Talking To The Moon
I know you're somewhere out there
Somewhere far away
I want you back
I want you back
My neighbors think I'm crazy
But they don't understand
You're all I have
You're all I have
Agora já fazia meses que ele tinha partido. Meses que, tudo que ficou para trás, era a carta que ele deixara antes de ir. Meses que ele estava por aí, em algum lugar distante... Meses que tudo que Lucy queria, era tê-lo de volta.
A dissolução da guilda definitivamente não tornara nada mais fácil. Sem a sua família e sem ele, a maga de espíritos estelares se sentia perdida. Se habituara a escrever cartas para sua mãe – cartas que ela nunca leria, mas que ainda assim estavam lá.
Com Natsu, era ao mesmo tempo semelhante e diferente – havia criado uma maneira de dizer o que tinha para contar para ele, de tentar diminuir a dor da distância. Mas, ao invés de escrever, ela falava.
At night when the stars light up my room
I sit by myself
Talking to the moon
Trying to get to you
And hopes you're on the other side
Talking to me too
Oh, am I a fool who sits alone
Talking to the moon
É claro que os vizinhos pensavam que ela era louca. Qualquer um pensaria. A própria Lucy, muito mais vezes do que não, se achava estúpida. Afinal, não era isso? Estupidez?
Se sentar perto da janela, noite após noite, e falar palavras que ele não poderia ouvir, mas que, ainda assim, ela esperava que o alcançassem de algum modo. Dizer tudo que queria dizer frente à frente, e ter esperanças de que ele, onde quer que estivesse, também conversasse com ela.
I'm feeling like I'm famous
The talk of the town
They say I've gone mad
Yeah, I've gone mad
But they don't know what I know
Cause when the sun goes down
Someone's talking back
Yeah, they're talking back
Ela sabia que, com o tempo, mais pessoas do que somente os vizinhos começaram a comentar sobre seu estranho hábito – sabia que, embora não usassem a palavra exata, pensavam que Lucy estava louca. Talvez estivesse. Tinha perdido tantas coisas que amava em tão pouco tempo, que nem mesmo saberia dizer.
Mas, no fim, ela não se importava. Por mais que fosse estúpido, ou que dissessem que ela era louca, ela tinha esperança – não, ela tinha certeza – que, de algum modo, alguém a respondia, sempre que conversava com a lua.
At night when the stars light up my room
I sit by myself
Talking to the moon
Trying to get to you
And hopes you're on the other side
Talking to me too
Oh, am I a fool who sits alone
Talking to the moon
E, o que ninguém sabia, é que Lucy não estava errada. Durante os meses em que partira, Natsu estivera em diversos lugares diferentes, em sua jornada em busca de se tornar mais forte – até mesmo encontrara Gildarts, eventualmente. Independentemente de onde estivesse, no entanto, não havia um dia sequer em que não se lembrava dela.
Depois de passarem tanto tempo juntos, deixar Lucy para trás havia sido difícil, mas era necessário. Ainda assim, sempre que ele e Happy viam coisas novas, ou viviam novas aventuras, tudo que ele queria era poder dividir esses momentos com ela. E assim, o dragon slayer do fogo começara, todas as noites, a conversar com a lua.
Do you ever hear me calling?
Cause every night
I'm talking to the moon
Still trying to get to you
And hopes you're on the other side
Talking to me too
Oh, am I a fool who sits alone
Talking to the moon
Contava sobre seu dia, e sobre tudo que queria que ela tivesse visto. Também falava sobre o quanto queria que ela estivesse com eles, às vezes – quando estavam juntos, tudo era mais divertido, afinal.
Falava com a lua – pois, aonde quer que estivesse, a lua estaria lá, para ouvi-lo. Assim como estaria em Magnolia, brilhando, tanto para ele, quanto para ela. Talvez fosse uma ideia boba, mas Natsu nunca parara para pensar nisso. A única coisa que importava, nesses momentos, era que, de alguma forma, seus sentimentos conseguissem chegar até Lucy.
I know you're somewhere out there
Somewhere far away
Ambos sabiam o quão distante estavam um do outro. Sabiam o quanto doía, e o quão grande era a vontade de se reunirem. Mas sabiam também que era necessário.
Talvez tivessem que se contentar em conversar com a lua por algum tempo. Mas, ainda assim, tinham certeza de que, não importa quanto tempo passasse, ou o quanto estivessem longe, ou que ninguém respondesse aos seus diálogos com a lua, eles acabariam juntos novamente.
E isso bastava para que ambos tivessem força para continuar.
