N/A: Estou realmente assustada com a possibilidade de estragar esse capítulo, porque sinto que as expectativas para ele estão altas, mas aqui vai…
Disclaimer: Não possuo nada que você reconheça. Mas assim que eu conseguir que JKR assine os papeis da minha adoção… hehehe
N/T: Gente, só pra deixar a nota aqui que corto alguns pedaços da n/a por enquanto que pedem sugestões pra os capítulos porque eles já foram escritos, então, pra evitar decepções… Hehehe! Mas assim que alcançarmos nas traduções, vou colocar esses pedaços e aí transmiti-los à autora! ;)
Enjoy!
Scorpius odiava seu nome. Ele odiava seu primeiro nome (sério, quem em sã consciência nomearia alguém Scorpius? Ele não dava a mínima que era algum tipo de tradicional nome bruxo, soava estúpido), mas odiava ainda mais seu sobrenome. Ele sempre pensou que, se realmente tinha que ter um nome ruim, poderia ao menos ter um sobrenome respeitável, como Albus. O nome dele realmente só cairia bem quando ele tivesse uns sessenta anos, mas ao menos seu sobrenome era reconhecido e admirado pela comunidade bruxa.
Malfoy, por outro lado, era um nome associado a Lord Voldemort. Não importava que seu pai tivesse lhe dito incontáveis vezes que tinha cometido um erro quando estava em Hogwarts. Scorpius perdoara seu pai, mas não conseguia estender a clemência ao resto da família. Que tipo de pessoas apoiavam um lorde perverso que queria matar milhares de pessoas?
É claro, ele ainda tinha que ser sorteado pelo Chapéu Seletor para a Sonserina. A Casa não mais sustentava a conotação negativa anterior à Guerra, mas ainda mantinha-se respeitável distância entre os membros desta e os Grifinórios. Scorpius sabia que acabaria na Sonserina, era onde toda a sua família tinha estado por gerações, e não estava desapontado. Ele era astuto e esperto. Mas chateava-o que as pessoas pensassem que ele era mau por causa disso.
Quando ele chegou em Hogwarts, Albus tornou-se um dos seus melhores amigos. Scorpius não recordava com clareza como aconteceu, mas eles começaram a conversar, e foi como se estivessem predestinados a tornarem-se companheiros. Não importava nada que estavam em Casas diferentes, Casas estas que eram velhas inimigas.
Apesar de não incomodá-los, Scorpius sabia que isso inquietava alguns outros estudantes sonserinos. Voldemort tinha sido derrotado há mais de 15 anos, mas ainda existiam famílias que acreditavam naquela loucura de sangue-puro. Mais de uma vez, ele e Albus tinham sido zombados pelos corredores ou recebido olhares de repulsa de alunos da Sonserina e, mais raramente, de Grifinórios que ainda não tinham superado a rivalidade entre as Casas. Todavia, isso nunca tinha sido um grande aborrecimento, então Scorpius surpreendeu-se quando encontrou a si mesmo encurralado em sua Sala Comunal por um grupo de sextanistas.
"Malfoy, a gente precisa ter uma conversinha," Joseph Goyle cuspiu, encarando Scorpius com asco.
"Uh -,"
"Percebemos que você tem andado por aí com Grifinórios. O filho do Potter," Oliver Flint atacou, cortando-o.
Scorpius quase riu. Era por isso que eles o estavam acuando? "Eu sou amigo de Albus há mais de três anos. Vocês estão meio atrasados, não?"
"Só porque você é um Malfoy, garoto, isso não significa que não podemos fazer nada com você."
"Quem disse que eu pensei isso? E de qualquer jeito, vocês me encurralaram para me ameaçar? Porque se for só isso, eu tenho um pergaminho de Poções para entregar amanhã que eu realmente gostaria de -,"
"Quieto," Goyle interrompeu, os olhos faiscando para Scorpius. "Estamos aqui para falar do outro garoto Potter."
"Ele tem nome."
"E eu não me importo. Ele é um Grifinório."
"E? Já faz tempo que acabou a Segunda Guerra. A maioria do pessoal em Hogwarts já superou o preconceito entre Casas, porque não fazem o mesmo?"
"Não é pra ser desse jeito," Rachel Bole replicou, rosnando. "As Casas eram rivais por uma razão."
"Eu acho bom que não o sejam mais," Scorpius constestou.
"Você acha errado. Sabe, nós alimentamos altas expectativas quando você foi escolhido. Pensávamos que agiria como um Malfoy."
Scorpius encarou os três Sonserinos, começando a se zangar. O que eles queriam dizer com como um Malfoy? Ele era um Malfoy, e qualquer coisa que ele fizesse seria como um Malfoy. Só porque seus avós e seu pai apoiaram Voldemort, isso não implicava obrigatoriamente que ele deveria ser assim.
"Bom, parece que alguém se decepcionou, não?"
"Isso seria uma afirmação exagerada," Flint continuou. "Mas o que nós gostaríamos de conversar com você sobre era o fim dessa sua amizade com o Potter."
Scorpius boquiabriu-se. "O que?"
"Ele é um Potter, você um Malfoy. Essa história vai acabar em breve. Além disso, não é natural."
"Muitos Sonserinos tem amigos na Grifinória!" Scorpius protestou, buscando uma saída do canto onde fora acuado na Sala Comunal.
"Sim," Goyle concordou, "e isso é errado, mas ele é filho de Harry Potter. E Harry Potter derrotou o homem que a sua família apoiava."
"Apoiava é a palavra chave aqui. No passado. Eles não corroboram com essas ideias mais, e se você ainda o faz, é mais idiota do que eu já achava que era. Ele morreu."
Goyle sacou a varinha, pressionando-a contra o pescoço de Scorpius. Ele estremeceu. Goyle não iria amaldiçoa-lo, iria? Bole puxou o braço dele para baixo, advertindo-o com o olhar, como se dissesse: "Não podemos azará-lo. Pelo menos, não agora."
"Você tem sorte de não sermos tão ruins quando nossos pais, Malfoy, ou você seria ferido além das capacidades de Mme. Pomfrey de curá-lo," Flint silvou. Mais e mais pessoas começavam a entrar na Sala Comunal, o jantar já estava acabando, e lançavam olhares curiosos em direção ao grupo.
"As coisas tendem a serem diferentes," Scorpius justificava, tentando fazer com que os três o deixassem em paz.
Bole assentiu. "Sim, tendem. Entre você e Potter, é claro. Queremos que você vá até ele agora mesmo e acabe essa cordialidade. Não interessa como você o fará; só tenha certeza que o faça. Goyle, vá com ele."
"Infernos que eu vou," Scorpius chiou.
Goyle rosnou, arrastando Scorpius para fora do Salão, no corredor escuro. "É melhor você ir, Malfoy, ou faremos da sua estadia aqui o mais desagradável possível."
"Você só tem mais um ano aqui."
"E será o pior ano da sua vida se você não nos escutar. Não podemos deixar que o nome de Slytherin seja manchado desse jeito. E se isso não é suficiente para você, lembre-se, muitas coisas podem ser responsabilizadas por você. Afinal, em quem os professores acreditam mais? Um sextanista, ou um terceiranista?
"Certo." Scorpius não podia acreditar na palavra que saíra da sua boca enquanto se arrastava rumo à Sala Comunal da Grifinória. Como ele poderia acabar sua amizade com Albus, o seu primeiro amigo em Hogwarts?
Goyle manteve-se logo atrás dele à medida que se aproximavam da Mulher Gorda, notando Albus do lado de fora, prestes a entrar.
"Albus!" Scorpius chamou, interrompendo o caminho do amigo. Virando-se, ele notou o colega.
"Scorpius! O que você faz aqui em cima?"
"Eu…" Ele olhou para Goyle, que lançou-lhe um olhar duro. "Eu tenho algo para lhe dizer."
Albus voltou-se para trás, para um garoto que o esperava. "Pode ir; só preciso falar com Scorpius." De volta, ele sorriu. "O que manda?"
"Albus… Nós não podemos ser mais amigos." Scorpius estremeceu com o quão cafona isso tinha soado, e imediatamente desejou que pudesse retirar o que tinha dito, mas o estrago estava feito.
Albus arregalou os olhos. "O que você quer dizer, não podemos ser mais amigos? Esse cara 'tá te forçando a fazer isso?" Ele apontou para Goyle.
Scorpius hesitou. "Não, ele só está aqui para dar apoio moral. Você é Grifinório e eu sou Sonserino, e isso já é ruim por si só; sem falar que você é um Potter. Você deveria ser o meu pior inimigo." Ele conseguia perceber o quanto suas palavras magoavam Albus, que chocado, fuzilava-o com um olhar de raiva. Scorpius queria rir e dizer que era tudo uma piada, mas ele podia sentir a varinha de Goyle pressionando suas costas.
"Eu pensei que você fosse diferente," Albus cuspiu. "Você não se importava com isso antes."
"É, antes de eu perceber o quão errado isso era."
"Então eu fui um erro? Ok, então. Divirta-se com seus amigos Sonserinos." Albus virou-se e desapareceu pelo buraco do retrato.
Scorpius olhou para Goyle, os olhos cheios de lágrimas. "Feliz agora?"
"Muito. Viu como não foi tão difícil? Agora precisamos ir, o toque de recolher é em breve." Goyle dirigiu-se à escadaria.
Scorpius hesitou um momento, a raiva consumindo-o por dentro. Isso era justo? Ele tinha acabado de perder um amigo por causa de idiotas da sua Casa que ainda se prendiam à rivalidades frívolas! Scorpius queria mais do que tudo irromper na Sala Comunal da Grifinória e contar a Albus que tudo tinha sido uma grande armação, que ele ainda queria aquela amizade.
Ao invés, ele virou-se e seguiu Goyle de volta às masmorras, pensando o tempo todo como ele desejava não ser um Malfoy.
N/A: Por favor, não me odeiem tão ardentemente quanto dez mil sóis. Eu achei bem realístico, algo que poderia acontecer entre Scorpius e Albus.
Isto posto, vocês querem que eu escreva sobre o que aconteceu depois, por aqui ou em outro capítulo? Digam-me por reviews. Se preferirem outro capítulo, vocês o terão mais tarde.
Também sinto que a conversa entre Albus e Scorpius ficou meio curta – se você acha isso também, review e me diga
O próximo capítulo será Hugo, mas se eu não conseguir superar esse bloqueio que estou passando, será Teddy.
Review, por favor!
~ThatSarcasticOne
N/T: Mais um, dessa vez mais cedo! Presente de final de semana, heheheh! :)
Mady: Acho que o que eu tive mais pena foi o Scorpius! Vê só se depois desse capítulo você não concorda comigo! Tadinho! :( Haha
Demais reviews respondidas por PM, check it out! ;)
Até a próxima,
Duda
