Disclamer: Os personagens de Saint Seiya pertencem a Masami Kurumada e a ele todos os direitos são reservados. Mas os sobrenomes (e nome, no caso de Máscara da Morte) dados aos cavaleiros neste fanfic são de minha autoria, portanto podem ficar a vontade para utilizá-los, desde que eu seja previamente comunicada e inserida no disclaimer! ^^'
THE GOLD SAINTS
Capítulo IV - O Batera
As frestas da veneziana vazavam raios do sol em seu rosto adormecido e enfatizavam o castanho dourado das mechas onduladas de seu cabelo. O corpo moreno se estendia de bruços no sofá vestido apenas com uma cueca boxer preta, o braço pendendo para fora do móvel ainda segurando uma garrafa de cerveja. Uma sucessão de barulhos infernais começa a tomar conta do local, como se cada pequeno ruído fosse aumentando de proporção aos poucos. A TV em algum canal fora do ar chiava alto. Ao longe, no quarto, um alarme irritante soltava sucessivos bipes estridentes e tombava no chão com a vibração do próprio som. Marteladas de uma construção próxima se misturavam as sirenes de ré de um guindaste. E no meio de tudo isso, um celular abafado começa a tocar a música tema de Psicose.
Aioria larga de vez a garrafa vazia e tenta se virar um pouco para descobrir de onde vinha aquela sucessão de sons. Com o movimento, acaba perdendo o equilíbrio e tomba no chão da sala, obrigando-o a se levantar bruscamente enquanto rosnava uma longa série de palavrões. Já de pé, passa as mãos sobre o rosto tirando a longa franja dos olhos e suas costas exibem a tatuagem de uma grande cabeça cadavérica de leão, composta por uma juba exuberante feita de chamas onduladas e estilizadas em preto e vermelho que consumiam a carcaça.
Olhou para os lados em meio a bagunça de roupas largadas pelo chão tentando procurar o próprio celular, que continuava a tocar aquela música de terror. Abaixou-se erguendo as peças de roupa abandonadas sobre o tapete, até finalmente encontrar o telefone. Observa-o com mais atenção, fazendo uma careta ao descobrir que era o telefone sem fio já sem bateria e largou-o no sofá. Rodeou por todo o local, sem encontrar nada. Aproveitou que chegara até o quarto para arrancar o despertador da tomada, dando um breve alívio para sua dor de cabeça. Coçou a nuca avaliando a gravidade da ressaca e seguiu tropeçando pelos móveis, até finalmente encontrar o celular embaixo da almofada do sofá em que estava deitado anteriormente.
Mal atendeu o telefone e precisou afastá-lo da orelha, protegendo-se dos berros do chefe enquanto seguia de volta para o quarto a procura de uma troca de roupa que estivesse limpa.
- Aioria, seu filho da puta! Onde é que você tá, seu moleque irresponsável?! Você sabe que o viado da comida chinesa já anda tomando nossos clientes e você ainda me dá uma dessa, cacete?!
- Pô, tá um trânsito do caralho! Tem uma porra de uma obra aqui que fechou geral, não dá nem pra vazar pelo meio!
- Se não chegar em cinco minutos a única obra que você vai ver, vai ser pra tirar uma bota da sua bunda!
Sem dar tempo de resposta, a ligação foi encerrada e Aioria piscou algumas vezes, olhando para o aparelho enquanto assimilava o significado da última frase. Num estalo repentino, largou o telefone na cama para vestir a primeira camiseta limpa que encontra: uma de mangas cortadas, um preto já desbotado pelo uso mas que ainda estampava nitidamente um desenho da bateria de trezentos e sessenta graus de Neil Peart. Encontrou em outra gaveta aberta da cômoda uma calça jeans clara e surrada, que também vestiu as pressas e começou a missão impossível pela procura de sapatos.
Conseguiu enxergar o pé direito de um tênis de escalada encostado no batente da porta e dentro dele, milagrosamente havia um par de meias completo e ainda usável. Sentou-se na cama para calçá-los ainda sem saber onde estava o outro pé do calçado. Agachou-se procurando por ele debaixo da cama, o local mais cheio de tranqueiras de todo o quarto: eram caixas, gibis, revistas Playboy, meias, uma tampa de uma caixa de War Império Romano sem o restante do jogo, o capacete da moto, as luvas... Tudo foi sendo jogado sobre a cama, até que o tênis finalmente apareceu.
Percorreu os olhos pelo quarto mais uma vez enquanto colocava as luvas de meio dedo de couro preto. Tentava agora localizar sua jaqueta de motoqueiro e levantou-se dando uma volta em torno de si enquanto guardava o celular o bolso da calça.
- Puta que pariu! Cadê essa merda?!
Finalmente conseguiu ver o pedaço de uma manga de couro preta com uma larga faixa vermelha saindo de baixo das coisas que jogara sobre a cama. Na pressa que estava, simplesmente puxou-a, já saindo do quarto atrás da carteira e chaves sem se importar de derrubar toda aquela bagunça de volta no chão. O problema foi que no terceiro passo que deu, tropeçou em uma caixa de madeira que se abriu, espalhando pertences que ele não podia ignorar como os demais.
Algumas páginas de jornal recortadas são as primeiras a arrancar dele palavrões em grego, como há muito não fazia. Aioria se abaixa tentando juntar todos os recortes dos feitos e heroísmos do irmão em tantos incêndios da cidade. As várias medalhas de honra também são recolhidas enquanto ele engole seco o choro que ensaiava em sua garganta sempre que lembrava de Aioros.
Com a coordenação motora já meio atrapalhada pela emoção que o incomodava, foi juntando todos aqueles objetos e papéis, recolocando-os na caixa. E por mais que tentasse não prestar atenção, a foto daquela menininha tinha sempre o mesmo efeito paralisador.
"Bombeiro morre entre escombros após salvar criança"
"A profissão mais respeitada e admirada pelos cidadãos brasileiros é também a mais perigosa e altruísta. A cidade de São Paulo sofre hoje pela grande perda de Aioros, jovem integrante do corpo de bombeiros responsável por salvar uma menina de dois anos de idade, vítima do incêndio na favela de Paraisópolis no dia de ontem. O bombeiro procurava pela mãe da criança em meio aos escombros, quando um desmoronamento o atingiu fatalmente..."
Aioria guarda a página antes que a rasgasse de raiva, revelando que abaixo dela havia uma já desbotada bandana vermelha e branca, dobrada no formato de uma faixa. Fica segurando ela na mão por alguns segundos, para enfim amarrá-la na cabeça e ajeitá-la sobre a testa por baixo da franja. Fechou a caixa de madeira as pressas e com o capacete branco de detalhes em vermelho e preto debaixo do braço, correu para a cozinha para pegar as chaves e carteira jogadas sobre a mesa.
Trancou tudo, esquecendo de apagar as luzes como sempre. Vestiu o capacete estilo off road e saiu pelo portão arrastando sua Motard 125 prata ao lado do corpo, para fechar o portão. Salta rapidamente sobre ela e segue pelas ruas, fugindo dos berros de uma senhora que vinha pelo corredor dos fundos, lhe cobrando o dinheiro do aluguel.
..:: "Aioros estava sentado com os pés sobre o sofá usando sua famosa bandana vermelha amarrada na testa e jeans surrados, enquanto assistia a um show de rock. Seu irmão Aioria, com dez anos, pulava freneticamente pela sala, tendo aprendido a gostar da música que o irmão apreciava.
- Esse é o maior baterista do mundo que eu te falei, tá vendo? Neil Peart.
- Noooossaaa... A bateria dá a volta nele, como é que ele sai?!
Aioros solta uma risada, desprendendo-se da TV por um instante para ver os olhos arregalados do irmão presos ao famoso solo de oito minutos que o baterista do Rush fazia. Era difícil vê-lo parado como estava e achou a cena engraçada.
- Ela foi projetava especialmente pra ele.
- Será que um dia eu posso ter uma?
O mais velho se levanta e passa as juntas dos dedos sobre a cabeça do menino, que se encolhe numa careta.
- Ai!
- Tô saindo mais cedo pra ir atrás daquelas cartas que me pediu. Mas não esquece de fazer o dever e vê se não vai dormir muito tarde! Depois você não consegue acordar pra ir pra escola e fica aí dizendo que tá doente.
- Com a mamãe funcionava, você que é o maior chato.
- A mamãe te mimava demais, depois que nosso pai foi embora e ela ficou doente. – desligou a TV. – Anda, vai tomar seu banho, que os urubus já estão cercando a casa.
- Chato!
O garoto sai batendo os pés pelo corredor e Aioros sente o coração apertar, tinha saudades da mãe - a única que sabia controlar as revoltas do mais novo. Detestava deixar ele sozinho a noite, mas a vizinha não ia poder ficar, embora prometesse que passaria no meio da noite quando chegasse em casa, para dar uma olhada.
- Ai de você se bater essa porta, moleque!
Um estrondo se ouve, confirmando as previsões do mais velho sobre o que garoto faria. Ele suspira e pega sua mala e chaves, sabendo que o irmão não se despediria depois daquele acesso de raiva. Saiu pela porta ainda um pouco chateado. Não achava-se capaz o bastante para suprir as necessidades emocionais que o menino tinha desde a morte da mãe e nem sempre sabia como agir." ::..
Aioria desvia bruscamente de um caminhão no próximo cruzamento, fruto da desatenção momentânea causada por suas lembranças. Talvez se na época soubesse que aquela era a última vez que veria o irmão vivo, teria ao menos saído do quarto e lhe oferecido um abraço de despedida. Dito a verdade sobre como o admirava em tudo. Isto talvez aliviasse um pouco da dor e culpa que agora carregava dentro de si. Mas ele era então só um menino problemático que perdera a mãe há menos de um ano e ainda não sabia como demonstrar seu afeto de outra maneira que não fosse imitando o mais velho em tudo.
Com os anos, querendo carregar algo que honrasse a coragem que jamais teria, mandou tatuar um leão em chamas em suas costas, para que o irmão estivesse sempre consigo como parte dele, ainda que não pudesse ou se quer quisesse vê-lo.
Estacionou a moto nos fundos da Rock Pizzas com um cavalo de pau e seguiu para o balcão de entregas.
- Pô, cabeção finalmente! O chefe tá virado no capeta, atrás de você!
- Porque acha que eu já vim aqui direto? Passa logo as entregas aí, que hoje eu tô fudido.
O rapaz franzino de cabelos escuros entrega uma pilha de caixas de pizza, junto com as notas e uma máquina de passar cartão, que Aioria já vai colocando apressadamente no baú da moto.
- Ele já tava puto que logo num sábado você pede pra trocar seu horário pro almoço, e você ainda...
- Foda-se. Eu tenho um show no Santuário hoje, ele que se dane. Você vai?
- Acho que vou dobrar hoje, nem vai rolar.
- Unha de fome do cacete. Avisa o Pimenta que eu já fui, que é melhor eu nem ver a cara do cão.
- Falou. Entrega o desse cara aqui primeiro, que pediu já faz uma cota e ele volta e meia se aproveita de horário pra comer de graça.
- Ninguém dá calote no meu turno, seu mané.
Aioria monta de volta na 125, que demora um pouco a arrancar, enquanto o companheiro de trabalho ri meneando a cabeça. Podia imaginar perfeitamente como aquele maluco conseguia receber dos piores clientes...
Antes de virar a calçada, o motoqueiro é obrigado a desviar o caminho por causa de uma Honda vermelha. Cabelos curtos e castanhos, usando um all star vermelho, jeans claro e camista vermelha, lá estava aquele japa a sorrir para ele com ares de desafio.
- E aí Relâmpago? Quer descobrir quem termina as entregas primeiro?
- E essa gororoba do "Ching Ling" vende alguma coisa, Meteoro?
- Ouvi dizer que a massa do Pimenta tá virada numa sola, desde que tu pegou a mulher dele.
- Sai fora! Nem de olho fechado dá pra pegar aquele jaburu.
Os dois riem das provocações e partem em direção a avenida principal, até se separarem com um aceno fazendo curvas opostas. Aioria ainda ria sozinho. Apesar da rivalidade infantil que tinha, Seiya era um cara divertido. O jovem grego segue cortando caminhos e desviando do trânsito com sua habilidade natural de motoqueiro, agora já esquecido do episódio e concentrado em chegar o quanto antes sem dar muita brecha para a morte. Quando finalmente chegou ao seu destino, pousou o capacete sobre o guidão e abriu o zíper da jaqueta antes de tocar a capainha, pois já estava suando de calor.
Um rapaz ruivo e de aparência durona abre a porta e o observa com desdém com seus olhos claros, enquanto Aioria pega o pedido.
- Estou esperando há mais de cinqüenta minutos.
- Uma Red Hot Chili Peppers, uma Megadeth-Transilvânia e duas Mutantes.
- Ma eu pedi uma de pimenta, uma de alho e duas de parmesão com manjericão e ervas.
- Isso aí mesmo que eu disse.
- Se estiverem frias, pode levar de volta.
O rabugento pega as pizzas e encara Aioria por um instante, parecendo insatisfeito por elas ainda estarem quentes e não ter muito mais do que reclamar.
- Hum.
O cliente faz menção de fechar a entrada social do portão na cara do motoboy, que habilmente segura porta com uma das mãos no meio do caminho.
- São setenta e quatro reais e oitenta e cinco centavos.
- Eu não vou pagar por uma hora de espera! Já que anda por aí feito uma lesma, banca com sua incompetência e me paga essa!
O jovem tenta se fazer de ignorante e força a porta novamente, mas para seu espanto aquele motoqueiro de aparência magra continuava a segurá-la com facilidade e ainda sorria, erguendo uma das sobrancelhas como se aguardasse uma resposta. O dono da casa abre a porta novamente, com o rosto vermelho de raiva e começa a gritar.
- Ficou maluco ou quer que eu chame a polícia, seu imbecil?!
O grego dá de ombros.
- Se quiser um motivo pro B.O., tá beleza.
O encrenqueiro avança na direção de Aioria, mas toma uma invertida de braço inesperada e seu corpo é empurrado contra a porta, deixando o ruivo com o rosto colado na madeira enquanto sentia seu braço prestes a quebrar.
- Vai ser em dinheiro ou no cartão?
Ele continua a falar com o cliente, usando de uma tranqüilidade irônica na voz.
- Eu vou acabar com sua vida, seu filho da puta! – o ruivo ainda tenta vociferar com a voz abafada tentando desvencilhar-se.
Uma mulher aparece na garagem com expressão aflita e pede desculpas pelo mal comportamento do irmão, entregando a quantia de oitenta reais na direção da mão desocupada de Aioria.
- Aqui moço, pode ficar com o troco. O Tohma ainda me mata de vergonha, desculpe mesmo...
O motoqueiro coloca o dinheiro no bolso, agradecendo-a com um aceno e ignorando a gritaria do topetudo, que agora rateava com a irmã. Soltou-o com outro empurrão na direção da porta aberta e desviou de um soco no rosto. Deu alguns passos para trás, batendo continência e alargou o sorriso, piscando para a bela ruiva que ainda o encarava perplexa. Para "acabar com a vida dele", mal sabia o almofadinha que ia precisar muito mais do que um chamado de polícia ou lhe acertar um soco.
O dia prosseguiu com uma correria dos infernos, mas nenhum outro cliente resolveu dar espetáculo e em pouco tempo as entregas estavam no horário. Quando o turno acabou, precisou correr pra casa pegar as roupas do kung fu e do show que faria mais a noite, pois teria de tomar banho na academia mesmo se quisesse chegar a tempo do ensaio. Lá chegando, larga suas coisas no armário e faz uma mesura diante do mestre.
Um senhor oriental de aparência jovial, mas já com alguns fios brancos a invadir-lhe as mechas castanho-escuras que lhe caíam até os ombros o observa em silêncio com um meio sorriso, usando um traje típico chinês preto de mangas longas.
- Sifu, me passa aí só umas seqüências de braço, que eu tive um dia de cão e não posso me atrasar pro ensaio.
Lee Chung Dohko era um homem de costas largas e aparência respeitável, que não desperdiçava palavras ou ações. Observava a euforia de seu aluno mais indisciplinado ao descalçar-se e posicionar-se ao centro do tatame. Imaginava se ele seria a mesma pessoa caso o irmão, seu antigo discípulo, tivesse sobrevivido a aquele incêndio terrível.
Tinha esperança ainda de que a disciplina Shaolin* aos poucos o transformasse em uma pessoa mais responsável. Mas sabia que aquilo só seria possível se o leonino a sua frente cuidasse melhor de si mesmo, regulasse seus hábitos alimentares e diminuísse consideravelmente o consumo de álcool e sabe lá o que mais. Jamais o mais novo dos Archides chegara bêbado ou chapado nas aulas, até porque seria expulso. Mas sabia através de seu sobrinho - que trabalhava pelas festas e bares da cidade - que Aioria exagerava um pouco algumas vezes.
- Tá tudo bem, mestre Dohko?
Aioria ergueu as sobrancelhas tentando decifrar o professor, que sempre tinha aquele sorriso meio bobo nos lábios, dificultando qualquer expectador de compreender qualquer emoção ou pensamento que estivesse nutrindo. Dohko alargou o sorriso ante a confusão mental de Aioria.
- Vou te passar uma hora na base do cavalo* com alguns treinos de punho, pra aquecer.
Aioria posicionou-se para começar, arrependido pelo comentário infeliz sobre como Dohko deveria organizar sua aula. Só agora se dava conta que aquela era uma boa deixa para o velho pegar pesado no treino. Achava que estava acostumado ao Punho Shaolin*, quando Dohko iniciou uma sequência forte de técnicas de calejamento para Palma de Ferro*.
"Se minha mão ficar fudida eu mandar mal na batera, eu mato esse velho", pensou durante todo o treino. Mesmo depois de um banho quente as mãos pareciam um pouco inchadas e doloridas, mas toda a sua raiva contida tinha desaparecido e cobriu-as com suas luvas de motoqueiro.
Vestido agora com uma calça jeans mais escura e justa, coturno e outra camiseta preta com o símbolo do Rush na lateral da manga direita que estava semi-coberta por um colete claro bordado com o alvo colorido da banda The Who. A bandana do irmão é recolocada sobre a testa, enquanto ajeita a franja ainda úmida. Aioria coloca o fone de ouvido e sai caminhando ao som de "Tom Sawyer" pela avenida, pois o bar era ali perto.
De repente lembrou-se que ainda tinha uma ponta e tirou um back do bolso, acendendo-o sem se importar que ainda eram cinco da tarde e estava no meio da avenida. O vento estava fresco e gostava de sentir o ar gelado sobre o rosto enquanto ria por estar livre do tráfego já intenso.
Entrou pela porta dos fundos do Santuário, que ainda estava fechado para o público. Mas logo voltou-se para a saída novamente, ao se lembrar que ainda fumava. Deu um ultimo e longo trago, apagando a brasa com o pé. Sabia que se aquele francês mala o visse com um back, iria passar horas de um sermão gigantesco que ele não estava afim de escutar.
O bartender cabeludo e de olhos puxados vestia uma camisa chinesa azul royal de manga curta. Ainda arrumava as estantes e limpava o balcão, quando o grego lhe cumprimentou com um aperto de mão.
- Aí, China... Me passa um whisky sem gelo, que o seu tio arrancou meu coro hoje.
CONTINUA...
N.A.: Até que enfim! Até que enfim! Ufa... Essa fic estava mofando já! Peço até mil desculpas pras meninas que acompanham a fic, mas eu tive um bloqueio monstruoso até definir o universo do Aioria. Depois juntou correria, fiquei doente, enfim... Passou! Espero que gostem do nosso rebelde com causa, hehe. O Seiya e a Marin eu até queria que aparecessem... Mas o Tohma foi puro acidente de percurso! E o Dohko, bem... Só uma conseqüência de um pedido pela aparição do Shiryu por parte da Le Petit! Quem curtiu agradeça a ela! XD A propósito, não estou fazendo nenhuma apologia a drogas! Estou só apresentando o começo de um problemão que o Aioria vai ter pela frente.
Agora vamos as observações onomásticas!
Aioria: Vem do grego Aeolia/ Eolia. O Vento, pela sua velocidade. Em Odisséia, eólia é a ilha de Eolo.
Aioros: Do Grego Aeolos, Eolo. O vento também.
Archides: O sufixo ides (ιδες) sobrevive desde a Antiguidade e significa filho. O prefixo archi (αρχ) significa "chefe/ autoridade". Mas hein? Se o Aioria filho do chefe ou de autoridade? Bom, aguardem meninas!
Dohko: Em Katakama significa velho tigre.
Lee Chung: este sobrenome eu escolhi apenas para fazer referência a Lee Chung Deh, que é o introdutor do Kung Fu Shaolin do Norte em várias regiões do sul do país. Mestre Lee Chung Deh nasceu na província de Miaoni, uma pequena província ao sul de Taiwan. Chegando ao Brasil mestre Lee se instalou na cidade de São Paulo, onde conheceu o mestre Chan Kowk Wai e se tornou seu discípulo. Atualmente com mais de 38 anos de treino e já 12 anos com o grau de mestre no estilo Shaolin do Norte, mestre Lee possui alunos que vem de todas as partes do Brasil para treinar com ele. O mestre Lee ministra aulas de Kung Fu Shaolin do Norte e Sul e aulas de Tai Chi Chuan. Ele realiza também aplicações de massoterapia (Tuiná) e acupuntura, outros conhecimentos que colocarei para o Dohko, porque não importa o universo em que ele esteja, tem que ser mestre! XP
Sifu: é como os mestres de Kung Fu são chamados.
Kung Fu Shaolin: é um estilo de kung fu tradicional criado na China, inicialmente praticado por monges e depois veio a se difundir.
Base do cavalo: base utilizada paratreino de punho. O praticante nessa base flexiona os joelhos a quase noventa graus com as pernas abertas. Não hácomo se movimentar, para transferir para ospunhos toda a atenção exigida pelo exercício.É uma postura impossível de ser usada emcombate que ajuda na noção de centralização e atenção.
Punho Shaolin: utiliza técnicas extremamente fortes de socos e posturas de animais bem definidas.
Palma de ferro: é uma técnica marcial chinesa, associada ao treinamento Chi Kung. Esta técnica condiciona as mãos e o corpo de modo a permitir que o praticante libere grande quantidade de energia ao quebrar objetos rígidos, sem ferir o próprio corpo.
CURIOSIDADE
O capacete do Aioria é esse aqui:
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E a jaqueta de couro dele, é só trocar o branco e o cinza por vermelho desse modelo:
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