Capítulo 4.
Já era o final de semana e meu pai foi até o colégio saber como eu estava. Depois de me presentear com uma sexta de chocolate ele ficou lá por mais algumas horas e se foi. Fiquei novamente sozinha com as freiras, mas dessa vez sem vontade de fugir. Comi demoradamente alguns chocolates, mas o tempo parecia não passar. Só na hora do almoço sai do quarto, e depois enquanto as freiras rezavam eu subi pra tentar descansar. Abri a porta do quarto e lá estava Edward parado feito uma estatua na frente da janela.
-Edward! – eu sorri e corri até ele, pulando e agarrando seu pescoço.
-Ah Bella! – ele abraçou minha cintura, mantendo meu corpo no ar.
-Por que você demorou pra vir?
-Você não sabe como foi difícil ficar longe de você, mas não era seguro, tinha muita gente por aqui!
-Tudo bem.
-Ainda não é muito seguro, eu tenho que ir.
-Não, mas eu quero ficar mais com você.
-De noite – disse ele colocando as duas mãos no meu rosto.
-Onde?
-Você tenta escapar e vai mais o menos até a metade do caminho do lago, pode ser?
-Pode! - balancei a cabeça.
-Certo – ele beijou minha testa - Até mais tarde.
A noite demorou, mas finalmente chegou. Depois de horas do ponteiro se arrastando preguiçosamente pelo relógio. Fingi dormir por algum tempo, o suficiente para duas freiras irem ao quarto me ver, se fosse em outros tempos teria sido apenas uma, mas com os últimos acontecimentos elas estavam me dando muita atenção. Coloquei uma calça e o casaco de pele e sai devagar, a noite estava fria. Corri pela estrada com uma ansiedade exagerada e um frio no estomago. Parei no que imaginei ser a metade do caminho.
-Edward! – chamei, e ele apareceu, uma mancha branca iluminada pela lua, no meio daquela escuridão.
-Você veio! – eu o abracei.
-Claro você está aqui, a onde mais eu poderia ir? – o senti sorrir quando me apertou.
-Eu senti sua falta!
-Eu também. – disse ele, beijou minha testa, minha bochecha, a ponta do meu nariz vagarosamente, depois escorregou a boca até meus lábios, um beijo cuidadoso e delicado. Desceu a cabeça até meu pescoço e apertou ainda mais o abraço. Ele sentou no chão, apoiado em uma arvore, e me puxou me colocando em seu colo, coloquei a cabeça em seu ombro e fiquei observando seu rosto enquanto ele falava.
-Nós vamos nos ver pouco agora! – disse ele.
-Eu sei! – pus a mão em seu pescoço e beijei sua mandíbula.
-Você vai ficar bem? – ele passou a mão pelo meu cabelo.
-Acho que sim, quer dizer não muito – suspirei – não sem você!
-Não fique assim meu anjo! – ele beijou minha cabeça, enquanto eu absorvia o carinho que ele tinha dito a palavra "anjo". Edward parecia um doce sonho.
-Bem ao menos estou recebendo muita atenção, até ganhei uma sexta de chocolate do meu pai.
-E então eles não a deixaram em paz?
-Bem quase isso, mas consegui manter a história que inventamos.
-Quero te pedir para você não falar de mim pra ninguém! – ele me olhou.
-Não vou, mas minha amiga Alice... Quer dizer eu preciso conversar, com alguém sobre... – gaguejei as palavras.
-Nem com ela Bella – ele me aconchegou mais em seus braços – Até eu parecer normal,
-Tudo bem!
-Eu queria que isso fosse diferente, queria ser normal. – disse ele percebi tristeza em sua voz.
-Eu não me importo – coloquei a mão em seu rosto – O que importa é que eu sei sobre você! – sorri e ele abaixou pra me beijar. Enrolei minhas pernas ao redor de sua cintura, e agarrei seu pescoço, querendo parar o tempo e ficar ali.
-Bella calma – disse ele após terminarmos o beijo, ele me olhou em seu rosto uma expressão preocupada. – Você está chorando?
-Não, não estou! – eu disse percebendo a diferença em minha voz.
-Esta sim – disse ele passando os dedos em minhas bochechas – Oque foi?
-Nada é só... Uff eu só queria que você ficasse comigo!
-E eu estou aqui, com você. – sorrio sem humor.
-Mas eu queria que ficasse mais, queria sair logo desse lugar e poder ficar de verdade com você.
-E nós vamos ficar juntos, mas vai levar um tempo.
-É eu sei! – choraminguei enxugando as lagrimas.
-Não chora meu amor! – disse ele e depois se surpreendeu igual a mim com o que tinha acabado de dizer.
-A... Amor? – gaguejei.
-Acho que... Claro... Quer dizer... Uff, eu te amo! – ele gaguejou e outras lagrimas rolaram, mas de felicidade.
-Eu te amo! – eu disse e o beijei. Um beijo agitado que fez meu coração pular de alegria, e o estomago voar, cheio de borboletas. Ficamos um tempo em silencio, só nos olhando, e de vez em quando eu ganhava beijos estalados. Sem ter noção de tempo.
-E depois quando eu voltar pra casa, como vamos fazer pra nos vermos? – perguntei.
-Não sei, daremos um jeito – sorrio – Oque importa é que vamos ficar juntos.
Ele me beijou outra vez e me abraçou forte, fiquei sentindo sua pele. Olhei o relógio com cuidado de não parecer ansiosa.
-Você quer voltar?
-Não, não!
-Que horas são?
-Meia noite! – eu o olhei.
-Então você precisa voltar. É melhor te levar de volta.
-Não quero! - eu me agarrei a sua cintura.
-Tudo bem, não precisa voltar agora! - ele rio.
-Oque foi?
-Você – sorrio pra mim – Seu jeito!
-Meu jeito? – eu sorri.
-É você me agarrou, e eu não queria mesmo que você voltasse agora.
-E eu não vou voltar.
-Que bom, porque estou a ponto de invadir o colégio!
-Você faria isso? – meus olhos brilharam imaginando Edward me tirando de lá.
-Ah, Bella! Você sabe que eu faria qualquer coisa por você – ele suspirou – mas essa não é uma boa opção. Você precisa ter calma e esperar.
-Calma? Eu moro nesse lugar a muito tempo e quando te encontro, uma coisa boa no meio de tantas ruins, não posso te ver, não posso ficar com você! – eu disse choramingando.
-Falando assim parece que não vamos nos ver nunca mais – ele sorrio – E eu te encontrei não o contrario.
-Tudo bem, foi um modo de falar.
-Eu sei! Mas são só alguns meses e podemos inventar uma boa história e pronto vamos ficar juntos.
-É e até lá eu preciso aguentar!
-Eu vou vir te ver.
-Promete?
-Prometo – ele sorrio e em beijou rápido – Agora vou te levar de volta pro colégio.
-A não, vamos ficar mais um pouco.
-Não minha linda, está muito tarde.
Ele se levantou e me puxou, segurou em minha mão e caminhamos juntos de volta ao colégio. Cheguei e tudo estava escuro, fiquei olhando pra Edward por um tempo sentindo dor de ter de vê-lo partir.
-Vai antes que alguém nos veja! –ele me beijou rapidamente.
-Ok! – eu sorri sem humor. Encostei minha boca na dele rapidamente e fui em direção ao portão, sem pensar cedi a vontade de voltar até ele, e o abracei forte, ele retribuí-o o abraço e me beijou, um beijo com gosto de despedida.
-Tchau! – eu disse e andei até o colégio, corri até o quarto e me joguei na cama agarrando o travesseiro. Fiquei pensando em Edward até cair no sono.
Edward!
