Baseado no livro "Um sonho de amor" – Susan Fox
Bem vindos à...
...S2...S2...S2..:: Um sonho de amor ::..S2...S2...S2...
Capítulo VI
- Flashback -
Ses – Você não entende não é mesmo?
Rin – entender? Entender o que? – disse rápido, enquanto secava as coisas da senhora Kaede e as colocava na cesta.
Ses – você é a mulher com quem quero me casar Rin. Você.
- Fim do Flashback –
As mãos de Rin ficaram imóveis. O coração começou a bater com intensidade, que Rin pensou que fosse pular fora de seu peito. De repente uma forte dor surgiu. Repousou a mão na cesta de vime, que no momento parecia tão frágil quanto ela mesma.
Rin – Esse é o negócio que tinha a me propor? - A voz tremeu diante das emoções que a estrangulavam.
Ses – Exatamente. – Sesshoumaru parecia satisfeito com sigo mesmo, mas Rin não se atrevia a olhá-lo para se certificar.
Céus! Casar-se com Sesshoumaru era o sonho dourado de Rin. Sempre sonhou com isso. Mas a primeira parte desse sonho era que ele a olhasse como uma mulher, e se apaixonasse.
Mas o que discutiam agora era negócios, não amor. Sesshoumaru deveria sentir a necessidade de ter um herdeiro, já era hora.
'Pobre Rin. Não tem nenhuma perspectiva, então por que não ela?' pensou Rin com desdém, não deixando de fazer uma careta pelo pensamento. Com certeza ele deveria ter pensado assim.
Embora fosse seu grande sonho, Rin tentou manter o bom senso.
Rin – Q-Quanto tempo vai durar esse casamento depois que tiver seu herdeiro?
Ses – O tempo casual,é claro. E gostaria de ter mais de um filho. Para que casar se não há intenção de ser para sempre?
Rin percebeu que ele estava inquieto, talvez pela sua falta de entusiasmo com o pedido.
Rin – oh, Sesshoumaru! – disse incapaz de esconder o desapontamento – Você nunca ficou com uma mulher por mais de algumas poucas semanas. Um bebê demora nove meses para chegar.
Ele interpretou mal as palavras e sua feição tornou-se atormentada.
Ses – Então você acha que eu não posso ser fiel?
Rin – Você...Perde o interesse com muita facilidade.
Ses – Casamento não tem nada a ver com manter o interesse, tem a ver com compromisso.
Rin – Claro que tem a ver com compromisso...Mas é preciso mais do que isso.
Ses – Não acha que podemos cuidar um do outro para conseguirmos mais?
Rin – Não sei – disse – Na verdade o que você esta querendo é uma parideira.
O silêncio entre eles pesava como chumbo.
Ses – Uma o quê? – o grito de incredulidade não soava nada com tom de brincadeira.
Rin – Uma parideira.
Sesshoumaru afastou o olhar irritado. Lançou um olhar a ela, e seus olhos escuros se encontraram com os dela, e ela viu irritação contida neles.
Ses – Não estou procurando uma parideira coisa nenhumas, Rin – Estreitou os olhos – Mas, embora não esteja, você parecia achar a idéia de 'parideira' excelente quando se tratava de Kagura ou qualquer outra mulher. Você esta sendo insensata.
Rin – Ah, não diga! – replicou seca.
Ses – Você sabe que sou um homem de palavra, Rin. Se me casar com você, permaneceremos casados ate que você me enterre. – ele fez uma pausa. E Rin sabia que ele tentaria fechar o negócio - É assim que vejo – prosseguiu – Você não tem família assim como eu...Portanto podemos construir a nossa própria família, ter filhos. Confio muito em você, e acho que você também confia em mim. Nós dois nos damos bem...Do nosso jeito. Você conhece meu pior lado e não saiu correndo até agora. E eu também já vi o seu pior, como agora mesmo por exemplo, em que você esta se mostrando teimosa novamente. Mas o tempo esta passando rápido para nós dois. Acho que deveríamos nos agarrar a idéia e ver até aonde nos leva.
As nuvens escuras já tinham passado e agora que ele havia exposto o que devia achar ser seu melhor argumento, parecia esperançoso.
Mas quando ela não fez nenhum comentário, uma sombra de tristeza surgiu, e depois de alguns minutos ele falou com um tom baixo.
Ses – Você sabe, Rin, que eu nunca a magoaria.
Rin sentiu o coração apertar e deu um sorriso triste.
Rin – Eu sei, Sesshoumaru.
Ses – Vou ser cuidadoso com você Rin, sempre, sabe disso, não sabe?
Rin – Sim, eu sei – disse com voz trêmula. Lágrimas queriam sair de seus olhos a todo custo. Sesshoumaru pigarreou como se fosse muito macho para não se sentir abalado ao vislumbrar lágrimas. Por mais que tentasse esconder, Sesshoumaru não podia negar que desde o dia em que havia visto Rin, sentiu algo que nunca havia sentido, um sentimento novo, depois parecia que não podia mais viver sem tê-la ao seu lado. Tentava de todas as maneiras esquecê-la, arranjava sempre namoradas opostas a Rin, tentando encontrar uma que não o lembrasse daquele rostinho encantador, mas era impossível. Ele sempre não se dava bem em seus relacionamentos mesmo não aparentando.
Ses - Além disso – falou com a voz rouca - talvez seja a única forma de construirmos uma família.
Rin mordeu o lábio tentando conter o oceano de lágrimas que teimava em cair. Oh como ela amava Sesshoumaru! Esse que seria sempre o mais grande homem, rude, raivoso, cabeça-dura, e tempestuoso. Mas sempre o amaria. Então, por que fingir resistir á louca idéia de se casar com ele?
Rin – Eu caso com você. – disse por fim – mas se você voltar a se sentir um mero mortal, acho que posso encontrar uma forma de rememorá-lo.
Sesshoumaru explodiu em uma gargalhada que mostrava o prazer com a resposta. E o prazer de constatar que ela não iria chorar.
Ses – Você parece que nunca vai entender não é Rin? Eu te amo minha pequena. – falou. E voltou a rir como se isso o deixasse orgulhoso. – Oh, Rin, venha aqui – Ele afastou a cadeira da mesa e bateu com as mãos nas coxas – Venha, querida. Melhor cuidarmos desse anel.
Rin ainda estava chocada com o que havia escutado de Sesshoumaru, deu dois passos que os separavam, e parou ao perceber que ele propunha que ela sentasse em seu colo. De qualquer jeito ele pegou sua mão e em um estante ela estava fazendo exatamente o que ele queria. Rin não pode evitar ficar rígida ao sentar em suas coxas, o braço dele envolvendo sua cintura.
As coxas e braços dele eram fortes e musculosos.
Sesshoumaru pegou a caixinha de veludo e retirou o maravilhoso anel.
Ses – Vamos ver esse dedinho, deixa eu ver se acertei – disse, e Rin percebia o prazer que ele parecia sentir quando pegou o dedo e colocou-lhe o anel, levantou a mão para que ambos pudessem admirá-lo – Me parece perfeito! Está certinho? – Rin não conseguia desviar o olhar do seu sorriso feliz e relaxado para o anel. Uma imensa felicidade a invadiu. Ele a amava? Ele a amava?
Rin – Perfeito, Sesshoumaru. E lindo – acrescentou totalmente incapaz de disfarçar que olhava feito boba para o anel.
Sesshoumaru apertou os dedos em torno dos dela e abaixou a mão.
Ses – Ei, garota bonita.
Rin automaticamente virou a cabeça para olhar o rosto de Sesshoumaru quando ele disse isso, mas foi surpreendida pelos lábios dele apossando-se dos seus.
Anos imaginando como seria tocá-los não a prepararam para a realidade.
Os lábios dele eram firmes e mornos, quase quentes, e hábeis, devastadoramente hábeis. Havia paixão, mas eles eram gentis e, enquanto se moviam nos seus, sedutores e carinhosos, Rin sentiu cada osso do corpo desmanchar-se. O gemido baixo de Sesshoumaru era um som travesso demonstrando fome masculina, fazendo com que ondas de prazer tomassem conta dela.
Sesshoumaru gemeu de novo e, Rin pode sentir a lambida quente de sua língua nos lábios. Os braços de Rin estavam agora ao redor do pescoço de Sesshoumaru.
Se Sesshoumaru não tivesse exercido seu natural controle e começasse a diminuir a intensidade do beijo, Rin poderia ter desmaiado de tanto prazer pelo que seus lábios faziam com ela.
Ses – Rin, desde que lhe conheci... A cinco anos atrás...Bom, não tenho por que esconder mais...Acho que estou apaixonado, Rin... Apaixonado por você.
Continua...
