? – Hei! Garoto acorda.
Sentiu alguém o sacudindo.
Abriu os olhos, mas logo os fechou a claridade os castigara, os esfregou.
E – O que... foi – deu um bocejo.
? – Você ainda pergunta. Sabia que esta dormindo no cemitério?
Ed se lembrou vagamente que havia se encostado no carvalho.
E – "Devo ter dormido" Que horas são?
? – E ainda leva com essa calmaria é de fazer rir. Bem respondendo a sua pergunta 5 horas da tarde. Há quanto tempo esta aqui?
E – Não faço idéia – ainda se sentia cansado e voltou a se acomodar no carvalho.
? – Pretende dormir mais? Não anda bebendo anda?
E – Não. Só acho que fiquei até muito tarde acordado.
? – Fazendo o que? E ainda mais aqui.
E – Conversando.
? – E onde estão os seus amigos?
E – Não tenho.
? – Bem onde estão as pessoas com quem conversava?
Ed apontou para os túmulos que estava a sua frente.
? – Ou... é... bem... – o cara ficou sem saber o que falar – o que eles são seu?
E – Meu pais – falou baixo, mas auto o suficiente pra que o homem ouvisse.
? – Ora se você é filho deles ofereço de bom grado um lugar na minha casa.
E – Conheceu eles? – agora finalmente se deu ao trabalho de olhar melhor o homem a sua frente, e ele o lembrou de uma certa pessoa.
J – Sou Jhon. Era amigo de seus pais. Infelizmente não pude comparecer ao enterro, nem minha esposa que também era uma grande amiga deles. Por falar nisso estávamos a procurar o tumulo deles. Já aviamos vindo antes, mas sabe não tínhamos decorado onde eles estavam. Também demora pra gente poder vir e parece que andou crescendo.
E – Nunca cheguei a olhar muito quantos túmulos tem por aqui, um ponto de referencia é essa cerejeira morta.
J – Pode esperar aqui um pouco? Vou chamas Sara, minha esposa, ela adoraria conhece-lo.
E – Ok.
Eº - "Realmente esse cemitério é bem grande"
E – "Não começa que eu não posso gritar com você" – se levantou e tirou a sujeira das calças e tentou se ajeitar.
Logo eles voltaram e Sara trazia um buquê de flores e também estava a lembra-lo de alguém.
S – OI! É um prazer finalmente poder te conhecer.
E –Prazer. Desculpa só não estar mais apresentável.
S – Sem problema. Depois de dormir num cemitério qualquer um ficaria assim.
Ed deu um sorriso amarelo, estava começando a ser constrangedor aquela historia.
S – Antes que eu esqueça de dizer. Pinako é minha mãe, e consegui fazer com que ela ajeitasse o seu braço e talvez hoje mesmo ela termine.
E – Brigado.
S – Então você já poderia vir junto com a gente já.
E - ... ok...
S – Vou cuidar bem dele Trisha então pode ficar tranqüila – estava voltada para o túmulo e largava as flores – Você também Hohenheim.
J – Aceitaria morar conosco? Tem sempre espaço pra mais um.
S – Adoraríamos ter você conosco. E também você deve se sentir sozinho.
E – Obrigado, mas não. Estou bem sozinho.
J – Tem certeza?
E –Sim, agradeço a gentileza – forçou um sorriso.
S – Bem, se mudar de idéia a oferta ainda esta em aberto. Que tal agente ir pegar a sua mala e irmos para casa da minha mãe?
E – Ok.
Ed tinha ido tomar um banho pra logo depois arrumar a mala. Enquanto isso Sara e Jhon ficaram a olhar a casa.
Ao ajeitar a mala se lembrou do diário de sua mãe. Deixou-o do lado para quando descesse já iria entregar para ela.
Ao descer os encontrou olhando os cavalos ao lado dos livros.
E – Estou pronto. E... – se aproximou de Sara e estendeu o livro – minha mãe queria que eu te entregasse isso.
J – Vamos indo então – e saíram para a estação.
S – O que tem esse livro? – perguntou enquanto esperavam o trem.
E – É um diário.
S – Você leu?
E – Não, só olhei a primeira pagina e vi que se tratava de um diário.
J – Não tem curiosidade em saber o que sua mãe escreveu?
Ed pensou um pouco e disse por enfim.
E – Não. O trem chegou.
Sara e Jhon logo entenderam que aquilo era um ponto final naquela historia e que melhor não insistir.
Ed acabou cochilando no trem.
S – Agora entendo o que Trisha disse sobre ele conseguir dormir em qual quer canto – riu um pouco.
J – Não duvidaria mais depois de ver ele dormindo encostado naquela cerejeira – botou o casaco como um cobertor em Ed.
Nisso o olhar de Sara anuviou um pouco.
S – Queria ter encontrado-o mais cedo. Assim ele não teria que ter passado tanto tempo sozinho – abriu o diário e começou a lê-lo – Trisha começou a escrever dez do dia em que se mudaram para aquela cidade.
J – Eles já sabia que tinha a possibilidade de a doença se manifestar.
S – Queria que eles tivessem sido um dos sortudos em que a doença não se manifestou.. Ele tentou achar uma cura, mas infelizmente parece que não teve sucesso.
E – "Por isso ele não queria que de forma nenhuma eu tocasse nas anotações dele" – Sara e Jhon não perceberam que Ed estava acordado escutando, ele estava fingindo dormir ao perceber o conteúdo da conversa quando acordara.
J – Melhor acorda-lo daqui apouco nós vamos descer.
'Acordaram' ele e logo o trem parou na estação.
Estavam adentrando na casa quando Sara gritou.
S – Mãe, Win voltamos!
P – Sejam bem vindos de volta – Pinako saiu de um dos cômodos da casa – pelo visto se esbarraram por lá.
J – Na verdade o encontramos dormindo de baixo da cerejeira que fica enfrente aos túmulos – falou seguindo para o andar de cima junto com Sara e com a mala de Ed.
P – Já te falei que não faz bem dormir em qualquer canto – seguiu pra cozinha.
E – E eu com isso – virou a cara pro outro lado emburrado e seguiu ela.
P – Pelo visto não se meteu em confusão, o braço está inteiro ou é só impressão?
E – Que para de pensar que todo lugar que eu vou eu me meto em confusão – já estava se irritando.
P – Mas você sempre da um jeito de aparecer com o braço em condições deploráveis – começou a pegar panelas para fazer a janta.
E – Não exagera velha ¬.¬
S – Onde esta a Win?- apareceu na porta.
P – Saiu pra comprar uma coisa pra mim, logo, logo ela volta. Ajude-me a preparar o almoço.
E – E o meu braço?
P – Te acalma que ainda ñ ta pronto.
E – E quando vai fica?
P – Talvez só à noite.
E – Não da pra agilizar?
P – Pra que a pressa?
E – E que não posso fazer grandes coisas com esse braço.
P – Assim você fica livre de confusão.
E – Eu não procuro confusão, é só o meu trabalho.
P – E você escolhe justamente os que te da encrenca.
S – Ed. Esqueci de te pedir um favor.
E – Qual?
S – Quando a Win estiver por perto não mencione ou faça alquimia. Ok?
E – Ta, mas por quê?
Ouviram a porta da frente ser aberta e bater de leve.
S – Depois falamos sobre isso.
P – Comprou o que eu pedi? – saiu da cozinha e foi de encontro à neta.
Ed tentou ver se ouvia a voz de Win, mas só a de Pinako se fazia presente.
Winry entrou na cozinha e Pinako foi para outro lugar com uma sacola na mão.
Win entrou na cozinha e olhou para ele. Quando seus olhos se encontraram Ed sentiu novamente seu coração saltar, mas resolveu disfarçar. Desviou o olhar e sentou-se a mesa.
E – Oi.
Ela só se inclinou um pouco pra frente num cumprimento.
S – Me ajude aqui Winry.
Win foi fazendo o que a mãe lhe pedia.
S – Ed poderia já ir ajeitando a mesa?
E – Claro.
S – Sabe onde estão as coisas?
E – Sei – já estava a abrir o armário onde ficavam os pratos – Pinako já me pós a lavar e secar a louça.
P – A comida não sai completamente de graça – entrando na cozinha.
E – E logo essa forma de pagamento você arranja?
P – Estou velha uma ajudazinha na casa é sempre bem vinda – se sentou a mesa.
E – Trocar a lâmpada, consertar o encanamento ou qualquer coisa quebrada sempre sobra pra mim, vou te dar uma lista telefônica de presente – botava os talheres.
P – E eu te dou um calendário, assim quem sabe você aparece no dia certo.
E – Mas eu apareço no dia certo.
P –Então o que esta fazendo aqui? Eu não disse que em três dias ia consertar o seu braço?
E – Será que em vez de só rirem, me dêem uma ajuda aqui? – se referia a Sara e Win que apesar de tentar segurarem o riso estavam tremendo de rir.
S – Desculpa... – tentou controlar melhor o acesso de riso – eu tinha te convencido a acelerar no concerto do altomail mãe.
P – Não lembro de ser convencida coisa nenhuma – fingindo.
S – A senhora disse que esta noite já estaria pronto.
P – Eu disse que possivelmente a noite estaria pronto, não me referia ao dia.
S – Mas a senhora falou que se eu encontra-se ele era para traze-lo.
P – Não gosto que ele fique solto por ai com um outro altomail pra quebrar.
E – EU NÃO QUEBRO ELES DE PROPOSITO!
P – Calma, calam. Não estou dizendo que você os quebra porque quer.
E – Mas tava dizendo indiretamente ¬.¬
Win vez uns gestos com as mãos.
E – "Ela é muda?"
Eº - "Não ela é surda" – falou sarcástico.
E – "Não é hora nem lugar pra se manifestar"
Sara voltou a mexer com as panelas apreçada.
S – Ai, acabei me descuidando da comida.
P – É por isso que você botou fogo no fogão daquela vez.
S – Eu tava aprendendo a cozinhar – falou na defensiva se virando pra ela.
P – E se distraiu com o telefone.
S – Eu tinha uns 10, 11anos.
P – E eu não estava em casa.
S – Eu liguei para os bombeiros a tempo.
P – Se duvidar ainda ta a marca no teto e na parede.
S – Só queimo o fogão, e você já tava reclamando dele e pensando em comprar um novo.
P – Também não era motivo pra botar fogo nele.
S – Eu só ajudei a acelerar a troca.
P – Mas eu não quero perder o que eu tenho agora – e apontou para o fogão.
Novamente ela estava a cuidar das panelas rapidamente.
S – Acho que perdemos uma parte do arroz – olhava a panela.
P – Pelo menos não foi o fogão.
S – Que para de insistir nessa historia – desligava as bocas.
P – Eu não estou insistindo.
S – Eu vou chamar o Jhon.
Win novamente falou com as mãos.
P – Sim. Depois te conto outras.
E – O que foi que ela disse?
P – Depois eu te empresto um livro que ensina a falar com sinais. Agora vamos comer.
O jantar foi calmo uma conversa amigável se seguia. Apesar de metade de algumas coisas terem queimado.
Na sobremesa ainda teve um comentário de Pinako.
P – Pelo menos a sobremesa não queimou.
Ed estava no quarto lendo o livro que Pinako lhe emprestara sobre como falar através de sinais. Já tinha decorado um pouco e daria pra entender mais o menos o que ela quisesse dizer.
E – "Já é bem tarde" – olhava o relógio.
Eº - "Então o que faz acordado?"
E – "Sem sono, resolvi ler e fecha a matraca"
Eº - "Interessante o livro que você escolheu"
E – "Se eu perder a calma e gritar aqui vou acabar acordando todo mundo"
Eº - "Mas eu só quero bater um papinho amigável"
E – Que vai acabar em discussão ¬.¬
Ouviu um barulho no corredor.
Se levanta sem fazer barulho e vai até a porta e a abre devagar.
O corredor estava escuro e vazio, mas o barulho de alguém descendo as escadas chamou sua atenção.
Desceu as escadas sem fazer barulho e viu a luz da cozinha acessa.
Ao entrar viu que Win de costas. Aproximou-se.
Win assim que se virou tomou um susto ao velo ali que deixou o copo que estava em suas mão cair. Por sorte Ed estava perto o suficiente para conseguir impedir que ele se quebrasse, mas acabou deixando cair o que nem notou que ainda estava com sigo, o livro.
E – Err... desculpa ter te assustado – entregou-lhe o copo e logo pegou o livro.
Ela colocou o copo no lugar mais perto e logo fez um movimento rápido com as mãos.
E – Desculpa ainda não peguei o jeito disso, pode repetir com mais calma?
Win assim o fez.
Dando uma rápida consultada no livro em algumas paginas conseguiu entender.
W(vou usar ' ' para quando estiverem falando através de sinais) – Não, tudo bem. O que esta fazendo acordado?
E – Estava sem sono.
Ela novamente fizera rápido demais e ele não entendera.
E – Desculpa, mas da pra repeti com mais calma "parece até nervosa"
W - E o que faz aqui? – ele ainda deu uma consultada no livro.
E – Vim tomar um copo d'água.
Win só se virou para o armário e pegou um copo para ele botando-o ao lado do seu e foi até a geladeira pegando a garrafa de água e logo depois os servindo.
E – Brigado. Não precisava ter se incomodado – pegando o seu.
W - Eu já ia me servi mesmo, não foi incomodo – para logo pegar o copo e tomar um generoso golo enquanto Ed dava uma olhada no livro novamente.
Ed não deixando de notar que ela parecia nervosa e até um pouco suada.
E – Pesadelo?
Ela se engasgou. Assim que o acesso de tosse passou ela o olhou com uma cara meio que de espanto.
E – Se quer saber como eu percebi isso é simples. Você estava nervosa e parece um pouco suada, geralmente pesadelos causam isso, e depois de tomar praticamente o copo num gole só não tinha como não suspeitar.
Ela só deu um sorriso amarelo e largou o copo.
W - E você esta sem sono por quê? – ela fizera os sinas com muito mais calma do que das outras vezes.
E – Já dormi o suficiente ontem.
W - Quanto tempo você dormiu?
E – Acho que... bem... acho que quando adormeci deveria ser uma da manha e só fui acordar as cinco da tarde.
W - Não tem despertador não? E afinal por que foi dormir tão tarde?
E – Estava a conversar com meus pais e adormeci, só acordei mesmo por causa do seu pai.
W - Mas seus pais não estão...?
E – Estão.
W - Você passou a noite num cemitério? – olhando pra ele descrente.
E – Não foi lá grande coisa, já avia feito outras vezes.
W - Como é que consegue dormir com defuntos do seu lado?
E – Na verdade a minha volta.
Win só o olhava sem acreditar.
E – E dois desses defuntos para sua informação são meus pais.
W - Eu sei desculpa se fui grossa, mas... dormir num cemitério... não é lá o melhor lugar do mundo para se dormir.
E – E uma cama de pregos seria muito mais confortável – falou sarcástico.
Win o olhou branca. O que fez ele rir.
E – Você acha que eu seria loco de dormir num colchão de pregos?
W - Se é louco o suficiente para dormir num cemitério não duvido de mais nada.
Ed acabou gargalhando. Fazia séculos que isso não ocorria.
W - Você ainda consegue rir disso?
E – Desculpa – se controlando – mas depois que você se acostuma parece ser absolutamente nada demais, que nem ter medo da própria sombra.
W - Você não existe.
E – Existo e estou bm vivo.
W - Você é um morto vivo que resolveu se levantar e viver um pouco entre os vivos.
E – Quem sabe não sou.
W - a ta sei.
E – Duvida?
Ele estava com o braço de metal escondido pelas roupas.
Quando ele tocou no braço dela com a mão de metal ela deu um salto e fez uma cara de pavor. O que vez ele se contorcer de tanto rir e enquanto ria mostrou a mão metálica.
W - Quer me matar do coração? Eu tinha esquecido do seu braço de altomail.
E – Desculpa, mas...hahaha... não deu pra evita...hahaha
W - Quer parar de rir? – ela já o olhava brava.
E – Desculpa – se controlou mais o menos acabou ficado com um sorriso no rosto – Fazia tempo que não ria assim – falou mais pra si, meio que se falasse com Blind Boy. Mas Winry o ouviu e não conseguiu não deixar de fitá-lo e sem deixar de pensar como a vida dele deveria ser difícil.
E – Que foi? – ao perceber que ela o fitava.
Ela parecia que ia responder quando seus olhos se encontraram.
Sentiu algo estranho e foi como se a visão ficasse igual de quando nos sonhos, ou melhor, lembranças de Blind... os olhos dela também pareciam estar tendo algo de diferente.
Ouviu um barulho ao longe, mas parecia ter perdido o controle de seu corpo.
Aproximaram-se um pouco mais...
Um rangido do degrau da escada ao longe...
Mais perto...
Passos vindo...
Mais perto...
Pararam...
Pararam próximos...
De repente alguém o vira pra traz. Sua visão vota ao normal assim que seus olhos se encontram com outros.
Era Sara que olhava nos olhos de um para o outro. Esses por sua vez piscavam meio confusos, ela mais que ele.
S – O que ouve com os olhos de vocês? – olhava para ambos com uma cara meio que de espanto.
Agora todos ficaram com cara de espanto.
Win fez algum gesto com a mão que Ed acabou não vendo, mas Sara só balançou a cabeça concordando com algo.
E – Como exatamente nossos olhos estavam?
S – Os da Win estavam mais como são os seus é que realmente mudaram...estavam como se tivesse uma camada branca neles...bem se eu não tivesse notado isso nem teria interrompido – dando um sorriso maroto.
E foi ai que a ficha caiu para eles, estavam a prestes a se beijar, ficaram mais vermelhos do que pimenta.
E – Vou me deitar – e saiu feito um raio dali.
Ficou feliz em notar que não tinha soltado o livro, e mesmo se tivesse não teria voltado lá tão cedo pra busca-lo.
Se deixou cair em cima da cama.
E – "Agora não vou conseguir mais encara-la, as duas e nem dormir"
Eº - "Que isso. A Sara parecia aprovar..."
E – "Fecha a matraca! E agora pensando bem o culpado é você. Dês de quando você consegue ter controle do corpo?!"
Eº - "E não tenho"
E – "Então como explica o que aconteceu?"
Eº- "Deixa-me pensar num jeito de explicar que você entenda..."
E – "Sem piadas, ou brincadeiras vai logo direto ao ponto"
Eº - "é que é difícil de explicar... acho que foi um momento em que tanto 'eu' como 'ela' olhamos através dos olhos de 'vocês' era pra acontecer nada, nada mudar ou qualquer coisa... mas acho que ao ver um ao outro fez com que acontecesse o que aconteceu"
E – "Não explico muita coisa"
Eº - "Não tem o que explicar, nem como explicar. Só que aconteceu"
E – "Ta, mas isso não ocorreu em outras vidas?"
Eº - "Não. Na verdade nunca ocorreu"
E – "E por que só agora foi ocorrer?"
Eº - "Antes do garoto... ocorreu uma coisa realmente que me partiu o coração"
E – "O que ouve?"
Eº - "... Mais fácil mostrar...acho que não consigo falar..."
E – "Vou tentar dormir"
Ele suspirou e tentou dormir.
Revirou e revirou na cama, mas o sono não vinha.
Leu o livro todo, mas nem isso ajudou.
Ficou encarando o teto no escuro só esperando o sono vir.
Resolveu pensar quando era criança e nas musicas que sua mãe costumava cantar.
Sempre dava certo.
Ele batia na porta e esperava nervosamente que a pessoa a atendesse.
Uma mulher abriu. Tinha cabelos castanhos, mas seus olhos logo fizeram o identificar que era Win.
E – Podemos conversar?
W – Claro. Entre – deu passagem a ele – quer alguma coisa para tomar?
E – Não obrigado.
Sentaram-se na sala e ficaram em silencio.
W – Sobre o que queria falar?
E – E que...olha sei que agente é amigos a um bom tempo e...
W – E?
E – Er... – coçou a cabeça – sabe... eu... "coragem você já veio agora termina" aprecio a nossa amizade...
W – Eu sei, já falamos isso antes...
E – Não é isso...é que...eu não gostaria de estraga-la, mas...
W – Não vai me dizer que não estou sendo uma boa amiga? Se veio pra dizer isso ou algo parecido...
E – Espera não é isso que eu quero dizer, você sabe que nunca tive jeito pra me expressar direito.
W – Ok. Continue.
E – Olha... – suspirou – "O coisa difícil!" eu sei que você gosta do ????? e tudo, mas... "ta é agora ou nunca" eu não quero te ver com ele...
W-O QUE?!! – levantou-se - QUEM VOCÊ...
E – Espera deixa eu terminar! – se levantou também e assim que ela ficou só o olhando falou – eu só não quero te ver com ele porque eu gosto de você.
W – Era isso? Se você acha que só porque eu amo o ????? vou te deixar de lado pode esquecer, ainda vamos ser amigos como sempre foi.
E – Você não entendeu quando eu disse que gosto de você. Eu amo você.
Win ficou o encarando sem acreditar.
W – Serio?
E – Serio – a encarava pra faze-la acreditar para ver se ela também sentia alguma coisa.
Ela abaixou a cabeça.
W – Eu...eu não posso te corresponder...na verdade acho que nunca poderia.
Ed ficou branco.
E – O...o que...
W – Eu falei pro ????? o que sentia e ele me correspondeu. Eu ia te contar hoje mais tarde.
E – A quanto tempo isso já faz?
W – Não tive oportunidade de te contar antes. Falei pra ele quando você viajou.
Win não o avia o encarado ainda. E ele realmente teria preferido que assim continuasse, pois quando ela o olhou não avia o sentimento que ele queria ver. Só pena.
W – Olha...eu...não sei se irei conseguir agir normalmente com você agora. Se ????? descobre ai sim que vamos ter que nos afastar.
E – Nem por uma antiga amizade você o enfrentaria?
W – Eu iria perde-lo.
E – Como agora eu te perdi – e foi em direção a porta ainda ouviu um desculpa baixo dela.
Ao abrir a porta da de cara com a ultima pessoa que gostaria de encontrar.
? – Oi! A ...
E – Esta.
? – Porque não fica? Afinal vocês são grandes amigos e tenho certeza que você vai ficar feliz.
Ed ficou parado vendo ele se dirigir a Win e sentiu o mundo explodir de vez ao ver ????? se ajoelhando de frente pra Win e abrindo uma caixinha e dizendo as palavras que um dia ele se imaginou falando pra ela.
? – Quer casar comigo?
Queria sair, queria ir embora, queria fugir da cena, não queria ouvir a resposta. Mas seu corpo não se mexia.
W – Claro que quero!
Não queria ver mais nada, não agüentava mais fechou a porta com força e saiu.
E o que era mais contraditório, o dia estava maravilhoso.
E – "A felicidade de uns é a tristeza de outros" – pensava ao olhar o céu azul com lágrimas escorrendo-lhe a face – "perdi a última coisa que me restava e que nunca me pertenceu"
Abriu os olhos o sol já estava alto.
E,Eº - '"Dessa vez eu não a perco"'
N/A: OI!
Hummm... Sabe... esqueci o que eu ia falar -' (xD)
Também cada vez que eu finalmente ia escreve me chamavam ¬.¬ e me mandavam fazer isso e aquilo --'
Bom seja lá o que eu ia falar vcs nunca vão saber xD
Arigato a Lika e Aislyn pelos comentários.
Bjs! Até o cap5.
