Hello! I'm still here all that's left of yesterday! Hãm… hãm… Desculpem… frase errada… XD uahuahuahuah! Baum... eu acho que não tenho nada pra falar sobre a fic... u.u Éh... acho que nãum... aiai... Vamos às reviews!
mk-chan160A K-chan é mais ou menos um sonho… hihihihi… Bom… lendo esse capítulo vai "descobrir"...
Raquel: Que bom q vc ta gostando da fic! Uahsuhduahushuha! Ela quis dizer queeeeeee... Era só um sonho... ahushuahushuahuhs! .' Pra saber mais é só ler o cap abaixo! Hohihihihihiihi!
Genti eu NÃO queria apelar mas... PLEASE EU QUERO REVIEWSSSSSSS! T.T uahsahushuahuhs! Brigadão a quem deixa reviews! To mto agradicida! Uauahuauahuha! BJUXXXX!
No capítulo anterior…
-Eu gostaria de ficar assim com você pra sempre... Mas está na hora de voltarmos a realidade.
-O que quis dizer com isso?
Capítulo 3 – A mudançaOuvi um irritante barulho acima de minha cabeça lembrando-me, em seguida, que ali permanecia o despertador. "Maldição" murmurei sentando-me na cama e olhando ao meu redor. "Estou em casa? Mas agora mesmo eu...?" indaguei-me mentalmente soltando um suspiro desanimado. Fora tudo um sonho... Eu não havia sido despedido, Kikyou não havia terminado comigo, não me embebedei, não fui acampar com Miroku e Bankotsu, e principalmente... o que mais me doeu em tudo nessa história... "Eu te perdi... minha Kagome..." sussurrei suspirando longamente sentindo uma pontada no peito. Que irônico, não? Me apaixonei por uma imagem inexistente. Observei o relógio... 7:00 horas... "Vou fazer certo dessa vez..." sorri com as idéias brotando no cérebro. Ao elevar-me nos membros inferiores notei algo sobre a cabeceira da cama.
-Mas o que...? – senti um arrepio percorrer inteiramente meu corpo enquanto olhava para a azul jóia tão conhecida – Mas... como...? – murmurei pegando-a nas mãos e analisando-lhe cada precioso pedacinho.
-Por que essa gritaria toda de manhã cedo?
-Ki-kikyou? – pisquei algumas vezes lembrando-me do sonho e conseqüentemente da jovem que roubara meu coração.
-Claro que sou eu! Pensou que fosse quem?
-Nin...ninguém... – suspirei sentando-me na cama. Esse sonho vai me prejudicar muito ainda...
-Mesmo...? – ela indagou-me enquanto passava as mãos por minhas costas nuas logo me abraçando.
-Escute aqui, onde quer chegar com esse interrogatório? – indaguei-lhe ferozmente após ter me levantado outra vez.
-O que está acontecendo com você? – ela indagou-me com seu mesmo jeito frio de agir.
-Putz! Não tenho tempo pra você agora mulher! – corri até o guarda- roupa, pegando algo para me vestir e seguir até meu irmão.
-Mulher? Com quem você pensa...? – sua esganiçada voz pareceu-me indignada.
-Fique quieta! Já disse que não tenho tempo! – cortei-lhe e pude vê-la entreabrir os lábio novamente – Não adianta me ameaçar com ir embora, pois nesse momento é a única coisa que eu quero!
-O que...?
-Não tenho mais interesse algum por você! Junte suas coisas e vá embora daqui! AGORA!
-Mas... o que foi que eu te fiz?
-Mais do que pode imaginar! – fitei-lhe com rancor saindo do quarto já vestido. De certa forma isso que acabei de fazer estava ligado com meu sonho... Notei como realmente eu era manipulado por ela – Eu não vou demorar muito, e quando chegar, não quero mais vê-la aqui!
-Mas...!
-Passar bem! – abri a porta saindo rapidamente por ela e descendo as escadas chegando ao térreo do pequeno prédio de onde não me demorei a sair.
Ri de meus atos tão infantis... Posso ter sido bobo de acabar com ela, mas não pude evitar isso. Afinal, eu já não a amo mais... Segui sorrindo com as mãos nos bolsos. A camisa com alguns botões abertos e fora da calça preta. O sapado negro fora substituído por um tênis e na cabeça um boné qualquer. Qualquer um que me visse diria que enlouqueci... Bom, não posso dizer que estou agindo normalmente, não é? Entorno de trinta minutos, já me encontrava subindo de elevador para a sala de meu irmão. Bati algumas vezes antes de escuta-lo exclamar um "Entre!".
-Bom dia Sesshoumaru... – falei após adentrar a sala notando sua face surpresa.
-Que roupa é essa? Você está louco? Aparecendo para trabalhar assim?
-Sobre isso que quero falar. – afirmei puxando uma cadeira e sentando-me de frente para ele – Preciso de férias.
-Ora! De uma hora para outra? – ele me pareceu ainda mais surpreso – Pensei que ontem mesmo tivesse tentado lhe convencer de tira-las!
-Pensei melhor e resolvi que preciso de um tempo pra relaxar...
-Ótimo! É bem disso que você precisa... e... você também devia...!
-Eu sei... eu sei... – sorri levantando-me e me dirigindo até a porta – Já terminei com ela... – abri a porta saindo e antes de fecha-la vi sua face ainda mais surpresa do que anteriormente.
Coloquei as mãos nos bolsos acionando o elevador...
-Inu-Yasha?
-Hum...? – virei-me e pude ver ele me encarando da porta.
-Precisa de algum dinheiro?
-Não se preocupe com isso... tenho o suficiente. – sorri vendo as portas do elevador se abrirem – Mesmo assim obrigado. – adentrei-o sorrindo.
-Se precisar de algo...
-Aham... – as portas se fecharam e comecei a locomover-me para baixo, mais especificamente para o térreo, onde algumas pessoas me olharam espantadas.
Saí para a rua sorrindo... Comprei um refrigerante em um bar dobrando as mangas da camisa. Sorri atravessando diversas ruas... Eu sabia para onde ia... Estava quente, eu queria relaxar! Que lugar melhor do que a praia, hãn? Há essa hora devia estar vazia... só eu, o vento e o mar... E não é que acertei? Sorri tirando os tênis e largando-os perto da água onde, depois de dobrar a barra das calças, mergulhei os pés. Sorri mais sentindo o vento passar por minha face enquanto a água gelada beijava meus pés docemente. Olhei toda a extensão de areia... Decidi-me ir para casa pra colocar algo mais leve e retornar ali. Juntei os tênis continuando a andar pelas águas calmas daquela manhã de primavera. Eu sorria enquanto andava calmamente, refrescando-me. Tirei do bolso o pequeno broche azul claro... analisei-o novamente sorrindo ao lembrar-me das feições de minha adorada... Guardei novamente o broche ao ver alguém sentado na beira do mar... Forcei a vista reconhecendo aquele corpo tão angelical. O sorriso de meus lábios aumentou e eu tentei manter o controle para não correr e abraça-la ali mesmo! Lentamente aproximei-me de sua carcaça distraída sentando-me ao seu lado.
-O mar está encantador hoje, não é?
Vi sua face molhada encarar-me surpresa...
-É sim... – ela desviou o olhar de volta para as águas enxugando as lágrimas com as mãos. Um curto silêncio se fez entre nós – Eu... conheço você? – ela indagou encarando-me.
-Provavelmente não... – sorri e ela retribuiu-me o sorriso, fazendo meu coração disparar como no sonho.
-Éh... acho que não... – ela sorriu mais – Certamente lembraria de você.
-Hum... – sorri limpando-lhe uma lágrima que escorreu pela face.
-Desculpe... – ela murmurou antes de enlaçar as pernas escondendo a face.
-O que aconteceu? ...Posso saber?
-Minha mãe... – ela começou após um longo tempo em silêncio – E meu avô...
-Eles não estão bem?
-Morreram... – ouvi-a soluçar – Acidente de carro... E... meu irmão está na CTI... pode não sobreviver...
-Eu... sinto muito... – murmurei sentindo um aperto no coração.
-Primeiro meu pai... depois eles... – ela soluçou mais alto tirando-me o controle.
Enlacei meus braços entorno do corpo dela apertando-a fortemente contra mim... Sei que pode ter sido muito estranho pra elas, mas... eu não pude evitar ao ver tanto sofrimento naquele rostinho que me proporcionou tantas alegrias. Surpreendi-me ao sentir seus delicados braços enlaçarem-me em um abraço fortemente dolorido enquanto ela depositava a face ao lado da minha. "O-obrigada..." ouvi-a murmurar entre soluços, o que me fez aperta-la ainda mais contra mim pouco antes de puxar-lhe carinhosamente para meu colo. Ela mergulhou a face em meu peito enquanto eu insistia em apertar-lhe contra mim. Fechei meus olhos sentindo a brisa nos envolver fazendo-me sorrir levemente... "Ela existe de verdade! E está comigo! Apesar dos problemas... Terei você pra mim... minha Flor!" pensei antes de fitar-lhe a face serena. Sua respiração calma alcançou meus ouvidos fazendo-me passar um dos braços por suas pernas e o braço restante segurar firmemente seu tronco contra mim. Elevei-me segurando-a mais firmemente e começando a caminhar. Pus-me na calçada mesmo segurando os tênis junto com as pernas da jovem mulher em meus braços. Não demorou-se cinco minutos e pude ouvir uma buzina antes de ver Miroku parar ao meu lado.
-E aí meu amigo? Quer uma caroninha?
-Se você puder eu aceito.
-Sobe aí rapaz! – ele abriu a porta do carro por onde eu entrei ainda segurando Kagome – Quem é a mulher?
-Uma amiga... – restringi-me a dizer enquanto fitava a doce face adormecida.
-Hum... Largou a Kikyou, éh?
-Larguei... mas eu e Kagome somos somente amigos. Ouviu?
-Sim... – ele sorriu maliciosamente de olho no trânsito a nossa frente – O que está fazendo aqui que não está trabalhando?
-Férias, Miroku! – sorri e vi-o elevar as sobrancelhas surpreso – Eu estava precisando de um tempinho...
-Finalmente rapaz! Pensei que nunca ia poder sair com os amigos!
-Éh... mas vou... – sorri outra vez soltando um suspiro olhando ao nosso redor – Ah! Onde arranjou o carro? Aposta alta?
-Capaz! Comprei! Estou trabalhando, sabia? Faz seis meses.
-Bah... Então faz tempo que não nos falamos, ein?
-Se faz rapaz!
-Que mudança foi essa? Uma garota?
-Como sabe?
-Adivinhei... – sorri lembrando de Sango na hora.
-Ela é demais! Larguei tudo por ela! Você tem que conhece-la!
-Venham jantar lá em casa hoje... "Mas eu já conheço a Sango, Miroku..." – ri de meu pensamento.
-Claro! Convido-a sim!
-Já estão namorando?
-Não... Mas logo, logo eu vou pedi-la em namoro! Você verá!
-Que não demore então! – sorri vendo-o estacionar o carro – Está combinado então!
-Que horas a gente pode vir aqui?
-Sei lá... aí pelas oito... Pode ser?
-Claro!
-Certo, então... – sorri abrindo a porta do carro segurando melhor minha companheira nos braços. Saí do carro me dirigindo para a entrada do prédio – A gente se vê!
-Até mais! – Miroku sorriu dando a partida no carro.
Adentrei o prédio seguindo para meu apartamento. Abri a porta de casa com uma certa dificuldade vendo tudo bagunçado e até algumas coisas quebradas. "Kikyou..." suspirei seguindo até o quarto, não vendo coisa melhor. Coloquei minha companheira levemente sobre a cama abrindo a janela em seguida e puxando as cortinas para que não entrasse muita luz. Sorri seguindo até a cozinha onde vi os talheres espalhados pelo chão entre milhares de cacos de vidro. Suspirei pegando os tênis que havia deixado ao lado da porta colocando-os nos pés... "Sei que não é certo, mas eu não tenho tempo pra isso agora..." pensei enquanto adentrava a cozinha em busca de algum prato sobrevivente. Nada... Apenas uma xícara permanecia no armário que fora perfurado por algumas facas que ainda permaneciam ali. Suspirei pegando a xícara e erguendo a mesa que estava virada no chão. "Essa Kikyou... ainda mato ela!" bufei pegando uma colher e pondo encima da mesa. Peguei uma bandeja e coloquei algumas frutas. Fiz algumas torradas e esquentei água para um chá. Coloquei tudo sobre a bandeja seguindo para o quarto.
-Puta merda! – exclamei ao tropeçar em uma gaveta quase deixando tudo cair.
-Hum... onde estou? – ouvi a doce voz vindo da cama e pude fitar Kagome abrindo os orbes.
-Ah... Você está na minha casa... – informei com um meio sorriso ao lembrar-me da bagunça.
-Hum? – ela me encarou piscando algumas vezes.
-Pegue... – larguei a bandeja sobre suas pernas levemente – Fiz isso pra você.
-Ah... obrigada... – ela sorriu pegando a xícara em mãos. Notei seus orbes fitarem o quarto ao redor enquanto eu abria a cortina.
-Não repare a folia... Parece que minha ex-namorada teve um ataque histérico. – sorri ao ouvi-la rir baixinho.
-Ela... ficou brava... Por que? – ela indagou enquanto encarava-me. Sorri sentando ao seu lado na cama.
-Justamente por eu terminar tudo com ela... Eu já estava cansado de ser um brinquedinho nas mãos dela, entende?
-Sim... – ela levou a xícara novamente aos lábios.
-Então eu saí para ir falar com meu irmão e... Bom... ela tinha algumas coisas aqui então deixei-a recolher tudo pra ir embora, mas quando cheguei...
-Eu imagino... – ela riu e eu a acompanhei.
-Não se importa se eu ligar para meu irmão, se importa?
-Não! Não! Pode ligar!
-Certo... – sorri pegando o celular na cabeceira da cama discando o número.
-Fala irmãozinho...
-Será que você podia vir aqui em casa um momentinho? Tive uns pequenos probleminhas com a Kikyou...
-Hum... eu imagino os probleminhas... – pude ouvi-lo suspirar – Me dê uns dez minutos, sim?
-Certo...
-Ok... a gente se vê...
-Até mais... – desliguei o celular suspirando – Meu irmão vai ter um ataque quando vir o estado disso...
-Posso até imaginar... – ela riu enquanto pegava uma torrada – Pegue uma você também!
-Não obrigado... Estou sem fome...
-Ora! Vamos! – ela sorriu enquanto pegava uma torrada e encostava em meus lábios. Sorri abrindo a boca e mordendo o alimento que ela me ofereceu docemente – Viu! Não doeu nada!
-Eu sei... – peguei a torrada de suas mãos mordendo mais um pedaço. Ela sorriu mordendo também da sua torrada.
-Hum! – ela terminou de engolir soltando um sorriso – Olha... Confessei o que sentia para você, te abracei, chorei em seus ombros, dormi na sua cama, me servi da sua comida e da sua bebida e até agora não sei seu nome...
-Inu-Yasha... Tachi Inu-Yasha...
-Me chamo Kagome... Higurashi Kagome... Prazer! – ela sorriu bebendo mais um pouco de chá.
-O prazer é todo meu, Senhorita Higurashi...
-Me chame de Kagome! – ela sorriu enquanto me encarava levemente.
-E nem pense em me chamar de Senhor Tachi, ouviu? Pra você é Inu-Yasha... ou então idiota, resmungão, irritado, imbecil, cabeça oca... – ri vendo-a elevar as sobrancelhas – Meu amigo me chama desse tipo de coisa...
-Ah... – ela riu desviando o olhar para a xícara.
-Hum! Peguei isso! – sorri pegando o broche do bolso e estendendo-lhe.
-Como conseguiu isso? – ela indagou-me parecendo pensativa – Meu pai que me deu isso... pouco antes de morrer...
-Eu não sei bem como estou com seu broche...
-E como sabia que era meu?
-Hum... – vi seus olhos mirarem os meus seriamente. Bom... ela me pegara dessa vez...
Não tive idéia do que responder... Continuei apenas fitando aqueles orbes luzidos tão interrogativos naquele momento. Molhei meus lábios como se fosse responder-lhe e não ponderando a situação, encostei-lhes nos dela puxando-a para um beijo... Tão brando beijo que por incrível que pareça ela correspondeu... Logo me afastei dela apenas fitando seus olhos levemente enquanto permanecíamos com as faces próximas.
-Por que... fez isso? – ela prontamente indagou-me parecendo confusa.
-Eu não sei... – murmurei-lhe enquanto acariciava-lhe a face.
-Não... sabe?
-Não... – menti soltando um leve sorriso – "É cedo demais pra dizer o que sinto por você, minha Flor... Cedo demais pra você entender..."
-Desejo?
-Talvez... – ri e ela me acompanhou.
-Então... – ela sorriu repousando a face ao lado da minha – você me deseja? – ela sussurrou enquanto acariciava minha face de leve.
-Eu...! – mal comecei a me pronunciar e a campainha soou fazendo-me afastar-me dela contra vontade – Deve ser meu irmão... – sorri segurando-lhe o queixo levemente – Já volto...
-Certo...
-Não saia daí! – sorri-lhe saindo do quarto. Ouvi-a rir enquanto seguia para a porta que em seguida abri.
-Pensei que tivesse dispensado a Kikyou.
-E dispensei... – abri a porta completamente e o vi gemer.
-Diga que foi só aqui!
-Não foi só aqui...
-Mas essa mulher me dá prejuízo, hein?
-Fazer o que? – dei de ombros.
Vi-o dar uma leve olhada pela cozinha abrindo a porta do banheiro e suspirando. Ele seguiu para meu quarto adentrando-o pouco antes de mim.
-Kagome? – ouvi Sesshoumaru indagar piscando algumas vezes.
-Sesshoumaru? – Kagome também indagou surpresa.
-Que bom que já se conhecem! Assim poupamos apresentações! – sorri encarando ambos, ainda, estupefatos.
-Por que você não disse que ele era seu irmão? – Kagome indagou-me retirando a bandeja do colo.
-Você não perguntou. – dei de ombros sentando-me ao lado dela.
-Boa troca... De Kikyou para Kagome há grandes diferenças... – Sesshoumaru informou já olhando o estado do quarto enquanto eu apenas enrubescia levemente.
-Não é hora pra falar essas coisas... Quanto dá o prejuízo?
-Muito... Mas podemos usar do dinheiro que papai nos deixou... – ele suspirou – Eh... parece que você acabou de ganhar uma reforma nessa velharia...
-Putz! Tinha que ser justo hoje!
-Por que? – Sesshoumaru parou de analisar o quarto e me encarou.
-O Miroku e uma "amiga" dele vão vir jantar aqui hoje... A propósito, o Miroku conta com sua presença Kagome...
-O que? Mas eu nem o conheço! – ela informou surpresa.
-Ele que nos trouxe até aqui... Mas... se não quiser tudo bem...
-Não! Não! Eu... eu quero sim... – ela sorriu levemente desviando o olhar enquanto as bochechas se pintavam de um tom rosado.
-AH! Ótimo! – sorri tornando a olhar para Sesshoumaru que parecia admirado – Então... o que eu faço?
-Vamos às compras! – ele sorriu saindo do quarto.
-Você... quer ir com a gente Kagome?
-Como? – ela tornou a encarar-me ainda mais surpresa.
-Bom... é que... Bem, eu... Hãm... Acho que... seria bom ter uma... mulher por perto para... ajudar na escolha... Sabe como é! Homens não são muito bons nisso! – sorri um tanto sem-graça.
-Ah... entendo... – ela sorriu enquanto mordia levemente os lábios – Por mim... Eu... não estou fazendo nada mesmo...
-Está cada vez melhor! – sorri levantando da cama e a ajudando a fazer o mesmo. Não que ela precisasse... foi mais por... querer tocar nela, entendem?
-Obrigada... – ela sorriu mantendo nossas mãos unidas o que fez meu sorriso aumentar ainda mais.
-Irmãozinho a Kagome vai junto conosco... – avisei enquanto saíamos do quarto.
-Vai, é?
-É sim...O Inu-Yasha disse que precisaria de ajuda para escolher o que comprar.
-Cá entre nós Sesshoumaru... Não entendemos muito do assunto... Além do mais sua casa foi totalmente decorada pela Rin.
-Ah! Com isso eu concordo plenamente! – Kagome assentiu com a cabeça enquanto saíamos pela porta principal do apartamento.
-Não precisam falar essas coisas... Eu disse que não a deixaria ir?
-Hum... bom... não, mas...!
-Então irmãozinho! Você fala demais!
-CAH!
Kagome riu baixinho e eu apenas sorri levemente enquanto seguíamos até o carro de Sesshoumaru. Seguimos para o shopping onde havia a melhor loja de móveis da cidade. Deixamos o carro e, novamente, Kagome e eu permanecemos com as mãos unidas, o que sinceramente me deixava muito, mas muito feliz! Adentramos a loja e fomos ver o que precisaria para a cozinha, seguindo para a sala, para o banheiro e por último para o quarto. Vimos de algumas louças, tapetes, toalhas... Enfim... deu para consertar a casa toda somente indo naquela loja. Não que tenha sido fácil! Kagome não deu uma chance! Eu dizia que era bonito e ela que não combinava. Eu gostava da cor, ela detestava...Mais parecia que a casa seria para ela, do que pra mim. Mas valeu muito a pena...
-Tudo pronto! – ela concluiu sorrindo.
-Está com fome? Já passou do meio dia. – ela não respondeu... Parecia ter ficado com vergonha de tocar no assunto. Sorri e me virei para Sesshoumaru – Nós vamos ir à Praça de Alimentação... Você demora?
-Não... Não falta muito aqui... Eu já vou.
-Certo... A gente se vê lá então.
-Até...
-Até Sesshoumaru! – Kagome sorriu dando um leve abano para meu irmão me seguindo em seguida – Calma! Não precisa correr!
-Não estou correndo... – sorri diminuindo o passo e caminhando lado a lado com ela – Pensa em fazer algo hoje à tarde?
-Hum? – ela olhou-me levemente surpresa.
-É que... eu... queria sua companhia...
-Pra ajudar a arrumar a casa?
-Não! Quero que você fique comigo, entende?
-Entendo... – ela sorriu um tanto encabulada, desviando o olhar para frente.
-Mas se você não quiser ficar lá em casa comigo tudo bem...
-Você... sabe como me convencer, hein rapaz? – senti seu corpo chocar-se contra o meu propositalmente.
-Quer dizer que você vai?
-Vou sim... – ela sorriu enlaçando meu braço levemente.
-Que ótimo... – sorri continuando a caminhada ao seu lado.
Logo chegamos no andar de cima onde nos servimos em um bufê sentando, em seguida, nas mesas mais próximas daquele local. Não tardou e Sesshoumaru se juntou a nós para o "lanchinho". Em seguida fomos pra casa esperar trazerem os novos móveis e levarem os antigos... Passamos a tarde toda em função daquela mudança obrigatória... Já havia escurecido quando Kagome e eu nos assentamos no novo sofá verde limão que ela insistira em comprar. "Vai ficar lindo na sua sala Inu-Yasha! Combina com o tom marfim de sua parede!" ela exclamou fazendo-me comprar o dito sofá. Bom... mulheres nascem com gosto para decoração, não é? O apartamento todo ficou extremamente maravilhoso com os móveis comprados!
-Inu-Yasha, nunca mais me convide para fazer uma mudança, ok? – ela riu fazendo com que eu a acompanhasse.
-Eu sei, eu sei! Foi muuuuuuiiiittttoooo cansativo! – rimos mais um pouco enquanto nos encarávamos.
Logo o riso foi substituído por leves sorrisos e um silêncio incômodo. Eu sentia-me arfar do mesmo modo que podia ver o peito de Kagome subir e descer. Talvez fosse por cansaço, talvez por calor ou talvez por... por amor... Não deixei de sentir o calor que Kagome emanava de si quando lhe toquei levemente a face com as mãos. Os sorrisos quase se apagaram enquanto nos fitávamos, olhos nos olhos... Movi-me para mais perto dela enlaçando um de meus braços em suas costas puxando-a mais para mim. Nossas faces permaneciam a uma distância de no máximo três centímetros enquanto ainda nos fitávamos intensamente. Ouvi-a sussurrar meu nome ao que seus olhos se fechavam... meu coração palpitou forte enquanto eu diminuía ainda mais à distância de nossas faces. Abri meus olhos soltando um suspiro após o estridente som da campainha ser ouvido. Fitei Kagome por um instante... sua face estava corada e ela tinha um fraco sorriso nos lábios. Sorri acariciando-lhe a face antes de levantar-me e seguir até a porta, a qual eu abri rapidamente.
-E aí amigão? Tudo beleza? – Miroku sorriu adentrando e tirando os calçados – Essa aqui é a minha querida amiga que te falei, San...!
-Sango? – Kagome indagou levantando-se do sofá.
-Kagome? – Sango surpreendeu-se soltando um sorriso.
-Menina! Mas que saudade! – Kagome correu até a porta abraçando a prima.
-Só na casa dos outros pra gente se encontrar mesmo! – Sango ria abraçando a prima fortemente.
-Por que não me contou que era minha priminha que ia vir aqui, Inu-Yasha? – Kagome indagou-me após soltar a prima que começa a tirar os calçados.
-Por que, primeiro, eu não sabia quem viria aqui e segundo, eu não sabia que Sango era sua prima... – sorri olhando para Miroku que permanecia surpreso – Miroku essa é Kagome, minha amiga, você sabe.
-Prazer Senhorita Kagome. – Miroku sorriu, já dentro do apartamento a qual eu fechara a porta, enquanto cumprimentava a garota mencionada.
-O prazer é meu!
-Sango, esse é meu amigo Inu-Yasha.
-Prazer Senhorita Sango. – sorri enquanto apontava-lhes o sofá.
-O prazer é todo meu... – ela sorriu sentando-se ao lado da prima.
-Isso está diferente desde a última vez que estive aqui... – Miroku comentou enquanto olhava o local ao redor.
-É... está sim... – olhei para Kagome que ria baixinho enquanto fitava-me de leve.
-É tudo muito bonito! – Sango sorriu também fitando o local.
-Obrigadinha prima! – Kagome levantou parando atrás de mim, me empurrando para o sofá em seguida – Eu que escolhi tudo! – ela sorriu sentando ao meu lado e eu pude notar a surpresa dos outros dois.
-A Kikyou havia destruído todo meu apartamento quando eu cheguei em casa hoje mais cedo. – comecei, recebendo a atenção de todos – Então eu liguei pro Sesshoumaru pra ver dos prejuízos. Já que Kagome estava aqui, e eu, sinceramente, não sei nada de comprar móveis ela foi junto conosco. – sorri fitando Kagome levemente.
-E nem agradecer não agradeceu... – ela fez biquinho cruzando os braços e virando a cara.
-Ah! Desculpe Kagome! – sorri abraçando-lhe e dando-lhe um leve beijo sobre a pele macia – Muitíssimo obrigado Senhorita Higurashi Kagome! Sem você eu não sou nada!
-De nada! – ela riu retribuindo o abraço levemente.
-Juro que acabei de pensar que vocês eram marido e mulher... – Sango comentou fazendo-me corar assim como Kagome.
-Sango-chan! – ela exclamou cada vez mais vermelha enquanto terminávamos o abraço.
-É sério! – ela riu fazendo a prima corar ainda mais.
-Mudando completamente de assunto, o que vai ter de janta, hein amigão?
-Putz! A janta! – exclamei colocando as mãos na cabeça.
-Não vai dizer que não você não fez NADA pra comer?
-Desculpe Miroku! Kagome e eu acabamos de terminar a arrumação do apartamento! Nem tinha noção de hora!
-Bah... Você é um cabeça oca mesmo! Convida os amigos pra jantar e esquece de fazer comida!
-Desculpe, eu...!
-Chega! Chega! – Kagome sorriu levantando e indo até a mesinha de canto marfim e pegando o telefone sem fio – Alguém aí está afim de pizza?
-Opa! To dentro! – Miroku exclamou lambendo os lábios.
-A priminha sempre sabe resolver tudo! – Sango sorriu encarando a prima que se dirigia para a cozinha.
-Eh... – murmurei soltando um leve sorriso.
Não demorou-se muito tempo e as "Pizzas Surpresa" que Kagome encomendara chegaram. Sentamos ali na sala mesmo para desfrutar daquele alimento tão saboroso! A televisão ligada em um filme qualquer, a barriga cheia, as conversas animadas... Tudo fazia parte daquela minha "festinha em casa"... Olhei para o relógio uma última vez vendo Kagome e Sango saírem do banheiro... Bem que elas podiam ter demorado mais um pouco...
-Está na hora de irmos... – Miroku se levantou do sofá sorrindo.
-Mas é tão cedo! – exclamei soltando um suspiro.
-Você não trabalha amanhã, Inu-Yasha! Claro que pode ficar acordado até altas horas, mas nós temos que trabalhar! – Miroku exclamou seguindo até a porta e eu os acompanhei.
-Ah... tudo bem... – soltei mais um suspiro desanimado enquanto abria a porta.
-Então a gente já vai... – Sango sorriu me abanando levemente.
-Tudo bem... – sorri abanando para eles – Não se preocupem! Eu supero a solidão dessa noite...
-Ahhhh... Tadinho dele! – senti os braços de Kagome enlaçarem meu pescoço gentilmente – Vai ficar tão solitário por uma noite... – ela fez biquinho beijando minha face em seguida – Durma bem, Inu-Yasha... – ela sorriu se afastando de mim e me abanando levemente.
-Você também! E sonhe comigo de preferência!
-Ta certo! – ela riu se aproximando de Miroku e Sango.
Só fechei a porta pela qual escorreguei após tê-los perdido de vista. Ahhh... Kagome... Higurashi Kagome... Então você não era fruto de minha imaginação... Você realmente faz parte de minha vida... Sorri levantando do chão e indo para o banho de onde logo saí seguindo para uma noite de sonhos... Sonhos com minha Kagome...
