Mentiras (sexo & safadezas)
Capítulo TRÊS: "Quando eu disse que sempre achei"
"Desde quando você, Draco Malfoy, acha que eu sou adorável?"
Boa pergunta.
Desde quando?
Eu não sei responder sua pergunta, pequena.
Você começa bater seus dedos no braço da poltrona impaciente.
Desde quando?
Antes você era apenas mais uma Weasley sem sal que vestia roupas de segunda mão e era apaixonada pelo Potter.
Como você pode ter crescido tão rápido sem que eu pudesse perceber isso?
"Vamos, Malfoy, estou esperando." – você diz.
Eu gostaria que você fosse mais paciente, às vezes.
"Sempre achei."
Você arqueia uma das sobrancelhas e me olha irônica.
"Sempre?"
Eu concordo.
"Você está mentido."
Olho pra você ofendido. Você está certa quando diz que estou mentindo. Eu venho fazendo isso o tempo todo desde aquela porcaria de tarde há algumas semanas atrás.
Eu não posso ser verdadeiro com você porque se eu for, você vai conhecer a verdadeira pessoa que eu venho sendo desde sempre.
"Não estou mentindo." – outra mentira.
"Certo, então prove."
Num estalo eu percebi que era isso que eu vinha querendo esse tempo todo. Quando eu olhava suas sardas pontilhares seu ombro, na verdade eu imaginava como deveria ser todo o seu corpo pontilhado com elas.
Quando seu corpo queimava minha pele, eu queria saber se o seu corpo também se queimava.
Eu queria provar todas essas simples coisas e agora você quer que eu prove.
"Está bem então." – eu murmuro antes de inclinar um pouco minha cabeça e pendê-la para o lado. Você faz o mesmo e num instante eu sinto a sua boca quente sobre a minha.
Eu estou com os olhos fechados porque eu não consigo simplesmente abri-los.
Sinto o seu gosto. Chocolate.
Seu gosto me lembra chocolate.
"Humm..."
"O que?"
"Eu não esperava por isso." – você diz sorrindo.
"Eu também não." – eu estou sendo sincero agora. Mas eu não culparia você se você não acreditasse depois de tantas mentiras...
"Mas você não disse que sempre me achou adorável?"
"Disse. Eu sempre te achei adorável, Weasley."
"Gina."
Eu te olho sem entender.
"Me chame de Gina."
"Então, nesse caso, me chame de Draco."
Você faz uma careta.
"Seu nome é estranho."
"O seu também é." – na verdade eu acho que seu nome é adorável.
"Gina não é o meu nome! É o meu apelido!"
Arqueio minhas sobrancelhas.
"E seu nome é...?"
"Ginevra."
"Draco e Ginevra. Dois nomes estranhos."
