Desclaimer: Nada aqui me pertence. Nem Naruto e muito menos a Fic. Os personagens pertencem ao Misashi Kishimoto e o plot e a fic pertence a EmptySpaces11. Uso os personagens e faço a versão para esse fandom, sem nenhum fim lucrativo, apenas para a minha diversão e de quem for ler.


SMUT


Título: Smut
Autora: EmptySpaces11 .net/~emptyespaces11

Beta: Não.
Categoria: Anime
Fandom: Naruto
Shipper: Sasuke/Naruto (Com muitos secundários)
Gênero: Suspense, Drama, Romance, Aventura, Violência... De tudo um pouco, acho. AU/OOC
Classificação: +18/NC-17/Lemon/Slash (Se não gosta, não leia!)

Summary: O detetive Uchiha Sasuke é novato, mas inteligente. O jornalista Uzumaki Naruto é indiscreto e intrometido. O detetive Hatake Kakashi é um veterano sem objetivos. Quando se juntam para desvendar um assassinato, tudo pode acontecer.

ADVERTÊNCIA: O conteúdo dessas estórias é adulto. Estão advertidos, portanto, os leitores.

P.S.: Os personagens estão um tanto OOC, mas nada muito extravagante.


Capítulo IV


Naquela noite, no bar...

— O que está fazendo aqui, Kakashi? – Asuma saiu da mesa de sinuca já perguntando, quando viu seu amigo sentar-se próximo do balcão – Pensei que não viesse! O que aconteceu? Seu novo parceiro lhe tirou o sono? Ou foi Uzumaki?

Hatake Kakashi olhou-o com aquele seu olhar de cansaço, ergueu o canto da boca e balançou a cabeça negativamente. Asuma era irritante quando queria ser.

— Estou esperando meu novo parceiro – respondeu baixinho por entre os dentes porque não queria que os outros policiais ouvissem.

— O quê? – perguntou Sarutobi, não entendendo uma só palavra do que disse – Devo estar ficando surdo. Repete. Eu não escutei coisa alguma!

— Estou esperando o Uchiha – respondeu um pouco mais claramente.

Asuma soltou uma risada, assim como os que estavam ao seu redor. Sabiam que o velho Hatake tinha feito uma tempestade num copo d'água e agora estava sofrendo as conseqüências.

— Tem um encontro com seu parceiro? – em tom jocoso, tirando um sarro da cara do detetive – Você? Hatake Kakashi? O terror das mulheres? Avesso a gays? – Asuma completou a pergunta com ironia, enquanto os demais ficavam em silêncio para escutar a resposta que o sujeito iria dar dessa vez. Todos disfarçadamente rindo daquela situação.

Hatake estudou o caso. Olhou para aquele bando de policiais. E de canto de olho percebeu que Uchiha Sasuke se aproximava. Ele não era tolo. Não era nem um pouco estúpido. Tinha que ficar bem perante o grupo e perante o parceiro. Não tinha aqueles quarenta e poucos anos nas costas por nada.

— Ele não é mau, certo? É um tira, acima de tudo. É detetive. E vocês sabem que para ser detetive precisa ter um pouco de tutano. Eu sei que relutei...

— Relutou?!? – perguntou espantado um outro policial que estava próximo de Asuma. Tinha visto o Uchiha, mas queria ver Hatake em calças curtas – Você gritou na sala da Mitarashi! Disse em alto e em bom tom que não queria ser parceiro de um gay! E agora vem dizer que está tudo bem? Suas palavras ainda estão ecoando pelos cantos daquele prédio!

Os colegas sentados próximos silenciaram ainda mais.

— Eu errei, certo? O que mais querem que eu diga? Se vão gozar da minha cara por muito tempo, me avisem, e eu deixo de freqüentar esse bar – Kakashi ameaçou.

— Ei! Está tudo certo... Seu cretino. Não me faça de culpado nessa história – Asuma falou – Não é Uchiha? – acenou com a mão para cumprimentar o garoto que chegava.

Kakashi voltou-se para olhar para Sasuke. Sabia que ele estava aí e tinha disfarçado, fazendo de conta que estava surpreso com sua chegada. Ele era calejado. Tinha jogo de cintura. Tudo ficaria bem. Até a próxima tempestade.

— Uchiha! – olhou para o relógio – Pontual. Isso é que é ter palavra – fez sinal para o barman pedindo duas cervejas. Esperou por elas. "Além de gay, é um jerk," pensou. Agarrou as garrafas e desceu do banco – Vamos sentar lá, no canto.

— Iiiiih! – disse Asuma sorrindo para Sasuke – Vão namorar, agora?

Hatake e o Uchiha viraram-se ao mesmo tempo, encarando feio o policial, num movimento sincrônico que fez o Sarutobi assutar-se.

— Foi brincadeira! – ergueu as duas mãos para o alto. Kakashi e Sasuke não disseram nada. Dirigiram-se para a mesa com um sorriso nos lábios.

Sentaram-se e Hatake estendeu a cerveja para Sasuke.

— Então... Vai mesmo ajudar o Uzumaki? Quer mesmo saber dessa história? – perguntou Hatake. Estava realmente intrigado. Acreditava na vontade do garoto, mas não acreditava que pudesse encontrar qualquer pista que fosse sobre aquilo.

— É, estou. E se não se importar, prefiro que me fale o que sabe. Não quero tomar o seu tempo, porque esse trabalho que arranjou para mim, vou fazê-lo fora do horário – respondeu tomando um gole de cerveja – Acho que posso dar uma olhada nos arquivos amanhã.

— Me diz uma coisa... – depois de colocar a garrafa na mesa – Quando se mudou? Eu quero dizer... Você deve ter chegado hoje, não chegou? Não tem que arrumar suas coisas? Vai querer trabalho extra para quê?

— Olhe, sem querer ser rude, mas não é da sua conta, está certo? Não tenho muitas coisas. O essencial, já arrumei. O resto, pode esperar – tomou mais um gole de cerveja – Então, vai contar o que sabe sobre esse caso?

Hatake ergueu a mão e pediu mais duas cervejas. Ao que tudo indicava, aquele detetive à sua frente iria mesmo aderir à loucura do Uzumaki.

— Jiraya era jornalista. Estava, segundo Uzumaki e Umino, investigando Danzou. Dizem que tinha juntado provas suficientes para incriminar Danzou por causa de venda ilegal de armas e lavagem de dinheiro. Umino Iruka, o chefe do jornal me falou que Jiraya não estava brincando. Possuía as provas. Tinha um informante. Um tal de Namikaze Konohamaru. Mas esse cara não existe. Ao menos, não existe mais. Deve ter sido 'apagado', se é que me entende – bebeu mais um gole de cerveja. Sasuke continuava atento – Uzumaki persegue esse cara há muito tempo. Mas acredite, esse Konohamaru, com certeza já morreu.

— E o que aconteceu exatamente com esse Jiraya? Por que Uzumaki procura você? – ajeitou-se melhor na cadeira e bebeu mais um gole de cerveja.

— Ele acha que eu perdi algo, em algum lugar do processo de investigação! Ele é louco. Já falei centenas de vezes nesses últimos cinco anos. Não tem mais nada para falar.

— Mas vai ter que falar mais uma vez – sorriu mostrando um pouco os dentes – Para mim...

Hatake bufou.

— Eu cheguei no local, no apartamento e a polícia já estava lá. Asuma chegou um pouco antes. E, antes dele, chegou Ibiki. Tinham sido acionados porque o morador de baixo estranhou o barulho e pensou ter ouvido tiros. Eu cheguei um pouco depois. O porteiro relatou a entrada somente de moradores do prédio. Ninguém passou pela frente. Então, investigamos a saída. Tudo estava limpo, sem impressões digitais. Sem vestígios. Ninguém viu nada. No apartamento nada tinha sido tocado. A impressão que tive foi de que era alguém conhecido de Jiraya.

— Uzumaki? – perguntou Sasuke no mesmo instante.

— Não! Uzumaki está limpo! Ele era protegido do Jiraya. Ele morava no apartamento. E naquela noite estava em sala de aula – olhou para o novato. Sabia que tinham muitas perguntas passando pela cabeça do Uchiha – É uma outra longa história, acredite – suspirou – Uzumaki teve uma juventude conturbada. Passagem pela polícia por desordem, bebedeira. Teve mais adoções e desistências do que todas as crianças do abrigo juntas. Até encontrar Jiraya – parou, como se as imagens estivessem passando na frente de seus olhos. E estavam – Naruto adorava Jiraya! Acredite. Esse garoto foi salvo por ele.

— Que outros conhecidos próximos você acha que Jiraya tinha? – perguntou Sasuke. Essa era uma pista que não poderia ser dispensada.

— Ele tinha muitos conhecidos! Muitos. Mas estão limpos. Eram pessoas ligadas ao jornal, de alguma forma. Outros eram policiais. Eu mesmo era amigo de Jiraya! Vez ou outra, saíamos para conversar e trocarmos algumas informações, entende? Mas nesse caso de Danzou – balançou a cabeça em desaprovação – Tinha-o avisado para cair fora.

— Como? – estava surpreso.

— Ele me pediu ajuda. E eu neguei – olhou para Sasuke. Viu surpresa no olhar do novato. E de repente, decepção – Não me diga nada. Ainda me sinto culpado por isso. Mas era perigoso. E eu... Eu fui um covarde – bebeu sua cerveja como se quisesse engolir toda a culpa que sentia naquele momento.

— Como ele morreu?

— Um único disparo. Bem certeiro, no coração. Quem atirou, creia, era um bom atirador – fungou e olhou para os lados – Sou um bom atirador. Sei do que estou falando.

— E a arma? Algo diferente? Alguma pista? – estava coletando tudo o que podia e lembrava.

— Um revólver, calibre 38. O mais popular. Quem não tem um 38? Eu tenho um. Mitarashi tem um! Sarutobi tem um. Ibiki tem um. Olhe ao redor. Acho que a maioria tem um. Todos no maldito departamento, acho que têm um!

— Só mais uma pergunta: Por que Uzumaki procura por você? Por que não procura por Ibiki ou por Azuma?

— Sarutobi não estava de serviço, tecnicamente. Tinha recém terminado seu turno. Estava retornando ao departamento quando Ibiki o chamou – passou a mão no rosto, sentindo a barba por fazer – Mas aquela é minha área. Ibiki estava lá. Tinha acabado de interrogar uma garota sobre um cara cheio da grana que desaparecera um ou dois dias depois de estar com ela.

— Bem... Acho que podemos dizer que o caso vai ser reaberto.

— Vai mesmo trabalhar nesse caso?

— Que caso? – perguntou Sarutobi, aproximando-se da mesa e sentando-se com os dois. Se tinha um cara metido, esse era Asuma.

Uchiha Sasuke olhou para Hatake estreitando o olhar. Hatake baixou a cabeça. O novato era demais para ele.

— O que lembra da noite em que Jiraya morreu detetive Sarutobi? – perguntou o Uchiha.

Sarutobi olhou para o Hatake arregalando os olhos.

— Está mexendo com isso de novo? – perguntou num tom de reprovação à Hatake – Quantas vezes você vai mexer nisso?

— Asuma... – implorou Hatake. Sabia que Asuma, juntamente com ele, já tinha repassado o caso mais vezes do que queria.

— O detetive Hatake não está reabrindo o caso. Ele está se exonerando do caso. Passou o caso para mim, hoje à tarde – soltou seu sorriso mais cínico – Então, já que está aqui, pode me contar a sua versão da história.

Hatake ergueu o olhar para encontrar o olhar de Sarutobi Asuma. Sorriu sem graça. E levantou-se da mesa.

— Ele é todo seu, Asuma. Conte para ele a sua versão da história. Mas quando chamar por Ibiki, tenha cuidado. Ele é de poucos amigos – e afastou-se em direção à mesa de sinuca.

Sasuke olhou para o Sarutobi. A noite seria proveitosa.

— Eu não quero saber muito. Só o que lembra que aconteceu. Certo? – falou Sasuke, tentando desculpar-se e ganhar algum crédito com o amigo de Kakashi. Precisava de toda a ajuda possível.

— Garoto... – Sarutobi Asuma suspirou – Esse caso é um caso encerrado. Quero dizer... Não conseguimos ligar a morte de Jiraya com Danzou. Mesmo tendo as hipóteses todas a nosso favor, não conseguimos provas!

— Lembra de quando aconteceu? – perguntou.

— Como se fosse hoje. Sabe, eu nunca me atraso em voltar para o departamento. Mas naquela noite, parei para conversar com o cara da banca de jornal, um pouco fora da minha rota. Dei a volta nas quadras para fazer o retorno. E escutei pelo rádio. Quando cheguei, já tinham policiais, dois carros. E Ibiki já estava na cena do crime.

— Sabe se remexeram o apartamento, se...

— Não! Estava tudo no lugar. O apartamento só foi remexido depois. Aquele apartamento foi assaltado uma semana depois – Sarutobi cruzou os braços – Quer dizer... Não foi bem um assalto... Estavam procurando por algo. O garoto não soube dizer, porque estava muito assustado. Além de machucado.

— Como assim? – agora tudo estava se tornando intrigante.

— Uma semana depois de Jiraya ser assassinado, invadiram aquele apartamento. Segundo Hatake... Foi ele quem iniciou a investigação... Uzumaki deveria estar na escola, mas chegou antes do horário, surpreendendo o suposto ladrão. Estavam procurando por algo. Jiraya não iria comentar nada. Mas o velho falcão teria ficado atordoado, e furioso... Uzumaki foi parar no hospital.

— Hatake não me falou desse detalhe – explicou Sasuke e viu o semblante de Sarutobi Asuma se transformar – O que foi? Perdi algo? Sabe de algo importante?

Asuma estudou Sasuke por um instante.

— Se disser isso para Hatake. Eu nego – olhou para Sasuke e Sasuke concordou com a cabeça – Kakashi conhece Uzumaki desde que ele era um pivete, antes de Jiraya adotá-lo. Kakashi não era novato quando conheceu Uzumaki. Mas era novo aqui. E os boatos... Bem... Dizem que Kakashi pagou o garoto algumas vezes, você sabe... Uzumaki nunca foi santo. Mas são boatos...

— Pagou Uzumaki para o quê? – tentando esclarecer o que tinha ficado pela metade e para certificar-se se era o que realmente pensara que fosse.

— Pagou para botar a boca... Entende? Para... – gesticulou obcenamente.

— Hummm... – olhou para Asuma – E você, o que acha? – tomou um gole da cerveja.

— A verdade? – parou por um longo tempo. Olhou para Hatake de longe. Olhou de volta para o detetive – Acho que Kakashi tinha uma queda por aquele loirinho. Mas acho que isso nunca foi recíproco.

— Mas na ficha de Hatake diz que ele era casado – fez essa colocação apenas para prolongar o assunto. Jogada.

— Garoto... Isso não quer dizer nada! Ele não confessa, mas vi a reação dele quando Uzumaki foi parar no hospital. Ele estava tão ligado nele que não se importava em disfarçar.

— Me diga... Se o crime aconteceu naquele apartamento, porque acha que Uzumaki não saiu de lá? Quer dizer... Sei lá, ficar naquele apartamento, depois que alguém foi morto na sala... Isso parece meio mórbido – sempre atento aos olhos de Asuma, Sasuke não perdia os movimentos de Kakashi, que vez ou outra, olhava em direção de onde estavam – E suspeito.

— Sinceramente? Acho que Uzumaki viu muita coisa pior do que aquilo na sua juventude. Muita coisa que colocaria aquele assassinato no bolso – parou para pensar – Mesmo sendo o de Jiraya.

Sasuke coçou a cabeça. Estava ficando muito interessante tudo aquilo.

— Acha que Ibiki pode me dizer algo sobre aquela noite?

— Vou dizer o mesmo que Kakashi disse. Cuidado com Ibiki – levantou-se – Se quiser mais alguma informação... Sob protesto, estou às ordens – Asuma foi se afastando.

Sasuke ficou observando todos naquele bar. Especialmente Hatake. De longe, ficou olhando para ele. Avaliando suas ações, seu jeito com os amigos. Não ficou por muito mais tempo no bar. Ibiki estava sentado com um amigo, próximo da mesa de sinuca. Mas Sasuke não se sentia inclinado a perguntar se o sujeito poderia falar sobre tudo aquilo. Deixaria para outra oportunidade. No dia seguinte, ou depois.


Nota: Olá, desculpem-me pela demora, eu estava meio alienada, mas estou trazendo mais esse capitulo para vocês. Espero que gostem. Eu AMO essa fic. Olha as auterações que foram feitas foram nescessarias. Obrigada por lerem. Reviews?