pausa para recuperar o fôlego novamente, ela continuou: — Eu acho que talvez seu pai o tenha ensinado história militar. — Ela zombou enquanto pensava sobre o homem sem nome que ela absolutamente desprezava.
— Huh. Interessante. — Alice lançou um olhar estranho e cheio de intenção sobre Isabella. — Você já ouviu falar dele desde que voltou?
— O que você quer dizer? Nós temos um compromisso agendado este fim de semana.
— Continua de pé?
Isabella estava tão confusa com a direção das perguntas que diminuiu sua velocidade inconscientemente.
— Por que não estaria? Aonde você quer chegar?
Alice deu-lhe um olhar envergonhado.
— Eu tive uma conversa com Belinda Forsythe a uns dias atrás. Foi ela quem me deu nome de Edward, lembra?
— C-claro que sim — respondeu Isabella, sentindo uma vibração nervosa se desenvolver na barriga, apesar de seu cansaço físico.
— Você quer ouvir o que ela disse?
Isabella entendera porque Alice agia assim. Ela foi incrivelmente sensível em verificar antes para ter certeza se ela queria ouvir detalhes sobre as experiências de uma outra mulher com Edward.
A verdade era que Isabella não queria ouvir sobre isso. Ela não gostava de pensar em Edward com suas outras clientes. No início, ela não se sentia estranha sobre sua promiscuidade profissional, mas ultimamente a ideia dele com tantas outras mulheres a deixava doente. Ela supunha que era inevitável. Quando começou a conhecê-lo melhor, viu-o mais como uma pessoa, o que tornou mais difícil para ela, aceitar a forma como ele se deixou ser usado. Mas Isabella estava lutando contra o instinto de se sentir desgostosa ao imaginá-lo na cama com alguém e tentava ignorar as imagens que surgiam.
Nem sempre funcionava. Às vezes, ela tinha flashs aleatórios, visões de Edward fazendo sexo com Sarah ou outras mulheres sem nome ou rosto. Ela imediatamente abafava as imagens sempre que apareciam em sua cabeça, mas isso estava acontecendo com muito mais frequência.
Ela realmente não devia alimentar sua fixação crescente. Devia dizer não e Alice deveria mudar de assunto. Mas ela se ouviu dizendo:
— O que ela disse?
— Ela disse que Edward estava se aposentando.
Isabella sentiu um chute afiado no estômago.
— O quê?
— Foi isso o que Belinda me disse, que ele estava se aposentando. Não estava agendando novos compromissos.
Por um momento, a visão de Isabella ficou turva e ela sentiu uma súbita explosão de angústia, suas pernas e braços, de repente, pareciam se movimentar ainda mais rapida e fortemente no elíptico, mas ela só levou um minuto para descobrir uma solução sensata para o cenário desconcertante.
A tensão diminuiu no peito quando explicou:
— Ele está cortando algumas clientes.
As sobrancelhas bem cuidadas de Alice se juntaram.
— Belinda disse que ele estava se aposentando.
Com um encolher de ombros, Isabella explicou:
— Ele provavelmente não queria chateá-la e usou essa desculpa para declinar seus compromissos.
— E qual é seu critério para manter algumas clientes e dispensar outras? — Alice franziu a testa como se não estivesse convencida.
— Quem sabe? Talvez ele esteja mantendo as que pagam mais dinheiro ou as que não dão tanto trabalho.
— E ele está mantendo você como cliente?
— É. Ele não disse nada sobre cancelar meus compromissos. Nós temos o resto do mês programado.
— Hmm.
Isabella virou a cabeça para olhar fixamente para a prima.
— O que significa isso?
— Nada — disse Alice, fingindo inocência. — Eu só estava pensando.
Rangendo os dentes, Isabella resolveu não aceitar a provocação de sua prima com uma resposta.
— Mas, a sério — Alice continuou: — Você se divertiu com ele em Québec? Não foi estranho ou esquisito?
— Por que seria esquisito ou estranho?
— Eu não sei. Belinda me disse que o levou para um fim de semana em Londres e os "negócios" acabaram ficando no caminho, atrapalhando a excitação sensual.
Isabella engoliu, tentando canalizar suas emoções, irracionalmente, em conflito. Seria muito mais sensato se ela apenas deixasse o assunto morrer completamente.
— Como assim, os negócios?
— Oh, você sabe. Ele fez apenas o papel que lhe competia. Manteve o controle de toda a atividade sexual para que ela pudesse lhe pagar no final. Pediu uma suíte dupla para que ele pudesse dormir em seu próprio quarto. Toda a logística.
Isabella parou de se mover, suas pernas deslizando lenta e pesadamente.
— O quê?
Alice dimunuiu seu ritmo também.
— O quê? Porque parece que seu estômago afundou?
Isabella não respondeu. Ela apenas olhou cegamente à sua frente e tentou processar esta nova informação.
Aparentemente, Alice poderia juntar os pedaços por si mesma.
— Ele não fez isso tudo com você?
— É. Não. Eu não sei. — Não foi possível mais fazer as pernas se moverem, Isabella desceu do aparelho e pegou a toalha para limpar o rosto, vermelho e quente.
— Isabella? — Alice também saiu. — Me fala.
— Nós ficamos em um quarto — Isabella admitiu. — E não gastamos muito tempo falando sobre dinheiro.
— Por que não?
Isabella sentiu-se envergonhada de repente, sem nenhuma boa razão. Ela não conseguia nem olhar Alice nos olhos.
— Eu não sei. Tudo foi apenas muito... natural.
— Natural? Num fim de semana com um acompanhante? — A voz de Alice transmitia um ceticismo irônico.
— Eu sei que soa estranho, mas foi assim. Nós gostamos um do outro. Eu acho. Quero dizer, nós começamos a conhecer e assim não parece tanto como... como uma transação comercial impessoal.
— Oh, Deus! — Alice gemeu em sua toalha. — Uma Linda Mulher.
— Não é assim — Isabella rebateu. — Eu não sou estúpida, mas nos damos bem e assim, a maioria das coisas de negócios foi apenas deixada de lado e nos divertimos.
— Ele se divertiu também?
— Eu não sei — Isabella tentou não se contorcer de vergonha. — Às vezes eu acho que sim. É difícil dizer, porque ele tem esses bons instintos sobre o que um cliente quer dele, mas eu tenho certeza que ele passou um tempo decente comigo.
— Isso não soa como um cenário normal, com um acompanhante e sua cliente.
Isabella fez uma careta.
— Como diabos você sabe o que é normal com um garoto de programa? Eu mesma não sei. Nunca estive com outro.
— Bem — disse Alice, seu rosto suavizando com humor —, eu acho que isso é verdade. Quem pode saber o que é um comportamento normal quando se trata de acompanhantes masculinos? Mas parece um pouco suspeito para mim. Como se as coisas não tivessem sido inteiramente profissionais.
— Elas são profissionais — insistiu Isabella —, eu continuo a lhe pagar todas as noites. Ele é muito bom em seu trabalho. E dá às mulheres o que elas querem.
— Talvez. Mas talvez você deva cavar um pouco para ter certeza. Você já pensou em falar com ele sobre como vocês são, juntos quero dizer?
Enrijecendo, Isabella disse um pouco sem jeito.
— Não, não pensei. Ele me disse claramente que rompe os negócios quando uma cliente tenta ir além das fronteiras profissionais.
— Ah. Entendo. — Depois de pensar sobre isso por um momento, Alice acrescentou: — E você não está disposta a correr esse risco.
— O risco? É ponto pacífico. Ele deixou mais do que claro: não há mais compromissos para uma cliente que tenta quebrar essas fronteiras. Eu sei que essa coisa não pode durar para sempre, mas estou passando um bom tempo com ele e não quero que acabe ainda.
Alice estudou-a um pouco desconfiada, ela pensou. Mas, por uma vez, sua prima não disse nada.
Isabella deixou escapar um longo suspiro. Suas pernas pareciam fracas do exercício e seu rosto estava em chamas e corado.
E ela sentia-se estranhamente desconfortável com essa conversa em particular.
Isabella estava ao lado de Edward na cama de seu quarto de hotel e olhou para o teto antes de deixar escapar:
— Você vai se aposentar?
O pescoço de Edward se contraiu espasmodicamente, e ele se virou para olhá-la.
— O quê?
Ela encontrou coragem para olhá-lo. E viu sua expressão, quase congelada.
— Eu perguntei se você ia se aposentar — admitiu ela, sentindo uma onda de mortificação com a pergunta, aleatória e reveladora.
Eram quase sete e meia da noite de sexta. Exatamente na semana passada eles estiveram em Québec. Exatamente na última segunda-feira Isabella havia falado com Alice sobre isso, e o assunto ficara em sua mente durante toda a semana.
Quando Edward chegou, eles conversaram um pouco sobre assuntos casuais e em seguida, caíram em um silêncio que parecia quase trivial. Eles ainda não haviam se tocado, e agora, Isabella havia sido tola o suficiente para deixar escapar uma pergunta que ela nunca deveria ter feito.
Edward respondeu com uma lenta e cuidadosa sentença.
— Eu suponho que vou me aposentar um dia.
— É. Eu imagino eu sim. Mas eu quis dizer se o fará em breve.
— Por que você pergunta?
Ela deu de ombros impotente. Tentando orientar a mente para dar alguma resposta verdadeira.
— Minha prima estava conversando com uma de suas antigas clientes e ela disse que você estava se aposentando.
Os lábios de Edward se separaram um pouco, como se agora estivesse entendendo de onde viera a questão, mas ele não respondeu imediatamente.
Isabella sentiu seu pulso começar a bater, enquanto observava a sutil fagulha de emoção em seu rosto – o tremor de um músculo da mandíbula, o aperto de sua boca, o piscar de seus cílios. Inconscientemente, prendeu a respiração enquanto esperava.
Ela não tinha certeza de qual resposta queria ouvir. Parte dela queria que ele dissesse sim, queria que ele desistisse dessa linha de trabalho e encontrasse algo para fazer que realmente o satisfizesse, que o fizesse sentir como algo mais valioso do que um pedaço de carne.
Talvez fazer esse trabalho não fosse prejudicial para algumas pessoas, mas ela estava preocupada que não fosse saudável para Edward, então, provavelmente, seria melhor se ele não continuasse com isso.
Mas a parte egoísta dela estava com medo de que ele a estivesse deixando como cliente, e que ela nunca fosse vê-lo novamente.
De qualquer maneira, ela estava mais interessada nesta resposta, do que no que era inteiramente saudável.
Finalmente, Edward disse.
— Eu teria dito a você se não a quisesse como cliente.
Isabella engoliu em seco. Em seguida, soltou a respiração.
— É. Eu assumi que sim, mas é que essa ex-cliente parecia tão segura de sua aposentadoria.
Edward limpou a garganta. Seus olhos verdes estavam estranhamente hesitantes. Ele abriu a boca para falar, mas em seguida, fechou-a novamente sem formar uma palavra.
— O que é isso? — Ela perguntou sem fôlego, inclinando a cabeça para ele instintivamente.
Ele balançou a cabeça e desviou o olhar.
— Eu lhe disse que estava cortando algumas clientes. E tinha que dar alguma desculpa.
— É. Foi isso que eu disse à Alice. Achei que era apenas uma desculpa. Quer dizer, seria rude de sua parte se aposentar sem me dizer, não é? — Ela sorriu para ele, tentando parecer provocativa e irônica, embora ainda se sentisse estranhamente nervosa e envergonhada.
Ele lhe voltou seu sorriso fácil e Isabella relaxou um pouco. Tudo estava como sempre esteve entre eles. Não havia nenhuma razão para ela ficar tão nervosa sobre o que Alice havia lhe dito na segunda-feira.
— Oh, eu tenho que lhe dizer! — exclamou ela. — Vou estar fora da cidade por duas semanas no início do próximo mês.
— Viagem de trabalho? — Ele perguntou, arqueando as sobrancelhas.
Na verdade, era uma excursão para o lançamento de seu novo livro, mas Isabella cortou a explicação antes de falar isso. Edward não sabia que ela era Bella Mary e podia tornar-se óbvio demais, se ela dissesse que estava indo em excursão justamente quando o novo romance, altamente antecipado, de Bella Mary fosse lançado.
— Sim — ela disse vagamente. — Algo assim.
Edward assentiu e não prosseguiu o assunto.
Eles estavam lado a lado e ambos olharam para o teto por alguns minutos.
— Então, o seu novo livro está saindo no dia primeiro do próximo mês? — Edward perguntou por fim, falando casualmente e sem qualquer prelúdio.
— Si... — Isabella respondeu automaticamente antes de perceber o que ele havia acabado perguntar. Ela sentou-se com um suspiro e olhou para seu rosto suave. — Você sabe?
Edward deu um sorriso leve e acanhado.
— Culpado.
O coração de Isabella martelou e sua barriga torceu – numa coleção de emoções que ela não conseguia combinar inteiramente.
— Você sabia o tempo todo? — Ela ficou chocada ao ouvir a sugestão de traição em suas palavras.
Balançando a cabeça, Edward sentou-se também.
— Não. Quando nós conversamos sobre isso no começo, eu não tinha ideia, mas reli alguns de seus livros nos últimos meses, e percebi... percebi você neles.
— Oh. — Isabella sentiu-se corar por algum motivo.
— Eu imaginei que devia ser você. E então, na semana passada, não demorou muito para descobrir, em uma pesquisa, que a conferência dos escritores estava sendo realizada em Quebéc durante aqueles dias, e quem era o orador principal. Isso apenas afirmou minhas suspeitas.
Isabella caiu de costas na cama, soltando um suspiro longo e instável. Ela deveria saber que Edward era muito inteligente e atento para esconder algo assim.
Uma parte minúscula de seu ser estava contente por ele saber. Ficou feliz de ele saber que ela era sua romancista favorita.
Edward deitou de costas também, mas se voltou para ela, os olhos descansando em seu rosto.
— Você está chateada?
— Não — ela admitiu, virando-se para sorrir para ele, quase timidamente. — Não, eu acho. Quero dizer, agora que conheço você, me sinto muito segura sobre não haver possibilidade de aparecer nos tabloides uma história sobre como Bella Mary vem utilizando os serviços de um profissional do sexo pelos últimos seis meses.
Os olhos de Edward ficaram extraordinariamente sóbrios. E depois de um momento de silêncio, ele disse:
— Eu espero que você acredite nisso.
— Eu acredito. Eu sei que você não irá à imprensa com a história.
— A história nunca vai sair através de mim — ele murmurou. Então, seus lábios tremeram um pouco. — Não vai nem mesmo aparecer no meu best-seller sobre as confissões da vida real.
— Hei — disse ela, dando-lhe um olhar de censura: — Não zombe da ideia do livro. Eu estava falando sério sobre isso.
— Eu sei que estava. — Por apenas alguns segundos, seu sorriso parecia quase feliz. Em seguida, a suavidade deu lugar à sua ironia fácil. — Apesar de ter sido uma sugestão bombástica, uma vez que você não sabe nem se posso juntar duas frases.
Isabella fungou desdenhosamente.
— Por favor. Alguém tão inteligente e articulado como você? Claro, que você pode escrever. Além disso, você não tem que ser um escritor brilhante. Apenas interessante e basicamente coerente. Você teria um editor para limpar as coisas.
Edward riu.
— Você está falando sério sobre isso.
— Sim. Estou. Por que não deveria? Basta dizer a palavra e eu vou fazer tudo que puder para ajudar.
Uma candura cintilou em seus olhos novamente, desaparecendo tão depressa qunato antes.
— Eu aprecio isso, mas não tenho certeza se sou um projeto que vale a pena.
Isabella odiava a renúncia que ouviu em suas últimas palavras. Era pior do que a amargura que ouvia com muito mais frequência. Ela abriu a boca para argumentar, mas depois mudou de ideia.
Nada que pudesse dizer mudaria a ideia que tinha sobre si mesmo, nada seria capaz de fazê-lo acreditar que ele tinha um valor verdadeiro.
Ela virou a cabeça e estendeu a mão para ele novamente, mantendo a palma em seu rosto. Então se inclinou para frente e apertou seus lábios contra os dele.
Ela não tinha ilusões sobre os poderes de seu beijo. Sua atitude em relação a si mesmo não mudaria. Não era possível reformular todo o seu mundo, mas era a única coisa que podia pensar em fazer para expressar o que sentia no momento.
E ela precisava fazer alguma coisa.
Edward respondeu imediatamente ao seu beijo, mas deixou-a assumir totalmente o controle. Ele abriu a boca e sua língua se movia insistentemente, mas ele não rolou sobre ela ou chegou a tocá-la.
Eles se beijaram por um longo tempo, apenas com suas bocas juntas e as mãos de Isabella em sua bochecha. Aquilo era estranhamente doce e inocente e Isabella sentiu o corpo responder àquelas emoções. Mas, eventualmente, quis ela mais, então deslizou sua mão até o peito dele e depois desceu até o abdome. Edward usava uma camisa azul e ela acariciou sua barriga através do tecido caro.
Ela adorava a sensação da dureza dos músculos firmes, subindo e descendo com a respiração acelerada.
Então deslizou sua mão ainda mais indo parar na frente de sua calça. Percebeu que ele já estava ficando duro.
Isabella se perguntou por que ele não estava fazendo nenhum movimento, por que ele só estava lá, deitado na cama, deixando-a beijá-lo e acariciá-lo.
Às vezes Edward era tão intrigante que queria gritar.
Ela queria saber como ele estava se sentindo. Queria que ele se sentisse tão profundo e esmagado como ela estava no momento. Ela queria que ele reagisse a ela com prazer genuíno e carinho.
Ela queria que ele respondesse a ela como nunca fizera com nenhuma outra cliente. Ninguém mais, a não ser ela.
E de repente ela sabia o que queria fazer.
Suas mãos se moveram até seu cinto e ela começou a soltar a fivela. Então, desabotoou a calça e tirou a camisa para fora. Começou a desabotoá-la lentamente, expondo seu peito. Ela deslizou a camisa sobre os ombros. E então começou a retirar-lhe a calça.
Só então Edward ajudou levantando seus quadris. Seus olhos não tinham deixado seu rosto; ela despiu-o e seu olhar era calmo e questionador, com uma profundidade que ela não entendia.
— Edward — disse ela, finalmente, surpreendida por sua voz sair tão insegura. — Posso...?
Edward encontrou e segurou seu olhar tímido.
— Isabella, você pode fazer o que quiser.
As palavras a arrepiaram, ao mesmo tempo em que a encorajaram.
— Eu queria... eu vou ter de adicionar um pouco de dinheiro no envelope, mas eu...
— Isabella, apenas me diga o que você quer.
— Sexo oral — ela conseguiu sufocar, as bochechas queimando ardentemente. Depois de todo esse tempo, era bobagem ainda se envergonhar, mas ela não conseguiu evitar. Não tanto pelo ato, mas pela vulnerabilidade de dizer o que queria.
As sobrancelhas de Edward se juntaram e ele começou a se virar para o lado e se levantar.
— É claro. Eu posso...
— Não — ela o interrompeu, percebendo que ele havia entendido mal. — Eu quero fazer isso. — Ela engoliu em seco. — Em você.
— Oh.
— Posso?
Edward congelou por um momento.
— Sim — ele disse suavemente. — Se você quiser.
— Eu quero.
Por um minuto eles apenas se olharam. Então Edward saiu da cama e foi até seu casaco, onde pegou um pacote.
— Este preservativo será mais fácil para você usar. Tem um pouco de sabor de hortelã e vai ter um gosto muito melhor do que o látex.
Isabella concordou e observou quando Edward se livrou de sua boxer e voltou para a cama. Já estava quase totalmente ereto.
Ele entregou-lhe o preservativo e deitou-se de costas na cama. Então, olhou para o rosto dela e esperou.
Isabella realmente queria fazer isso, mas também estava ficando muito nervosa.
— Eu nunca fiz isso antes — disse ela — e não sei o que estou fazendo. Você vai ter que ajudar.
— É claro. Qualquer coisa que você quiser.
Ela se moveu na cama até seu rosto se alinhar ao intervalo de sua virilha. Ela olhou para seu pênis ereto, numa cor mais profunda do que o resto do seu corpo. Ela imaginou tê-lo visto se contorcer enquanto o encarava.
Seus olhos correram de volta para o rosto dele que lhe deu um pequeno sorriso. Estranhamente confortada, ela riu nervosamente.
— Eu não vou ser boa nisso, só para avisá-lo. E espero que você não vá fantasiar algo. Quero dizer, você não vai entrar na minha garganta ou algo assim, não é?
Edward contraiu os lábios, embora seu olhar ainda fosse tranquilo e intenso.
— Claro que não. Eu vou deitar aqui e deixá-la fazer a sua coisa. Só me diga se quiser algo diferente.
Isabella riu por sua escolha de palavras. E então inalou uma longa respiração, estremecendo. Ela segurou seu pênis e acariciou-o por um minuto, correndo os dedos para cima e para baixo do eixo e, em seguida, girando a ponta um pouco.
Ela gostou de como ele prendeu a respiração, muito ligeiramente, ao seu toque. E de como ela podia sentir sua ereção se contrair e endurecer sob seus dedos.
Quando ele já estava bem ereto, ela abriu o pacote de preservativo e cuidadosamente o rolou. Ele sempre havia tido o cuidado de colocar preservativos antes, então ela estava certa de conseguir fazer aquilo com segurança e sem machucá-lo com as unhas.
Então, ela ajeitou o corpo, inclinando-se para que o rosto pairasse sobre sua pélvis. Segurou seu pênis ereto com as mãos e experimentalmente lambeu uma linha circular no topo de seu eixo.
Ela ouviu o engate da respiração de Edward e experimentou o gosto do preservativo. Não era ótimo, mas não foi terrivelmente desagradável. Ela imaginou que seria melhor sem preservativo, mas isso estava fora de questão, é claro.
Olhando para o rosto de Edward, ela viu suas belas feições tensas e ilegíveis. Mais uma vez, ela se perguntava o que ele estava pensando. Se ele realmente queria que ela fizesse isso com ele.
Considerou se iria agradá-lo. Ela queria agradá-lo. Da maneira que ele sempre lhe agradou.
Ela respirou fundo e depois lambeu seu pau de novo, desta vez indo de baixo para cima. Então tomou a cabeça na boca e começou a chupar.
No primeiro esvaziamento de suas bochechas, Edward engasgou e suas mãos se deslocaram um pouco na cama. Assumindo que isso significava que ele gostara, ela tomou mais dele na boca e chupou novamente.
Parecia que seu pênis estava pulsando, mesmo sob o látex do preservativo e quanto mais sucção ela aplicava, mais seu corpo ficava tenso.
Ela sabia que havia mais coisas que ela deveria fazer, como parte de um boquete, e tentou concentrar seus pensamentos dispersos nas cenas que leu nos livros e achar algo que pudesse acrescentar à sucção. Reunindo algumas ideias, mesmo através da névoa de emoção em sua mente, ela envolveu uma mão ao redor da metade inferior do seu eixo e usou a outra para acariciar suas coxas.
Teve um pouco de dificuldade em coordenar a sucção com o aperto. Ela o apalpou por um minuto antes de deixar o pênis deslizar de sua boca.
Seus olhos encontraram os de Edward. Ela sentiu, mais do que viu, uma tensão firmemente fixada sob a superfície de sua expressão, de seu corpo. Mas foi tão bom quanto qualquer palavra. Ele não tinha se movido.
— Você não vai me ajudar? — Ela perguntou com voz rouca. Só então percebeu que estava excitada também. Seus mamilos estavam duros sob o decote vermelho de sua camisola e ela já estava molhada entre as pernas.
— É claro — ele murmurou, a voz estranhamente baixa e texturizada. Ele moveu uma mão para a parte de trás de sua cabeça. — Mas você estava indo muito bem.
Ela colocou a mão mais firmemente em torno da base de sua ereção e desceu a boca de novo, tomando o máximo dele que ela sentiu confortável. Começou a chupar novamente, e desta vez Edward aplicou uma pressão suave, guiando o sacudir de sua cabeça e ajudando a criar um ritmo agradável.
Sua mão estava curvada na parte de trás do crânio dela, com os dedos enredados em seu cabelo, e ela sentia uma pressão reconfortante ao invés de impositiva. Ela esvaziou as bochechas suavemente e seu movimento tornou-se mais confiante à medida em foi progredindo.
Com a mão livre, ela acariciou-lhe a coxa e depois deslizou-a para que pudesse encontrar suas bolas. Ela segurou, sentindo-as suavemente. Em seguida, aplicou um pouco de pressão.
Edward grunhiu e sua pélvis contraiu-se um pouco. Isso a assustou momentaneamente, mas ela conseguiu não sair do ritmo.
Ela confiava em Edward. Ele era habilidoso e atencioso. Sabia que esta era a sua primeira vez, e ele nunca a decepcionou antes. Não ia tentar foder sua garganta.
Ela mexeu os quadris inquieta, mais excitada do que nunca, enquanto processava as reações de Edward às suas ministrações. Ela intensificou o ritmo e sentiu o corpo dele endurecer ainda mais.
Usando o polegar para acariciar seu saco, apertou a base de seu pênis e balançou a cabeça. A mão livre de Edward havia começado a apalpar a superfície da cama e sua cabeça sacudia inquieta sobre o travesseiro.
Ela murmurou em torno de sua carne dura mediante esses sinais de que o estava agradando.
Foi tão bom agradá-lo. Melhor do que qualquer coisa.
— Isabella — disse Edward, a voz grossa, o corpo tão tenso agora, que ele estava quase tremendo.
Ela sussurrou novamente enquanto trabalhava sobre seu pênis da melhor maneira possível, ajustando o corpo para obter um melhor ângulo.
A mão de Edward apertou a parte de trás de sua cabeça, empunhando mais cabelo até se obrigar a soltá-lo novamente.
— Isabella. — Sua cabeça estava um pouco caída para trás, mas seus olhos nunca deixaram a visão de sua boca em torno do seu pênis.
Murmurando em resposta, ela sentiu seus músculos íntimos apertando instintivamente, como se estivesse tentando puxá-lo para dentro dela.
— Isabella! — Edward murmurou, arqueando as costas um pouco enquanto lutava visivelmente para se segurar. Ambas as mãos dela tinham retesado com a excitação, apertando seu pau e suas bolas simultaneamente.
Sua boca trabalhou incessantemente. Ela gerou uma grande quantidade de saliva, e o sabor do preservativo foi se dissipando. Mas, neste ponto ela estava ligada demais para se importar. Embora tenha sido um pouco descuidada e inexperiente, seu trabalho parecia estar tendo um bom efeito.
Ela podia sentir os tremores percorrem o corpo de Edward. Ambos as mãos empunhavam agora – uma a roupa de cama, a outra, seu cabelo. Os quadris balançavam muito pouco, involuntariamente. E o rosto estava corado e torcido com o que parecia vir de esforço e prazer.
— Isabella — ele engasgou, sacudindo a cabeça para o lado. — Isabella, eu vou gozar. Se você não parar, eu vou- — Suas palavras se romperam em uma exclamação gutural enquanto ela apertava suas bolas novamente.
Ela sabia que ele estava tentando avisá-la, que, caso quisesse fazer mais uso de sua ereção, teria que parar. Mas isso era um absurdo. É claro que ela queria que ele gozasse. Então chupou-o tão duro quanto podia, acariciando seu saco mais uma vez.
Seu corpo pulsava quando um som abafado escapou de dos lábios dele. Preparada com antecedência, ela tentou, atentamente, ouvir as palavras, mas ele ficou totalmente sufocado com o que quer que pretendia dizer, mordendo o lábio inferior com tanta força que estava branco.
Em seguida, a tensão em seu corpo foi se despedaçando embaixo dela. Seus quadris empurraram, desajeitados, contra sua boca e a mão livre tateou freneticamente o colchão ao lado dele. Com uma série de suspiros grossos e exalações, se agarrou aos espasmos de seu clímax. Ela podia sentir o pulso do pênis na boca.
O preservativo a impediu de engolir seu sêmen, mas parecia que ele o havia lançado dentro de sua boca do mesmo jeito.
Ela finalmente deixou seu pênis deslizar para fora de seus lábios e se sentou sobre os joelhos, olhando para seu rosto corado e úmido de suor.
Isabella arfava tão desesperadamente quanto Edward.
Seu clímax parecia tê-la atingido. O corpo dele havia suavizado tão completamente que ele parecia desossado. Sentindo uma onda de orgulho e ternura, ela cuidadosamente retirou o preservativo e amarrou-o para que ele não tivesse que se levantar imediatamente.
Ela conseguiu ficar de pé e caminhar até o banheiro para joga-lo fora. Olhou- se no espelho por um momento e processou sua aparência. Suas bochechas estavam tão vermelhas quanto as de Edward. Seus mamilos estavam visivelmente duros através da camisola rendada. E, cada vez que se movia, ela estava consciente de sua excitação, quente e úmida.
Mas agora ela queria mais que Edward gozasse do que ela mesma.
Quando voltou, Edward ainda estava esparramado na cama, mas virou a cabeça em sua direção enquanto ela se aproximava.
— Obrigado — disse ele com voz rouca — Você não tinha que cuidar do preservativo.
— Por que não? — Ela perguntou, com um encolher de ombros, subindo de volta na cama. Ela inclinou-lhe um olhar ansioso. — Eu fiz tudo certo para a minha primeira vez?
Edward engasgou com uma risada. Em seguida, com outra. Por um minuto, todo o seu corpo tremia num impotente e irônico riso.
Isabella franziu o cenho.
— Eu sei que eu não fui tão mal assim.
— Isabella — Edward engasgou — Você é cega? Você viu a forma que eu gozei. Você realmente precisa perguntar se fez tudo certo?
— Ah. — Ela se encolheu um pouco, em agradável vergonha. — Bem, eu não sabia. Quer dizer, talvez eu tenha feito um trabalho ruim, mas você gozou apenas para aumentar a minha confiança.
Ele balançou a cabeça, parecendo estranhamente cansado.
— Você realmente acha que eu sou tão bom ator?
— Você não é?
— Não.
A barriga de Isabella torceu novamente com de emoção, e mesmo nervosa, deitou-se ao lado de Edward, virando de lado para que pudesse olhar para ele.
Ela não sabia o que dizer, então só permaneceu quieta. A respiração de Edward estava nivelando agora, mas seu corpo parecia solto e descontraído. Absolutamente satisfeito. Ela havia feito isso com ele.
Ela não esperava que Edward reagisse daquela maneira com seu boquete. Não esperava sentir-se do jeito que se sentia devido à reação dele. Ela não esperava ficar tão ligada depois e não tinha esperado experimentar esta agitação caótica e essas emoções – confusão, orgulho, prazer, vergonha, desconforto e profundo medo.
De repente, todas aquelas emoções tornaram-se tão intensas que ela não tinha certeza se podia lidar com elas. Já que olhar para Edward as intensificava, ela se virou para o outro lado e ficou de costas para ele.
Tentando dissipar sua loucura, respirou fundo procurando se ordenar através de toda aquela confusão.
Antes que tivesse a chance de descobrir mais alguma coisa, a voz de Edward veio por trás dela.
— Isabella? Qual é o problema?
— Nada. — Ela ficou contente quando sua voz soou natural.
Evidentemente, Edward não acreditou nela. Ela ouviu um farfalhar de roupas de cama quando ele se aproximou. Então, ela sentiu a mão quente sobre o ombro nu.
— Isabella? Será que você não gostou, afinal?
Sua voz tinha um leve toque de hesitação e a fez virar a cabeça e olhar para ele por cima do ombro. Ele se apoiou em um braço, seu olhar estava circunspecto.
— Isabella — alertou suavemente. — Você precisa me dizer se houve algo sobre o que aconteceu que a fez se sentir desconfortável.
— Eu não estou desconfortável — ela começou. Ao seu olhar de óbvio ceticismo, ela apressou-se: — Quero dizer, eu gostei. Eu realmente gostei. É só que eu não... eu não esperava... — Ela parou, percebendo que não havia absolutamente nenhuma maneira de lhe dizer toda a verdade.
— O que você não esperava? — Seu rosto tornou-se estranho, da maneira inquietante que à vezes acontecia.
Ela encontrou a parte menos preocupante de seus sentimentos e admitiu:
— Eu não esperava ficar tão excitada ao fazer isso. — Ela corou um pouco, apesar de sua admissão não chegar nem perto da verdadeira natureza de suas reações.
O rosto de Edward relaxou. Ele deu um sorriso que era quase impertinente. Sua mão se moveu de seu ombro e acariciou-lhe o braço nu.
— Bem, isso definitivamente não é um problema — ele murmurou.
Ela sorriu de volta, sentindo-se melhor agora que o clima entre eles era mais familiar. Ela ajeitou a cabeça, não mais olhando em direção a Edward, e o deixou colocar-se atrás dela, pressionando as linhas magra do seu corpo contra as costas dela e acariciando seus seios, barriga e quadris com uma mão hábil.
Depois de um minuto, ela estava novamente sem fôlego de excitação e se contorcendo contra Edward enquanto ele, gentilmente, acariciava seus mamilos.
— Oh, Deus, Edward — ela suspirou — Eu o quero tanto.
Ela, então, sentiu uma nova sensação contra sua parte inferior. Depois de um momento, ela percebeu o que era. Ele estava crescendo novamente – muito mais rapidamente do que ela esperava.
— Já? — perguntou, olhando para ele por cima do ombro novamente e esfregando a bunda, vergonhosamente, contra a dura ereção.
Edward fez um gemido rouco em resposta a ela se contorceu quando ele abaixou a boca para a curva de sua garganta, beliscando delicadamente.
Então, com mãos fortes e suaves, ele virou-a de bruços e começou a recolher sua camisola para que pudesse retirá-la pela cabeça.
Ela o deixou despi-la, amando a sensação de seu peso em cima dela, o jeito como a empurrou para o colchão. Ela gemia de prazer quando ele apertou a carne de sua bunda e beijou sua nuca e pescoço.
Ele estendeu a mão para pegar um preservativo da mesinha de cabeceira e rapidamente o colocou. Em seguida, levantou seus quadris, afundou dois dedos dentro dela para testar sua prontidão e, encontrando seu sexo encharcado, alinhou o pênis à sua entrada e em seguida, a penetrou por trás.
Ela soltou um suspiro longo e molhado, apreciando tanto a sensação de seu corpo quanto o fato de ele não a fazer tomar todas as decisões. Ela abraçou a si mesma e empurrou a bunda contra sua virilha.
Ele resmungou com o impacto, mas depois, acompanhou seu silêncio e começou a investir.
Isabella ficou extremamente excitada pelo ritmo rapidamente agradável que ele desenvolveu, enviando choque após choque de sensação, fazendo um orgasmo rapidamente, se construir em seu centro. Ela bufou em cada um dos seus golpes profundos o corpo instintivamente seguindo o ritmo, balançando ansiosamente contra o dele, para intensificar as sensações.
Rapidamente os sentimentos dentro de Isabella tornaram-se tão intensos, que ela não poderia permanecer em silêncio. Ela começou a fazer pequenos grunhidos a cada penetração, e depois os grunhidos se transformaram em exclamações ofegantes.
— Bom, Isabella. Tão bom — disse Edward entredentes, sua voz grossa provando que ele já estava muito excitado, apesar de seu clímax anterior. Sua velocidade havia acelerado, e seus dedos se cravaram na carne da bunda dela, guiando seu movimento frenético. — Goze para mim.
Ela já estava perto. Tão perto que suava e ondas de calor a inundavam. Suas exclamações ofegantes eram agora soluços.
— Eu vou- — ela engasgou — Sim, Edward! Eu vou gozar.
Então ela gozou, escondendo o rosto no travesseiro enquanto externava os intensos espasmos de prazer. Edward fez um som estrangulado enquanto continuava empurrando contra seu canal apertado.
Quando Isabella achou que o primeiro orgasmo estava se dissipando, ela sentiu outro se avolumar. Seu corpo inteiro sacudiu freneticamente, seus seios e a carne de sua bunda e coxas, sacudindo com seu movimento descarado. E ela gozou de novo. Fortemente.
Desta vez, não teve tempo de esconder o rosto no travesseiro para abafar seu grito de libertação, que saiu alto e claro.
— Oh merda! — Edward ofegou, os quadris batendo descontroladamente contra sua bunda. Então, ele sufocou algo que ela estava muito sobrecarregada para ouvir bem.
E gozou. Ela sentiu seu corpo tremer, sentiu seu pau pulsando em seu canal apertado, sentiu seus dedos apertarem seus quadris tão desesperadamente que iria deixar hematomas.
Isabella estava ofegante e sem voz quando seu corpo caiu para frente. Edward caiu com ela, quente saciado e, por um momento, descansou em cima dela novamente. Ele arquejou também. A cada expiração, ele fazia um som parecido com um gemido.
E Isabella seria perfeitamente feliz por nunca ter que sair daquela posição, daquela satisfação visceral.
Mas aí ele se moveu. Sem falar, Edward aliviou o pênis amolecido de sua passagem molhada e se ergueu da cama.
Ele caminhou em silêncio até o banheiro. Ela ouviu a água correr na pia. E não o ouviu sair.
Depois de um minuto, com a curiosidade acentuada, Isabella saíra de seu estupor saciado. Ela desceu da cama e correu para o banheiro, determinada a descobrir o que Edward estava fazendo lá que levou tanto tempo extra.
A porta estava meio aberta, para que ela pudesse olhar dentro. Edward estava em frente à pia cheia de água, apoiado com ambas as mãos sobre o balcão. Seus ombros estavam caídos, os olhos fechados e a cabeça inclinada. Seu rosto e cabeça estavam molhados, da água que ele, evidentemente, jogou no rosto.
E ele parecia estar respirando profundamente.
Isabella ficou boquiaberta por um minuto. Ele parecia exausto. Sobrecarregado. E estranhamente dolorido.
— Está tudo bem? — ela perguntou sem pensar, a voz quebrando de preocupação. Seu coração começou a bater de ansiedade e apreensão.
Todo o corpo de Edward tremeu desajeitadamente quando ele se virou em direção a ela.
— Sim — disse ele com voz rouca, recuperando-se rapidamente. — Só respirando um pouco.
Parecia que ele estava fazendo mais do que isso. Nesse momento, ela o tinha visto vulnerável, ele aparecia quase... derrotado.
Seus olhos começaram a queimar quando ela se perguntou se utilizar-se dele deste modo lhe custava mais, emocionalmente, do que ela imaginava. Talvez ter relações sexuais com ela o fizesse em pedaços.
— Você não gostou? — Ela perguntou em voz vacilante, e encolheu-se ao se dar conta de seu tom, carente e infantil.
Edward fez um som abafado e colocou um braço ao redor dela impedindo-a de voltar para a cama.
— Não seja ridícula, Isabella. É claro que eu gostei.
Ela gostava da sensação de seu braço em torno de si e seu coração se abriu com a resposta dele. Quando eles se arrastaram de volta para a cama e debaixo das cobertas, ela disse timidamente:
— Você não esperou eu dizer para você gozar.
— Eu sei. — Ele lhe deu um sorriso meio triste. — Desculpe por isso. Você provavelmente poderia ter gozado mais algumas vezes se eu tivesse conseguido aguentar.
— Não se desculpe. Eu prefiro que você goze quando quiser. De verdade. — Ela olhou para ele e viu que ele estava genuinamente perturbados por seu clímax involuntário. Mantendo sua voz leve, ela acrescentou: — Fico impressionada com o controle que você normalmente tem. É bastante notável. Em todos estes meses, é a primeira vez que você goza sem me perguntar primeiro.
Um lampejo na expressão de Edward a lembrou de algo.
— Não foi a primeira vez — disse ela lentamente.
— Não. Não foi.
— Quando eu voltei de Hong Kong.
Edward assentiu mal-humorado.
— Duas vezes agora. Não é um registro muito bom. Eu não sou tão fraco normalmente.
Ela fez um gesto de desprezo.
— Agora você está sendo ridículo. Quero que você goze quando quiser. — Apesar de suas palavras confiantes, ela lançou um olhar nervoso para ele. — Então você realmente tem certeza? Não é porque você não gosta?
Edward torceu sua boca e olhou para o teto.
— Eu já lhe disse que não. Eu gosto. Esse é o problema.
Suas palavras a inundaram de cálido prazer. Ela não tinha certeza se deveria acreditar nele. Afinal, seu trabalho consistia em agradar as mulheres de qualquer maneira que pudesse. Ele passou anos dizendo às suas clientes exatamente o que elas queriam ouvir. Talvez fosse o que estava acontecendo agora.
Mas o instinto lhe disse algo diferente e suas palavras a fizeram sentir-se muito bem.
AMANHA 02/12 É MEU NIVER. ESTAREI COMPLETANDO MAIS UMA PRIMAVERA( 33 AO TODO).
POR ISSO SÓ POSTAREI NA QUARTA.
BEIJO GRANDE E ATÉ
