Shiroi Chou, Akai Hana

"A emoção humana é inconstante e não confiável. A diferença entre o amor e o ódio não é mais grossa do que um sussurro."

Rurouni Kenshin – OVA 4


Sem que ninguém percebesse, duas sombras se movimentavam pela calada da noite. O plano havia sido repassado antes que partissem, então não havia motivos para alardes. O esconderijo era uma espécie de caverna e não havia outra entrada, senão a principal. Por isso, haviam combinado que Ino usaria o Shintenshin para conseguir distrair os guardas, enquanto Shino entrava levando consigo seu corpo.

Não se esqueça que o Shintenshin é um jutsu perigoso. Se você perceber que as coisas estão ficando perigosas para você, retorne ao seu corpo imediatamente, Ino.

Tudo bem, pode deixar.

E lembre-se, você fará isso apenas para despistar os guardas. Quando ver que eu entrei, você retornará ao seu corpo.

Eu já entendi, Shino, não precisa se preocupar. – Piscou para ele.

Estava tudo saindo como planejado. Durante a troca de turnos dos guardas, Ino havia usado seu Shitenshin no jutsu para tomar-lhe o corpo, enquanto Shino apressava-se em entrar na caverna, movimentando-se com cautela.

"Cara, esse negócio de ficar trocando os turnos toda hora é um saco." O guarda disse, escorando-se na parede.

"Ele podia decidir quem fica aqui definitivamente, não acha?" Ino tentou fazer sua cara mais emburrada, procurando não olhar na direção em que Shino estava.

"Você sabe como o chefe é. Ele anda instável já faz um tempo." O outro comentou.

"Esqueceu de tomar os remédios, foi?" Ino perguntou, arrancando uma gargalhada do outro guarda.

"Deve ter sido! Ele ficou doidinho de uns tempos pra cá."

Ao notar um inseto pousar em seu nariz, Ino sacudiu-o rapidamente. Era aquele o sinal que havia combinado com Shino para que pudessem seguir com a missão.

"Err...eu vou até o banheiro e já venho." Ino tentou inventar sua desculpa mais esfarrapada, seguindo na direção da entrada da caverna. Só não achou que o outro guarda fosse cair com tanta facilidade. Quando liberou o jutsu e se deu conta que estava nos braços de Shino, corou sutilmente, afastando-se.

"Ele não desconfiou?" Shino perguntou. Estavam em uma espécie de sombra, visto que a caverna era bastante extensa. Do lugar onde estavam, era possível ver três conexões. Cada uma levando a um diferente lugar, Ino pensou.

"Não, o guarda era um tapado." Ino respondeu. "Mas pelo que eu pude entender, o chefe deles se encontra nessa caverna e tem um temperamento bastante instável."

"Eu mandei os meus insetos vasculharem pela caverna, nós seguiremos a trilha que eles indicarem." Shino fez menção de sair das sombras, mas Ino segurou a manga de seu casaco, apontando um guarda que se aproximava. Fez sinal para que ele ficasse em silêncio e retirou três agulhas de dentro da bolsa que carregava na cintura. "Agulhas?" Shino arqueou as sobrancelhas, lembrando-se que Ino havia usado uma dessas na última batalha.

"Apenas observe." Ela sorriu marotamente e esperou que o homem se virasse de costas, lançando as três agulhas de uma só vez. Cada uma delas pegou em um ponto diferente e ele sequer teve tempo de reagir, apenas caiu no chão, desacordado.

"Veneno?" Shino perguntou, olhando na direção do homem.

"Sonífero." Respondeu. "Mas eu também possuo agulhas de veneno e de paralisia." Piscou, olhando na direção do homem caído agora. "Acho melhor arrastarmos o corpo pra cá e seguirmos." Sugeriu.

"Pode deixar, os meus insetos farão isso." Shino limitou-se a dizer, enquanto seguiam caminho.

"O que os seus insetinhos não fazem?" Ino quase riu com a tonalidade que usou para a própria pergunta.

"Compras." Encolheu os ombros, como se não levasse à sério a pergunta que ela havia feito. Pararam de falar, porém, ao encontrarem uma bifurcação. Se entreolharam, como se buscassem a solução mais clara.

"Vamos nos separar?" Ino perguntou, olhando para Shino.

"É a solução mais rápida, porém não mais sensata." Shino constatou. "Se um de nós for atacado por um número grande de inimigos, teremos problemas."

"Mas se ficarmos aqui parados, não chegaremos a lugar nenhum, Shino. Nós precisamos chegar logo até os reféns e se você apenas mandar os seus insetos, isso vai demorar demais."

"Tudo bem então." Ele ajeitou os óculos. "Nos separaremos com a condição de que, quem encontrar o esconderijo primeiro, não atacará, mas avisará o outro." Ino arqueou as sobrancelhas, como se perguntasse como se avisariam.

"Os rádios não funcionam nesta caverna, é impossível nos comunicarmos, Shino." Ino lembrou.

"Para você sim, mas não pra mim." Shino estendeu o indicador na direção dela, mostrando um pequeno inseto pousado no mesmo. "A fêmea. Ela irá com você." Disse com calma.

"Mas e se você encontra-los?" Ino arqueou as sobrancelhas. "Eu não gosto dessa sua decisão."

"Se eu encontra-los, meus insetos te avisarão." Shino encolheu os ombros.

"Tudo bem então." Ino olhou para a esquerda. "Eu irei por aqui. Caso não ocorra nada de errado, nos encontraremos na saída em uma hora e meia."

"Certo." Shino concordou e, sem mais delongas, seguiu pelo caminho da direita.

X

O caminho o qual Ino havia tomado, parecia mais escuro que o normal. Ela, claro, não poderia iluminar nada ou chamaria muita atenção. Eram raras as tochas que apareciam na parede, dando indício de alguma luminosidade. Não eram raras as vezes em que Ino escutava um gotejar, e aquele som não lhe agradava em nada. Seguindo mais adiante, deparou-se com uma espécie de beco. Estreitou um pouco os olhos, para observa-lo melhor, mas acabou por seguir reto.

X

Shino seguia como um gatuno pelas sombras. Seus passos sequer faziam barulho ao tocar no chão, como se fossem amortecidos por uma espécie de almofada. Ele, como membro da Anbu, era um shinobi muito ágil. Procurava não envolver-se em batalhas e, quando encontrava algum shinobi no caminho, simplesmente o apagava com sua nuvem de insetos, tratando de esconder o corpo rapidamente. Era um caminho longo a percorrer e o tempo era muito curto.

X

Correndo mais um pouco, Ino notou que a próxima saída tinha forma de T, o que significava ter que escolher uma direção certa a tomar. A maioria das pessoas escolheria a direita, ela pensou. Então o mais sensato seria seguir pela esquerda? Bem, já havia feito isso uma vez.

"Calem a boca, seus ratos de cela!" Ino ouviu, não muito longe dali e escondeu-se nas sombras. "Vocês não terão alimentos por hoje. Quando o chefe voltar, os mataremos!" E gargalhou gostosamente. Ino ouviu os passos se aproximarem. Esperou, esperou, esperou e, quando finalmente viu o homem, lançou-se na frente dele, assustando-o. Ele não teve tempo para gritar e, quando viu o selo do jutsu, já era tarde demais.

"Foi mais fácil do que eu imaginei." O lábio do homem se repuxou num sorriso e Ino tratou de pegar o próprio corpo, escondendo-o naquele beco de antes. Sabia que não tinha muito tempo antes que o jutsu se desfizesse.

X

O caminho se fazia mais longo do que realmente era à medida que Shino avançava. Pela quantidade de guardas que já havia derrubado, imaginava que deveria ter alguma coisa importante por ali. Talvez os prisioneiros, talvez a sala do líder, pensou.

"Vamos, nós ainda temos que terminar de passar esses documentos à limpo logo para entregar ao líder." Shino ouviu, não muito longe de onde estava. Rapidamente, soltou um de seus insetos para que entrasse até a sala e apenas esperou, encostado na porta.

"Sim, eu sei. Mas o nosso encontro com ele é só daqui uma semana e, até lá, temos muito tempo para terminar isso." A outra voz comentou.

"Eu não sei não, ele nunca tem um dia certo pra vir."

"Mas desta vez o encontro foi marcado em outro lugar, não é? Ele nos disse que, além do irmão da areia, ele não quer nenhum dos reféns vivos. Então poderemos aniquila-los antes de seguir viagem." Um riso.

"Bem, eu vou deixar estas papeladas de lado um pouco, pretendo tomar um ar." Ouviu o barulho de uma cadeira ranger, se afastando e o próprio Shino tratou de pendurar-se em um dos cantos da parede. Depois que a porta se fechou novamente, uma nuvem de insetos cobriu o homem, tomando-lhe todo o chakra. Tudo tão silenciosamente que o segundo homem na sala não pareceu notar. Estranho, muito estranho, Shino pensou.

Quando Shino tocou a maçaneta fria da porta e finalmente notou que estava prso em um genjutsu, já era tarde demais. Sentiu um forte golpe atingir-lhe a nuca. E então, tudo era negro.

X

Ino, depois de caminhar um bocado, finalmente alcançou a prisão daquela caverna, deparando-se com dois guardas. Um deles dormia, enquanto o outro brincava com o molho de chaves.

"Hey, vocês dois." Ino chamou-lhes a atenção.

"O que houve, Kaito?" Um deles perguntou.

"Parece que estão reunindo todos os guardas para mudar os horários de turnos de vigia." Ino encolheu os ombros. "Me mandaram ficar aqui para vigiar os prisioneiros."

"Tem certeza?" O outro arqueou as sobrancelhas. "Nós mudamos o horário ainda ontem!"

"Você vai questionar as ordens do chefe? Sabe como ele é instável!" Revirou os olhos.

"Bem, eu...hey, acorde Satoshi!" Sacudiu o outro guarda. "Estão nos chamando, vamos logo!"

"Uhn, o quê?" Limpou a baba do canto da boca. "Mas você não tinha saído, Kaito?"Ergueu as sobrancelhas.

"Eu vim passar o recado a vocês!" Estreitou os olhos.

"Nós já estamos indo!" Os dois disseram em uníssono, deixando a sala e Ino sorriu de canto.

"Fácil demais." Murmurou para si mesma, aproximando-se da cela.

"O que você quer? Me humilhar mais?" Kankurou olhou naquela direção com um ódio descomunal. Não fossem os grilhões que lhe prendiam, provavelmente já teria partido para cima de Ino.

"Kankurou, acalme-se." Murmurou, abrindo a cela com a chave que havia arrancado do guarda. "Sou eu, Ino!" Sorriu levemente, entrando na sala. Kankurou arqueou as sobrancelhas, como se não compreendesse. "Eu utilizei o Shintenshin no jutsu para dominar o corpo deste guarda, mas não tenho muito tempo." Libertou-o das algemas, mas tão logo fez isso, levou um forte soco. "Hey, por que fez isso?!" Levou a mão à bochecha automaticamente, massageando-a.

"É por tudo que esse maldito me fez." Kankurou massageou levemente o punho.

"É, mas eu também recebo os danos por isso." Ino foi até os outros prisioneiros, soltando-os. "Nós precisamos ser cautelosos e sair daqui o mais rápido possível, então peço para que possamos agir em grupo."

"Pode deixar." Kankurou fez um positivo com a cabeça, tendo Karasu em mãos. "Vamos, pessoal!"

"Certo!" Os chuunins disseram.

E seguiram dali, rumo à saída.

X

Ao abrir os olhos, ainda zonzo, Shino deparou-se com dois guardas lhe encarando. Um deles segurava um par de Nunchakus 1, enquanto o outro apenas o encarava de braços cruzados. Shino sabia que, apesar de estar preso por cordas grossas, poderia se soltar a qualquer instante. Mesmo assim, optou por ficar preso, apenas os encarando.

"Parece que a Bela Adormecida acordou do genjutsu." Um deles disse, dando um riso. "Que ninja de Konoha é você, que nem mesmo consegue se ver livre de um genjutsu?"

"É apenas uma piada para o nome de Konoha!" O outro gargalhou, dando um chute em Shino.

"O que vocês vão fazer comigo?" Perguntou, estreitando os olhos. Por sorte, ainda usava seus óculos e, ao que parecia, eles não haviam lhe reconhecido.

"Oras, mas que pergunta tola! Como o chefe não sabe sobre você, iremos mata-lo!" O primeiro ninja respondeu.

"Sem direito a um último desejo?" Shino arriscou. "Como os ninjas honrados que são, ao menos vão me dar o direito de saber o que está acontecendo, não é?" Os dois se entreolharam, confusos. Ótimo, eram apenas dois idiotas, Shino pensou.

"Bem, já que você vai morrer mesmo..." O guarda que segurava os Nunchakus encolheu os ombros. "Nós fazemos parte de uma organização que tem como objetivo, destruir Konoha. Mas como Konoha é uma sede muito poderosa, resolvemos começar pelos países mais frágeis, como é o caso de Suna." Usou um dos Nunchakus para atingir-lhe o rosto. Shino não reagiu.

"E quem está por trás disso?" Um filete de sangue escorreu-lhe pelo canto da boca.

"Não é algo que interesse a você, garotinha!" O outro respondeu.

"É isso mesmo! Agora está na hora de dizer boa noite, Cinderela! (2)" O homem que segurava as Nunchakus, manuseou uma delas, visando acertar Shino, porém esta foi barrada por seus insetos. "O quê?!" Arregalou os olhos.

"Bem, já que não vão me dizer nada, não são mais úteis para mim." Shino ergueu-se, já livre das cordas, enquanto uma nuvem de insetos sugava o chakra do homem que portava as Nunchakus.

"V-você é do clã Aburame?" O outro homem perguntou, se afastando.

"Bastante observador." Massageou levemente o rosto.

"Não importa, eu irei acabar com você de qualquer modo." O homem sorriu e um Kage Bushin acertou Shino por trás. Os olhos do homem se arregalaram, porém, ao notar que os insetos se desfizeram, avançando em sua direção.

"Konchuu bushin no jutsu." O verdadeiro Shino atingiu o Kage Bushin com um forte golpe, enquanto os insetos 'engoliam' o homem. "Como conhecedor do clã Aburame, você deveria saber que manipulamos os insetos a nosso bel-prazer." E sorriu.

"Q-quando você...?" O homem tentava se mover, sem muito sucesso.

"Ah, isso?" Encolheu os ombros. "Foi antes mesmo de estar sob o efeito do seu genjutsu idiota. Eu só queria coletar informações." Foi até a mesa, pegando a papelada. "Uhn, planos de ataque contra Konoha, ficha técnica dos seus ninjas...muito interessante." Juntou os papéis, colocando-os dentro de uma pasta que viu ali. Diga a seu líder, para que tome muito cuidado com Konoha." Shino fechou o punho em sinal para que os insetos finalizassem o trabalho. "Bem, agora é hora de ver como a Ino se saiu." Ajeitou o casaco e colocou a pasta embaixo dos braços, seguindo ao encontro de Ino.

X

Ino já estava em seu corpo e seguiam rapidamente na direção da saída, quando um grupo de ninjas apareceu na frente deles. Pelos hitaiates que usavam, eram ninjas renegados de Suna, mas havia um único pertencente à Konoha. Ino, claro, notou.

"Vocês não vão passar daqui." O ninja de Konoha sorriu, olhando na direção deles. "Foi um golpe muito esperto o seu, para libertar os prisioneiros, mas nenhum de vocês sairá vivo daqui."

"É o que vamos ver." Ino bateu um punho contra o outro, dando um passo à frente. "Eu cuido do de Konoha." Limitou-se a dizer.

"Nós cuidaremos dos de Suna." Kankurou sorriu de canto. "Preparem-se para atacar." Fez sinal para que os dois chuunins avançassem.

"Karasu..." Um dos ninjas de Suna deu um passo à frente. "Foi uma das marionetes construídas por Sasori-sama." Pousou algo pesado no chão. "Mas você não é o único..." Liberou as bandagens. "A possuí-las!" Uma marionete avançou na direção de Kankurou, mas foi rapidamente barrada por Karasu.

"Então você conheceu Akasuna no Sasori?" Arqueou as sobrancelhas, avançando Karasu para atingi-lo.

"Digamos que ele foi...meu mentor." O ninja abriu um sorriso, lançando a marionete contra Karasu.

"Eu, se fosse você, prestaria mais atenção aqui, gracinha." O ninja de Konoha sorriu.

"O nome..." Ino avançou rapidamente, lançando agulhas na direção do inimigo – que habilmente se esquivou. "É Ino!" Acertou-lhe um forte soco, deixando-o um pouco desnorteado.

"Eu não me esquecerei...gracinha." Segurou-lhe o punho com força, mas quando foi lhe atingir, viu-a desaparecer em pleno ar. Era um Kage Bushin.

"Não me chame assim." Fincou uma agulha em seu pescoço, vendo-o desacordar em seguida. "Como está a situação aí, Kankurou?" Perguntou, arqueando as sobrancelhas.

"Tudo sob controle." Sorriu, fazendo Karasu avançar na direção do outro. Quando a marionete veio para lhe impedir, os membros de Karasu se soltaram, mas o homem habilmente se esquivou. Ele só não contava com os dedos de Karasu, que lançaram milhões de agulhas em sua direção. Muitas chegaram a lhe atingir as coxas e os braços e ele caiu inerte, no chão.

"O que você fez comigo..?" Estreitou os olhos.

"Isso é uma espécie de veneno. Ele age lentamente em toda a circulação. Quando vir seu mestre Sasori, no inferno, agradeça a ele por esse veneno." Kankurou sorriu. "É melhor continuarmos." Disse para Ino.

"É, ainda temos que encontrar o Shino."

"Shino?"

"É uma longa história, eu te conto no caminho." Respondeu. "Vamos!"

E seguiram dali, na direção da saída.

X

"Vocês demoraram." Shino disse, colocando o pé sobre o peito de um dos ninjas que guardavam a entrada.

"Acontece que tive alguns imprevistos." Ino disse. "Mas eu libertei os prisioneiros. E quanto a você, garoto dos insetos?" Abriu um sorrisinho vitorioso.

"Eu coletei informações muito interessantes que a Godaime vai adorar ver." Ergueu a pasta, dando um sorriso vitorioso, ao ver Ino boquiaberta.

"Não querendo interromper a briguinha de casal, mas acho melhor irmos embora." Kankurou sugeriu, segurando o riso.

"Nós não somos um casal." Os dois disseram em uníssono, arrancando uma boa gargalhada dos ninjas de Suna.

"Eles estão fugindo!" Escutaram vozes ao longe.

"Vamos logo!" Kankurou disse, e saíram da caverna. Kankurou ainda usou Karasu para atingir o topo da caverna, fazendo o topo da mesma ceder, bloqueando a única saída que poderiam usar. "Eles não demorarão tanto tempo quanto eu desejaria para se libertarem, então acho melhor nos dirigirmos para Suna e – "

"Não. É melhor irmos todos à Konoha." Shino cortou. "Eles devem estar esperando que voltemos à Suna e o que eu tenho para mostrar à Hokage é de suma importância."

"Além disso," Ino continuou. "estamos na época do exame chuunin, como você bem sabe, Kankurou. Isso significa que o Kazekage não vai estar em Suna, certo? Seria uma perca de tempo irmos até lá e nos depararmos com uma mesa vazia."

"Casos vocês não tenham notado, a parede de rochas não vai durar muito." Um dos chuunins disse.

"Bem, vamos logo para Konoha então." Kankurou disse por fim, ajeitando Karasu nas costas.

"Certo, vamos!" Ino apontou para frente.

"Er...Ino." Shino chamou.

"Hum?"

"Konoha é para lá." E apontou o outro lado.

"Ah, claro, eu sabia disso!" A loira corou sutilmente. "Então vamos para Konoha!" Riu desconcertada. Shino balançou negativamente a cabeça.

"Vamos logo." Limitou-se a dizer, enquanto seguiam caminho.

"Esses dois..." Kankurou revirou os olhos, seguindo logo atrás deles. Teriam um looongo caminho pela frente.


(1) Nunchakus – são armas que consistem em dois bastões pequenos, conectados em seus fins por cordas ou correntes.

(2) Boa noite Cinderela - É o nome de um golpe usado por bandidos que desacorda sua vítima com algum tipo de calmante.


N/A:

Ok, eu sei que demorei mais que o previsto, mas é porque eu sou uma pessoa carente de reviews!

Mas não foi só por isso, é porque eu esqueci de postar mesmo LOL

Eu ainda estou ajeitando o próximo cap, mas prometo postar logo! Espero que tenham gostado das cenas de luta e que continuem acompanhando!

Se eu não quisesse reviews, eu matava todos os meus leitores com o Death Note (?)

Aos leitores fantasma de plantão, eu desejo que morram de um câncer desconhecido!