Olá de novo, desculpe a demora de postar, mas ai está o quarto capítulo! Stephenie Meyer escreveu "Twilight", Gotye escreveu "Somebody I used to know", Edward Sharpe escreveu "Home", Mumford and Sons escreveram "Little Lion Man" e eu escrevi isso aqui.

O título desse capítulo foi retirado da música "Somebody I used to know" da banda Gotye.

Capítulo 4

"Like when you said you felt so happy you could die"

"Como quando você disse que estava tão feliz que poderia morrer"


31 de Dezembro, 2007/ 01 de Janeiro, 2008- Edward POV

Me sentei no para-peito da janela observando a minha amada Londres. Era o último dia do ano todos estavam fora de casa, ou em casa mesmo, mas de qualquer forma estavam festejndo. Jasper tinha preparado uma festa, bom se varios engradados en Heiniken, algumas garrafas de Veuve e Doritos pode se chamar de festa, mas tinha bastante gente amigos que trabalhavam na galeria com ele, alguns colegas meus de trabalho, amigos de escola meus e de Emmett. Morrisey gritava auto das caixas de som enquanto todos se balaçavam na sala minuscula do apartamento e em minha mente só havia uma coisa Bella. Depois do dia que nos conheçemos eu simplesmente não conseguia tira-la da minha cabeça, eu tinha que tira-la mas, parecia impossivel.

Naquela tarde de Outubro meu desafio era esquentar uma lasanha no microondas para almoçar, enquanto eu tentava tirar o troço do pacote eu ouvi a grade do jardim ranger e risadas feminas, parei o que eu estava fazendo para ouvir, risos e alguns gritos de reclamação e então silencio, me perguntei de estavam tentando invadir minha casa, desisti de comer porque a curiosidade falou mais alto e assim que abri a porta dos fundos me deparei com a cena mais linda que já tinha visto. Uma linda garota estava deitada no meio do jardim, o cabelo ruivo esaplhado na grama, os braços abertos, olhos fechados e um sorriso nos labios. Bella era a pessoa mais interessante que eu tinha conhecido em anos, passar aquele momento com ela foi o ponto alto do meu dia, mas ela foi embora tão rápido, antes escreveu o número dela em minha testa com caneta atomica e partiu correndo, acenando quando olhou para trás, fiquei na porta de casa olhando a rua feito um bobo, até que algumas crianças passaram e riram do "me liga!" escrito em minha testa.

E a partir dai, Bella não me deixou dormir, os dias que seguiram eu queria ligar, mas eu não deveria. Ela poderia ter ido embora do pais, assim seria melhor pra mim e para ela. Mas numa noite enquanto eu estava no piano e não conseguia tirar uma nota certa eu liguei.

No segundo toque Bella atendeu.

-Aqui é a Bella.

A voz soou como sinos em minha cabeça.

-Alô?

-Bella? bom Oi, aqui é o Edward. De Notting Hill lembra? você invadiu meu jardim...

Um silencio, talvez ela não lembrasse.

-Ah claro que me lembro! Você não me denunciou , obrigado de novo!

-Tudo bem, como eu deixaria alguem como você ser presa?

-Alguem como eu?

Parabéns Edward Cullen, agora você realmente conseguiu soar babaca.

-Bom sabe...mas e ai como você está? voltou para a América?

-Porque eu deveria te dar certas informações sobre minha vida? você pode ser um psicopata.

Pude ouvir alguns risinhos ao fundo. Claro que eu poderia ser um psicopata, eu a conheci a um mês e estava perguntando sobre a vida dela.

Bella riu do outro lado da linha me deixando aliviado.

-Eu estava só brincando, mas na verdade não. Eu ainda estou na Inglaterra, e vou ficar por um bom tempo.

-Por um bom tempo?

-Sim, eu estudo aqui. No The Royal School for Girls, em Surrey.

Meu Deus, Bella estudava na escola onde minha mãe trabalhava, minha mãe que nunca aceitou o fato de eu ter largado a faculdade de direito para fazer música, que morava em Londres com meu pai médico que eu via uma vez no mês. Bella não precisava saber disso não é?

-Ah claro. Espero que dê tudo certo para você por ai...o que vai fazer no ano novo?

-Bom, algumas alunas já foram mandadas para casa para passar o Natal e o Ano Novo com a familia, eu na verdade quero distancia da minha, então vamos fazer uma pequena festa aqui, para as alunas sabe.

É claro que eu sabia, minha mãe era direitora da escola a anos.

-Meu amigo Jasper, vai fazer essa festa de ano novo em Chelsea, se quiser pode apareçer, traga suas amigas, vai ser legal.

Eu não deveria ter feito isso, eu não podia ter feito isso, eu havia mentido para Bella, bom omitido, mas eu estava convidando uma colégial para uma festa de bebados em Chelsea.

-Obrigado, não posso garantir que vou. Mas obrigado, de novo. Pelo convite e por salvar a minha pele de passar 4 anos na penitenciaria feminina.

De repente ela foi interrompida por uma sirene, era o toque de recolher, eram onze horas da noite.

-Bom essa é minha deixa, e Edward...eu achei que você não ia ligar nunca. Boa Noite.

-Tenha bons sonhos Bella.

Falei, mas ela á tinha desligado.

Naquele noite, depois de ouvir as últimas palavras de Bella, eu consegui tocar Chopin, Debussy e criar uma melodia nova no Piano o que eu não fazia a anos, essa seria a canção de ninar de Bella.

Foi uma surpresa quando Bella me ligou no outro dia, me perguntano o endereço de Jasper, mas o assunto logo foi esquecido, tinha-se tanto para saber, e assim eu falava com Bella quase todos os dias, ela me mandava torpedos como "eu gostava de francês até vir para a Inglaterra, aula mais chata do mundo" ou "qual o problema de vocês ingleses com café? tudo tem que ser a base de chá!" e eu adorava, falar com ela era o ponto alto dia, Bella tinha teorias pra tudo, falamos sobre meu emprego numa produtora musical, sobre nossos gostos musicais, nós adoravamos The Smiths, ela cantarolou do outro lado da linha "to die by your side is such a heavenly way to die" e riu, começamos a trocar playlist, ela me fez amar Michael Bublé e eu a fiz escutar Nina Simone. Ela me contou da vida dela em Nova York, de como ela não se lembrava mas quem os pais eram ou quem ela mesmo era e que falar ao telefone comigo a fazia dormir melhor, eu disse a ela que desde o dia que falamos no telefone pela primeira vez ela me enchia de inspiração, eu tinha composto uma música, e escrito outras varias, fui elogiado no trabalho e tudo isso tinha sido por causa dela. Conversamos sobre literatura também, Bella era uma leitora faminta, costumava ler 4 livros de vez sem se confundir, ela amava Jane Austen, Virginia Wolf, Hemingway, eu também. Mandei para ela uma cópia de "To the Lighhouse" de Virginia Wolf, com a seguinte dedicatoria.

"Queria Bella,

Essa é minha maneira de agradeçer pelo que fez comigo, você me encheu de vida e inspiração e ouvir sua voz do outro lado do telefone é uma dádiva, você é minha dádiva, epero que Virginia faça compania a você enquanto eu não estiver por perto,

Com amor.

Edward."

Assim que recebeu o livro Bella me ligou, disse que amou o presente e que eu tinha uma letra linda e que a dela eram garranchos totalmente ilegiveis, "uma vergonha" em suas palavras. Nos falamos por telefone por mais ou menos um mês, eu me sentia falta da voz dela durante todo o dia, ligava para lher dar boa noite logo antes do toque de recolher soar, a minha confiança em Bella só crescia e a dela em mim também, era otimo conhece-la, saber sua visão nas coisas, Bella só tinha 18 anos, mas era tão madura, as vezes mais madura que eu, um cara de 25 anos que precisava dela.

Relembrar aquilo tudo só me deu mais vontade de ve-la de novo, mas isso iria ser o maior desastre, para mim, para Bella. Mas porque eu não conseguia esqueçe-la? seu sorriso doce, seus olhos cor de chocolate, seu cabelo ruivo comprido que era a moldura perfeita para seu lindo ser. Bella.

Suspirei soltando a fumaça do cigarro. Eu não podia te-la, e isso doía. Olhei para a rua de novo, pessoas andavam segurando garrafas de champagne, com oculos em forma de 2008, e pulseiras que brilhavam no escuro, iriam soltar fogos do Tâmsia, e aqui era o lugar perfeito para observa-los, será que Bella gostaria de ver os fogos? o que estaria fazendo em Surrey agora? No meu relogio marcava 10 para meia noite, a agitação dentro do apartamento era notavél, Jasper caminhou até mim, bom ele cambaleou até mim.

-Mas que porra você está fazendo ai? você é um homem livre hoje! e aqui o que não falta é mulher livre em busca de sexo sem compromisso na virada do ano, garanhão!

-Meu Deus Jasper, você fede! Vá lavar a cara, e me deixe curtir a minha solidão miseravél.

-Como você é dramático e...SETE MINUTOS GALERAA!

Jasper não estava mais me ouvindo, saiu tropeçando para a sala abraçando pessoas no caminho, voltei para a janela, o céu estava se fechando, parecia que iria chover, nada mais normal em Londres. Será que Bella estava na janelando em seu quarto observando o céu como eu? Bella. Saia da minha cabeça, pro seu proprio bem. Fechei meus olhos. Ouvi passos rápidos na rua, quando abri os olhos, vi Bella correndo pela rua, o cabelo voando em suas costas, ela usava luvas de lã, botas e um vestido preto, ela estava mais linda que do quando a conheci. E ela estava realmente correndo em direção a casa de Jasper. Me levantei rápido, empurrei as pessoas que estavam no caminhos gritando a contagem regressiva.

5..

Consegui sai pela porta, apertei o botão do elevador, e nada.

4...

Desci correndo pelos lances de escadas, Jasper morava no sexto andar não era tanto assim.

3...

Sai pela porta da escada de incendio, me esbarrando em todos.

2...

Empurrei a porta de vidro da entrada do prédio e vi Bella, corri para ela que sorria.

1...

Estava chovendo. E muito.

-Feliz Ano novo.

Bella mumurou em meu ouvido, a puxei para um beijo. Beijar Bella era como se tudo parasse, meu Deus, quantas vezes me imaginei fazendo isso no ultimo mês? mesmo sendo totalmente errado, era tão bom. Bella retribui o beijo de uma forma nada delicada, envolveu suas mãos em meus cabelos enquanto eu puxava sua cintura, chovia fortemente, nos deixando enxarcandos, mas quem ligava? eu estava com ela, em meus braços. Era certo que desse modo eu nunca a tiraria da minha cabeça. Eu não conseguia e agora eu não queria.

Ficamos nos beijando na chuva até Bella soltar um espirro, pegamos um taxi e fomos para minha casa. O motorista Árabe nos chingou em seu indioma quando entramos e molhamos todo o banco de trás do carro, ficamos abraçados por todo caminho até Notting Hill.

Entrei em casa cendendo as luzes, peguei o sobretudo de Bella que ficou parada em frente a porta olhando tudo com cuidado, e ali daquele modo ela era a visão mais linda, ela se abraçava, o cabelo estava colado nos braços, no pescoço e nas costas, ela pingava no chão de madeira, seu corpo pequeno era bem curvilineo, o vestido preto molhado se destacava em sua pele leitosa, era linda demais e estava morrendo de frio.

-Vou pegar roupas secas, tem um roupão no banheiro ali a esquerda...pode usar enquanto eu acho algo para você. Volto logo!

Bella me observava calada enquanto eu subia a escada correndo quase caindo no corredor,no caminho recolhi latas de cerveja e cinzeiros cheios de bitucas, abri as gavetas a procura de algo descente. Porque eu não pegava uma das roupa de...e então senti alguem bater na porta, Bella estava parada na porta e usava o roupão, mas não por muito tempo. Ela soltou o laço e deixou que ele caisse no chão sem fazer barulho.

Bella estava nua em minha frente. E era era mais linda do que eu imaginei, a cintura fina, as pernas tornadas, os seios pequenos mas firmes, tudo em seu devido lugar, uma sutileza totalmente sexy. Então eu fui de encontro a ela, que me ajudou a tirar as roupas enquanto me beijava, demoramos na calça jeans pois estava pesada de tão molhada, mas consegumos finalmente, olhei todo seu corpo ela sorria pra mim de um jeito nada inocente.

O que dizer sobre fazer amor com Bella? eu estava no céu.

Minhas mãos percorriam o corpo dela, apertavam seus seios, acariciava sua face, Bella falava meu nome, puxava meu cabelo arranhava minhas costas, ela parecia ler minha mente, ela sabia o que eu queria eu a observava morder os lábios, fechar os olhos com força, sentindo sua pulsação aumentar junto com a minha e nós chegamos juntos. No meio da noite eu acordei só para checar se ela estava mesmo ali, nos meus braços, domindo e ressonando baixinho. E ela estava e agora ela não iria em lugar algum. Mas pela manhã, ela teria que me deixar, talvez para sempre.

01 de janeiro, 2008- Sentir, pertençer.

Respirei fundo me espreguiçando, fazio um pouco de frio. Claro era inverno e eu estava em Londres, Notting Hill, numa casa, a casa de Edward, na cama dele com ele resonando baixinho ao meu lado. Perai, isso estava aconteçendo mesmo?

Olhei para o lado e o rosto sereno de Edward parecia sorrir, no meio da noite eu tinha acordado só pra checar que ele estava ali mesmo. Deus, eu era louca de sair de fininho do colégio, pedir carona na estrada, entrar num carro desconhecido e acabar na cama de Edward, mas valeu tanto a pena! me encontrar com ele, que parecia estar me esperando e dormir com ele, fazer amor com ele, quantas vezes me imaginei em volta dele, com as pernas em volta de sua cintura, seus beijos pelo meu corpo então eu começava a chorar, porque mesmo vendo ele uma vez, falando com eles todas noites ao telefone, eu sentia saudade, de pelo menos sentir o toque de sua mão na minha, mas a noite anterior tinha sido, a melhor da minha vida.

Sei que fui meio perversa e ousada em ficar nua na frente dele daquele jeito, mas eu não aguentava mais, eu estava sedenda dele e olhar e não poder tocar é tão ruim, me lembrei de como ele concordou comigo quando nos conheçemos no mes anterior em seu jardim. Eu lia "To the Lighthouse" toda noite e pensava nele.

Eu tinha começado a escrever de novo depois que o conheci, assim que sai da casa dele naquele dia, arrestei Alice e Rosalie para uma livraria comprei dois Moleskines e naquela noite mesmo enchi varias paginas, tinha esquecido de como escrevr me fazia feliz, ontem tinhamos planejado uma pequena festa, Alice e Rosalie, como boas amigas, ficaram na escola para me fazer compania, compramos vinho barato e salgadinhos na mercearia mais proxima da escola e nos sentamos com Esme e outras meninas na sala de jogos, ficamos quase a noite toda sentadas ao pé da lareira falando de tudo, mas eu só conseguia pensar em Edward, no que ele estava fazendo, onde ele estava, será que estava acompanhado? sera que me ligaria quando desse meia-noite? e então eu não consegui mais, subi em meu quarto, arrumei uma bolsa, pus o casaco e sai para noite fria, corri para a estação, não tinha mais trens, era tarde de demais, então fiquei pedindo carona na rodovia, foi quando um senhor em um caminhão cheio de sementes parou para mim, me expremi entre a esposa e a filha no banco da frente, assim que cheguei em Londres me joguei num taxi e fui até Chelsea e ai encontrei Edward.

Eu ainda estava o olhando perdida em lembranças quando ele abriu os olhos devagar e alargou o sorriso.

-Bom dia...-Murmurei sorrindo de volta, eu estava usando uma camisa dele que cheirava tão bem.

-Bom dia...Bella você é real? porque se eu estiver sonhando...-Edward falou me e eu ri, puxei seu braço e dei uma mordida fazendo ele reclamar.

-Isso explica alguma coisa? -Perguntei entre risos, num jesto involuntário Edward me carregou levando até a cozinha, me sentei na mesa deixando os pés pendurados balançando.

-Precisava me morder? o que vai querer pro café senhorita canibal? coração de uma pobre criança?

-Que tal o seu?

-Esse você já tem.

E ai veio aquele silêncio. Edward disse que eu já tinha seu coração, Deus, eu estava me apaixonando tão rapidamente. Ele chegou perto de mim na mesa e se pos entre minhas pernas.

-Acho que você também já tem o meu coração, Edward. -Sussuurrei olhando fundo em seus olhos verdes, se eu ficasse olhando por mais tempo era como se eu caísse dentro deles.

Nos beijamos, eu não ligava que estava frio como o inferno, ou que eu estava com fome, ou que eu deveria voltar para a escola, Edward estava me beijando, e eu tinha seu coração.

Fizemos o café juntos, ouvindo "Home" de Edward Sharpe and the Magnetic Zeros, eu adorava aquela música e a letra combianava tanto com o que eu estava sentindo naquele momento, cantarolei enquanto cortava fatias de queijo.

-"Ahh Home. Let me come hooooome. Home is wherever I'm with yoooouuuu!"

Edward riu e me puxou para dançar, dançamos no meio da cozinha rindo, ele me carregava e girava no ar, eu me sentia completa, eu me sentia pertençer, a aquela situação, a aqueles braços, aquele homem.

Demoramos pra por tudo na mesa, porque nos beijamos e dançamos mais que fizemos panquecas e fritamos ovos, sentei em seu colo e derramei mel sobre a panqueca. Alimentamos um ao outro e eu nunca queria sair dali.

-Edward...posso ficar mais um tempo? -Perguntei limpando um pouco de mel do seu rosto e lambendo meu dedo depois.

-Fique para sempre.

Edward respondeu me fazendo sorrir abertamente, eu ficaria, eu ficaria o tempo que fosse com ele. Me levantei indo para a janela, estava nevando, deveria ter nevado durante toda a noite, mas é claro que não notamos.

-Olhe, está nevando. -Falei para ele que se juntou a mim na janela, abraçando minha cintura e beijando meu cabelo. Eu com certeza não estava mais com frio. Edward beijava meu pescoço, enquanto eu fechava meus olhos, me virei para beija-lo sentindo gosto de mel e torradas. Pulei em seus braços que me carregaram facilmente, enrolei minhas pernas em sua cintura e minhas mãos brincaram com seu cabelo revolto. Deus! ele era lindo, sua barba por fazer, seus olhos tão verdes quanto o mar, seu queixo masculo e forte, tudo se encaixava tão bem, me vi passando os dedos delicadamente por suas feições, Edward segurou minha mão em seu rosto repirando, beijando ou só sentindo.

-Vamos te agazalhar, não quero você doente. -Ele murmurou em meu ouvido.

-Ah temos mesmo que sair daqui? -Resmunguei como uma garotinha birrenta de 9 anos.

-Eu não quero, mas é pelo seu bem!- Edward me pendurou em seus ombros, parecia que eu não precisaria andar muito pela casa.

No andar de cima pus um moleton dele da faculdade de Oxford, minhas roupas estavam na secadora, chequei meu celular, 10 chamadas perdidas de Alice. Re-disquei o número, isso iria ser uma merda.

No segundo toque Alice atendeu.

-Onde você esta, porra?

-Estou em Londres, e isso é hora de você dar palavrão?

-Bella, todo mundo ficou louco quando você sumiu, principalmente Esme, ela quer que demos conta de você! mais que merda Bella, você está num hotel?

-Não, na verdade estou na casa de uma amigo e...

-Ah eu sabia, você foi atras do Edward! Bella você o viu uma vez, você pirou? ele pode ser um psicopata!

-Bom mas ele não é, nem assassino, nem estrupador, nem nada que você venha dizer. Alice, confie em mim, eu estou bem. Estou mais que bem na verdade.

-Meu Deus você dormiu com ele! -Eu quase poderia visualizar Alice arregalando os olhos verdes de pânico.

-Bom...não é da sua conta!

-Você dormiu mesmo com ele!- Alice riu do outro lado da linha e eu a acompanhei. -Olha Bella, eu quero o seu bem, você é como uma irmã pra mim, me desculpe por toda essa super-proteção.

-Tudo bem, eu entendo você, mas confie em mim quando digo que ele é especial Alice, ele me faz sentir tão bem, eu sinto como se já pertençesse a ele, e eu não sei se conseguiria me separar assim tão rápido.

-Você o ama.

-Acho que sim.

-Não foi uma pergunta, você o ama. Bella eu sei o que vai aconteçer a partir de agora, e te digo que não acho certo, mas eu te apoio, você já passou por demais pra deixar uma chance de ser feliz de verdade escapar assim.

Parecia que Alice tinha prevido o futuro, no outro dia Edward me levou a escola em seu Volvo prata. Fui direto ao meu quarto, Alice me ajudou a arrumar as coisas mas Rose, saiu do quarto dizendo "vou sentir sua falta", eu não tinha trazido muitas coisas, mas empacotei tudo nas malas Louis Vuitton e Alice me ajudou a levar para baixo, a frente da escola onde Edward me aguardava sentado no capô do carro, todas as meninas grudaram os rostos na janela para olha-lo, bom, eu não as culparia. Assim que sai e Edward pegou minhas coisas, Esme me chamou.

-Bella, por favor, pense no que está fazendo com a sua vida. Você só tem 18 anos, tem todo um futuro brilhante pela frente, não cometa esse erro Bella!

-Esme, eu não sinto pertençer aqui. não sinto pertençer a lugar nenhum até connheçe-lo, você, aqui, tudo é maravilhoso, mas ele é o meu lar.

Apontei para Edward que encarou Esme da maneira mais estranha, ela pos a mão na boca arregalando os olhos, e eu juro que na minha última olhada para trás enquanto o carro arrancava, Esme estava chorando.

Edward ainda olhava direto para a estrada no caminho de volta para Londres, ele estava meio distante e em panico talvez.

-Ei..você está bem? -Perguntei com a voz minima.

-Estou, eu só...Bella você tem certeza disso? eu não quero atrapalhar sua vida e...

-Você não está atrapalhando minha vida, você é o começo dela.

Assim aumentei o volume do som do carro e segurei a mão de Edward, enquanto cantava em alto e bom o fazendo rir.

"Ahh Home. Let me go home.

Home is wherever I'm with you.

Ahh Home. Let me go home.

Home is where I'm alone with you..."

Maio, 2010 - (O dia em que o passado volta para te assombrar.) Edward POV

Eu era um fodido, um tremendo fodido e mentiroso. E eu estava me sentindo um lixo, eu havia perdido a única coisa para que estava vivendo. Bella. Eu pensava em nela o tempo todo, não tinha um dia em que eu acordasse e a procurasse deitada ao meu lado na cama ressonando baixinho, ou na cozinha preparando o almoço vestida com uma camisa minha. O cheiro dela estava em todo lugar na casa, nos travesseiros, naqueles lençois carissimos que ela me fez comprar no primeiro mês que morávamos juntos, em todas as minhas camisas que Bella usava o tempo todo em casa, quando estavamos usando alguma roupa, porque enquanto estávamos em casa, nós só ficavamos juntos, na cama, fazendo amor, eu simplesmente não me cansava do seu corpo, que eu amo tanto. A curvatura de sua cintura, a sua coluna em que eu passava meus dedos, o jeito com que ela corava quando sorria, o cheiro de morango que exalava de seu cabelo, a sua pele leitosa e macia. Ela foi minha um dia, e eu a deixei escapar, por entre meus dedos, como água. Agora eu estava aqui parado em frente ao seu novo prédio em Nova York, eu não tinha tentando manter contato com ela durante um ano, eu já tinha lhe causado muito dor, eu merecia sentir sua ausência, me sentir miseravél o tempo todo, não conseguir tocar nada, faltar dias no trabalho, me tornar incomunicavél e ver Bella em todos os lugares, eu estava destinado a sofrer por ela. Mas de repente eu não podia mais suportar, Jasper me mantia informado, ele e Alice estavam lhe dando com toda essa coisa de relação a distancia, ela tinha voltado para Nova York e trabalhava com Bella numa revista equanto ele morava em Londres e mantinha a galeria. Bella tinha conhecido alguem na faculdade, eles moravam juntos, tinham uma otima vida, um otimo emprego. Deus como eu queria estar no lugar dele, do novo amor de Bella, de alguem que a estava a tratando de um jeito que eu não fiz, sem omitir, sem enganar e sem causar dor, bom assim eu esperava, mas se esse paspalho fizesse Bella infeliz, ele irá se arrepender pelo resto da vida no inferno. Ela tinha o direito de seguir me frente, se construir uma vida, mesmo que seja longe de mim, que seja sem mim.

Acendi um cigarro olhando a movimentação, Nova York era tão diferente de Londres, era mais barulhenta, mais povoada, parecia que tudo estava aconteçendo ao mesmo tempo, fiz Jasper descobrir o novo endereço de Bella e no outro dia eu estava num avião vindo para cá, exalei fumaça vendo um taxi parar a frente do prédio, bom não seria o primeiro do dia, eu estava ali a pelo menos 2 horas e uns mil taxis haviam parado para senhoras classudas, ou homens com ternos sairem e entrarem mas dessa vez, era Bella que saia do carro, sacudindo os cabelos que estavam bem mais ruivos e compridos do que me lembrava. Eu prendi a respiração, ela estava ali em minha frente, mais linda do que nunca em um vestido marrom, meias pretas e aquelas malditas botas que a deixavam terrivelmente sexy, Bella se virou para mim como se eu a tivesse chamado e arregalou os lindos olhos cor de chocolate, eu sorri, eu não conseguia não sorrir, esperei o fluxo de carros diminuir e atravessei a rua indo de encontro a ela, o taxi tinha arrancando deixando Bella em pé na calçada com uma expressão de choque.

-Oi...

Foi o que eu consegui pronunciar. E o silencio de Bella fez meu coração doer.

-Você está tão...tão...

-Que porra você está fazendo aqui, Edward?

Bella tinha adquirido aquela postura raivosa dela e cruzado os braços, suas bochechas estavam rosadas...de ódio.

-Eu...eu não sei. Eu precisava te ver. -Gaguejei, Deus ela ficava tão sexy quando estava com raiva.

-Pra que?

-Eu estou com saudades, eu sinto sua falta, eu...

-Podem ir se foder, você e sua saudade! -Bella tremia e parecia lutar consigo mesma, parecia estar a beira das lagrimas.

-Eu sinto muito Bella, eu sinto muito por não ter sido honesto com você, eu sei que fui um completo babaca...eu só não queria te perder...

-Bom mentir não adiantou muito não é?

-È, não adiantou.

E ficamos em silencio, ela mordia os labios de nervoso, eu esfregava minhas mãos suadas.

-Olha eu tempo para um café...

Bella estava concordando conversar comigo, e eu não perderia essa chance.

-Otimo, está maravilhoso!

Caminhamos até um pequeno café fancês na outra esquina, o lugar era aconchegante, quieto, tocava uma música de fundo, e não era francesa, na verdade era Mumford and Sons.

"But it was not your fault but mine

And it was your heart on the line

I really fucked it up this time

Didn't I, my dear?"

"Mas não é sua culpa, e sim minha

E foi seu coração na linha

Eu realmente fodi tudo dessa vez

Não foi meu amor?"

E de repente a música se encaixava tão bem, nos sentamos numa mesa perto do vidro, Bella não olhava para mim de modo algum, ficou observando o transito do lado de fora.

-E então...como você está?

Teitei iniciar uma conversa e Bella me olhou pela primeira vez, e eu senti meu coração disparar, ela apoiou o rosto em uma das mãos e sorriu.

-Você está uma merda.

Rimos com seu comentario, mas eu estava mesmo, tinha criado uma barba, minha camisa estava manchada de café e minhas unhas para o violão estavam sujas.

-Eu sei...mas você...como você consegue ficar mais bonita?

Bella corou e esticou sua braço para mim do outro lado da mesa, ela passão a mão em minha barba e eu fechei os olhos ao seu toque.

-Eu gosto da barba...você anda fazendo lavenderia?

Ela abaixou a mão me fazendo abrir os olhos e desejar seu toque mais uma vez. Mas antes que eu falsse ela se adiantou.

-Eu estou bem, consegui um emprego na revista com Alice, e me mudei. Como está você? e...Tanya? - Bella tinha escondido seu rosto atras do cardapio, eu sabia que ela estava fazendo uma careta, tentando não ficar com raiva e arruinar seu disfarçe blasé, eu a conhecia como a palma da minha mão.

-Eu não estou bem como você pode ver e Tanya...bom eu não sei sobre ela na verdade. Não há vejo a muito tempo.

Depois de Bella ir embora, eu ligar para ela por dias e minha mãe retornar a ligação me dizendo para não ligar mais e nunca mais e nem me meter na vida de Bella de novo, Tanya voltou em minha casa, eu a expliquei que eu nunca a amei e meu coração pentercia a Bella e isso não iria mudar, ela não gostou muito mas foi embora, e eu não a vejo desde então, alias eu não tenho visto quase ninguem, nem Emmett.

Bella tinha chamado a garçonete.

-Olá, eu vou querer um Latte gelado e um capuccino médio com Chantilly.

Ela lembrava do tipo de café que eu mais gostava, que nós sempre pediamos na cafeteria de Emmett pela manhá, antes de irmos para o trabalho, ela pediu de um jeito natural como se fizesse isso todos os dias de sua vida. Como se nós estavamos de volta em nosso estado natural de beleza e tranquilidade.

Mas na verdade, eu estava tenso, eu estava com saudade, eu estava me sentindo um merda e estava arrenpendido e Bella provavelmente estava com raiva e ferida, e só queria sair correndo pra longe de mim o mais rápido que podia.

-Porque se isolou de tudo assim? -Bella me perguntou.

-Porque eu queria ficar sozinho. Era só eu e suas lembranças...você ainda está lá Bella, eu não me vejo em lugar nenhum sem você, você levou tudo que eu tinha quando partiu naquela noite.

-E eu deixei tudo com você quando entrei naquele táxi.

Nos encaramos enquanto sua frase pairava entre nós, ela estava ofegando e passou as mãos no rosto.

-Mas eu não posso fazer mais isso Edward, me desculpe, mas não posso. Quando fugi de você e de nós naquele ano, eu deixei tudo aquilo pra trás, eu me deixei para trás. Você ficou com tudo que eu tinha, minha saudade, minha dor, meu amor. E eu simplesmente só queria dormir e nunca mais acordar, nunca mais! mas você estava lá quando eu fechava meus olhos, e estava lá quando eu os abria também, e de repente eu não conseguia mais ouvir músicas, eu não ligava mais para os meus pais, para Alice, para mim mesma. Esme foi como um anjo para mim, e agora que eu me levantei, não posso cair de novo.

O discurso dela foi como uma facada em meu peito, Deus o quanto de dor que eu lhe causei, o quanto de dor que isso estava causando em mim.

-Eu não deveria ter mentindo para você, e eu sinto muito por isso. Sinto muito, mesmo, sinto sempre. Quando você apareçeu a vida começava a fazer sentindo, eu pertencia a alguém, eu tinha algo para me segurar, você me encheu de vida, deu cores a tudo. Eu nunca senti isso por ninguem, nem por Tanya. Eu e Tanya...bom foi o maior erro da minha vida, eu nunca a amei, eu só queria meus pais felizes, que eles não ficassem mais no meu pé. Mas com você era tudo diferente, eu era eu mesmo, eu sabia o que era amar e ser amado de volta e eu só queria me agarrar a você e nunca mais deixa-la ir, mas você foi. E você tinha toda razão de ir, eu não vou atrapalhar mas sua vida, só queria...te ver mais uma vez.

Os olhos de Bella tinha se enchido de lagrimas, nosso café chegou e ela tomou um gole rápido.

-Eu estou com alguem agora Edward. Alguém que me faz feliz, que ajuda a diminuir a dor que você me causou, não estou curada, mas não dói mais.

-Eu sei, não vou me meter em seu relacionamento, mas eu só queria ver se você estava bem, porque a sua felicidade, é minha prioridade, não ligo mais pro meu bem estar, você é a minha vida, sempre foi...sempre será. Saiba disso.

Então me levantei e caminhei para fora, eu iria embora, de vez. Bella estava feliz, alguem cuidava dela, de um jeito que eu não posso cuidar...não mais, eu tive minha chance e estraguei com tudo, ela tinha todo o direito e dever de se resconstruir agora. Caminhei para rua lutando com a vontade de correr de volta para o café pega-la em meus braços e voltar para o nosso lar, suspirei e tirei o celular do bolso, iria pegar o proximo voô para Londres o mais rápido possivel.

-Edward! Edward espere!

Me virei e Bella vinha correndo em minha direção, isso me fez lembrar de quando ela foi atras de mim no ano novo de 2007. Só faltava um beijo. E isso aconteçeu.

Bella enrolou seus braços em meu pescoço enquanto eu tomava sua cintura, nosso beijo foi desesperado, eu sentia falta do gosto de sua boca, de ter seu corpo em minhas mãos, e seu cheiro eu sentia falta da minha Bella. Levantei seus pés do chão, a puxando para mais perto, aproveitando tudo que eu podia dela agora, porque seria a última vez.

-Eu...eu precisava fazer isso, uma última vez...me desculpe...

Bella chorava, se separou de mim puxando algo de dentro de seu decote, ela tirou uma correntinha fina do pescoço e pos em minhas mãos, eu sabia que corrente era.

-Nunca distante do meu coração lembra?

Falando isso ela entrou num taxi me deixando na calçada cheio de lembranças e dor.

"Weep for yourself, my man,

You'll never be what is in your heart

Weep little lion man,

You're not as brave as you were at the start

Rate yourself and rake yourself,

Take all the courage you have left

Wasted on fixing all the problems that you made in your own head"

"Chore por você mesmo, meu homem

Você nunca será o que está no seu coração

Chore, pequeno homem leão

Você não está tão corajoso quanto estava no começo

Avalie-se e recomponha-se,

Pegue toda a coragem que você abandonou

Desperdiçada em consertar todos os problemas que criou em sua propria cabeça"

Little Lion Man, Mumford and Sons


E ai? gostaram? deixem uma review! e claro, um agradecimento especial a Bruna Marcondes, você não tem idéia de como suas reviews me fazem bem!

Até o próximo capítulo!