Sobre a fic: Cada capítulo desta fic tem entre 1.000 a pouco mais de 1.500 palavras (parece ser um número grande, mas não é), e cada um virá com um resumo do que aconteceu no capítulo anterior, com a exceção do primeiro. Mas mesmo que você se sinta perdido com o desenrolar dos acontecidos, sinta-se a vontade para (re) ler os capítulos passados. E me perdoem, mas eu não tenho certeza de quantos capítulos esta história terá.
Disclaimer: Gundam Wing não me pertence. Esta história é apenas uma tentativa de entretenimento para fãs e não tem fins lucrativos, o que é uma pena...
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Resumo do capítulo anterior: Quatre, Duo e Trowa se instalaram na base secreta dos Maguanaks. Numa noite, Trowa ver Quatre chorando e o fato faz com que o rapaz lembra-se de algum fragmento da sua memória. Na manhã seguinte ele prova um chá que lhe parece ser familiar. Duo diz a ele que deveria ver o loiro. Trowa concorda, e adormece juntamente com o loiro que ao acordar, ver o moreno ao seu lado e decide preparar um belo café da manhã para ambos e durante o mesmo, Trowa pede para que o loiro ponha os óculos de pilotagem e após isso, devido a um impulso, o moreno dá um selinho no loiro.
oOoOo Lembrança 4: "o plano arriscado..." oOoOo
Depois que terminaram as suas respectivas refeições, Trowa e Quatre saíram do quarto indo para a sala encontrar-se com Duo. O americano já tinha terminado de analisar as plantas do local que seria invadido e agora estava apenas a espera dos dois pilotos para discutirem a melhor estratégia. Sem demoras, Trowa chegou à sala, acompanhado de Quatre que trazia a bandeja do café em mãos.
— Aeeeê... Enfim o casal chegou! Já não era sem tempo! – Duo reclamou com o seu habitual tom de ironia, o que deixou Quatre envergonhado e Trowa irritado.
— Desculpe nos Duo. Ficamos conversando e esquecemos que o tempo havia passado – Quatre se desculpou enquanto se afastava com a bandeja em mãos.
— Aonde vai Quatre? – Trowa perguntou.
— Na cozinha... – o loiro respondeu sorrindo – Vou deixar esta bandeja – e ergueu o objeto indicando o caminho.
— Vai lá que a gente espera! – Duo incentivou.
— Tá! – Quatre sorriu e olhou para Trowa com doçura.
— Trowa... – Duo falou enquanto Quatre estava ausente.
— Diga – Trowa respondeu friamente esperando pelo o que o americano viria a falar.
— O que você fez com o Qua-chan? – Duo perguntou bastante curioso.
— Como assim? – Trowa o questionou de volta erguendo a sobrancelha.
— É que o loirinho está com um sorriso de orelha a orelha... - Duo sorria enquanto falava – Fazia tempo que eu não via ele assim.
— Estava falando de mim? – Quatre perguntou repentinamente assustando a todos.
— Ei! Desde quando você é ninja? – Duo gracejou.
— Desde que treinamos para fazer missões como esta! Agora vamos ao trabalho! – Quatre falou mostrando toda a sua motivação.
— Nossa Quatre! Parece que recuperou a sua "paixão" pelos campos de batalha – enquanto Duo tagarelava, Quatre tratava de se acomodar no sofá – E você Trowa? Vai ficar aí em pé brincando de estátua?
— ... – Trowa se dirigiu ao sofá sentando ao lado de Quatre, tocando involuntariamente na mão do garoto e recebendo em troca um sorriso.
— Ok! Let's go! Vamos ao plano! – Duo falou com vibração.
— O que você tem em mente? – Trowa perguntou.
— Bem, eu imaginei assim...
Duo começou a relatar o plano que havia arquitetado pára os outros pilotos. Ele apontou para a tela do monitor do laptop que exibia imagens da rotina dos operários da fábrica. Por uma questão de habilidade, e papéis em missões anteriores, ele achou que Trowa deveria ser o mais indicado dos três para se infiltrar no meio dos funcionários, sem chamar atenção, já que Duo era muito espalhafatoso e Quatre gentil demais.
Trowa não fez nenhuma recusa, apenas ouvia tudo, em silêncio, o que Duo dizia. Só que quando virou a cabeça para o lado, viu que Quatre estava cabisbaixo, com as mãos unidas e fechadas. O latino imediatamente colocou a sua mão por cima das do árabe, acariciando-as. O garoto se assustou como gesto e virou o rosto encontrando um par de olhos verdes que pareciam lhe dizer para ter calma. O loiro sorriu em retribuição.
Duo sabia muito bem do risco daquela operação, pois se algo acontecesse, poderia provocar um abalo irreparável na alma de qualquer um deles, ali presentes, mas não havia espaços para sentimentos, era necessário serem soldados e agirem como tais.
Segundo a explicação do plano, Duo disse que caberia a ele mesmo o papel de invadir a base, desativar e destruir todos os projetos para a fabricação de móbilles dolls. Com o auxílio das plantas baixas do local, ele conseguiu explicar como seria a execução em detalhes do seu plano. Entretanto, quanto mais Duo falava, mais temia Quatre, o risco de uma falha naquela missão era altíssimo, agora entendia o porquê de serem enviados juntos para executá-la, pois além de destruir a fábrica, teriam que eliminar os projetos existentes nela.
Duo demonstrando uma rara frieza olhou diretamente nos olhos azuis de Quatre, chamou-o pelo nome e explicou qual seria o seu papel nessa missão. Quatre, por ser, dos três, aquele que melhor conhecia aquela região desértica, seria o responsável para invadir a fábrica com o uso de armas. O americano falou que deveria usar o Sandrock e de preferência, levasse consigo uma parte da tropa dos Maguanak, mas também, acrescentou que conseguisse uma maneira de levar Death Scythe e Heavy Arms como garantia. O loiro apenas afirmou e completou dizendo que iria falar com Rashid pedindo auxílio.
Duo observando que o seu plano foi recebido com êxito começou a passar os procedimentos básicos para cada um dos envolvidos. Trowa teria que em dois dias conquistar a confiança e se infiltrar dentro da base. Durante esse período Duo e Quatre ficariam avaliando a evolução do piloto na fábrica e a partir daí, decidiriam o melhor momento para ele invadir secretamente o local de onde daria o comando necessário para que Quatre inicia-se a destruição usando os Gundans.
Com o termino da conversa, Trowa se retirou da sala sem pronunciar nada. Foi subindo os degraus da escada parando ao chagar no topo. Neste instante Duo olhou para o rapaz e o encarou:
— Diga Trowa!
— Quero falar com Quatre.
Entretanto Quatre parecia está distante, tão aéreo após o fim da explicação do plano de Duo, que nem percebeu que o americano o chamava insistentemente:
— Quatre... Quatre... Ô Quatre!!!
— Hã?! Duo? Perdoe-me... – Quatre respondeu saindo de seu transe.
— O que houve? Você sempre é o mais atencioso de todos nós... – Duo aproximou-se do loiro e o abraçou pelos ombros com ternura.
— Quatre... – Trowa chamou pelo loiro.
— Oi, Trowa... – o garoto respondeu ao chamado.
— Você... Trouxe o teu violino?
— Sim, por quê?
— Reúnam todos os presentes, eu quero tocar algumas músicas. Será que você poderia me acompanhar, Quatre?
— Claro! – mais uma vez corpo de Quatre enchia-se de esperança refletindo em seu olhar que brilhava fortemente e em seu sorriso.
— E a que horas vai ser isso? – Duo perguntou para Trowa.
— Ás nove horas está bom para você, Quatre? – Trowa sugeriu ao loiro.
— Está... – Quatre sorriu – Ótimo!
— Com licença – Trowa falou retirando-se.
Quatre ainda continuava sorrindo bobamente olhando para o alto da escada onde há alguns instantes Trowa se encontrava. Duo que observou toda a cena estava eufórico por causa do casal de amigos, apertou ainda mais o abraço em Quatre, compartilhando a sua alegria com o melhor amigo:
— Quatre eu estou feliz por você! – Duo demonstrava um enorme sorriso.
— Duo será que ele está se lembrando? – Quatre tinha os olhos brilhando intensamente.
— Olha se ele ainda não se lembra do que houve entre vocês, pelo menos, algum presente ele está começando a construir... Anime-se!
— Nossa, Duo... Você está tão poético... – Quatre olhou sério nos olhos do amigo e disse: Eu te conheço?
— Seu engraçadinho! O que você pretende fazer agora?
— Não sei, realmente, eu não sei o que fazer... Foi tão repentino...
— Aproveite! – Quatre olhou espantado para o seu amigo – Quem sabe não rola outro abraço... Ou um beijo?
— É... Quem sabe... – Quatre não queria, mas as suas bochechas tinham um leve tom avermelhado e ele sorria.
— Assim é que eu gosto de ver: você sorrindo!... – Duo sentiu algo estranho na região abdominal, levando a mão ao local – Opa!
— O que foi Duo – Quatre assustou com a reação do amigo e também colocou a sua mão sobre a do americano.
— Tô com fome... Quero comer... – O americano fazia cara de choro para o árabe.
— Hihihi... Ai, Duo, você não tem jeito! – Quatre ria com as bobagens ditas pelo amigo – Vou ver se o Rashid serviu a almoço dos Maguanak e pedirei um prato enoooorme para você. Tá bom?
— Já disse que se você não fosse o meu melhor amigo, eu teria me apaixonado por você e movidos céus e mundos pra te conquistar?
— Já... Várias vezes – Quatre sorria envergonhado dos supostos elogios do amigo.
— Hehehehe... Então vamos porque eu detesto comida fria! – Duo levantou-se do sofá arrastando o loiro consigo.
— Tá bom! Vamos...
— Oba! – Duo vibrou levantando os braços para o ar e sorrindo amplamente.
Duo e Quatre saíram da sala, abraçados e, rindo depois do diálogo que tiveram. Quando chegaram à cozinha encontraram Rashid e boa parte do alto escalão dos Maguanak comendo. O loirinho, com toda sua simpatia, pediu ao comandante que fizesse um prato farto para que um certo amigo guloso devorasse. O homem perguntou a ele se também não iria se servir, mas o loiro recusou e pediu que apenas lhe servisse uma xícara de chá.
Duo brincou com Quatre perguntando se o loiro estava de dieta, mas ele respondeu que não estava com fome e o americano zombou de novo: "É o amooooorrrr...!". O outro acabou ficando com as bochechas avermelhadas novamente e o americano aproveitou para convidar todos os presentes para verem o dueto musical que Quatre e Trowa iriam fazer encenar e eles vibraram com a expectativa confirmando a presença.
Continua...
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N/A: Gente! Desculpa pelo big atraso (praticamente mais de dois meses sem atualizar a fic!), é que a vida estava agitada (e ao mesmo tempo monótona), então eu não tinha muito tempo para digitar a fic em frente ao PC, mas aqui estou eu cumprindo a minha missão como ficwritter que se preze!
Nhaaaaaaaaaaa... Eu quero mandar bjuxxxx para quem mandou cometários: Yue-chan (que adorou o jeitinho meigo do Qua-chan) e para
Shojo Mizu que gostou da idéia de amnésia do Tro-san (eu também adoro essa fase que é muito mal abordada no anime!). Bjuxxxxxxxxxx moças!
E não se esqueça de mandar um comentariozinho falando da fic, tudo bem? Podem dizer que está horrível, que eu não sei escrever, que não entenderam alguma parte ou está simplesmente FANTÁSTICO! (bem que eu prefiro esta opção...). Bjuxxxxxxxxxxx
