N.A.: Eh... eu sei, demorei séculos a postar... eu sei, não precisam me bater mais... já levei o suficiente... -.-' Mas enfim, o cap novo cá está, espero que gostem!!! ^^ Reviews são bem-vindos!!!!!! Agradeço desde já a todos os que comentaram a(s) minha(s) fic(s). E NÃO SE ESQUEÇAM!: DIGAM-ME QUAL O VOSSO SHIPPER (casal/par) PREFERIDO!!!!!
Cap. IV
Um moreno de olhos verdes intensos andava de um lado para o outro na sala comum dos Gryfindor, de semblante preocupado. O que iria fazer agora? O que poderia fazer? Tanto Dumbledore como McGonagall tinham saído da escola, em missão para a Ordem da Fénix. Não tinha ninguém em quem confiar para o ajudar.
Meu deus, Hermione, espero que estejas bem… dentro dos possíveis.
- Harry…? – perguntou uma voz fraca.
Ele olhou imediatamente para a direcção do som, o retrato da Dama Gorda. Hermione tinha acabado de entrar na sala comum. Tinha a cara e os olhos brilhantes das lágrimas derramadas.
Ele correu a abraçá-la – Hermione…
Ela desatou num pranto – D-desculpa p-por n-não te ter d-dado ouvidos… m-mas eu não c-conseguia…
Ele interrompeu-a – Eu sei, nem eu… desculpa por não ter sido mais forte por nós dois…
- Não podias… - após um curto silêncio apenas interrompido pelos soluços da morena, ela perguntou sem esperar propriamente uma resposta – Porquê? Porque é que ele nos faz isto?
- Ele é doentio…
Sim, ele era doentio… mas… sendo assim, era suposto que nenhum deles tivesse gostado, certo? Então porque é que ambos desejavam no momento que o loiro não fosse tão… 'Malfoyano'? Tão… 'ele'? Tão insuportavelmente odioso e sensual e atraente e carinhoso quando queria e…
Oh, Merlin! No que é que estou a pensar? Devo estar louco/a! Sim, ambos pensavam no mesmo.
- Achas que ele nos vai deixar em paz, agora? – perguntou ela desconsolada e com uma réstia de esperança.
- Ele não vai desistir assim tão facilmente… agora que nos tem na mão vai ser um perigo ainda maior. Ele tornou-se imprevisível…
- Sim… - concordou ela a contragosto.
Harry levantou-lhe o queixo com um dedo, de maneira a que ela olhasse para ele nos olhos.
- Hermione, temos de passar a estar juntos estejamos onde estivermos… nada de idas à biblioteca sozinha…
- Nem de praticar Quidditch sozinho…
- Pois… juntos talvez lhe consigamos fazer frente. Temos de ter confiança em nós mesmos… - disse ele enquanto lhe afagava a cara, limpando os traços das lágrimas.
- Mas Harry… tu reparaste bem na nossa maneira de agir? Eu não agi normalmente nem tu, e…
- Por falar nisso, peço imensa desculpa por te ter… feito aquilo. – disse ele constrangido.
- Não tens nada de pedir desculpa, a culpa não foi tua. Além disso, eu também não estava normal…
- Mas que raio é que ele fez para os chocolates terem este efeito? Tu verificaste se tinham alguma substância estranha ou feitiço?
- É claro que sim, fiz todos os feitiços que me lembrei… o problema é que não detectou nada! Nunca ouvi falar de algo semelhante…
Harry suspirou, desanimado. Se nem Hermione conhecia… estavam feitos – Onde é que puseste os chocolates?
- Em cima da minha cama… tive de ir o quarto trocar de roupa antes de… de…
- Sim, eu percebi… temos de impedir que mais alguém os coma – e depois disse com outro tom – Tens o lábio inferior cortado… foi ele?
Hermione acenou em confirmação – Acho que sim… por acaso nem tinha reparado que o tinha… estava tão entretida e distraída… era o que lhe apetecia acrescentar.
Harry ficou com uma expressão de grande desalento, enquanto lhe tocava com o polegar na ferida – Está a infectar…
- Hermione…? Harry…? – perguntou uma voz confusa – Mas o que é que…?
Ambos levantaram a cabeça para ver uma cabeça ruiva de alguém que os olhava incrédulo.
Ron tinha acabado de entrar na sala comum, ficando em choque com o que via. Só aí é que os outros dois se aperceberam de como se encontravam: Hermione tinha a t-shirt justa colada ao corpo, pelo suor da 'sessão humilhante' com Draco, estava com a mini-saia, agarrada a Harry, com os olhos ainda brilhantes… o moreno, pelo seu lado, estava pior ainda: como tinha rasgado a camisa na Sala Precisa, tinha-a deixado lá, de tão ansioso que estava por se vir embora do local… ou seja, estava de tronco nu, chegado a Hermione, com uma das mãos ainda na sua face e a outra com o polegar no lábio cortado dela. Estavam muito próximos e ainda afogueados pela 'sessão'… sim, aquilo poderia facilmente dar em mal-entendido…
- Ron… - começou Harry ao notar o familiar semblante de 'quase-explosão-de-impropérios' de Ron. Não conseguiu continuar a frase.
- VOCÊS TRAÍRAM-ME!!!! HARRY, NUNCA PENSEI QUE ME PUDESSES FAZER UMA COISA DESTAS! OUTROS TALVEZ, MAS TU NUNCA! SEMPRE SOUBESTE QUE EU GOSTAVA DA HERMIONE, SEMPRE TE FIZESTE DE MEU AMIGO QUANDO AFINAL ANDAVAS ATRÁS DELA… E TU, HERMIONE! EMBORA SEMPRE ESTIVÉSSEMOS ÀS TURRAS, SEMPRE ME PARECEU QUE O SENTIMENTO FOSSE RECÍPROCO, E… ARGH!!!!!!!
Ron estava realmente possesso. Começou a arrancar tufos de cabelo, o que pôs os outros em choque.
- Ron, não é nada disso… - começou ela ao se tentar aproximar dele – Estás a entender tudo ao contrário…
- Ah, sim?!?!?!? – respondeu ele mal-disposto – Então como é que eu deveria entender, hem?
- Ron, deixa-nos explicar… isto não é o que parece…
- Definitivamente…
- Pois claro, nunca é 'o que parece', é sempre a mesma coisa… mas pronto, vou fazer-me de estúpido: expliquem lá! Dou-vos uma oportunidade. Uma! Expliquem-se!
Quando ambos abriram a boca para contar os 'horrores' a que tinha sido submetidos, a língua colou-se-lhes ao céu-da-boca. Mas que…?????
Só lhes faltava essa: que não pudessem falar do assunto com ninguém a não ser com quem estivesse sob o mesmo efeito.
- Então?! Estou à espera! – disse um Ron estupidamente irónico, cada vez mais convencido da sua teoria.
Harry estava profundamente irritado, só lhe apetecia bater em alguém – Caraças, não consigo!!!
Hermione também estava possessa – Nem eu… o Malfoy vai-mas pagar…
- O que é que a doninha albina tem a ver com o que acabei de presenciar? Eu sei que ele é culpado de muita coisa, mas por isto… não sou assim tão estúpido. Nem a Luna caía nesta…
- Ronald Weasley, a Luna pode ser aluada, mas é bastante inteligente! – retorquiu uma Hermione assanhada – Aliás, se fosse ela aposto que ia tentar entender e não ia começar logo a tirar conclusões precipitadas!
- Hahaha, não me faças rir! – gargalhou sarcasticamente o ruivo – Então eu é que ando a tirar conclusões precipitadas?! Vocês dão azo a isso! Nem conseguem explicar porque NÃO HÁ nada para explicar… eu odeio o Malfoy tanto como vocês, mas nem tudo gira à volta desse bastardo.
- Aí é que te enganas!!! – disse um Harry já com vontade de esmurrar o melhor amigo por ser tão cabeça dura – Tudo isto é por causa do Dr… Malfoy!!! – apressou-se a corrigir. Merlin, ele ia chamá-lo de Draco outra vez?!?!?
Hermione estava devastada - O Harry tem razão Ron, o que ele nos fez parece que nos impede de falarmos disso a alguém…
- Que conveniente!!! – e vendo que já estavam a entrar mais pessoas na divisão, apressou-se a encerrar a discussão – Ao menos podiam ter dito a verdade! E eu que sempre confiei em vocês… Tsc! – e virou-lhes as costas antes dos outros poderem dizer alguma coisa.
Hermione voltara a chorar, desabando em cima do sofá, indo ser consolada por Harry. Neville, sempre preocupado com os amigos, foi ter com eles.
- Hermione, estás bem? Hey, o que é que se passou com entre vocês e o Ron? Ele parecia prestes a partir a cara a quem fosse louco o suficiente para lhe dirigir a palavra… vocês discutiram?
Como Hermione estava incapaz de pronunciar alguma coisa coerente, foi Harry que respondeu com voz fria e uma expressão assassina – Sim, Neville, discutimos. Diz-me uma coisa: se visses alguma coisa, algo que te deixaria muito constrangido, que metia os teus melhores amigos ao barulho (e por isso mesmo tirarias conclusões obviamente precipitadas), amigos que sempre tinham confiado em ti e tu neles… algo que fizesse com que duvidasses deles… irias tentar perceber a versão deles ou teimarias com a tua? Irias tentar descobrir por ti mesmo, se eles pura e simplesmente não conseguissem explicar o porquê daquela determinada situação devido a um feitiço ou poção? Ou irias embora de trombas convencido que tinhas visto o que não poderias ter visto já que não era a realidade?
Neville ficou um pouco abananado e confuso com o que o amigo dissera, mas ponderou um momento, com expressão séria. Pouco depois, respondeu – Bem… eu acho que pura e simplesmente confiava em vocês! Depois de tudo o que passámos juntos… então vocês e ele!... É, eu simplesmente confiava em vocês e tentava descobrir a verdade. Por mais que me parecesse que a tal situação fosse de… traição, por exemplo… acho que nenhum de vocês teria razão nenhuma para me mentir, muito menos a ele.
- Mesmo se pensasses que o teu melhor amigo te roubou a futura namorada? Se pensasses que eles to tinham escondido durante muito tempo?
Desta vez, Neville nem pestanejou – Sim, é claro! Nunca me pareceu que a vossa relação fosse mais do que como irmãos. Sim, é verdade que vocês são muito chegados, mas daí a haver romance… ná!
Harry suspirou, ligeiramente mais calmo. Neville era um bom amigo, dos melhores.
- Mas afinal o que é que aconteceu para ele pensar que vocês gostavam um do outro?
Chegaram-se a um canto, para ninguém os ouvir. Depois da explicitação de como Ron os encontrara, Neville dedicou-se a tentar adivinhar o que lhes tinha acontecido, já que eles não o conseguiam fazer. Sempre que tentavam, os músculos pareciam que tinham cãibras. Não se conseguiam mover.
Passadas umas horas, Neville conseguiu entender minimamente o que lhes tinha acontecido. Quer dizer… já percebera que tinha sido o Malfoy a enviar os chocolates a Hermione de manhã, e que eles tinham alguma coisa que fazia com que os dois jovens tivessem de se submeter ao autor do 'crime'.
- Bem, não creio que haja alguma maneira de parar isso… se nem a Hermione conhece… bem, só me resta tentar meter juízo na cabeça do Ron… - e dizendo isto, despediu-se deles e desapareceu pelo buraco do retrato.
Após um momento de silêncio, Hermione ganhou coragem para dizer como se sentia.
- Harry… tenho uma coisa para te confessar… - dizia ela apertando as mãos e olhando para elas.
Harry olhou-a nos olhos, embora ela não devolvesse o olhar. Estava corada.
- Diz. Sabes que podes contar comigo… - disse o moreno a sorrir carinhosamente.
- Promete-me que não vais deixar de me falar. Por favor… já com o Ron foi o que foi e não te quero perder a ti também e…
- Hey, é na boa! Conta-me o que se passa…
- Bem… eu não desgostei totalmente… do que se passou entre mim e o Draco.
Harry ficou como se tivesse sido petrificado. Hermione percebeu o sentido errado daquela quietude – Por favor, Harry, não me julgues de cabeça quente, por favor…
- Eu não te ia julgar… - disse Harry com voz estranha – Aliás, até te entendo…
Ela olhou-o nos olhos, sem entender. Harry já não a olhava. Estava ligeiramente corado também.
- Tu… também… gostaste…?
- Não de tudo… odiei-o enquanto ele me fazia aquilo, mas… tenho de admitir, embora me custe imenso fazê-lo… ele sabe como beijar.
- E tocar…
- E morder…
- Sim… e como deixar pessoas que o odeiam completamente à sua mercê.
- Mas teve ajuda de algo para isso… não foi apenas seu mérito.
- Mas tens de admitir que ele tem charme, Harry…
O moreno não respondeu. Falar sobre aquilo já era demasiado mau. Caramba, ele nem era gay! As suas divagações foram interrompidas pela voz suave de Hermione.
- Por momentos cheguei a desejar que ele não fosse sempre ranhoso, estúpido, mesquinho, ruim, mau, vaidoso…
- Narcisista, pérfido, arrogante, orgulhoso, presunçoso…
- Acho que é melhor ficarmos por aqui em relação a maus adjectivos que caracterizam Draco Malfoy… - concluiu uma Hermione mais sorridente.
- Sim, é melhor é…
Se fossem entrar nos adjectivos bons… Merlin!
- No entanto – continuou a morena -, temos de o fazer ver que não pode ter tudo o que quer. Mas como é que podemos fugir deste efeito?
- A única solução que vejo é a que propus…
Pois era… e agora? Será que se iriam safar da próxima vez? Sim, pois era mais que certo que Draco Malfoy não iria parar por ali…
(continua...)
