Sensei

Rating:M – como sempre, para manter a liberdade de escrita (futuros capítulos).
Warnings:Relacionamento considerado polêmico pela sociedade.
Summary:Ela: Uma universitária em seu primeiro semestre. Ele: Um professor cuja infame rigidez precede seu nome. Ela: quando deu por si, já estava enamorada. Seria esse mais um relacionamento clichê e unilateral, "típico da idade"?- Aoshi x Misao – AU – OOC.

Notes: Fanfic baseada em histórias reais (ou, não), fantasmas, lendas e tabus existentes da FAU-Mack. E com algumas alterações para preservar as pessoas que me relataram essas histórias.


Capítulo Quatro: Consideração?

- Doninha, eu não posso acreditar!! - Sanosuke gritava na praça de alimentação, talvez não estivesse falando apenas com Misao, mas com o camus inteiro.

- Sano, eu já disse! Não foi nada demais...! ela respondeu, nervosa, tentando acalmar o veterano.

Não que Misao houvesse se convencido de fato de que aquilo não havia sido nada demais. Mas de qualquer jeito... ela havia gostado. E aos poucos permitia sua mente a fantasiar sobre os mistérios daquele homem.

- Como assim não foi nada demais?! Por acaso você é cega?

- Dame da yo, Sano!! Duvidando das atitudes de Shinomori-sensei, você está sendo completamente desrespeitoso...!

- Mas, Misao... - tarde demais. A garota doninha já havia se levantado da mesa, deixando Sano sozinho.

Sem querer ouvir mais daquela conversa, Misao retornou ao seu apartamento a passos duros.

Bateu a porta de entrada, exasperada. Mesmo se Shinomori-sensei tivesse algum motivo para fazer tudo aquilo, Sano-senpai não tinha nada a ver com essa história. Por que ele não podia ficar na dele, assim como fizera Soujirou-kun?

Mas Shinomori-sensei não tinha nenhum motivo especial e ela já estava procurando pêlo em ovo.

Decidida a esquecer o professor, pelo menos por um momento, Misao voltou suas atenções ao seu projeto - que já estava mais do que atrasado.


- Ne, Aoshi? - esperou que o amigo voltasse para si - Aquela garota da sala 1-B...

- O que tem ela? - perguntou, estranhando o repentino assunto.

- Nada. Mas você parece ter uma consideraçãoespecial por ela...

- Impressão sua. - respondeu, frio.

- Heh. Não é à toda aluna desajeitada que você costuma dar uma atenção especial.

Aoshi não gostara de ouvir o "desajeitada". Ainda que a senhorita em questão fosse um tanto ansiosa e por isso atrapalhada, o "desajeitada" que Saitou havia proferido soava pejorativo. E não acidentalmente gracioso. E era melhor que ele ignorasse o final de sua linha de pensamentos.

- Eu a ajudei a instalar a régua paralela na mesa. - afirmou - Mas isso não significa que eu queira dar o mesmo tipo de assistência que você oferece à algumas de suas alunas, meu caro lobo. - concluiu com certo divertimento.

- Hai, hai. Tudo começa assim. - Hajime Saitou concordou.


Fazia-se uma agradável quarta-feira do lado de fora de seu apartamento, mas ainda assim Misao sentia preguça demais para sair do mesmo.

E tudo isso porque ficara acordada até de madrugada, para terminar o desagradável projeto.

Sem pensar demais - ou acabaria desistindo - foi andando até a faculdade, subiu os três andares em piloto automático e entrou em sua sala...

Resolveu que não ficaria por lá muito tempo, já que a última coisa que queria era seu professor de projeto reclamando de tudo. Então assinou a lista de presença e deixou os desenhos e maquete numa das pranchetas, para avaliação, e saiu.

Como tinha tempo livre até a hora de retornar para buscar o projeto e a nota, decidiu passar na sala de Projeto de Sano-senpai para - talvez pedir desculpas.

Na verdade estava curiosa para ver como eram as aulas dessa matéria, in-su-por-tá-vel, no semestre seguinte.

Não foi difícil encontrar a sala desejada, que estava à duas portas de distância da sua, ainda que Misao nunca houvesse reparado nela.

Adentrou o ambiente e mesmo antes de encontrar o amigo entre os outros alunos, pôde notar que o rítmo de trabalho era muito diferente do qual ela estava acostumada. Ainda bem.

- Doninha. - pela forma como seu nome fora chamado, não teve dúvida sobre a identidade daquele que lhe falava.

- Bom dia, Sano! Misao sorriu, cumprimentando.

- Bom dia. Você está melhor hoje? - perguntou, sem graça - Olha... Eu não queria ter te chateado ontém. Gomen ne?

- Daijoubu. Eu também não precisava ter saído da mesa daquela forma, gomenasai... Mas sabe, Sano? Não é bom que você fique criando complicações e restrições com os professores... Se você ficar implicando com eles, vai acapar de dependência, outra vez. - Misao advertiu.

- Olha só que gracinha... Eu estou recebendo bronca de uma caloura... - disse em tom de deboche e riu quando a outra começou a reclamar - Hahahaha... Estou brincando, tonta. Arigatou pela preocupação.

- Ailás, aquele é seu professor? - Misao perguntou, apontando para um homem de constituição enorme.

- Sim! Seijuro Hiko. É um professor bem rígido, mas tem um senso de humor fora do comum... E é um companheiro nosso de bebida, às sextas! - respondeu, animado.

- Queeee???? Tá certo que você já tem vinte anos, mas mesmo assim... - estava incrédula, com certeza não sabia nada sobre a faculdade.

- Atenção, seu bando de preguiçosos! Escutem! Daqui a uma semana, ou seja: na proxima quarta-feira, vocês serão novamente avaliados em seus respectivos projetos. Porém, como essa será a penúltima entrega, haverá um diferencial: os projetos dos meus alunos serão corrigidos por Aoshi-san, enquanto que eu corrigirei os projetos dos alunos dele. Alguma dúvida? - informou Seijuro Hiko.

- Droga!! - Sanosuke praticamente rosnava.

Mas Misao não dera a menor atenção à reclamação do amigo, porque finalmente tomara consciência de que a sala estava bem cheia e que não se limitava ao Seijuro-sensei e seus alunos. Um arrepio percorreu a sua espnha. Como é que não havia notado?

Virou-se, de modo a encarar o outro lado da sala. Lá estavam os outros alunos, que por acaso eram bem mais concentrados. E la estava ele.

Misao mordeu o interior da boca, para evitar que um sorriso bobo e infantil se formasse.

Shinomori Aoshi encontrava-se ocupado, orientando um aluno. Ele desenhava com a mão esquerda - Misao notava pela primeira vez. E sua mão direita estava elegantemente repousada sobre uma... máquina fotográfica?

Não era uma máquina qualquer, como a garota pôde observar, ela era profissional e com certeza deveria ter custado uma fortuna! Mas por que uma máquina fotográfica?

O coração puro estava a mil, com as novas descobertas.

A garota desviou seu olhar da máquina fotográfica para o desenho explicativo que Shinomori-sensei fazia para o aluno: a traçado era limpo, as linhas devidamente paralelas... e isso porque o desenho estava sendo feito de cabeça para baixo, de modo que o rapaz a sua frente tivesse uma melhor compreensão!

- Kakkoii... - disse, baixinho, num tom de voz que só ela poderia ouvir.

Mas nesse momento seu objeto de observação voltou-se para si, o suficiente para Misao sentir dificuldade ao tentar respirar.

A primeiro momento aqueles olhos azuis expressavam curiosidade. Mas isso foi por um breve instante, dentre o longo período em que mantiveram contato visual.

Dessa vez Misao estava encantada demais para desviar o olhar. Teria ele ouvido o que ela havia dito?

Somente depois que Shinomori voltara-se para o aluno a sua frente que Misao realisou: em momento algum ele havia parado de desenhar.


Ok, eu demorei. Ok, eu demorei MUITO.

Gomenasai. Ao que parece minha vida nunca vai entrar numa rotina, que eu possa garantir que atualizarei em períodos regulares.

Ah! By the way! Sim, eu sei que nem a Misao, nem o Aoshi são canhotos... Mas como em muito eu estou me baseando numa história real para escrever, preciso fazer algumas adaptações.

Arigatou gozaimashita para quem leu até aquii! Qualquer crítica, sugestão....Pode deixar uma review, ou mandar um email...

Kissus! ;*