Capítulo 4

Sam e eu estávamos desta vez à procura de uma bruxa que Grace nos ajudou a descobrir. Ela provavelmente está ligada ao sumiço das garotas no Pântano Manchac já que todas são ligadas entre si. Era um dia de festejos no Bairro Francês e mesmo durante a tarde as comemorações não paravam, apenas cresceram mais com a aproximação da noite. Ela tinha uma loja de ervas por ali, naquela mesma rua onde estávamos, quase podia sentir o fedor de bruxa, ah como odeio lidar com essas coisas.

"Dean, ali."

Sammy apontava em direção à porta da loja que observávamos há duas horas. Ela saiu olhando para os lados e trancando rapidamente a fechadura. A seguimos por alguns metros quando ela pareceu encontrar um conhecido, talvez outro bruxo, mas segundos depois ela pareceu perturbada. Os dois foram juntos, ele segurando-a pelo braço, até um beco, não entraram. Houve trocas de palavras e as feições da moça ficaram muito tensas, ela parecia realmente estar com medo, mas não nos metemos. O homem foi embora, ele era alto, magro e tinha um rosto jovem, sorriu para o grupo que dançava pela rua em frente, atravessou e sumiu. A bruxa seguiu em frente e de alguma forma sumiu de nossas vistas.

"Dean, ela sumiu."

"Vamos atrás dela..."

Chegamos ao próximo beco quando avistamos um corpo jogado ao chão, Sam chegou primeiro e olhou para mim fazendo um sinal negativo com a cabeça, "Está morta"

- Como assim morta? Quem fez isso... Marcas.

- São marcas de vampiro e ele não fez questão de ser gentil, olhe o rosto como está marcado de hematomas.

"Ela sumiu por instantes e a encontramos desse jeito? Que diabos... Agora além delas temos vampiros, a caça parece que será das grandes."

"Dean, precisamos avisar Grace, talvez ela conheça outra pessoa para nos ajudar. O tempo está correndo."

"Claro."

Chegamos ao café quando Grace estava servindo drinks a dois clientes e entregando chaves a outro. Estava tensa e nos olhou lançando perguntas sem falar nada. Sentamos na ponta do balcão e ela veio em nossa direção, parou e perguntou baixo – Como foi?

- Ela está morta, Grace. – respondi

- Mataram a garota? – Grace parecia surpresa

- Não fomos nós, foi algum... vampiro – Sam disse a última palavra mais baixo, Grace esbugalhou os olhos e nos olhou esperando que continuássemos.

- Ela simplesmente sumiu no meio da multidão e quando a encontramos minutos depois estava marcada por dentes e hematomas no rosto. – Eu também não sabia como acontecera tão rápido.

- É, mas antes disso ela encontrou com alguém na rua e não pareceu muito feliz ao vê-lo. Parecia assustada, logo depois sumiu.

- Vocês dois vão fazer o que agora?

- Bem, achamos que você poderia conseguir outro nome. – Disse.

- Ah, claro, vou pegar minha catálogo de bruxas em potencial. O-que-vão-fazer?

A porta de entrada se abriu causando barulho, um homem loiro e alto entrou sorrindo, correu os olhos pelo lugar e veio em nossa direção. Ele parecia nos conhecer, olhei para Grace, mas ela não demonstrou saber quem era.

- Temo que estejam falando sobre mim e uma jovem que encontrei mais cedo. – Ficamos nos encarando por segundos sem entender direito o que estava acontecendo, então Sam pigarreou.

- Acho que está nos confundindo, senhor.

- Oh claro que não, vi vocês dois seguindo a pobre garota, desculpem se precisei adiantar minha conversa com ela. Uma dose de bourbun, por favor, querida.

Grace se adiantou em servi-lo e eu observei seu sorriso seguro diante de nós. Ele estendeu a mão e se apresentou, "Sou Nicklaus Mikaelson, creio que não me conheçam."

Sam apertou sua mão e se apresentou, eu fiz o mesmo, "Dean Winchester"

Ele sentou ao nosso lado e ainda sorrindo bebericou a bebida que Grace havia trazido. Tinha um ar presunçoso, parecia saber mais do que dizia.

"Desculpe invadir assim seu estabelecimento, creio que não tenho muito tempo a perder com honrarias, mas apresentações são sempre bem-vidas, não é mesmo?"

- Não entendo do que está falando, senhor. – Sam disfarçou o desconforto.

- Okay, sei que são caçadores, sei que estão atrás de uma garota em especial, sei que queriam arrancar informações daquela bruxa.

- E você é um caçador também? – Quis saber.

- Digamos que na situação atual, sim. Preciso encontrar uma bruxa, vocês talvez me ajudem e eu os ajude também. Ambos temos interesses em comum.

- E quais seriam os seus, Nicklaus?

- Ora, Dean, pode me chamar de Klaus. Creio que nunca ouviram falar de mim, é uma pena. Bem, meu interesse se resume em destruir a bruxa que está por trás do sumiço da amiga de vocês. Pelo que vejo ainda não sabem bem o que está acontecendo, não é mesmo?

Grace saiu para atender uma mesa, mas não tirava os olhos de nós. Klaus era um homem seguro, ao menos aparentava isso muito bem. Como diabos eu poderia trabalhar com alguém que nem conheço? Por outro lado, temos o mesmo interesse, encontrar e destruir a bruxa responsável pelas mortes de garotas inocentes, além de estar com Jô.

- A bruxa que estão atrás chama-se Clair de Montjuic. Nós temos uma história e quero acabar com ela o mais rápido possível.

- Você está sozinho? – Sam parecia interessado agora, quem era aquele homem, afinal?

- Sou eu e meus dois irmãos, estamos hospedados no Hotel Palácio da Meia-Noite, fica próximo à Praça Central, a amiga de vocês deve saber guiá-los. Espero os dois hoje às 19h, a propósito, irei servir um jantar para poder conversar sobre os detalhes da nossa missão, se assim puder chamar. Elijah e Rebekah irão gostar de receber visita.

- Estaremos lá. – Respondi prontamente.

- Irei avisar na recepção. - Klaus deixou uma nota sobre o balcão e apertou novamente nossas mãos, foi embora.

- Quem é esse cara, afinal? Vou ligar para o Bobby. Não gostei nada dele, muito seguro de si, viu aquele sorrisinho?

- Grace, ele só estava sendo gentil.

- Sammy, ele tem interesses próprios, quero saber como nos ouviu.

- Sem falar que ele também viu a gente naquela rua, mas não veio falar.

- Ele sabe que somos caçadores. Não é um vampiro, afinal não iria vir falar conosco.

- Um vampiro? Que diabos está pensando? Não mesmo. Talvez seja um bruxo querendo vingança. – Um vampiro nunca ofereceria ajuda a caçadores, isso é óbvio. Seria como Cass ajudando um demônio. – Sam me olhou sugestivamente.

- Não custa nada fazer uns testes. – Sam estava mesmo decidido a saber mais sobre Klaus Mikaelson fosse ele quem fosse.