Capítulo 4
Estação de King's Cross, 1 de Setembro de 2023
Albus Potter e Scorpius Malfoy tinham ambos 17 anos, e estavam agora preparados para dar os últimos passos até ao expresso que os ia levar ao último ano de Hogwarts, antes de poderem, então, seguir suas vidas.
Ambos falavam animadamente um com o outro. Se conheciam ia fazer 7 anos, e se tornaram amigos desde o primeiro dia em Hogwarts. Tanto Scorpius como Albus, embora que no caso deste último tivesse sido um pouco surpresa, eram dos Slytherin e, eram agora como irmãos.
Harry e Draco pararam atrás dos filhos, olhando eles com um sorriso. Quando contaram a ambos os garotos que estavam juntos, foi menos um choque do que eles estavam pensando. Uma muito melhor reação. Scorpius obviamente amava seu pai e amava sua mãe também, mas já desde pequeno tinha percebido que eles não eram nada felizes juntos. Que o casamento deles parecia, precisamente como era, arranjado. Falso. Se o outro homem fazia o seu pai feliz, porque não?
Albus também não teve problema algum. Ficou contente pelo seu pai, e embora este sempre negasse, sabia que Harry, assim como todos precisava de alguém na sua vida, e nunca desde que ele se lembrava o tinha visto com alguém. Também não ficou, obviamente, ressentido em relação a ele e a Ginny porque, embora um dos seus desejos fosse ainda ter sua mãe, ele nunca a tinha conhecido. Para ele e para Scorpius se resumia, basicamente, a mais uma razão para se poderem considerar irmãos.
- Temos de entrar agora, o expresso está quase partindo. – Scorpius disse, assim que ele e o outro garoto se viraram para trás para encarar os pais. Harry e Draco assentiram com a cabeça e avançaram para abraçar os dois.
Começaram a andar em direção a uma das portas do expresso de Hogwarts. Albus olhou para trás novamente.
- Ficam bem? – Perguntou.
- Claro que sim, filho. – Harry respondeu.
Uns segundos depois, todas as portas se fecharam, e o expresso começou a arrancar. Os dois homens olhavam ele andar para longe, sorrindo abertamente. Harry olhou para baixo, para ver a sua mão se juntar com a de Draco, e como parecia que elas encaixavam perfeitamente.
Desde que tinham voltado a estar juntos, Harry voltara a sentir o toque. Voltara a sentir um beijo, voltara a sentir o que era ser amado, voltar a sentir um cheiro, tão perto, que não fosse o dele. Voltara a saber o que era ter alguém, alguém que desejava mais que tudo, partilhando uma cama consigo. Voltara a ter uma pessoa. Draco voltara a ver à sua frente a pessoa que queria, e não apenas em imaginação. Na altura de um beijo, na altura de um toque, em situações de intimidade, em sonhos, quando ouvia uma voz chamando 'amor', agora sabia que podia abrir os olhos, e ver exatamente a pessoa que queria e sempre quis ver. Eles se perderam e se voltaram a encontrar. Harry e Draco voltaram a ser felizes.
FIM
