Só pra constar...Vampire Diaries e seus personagens não me pertencem (Snif Snif.. se me pertencessem Delena já tinha acontecido faz tempoooooo!)

Aí vai mais um capítulo!

CAPÍTULO 4

Mal passaram cinco minutos desde que Damon saiu do carro eu já não estava agüentando ficar do lado de fora esperando por notícias. Várias hipóteses passavam pela minha cabeça. E se Stefan estivesse lá dentro? E se Klaus estivesse lá também? E se Damon estivesse correndo perigo?

Esse último pensamento me fez tomar a decisão. Damon ficaria com raiva, mas se minha segurança era tão importante para ele, a dele também era para mim, mais do que eu pensava que era. Eu saí do carro e fui em direção ao galpão.

Era maior do que eu pensava. O galpão tinha dois andares e apesar de estar escuro eu percebi que parecia servir de depósito, pois o chão estava repleto de caixas empilhadas umas sobre as outras. Eu olhei ao redor a procura de Damon, minhas mãos tremiam de nervoso. Eu não estava enxergando muito através da escuridão mais continuei avançando até que eu percebi um movimento atrás de mim.

Mal eu me virei quando senti uma dor insuportável no meu pescoço. Alguém, um vampiro, estava me mordendo. Eu comecei a gritar e tentar me livrar enquanto ele me empurrava de encontro à parede do galpão. Minhas pernas começaram a fraquejar enquanto eu me sentia cada vez mais fraca. Eu sabia que deveria lutar, mas na minha mente só vinha a imagem de Stefan e eu não pude evitar de pensar que poderia ser ele que estava bebendo meu sangue e ao que parecia ele não ia parar. O pensamento triplicou a minha dor.

Tudo isso aconteceu muito rápido, mas eu sabia que eu não ia durar muito. Eu já estava quase perdendo a consciência quando senti o vampiro ser afastado de mim bruscamente. Eu escorreguei pela parede incapaz de abrir os olhos pra ver o que estava acontecendo. De repente eu senti alguém me segurar e balançar o meu rosto.

"Elena? Vamos olhe pra mim!"


"Abra os olhos, Elena! Não se atreva a fazer isso comigo!" Eu ouvia uma voz, aquela voz, ao longe, mas eu não conseguia abrir os olhos, eu não conseguia me mover, estava muito fraca e sentia a consciência me deixando.

"Por favor, Elena, você não pode morrer, não pode!" A voz insistia na minha cabeça e eu podia sentir o desespero dele. Sim, a minha consciência estava por um fio, mas eu sempre reconheceria a voz dele. Eu senti minha cabeça ser levantada e alguma coisa quente escorria pela minha boca.

"Vamos Elena, beba!" A voz insistia, mas eu não conseguia responder.

"Você não pode fazer isso comigo! Por favor, Elena! Eu não vou conseguir sem você!" O que eu senti ao ouvir aquelas palavras me fez reagir. Eu não ia desistir. Eu não ia deixá-lo, eu não queria deixá-lo. Eu reuni todas as minhas forças para abrir os olhos.

A primeira coisa que eu vi foram aqueles olhos. Olhos que eu estava tão acostumada a ver cheios de ironia, raiva, cinismo e que agora transmitiam um misto de medo, alívio e... amor. Sim, ele me amava e era por isso que eu estava lutando.

"Elena!" Ele suspirou aliviado enquanto me olhava e acariciava o meu rosto. Eu queria responder, eu queria dizer alguma coisa pra tirar a dor daqueles olhos, mas eu mal sentia o meu corpo. "Vamos beba! Você precisa beber!" Ele continuou e foi aí que eu percebi que o pulso dele estava encostado na minha boca e que era o sangue dele que eu sentia escorrendo.

Eu abri um pouco a boca para aceitar o que ele me oferecia. A minha vida. Eu comecei a beber o sangue dele e senti quando ele deu outro suspiro de alívio. "Vai ficar tudo bem, você vai ficar bem" ele dizia, enquanto eu bebia e eu comecei a sentir os efeitos do seu sangue no meu corpo. Quando ele achou ser suficiente ele afastou o pulso e limpou a minha boca com o polegar.

Eu sentia meu organismo reagindo, cicatrizando, enquanto minha mente revivia os momentos que me levaram até aquela situação. Porém eu estava muito cansada e meus olhos começaram a pesar. Mas eu não queria dormir agora, eu precisava falar com ele.

"Damon.." Eu suspirei tentando me manter acordada.

"Shh, durma, só durma. Você precisa descansar." Ele sussurrou colocando a minha cabeça no seu colo e fazendo carinho no meu rosto. Foi com relutância que eu fechei os olhos e imediatamente senti falta daqueles olhos azuis.


Eu despertei me sentindo muito confortável. Estava macio e quentinho e eu ainda não queria abrir os olhos. Essa sensação agradável só durou alguns segundos, foi quando lembranças do que aconteceu vieram a minha mente e eu abri os olhos subitamente.

A primeira coisa que eu percebi foi que minha cabeça estava no peito de Damon. Sem querer me mover eu olhei ao redor e vi que estávamos em um quarto, provavelmente em um hotel. Ele devia ter me trazido para cá depois que eu dormir.

Eu olhei pra baixo e percebi que um lençol me cobria até a cintura, onde uma das mãos dele me abraçava. Eu movi uma das minhas mãos bem devagar e levantei um pouco o lençol. Eu vi que estava vestida com as mesmas roupas e fiquei vermelha só de pensar na possibilidade de ele ter trocado as minhas roupas.

Com mais cuidado ainda eu tirei a mão dele da minha cintura e levantei um pouco a cabeça pra olhar pro rosto dele. Ele estava dormindo e tinha uma expressão tranqüila. Olhar para ele tornaram os flashes do que aconteceu no galpão mais vívidos ainda na minha mente. Porém por mais que eu tentasse me lembrar de alguma característica do vampiro que me mordeu, eu não conseguia e eu lutava com todas as forças para não pensar na possibilidade de ter sido Stefan.

Eu lembrava que Damon o afastou de mim, mas eu não vi o que aconteceu depois e eu precisava saber. Provavelmente Damon o matou. Esse pensamento me despertou de vez. Eu tinha que ter certeza que não era Stefan e de que não tinha acontecido uma tragédia.

Eu olhei pra ele novamente. Vê-lo assim tão vulnerável era tão...humano. Ele salvou a minha vida, de novo. Eu ainda podia ouvir na minha mente o desespero dele quando ele achou que era tarde demais, mais do que isso, eu sabia que foi o amor que eu vi nos olhos dele que me deu forças para lutar. Eu sabia dos sentimentos dele por mim, o que eu não sabia, e que estava me assustando demais, era que os meus sentimentos por ele não eram mais os mesmos de algum tempo atrás. Eu estive tentando colocar tudo que estava acontecendo entre a gente em baixo do tapete e fingir que não estava lá, mas agora eu não podia mais ignorar o que estava acontecendo. Existia muito mais entre eu e Damon do que um simples entendimento como eu disse a ele a um tempo atrás. ( N/A: Final da primeira temporada).

Admitir isso pela primeira vez me fez ficar super consciente da proximidade que eu me encontrava dele. Eu de repente passei a perceber que nossas pernas se tocavam em baixo dos lençóis, de repente o fato de ele estar sem camisa e de eu poder sentir o calor que irradiava dele no meu corpo fez meu coração acelerar. Nossos rostos estavam a centímetros de distância e eu não pude evitar de estender a mão para tocar o rosto dele.

Eu fui aproximando a mão lentamente quando de repente ele sorriu de lado. Aquele sorriso típico dele. Eu afastei a minha mão rapidamente e fiquei furiosa comigo mesma por não me controlar. Com certeza o ritmo acelerado do meu coração deve ter o despertado.


"Bom dia" Ele disse ainda de olhos fechados e eu fiquei aliviada por ele não ver a minha expressão de quem acaba de ser pega no flagra. Como eu não respondi nada ele abriu os olhos. Nossos olhares se encontraram e eu me senti livre pra sentir o usual frio na barriga que sempre acontecia quando ele me olhava assim tão intensamente. Era bom não ter que fingir mais, pelo menos para mim mesma.

"Como você esta se sentindo?" Ele perguntou, o sorriso sumindo do seu rosto para dar lugar a uma expressão preocupada. Eu soltei o ar que eu nem sabia que eu estava prendendo e respondi enquanto me sentava ao lado dele.

"Viva. Graças a você. Obrigada." Ele balançou a cabeça enquanto se sentava também.

"Você não precisa me agradecer por isso Elena, eu sou egoísta o suficiente pra manter você viva mesmo quando esta não for a sua vontade." Ele respondeu e eu me sentir enrubescer.

"Damon, O que aconteceu?" Eu perguntei sem ter certeza se estava preparada pra ouvir a resposta. Ele suspirou com a expressão séria.

"Você Elena, Você e sua teimosia" Ele falou olhando nos meus olhos enquanto colocava meu rosto entre as suas mãos. "Você tem noção, que se eu demorasse segundos a mais, você não estaria aqui?" Ele continuou e eu me senti mal por ele. Era minha vida, mas eu sentia que devia me desculpar por fazê-lo sentir o que ele sentiu naquele momento. Mas não era fácil falar quando ele me olhava daquele jeito.

"Damon...me desculpe" Eu comecei suspirando e coloquei minhas mãos sobre as dele. " Eu não consegui ficar lá sem saber o que estava acontecendo. E se Stefan.." Eu parei o que eu estava prestes a dizer.

"Damon, Quem me atacou?" Eu perguntei sem poder agüentar mais. Ele soltou o meu rosto e pegou minhas mãos enquanto balançava a cabeça.

"Não era ninguém que a gente conhecesse" Ele disse e eu suspirei aliviada. Ele percebeu a minha expressão e levantou uma sombracelha.

"Eu..eu pensei...que pudesse.." Eu gaguejei mas ele me interrompeu ainda segurando minhas mãos.

"Quando eu entrei no galpão eu percebi algo estranho, mas eu não tinha certeza se tinha alguém vivo lá dentro" Ele começou e eu percebi que ele enfatizou a palavra vivo. " Tinha sangue, muito sangue lá dentro, provavelmente ele foi atraído pelo cheiro e aí você apareceu pra alegrar a festinha" Ele continuou enquanto soltava as minhas mãos e se levantava da cama. Eu prendi a respiração quando ele saiu de baixo dos lençóis, mas pro meu alívio ele continuava com seu jeans. Tudo que eu não precisava agora era ver mais de Damon Salvatore. Eu já estava...envolvida o suficiente.

"O que aconteceu com ele?" Eu perguntei me levantando também.

"O que você acha?" Ele perguntou se virando pra mim parecendo surpreso com a minha pergunta. Claro que ele tinha o matado.

"Damon, ele podia saber de alguma coisa" Eu disse sem nem pensar direito.

"Elena" Ele começou enquanto se aproximava parando a centímetros de mim. "Ele quase matou você" Ele continuou me olhando intensamente. "O que você esperava que eu fizesse?" Ele perguntou inclinando o rosto.

Eu prendi a respiração. Damon realmente precisava hipnotizar as pessoas? Porque eu tinha a sensação que se ele olhasse desse jeito, as pessoas fariam o que ele quisesse sem hipnose alguma. Com muito custo eu consegui desviar o olhar, mas então meus olhos pararam na sua boca e eu percebi quão próximo nós estávamos um do outro.

Ele segurou o meu rosto de novo e eu voltei a olhar nos seus olhos. "O que, Elena?" Ele sussurrou inclinando ainda mais o rosto na minha direção. Eu suspirei e meu coração acelerou. Ele percebeu a minha reação e o que eu vi nos seus olhos fez meu corpo inteiro se arrepiar. A intensidade do seu olhar não era novidade pra mim, mas agora era mais que tudo que eu já tinha visto. Era desejo, paixão, seus olhos ardiam nos meus, meu coração martelava no meu peito, eu não conseguia respirar.

De repente ele fechou os olhos e largou o meu rosto delicadamente. Eu permanecia congelada no mesmo lugar. "Damon.. eu.." Eu comecei a dizer baixinho sem saber exatamente o que falar. Porém ele me interrompeu ainda de olhos fechados.

"Eu vou..." Ele começou e eu podia sentir a sua respiração desnecessária no meu rosto. "Tomar um banho" Ele continuou se virando e se afastando em direção ao banheiro. Eu fiquei encarando o vazio a minha frente mal conseguindo respirar. O barulho da porta do banheiro batendo me tirou do meu transe. Eu tinha certeza de que se Damon não recuasse eu não o impediria de continuar. O que diabos está acontecendo comigo? Eu pensei enquanto me sentava na cama e tentava acalmar o ritmo do meu coração.


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