Este quarto capítulo eu dedico aos atores Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, e Jim Beaver, por simplesmente arrasarem nas interpretações, e darem vida à um Sam, um Dean, um Castiel e um Bobby tão carismáticos; enchendo as mentes de nós, fãs, de fantasias e criatividade.
Capítulo 4: Bonded
Tire os ''*s'' dos links
Música deste Capítulo(Noite de Núpicias):
-Heaven – Bryan Adams:
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Juliel entrou apressada pelas portas de ébano do salão retangular. Uma piscina iluminada se encontrava no meio do salão, rodeada por diversos anjos. Muitos deles lançaram olhares depreciativos. Mas a anja não se importava com isso agora, não se importava com o que os outros pensavam dela, não se importava com a multidão, apenas queria um momento sozinha. Juliel abaixo a cabeça fitando o chão ao caminhar. A anja encaminhou-se até uma pequena porta num canto do salão. Sabia o que se encontrava além daquela porta, e isto era exatamente o que ela queria agora.
Um corredor comprido, escuro, estreito, se estendia à frente da mulher. Juliel cambaleou nervosa, por entre o piso de pedra frio e as paredes de tijolos. Parou em determinado ponto. Se deixou escorregar de costas contra uma das paredes, sentando-se no chão gelado.
Era tudo o que ela precisava. Escuridão. Escuro. Um momento no escuro. Um momento para enfrentar, psicológicamente, seus demônios interiores. E ela tinha muitos, mesmo sendo uma anja. Deixou que a escuridão e o frio tomassem conta dela, enquanto lágrimas escorriam, compulsivamente, do seu rosto. Soluços escaparam da sua boca antes que ela se desse conta. Não podia acreditar no que havia presenciado. Simplesmente não podia. Manipular Sam fora sua última carta na manga contra aquela monstruosidade de união. Mas até o Winchester maldito e demôniaco se rendera aquelha palhaçada nojenta. Uma palhaçada que roubara o único anjo que fizera sua mente divagar e imaginar-se pecando. O único anjo por quem sentira algo além de companheirismo. Mas agora tudo se fora, e aquele castelo de cartas de fantasias e ilusões desabara. E no lugar dele, restara apenas um vazio. Um doloroso e inexplicável vazio.
Mais lágrimas escorreram do rosto angelical, caindo em fartas gotas no piso gelado. Piso gelado. O frio do chão já entrara, de alguma forma, nas entranhas da anja. Já se sentia fria, morta. Sentia-se como uma defunta ambulante, sem nenhum propósito para viver. Não fazia sentido continuar vivendo depois de perder a única coisa que a motivava a viver. E ela sabia que o havia perdido. Desta vez, não haveria Sam Winchester nenhum que pudesse fazer com que o anjo acordasse daquela espécie de transe pelo humano. Castiel se fora, e não voltaria mais. Juliel o deixara escapar por entre seus dedos, sem se dar conta. Daria tudo para que ela, Juliel, fosse a anja que tivesse conseguido ressuscitar o Winchester. Daria tudo para que o anjo nunca tivesse conhecido aquele humano. Daria tudo para impedir que aquela palhaçada tivesse acontecido. Daria tudo.
Mas, ela sabia muito bem, havia uma distância enorme entre querer e poder. E, agora, ela apenas poderia lamentar àquele casamento maldito. O que ela queria não tinha mais importância, por que nunca aconteceria. Só lhe restava lamentar contra o destino e repetir para si mesma ilusões e fantasias vazias, sem sentido. E isso acelerava as lágrimas.
Juliel, portanto, continuava ali, chorando, sozinha, na escuridão, abandonada, perdida, infeliz.
Até que um barulho foi ouvido, e uma espécie de luz no fim do túnel clareou tudo. Uma luz no meio da escuridão.
C&D - Dastiel
Galadriel saiu apressada do armazém escuro de proporções infinitas. O artefato brilhante que buscara durante horas, estava preso dentro do decote do vestido azul, farfalhante. Múrmurrou um feitiço e a porta negra de dupla face aparecem à sua frente. Abriu-a com as duas mãos, decidida. Viu-se novamente, no corredor escuro e estreito de outrora. A porta negra desapareceu às suas costas.
Galadriel virou-se, em direção ao salão retângular com a piscina. Mas, com um grande susto, sentiu uma mão segurar o seu pulso esquerdo.
Juliel estava ali. Aquela maldita puta ruiva, que se derretia por Castiel, estava ali.
- O que diabos está fazendo aqui? - Perguntou Galadriel, ríspida.
- O que é isto? - Perguntou Juliel, apontando para o decote, ilúminado, da outra.
- Nada! - Bradou Galadriel, pondo a mão direita em cima da luz do artefato. Como não percebera a presença da anja ali, antes? Como se deixara distrair por uma cega e estúpida felicidade momentânea ao ter encontrado o artefato? Como deixara que essa felicidade a cegasse da presença de algum infeliz anjo, que não estivesse nos seus planos, ali?
- O quê...? - Juliel parecia estar irresistivelmente curiosa pela luz.
- Perguntei primeiro: O que está fazendo aqui? Você deveria estar no casamento! – Bradou uma Galadriel eufórica.
- Já acabou. - Disse Juliel. - Aquela barbaridade já chegou ao fim. Você não queria que eu ficasse a noite inteira lá, não é?
- Mas... Mas você era a madrinha!
- E daí? Eu não iria ficar numa suíte de Hotel, ao lado do quarto daqueles dois. Nem o Winchester diabólico quis ficar na suíte de padrinho, e ouvir os gemidos e gritos daquele ato nojento a noite inteira, quem dirá eu...
- Achei que gostasse do Castiel.
- Hã? - Bradou Juliel perplexa. - Acha que eu sou uma porca maldita para gostar de ouvir aquilo? Se você não se importa com aquela putaria grotesca, como aparenta, o problema não é meu. Eu tenho juízo, ao contrário de você, para saber...
- Olha o modo como fala comigo! - Berrou Galadriel segurando os ombros da outra, com as duas mãos. - Se esquece que sou sua superior? Se esquece que posso destruí-la num piscar de olhos? Se esquece de quem eu sou? Se esquece da graça superior?
- Não, não me esqueci da sua graça superior. Mas eu não me gabaria tanto, quando estou com o rabo preso com alguma coisa brilhante nos peitos, que certamente atraíra a atenção do mais alto escalão.
- Está me chantageando? - Gritou Galadriel, sacudindo a outra pelos ombros, com um olhar de puro ódio no rosto. - Está querendo morrer agora mesmo? – Ela concluiu e Juliel riu.
- Ok, me mate então. Se você der sorte, e eu digo muita sorte, talvez nenhum das dezenas de anjos aqui perto perceba alguma coisa. – Julie tinha um tom desafiador e Galadriel bufou, soltando Juliel, resignada.
- Agora me diga, o quê é isto aí? - Perguntou a ruiva, com um leve sorriso no rosto. As lágrimas de outrora já secas. Secas diante da possibilidade de que tudo, talvez, não estivesse perdido.
C&D - Dastiel
A noite caía em Boston. Mas ela era apenas uma fraca, pequena e indefesa criança, mas ainda assim astuta e romântica, aos olhos dos dois recém-casados.
Castiel parou à porta da suíte do casal, Dean abrançando-o carinhosamente por trás. O anjo pegou as chaves do bolso. Destrancou a porta, enquanto Dean mordia sua orelha, sedutoramente. A porta foi fechada, tele cineticamente, pelo anjo.
A suíte estava decorada com algumas velas vermelhas, em cima dos cômodos. Pétalas de rosas vermelhas jaziam na cama, ao lado de uma cesta de palha com um champagne e duas taças de vidro. Um cabide de madeira pendurava algumas peças de roupa dos casados, como o sobretudo pardo. Algumas malas estavam empilhadas nos pés do cabide. Castiel virou-se para o Winchester.
- Enfim, sós. - Disse Dean, sorrindo.
Os dois se beijaram amorosamente, vagarosamente. Mas, antes que percebessem, os beijos já haviam se tornado vorazes, famintos. Castiel se deu conta da parede às suas costas, de repente. Não conseguia prestar atenção em nada, nem parecia o soldado atento e cauteloso de outrora. Dean prendia toda a sua atenção. Os seus lábios carnudos e suculentos, os olhos verdes, a pele quente e macia.
O Winchester prensou o outro contra a parede, antes que percebesse. Mas, não podia e não queria parar com aquilo. Os lábios um pouco volumosos do outro brincavam contra os seus. Aquela saliva, aquela boca doce o enfeitiçava. Era como beijar um cubo de açúcar, ou uma colher de mel. Era decididamente uma das melhores bocas, se não a melhor, que já havia explorado, saboreado.
Antes que percebesse, Dean levantou as pernas do outro, suspendendo-o. O anjo seguro firmemente no humano, os braços ao redor do seu pescoço, as pernas presas à sua cintura. Castiel parecia pesar tanto quanto uma pena.
Os beijos continuaram, por vários minutos, e junto com eles vieram gemidos de ambas as partes. A temperatura corporal de ambos subindo a cada beijo, à cada gemido, à cada vez que ouvia o outro dizer o seu nome.
Dean, sem notar, agarrou firmemente as coxas de Castiel e levou-o até a cama, suspenso. Sentou-se nela, o anjo no seu colo, de frente para ele. Castiel beijava aqueles lábios salgados avidamente. Um salgado delicioso e pecaminoso. Não um salgado ardente, que reagisse azedamente contra sua língua. Mas um salgado calmo, calculado, como uma saborosa carne na grelha, embora ele nunca tivesse comido uma.
De repente, uma ideia, como um clarão, surgiu em sua mente. Achava que Dean gostaria disto, tanto quanto ele, no fundo, gostara. E, entre beijos, gemidos e agarrões, Castiel desceu sua boca até o pescoço do outro. Beijou-o ali, na pele um pouco bronzeada. Dean soltou um gemido alto, rindo
- Cas... O que...? - Riu Dean, embasbacado, corado.
Castiel passou a usar a língua nas carícias, fazendo com que a temperatura de Dean subisse e um segundo gemido escapasse da sua boca. Castiel levantou o rosto, olhando o outro nos olhos.
- Eu... Dean, desculpe... Achei que você... Gostaria, sabe...
Dean beijou-o como resposta.
- Continue. - Disse apenas.
Dean foi ao céu mais uma vez enquanto a língua do outro dançava contra seu pescoço. Aquele era um velho truque da raposa esperta e sedutora que um dia caçara garotas gostosas em bares e botequins. Usar aquele feitiço contra o próprio feiticeiro era no mínimo uma covardia. Uma covardia que ele nunca havia experimentado, e se culpava amargamente agora por isso.
Uma súbita sensação no baixo ventre acomodou o Winchester, e ele não precisou pensar duas vezes antes de distingui-la: estava ficando excitado, ereto. O Winchester levantou a cabeça do anjo.
- Huh? - Chamou Castiel febrilmente, ainda com o gosto da pele do humano em sua boca.
- Agora é a minha vez. - Disse Dean, sorrindo um pouco sacana.
Num movimento brusco e repentino, Dean inverteu as posições. Estava por cima agora, Castiel deitado na cama, sentando-se em cima da cintura e coxas do amado. Dean Winchester curvou-se, abrindo os botões do smoking negro do parceiro com as mãos hábeis enquanto o beijava. Em segundos o peito do anjo jazia nu. Dean beijou o meio do peito do homem, descendo a cabeça a cada beijo. Castiel gemia baixo. Dean parou no cinto do moreno. Abriu a fivela. Parou. Fitou o anjo.
- O... O que foi? - Perguntou Castiel, sério.
- Tem certeza de que está pronto? - Perguntou Dean sério. - Não quero te forçar a nada, e vou entender se você não quiser como fez no elevador.
Castiel suspirou.
- Dean, sabe por que eu me casei com você?
- Tenho uma ideia.
- Porque eu te amo. - Respondeu o anjo, ignorando o comentário do outro. - Porque eu quero passar o resto da minha vida contigo. Porque eu quero ser seu, e me entregar a você sexualmente faz parte disso. Porque eu confio em você, sei que vai tentar fazer desta a melhor noite da sua vida, assim como eu tentarei. Não me importo de ter que ceder a você, pois eu cederia a tudo que você me pedisse, e quantas vezes fossem necessárias. Me compreende dessa vez?
- Sim... - Disse Dean. - É só que...
- O quê?
- Eu também quero ceder um pouco a você, eu acho... Você merece a minha confiança, depois de tudo que já passamos juntos.
- Então se entregue a mim, como eu me entregarei a você, de corpo e alma.
- Eu não hesitaria em fazer isso. - Disse Dean, sorrindo.
- Do que está rindo? - Perguntou Castiel, curioso.
- É que acabemos de dizer que queremos dar um pro outro, e eu não me sinto envergonhado por isso.
Castiel soltou um sorriso.
- Aliás... é... - Dean fitou o cinto da calça social do outro. - Você sabe como se faz isso, né?
- Sim, claro.
- Digo... Não do modo convencional... - Dean tentava achar as melhores palavras para dizer aquilo. - Sabe... Homem com homem... Sem uma...
- Dean, eu sei como funciona sexo gay. - Disse Castiel, sorrindo um pouco. Era engraçado que ele é quem deveria ser o ingênuo, e não Dean. - Não sou tão inocente e estúpido assim...
- Então... Você... você jáz fez?
- Não, nunca. Só sei como funciona, e você?
- Também não. Acho que seremos dois virgens então...
- Então, vamos aprender juntos.
Dean sorriu.
- É como se eu fosse um virgem no colegial novamente...
- O que quer...
- Quer dizer que estou muito afim de perder a minha virgindade, por assim dizer, com você. - Cortou Dean.
- Eu também. - Disse Castiel, os olhos brilhando. - Não vou falar bobagem e depois fugir, dessa vez. Não desta vez. Não com você.
E dizerem isto, os dois se beijaram, sem mais delongas. Prontos para uma noite muito especial, de amor.
C&D – Dastiel
O Impala estava estacionado na praia de Boston. Sam Winchester respirava fundo a brisa marítima sentado sob o capô do Chevrolet. Pedira o carro emprestado ao irmão naquela noite, na festa de casamento.
O homem alto olhou para o céu estrelado, imaginando como estava sendo a noite para os dois casados. Saíra, na calada da noite, do hotel não por vergonha ou receio ao casamento, como quase saíra anteriormente, mas por privacidade desta vez. Para dar espaço para os dois, deixar que passassem a noite juntos sem pensar nos outros ao seu redor. Para se dar um pouco de privacidade, também. Precisava de um tempo sozinho, consigo mesmo. Já aceitara toda a idéia dos dois homens estarem juntos agora, e até apoiava. Mas precisava de um tempo, mesmo assim, para pensar. Pensar em como seria a vida a partir de agora, em como as coisas mudariam.
Desligou o celular. Não queria ser intenrrompido e tão pouco que Dean o chamasse de volta ao hotel.
Suspirou. Agora Dean Winchester e Castiel eram casados. Era essa a verdade, a verdade absoluta. Ele não queria e não poderia mudar isto. Isso era imutável. Isto era a verdade.
D&C - Dastiel
Oh - thinkin' about all our younger years
(Pensando nos nossos tempos de juventude)
There was only you and me
(Só existia eu e você)
We were young and wild and free
(Éramos jovens, selvagens e livres)
Now nothin' can take you away from me
(Agora nada pode lhe manter longe de mim)
We've been down that road before
(Já passamos por isso antes)
But that's over now
(Mas agora já acabou)
You keep me comin' back for more
(E você continua me chamando pra mais)
Castiel se contorceu. Uma gota de champagne caindo sobre seu mamílo direito. Estava apenas de calças, agora.
Dean derramou mais uma gota do champagne inclinando a taça de vidro. A outra jazia no chão. Ambas já haviam sido usadas, uma taça bebiba por cada um, cruzando os braços, como na tradição.
- Dean... - Murmurrou Castiel.
Dean sorriu de um jeito safado. Estava apenas com sua boxer branca agora. Sua mente dava voltas e reviravoltas, fitando o anjo despido à sua frente. Um anjo despido, frágil, indefeso, rendido.
- Eu... te... amo. - Sussurrou o moreno, sorrindo.
Dean derramou mais um pouco do líquido dourado no peito do anjo. Em seguida, sem pensar duas vezes, inclinou-se e passou a lamber o líquido, o peito do anjo, os seus mamílos.
Castiel gemeu alto.
- Dean... De...an... - Gemeu Castiel, ao sentir a língua quente e habilidosa do outro.
Dean continuou o movimento. Se divertindo e se excitando com os gemidos alúcinados do outro. O Winchester, ao lamber o mamílo esquerdo do outro, podia sentir o coração acelerado.
- Aahhhh! - Bradou Castiel, ao sentir seu mamílo esquerdo seu sugado. - Dean... De...annn... eu... te... amo... ahhh...
Dean sentiu uma movimentação nas suas nádegas. O anjo estava começando a ficar ereto.
Castiel gemeu alucinado enquanto o seu amado sugava-o.
- Eu te amo! Eu te amo! - Um berro lunático, febril. - Eu te amo!
Dean desceu a cabeça pelo torso do moreno, agora usando a língua. Dean parou no cinto. Abriu a fivela, rapidamente, loucamente. Tirou as calças do anjo em instantes, saindo de cima do outro. Fitou a boxer preta do homem, enquanto se sentava sobre seus joelhos e coxas. Sua dedução estava certa: uma ereção se iniciava ali.
Dean, sem saber o que estava fazendo, mordeu as partes do anjo. Uma mordida suave, provocante. Castiel arfou.
- O quê...? - Perguntou Castiel, mais para si mesmo do que para o outro. Dean continuou a dar pequeninas mordidas, sentindo o gosto da boxer apertada e preta do outro.
Castiel entrava em transe, ficando, à cada mordida, cada vez mais ereto. Até que Dean parou, levantando a cabeça. O anjo fitou-o, um olhar quase suplicante nos olhos.
Dean abaixou, num movimento rápido, a boxer do anjo. Ficou um momento fitando o membro mediano, com a ponta roxa, alguns pêlos pubíanos no ventre, a marca da cueca na pele, deixando-a mais clara no seu ventre.
- Dean? - Chamou Castiel. - Tudo bem?
- É que eu nunca… nunca chupei isso na vida. - Disse Dean.
- Você iria fazer o que...? - Admirou-se o anjo. Mas Dean nada disse. - Não precisa fazer se não quiser...
- Não, não... - Discordou o Winchester. - Eu farei... eu... eu concordei em ceder à você, porque é isso que eu quero fazer... eu farei. - Um leve sorriso.
- Tudo bem então, eu acho... - Disse Castiel, com um leve sorriso nos lábios.
Dean abaixou-se devagar. Não sabia por onde começar. Quer dizer, ele sabia, e muito bem. Já haviam feito sexo orais nele inúmeras vezes. Mas ele nunca...
Dean encostou a língua, desajeitadamente, na cabeça no membro do outro. Passou a movimentá-la. Antes que percebesse, já a descia e a fazia dançar na base do membro. Passava sobre as veias saltadas do homem, subindo até a ponta, e depois pelo caminho inverso.
Castiel arfava, febril. Até que Dean passou a lamber, chupar e sugar os seus testículos, fazendo seus pêlos da nuca se eriçarem. Então subiu, voltou-se ao pênis, novamente. Respirou fundo, antes de enfiar o membro do outro na sua boca.
Uma vez lá dentro, Dean começou a sulgá-lo, passear com sua língua por toda a sua extenção, saborear um leve gosto adocicado dele, enquanto fazia movimentos com seus lábios, chupando-o.
Castiel via estrelas multicoloridas na sua mente. Nunca imaginara que a boca de Dean pudesse fazer aquilo, e muito menos fazer tão bem. Ele sabia, o Winchester era anos-luz mais experiente do que ele na área sexual, mas aquilo... Aquilo era a face do pecado, um pecado bom, muito bom.
Castiel alisou os cabelos do outro, antes de flexionar a cabeça dele, aumentando a velocidade dos movimentos. Castiel alto, rouco.
Até que tudo parou, quando Dean levantou a cabeça.
- Por que...? - Suplicou o anjo, um olhar penoso no rosto. Como uma criança que estivesse comendo um doce, e este lhe fosse tirado de suas mãos, sem mais nem menos.
Então Dean, sem mais nem menos, puxou o pescoço do outro e lhe deu um beijo de língua, delirante. Castiel se esqueceu completamente de tudo. Se fosse qualquer outro homem, teria nojo de beijar aquela boca que acabara de estar nas suas partes. Mas ele não era qualquer outro homem, era Castiel. O homem que pertencia a outro homem, agora. Jamais sentiria nojo do outro, jamais recusaria um beijo. Não conseguiria, mesmo que quisesse. Seu coração não deixava, tendo vontade própria sobre sua mente.
Então o beijo foi cortado. Dean se afastou, tirando sua boxer. Castiel olhou-o com puro desejo. De um jeito que jamais olhara para o ex-amigo.
Dean estava ereto. Um pênis ereto, medíano, de glande avermelhada, se destacava à cima de alguns pêlos pubianos e a pele clara naquela região, marcada do sol.
- Você... - Começou o anjo.
- Eu quero começar. - Interrompeu Dean. - Se não se importa.
Castiel concordou com a cabeça.
Dean subiu, novamente, em cima do outro. Apoiou-se com as pernas dobradas. Segurou o membro do outro, encaixando-se onde deveria entrar. Onde era o seu lugar, onde a conexão ocorreria.
O Winchester respirou fundo.
- Eu posso começar... se quiser. - Disse Castiel, fitando os olhos do outro.
- Não... eu quero ceder primeiro. - Disse Dean, confiante. - Você merece isso, por tudo que fez por mim. Não me importo de fazer isso, por você. Por você eu faria tudo, porque, agora, tenho a absoluta certeza: estou perdidamente apaixonado. - E era a verdade, Dean sabia. Não podia e não queria mais esconder isso, não admitir isso.
And baby you're all that I want
(Amor você é tudo que eu quero)
When you're lyin' here in my arms
(E quando você está deitado em meus braços)
I'm findin' it hard to believe
(Quase não consigo acreditar)
We're in heaven
(Que estamos no paraíso)
And love is all that I need
(E amor é tudo que eu preciso)
And I found it there in your heart
(E encontrei em seu curacao)
It isn't too hard to see
(Não é tão difícil de ver)
We're in heaven
(Que estamos no paraíso)
Castiel nada disse. Apenas fitava o outro, com carinho, os olhos lacrimejados até que Dean, num movimento rápido, empurrou o corpo para baixo, sentando-se, encaixando-se totalmente no outro.
Um gemido alto, quase um berro, escapou da boca do Winchester. Uma dor lancinante rompia tocando fundo sua próstata.
- Dean... - Murmurou Castiel, um ar penoso na face. Ver a expressão de sofrimento, de dor, no rosto do outro fazia seu coração se despedaçar. Teve vontade de parar tudo aquilo, socorrer Dean, abraçá-lo fortemente e prometer que nunca faria aquilo denovo, nunca mais o machucaria.
- Tudo bem... - Gemeu o Winchester. - Tudo bem...
Dean ergueu novamente o corpo, usando a força das pernas. Apoiou as mãos no peito do outro. Respirou fundo. Sentou-se novamente. Outro gemido escapou da sua boca. Castiel, incapaz de se controlar, agarrou as mãos do outro. Apertou-as.
Dean sentiu uma onda de confiança naquele aperto.
Levantou, sentando-se depois, novamente. E de novo, de novo, de novo. O rítmo acelerando a cada estocada.
Deitou-se sobre o peito do moreno. Alcançou seu queixo. Beijou-o. Levantou iniciando novamente os movimentos. Depois daquele beijo nos lábios do anjo, tudo parecia estar diferente. Não sentia mais aquela dor aguda, lancinante. Quer dizer, ainda a sentia, mas agora a dor estava prazerosa. Lembrou-se de uma frase que ouvira, em certo filme: A dor é boa, a dor é sua amiga. A dor demostra que você está vivo. E era exatamente assim que sentia ali, fazendo amor com o seu homem, vivo.
O Winchester sentiu mãos, de repente, apertarem suas nádegas. Castiel apertava-as, febrilmente. O próprio anjo já iniciara seus próprios movimentos, erguendo o quadril, penetrando o outro.
Dean tateou as nádegas, alcançando as mãos do anjo. Segurou-as, entrelaçando seus dedos. Estavam em puro ato sexual agora. Dean gemia alto, loucamente. Castiel gemia alto, loucamente. Os dois pareciam estar em alguma competição de gemidos, quem gemesse mais alto e mais intensamente, era o vencedor.
Então Castiel levantou-se, incapaz de se controlar. Sentou-se, subiando as mãos pelo corpo do outro, até alcançar suas costas. Apertou-a contra seu corpo. Sentiu o membro do outro, ainda ereto, contra seu corpo.
O ritmo se tornou mais acelerado. Castiel mordia o ombro de Dean, totalmente desvairado. Gemia em línguas que Dean não compreendia: português, espanhol, francês, russo, latim, enoquiano, grego, aramaico. Mas Dean não precisava de nenhum tradutor para entender o que elas significavam. Eram os mesmo que saía da sua boca: o nome do seu amado.
Dean podia sentir o membro do outro pulsando, ereto, em seu interior. Alcançando partes até então inexploradas. Alcançando pontos que o faziam gemer alucinadamente, junto com a aceleração dos movimentos.
- Eu te amo. - Gemeu Castiel. - I love you... ich liebe dich... jeg elsker dig... ik hou van je... te quiero... ma armastan sind... ti amo...
- Cas... Cas... - Gemia Dean.
Os dois de olhos fechados, imersos naquele mundo só deles. Os corpos grudados, quentes, em pura sintonia. Os corações batendo descompassados, num rítimo que só os dois entenderiam. A conexão profunda ocorrendo quase mágica.
Até que a luz no fim do túnel chegou. Uma luz que preencheu totalmente a mente do anjo. Uma luz que pareceu passar, num clarão, por todo seu corpo. Abduzido. Uma luz que explodiu naquele exato momento. Uma sensação de leveza e felicidade indescrítivel tomou conta do homem. Uma sensação mágica, divina. Uma felicidade.
Dean arfou. Fitou o rosto do outro, suas feições lívidas, felizes. Sabia o que o outro estava sentido. Não se importou de estar sentindo um líquido quente, mágico e harmonioso em seu interior.
Castiel abriu os olhos, sorrindo. Ainda estava conectado ao outro, mas não achava que poderia sentir aquela sensação outra vez, tão cedo. Beijou o humano que agora era seu marido, o homem da sua vida.
Oh - once in your life you find someone
(Oh – uma vez na vida você encontra alguém)
Who will turn your world around
(Que vira sua vida de ponta cabeça)
Bring you up when you're feelin' down
(Que te anima quando você está mal)
Now nothin' could change what you mean to me
(Agora nada poderia mudar o que você significa pra mim)
Oh there's lots that I could say
(Há muita coisa e dizer)
But just hold me now
(Mas apenas me abrace agora)
Cause our love will light the way
(Pois nosso amor irá iluminar o caminho)
Os dois desabaram, arfantes, na cama. Beijaram-se mais, deitados. Até que Castiel sentiu algo roçando contra sua pele.
- Dean... - Disse ele, entre beijos. - Acho que já chegou a hora... acho que está na hora... de eu ceder à você.
- Tem certeza? Porque vai doer, e muito, no começo. - Advertiu o Winchester, embora esperasse que o anjo não mudasse sua palavra.
- Dean, eu nunca tive tanta certeza assim na minha quase eterna vida. - Disse Castiel sorrindo. - Eu... eu também quero, e muito, ceder uma parte de mim à você. Por favor, Dean.
Dean sorriu.
- Ok, safadinho. - Dean sorria. - Se você insiste...
O Winchester rolou, ainda abraçado ao outro, ficando por cima do homem. Entre beijos, levantou as pernas do outro.
- Preparado? - Perguntou Dean se posicionando.
Castiel concordou com um aceno de cabeça. Dean penetrou-o, vagarosamente. Não queria que o anjo sentisse tanta dor.
Castiel mordia os lábios, apertando o endredom da cama com as mãos. Até que Dean preencheu-o por completo, completamente dentro do outro. Castiel arfou, soltando um gemido. Dean retirou seu pênis, com delicadesa e sem pressa, do outro. Castiel relaxou os ombros.
Dean penetrou novamente, devagar. Castiel arfou, ao sentir o membro do outro em seu interior. Dean se preparava para retirar o órgão, mas Castiel segurou seu pulso esquerdo.
- Não... - Gemeu Castiel. - Ainda não... - Queria senti-lo mais um pouco. Queria se sentir completado pelo outro, mais um pouco. Não queria que ele quebrasse aquela conexão, ainda não.
Dean concordou com um aceno de cabeça. Forçou seu corpo contra o do outro, tentando penetrá-lo mais alguns centímetros. Parou. Sacudiu-se um pouco, mexendo seu membro no interior do moreno. Roçando-o na sua próstata, dançando-o dentro do outro.
- Mais... pra esquerda. - Gemeu Castiel, ao que Dean obedeceu. - Um pouco... mais... fundo... – Dean fez o que lhe foi pedido, arrancando um gemido êxtasiante do outro.
-Aí... aí... bem aí. - Balbuciou Castiel, indicando que este era o local certo. Os olhos fechados, uma expressão de prazer e de dor no rosto.
Então Dean recuou um pouco e Castiel abriu os olhos, em protesto. Mas, antes que pudesse falar alguma coisa, Dean parou. O Winchester não pretendia sair de dentro do outro. Em seguida, prenssou novamente, em uma estocada espontânea. Castiel gemeu, sentindo o outro preenchê-lo em um dos seus pontos sensíveis.
Então Dean recuou alguns centímetros, antes de adentrá-lo outra vez. E outra, e outra, e outra, e mais uma. Dean abraçou o outro, beijando-o, estocando-o mais uma vez. Continuou ali, agarrado ao outro, enquanto penetrava avidamente, aumentando o rítimo.
Castiel cortou os beijos, gemendo. Agarrou ao pescoço do outro. Gemeu em mil e umas línguas no seu ouvido. Suas pernas se envolveram em torno da cintura de Dean, prendendo-o.
- Eu te amo... eu te amo... eu te amo. - Era a vez de Dean repetir declarações de amor, totalmente alucinado. Dentro do amante, tudo era apertado, úmido e quente. Dean nunca havia desvirginado ninguém antes, mesmo uma mulher. Aquela sensação era, definitivamente, muito boa.
O loiro deitou-se por completo em cima do amado, penetrando rapidamente, loucamente. Castiel abraçou-o, berrando de prazer. Nunca imaginara, nem em um pensamento insano, que fazer amor com o humano era tão bom. Entendia agora, afinal, o porque da fama de mulherengo de Dean, e o porque as garotas com quem ele transava se derretiam toda pelo loiro. Dean era mais do que um expert, muito mais. O preenchia avidamente, diretamente no seu ponto sensível. Devastadoramente e ao mesmo tempo carinhosamente.
Dean aumentou a velocidade do sexo. Castiel via estrelas, sua vista nublada. Uma espécie de febre o alucinava. Um calor que lhe subia pelas entranhas, e que sempre estivera ali, guardado, por séculos.
Então Dean, à toda velocidade, deu sua estocada final. Penetrando o outro totalmente, com ainda mais centímetros que das outras vezes. Ao mesmo tempo, uma explosão de prazer rompeu do seu sexo.
Castiel gritou, desvairado, aos últimos segundos daquilo. Sentiu a explosão nas suas entranhas, preenchendo-o. Um líquido tão quente quanto sua pele, agora. Dean desabou, o coração acelerado. Beijou o outro.
And baby you're all that I want
(Amor você é tudo que eu quero)
When you're lyin' here in my arms
(E quando você está deitado em meus braços)
I'm findin' it hard to believe
(Quase não consigo acreditar)
We're in heaven
(Que estamos no paraíso)
And love is all that I need
(E amor é tudo que eu preciso)
And I found it there in your heart
(E encontrei em seu curacao)
It isn't too hard to see
(Não é tão difícil de ver)
We're in heaven
(Que estamos no paraíso)
- Dean... - Castiel recuperava os sentidos.
Dean passou os dedos sobre as bochechas do moreno, acariciando. Deu-lhe um selinho longo, até que Castiel cortou o beijo, se levantando bruscamente.
- O quê...? - Protestou Dean.
Então Castiel fez algo totalmente inexperado: deu-lhe um selinho no membro, que ainda continuava um pouco ereto.
- Cas... O que você...? - Balbuciou Dean, mas não necessitava de uma resposta. Sabia muito bem o que o outro faria. Sonhara com isso, até.
Castiel beijou o membro do outro, novamente.
- Cas, não precisa... - Gemeu Dean.
- Calado, Dean. - Cortou Castiel. - Eu também quero te dar esta sensação.
Então Castiel encostou a língua na glande avermelhada de Dean. Passou-a cuidadosamente por toda a extensão glande enquanto fitava o olhar de prazer de Dean. Desceu pelo membro do outro, delicadamente, pelos testículos, agora inchados, do Winchester. Parou ali.
- Cas...? - Chamou Dean, fitando o olhar de reflexão do outro.
Por fim, o anjo voltou-se onde parara. Havia se lembrado, enfim, de como Dean fazia aquilo. Assim, sem mais delongas, o moreno sugou os testículos do loiro.
Dean entrou em vertigem, sentido seus testículos serem chupados pelo amado. Mas a vertigem maior veio quando o anjo abocanhou seu membro, chupando-o, sugando-o, lambendo-o. Nem suas fantasias mais loucas se comparavam a boca, que parecia ser feita de veludo, e a língua macia do outro.
- Cas... - Gemeu Dean, agarrando alguns fios do cabelo moreno.
Castiel a todo momento fitava Dean. Queria ter certeza de que o outro estava sentindo o que ele sentira há algum tempo atrás. Dean gemia, com sua voz gultural. Acelerou o movimento, puxando os cabelos do outro, com leveza. Castiel sentia o gosto daquele pecado, pulsante.
- Cas... Cas... Pare... pare... - Disse Dean, implorando mas ao mesmo tempo não querendo que aquilo tivesse fim.
Castiel levantou a cabeça, parando o sexo oral. Fitava o membro, novamente ereto, do outro. Foi necessário apenas uma troca de olhar dos dois, para que entendessem o que viria à seguir.
C&D - Dastiel
Sam andou, apressado, por entre os corredores do The Langhan Boston Hotel. Seu peito disparado, a adrenalina subindo, por um motivo até meio bobo. Correra com o Impala até ali, depois de refletir por horas na praia.
Depois da reflexão, só lhe restava soltar tudo o que tinha a dizer para o irmão. Sentia vontade de abraçar Dean fortemente, lhe desejar sorte e parabenizá-lo. Dizer que não haveria nenhum problema se tivessem que dividir o Impala, os quartos de Hotel, e o diabo a quatro com Castiel. Que não se importaria de ficar ''segurando a vela'' para os dois. Que estava imensamente feliz pelo irmão ter encontrado alguém que amasse e estar sendo feliz com ele.
Mas, parou, no meio de um corredor. Ouvia gemidos, altos. Gemidos roucos e gulturais, masculinos. Corou um pouco. Deu meia-volta, fazendo o caminho de volta. Seria imprudência demais atrapalhar a noite de núpicias dos dois. E também não gostaria e não conseguiria dormir com todos aqueles gemidos, na sua suíte de padrinho.
Virou à direita, no corredor seguinte. Esbarrou com Bobby.
- Oh... não olha por onde anda, garoto? - Reclamou Bobby, em uma bronca paterna.
- Hã? Desculpe. - Disse Sam, contornando o caçador e retomando seu caminho.
- Ei, Sam. - Chamou Bobby, ao que o outro parou. - Onde vai?
O Winchester mais novo virou-se para ele. A resposta na ponta da língua.
C&D - Dastiel
I've been waitin' for so long
(Tenho esperado por tanto tempo)
For somethin' to arrive
(Pra alguma coisa chegar)
For love to come along
(Por um amor que viesse junto)
Now our dreams are comin' true
(Agora nossos sonhos estão se realizando)
Through the good times and the bad
(Através dos bons e dos maus momentos)
Ya - I'll be standin' there by you
(É, eu estarei lá por você)
Castiel e Dean gemeram juntos, alto. O moreno estava sentado em cima do quadril do outro, de costas para o homem. O loiro estava deitado na cama. Segurava os quadris do outro, auxiliando-o nos movimentos de penetração.
Os movimentos estavam rápidos. Castiel mordia os lábios e gemia coisas desconexas, enquanto sentava-se e levantava-se sobre o membro de Dean. Dean, por sua vez, gritava coisas obcenas e sem sentido, enquanto levantava os seus quadris e usava as mãos para abaixar o do outro, e vice-versa.
Então Dean se sentou, febril. Abraçou o moreno por trás, enquanto penetrava-o mais avidamente. Mordiscou o pescoço do anjo. Beijou-o na boca. Os dois corpos em perfeita sincronia, ardentes.
Até que Dean chegou ao orgasmo, novamente. Explodindo aquela sensação energizante no interior do seu homem. Os movimentos desaceleraram, mas antes que qualquer um se desse conta, já estavam fazendo amor novamente.
Castiel jogou Dean contra a parede, ficando de pé sobre a cama, suspendendo as pernas e o corpo do Winchester. Dean, definitivamente, não esperava por aquele ataque repentino. Sentiu o pênis do outro o adentrando rapidamente, antes que recuperasse os sentidos.
Castiel soltava toda a sua lúxuria, preservada por milênios. Penetrava Dean delirantemente, como se preenchê-lo fosse a única coisa que importasse no mundo. E de fato era, agora. Naquele momento, só Dean importava, e o mundo inteiro girava ao seu redor. Um fogo queimava em seu interior, um fogo que tinha um causador.
Até que Dean alcançou o seu próprio membro, e começou a se masturbar. Castiel teria parado tudo e perguntado o que o outro estava fazendo, se estivesse com a consciência sã. Mas não estava, muito pelo contrário. Castiel acelerou os movimentos, após alguns beijos ardentes com o seu Winchester.
Dean gemia de prazer, sentindo como se fosse rasgar ao meio a qualquer momento, devido à rapidez do outro. E não demorou muito para que chegasse ao orgasmo, espalhando líquido fervente pelo seu peito, e o do outro também. Castiel presenciou aquela sensação estranha e fantástica alguns segundos depois, novamente. Sentiu-se preenchendo e completando o interior do outro, enquanto seu membro pulsava dentro do outro.
Os dois sorriram um para o outro, bobamente, antes de longos beijos carinhosos. Então, minutos depois, Castiel se viu sendo penetrado por Dean novamente. Estava posicionado de quatro para o Winchester, como um animal irracional. E era isso que os dois eram agora: dois animais irracionais.
Dean, de joelho, puxou alguns fios de cabelo do moreno, mas não com muita força, enquanto penetrava-o, acelerando o movimento. Então suas mãos passaram para o quadril do moreno, empurrando-o para trás.
Mais uma vez, gemidos altos, desconexos, em vários línguas e obcenos eram ouvidos pelos corredores do The Langham Boston Hotel. Então Dean subiu suas mãos pelas costas do seu homem. Parou no pescoço e, num movimento ágil, puxou o corpo do outro para cima, fazendo com que Castiel se ajoelhasse à sua frente.
Os movimentos novamente aceleraram. Dean beijava o pescoço de Castiel, usando a língua na maioria das vezes. Até que o anjo virou o pescoço um pouco para trás, procurando seus lábios.
Os dois se beijaram habilidosamente, o sexo ocorrendo agilmente. Os dois casados ali, fazendo amor, prostados diante de um ser desconhecido: o amor, a paixão, o desejo, o afeto. Prostavam-se como quem estivesse praticando um ato santo. E de fato era, os dois chegaram à conclusão, afinal. Aquilo que estavam sentindo só poderia ser divino. Não era pecaminoso, ou sujo e diabólico. Era amor, o ator de amar. E Castiel e Dean sabiam, muito bem, que o próprio Deus pregava o amor. Não tinham mais receio ou medo do que pensariam Deus e o mundo daquilo.
Então Dean fez algo que Castiel não esperava: pegou no seu membro. Massageou-o, arracando um gemido arfante do moreno. Masturbou-o, como se masturbaram momentos atrás.
Os dois movimentos se aceleraram. Castiel parou de beijar o outro, incapaz de conter os quase gritos de prazer. Suas duas partes sensíveis estavam sendo tocadas agora, uma pela mão habilidosa e experiente de Dean, outra pelo membro ágil e também experiente do loiro.
Então, quase como divinamente, os dois chegaram ao orgasmo juntos. Dean sentiu o membro do outro pulsar na sua mão enquanto sentia um pouco de líquido escorrer por entre seus dedos. Ao mesmo tempo, sentiu pulsar vivamente dentro do seu amado, enquanto seu líquido mágico, dinivo, adentrava as entranhas do outro.
- Eu te amo, meu marido. - Sussurrou Dean, entre beijos. - Eu te amo, meu amor.
- Eu também. - Sussurrou Cas. - Te amo, amor.
E ficaram assim com os lábios colados, interligados, unidos. Até que, por fim, desabaram na cama, exaustos. Exaustos da melhor noite das suas vidas.
And baby you're all that I want
(Amor você é tudo que eu quero)
When you're lyin' here in my arms
(E quando você está deitado em meus braços)
I'm findin' it hard to believe
(Quase não consigo acreditar)
We're in heaven
(Que estamos no paraíso)
And love is all that I need
(E amor é tudo que eu preciso)
And I found it there in your heart
(E encontrei em seu curacao)
It isn't too hard to see
(Não é tão difícil de ver)
We're in heaven
(Que estamos no paraíso)
C&D - Dastiel
Os corações dos dois batiam aceleradamente, no rítimo daquela noite. Podiam sentir os corações um do outro, abraçados na cama, nus.
- Nossa... - Disse Dean, sorrindo, após alguns beijos. - Se eu soubesse que isso seria tão bom... eu acho que teria te agarrado já no galpão onde nos conhecemos.
Castiel sorriu.
- Seria... estranho. - Disse Castiel. - Além de que, acho que foi melhor assim.
- Está dizendo que se você pudesse voltar no tempo, teria esperado todo esse tempo para se deitar comigo?
- Não, não... - Corrigiu Castiel. - É que, amor... bem, os anjos... como eu posso dizer?- Ele titubeou e Dean nada disse. Castiel prosseguiu. - Temos alguns dogmas que dizem que nada do tempo pode ser alterado drasticamente, o destino não pode ser mudado. Eu já te disse isso, semanas depois de nos conhecermos...
Dean emburrou a cara.
- Eu teria tentado de qualquer jeito. - Insistiu o Winchester. - Quer dizer... eu tô todo melado e dolorido, mas mesmo assim... achei fantástica essa noite.
- Eu também. - Disse Castiel, com um brilho nos olhos.
- Se eu pudesse, todos os dias da minha vida seriam assim. E eu me casaria com você todos os dias. E teria uma noite de núpicias com você todas as noites.
- Podemos repetir isso amanhã. - Disse Castiel, admirando-se de não estar com vergonha de dizer aquelas coisas. - Digo, noites como essa.
- Vai com calma, cowboy.-Disse Dean, sorrindo. - Eu não disse que nós não teremos este tipo de noite daqui pra frente. Não precisa ser todo apressadinho, seu anjo abusado.
Castiel riu, pela primeira vez. Até Dean riu. Riu da risada gostosa, rouca e doce do outro.
Então, um silêncio se abateu sobre os dois. Um silêncio que só era quebrado por beijos e carícias nos cabelos e rostos um do outro.
- Hm... Dean. - Castiel cortou um beijo. - O que acha de termos... crianças?- Dean fitou o outro, contendo o riso.
- Amor, eu não sei se você reparou, mas... nós dois somos homens. - Zombou Dean. - Digo, não podemos engravidar um ao outro...
- Eu sei muito bem disso. - Disse Castiel, com um olhar emburrado pela zombaria do outro. - Não estou dizendo um filho nosso. Digo, uma criança... uma criança de... como é mesmo o nome?
- Adoção?
- Isso, isso. Vamos adoção uma criança?
- Hum... Cas, amor. - Disse Dean, olhando para baixo. - Não sei se essa seria hora de adotar uma criança... acho que é um pouco cedo demais. Além do mais, com a vida que levamos, não poderemos ter uma família convencional.
- Você não quer ter uma família comigo? - Perguntou o moreno, com um olhar tristonho no rosto.
- É lógico que quero! - Respondeu Dean, com sinceridade. - É o que eu mais quero na vida... mas, acho que agora não seria o momento, entende?
- S-sim...
- Vamos nos conhecer melhor primeiro. Curtir o nosso casamento. Viajar um pouco. Nós humanos fazemos uma viagem, normalmente, após o casamento. Sabia disso, né?
- Sim, sim. - Respondeu Castiel, o rosto abrindo num sorriso novamente.-Luna-di'méu, né?
- É, Lua-de-Mel. - Corrigiu Dean.-Já sabe para onde viajaremos? Porque eu não consegui planegar nada...
- Hm...Vamos para o Céu! - Bradou Castiel, enérgico.
- Acabemos de chegar de lá, baby. - Zombou Dean.
- Tem... tem... tem um lugar que eu quero te mostrar lá no Céu! - Bradou Castiel, se sentando rapidamente.
- Calma aí, cowboy. - Repreendeu Dean.-Eu sou humano e tenho que dormir no mínimo 4 horas por dia, esqueceu?
Castiel emburrou a cara novamente. Deitou-se ao lado de Dean e abraçou-o de novo, o que melhorou um pouco seu humor.
- Quando eu acordar, juntamos as trlhas e vamos pra onde você quiser me levar. Mas, agora, eu preciso dormir um pouco.
Castiel nada disse, apenas ficou ali observando Dean.
- Amor...? - Chamou Dean, abrindo um olho. - Vai ficar aí parado? Você sabe que não tem como dormir, e que não precisa ficar aqui por horas, né?
- Não me importo. - Disse Castiel, num tom doce. - Ficaria a eternidade aqui te observando, e não me incomodaria. Gosto de ficar te vendo. Me sinto... satisfeito, fazendo isso. - Dean sorriu.
- Cas, amor, eu ainda te proibo de ver a Oprah, tô avisando.
Castiel nada disse. Ficou apenas ali, observando seu amado dormir. Dean dormiu nas alturas aquele dia enquanto o mesmo amanhecia lançando feixes claros sobre o quarto. E todos os seus sonhos foram preenchidos por Castiel, o casamento, e a melhor noite da sua vida.
C&D – Dastiel
Dean entrou na sua suíte de casal. Fora tomar café-da-manhã no restaurante do Hotel, enquanto Castiel ficara de avisar à todos sobre a viagem de Lua-de-Mel. Um barulho de ducha era ouvido da porta fechada do banheiro.
- Amor? - Chamou Dean, batendo a porta do banheiro. Nenhuma resposta. Tentou abri-la. Trancada.
O loiro, por fim, deu de ombros. Talvez o outro só quisesse um pouco de privacidade. Dean pegou o celular do bolso da jaqueta de couro do pai. Sentou-se na cama. Discou um número. Desligado.
- Sam? - Chamou Dean, gravando um recado na caixa de mensagens do celular. - Conversei com o Bobby no café-de-manhã... Ele me disse que você tinha ido esfriar um pouco a cabeça em uma caçada. Boa sorte aí, a propósito. Mas, bem... Eu e o Cas vamos fazer uma viagem de última hora. Lua-de-Mel, sabe? Estamos planegando passar um tempo no Céu. E, bem, digamos que eu também queria fazer um tour aqui pela Terra... Como eu queria, depois que papai morreu. É, então... Não temos nenhuma previsão para voltar. Eu te ligarei quando voltarmos, ok? É... Acho que é só isso. Boa sorte Sammy, se cuide, e trate de começar muito bem a contagem de cabeças de mostros antes de eu e o Cas voltarmos às caçadas, ok? É... acho que é só isso. Te amo, Sammy, tome juízo e cuidado, mano. Adeus.
Dean desligou a chamada do telefone. Fitou a manhã pela janela do quarto. Uma fraca chuva, uma garoa, começava a despencar lá fora. O Winchester se levantou, indo até a janela. Ficou ali, por minutos, observando a chuva que já começara a cair. Uma chuva que trazia consigo uma nebulosa tempestade.
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