Diálogos de Lily Evans, Elle Warhols e Dorcas Meadowes

Por Padfoot

— Lily?! O que está fazendo?!

— Pensei que estivesse no vagão dos monitores...

— Shhhh!

— Quem você está espionando?

— Silêncio, gente!

— Oh!

— O quê?! Quem é, Elle?! Eu não consigo ver daqui...

— São os Marauders!

— OI?!

— Ai, caramba! SILÊNCIO!

— Ah, o Sirius está acordando!

— Entra na cabine, entra na cabine, entra na cabine!

— Ai meu Merlin!

— Okay, será que alguém pode me explicar o que está acontecendo? Lily, por que diabretes você estava espionando o Potter?!

— E quem disse que eu estava espionando o Potter, Dorcas?!

— E quem mais você estaria espionando?! Era o Peter?

— Sem ciúmes agora, Dorcas!

— É claro que eu não estava espionando o Pettigrew, pelo amor de Merlin!

— O que você quer dizer com isso?!

— Dorcas, não sei se você reparou, mas só você gosta dele.

— Não sou só eu, Elle. Eu sei que a Bertha Jorkins também gostava, apesar de ser dois anos mais velha. Ela continua a mandar corujas a Peter.

— Eu quis dizer que, nesta cabine, só você gosta. Mas isso não importa agora. Eu quero saber o que você estava fazendo, Lily.

— Tudo bem, tudo bem! Eu estava de olho no Potter.

— Oh!

— Lily!

— Mas só de olho!

— E podemos saber a razão disso?

— Elle, ele apareceu no vagão dos monitores com uma carta, que ele diz ser autêntica...

— Que contém o convite dele para se tornar um monitor-chefe, certo?

— Sim, e... Espera um pouco... Como você sabe disso?

— Porque eu o conheço desde que nascemos. Porque nossa família é próxima. Porque a minha mãe foi aluna do pai dele na Academia de Aurores, pouco antes de ele se aposentar. Porque o tio dele, Charlus Potter, é meu padrinho. Porque...

— TÁ BOM, ELAINE WARHOLS! EU JÁ ENTENDI.

— Para de gritar, Lily!

— É, a Dorcas tem razão: para de gritar! Você só vai despertar a atenção de Sirius. Eu tenho quase certeza de que ele me viu, antes que conseguíssemos entrar aqui.

— Sem falar que deve ter dado pra escutar você mandando a gente entrar na cabine.

— Ai, Merlin! Será, Dorcas?! Eu não quero que eles saibam que eu...

— Está apaixonada por James Potter.

— Sim, Elle, e...

— SIM?!

— Sim...

— MESMO?!

— O quê? NÃO! ELLE WARHOLS! Quer dizer, eu não quis dizer isso... Eu...

— Lily, admita, vamos. Admita. É mais fácil.

— Não importa mais, Dorcas. Ele não importa mais.

— O quê? Como assim? O James sempre foi louco por você, estou de prova disto. Quantas vezes eu não tive que intermediar corujas entre vocês enquanto estava na mansão Potter? E quantas brigas já não tivemos por causa disso, hein? O colégio inteiro sabe o quanto James é apaixonado por você. Você não lembra que até Snape...

— Não fale dele, Elle. Por favor.

— Oh, me desculpe. Eu não pretendia te trazer más recordações.

— Eu sei. Tudo bem. Não foi você quem me humilhou perante a escola inteira.

— Esqueça isso, Lily. Snape nunca foi uma veela que se cheirasse. A turminha de sonserinos com quem ele sempre andou é prova disto. Não se sinta triste por ele ter finalmente se revelado. Antes tarde do que nunca.

— É... Pode ser, Dorcas... Pode ser...

— Ai, muda de assunto, gente! Tem coisa mais importante a ser discutida! Diga-me: o que você quis dizer com o James não se importar mais com o que você sente?

— Ah... Ele deixou isso bem claro quando foi à cabine. Ele até frisou o ano passado, que me deixou em paz...

— Daí você teve tempo de sentir falta e pensar direito sobre como você o via... Essas coisas...

— Sim, sim... Mas eu não disse nada disso, claro.

— Ai, Morgana poderosa, ajude-nos nesta hora! Por que hipogrifos cabeludos você não se declarou, mulher?!

— Elle, o que você queria que eu fizesse?! Estávamos cercados de pessoas conhecidas, ele tinha aquela pose arrogante que eu sempre detestei e... Bom... Ele meio que estava me irritando com o desprezo direcionado a mim...

— Desprezo?! O Potter?! Estranho. Elle, você não tinha dito que o Sirius tinha te mandado uma carta...

— Sim, Dorcas, ele mandou! Dizia que James havia encharcado a camiseta do Queen dele, e que era para eu fazer alguma coisa a respeito, tipo conversar com a Lily para se desculpar...

— Desculpar?! Pelo o quê?!

— Lily, você foi bem indelicada naquele dia do Snape.

— Dorcas tem razão. Só porque você foi humilhada, não precisava humilhá-lo também.

— Mas eu não quis dizer aquilo. Quer dizer... Até quis, porque ele me irrita... Mas não daquela forma, tampouco naquele momento. Saiu sem querer!

— Nós sabemos disso. E foi o que respondi a Sirius, mas James não quer entender a situação. Você já o havia destratado outras vezes, aquela foi a gota da poção.

— Será que não podemos fazer nada a respeito, Elle?

— Não, Dorcas. Melhor não. Vamos desistir dessa loucura. Eu e o Potter não daríamos certo como o casal. Não é à toa que nos desencontramos tantas vezes.

— Ai, Lily... Até parece que você nunca leu A Poção Do Amor. As coisas sempre dão certo no final.

— Mas isso é um livro de romance, Dorcas. E esse tipo de livro sempre tem esse tipo de final.

— Lily, até os pais de James já passaram por isso. Até o tio dele. Charlus Potter e Dorea Potter foram destinados a se casar, como era a tradição das famílias puro-sangue da época.

— E até hoje.

— Sim, Dorcas. E até hoje. Dorea achou que jamais se interessaria pelo meu padrinho, mas parece que tudo caminhou para um final feliz, principalmente depois que Hector nasceu. As coisas erradas só aconteceram quando o irmão mais velho de meu padrinho, o pai de James, se casou com Penolope Burke e quebrou o acordo de anos com a família Black de desposar Cedrella Black. Como ela acabou se casando com Septimus Weasley, a família culpou os Potter e não mais tiveram relações.

— O pai de James parece ser velho...

— Oh, sim, Lily. Ele é bem mais velho. James foi o último milagre do casal. Parece que Cornelius Potter foi amaldiçoado por Arcturus e Lysandra Black por não ter cumprido o acordo e desgraçado a filha do meio deles, em sua visão distorcida dos fatos. Penelope Potter sofreu muito por não conseguir dar um herdeiro ao marido, até que James nasceu, em 1960. Eles tinham cerca de 67 anos...

— Nossa...

— É. Maldições da família Black são as piores. Mentira. As da família Yaxley também.

— De todas, na verdade.

— Hm... Bem... E o que eu devo fazer? Será que devo tentar uma investida?

— E você sabe investir, Lily?

— É por isso que eu disse tentar, Dorcas.

— Talvez você deva esperar.

— Elle!

— É verdade, Dorcas! Lily, espere eu ter mais informações daí conversamos sobre como você pode abordá-lo. Enquanto isso, seja boazinha com James.

— Eu sempre sou boazinha!

— Sei...


Nota da autora: Eu sei que muita gente assume que Charlus e Dorea Potter são os pais de James e avós de Harry, mas J. K. nunca afirmou tal coisa. Até segunda ordem da minha diva, vou continuar a colocar Charlus Potter como tio de James Potter e tio-avô de Harry. Sinta-se à vontade para criticar, mas não mudarei minha opinião até que ela se prove errada pela responsável pela saga. E como os pais de James eram idosos, eu tentei colocar Cornelius Potter (o suposto pai de Prongs, na minha versão) tão velho quanto (ou até mais, uma vez que não há a data de nascimento de Cedrella Black) os pais de Arthur Weasley, avós de Ron e Ginny.