Ninguém fazia isso com Kagome Higurashi. Apesar de eu estar aposentando dessa vida, não iria levar desaforo pra casa. Desci do balcão, ainda sentindo as pernas bambas e corri atrás daquele tal de Jakotsu. Empurrei a porta da boate com uma fúria, assustando as pessoas ao lado.

Olhei pros dois lados procurando algum sinal daqueles homens. Estreitei um pouco meus olhos e achei meus alvos no meio do estacionamento, senti meu corpo ferver de ódio. Comecei minha caminhada mortal até eles, pisando firme.

- Ow, seu babaca! – gritei olhando pro Jakotsu.

Vi quando eles pararam de caminhar e me encararam. Olhei um sorriso dançar pelos lábios de Jakotsu e de Shippou. Ele deu um passo a frente.

- Ta falando comigo? – perguntou presunçoso.

- Porque? Tem algum outro babaca por aqui? – estava irada.

- Vai saber. – respondeu sarcástico.

- Quem você pensa que eu sou? Não sou nenhuma vagabunda, seu otário. – gritava apontando o dedo na sua cara.

- Eu sei que você não é. – respondeu parecendo meio bravo.

- Você nunca faça isso. Você nunca deixe seu trabalho no meio do caminho. Seja homem e termine o que começou. – ainda estava gritando.

- Eu sou homem. – sentiu-se ofendido.

Olhei pra ele, dei uma risada na cara dele, como se estivesse duvidando dele, vi seu rosto ficando vermelho. Quando dei uma olhada pro lado, vi Shippou. Agora foi minha vez de ficar vermelha.

- Ele me atacou! – falei em minha defesa apontando pra Jakotsu.

- Não tem importância, sei dividir. – respondeu Shippou me acalmando e sorrindo.

Fiquei tentando entender aquela frase, como assim dividir? Não deu tempo de pensar muito.

- Quando eu vou ter minha vez? – resmungou Sesshoumaru atrás dele.

Olhei pra ele abismada, como assim minha vez? Eles estavam pensando que eu iria transar com todos eles? Nunca, não na minha nova vida.

- Quer saber? Vão a merda! – falei ainda assustada.

Encarei os meninos por mais um tempo, virei e comecei a caminhar de volta pro bar. Eu devia era estar correndo daquele bando de doidos.

- Não vai. Vou terminar o que comecei. – Jakotsu declarou.

Senti meu corpo ser prensado em um carro, Jakotsu apertou-se contra meu corpo, fazendo-me sentir sua ereção. Então, avidamente, distribuía beijos por toda extensão do meu pescoço enquanto eu tentava afastá-lo. A única coisa que aprendi, poderia ser útil agora. Levantei meu joelho com toda força existente e acertei seu membro. Senti o corpo dele fraquejar pro lado, não tanto como eu queria, mas foi minha chance, escapei da prisão dos seus braços.

- Você são loucos! – gritava histérica – Você são tarados psicopatas – encarei-os – gostosos – deixei escapar – não, gostosos não, você são loucos. – gritei.

Apenas vi o sorriso nos lábios dos meninos, quando falei que eles eram gostosos, merda, porque fui deixar isso escapar. Olhei pro lado e vi que Jakotsu estava voltando ao normal. Resolvi sair dali antes que fosse tarde demais.

Quando entrei na boate, senti meu corpo ainda latejar da adrenalina. Tinha que sair dessa vida, custe o que custar. Terminei meu turno e fui embora pra casa, tomei um banho e dormi feito pedra.

No dia seguinte, lembrei-me de que Kaede havia ido embora, então teria que fazer meu café da manha. Troquei e roupa e fui caçar alguma padaria. Achei uma que era bem gostosinha, entrei e peguei uma mesinha.

- Bom dia! – falou um moço.

- Bom dia! Quero um misto quente e café puro. – fiz meu pedido.

- Ok. – anotou e saiu.

Logo meu pedido chegou e eu me concentrei em comer. Como estava de costas pra porta não via quem entrava e saia.

- Não sabia que te encontraria aqui. – sentou um homem na minha frente.

Quando levantei meu olhar, apenas fechei meus olhos e contei até 10.

- O que você ta fazendo? – perguntou rindo.

- Tentando fazer você desaparecer. – ainda de olhos fechados.

- Ok. – falou Sesshoumaru rindo.

Quando abri novamente meus olhos, vi que ele estava sentando ali e havia se multiplicado.

- Merda! Vocês se multiplicaram. – reclamei – Mas vocês não vão estragar meu café. – comecei a ignorá-los.

Eles se acomodaram em minha mesa, todos eles. Parecia que eles me perseguiam. Abaixei minha cabeça e me concentrei no café, não iria ficar mal humorada no café.

- Falei pra você não ficar desfilando sozinha pela cidade. – falou Shippou me encarando, esperou pela resposta que não veio.

- Ela está nos ignorando. – ria Naraku.

- Se você quisesse tomar café, nós levaríamos na sua casa, ou te traríamos aqui. – falou Bankotsu calmo.

Continuei no meu plano brilhante, ignorando-os. Meu Deus, será que eles eram loucos? Todos os 7 dando em cima de mim ou será que eles foram contratados pelo Inuyasha, pra fazer minha vida um inferno?

- Ka, olha quanto homem te encarando. Por isso não pode ficar saindo sozinha. – Shippou insistia com o apoio de todos.

- Quem ta encarando? – perguntei ainda de cabeça baixa.

- Aquele otário ali. – mostrou outra mesa com 3 meninos.

- Bom saber. – falei tentando sair da mesa com total êxito.

- Onde você vai? – Sesshoumaru se alterou.

Não dei importância pra eles, peguei meu café e meu misto quente e caminhei até a outra mesa. Parei e encarei os meninos.

- Bom dia! Será que eu poderia sentar aqui com vocês. Aqueles homens estão me importunando. – fiz beicinho.

- Cl – cla – claro. – gaguejou um menino.

Provavelmente aqueles meninos nunca haviam visto um seio ao vivo. Passei por um e me sentei perto da janela. Quando olhei pra frente, vi que os meninos me encaravam bravos, alguns com braços cruzados, outros com uma cara de dar medo. Apenas dei um sorriso cínico e concentrei-me novamente em comer.

Vi que eles apenas me observavam tomar meu café, esperando eu acabar. Quando terminei, dei um beijo no rosto dos meninos, que ficaram excitados, e fui pagar a conta. Quando estava saindo da padaria, vi aqueles armários atrás de mim novamente.

- Vocês nunca mais vão me deixar em paz? – perguntei ainda caminhando pro meu carro.

- Não até você ser nossa. – respondeu Miroku.

Parei, encarei-os, lancei meu melhor olhar, joguei meu cabelo pra trás e entrei no carro travando todas as portas. Quando dei partida no meu carro, Bankotsu se jogou na frente dele.

- Ka, desce, vamos conversar! – pediu calmo.

Apenas acelerei mais, mostrando que passaria por cima dele. Ele me olhou espantado, mas não saiu. Ficamos mais um tempinho ali, até que resolvi passar. Acelerei com tudo, passei e vi apenas pelo retrovisor ele jogado na guia. Vi quando ele se esquivou, mas será que machucou muito?

Brequei e fiquei parada. Será que eu iria vê-lo ou não? Duvida cruel. Encostei meu carro e desci, caminhando lentamente.

- Machucou muito? – sussurrei olhando pra Jakotsu que estava socorrendo Bankotsu.

- Parece que quebrou sua perna e arranhou muito. – Jakotsu falou.

- Ai meu Deus, o que eu fiz? – perguntei entrando em desespero.

- Calma. – Shippou me consolou e eu nem percebi que suas mãos estavam em meus ombros.

- Coloca ele no carro, vou levar ele pro hospital. – falei abrindo o carro.

Quando olhei pra trás, Bankotsu andava normalmente segurando o braço, fingindo dor.

- Perna ou braço? – perguntei já desconfiada.

Bankotsu e Jakotsu deram respostas contraditórias, ai que caiu minha ficha, era armação.

- Vocês mentiram pra eu me sentir culpada? – falei entre dentes.

- Desculpa, mas pelo menos assim você conversou com a gente. – explicou Bankotsu.

- Vou avisar apenas uma vez: Fiquem longe de mim, se eu vir vocês passo em cima e dou ré pra ter certeza que matei. – avisei mortalmente.

Eles me olharam assustados e ficaram quietos. Caminhei até meu carro e fui embora pra minha casa, já tinha tido muita emoção pra um dia só.

N/A: Eu não matava nenhum deles...eu pegava e levava todos pra casa!
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Gente, mandem reviews com suas opiniões.
Volta a avisar: Essa fic contém cenas de sexo! Quem não se sentir a vontade, cuidado com os caps. que irão ler!
Beijokas amores!