Olá leitores queridos, taí o próximo capitulo:
Então eu comecei a ligar os pontos. E eu descobri quem era Lorde Lagirdam. Isso era Madrigal, ao contrário. Como eu não pensei nisso antes! Eu sou tão idiota. Mas o Homem de Preto me olhava com um olhar de apreensão, se é que dava pra ver isso atrás dos óculos escuros.
Então ele me contou a história.
- Descobrimos que o soro dos Madrigal estava em Pisa faz um mês. Só que em uma de nossas buscas encontramos você e Caroline. E começamos a seguir vocês. – Ele deu uma pausa para respirar e eu aproveitei.
- Espera ai, quem é você para ficar me espionando desse jeito? – Eu o fitei e vi que ele estava me olhando de cima a baixo, como se estivesse medindo minhas capacidades. Lendo minha alma.
- Eu sou Fiske Cahill. Sou o líder dos Madrigais. E vimos em você tudo o que é preciso para ser um Madrigal.
- Você quer que eu me torne, um, um, madrigal? Um clã sem piedade que só pensa em assassinatos e violência? – Eu fiz uma pausa e continuei. – E eu não vou te entregar nada. Não tem nada comigo. – Menti.
- Minha sobrinha já me contou. – Ele fez uma cara de quem estava bem distante, este estava literalmente, boiando.
- Espere, quem é sua sobrinha? – Eu tentava me lembrar se havia alguém me observando enquanto eu procurava minhas pistas com a... – Caah.
- Pelo que eu percebi vocês fizeram uma parceria? – Disse Fiske.
- Caah é sua sobrinha? Tudo o que ela fez, foi tudo relatado para vocês?
- Exatamente, e sabemos que ela te entregou o frasco com o soro. E queremos de volta.
Fiske estendeu sua mão para a minha direção, pedindo o frasco.
- Então eu aceito sua proposta – Retruquei me afastando.
- Como assim? Qual proposta? – Ele ressaltou indignado.
- Quero me tornar um Madrigal.
- Certo, já vimos que você tem as qualidades suficientes para isso. E se você passar no segundo teste, você poderá se tornar o segundo Madrigal que não nasceu um.
- O que? Um teste? Mas espera aí, quem foi o primeiro? – Perguntei.
- Senhorita Nellie Gomez, ela trabalhava para mim e era au pair de Dan e Amy Cahill.
- Eu sei quem era Nellie, não sou burro. – Eu já estava ficando um pouco ansioso para saber sobre o teste e sobre eu fazer parte de o clã dos assassinos. – Então qual é o teste para eu entrar nesse clã de assassinos?
- Os Madrigais não são parte de um clã de assassinos. Nós somente impedimos de quando outros clãs estão perto de descobrir a formula final. Porque isso causa muita briga entre os clãs, nós tentamos impedir essas brigas que acontecem entre os clãs e afastamo-los de descobrirem o soro de Gideon. E é por isso que nós somos tão odiados...
- Agora eu entendi. Mas então qual é esse teste que eu preciso fazer?
Eu estava começando a ficar interessado. Os Madrigais não era uma família ruim, eles fazem o que é certo. O que é necessário. Eu coloquei a mão em meu bolso e vi que isso era muito mais importante do que eu pensava. Fiske me chamou para sentar um uma mesa próxima, de um restaurante típico italiano próximo do estacionamento do aeroporto de Pisa.
Depois que nos sentamos Fiske começou falar.
- Vou ser rápido e preciso. – ele deu uma pausa e respirou fundo. – Quero que leve o soro até a base dos Madrigais que fica em Londres.
Londres? Era onde eu precisava ir. Coincidência? Não sei. Acho que não devo citar isso para ele. Se bem que ele contou tantas coisas para mim. E poderia me ajudar. Tomei coragem e disse.
- Antes eu gostaria que soubesse que eu encontrei isso. – Eu tirei o frasco e mostrei para ele o que estava gravado na rolha.
Est sei Sorus Lagirdam. Londri octupus.
Quando eu olhei no chão eu percebi que o lenço tinha caído. Abaixei-me para pegar e notei um número que estava gravado na lateral inferior do lenço. 12 32 8 12. Notei também que tinha outro entalhe no lenço.
Não se engane pelo que vê.
O que não precisas, é da arte.
Somente da sua seda pura com você
Quando encontrares o Marte.
Eu não tinha ideia do que significava, mas eu sabia que esse era um detalhe muito importante. E eu prometi a mim mesmo que isso eu não iria contar para o Homem de Preto. Eu coloquei o lenço no bolso de minha jaqueta e me levantei. Ele se pronunciou.
- Exatamente, aqui está pedindo para que você vá para Londres. Acho que no London Eye.
- Isso eu já sei. – Retruquei – Mas você não encontrou nada mais, além disso?
- Não, a não ser que haja mais alguma coisa que você tenha encontrado.
Ops. Acho que ele irá acreditar se eu falar somente uma mentirinha.
- Não, sua sobrinha que pegou o frasco, e somente entregou isso. O frasco. – Eu rezava para que meu nariz não estivesse vermelho, como toda vez que eu minto. Que coisa idiota de acontecer.
- Então eu suponho que você vá logo para o aeroporto. Você saberá onde é a base dos Madrigais – Disse ele. – Eu te encontrarei quando for necessário.
E novamente eu estava voltando à realidade. Eu estava dentro de um dos assentos na London Eye, e havia três mulheres sentadas na minha frente. Uma era Isabel, outra era Natalie e a outra era a que eu não conhecia. Natalie falou.
- Você vai contar onde está, ou nós teremos que fazer isso à força?
Então Natalie tirou uma faca do sapato. E colocou no meu pescoço fazendo uma leve pressão que doía muito. Ela sussurou " Diga agora ". E eu não sabia o que fazer.
Eu não poderia contar que aquele era o soro dos Madrigais, e eu nem mesmo sabia onde estava. Se nem elas sabiam, onde ele estava? Não sei, mas eu estava prestes a morrer. E eu devia pensar em alguma coisa. E rápido.
E aí o que acharam?
Eu gostei muito... Mandem reviews e divulguem, quando eu tiver pelo menos 6 reviews a mais eu posto a continuação.
Gabriel Cahill
