Uma Traducao autorizada kakasaku

Gênero: Romance

Classificação etária: M

Disclaimer: O Naruto não é de ninguém.

Do original Nymph de Silvershine

Tradutora: K. Hime

Betareader: Pimentinha

Para tres bonecas fofinhas: Pimentinha, Yok-chan e Naomi-chan. :)

Sinopse: Para ela, aquilo é tão natural quanto respirar. Não conseguiria evitar que os homens a idolatrassem, mesmo se tentasse.

Nota: Relembro o classificacao etaria: M. Por insinuacoes hentai e temas adultos.


Anteriormente...

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É inacreditável.

Eu nunca considerei essa possibilidade depois de suportar todos os seus avanços provocativos. Ela se mudou tão naturalmente, tão facilmente, que eu achava que só poderia ter sido o resultado da prática e experiência. Agora estou horrorizado comigo mesmo, do quão longe permiti isso ir, e tudo que eu posso fazer é me sentar calmamente, fechando o zíper da minha calça.

E me levanto.

— Aonde você vai? – ela pergunta, sentando-se, mas sem fazer nenhum movimento para se cobrir.

Eu estou indo para a minha escrivaninha. Acendo a lâmpada, abro a gaveta e pego o talão de cheques que quase nunca usei. Posso sentir o olhar escrutinizador de Sakura arder sobre minhas costas enquanto rabisco seu nome no papel, preenchendo-o com uma quantia em dinheiro que é exatamente o dobro do pagamento de sua última missão. Depois de terminar, sento-me e olho para ele por um longo tempo, esfregando as mãos pelo meu cabelo e rosto. Ao que fui reduzido hoje à noite?

Eventualmente me viro e vou até Sakura. Eu tento não olhar para ela. Ela está sentada ali, seminua e orgulhosa, e se eu sucumbir a apreciar sua beleza, só irei esquecer o meu lugar novamente. Mas quando ela pega o cheque e percebe o que é, não acho que já tenha visto uma expressão tão insultada como esta que vejo agora.

— Isso deve cobrir tudo. – digo cansado, sentado a outra ponta da mesa de café. — Isso é mais que suficiente para um depósito em um novo apartamento.

Sakura está quase que sem palavras. — Eu não vim aqui pra me prostituir. – diz em um tom baixo.

— Então o que você veio fazer aqui? – pergunto. — Você não precisa estar aqui. Há outras pessoas com muito mais espaço e mais dinheiro que poderia acomodá-la, mas você me escolheu. Age como se isso fosse um jogo, mas você é pouco mais que uma criança. Sequer sabe o que você está fazendo? Ao menos se importa?

A mão de Sakura abaixa para o próprio colo, com o cheque se amassando um pouco entre os dedos. Ela ainda parece irritada, mas sua face está estranhamente em branco. Eu não acho que ela entenda. Pelo olhar vago que envia a parede, como uma estudante impetuosa tentando ignorar o sermão de um professor; não estou sob nenhuma ilusão de que ela se importe.

Eu realmente sou um tolo. Nunca fui bom em construir relações interpessoais saudáveis, e, aparentemente, sou péssimo em me desviar das prejudiciais. Então me levanto novamente e caminho até meu colete.

— Aonde você vai? – Sakura pergunta sem rodeios. Está mal humorada porque eu estraguei o seu jogo.

— Estou saindo para uma caminhada. – eu digo. — Eu não vou apressá-la para se mudar, mas espero que você tenha partido antes da tarde de amanhã.

E com isso, ele parte, deixando-a sozinha em seu apartamento.

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Ninfa

Parte Final


Particularmente não ando muito.

Paro num banco e me sento, e pela primeira vez estou tão envolvido em minha própria vida que esqueço de pensar em Obito.

O ar da noite crispa em meus cabelos, me enviando um arrepio na espinha, mas não vou voltar. Eu simplesmente não sou forte o bastante. Em vez disso, coloco a cabeça em meus braços e tento pensar em que tipo de Deus cretino armou esta reviravolta do destino e a atirou em mim.

Talvez tenha entrado em coma ou hipotermia, ou apenas hibernei, mas de alguma forma consegui dormir, e quando acordo, estou deitado e bem ao meu lado encontro Kurenai inclinando-se sobre mim, checando meu pulso.

— Pensei que estava morto. – diz ela, dando-me um daqueles olhares preocupados; um daqueles que as pessoas continuam me enviando estes últimos dias. — Você já leu "A garota e o palito de fósforo"?

É de manhã, e a luz do dia já estava lá por várias horas. — Que horas são?

— Oito. O que aconteceu? Ficou bêbado na noite passada? – ela me cheira, ainda mais desconfiada, mas não será capaz de detectar cheiro de álcool em mim.

— Na noite passada... – ecoo e suspiro. Lembro-me de Sakura e sua mão tirando um dos mais doces orgasmos de minha vida, e me lembro de como sua pele macia era tão perfeita sob minhas mãos ásperas e como ela engasgou, e apertou-se contra mim, enquanto tocava-lhe entre as pernas.

E também me lembro de dar-lhe dinheiro e alertá-la para ir embora antes do meio dia. Eu poderia ir para casa e ver se ela tomou o aviso como ultimato, mas provavelmente não será seguro voltar antes da tarde da noite.

Sob a impressão de que possa ter trabalho esperando por mim na sede Jounin, me permito ir à biblioteca. E é só depois de topar em cinco pessoas diferentes que me dou conta que meu humor é pior nessa semana. Ter dormido naquele estado, bem, não me parece bom, o que sempre provoca olhares mais preocupados e perguntas do tipo "você está bem?" mais que o normal, e quando você não está bem, esta é provavelmente a pergunta mais irritante de ser feita.

Dirijo-me ao andar de cima, cerco-me de livros e pergaminhos, uma soneca entre a leitura parece uma boa ideia. Acho que preciso recuperar o atraso de todas as horas de sono perdidas que Sakura me deu, porque ainda estou cansado e será assim pelo resto da manhã, e ainda mal-humorado como o inferno. Mas isso é compreensível, certo? Sou um homem de trinta e poucos anos que perdeu uma oportunidade de fazer sexo. Isso é deprimente para os padrões de qualquer homem, mas também ser vítima de uma campanha elaborada e lançada pela minha própria aluna é algo duplamente deprimente.

Por volta do meio-dia, sou tirado de meu devaneio por uma risada feminina que sei muito bem a quem pertence. Estou escondido atrás de pilhas e pilhas de pergaminhos, mas estou convencido de que ela sabe que estou aqui.

Não. Isso é ser muito paranoico. Sakura não pode me ver aqui, além disso, ela é uma pessoa muito estudiosa, livresca. Sei que quando ela não está no hospital ou na sede jounin, é quase que muito provável de estar aqui.

Talvez, inconscientemente, é por isso que eu vim aqui?

Vou para a varanda e fito o chão. Imediatamente meu olhar é atraído para a figura brilhante de cabelos rosados em pé junto à mesa principal, o quadril inclinando, o corpo levemente curvado contra a mesa. Ela está de costas para mim e seus braços enrolados em torno de um maço de papéis contra o peito e ela está falando com o bibliotecário.

Ela deve conhecê-lo muito bem, uma vez que vem aqui todos os dias. Eles estão, obviamente, em termos amigáveis, porque ele está sorrindo para ela e ela está dobrando o corpo em direção a ele, e dessa maneira, a paquera é inata a ela. E quando ela ri de novo, o som vai até minha coluna como uma faca contra uma corda de violão. Ela deve saber que estou aqui. Ela está flertando deliberadamente para me fazer ciúmes. E está funcionando, porque quando olho para meu próprio punho, ele está apertando o corrimão com tanta força que meus dedos haviam ficado brancos um após o outro.

Sakura conclui sua conversa, pega seu material de leitura e folhas, e parte balançando os quadris. Ao benefício de quem? Do bibliotecário? Meu? Será que ela sempre andou assim e eu simplesmente nunca percebi? Ela é feminina, depois de tudo, e as fêmeas são oneradas com quadris mais largos e pernas mais suaves, então não posso culpá-la por fazer parte desse gênero. Mas tudo parece tão calculado para seduzir.

Mas se ela está aqui, sei que ela certamente não está ocupada fazendo o que deve fazer – que é estar em busca de seu próprio lugar para ficar. Eu meio que esperava, quando voltei para casa, simplesmente encontrar as coisas de Sakura ainda no lugar e, provavelmente, a menina sentada no sofá, assistindo um show de pura pornografia na TV. Ela provavelmente teria encontrado meu esconderijo de fitas hardcore sob os cartões de aniversário, em algum momento durante suas faxinas.

Eu não saio da biblioteca até terminar o livro que estou lendo, e meu estômago começa a doer de fome. Paro em meu stand favorito para pedir um pouco de arroz e peixe para levar para casa, porque nunca peguei o jeito de comer em público.


A primeira coisa que me acerta no momento em que entro em minha própria casa é como todo o ambiente cheira a Sakura. Olho em volta, mas não consigo encontrá-la, e, certamente, suas coisas não estão mais aqui. Até mesmo sua escova de dente não está mais no banheiro. É possível que, no espaço de três horas, ela conseguiu encontrar um apartamento e se mudou? Ou, e isso é infinitamente o mais provável, é que ela acabou de se mudar para a casa de outra pessoa?

Provavelmente algum outro homem mais susceptível e aberto a seus encantos do que eu. Aposto no bibliotecário.

Sento-me na cozinha e como minha refeição rápida já quase fria, e mesmo que nunca tenha encontrado qualquer problema na culinária desse chef antes, não posso evitar, mas sinto que não chega aos pés em comparação com alguns dos pratos cuidadosamente preparados que Sakura tem feito para mim.

Ainda mais irritado por ter admitido isso para mim mesmo, largo os hashis e trago o rosto nas mãos, na esperança de livrar-me de todos e quaisquer pensamentos de Sakura. Eu quero fazer algo estúpido. Algo que vá me distrair de meus pensamentos obscuros e me levar para um lugar mais feliz.


Não tenho muitas escolhas.

É álcool, drogas ou televisão. Desde que a TV está mais perto, sento no sofá e me contento com a menor intenção de me mover pelo resto do dia. O cobertor de Sakura está dobrado no chão, bem na minha frente, e passo a mesma quantidade de tempo olhando para ele quanto para a TV.

Mesmo quando minha porta começa a tremer sob o martelar de um punho persistente, não me levanto. Naruto chama através da porta, dizendo que há uma missão, e que ele sabe que estou aqui, porque pode me ouvir claramente sendo o preguiçoso que sou. Eu o ignoro até que ele finalmente decide desistir e ir embora. Não estou no clima para missões. E certamente não estou com humor para ficar perto de Sakura, vendo-a rir e brincar com Sai e fazer reaparecer aquela faca metafórica e lacerar minha coluna novamente. Vou acabar com isso eventualmente. Eu vou ter que. Mas não agora.

Há uma série de entorpecentes cerebrais na TV que vão me ajudar a chegar até o jantar. E depois outra sequência que vai me levar pelo resto da noite. Me pego assistindo um filme impressionista que não faz absolutamente nenhum sentido. Mas vejo de qualquer maneira, porque ainda, de alguma forma, consegue fazer mais sentido do que a minha própria vida.


Passo a noite no sofá. Não sei por quê. Talvez porque não me incomodo em levantar, ou talvez por causa do que aconteceu aqui, ontem à noite. Ou talvez porque este sofá cheira a Sakura. Enterro meu nariz na almofada que ela usou como um travesseiro e posso sentir o cheiro de seu shampoo.

E sim, sonho com ela. Como não poderia? Sonho com ela me acordando com beijos suaves, insistentes, inclinando-se contra mim, prensando-me contra o sofá. Suas mãos arrancando minhas calças, mas elas simplesmente não saem, e estou tão frustrado que provavelmente vou acabar me sujando de qualquer maneira. Quando, finalmente, saem, ela apenas continua a me beijar e esfregar-se contra mim como fez na outra noite. Eu não quero nada mais do que apenas estar dentro dela, mas quando finalmente reúno forças para trocar de posição, subjugá-la, e ficar em cima dela...

Não sou eu. É outra pessoa. No caminho dos sonhos, fiz a transição perfeita para espectador, e eu sou forçado a assistir como qualquer outro homem mantém o objeto da minha obsessão em baixo de si, e a penetra de novo, fazendo-a produzir sons apaixonados, eróticos, gemidos.

Acordei, completamente excitado e suando, surpreso de não ter estragado minha cueca. Preciso de vários minutos no chuveiro frio para afastar os desejos remanescentes do sonho, e, mesmo assim, sei que não o matei completamente. Em algum momento serei lembrado de que meu corpo traiçoeiro quer foder minha aluna.


Na sede Jounin, encontro minha equipe, que mostra diferentes níveis de exasperação e preocupação com minha aparência. Sai é tão indiferente como sempre, Sakura apenas franze a testa, e Naruto exige saber onde eu estive nos últimos dois dias.

— É preciso muito esforço para se chegar aos melhores bordéis. – respondo efusivamente, pegando o pergaminho da missão que me é oferecido. Abro-o, mas é só para ver um mar de palavras que meu cérebro não pode sequer decodificar. — Onde é isso?

— No País da Onda. – Sakura responde com exatidão, como o faria em qualquer outro dia. Sua tendência a me provocar não se alterou muito.

— Você não poderia ter conseguido nada mais perto? – pergunto a Naruto mais severamente do que pretendo. Ele apenas dá de ombros, mas olha para mim de forma estranha. Assim como os outros dois. E quando Sai percebe que você está em um humor estranho, é quando você sabe que deve se controlar um pouco.

— Deixa pra lá. – digo. — Vamos discutir os detalhes durante o almoço.

O que significa que estamos indo para o refeitório. Não há mais sorrisos secretos de Sakura enquanto caminha ao lado de Naruto. Sua expressão parece um pouco vaga, sempre que nossos olhos têm a oportunidade de se encontrar, o que não são muitas. Por mais que não consiga parar de olhar para ela, ela parece não ter interesse similar em mim.

É como um chute no estômago. Não tenho certeza se eu estou feliz com a perspectiva de que Sakura já perdeu o interesse.

O refeitório está lotado e barulhento, o que prefiro quando estou tentando me distrair de uma das pessoas ao meu redor. A comida aqui é ruim, mas é de graça, e pelo menos o café é decente, então quando conseguimos garantir uma mesa, Sakura liga o modo garçonete. — Alguém quer café?

— Não. – diz Sai.

— Suco. – diz Naruto.

Eu não digo nada, mas Sakura não tem a intenção de ter a decência de me ignorar. — Kakashi-sensei? – pergunta educadamente com um sorriso doce, açucarado para que eu e todos saibamos que estou sendo o irracional.

— Só café. – digo de má vontade. Ela foge com um balançar rápido de quadris.

Naruto sussurra para mim. — Você está muito mal-humorado.

— Isso é relevante para a missão?

— Acho que não, mas...

— Então cale a boca.

— Não há nenhuma maneira dele ter transado nos últimos dois dias. – Sai diz, olhando para mim.

— Sua vasta compreensão da emoção humana e comportamento atacam novamente. – digo banalmente, e espalho os pergaminhos da missão sobre a mesa. — Agora, me ponham por dentro dos detalhes.

Os dois o fazem exatamente como dito e me vejo pensando, absorvendo tudo lentamente, ainda observando, de muito mau humor, o pergaminho. Pego menções a tentativas de assassinato, algo sobre uma explosão e algumas famílias que desejam capturar infratores, mas acho que a minha atenção gradualmente deriva para o balcão do outro lado do refeitório, onde Sakura está à máquina de café.

—... Isso estaria bom? – Naruto pergunta, quebrando meus pensamentos.

— Ótimo. – eu não tenho nenhuma ideia do que ele disse ou com o que estou concordando. Meus olhos assassinos estão de volta em Sakura, que ainda está de pé em frente à máquina de café, mas agora está conversando com alguém. Um alguém alto do sexo masculino, que está mandando um clássico "Eu estou afim de você", sorrindo de um jeito que provavelmente julga ser atraente. E a linguagem corporal de Sakura o encoraja, como sempre o faz. Como é em todos os lugares que Sakura vai, atraí homens como um cão pega carrapatos. Ela não tem vergonha.

— Por que o café esta demorando tanto? – exijo irritado, esticando o pescoço para ver em torno de um grupo de pessoas que acabaram de chegar, e vagavam entre nossa mesa e Sakura, obscurecendo minha visão dela e de seu novo namorado.

— Não tem problema. – Naruto diz. — Você nem bebe café...

A partir daí, já estou de pé e fazendo caminho através das pessoas. Ouço uma risadinha feminina – de Sakura. A faca esta raspando contra minhas costas. Antes que eu realmente compreenda o que estou fazendo, ponho-me imediatamente entre os dois pombinhos conversando e pego uma xícara para começar a fazer meu próprio café. O silêncio de surpresa de Sakura, e de seu brinquedinho, por terem sido tão rudemente interrompidos, não é nada além da satisfação audível para os meus ouvidos.

— Você se importa? – o rapaz perguntou, em um tom incrédulo de que alguém pudesse ser tão desagradável. Mas, realmente, ele não viu nada ainda.

— Não. – praticamente cuspo de volta, apertando o botão para escolher o mais quente dos cafés, e o mais negro disponível. E me viro para olhar para Sakura que está de pé ao meu lado, com um copo de suco para Naruto. — Nós, na verdade, temos uma missão para discutir, por isso, será que você poderia, talvez, encontrar dentro de si mesma força o suficiente para parar de flertar com cada pedaço de carne que cruza seu caminho por alguns minutos, e vir realmente trabalhar, eu apreciaria muito...

— Você não tem que falar assim com ela, nós estávamos apenas conversando. – o rapaz interrompe, pondo a mão no meu braço da maneira como as pessoas fazem quando sentem que a outra está fora da linha, ou agindo possivelmente psicótico e perigoso.

Afasto a mão de mim e levanto um dedo para ele, meu temperamento está começando a tomar o melhor de mim. — Sério, não me toque. – adverti. Eu honestamente não posso ser responsabilizado por minhas ações se este rapaz em especial me irritar ainda mais.

Mas curiosamente, é o rapaz que perde a paciência mais rápido. É incrível como as pessoas tornam-se irritadas quando você os empurra, insulta sua namorada e, em seguida, põe o dedo em sua cara. — E você não aponte o dedo pra mim. – rosna, dando a meu ombro um empurrão.

Minha visão não se torna vermelha, mas certamente áreas no meu cérebro, as responsáveis pela maior parte do raciocínio, de repente, desligam-se e me pego agarrando a camisa do rapaz em minha frente. — Se importa em fazer isso de novo? – rosno, e sei que ele vai me bater. Eu não posso esperar, porque então terei uma boa desculpa para arrancar os dentes de seu rosto bonito. Vamos ver se Sakura ainda vai querer flertar com ele depois disso.

Mas ela, de repente, está ao nosso lado e colocando a mão sobre meu pulso. — Não há necessidade de ficar tão nervoso. – nos diz. — Vamos deixar isso pra lá.

Fito o rapaz olhando para ela, como se ela fosse uma espécie de anjo brilhante de paz e boa vontade. Ele vai fazer de tudo para agradá-la, porque ela está lhe enviando seu sorriso mais encantador. Que tolo. Ela não se importa tanto com ele quanto comigo.

— Não se atreva a olhar pra ela assim. – rosno e meus dedos apertam o enlacre em sua camisa. Sem parar para pensar, jogo-o de lado e ele bate com a cabeça na máquina de café, atordoado. Estou apenas vagamente consciente de que metade do refeitório está olhando em silêncio. Estou mais consciente de Sakura. Ela está olhando para mim com os olhos arregalados e os lábios suavemente se separaram como se eu a tivesse chocado. Ela não está acostumada a isso. Bom.

— O que há de errado com você? – ela pergunta, com uma voz pequena, incerta.

Ela está tão dolorosamente bela.

— Você. – é tudo o que posso dizer antes do menino se endireitar, e com um grunhido de raiva, vir em minha direção. Sakura ainda está muito perto, e o empurrão que levo acaba empurrando meu cotovelo contra o braço dela. Ouço o suco derramar-se antes de me virar e ver que bebida de Naruto está praticamente encharcando o colete dela e suas sandálias.

Eu teria me virado e disciplinado corretamente aquele rapaz se Tenzou, de repente, não tivesse aparecido e se posto entre nós, para pegar seu próprio café. — Está se sentindo bem, Kakashi-sempai? – percebo que ele está criando um desvio para dar tempo ao rapaz fugir. Quem estivesse assistindo, perceberia que ele estragou uma luta.

— Estou bem. – resmungo. Embora talvez esteja sofrendo de uma intoxicação por testosterona.

— Parece que você dormiu na rua. – ressalta.

— Eu dormi.

— Ah. – diz. — Bem, o que quer que esteja te incomodando, não jogue a culpa em Sakura.

Isso me faz revirar os olhos.

— Você deve ir pedir desculpas a ela. – continua ele.

Eu olho em volta em busca dela, mas tudo o que posso ver são passos de suco de laranja que levam para fora do refeitório. — Você está certo. – digo sombrio e sigo as pegadas molhadas. Todos me fitam como se fosse um leproso. Passo pela mesa onde Sai e Naruto estão sentados, e este último me chama, perguntando o que diabos está acontecendo. Ignoro e sigo os passos pelo corredor, onde eles começam a desvanecer-se, mas não antes de parar na porta do banheiro feminino.

Sem pensar, entro.

Uma mulher loira, lavando as mãos em uma das pias, se vira e olha para mim espantada. — Você não tem permissão...

— Fora. – digo breve, e mantenho a porta aberta para ela.

Parece que ela quer protestar, mas iria sair de qualquer jeito. Ela atira à garota de cabelo rosa, de pé ao lado dela, um olhar desconfiado e depois parte, tentando manter o ar de dignidade, como se não tivesse acabado de ser expulsa de um banheiro público.

Deixei a porta fechar novamente. Sakura está lá, com a cabeça inclinada e uma expressão fechada. Uma toalha molhada fez uma pausa contra seu peito.

Vejo-me atraído por ela, como se não tivesse controle sobre minhas próprias pernas. Em um momento, eu estou em pé diretamente à sua frente. Estamos muito perto. Posso sentir o cheiro de seu corpo em aromas contrastantes – shampoo doce, pele macia e perfume tentador – e também o laranja da mancha em sua roupa. Seus cílios estão baixos e o queixo inclinado para cima, e sua pele parece tão jovem e suave sob as luzes artificiais acima dos espelhos, e seus lábios tão maduros e adoráveis.

— Você tem que parar com isso. – digo a ela antes que possa controlar o impulso.

Ela reclina o quadril contra a borda da pia. — Parar com o quê? – pergunta, novamente enxugando seu colete manchado.

— Os jogos que faz com os homens.

A mão dela pausa novamente. — Que jogos? – pergunta baixinho, olhando para mim com uma careta.

— Você não pode guiá-los a isso como tem feito. – digo. — Pessoas podem se machucar.

— Você está ferido. – ela diz com uma franqueza surpreendente. — Eu sinto muito.

— Não se desculpe... Apenas... Não brinque comigo.

— Eu nunca brinquei com você. – diz, fixando seus olhos verdes brilhantes em meu rosto. — Eu nunca brinquei com ninguém.

— Você está sempre brincando.

— Não, eu só gosto de ser legal com as pessoas. Algo que você nunca se preocupou em fazer.

— Você confunde ser agradável com flertar e seduzir.

Ela olha para mim. Olhar em seus olhos é como olhar para um rio e vê-lo mudar de cores e tendências. — Não. – suspiro. — Mas você faz isso.

Ela acha que é a verdade, mas ela ainda é jovem. Ela sabe como manipular os homens tão bem que faz isso sem perceber. Talvez acha que está simplesmente sendo amigável e provocativa, mas para o homem à sua frente, ela está fazendo com que ele se apaixone por ela. Balancei minha cabeça. Independentemente de como ela pode ser ignorante de seu efeito sobre os outros homens, ela não pode ser ignorante sobre o jeito como me afetou. — Não finja que você não tem jogado comigo. – digo duramente. — Não se coloca a mão nas calças de um homem apenas para ser "boa".

Seu queixo se inclina ligeiramente para baixo, quase de mau humor. — Talvez. E se você me deixasse ficar mais uma noite ou duas, eu teria ido para sua cama. Teria ido para você, nua e me deitado ao seu lado. Duvido que você teria resistido.

Ela é incrível. E vaidosa. Digo isso a ela e ela sorri um pouco como se fosse um elogio. — Kakashi-sensei. – sussurra. — Eu nunca brinquei com seus sentimentos. Esforcei-me bastante pra fazer você gostar de mim porque eu gosto de você. Isso não é algo bom pra nós dois? Por que lutar contra mim tanto assim?

— Você é minha aluna. – é a única desculpa que saí de meus lábios.

Ela deixa o indicador conectar-se a minha máscara e tão lentamente arrastando-a para baixo. O sorriso que me dá quando vê meu rosto é quente e parece gigante como o mundo é perante ela, me sinto jovem, estúpido e desajeitado. — Sim, eu sou, e também tirei vidas. – diz em voz baixa. — Eu salvei algumas também. Sei o que é morrer e também o que é ser salvo da beira do precipício e ser-lhe dada outra chance. Viajei por todos os países no mapa, e conheci mais pessoas de todos os lugares do que possa me lembrar. Tive muitas experiências. Eu sou igual a você em tudo o que realmente importa. Agora quero ter um amante e você é o único que quero pra isso.

Faço a pergunta que tenho me feito desde o momento em que ela apareceu na minha porta. — Mas por que eu?

Ela sorri agora e bate levemente na ponta do meu nariz. — Por que não? Você é bonito. E é inteligente. E precisa de alguém. Por que não pode ser eu?

— Eu não posso ser o seu primeiro.

— Por que não?

Porque eu tenho trinta anos, e esses anos foram cheios de sangue e violência, e repletos encontros sexuais mundanos que iriam manchá-la. Ela pode ser uma ninfomaníaca completa, mas tudo o que faz é sincero.

Mas se eu for honesto comigo mesmo, não é realmente com seu bem-estar que me preocupo. É com o meu.

— Eu confio em você. – diz ela, inclinando-se para frente e reclinando a cabeça para que seus lábios apenas pairem sobre meu queixo. — Você confia em mim?

— Não. – eu digo com uma retumbante falta de hesitação.

Ela faz uma pausa, hesitante, e pela primeira vez posso ver tristeza em seus olhos.

Fico feliz em vê-la. Sua confiança é tão inabalável que às vezes é difícil acreditar que ela percebe outras pessoas e seus sentimentos. Mas agora vejo que ela conhece meu coração perfeitamente.

— Eu sinto muito. – diz novamente. — Eu nunca quis te magoar, mas não estava brincando com você também. Favor, confie em mim. Eu poderia ser muito boa pra você, se me deixar.


Ela pode estar certa.

Como também pode estar muito, muito errada.

Mas penso na noite passada em meu apartamento, sozinho, como eu me senti com sua ausência, como isso virá mais intensamente se eu a repelir de novo e como vou estar me resignando a muitas noites de solidão. Ela me faz subir pela parede, me invade os sentidos e o meu espaço pessoal. E ela me faz a desejar por isso.

Minha mão traiçoeira ergue-se para tocar seu rosto e ela fecha os olhos para se apoiar contra mim, como seu meu toque fosse de mais pura bonança. Ela me lembra um gato. Encantador, inteligente, incessantemente amoroso e afetuoso, mas ainda assim instável o suficiente para desviar, se não receber a atenção que quer. Deve ser por isso que sempre fui mais uma pessoa que gosta de cães. Mas se você der ao gato o que quer, ele estará com você por toda sua vida...

— Onde você está ficando? – pergunto, traçando meu polegar em toda a borda de seu lábio inferior.

Seus olhos verdes líquidos abrem-se, mas meio que escondidos pelos longos cílios. — Na casa dos meus pais.

Na minha cabeça, imaginei que ela estaria com uma infinidade de outros homens. Na minha cabeça, imaginei-a na porta de qualquer outro conhecido, pagando essa mesma história triste que contou a mim para vir morar comigo. Fiquei imaginando-a, e seu encanto, para com ele, seu charme, suas covinhas e culinária, e aquilo estava me matando. Eu só percebi quando a verdade vem à tona e isso tira um peso enorme de meus ombros. Eu nunca percebi que o que precisava estava lá, e de repente me sinto leve e feliz.

E raramente me sinto feliz.

— Você pode voltar hoje. – digo a ela.

Sorriso radiante pinta-lhe os lábios. Bênção para uma raposa. Eu sei com toda a certeza, que ela vai estar na minha cama hoje à noite e vamos acabar de fazer amor. Eu sei que isso é tão certo como sei que o sol nascerá amanhã, é inevitável.

E já posso sentir seu corpo úmido e nu em volta de mim e isso será tão bom quanto o gosto de seus doces lábios nos meus. A sensação será perfeita quando eu penetrar seu corpo suave, embora eu vá ter de ser gentil com ela, porque certamente nunca estive com uma virgem antes. De certa forma, será uma experiência nova para nós dois, mas vai ser requintado. Eu posso dizer pela corrente de energia que passa entre nós, mesmo agora, quando apenas meus dedos pairam em sua pele. Hoje à noite nós dois vamos nos consumir completamente e eu vou estocá-la, deixando que cada gota de raiva, solidão, frustração e obsessão esvanecem no ato. Nossos gritos vão se misturar enquanto a pressiono contra mim, meus dedos cavando em sua carne tão firmemente que haverá hematomas por todo o seu amanhã seguinte, e eu vou tremer, e me afundar, e pulsar em seu interior até que não haja mais nada além de nós e o silêncio e nossos corpos tremendo.

Eu poderia tê-la agora, neste banheiro, e ela provavelmente iria tê-lo de bom grado. Estou dolorosamente pronto e as roupas nunca estiveram tão apertadas como agora e, afinal de contas, roupas nunca foram um obstáculo para homens com tesão. Mas pelo menos um de nós tem de manter sua inexperiência em mente, e não importa o quão desesperado eu esteja para tê-la em meus braços, não poderia fazê-lo em um lugar como este.

Além disso, sei perfeitamente que há provavelmente uma centena de pessoas no corredor com os ouvidos pressionado contra a porta.

Digo isto a Sakura, mas ela não parece se importar. Na verdade, parece achar divertido e anima-se com a perspectiva de um escândalo. Ela quer que sua sexualidade seja reconhecida, venha o que vier, e talvez queira seu poder sobre mim reconhecido também?

Antes de partirmos, nos beijamos. O beijo pequeno e curto, mas realmente é o nosso primeiro. Nossos lábios podem ter se encontrado algumas vezes, duas noites atrás, em um frenesi, mas este é o primeiro beijo em que é apenas isso, um beijo. Isso me tranquiliza, pensar que algo puro e simples pode vir disso. É uma promessa de muito mais.

Eu a abraço por um momento, e então ela está escorregando e se afastando de mim, me dando aquele sorriso secreto que é só meu. E sempre será.


. . .


Mas eu não estava errado.

As notícias correm rápido, e sei exatamente que o que fiz é como isso parece. Eu perdi o controle com um menino, com a metade da minha idade, por conversar com a minha aluna, depois de eu praticamente tê-la declarado publicamente uma prostituta. Há apenas algumas razões pelas quais um homem normalmente estimado faria isso. A primeira seria a de que ele está tendo um colapso nervoso. A segunda seria a de que ele está obcecado com sua aluna e sendo levado ao desespero. Para mim, naquele momento, era um pouco de ambas, talvez, e isso realmente não é de se admirar de estar na boca do povo. Ela é, afinal, a aprendiz da Hokage e eu sou o melhor jounin.

Então não fiquei surpreso pelos conceitos que recebi, e estranhamente, nem fiquei surpreso que você tenha posto o foco de suas preocupações sobre mim e não sobre Sakura. Como qualquer outra pessoa que conhece intimamente Sakura, você está perfeitamente consciente de sua capacidade inata de capturar os corações dos homens, mesmo sem perceber. Eu posso ver pelo brilho de preocupação em seus olhos enquanto conto a minha história que você pensa que sou apenas mais um tolo. Você acha que Sakura é muito nova neste jogo para entender as regras e ser confiável com um relacionamento de verdade, mas você está errado.

Sakura nunca vai mudar. Ela será, aos vinte e seis, a mesma que é aos dezesseis, e aos trinta e seis, e depois aos quarenta e seis. Ela sempre irá colocar seus pés frios debaixo dos meus pés enquanto assiste TV, e sempre vai tentar ser o que acha que eu quero que ela seja, e eu vou ter uma cozinheira e uma dona de casa, volta e meia.

Ela sempre vai usar seu charme nas outras pessoas e sempre irá atrair outros homens. Mas, apesar de Sakura ser uma ninfa, e uma desviante, ela é, e sempre foi, fiel. Então...

Você não precisa se preocupar comigo.

.

Fim

.


N/T:

Curtiram mais uma kakasaku da titia Silvershine?

*ai ai, essa mulher faz a gente suspirar, neh?*

.

Bom, mocas, arigatou por ter acompanhado/comentado/favoritado/..."ado"

Deixo um bjo especial pra Pimentinha - minha linda bonita gatona, arigatou por betar isso aqui, flor :D

E outro grandao pra Yok e pra Naomi :)

Ate a proxima, pessoas!

E

Yeah.

The bad b!tch is back.