Notas da Autora

Os Yahishiro-jins, assim como seus aliados, os Ryuushin-jins invadem a Terra e os parcos humanos sobreviventes são feitos escravos...

Capítulo 4 - Hanako - Captura e Escravidão

Wakusei Chikyuu ( Planeta Terra) - AGE 747

- Otou-san!

Uma pequena criança não tendo mais do que sete anos grita para o seu pai que encontra-se na linha de frente combatendo aliens que usavam uma armadura estranha e o que parecia um capacete, só que fechado, disparando armas estranhas presas aos punhos.

- Querida, fuja com nossa filha! - ele grita enquanto avançava para eles com um machado na mãos.

Nisso, a pequena que lutava para se desvencilhar da mãe, acaba sendo puxada pelo braço para correr longe dali e a última vez que olha para o seu pai, vê um alien sem capacete, rindo com escárnio para o seu genitor, dando um golpe fatal neste.

Seu corpo se choca com o da mãe, quanto viam que estavam cercadas e aquele que matou o seu pai, as olhava sorrindo malignamente. Nisso, a jovem olha para a mãe que assumira uma posição de lutador e que fala à filha, sem olha-la:

- Feche os olhos quando a mamãe pedir e fuja quando eu mandar para correr.

- Não! Não quero! - ela exclama entre lágrimas.

- É uma ordem. Viva, meu bem.

Nisso, ela vê a mãe avançando e escuta a ordem dela:

- Feche os olhos!

- Kaio-ken!

Então, muitos ficam cegos temporariamente com a luz, inclusive o que matara o marido nela e enquanto isso, para surpresa dos outros que estavam atrás e que haviam fechado os olhos momentaneamente, ela os derruba com golpes rápidos enquanto puxa a filha e a joga para longe do círculo, gritando:

- Abra os olhos e fuja! Agora!

Com lágrimas nos olhos, a pequena corre, vendo que a sua mãe lutava contra eles.

Após horas, escondida, decide sair do seu esconderijo, porém, é capturada por dois soldados que a levam até o assassino de seu pai.

Havia tirado parte de sua armadura e podia ver que possuía uma pele verde com algumas manchas laranjas, tendo uma espécie de parte listrada da mesma cor nos ombros e em parte do tórax e do pescoço, com alguns espinhos acima da cabeça e orelhas pontudas. Calçava suas botas e luvas alvas que tinha visto anteriormente.

Ela o olha com ira e leva um soco no abdômen, enquanto se contorcia, segurando-o com as pequenas mãos enquanto este falava, rindo malignamente:

- Não vou mata-la... Quero manter alguns de sua raça como meus escravos. Mas, só preciso de você. Sua mãe já teve sua utilidade. Eu e os meus homens concordamos. Veja.

Nisso, afasta a cortina da tenda e a criança corre para a mãe que está ensanguentada e nua, com as pernas abertas, enquanto a pequena não entendia o que era aquele cheiro forte e aquele líquido viscoso estranho que saia do ventre, da boca dela e que estava em todo o seu corpo.

Hanako grita pela mãe, mas, a genitora não responde.

- Ela está morta, mas, confesso que durou bastante... E se quer saber, fui eu que dei o golpe final, os outros só a enfraqueceram.

Irada, se levanta e dá um chute na canela dele o surpreendendo e depois, dando um soco no abdômen deste que fica surpreso quando sentiu o ataque, pois ela saltara consideravelmente e o fez recuar bastante, quase tocando a parede da tenda. Os seus homens ficam surpresos com o poder de uma criança.

- Então é guerreira... Interessante. Os guerreiros são interessantes... Mas, terá que aprender que eu sou seu dono e a sua atitude é aviltante. Acho que é um bom momento para ensina-la. Para sua sorte não sou pedófilo.

Nisso, a golpeia na cabeça, fazendo-a cambalear, para em seguida ser erguida pelo pescoço, recebendo um golpe no abdômen, sendo lançada com violência no chão, um pouco longe dele, que pisoteia seu abdômen ferido, para depois finalizar com um golpe no rosto. A pequena desmaia frente à escuridão e dor que se apodera dela, enquanto olha pela última vez o corpo imóvel da sua mãe e a escuridão bem vinda que a abraça, enquanto lágrimas transbordam de seus orbes.

Quando ela desperta, está em uma espécie de cela e ao olhar em volta, vê uma janela circular que mostrava o céu e várias estrelas.

Então, sente algo frio em seu pescoço e ao levar a mão e apalpa-lo, sente que é algo metálico e conforme vai apalpando, o objeto passa a lembrar uma coleira. Ela tenta tirar, mas, não consegue, o que parecia ser um tipo de fecho não abria por mais que lutasse.

Nisso, a porta do estranho quarto é aberta e vê aquele que odiava entrando com um sorriso, falando, ao ver a face homicida para ele:

- Vejo que já acordou meu animal de estimação... Seu nome será Gomi.

- O meu nome é Hanako! Desgraçado! Maldito! - e grita, irada, agarrando nas grades.

- É minha escrava e dou o nome que me convém... Além disso, pretendo ensina-la como se portar. Disciplina, agora.

Nisso, ela sente um choque intenso e violento oriundo da espécie de coleira, que a faz cair no chão se contorcendo, enquanto lágrimas de dor caíam de seus orbes ônix que se fecham, enquanto assume a posição fetal após cessar o choque violento.

Arfando com dificuldade, vê que a porta da cela é aberta e ele se aproxima lentamente, falando:

- Bem vinda à disciplina... Você irá aprender a me obedecer. Quando crescer e desejar ter uma vida mais fácil e sem castigo, é só se tornar minha escrava sexual. Se perguntar para qualquer uma das minhas escravas quando chegarmos, elas lhe dirão que sou consideravelmente generoso e que nunca mais sofreram castigos. Afinal, gosto delas com o corpo perfeito e sempre dispostas a me satisfazer.

- Nunca! Eu vou mata-lo, nem que seja a última coisa que eu faça! - grita enquanto arfava.

- Gravar. Disciplina, agora.

Nisso, ela sente novamente a dor lacerante, enquanto se contorce até que após um minuto, este cessa, de repente, embora ainda sentisse seus músculos gritarem de dor, sentindo um intenso cansaço se apoderar dela, fazendo-a cair na inconsciência, chorando de raiva por não conseguir vingar os seus pais.

Quando Hanako desperta encontra-se em outra cela, em uma espécie de porão, pois consegue ver uma escada ao longe e o local que era imenso, não possuindo janelas. Olha para os lados e vê que a sua cela é um pouco pequena, tendo outros consideravelmente maiores, lembrando uma prisão, pelo que vira na tevê uma vez, por acaso.

Ouve então sons estranhos, que não compreendia para sua tenra idade do que seria e passa a procurar a origem destes, encontrando em uma cela não longe dali.

O assassino de seus pais com uma mulher, de quatro e ele se movimentando contra ela, só via lateralmente e não entendia por que a cintura dele se movimentava para frente, violentamente e voltando para trás, enquanto a mulher gritava cada vez que avançava. Sentia o leve odor que a fazia lembra-la da mãe morta.

Estranha quando ele se levanta e observa que a mulher estava viva e sem sangue pelo corpo como a sua mãe.

Enquanto tentava compreender o que acontecia, o vê sair da cela, que a olha percebendo o olhar confuso desta, enquanto caminha nu até ficar de frente a esta que observa que era diferente abaixo da cintura. O yahishiro-jin ri enquanto percebe o quanto era inocente.

- Sou um homem, por isso sou diferente e isto - fala pegando em seu membro, amolecido - fica duro quando quero meter nas mulheres, como você viu. No caso, em todos os seus buracos. Sua mãe provou bastante dele, assim como os dos outros homens. - e ri malignamente.

Ao se recordar da mãe, ela gruda nas barras, com as mãos cerradas o xingando e ele fala, tranquilamente:

- Gravar. Disciplina.

Ela não entende e quando vê o sorriso de escárnio dele, grita que quer mata-lo.

Ao fazer isso, sente o conhecido choque que a faz se contorcer no chão em agonia, até que cessa, enquanto tentava respirar, caída, com os músculos fatigados.

Mas, havia notado que ele não falou nada. O objeto a puniu por conta própria. Vendo-a confusa, ri com escárnio:

- A coleira eletrônica gravou o que você disse antes e irá te punir automaticamente quando você pronunciar as palavras que estão gravadas. Ela gravou você me ameaçando e os seus xingamentos.

Nisso, ele se vira para sair e olhando-o com raiva, o vê sair do porão.

Nisso, aparece algumas servas. Duas vão até a cela da outra que vira e a ajudavam a se levantar, já que parecia andar com dificuldade, enquanto uma jovem se aproxima, tendo cabelos alvos e olhos azuis como o céu, que a fita com grande carinho e pena.

Suas roupas eram estranhas e lembravam vagamente de um país em seu planeta, além de ter um penteado elaborado. Aos seus pés, uma criatura que lembrava uma pequena raposa, só que de cor azul que a observava curiosa, assim como outra, com duas caudas e dois orbes vermelhos com uma íris esticada como dos felinos, sendo igualmente pequena como a raposa.

Observa que ao contrário das outras, não usava coleira e as demais escravas não pareciam vê-la, além de trajar roupas requintadas, mesmo um tanto estranhas, enquanto passava uma aura aristocrática.

Por algum motivo, sentia que era diferente e vendo a face confusa da criança, afaga sua cabeça maternalmente e fala:

- Enfim encontrei minha provável afilhada... Nós veremos em breve.

Nisso, quando Hanako pisca os olhos, esta sumiu como em um passe de mágica, sem deixar vestígio, porém, vendo uma espécie de esfera azulada pequena no chão e ouvindo a voz da estranha mulher reverbando em sua mente.

"Pegue a esfera e guarde. Há uma pedra solta no fundo da sua cela ao lado da cama, na parede. Esconda, pois hoje a noite você irá me visitar."

Mesmo que não a conhecesse, sentia que podia confiar.

Além do mais, algo a impelia para fazer o que fora dito e então, recolhe rapidamente o objeto e após apalpar o chão da sua cela, encontra a pedra presa falsamente, próxima de um dos pés da cama e junto a parede. Ao movê-la, vê um compartimento, escondendo a esfera ali.

Então, se ergue, enquanto sentia a fraqueza abatê-la, enquanto sentia seu estômago doer, pois parecia que não comia há dias.

Vê outra mulher com o mesmo dispositivo que ela no pescoço, só que com a aparência diferente dela, percebendo se tratar de outra alienígena que se aproxima e deposita em uma abertura da cela uma espécie de cumbuca só que bem funda, com algo que lembrava uma sopa, sem talher.

Faminta, põe-se a comer virando na boca, sentindo que a dor do seu estômago começara a diminuir. Não se importara com o sabor, que em uma situação normal em sua antiga vida, teria recusado por ter um gosto intragável.

Depois de satisfeita, a mesma serva recolhe a bandeja e entrega, rispidamente, uma espécie de vaso com um gargalo alto. Nisso, a chikyuu-jin observa que tinha algo nele.

- É água, beba. Só é permitido um vaso de água para cada escravo por dia. Se for uma escrava sexual, tem direito a água ilimitada. Como não é o seu caso, use com moderação. Amanhã aprenderá os serviços domésticos.

Nisso, se retira sem dar chance da criança falar, enquanto as outras a ignoravam.

Então, escora as costas na parede e desce até o chão, enquanto inclina a cabeça e chora copiosamente, dobrando os joelhos e o abraçando, enquanto afunda sua cabeça, murmurando:

- Otou-san... Okaa-san...

É deixada sozinha com a sua dor.

Notas Finais

Notas:

Gomi - ごみ (lixo em japonês)