-Sr. Malfoy o que você fez?- Pergunta Dumbledore. as lágrimas vazavam dos meus olhos.
-Ele me rejeitou, professor...- Eu sussurrava. -Ele não me quer, eu disse que ele não iria me querer, eu...- Um soluço escapou da minha garganta. -Dói tanto, meu coração, oh! Deus...
-Sr. Malfoy você vai mata-la se continuar a rejeitar. O senhor é seu companheiro, eu pensei que o Sr. tinha mais empatia. Sua rejeição vai matá-la- Malfoy revirou os olhos.
-Senhor, eu não sabia disso. Mas eu não me importo, não é da minha conta.- Eu arfei e ele me olhou.
-Eu não vou obriga-lo a nada, Malfoy. Apenas não me rejeite. Olha, eu não estou pedindo pra você ser meu companheiro, eu sei que você não poderia. Eu estou pedindo, que me deixe ficar perto de você, pra que eu possa sobreviver esse ano, eu sei que eu posso achar uma cura ou um jeito de frustrar essa ligação, eu sou a bruxa mais brilhante da nossa idade, por favor. Nós podemos fazer a monitoria juntos, os deveres e dormir no mesmo quarto até o final do ano, ninguém precisa saber, por favor. Eu não quero morrer. Eu imploro.- Ele olhou pra mim com seus olhos de gelo.
-Eu vou pensar, Granger eu te dou uma resposta amanhã, com licença, Diretor.- Ele saiu, me levantei e enfrentei os olhos severos do diretor.
-Srta. Granger você tem noção do que fez? Mentir assim sobre a dor e sobre a cura. Eu esperava mais de você Srta.
-Professor, eu não tenho escolha, ele nunca vai me aceitar, não de livre e espontânea vontade. Eu tive de mentir sobre a dor, pra ele sentir pena de mim e tenho que me aproximar dele, talvez assim ele me aceite aos poucos, eu nem preciso que se apaixone por mim, apenas que se importe a ponto de me aceitar como companheiro, depois a atração cuida do resto, me entenda senhor eu não tenho outra opção, se somos almas gêmeas, ele vai entender as minhas atitudes no futuro, quando formos felizes com nossos filhos e nos amarmos.
-Tudo bem Srta. Granger, como eu já disse ao professor Snape, talvez nós façamos a seleção cedo demais, você seria uma perfeita Sonserina.- Eu sorri. -Mas agora eu tenho que ir, até a próxima Srta.- Ele saiu eu fiquei na sala sozinha, eu deitei no sofá. Bem no fundo da minha cabeça, a culpa me corroía por ter mentindo pro meu companheiro, ficava zumbindo. Por que inventaram a consciência, serve pra que, afinal? Eu tento me afastar da culpa, mas ela está ali zombando de mim, como se fosse minha escolha, me diz o que eu poderia fazer, ele deixou claro que prefere que eu morra, a ter que me tocar? Depois de um tempo eu cair no sono, só acordei quando a porta da sala comum se abriu e eu sentir seu cheiro, eu levantei a cabeça pra vê-lo, ele olhou pra mim sacudiu a cabeça e foi em direção ao quarto, eu suspirei, peguei a minha capa e fui em direção ao meu quarto. Amanhã, amanhã eu teria minha resposta, eu coloquei o pijama e me deitei. Eu estava indo para um caminho onde não tinha volta, manipular um sonserino, onde estava com a cabeça? Tentar ser mais astuta que um sonserino, só uma leoa tonta e passional faria isso. Só me resta rezar. Doce Merlin me ilumine. E eu cair no sono.
