AAAAAEEEEEEEEEEEEEE, CAPÍTULO BEM GRANDÃO PRA VOCÊS \o\ aproveitem, porque dá pra dar umas risadas :*


.Porque não tem problema nenhum pensar naquele nome.


IV

Eu não conseguia mais agüentar nem um segundo naquele local, mas meu corpo não me obedecia. Quanto tempo já havia passado? Um segundo? Dois?

Pois para mim aquilo parecia uma eternidade.

Não sabia direito o que fazer: se corria, se xingava, se chorava... Apelei para a ignorância. Uns dez segundos depois dos dois pararem de se agarrar no meio de todo mundo (impressão minha ou o Roy estava empurrando ela? Deve ser loucura ou teimosia minha.), discretamente peguei a garrafa de vinho que Roy pedira para nós anteriormente, segurei firmemente atrás das costas e sai caminhando em direção ao Coronel.

– Sabe, Roy... – eu tentei dizer com a voz menos embargada possível – Eu não acredito que você me fez vir até aqui só pra me fazer de idiota e me humilhar na frente de todo mundo!

Antes de ele tentar responder, eu já havia virado o conteúdo inteiro da garrafa em sua cabeça. Não me importava com quanto ele gastara naquele smoking, mas eu consegui manchar tudo de vinho.

Olívia observava tudo de longe.

Não sei se ele viu a lágrima fazendo o caminho pelo meu rosto antes de eu sair correndo até a saída do restaurante, e eu sinceramente não me importava, mas não queria ter minha dignidade destruída em mais partes por hoje.

O que eu queria agora era uma boa e longa noite de sono, e era isso o que eu faria. Dormir.


E como tudo que é quase bom dura menos do que aquilo que é bom, tive que acordar cedo, porque eu, a Primeiro Tenente Hawkye, jamais faltaria ao meu trabalho. Nem que fosse o dia mais horrível da minha vida... O que definitivamente tomou forma ontem.

Mas eu não deixaria de enfrentar o Coronel cara a cara, para ele saber que eu não era uma mulher fraca. Nem um pouco fraca. Certo?

Agiria como sua subordinada normalmente, faria meu trabalho e, com toda certeza, não me deixaria levar por uma onda de raiva. Se ele queria que eu devolvesse na mesma moeda, não seria assim que funcionaria comigo.

Agiria como se nada tivesse acontecido.

Nada pior para ele do que isso.


Sentada na minha mesa, eu trabalhava tranquilamente. Eu não falara nada demais com Roy desde que ele chegara 15 minutos atrasado no trabalho, e ele também não falara muito comigo.

Enfim percebi a presença de alguém ao meu lado; era Havoc.

– Sim, Segundo Tenente Havoc?

Ele olhou para a mesa de nosso superior antes de responder. O Coronel estava com as mãos entrelaçadas em frente ao rosto e balançou a cabeça afirmativamente para Havoc.

Ah, o que será que ele queria?

Havoc virou-se para mim novamente:

– Mensagem do senhor Coronel para você, Tenente! – ele estendeu a mão para mim e um papel se encontrava dentro desta. Peguei o papel de sua mão e ele voltou a sua mesa depois de me bater continência.

Na mensagem se lia: "Você não tem nenhum motivo para estar brava comigo, Riza.

Você sabe que eu não fiz nada de errado e o incidente de ontem a noite não foi planejado por mim.

Olivia é uma mulher pirada e não pensa antes de agir...

POR FAVOR! Dê-me mais uma chance de mostrar meu verdadeiro lado para você!

Roy."

Aonde ele queria chegar com isso? Ele queria resolver nossos problemas através de um bilhete?

Eu ia continuar do jeito dele, mas só o perdoaria se ele fizesse algo mais humilhante do que me pedir perdão de joelhos.

Eu respondi em outra folha "Sua mãe não te ensinou o significado da palavra 'educação', não, Coronel? Você devia ser educado e respeitar as mulheres... MAS NÃO! Ah, quer saber? Falemos disso outra hora. Tenho outra palavra para você, que é D-I-G-N-I-D-A-D-E. Sendo homem você devia entender pelo menos essa. Então porque você não tenta manter ambas as nossas dignidades um pouquinho mais intactas e, pelo menos, SIMPLESMENTE PARAR DE FALAR COMIGO?

Atenciosamente,

Elizabeth Hakeye."

– Ei, Havoc! – chamei. Pelo jeito ele seria nosso mensageiro por hoje, se o Coronel resolvesse me mandar mais uma mensagem... Odeio como o Havoc sempre tem que se ferrar no final.

– Para o Mustang, Tenente? – ele perguntou já pegando o bilhete dobrado na minha mão.

– Sim.

E a resposta quase que imediatamente já estava em minhas mãos.

"Olhe, Riza (e não pense que eu não me incomodei pelo fato de você não ter me chamado de Roy agora), realmente sinto muito por eu ter afetado tanto assim sua dignidade, mas digo novamente que EU NÃO PLANEJEI ISSO.

Espero que você bote isso na sua cabeça,

Roy."

Ele ia insistir nisso, não é?

"Coronel Roy Mustang (assim serve para você?), não pense que você é tão galanteador assim. Só você sozinho não é capaz de abalar minha dignidade. Entenda que eu estava falando da sua dignidade antes, porque pega mal para você fazer coisas como as de ontem e semelhantes às mulheres.

Primeira Tenente"

Eu sorri quando vi que Havoc já estava postado ao meu lado esperando pelo bilhete.

– Você já sabe o que fazer, Segundo Tenente.

– Ok, aparentemente eu já volto – ele disse com uma expressão acabada.

– Pois é. Parece que seu dia vai ser cansativo hoje.

Ele sorriu e foi para a mesa de Mustang, que leu a mensagem com uma expressão abalada e escreveu furiosamente uma réplica em outro papel. Pelo jeito o Exército teria que providenciar novos suprimentos de papéis para essa seção do Quartel da Central.

"O que deu em você, Riza? E aquele negócio de você 'se importar comigo mais do que eu penso' e 'se arrepender muito depois se tivesse que me matar' ou... O QUE ACONTECEU COM O NOSSO AMOR, RIZA?

Coronel Mustang."

Não acredito que fiz ele dizer em palavras, ou quase, que me amava. Mas isso não adiantava nada agora, de acordo com a situação.

"Olha, Coronel... Francamente, eu pensei que você soubesse da minha carreira como atriz antes de me tornar atiradora de elite. Mas acho que eu supus errado...

De sua diva favorita,

Lizzie."

Ele quase caiu da cadeira quando leu a minha mensagem. Eu não estava acreditando no quanto isso se tornara divertido!

"Eu certamente fiquei um bom tempo sem ver você, Riza, depois que seu pai morreu e eu entrei no Exército, MAS ISSO É TÃO DIFERENTE! Como?! Quando?! Se você estava realmente atuando, meu ego, minha dignidade, minha honra... todos caíram num abismo imenso e sem escapatória.

De coração partido e orgulho no abismo,

Roy."

Senti-me mal depois desse último bilhete, mas ele conseguia mesmo ser dramático quando queria. Eu acabaria com aquilo naquele instante para depois resolvermos nossos assuntos cara a cara. Era isso o que eu faria.

"Não acredito que você caiu nessa de eu já ter sido atriz, pelo amor de Deus! Tudo bem que no tempo em que não nos vimos eu poderia ter sido muitas coisas, mas nunca, NUNCA eu seria atriz.

Enfim, o que eu queria dizer não era isso... Vamos parar de criancices e resolver nossos assuntos frente a frente, ok? Esperarei você na cabine telefônica onde o desejo de vingança começou, quando o expediente acabar.

Espero sua confirmação,

Primeiro Tenente Riza Hawkeye."

Havoc me repassou o último bilhete do dia e foi sentar-se em sua mesa, alegre por ter acabado seu trabalho.

"Ok. Estarei lá,

Coronel Roy Mustang."

Agora só me restava esperar.

Continua....


N/A: Capítulo fresquinho pra vocês, escrito por minha pessoa na madrugada e quase caindo de sono *-*

Desculpa a qualidade da ortografia do capítulo passado, mas eu tava sem vontaade de revisar mesmo, porque eu não tava aguentando de sono quando fui postar. Gomen de novo.

Aproveitem esse capítulo e valeu pelas reviews *-*

Espero chegar aos 30 antes de postar o 5º capítulo \o/

Vamos lá, rumo aos 30 \o\

Até o próximo capítulo e mandem reviews!

Hella.