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Donzela Feroz
"Gaara é um excelente amante, mas Ino está longe de ser uma típica donzela em perigo. E ela coloca isso a prova ao sequestra-lo, querendo pedir o resgate em troca da anulação do casamento forçado da irmã."
Adaptação da obra de Sarah Mckerrigan.
Disclaimer: Quando "Naruto" for meu, vocês lerão meu nome dos créditos. Por enquanto, o nome que aparece lá é do Kishimoto-sensei.
Capítulo 4.
Gaara despertou nas tranquilas horas antes do amanhecer com o som da respiração de Ino que não era exatamente um ronco ou um tremor, mas algo entre esses dois. O quarto estava escuro e frio. Seu coração de cavalheiro teve piedade da tremente donzela. Curvando sua cabeça para frente, apanhou a beirada de sua manta com seus dentes e, centímetro por centímetro, que a levantou com tão má sorte que caiu em cima dela. Houve um grunhido, ela deu a volta, e seguiu dormindo.
Enquanto isso, ele ficou quieto e se estremeceu, perguntando-se o que traria esse novo dia. Estava seguro que se Sasuke interceptava a nota de Ino, ele pensaria que era uma boa brincadeira que Gaara estivesse à mercê da moça. Sasuke não se apuraria a cavalgar para resgatá-lo, e Gaara poderia permanecer nesse miserável estado por dias. O que, dado a beleza de sua sequestradora, poderia não ser uma coisa terrível.
Mas estavam muito mal providos para permanecer ali por um longo tempo. Ela não havia trazido comida, e sua única arma de caça era sua adaga. Gaara tinha moedas, mas não seriam muito úteis no bosque selvagem.
Ela reconsideraria suas demandas? Poderia convencê-la que Sasuke nunca concordaria com seus pedidos? Não era que Sasuke fosse irracional, ele era decidido e um líder sábio que defenderia os melhores interesses de Haruno.
Se fosse qualquer outra mulher, Gaara já a teria comendo em sua mão com apenas uma piscada de olho. Mas esta moça era um desafio. Não era um pimpolho que floresceria com um só toque de seus dedos.
Ino era mais uma flor selvagem da Escócia, bela e chamativa para olhá-la, mas com traiçoeiros espinhos.
Apesar do frio, Gaara voltou a dormir, sonhando que procurava uma valiosa flor em um vasto campo de pálidas margaridas. Ele despertou várias horas mais tarde quando a porta se fechou. Era Ino, voltando de fora. Devia ter ido responder ao chamado da natureza, algo que ele teria que fazer logo.
A luz do sol se filtrava pela flora do bosque agora, e pelos buracos do teto dando ao quarto um tom dourado. Emergindo na luz, vestida com seu vestido cor açafrão pálido, a beleza escocesa luzia tão magnífica como Apolo. Ela se aproximou, e ele notou que tinha algo em suas mãos.
— Bom dia — ele murmurou, tratando de ajustar seus olhos à luz do dia.
— Encontrei morangos — ela disse. — Necessitarás de suas forças para caminhar.
Isso o despertou completamente.
— Chegaram?
— Não. Mas o farão. Logo.
— Hm. — Ele desejou ter o otimismo dela.
— Abre a boca. — ela disse, aproximando suas mãos. A atrativa fragrância de fruta amadurecida fez água em sua boca.
Eram deliciosas. Enquanto ela deixava cair cada um dos morangos em sua boca como uma concubina de um príncipe árabe, levou toda força de vontade de Gaara para resistir a lamber o suco de seus dedos.
— Sakura deverá chegar no meio da amanhã — ela predisse.
Gaara pensava que não. Quando Sasuke seduzia a uma mulher, e Gaara estava seguro que o tinha feito, ela ficava em sua cama por horas. Ino pôs outro morango entre seus lábios, e ele maldosamente mordiscou a ponta de seu dedo, ganhando uma reprovação. Enquanto comia a fruta, de repente notou que sua manta estava de volta. Ela a devia haver devolvido antes de sair. Ele sorriu. Pequena Diabinha, não era tão desumana como pretendia ser.
Quando lhe ofereceu outro morango, ele o rechaçou.
— Come o resto. Deve estar morta de fome.
Ela não perdeu o tempo, e devorou as frutas com vontade.
— Me permita te perguntar algo, minha lady. — Agora que sua fome estava momentaneamente saciada, possivelmente entraria em razão. — Se ganhas, se obtiver que este matrimônio seja anulado, que esperas ganhar com isso? Depois de tudo, esta aliança foi ordenada pelo rei de seu povo.
Ela chupou o suco de seu polegar.
— Não acredito que minha irmã menor tenha que ser uma peça no jogo do Rei.
— Não é um jogo. É uma união verdadeira. Os normandos e os escoceses são aliados, sabe.
— Sim, mas não é o lugar de Hinata ser a sacrificada. Ela é muito jovem e muito...
— Espera. — Gaara pestanejou. — Hinata. Disse Hinata?
— Sim, minha irmã.
Ele sacudiu a cabeça.
— Mas Hinata não se casou com Sasuke.
— O que? — Seus olhos se alargaram.
— Não se casou com ele.
— O que quer dizer?
— Ela não se casou com Sasuke.
A compreensão finalmente se refletiu nos olhos de Ino, e lhe deu um empurrão.
— Por que não me disse isso? Me permitiu te sequestrar por nada?
— Permiti-te?
— Então Hinata está sã e salva. E Sasuke não é o administrador de Haruno.
— Não exatamente.
— O que quer dizer com não exatamente?
— Sasuke é o administrador. — Protegeu-se de outro possível empurrão. — Sakura casou-se com ele.
— O que?
— Sakura se disfarçou com a roupa de Hinata e se casou com Sasuke.
Uma curiosa progressão de expressões se viram no rosto dela, primeiro de choque, logo depois de ultraje, e logo de irritação.
— Ela planejou isto desde o começo. Embebedou-me de propósito e...
— Não está agradada?
— Não. Não estou agradada!
— Mas Hinata foi salva do casamento com Sasuke.
— Supunha-se que era eu quem ia casar-se com o bastardo — ela replicou.
— Você? — Ele estalou em risadas, o que foi um grave erro.
Fogo saiu dos olhos de Ino, e ela extraiu sua adaga, brandindo-a ante seus olhos.
— Sim, eu. O que te passa?
— Nada — ele disse, fazendo uma vã tentativa de controlar sua risada. — Só que...
— Só que? — ela murmurou entre dentes.
Ele poderia havê-la adulado lhe dizendo que ela era muito bela e doce para desperdiçar sua vida com Sasuke. Ele deveria fazê-lo, considerando que ela sustentava uma espada muito perto de seu queixo. Mas Ino era inteligente. Ela captaria sua mentira em um instante. Ele teria que lhe dizer a verdade, ou ao menos uma versão diplomática da verdade.
— Sasuke gosta das mulheres mais... maleáveis. De pouco caráter.
— Hm.
— Nenhum de vocês dois estaria contente nesse matrimônio.
— Não é necessário estar contente. Estou segura que Sakura não o estará. — Ela correu sua arma e retrocedeu novamente. — E se Sasuke acredita por um momento que ela tem pouco caráter...
Gaara franziu o cenho. A última vez ele tinha visto Sasuke e Sakura juntos eles estavam discutindo sobre as defesas do castelo. Possivelmente Ino tinha razão. Possivelmente teriam um matrimônio infeliz. Mas ele não acreditava que fosse assim. Não levaria muito para que essa faísca de rivalidade se convertesse em um fogo passional.
De repente ele se deu conta de que com Hinata a salvo, Ino já não necessitava um refém.
— Isto significa que podemos voltar?
— Voltar? Não. Ainda quero o matrimônio anulado.
— Mas por que? — Gaara estava começando a ver por que o Rei Yondaime tinha enviado os Cavalheiros de Uchiha para tomar controle da fortaleza. Ele duvidava que três irmãs rivais pudessem parar de discutir pelo tempo suficiente para decidir o modo em que devia baixar o portão de grades.
— Porque eu planejava me casar com ele. — Ino disse triste. —Supunha-se que devia ser meu sacrifício.
— Sacrifício. — Gaara sacudiu a cabeça. — De onde nós viemos, Sasuke Uchiha é considerado um prêmio, um troféu.
— Talvez para a filha tola de um granjeiro.
Ele sorriu e estreitou seus olhos:
— Oh não. — ele disse. — Já vejo o que passa. Você secretamente se apaixonou por Sasuke e o queria para você.
Ela mostrou sua mortificação.
— Está louco. Por que ia casar-me... voluntariamente com um ... Com um...
— Normando?
Ela estremeceu novamente.
— Me diga, minha lady, por que odeia tanto aos Normandos?
Ela sorriu travessamente.
— Não estaremos aqui o tempo suficiente para te dar a lista das razões.
— É cruel moça — ele disse, estalando sua língua. — Muito bem, só me diga três coisas que odeia nos Normandos.
Ela suspirou.
— Os Normandos são suaves e gentis. São malcriados. — Seus olhos brilharam com maldade. — E não têm bolas.
Ino esperou que isso apagasse o sorriso do normando. Mas ela se enganou. Ele sorriu.
— Sim? E a quantos Normandos conheceste?
Ela franziu o cenho.
— Sua reputação te precede.
— Realmente nunca conheceste a um Normando, então. — Seus olhos brilharam divertidos. — Bom, antes de mim.
— Qual é seu ponto?
— Sabe que os normandos conquistaram aos saxões?
Ela enrugou mais sua testa.
— E que seu Rei Yondaime chamou os Normandos para brigar em defesa dos escoceses?
Ela ferveu de raiva.
— Oh, sim! — ele continuou — Somos conhecidos por nossos...
— Cães perfumados. — ela disse bruscamente.
— O que? — Depois de um silêncio de surpresa, ele riu, e embora ria dela, o som fez que a escura cabana parecesse mais iluminada.
— Sei tudo a respeito dos Normandos — ela murmurou teimosamente. Ela tinha ouvido histórias contadas por viajantes escoceses, que afirmavam que os Normandos eram tão delicados que não podiam deixar-se crescer uma barba, que só comiam alimentos leves, e que perfumavam todos desde seus travesseiros até seus animais. Isso não era difícil acreditar, observando as maneiras sedutoras de Gaara.
Uma vez que a risada dele diminuiu, o sorriso que lhe deu era gentil.
— Ah, minha lady, sabe pouco dos Normandos, e não sabe nada sobre mim.
Seu sorriso era encantado. Ela levantou seu queixo à defensiva.
— Sei que é arrogante e vaidoso e, oh, sim, um sátiro — ela disse, lhe recordando sua fanfarronada.
Ele se estremeceu.
— Realmente não sou um sátiro. Mas não lhe tirarei essa fantasia, meu doce. — Ele franziu o cenho. — Nesse momento, entretanto, temo que tenho necessidades mais urgentes.
Ela dobrou seus braços em atitude de desafio. Ela não estava disposta a cair presa de uma de suas mutretas novamente.
— Não me diga?
— Uma necessidade mais urgente... — ele disse, levantando suas sobrancelhas.
Ela o olhou fixamente, esperando.
— Maldição, moça — ele murmurou. — Preciso urinar.
Ela descruzou seus braços, e sentiu suas bochechas ruborizar-se.
— É obvio.
Aqui havia outra coisa que ela não tinha considerado quando se converteu em uma sequestradora. Ela esperava tê-lo preso até que Sakura chegasse. E não lhe tinha ocorrido que deveria ser responsável por suas necessidades humanas. O que faria agora?
Como se ele tivesse lido seus pensamentos, ele disse:
— Pode me trazer um urinol, mas já que ataste minhas mãos, necessitarei... — Lhe deu uma piscada de olho. — Ajuda.
Para a irritação de Ino, sua cara ficou mais vermelha. Não era que ela nunca tinha visto um homem nu. Por Deus! Ela virtualmente vivia na armeria, onde os homens andavam em diferentes graus de nudez. Mas a idéia desse estranho nu, esse Normando.
— Talvez — ela ameaçou — deixarei-te urinar em si mesmo.
Ele se encolheu de ombros.
— Suponho que pode. Mas tremo ao pensar em que castigo te imporá Sasuke se tratas a seu cavalheiro favorito tão cruelmente.
— Não terá essa tarefa. Já não será o administrador.
— Hm. Se você o diz.
Os lábios de Ino se retorceram com desgosto. Era outra coisa que ela não havia antecipado em um refém? Ter que escutar suas opiniões.
— Sakura virá. E o matrimônio será anulado.
— Preciso urinar — ele disse secamente.
Ela o fuzilou com o olhar como se ele intencionalmente tivesse planejado essa inconveniência. Mas ela sabia que não era assim. Inspirando, ela extraiu sua adaga.
— Vê esse buraco no arca?
Perplexo, ele disse cautamente:
— Sim.
Com um movimento veloz de sua mão, ela lançou a adaga através do ar para cravá-la no centro exato do buraco. Em seguida ela olhou para avaliar sua reação.
Ele assobiou.
— Impressionante.
Ela recuperou a arma.
— Posso apanhar assim a um coelho a cinco jardas — lhe disse. — Você não estará assim tão longe, e nunca estará fora de minha vista.
Soltou-lhe suas mãos, permitindo que ele desatasse seus próprios tornozelos enquanto ela colocava sua adaga na mão. Em seguida ela o fez caminhar lentamente para fora da cabana. Ela ficou duas jardas atrás enquanto ele se dava volta para desatar suas calças.
O que a fez ruborizar não foi o ruído da urina golpeando contra o chão. Nem o fato que um Normando urinasse sobre chão escocês. O que fez ruborizar suas bochechas foi à visão de uma pequena porção de seu traseiro firme e musculoso, e uma breve visão de seu pênis aninhado em um arbusto de pêlo escuro enquanto ele se ajustava às calças novamente. E o que verdadeiramente a inquietou foi o fato que essa imagem proibida fez que seu coração se acelerasse.
Nervosa, fez-o voltar para a cabana na ponta de adaga.
— Estou agradecido, minha lady — ele disse com um sorriso sardônico enquanto passavam pela porta. — Estou seguro que Sasuke será piedoso com você por sua bondade.
Ela franziu o cenho enquanto fez Gaara se sentar no chão para atar suas mãos em suas costas, e em seguida amarrou um tornozelo à base do poste da cama para que ele não pudesse afastar-se muito.
— Possivelmente se encontrar algo mais para eu comer — ele sugeriu — Sasuke seria ainda mais piedoso.
Não lhe disse que isso era exatamente o que ela tinha planejado. Não gostava de sua manipulação. E realmente tampouco lhe agradava a possibilidade de que ele pudesse ter razão, que Sasuke não pagaria o resgate depois de tudo. Esse homem malvado tinha plantado sementes de dúvidas em sua mente, e agora não podia apagar a suspeita de que poderiam estar sentenciados a estar confinada a essa choça por mais tempo que ela tinha antecipado. Pior ainda, Sakura poderia ver-se forçada a contar para Sasuke onde estavam, e ele viria em pessoa por ela.
Semelhantes pensamentos desalentadores a fizeram sair da cabana ao terreno semeado a cinquenta jardas, onde ela se agachou com adaga na mão, esperando que um coelho aparecesse.
No que se referia a Sasuke, ela era traidora do rei. E agora ela havia complicado as coisas retendo como refém a um de seus homens. Se as coisas não saíam como ela as tinha planejado, se Sakura se negasse a anular o matrimônio, o que era provável, considerando que ela se sacrificou por Hinata, então Ino seria julgada como responsável por suas maldades. E uma dessas maldades era a traição.
Apesar de seus dedos trementes, Ino conseguiu caçar um animal para o café da manhã em uma hora. No relativo a coelhos, ela era a melhor guerreira em Haruno. E agora, ela pensou ao menos um de seus problemas estava resolvido. Na cabana, enquanto Gaara a olhava de seu lugar no chão, ela fez um fogo na lareira e esfolava e limpava o coelho. Logo o aroma de carne assada encheu o quarto, e seu estômago começou a grunhir.
Enquanto ela punha o coelho sobre o fogo, ela refletiu novamente sobre as opções em relação a Gaara, a Sasuke e ao rei. Ainda se o pior acontecesse, se Sakura se negasse à anulação e Sasuke seguia sendo o administrador da fortaleza, certamente ele não faria algo tão precipitado como executar a irmã de sua esposa.
Por Cristo! Ela tinha estado ébria. Isso era óbvio. E ela tinha feito o que tinha feito em defesa de sua irmã, não em desafio ao rei. Certamente alguém com um pouco de cérebro...
— Me desculpe.
Ela olhou brevemente a Gaara. Tinha o cenho franzido.
— O coelho — ele disse. — Está muito perto do fogo.
Ele tinha razão. Distraída ela tinha deixado que a rama caísse muito baixo. Ela a levantou novamente. Ainda olhando fixamente as chamas, ela murmurou:
— Na outra noite, a noite que entrei na habitação, sabe, eu estava ébria.
— Oh, sim, verdadeiramente ébria.
— Tão ébria que não deveria ser considerada responsável por minhas ações. — Ante seu silêncio, ela levantou seu olhar.
Um lento e calculado sorriso apareceu em sua cara.
— Isso depende. — Em seguida ele olhou o fogo. — Cuidado!
Ela tirou o coelho para fora das brasas. Tinha uma queimadura negra de um lado, nada mais. A gordura gotejou sobre o fogo.
— Você não me executaria.
Gaara observou a impressionante guerreira escocesa, fascinado com a curiosa mistura de força e vulnerabilidade. Ela não tinha feito uma pergunta. Ela tinha feito uma afirmação. Mas claramente estava cheia de incerteza.
Ela o fez duvidar. Ele tinha feito algumas ameaça horríveis na noite que a tinha apanhado, ameaça a respeito de açoitá-la e de enforcá-la por traição. Era tentador aliviar seus medos, confessar que tinha falado no calor do momento, lhe fazer saber que ele era qualquer coisa menos brutal no que se referia às mulheres.
Entretanto serviria melhor a seus propósitos, considerando que nesse momento estava a sua mercê, lhe fazer acreditar ele era capaz de algo.
— Deveria ser executada — ele disse — Se te negar a cumprir a vontade do rei.
— Mas você não me enforcaria.
Gaara não respondeu, cativado pela visão de seu belo perfil contra o fogo crepitante.
— Faria-o? — ela perguntou, voltando-se para ele com olhos que se assemelhavam a safiras.
Com cada fibra de seu ser, ele desejou gritar NÃO e acalmar sua ansiedade. Mas a incerteza dela era a melhor arma de negociação que possuía.
— Eu teria que avaliar a evidência — ele disse. — Considerar as circunstâncias. Tomar em conta seu nível de arrependimento. Calcular se és uma futura ameaça. — E ele adicionou — E depende muito da maneira em que me trate aqui.
Ela pareceu confundida com sua resposta. Gaara suspeitava que não lhe importava ser gentil com um Normando. Mas agora seu próprio destino dependia disso.
— Não te tratei tão mal — ela disse em sua defesa. — Não te machuquei. Te cedi a cama enquanto eu dormi no chão. Deixei-te sair para urinar. E te estou cozinhado o café da manhã.
— Queimando o café da manhã — ele corrigiu enquanto uma fumaça cinza se elevava da lareira.
— O que?
— Queimando o café da manhã. Prendeu fogo no coelho.
Ela voltou-se a tempo para ver que o pau que sustentava a presa se quebrava em dois e o coelho caía sobre as brasas, pegando fogo.
— Merda!
Antes que ele pudesse gritar uma advertência, ela tirou o coelho incendiado. Em seu apuro de desprender-se dessa coisa quente, atirou-o ao chão, e em seguida apagou a chamas com uma das mantas.
O animal estava completamente queimado. Ainda assim, quando se esfriou, Ino levantou a coisa e arrancou um pedaço de carne incinerada, e ofereceu a ele um bocado. Ele não estava seguro se devia estar agradecido. Depois de tudo, quase não era algo comestível. Mas ele era um cavalheiro. A cortesia lhe impedia de dizer isso a ela, e mordeu um pedaço com seus dentes, embora queimado exteriormente, o interior era tenro quase cru.
— Mm. — Mas Gaara temia que sua cara revelasse a verdade, pois enquanto mastigava a carne não pôde suprimir um estremecimento de desgosto.
Ela grunhiu e mordeu um pedaço de carne, e embora tentasse mostrar que estava perfeitamente deliciosa, ela, também, engasgou-se com a carne.
— Suponho que pode fazê-lo melhor. — Sua voz continha sarcasmo.
Ele sorriu. De todas as características absurdas com as que ela havia descrito os normandos, ela tinha omitido uma que era verdadeira.
— Não sabe? Os Normandos são os melhores cozinheiros do mundo.
Continua...
Ino, deixa o Gaara ir mijar poh! oaksoaksoaksoaksa
Adoro esse capítulo, as coisas estão começando a acontecer. Bom, minhas férias acabam na terça e no capítulo passado eu disse que usaria minhas férias para adiantar capítulos. Bom, bom. Não foi exatamente como eu tinha planejado, já que viajei e o pouco tempo que tive livre estava me matando escrevendo a GaaHina do desafio da Fran (Aliás, quem quiser dar uma lida, o nome é Pedra Granada *-*). Mããããããs, não se preocupem!
Audácia (SasuSaku) está com os três próximos capítulos prontos (e é a fic mais tensa para adaptar por causa de seus capítulos gigantes), Despedida de Solteiro (SasuHina) está pela metade, e eu sei que consigo deixar todos os seus capítulos prontos até amanhã. Então, não ficará tão complicado assim para postar e, tecnicamente, será bem mais tranquilo.
Sei que sumi e me sinto muito culpada, mas prometo que não acontecerá novamente. Amei cada uma das reviews, mas gostaria de saber onde vocês estão! Oo Como de praxe, as anônimas responderei por aqui e as outras por MP:
yukiyuri: Sim, o Gaara tá cheio de amor pra dar enquanto a Ino tá soltando fogo pelas ventas. Tadinha. Eu acho diabinha a cara da Ino, sabe? E quanto a sua fic, qual o link ou o nome? Beeijos.
Lembrem-se: Reviews movem montanhas, ou melhor, capítulos.
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Beeijos.
