Baby, keep the tip

By: Cupcake \o/


Capitulo 3 – I look back.


A noite avançava lentamente.

Mas talvez fosse o abraço que durava uma eternidade. Era quente, cheio de suor e com um estranho gosto de estrada. Focou os olhos azuis uma ultima vez até sair para o andar de cima, rindo de si mesma. Pela primeira vez em meses estava feliz naquele lugar, tinha alguém ali, mais do que um simples amigo. Ele era, afinal de contas, seu companheiro, mesmo estando separados por alguns anos e por inúmeros quilômetros.

Entrou no quarto de Kaede.

Seu sorriso nunca fora tão verdadeiro como naquele momento, além de rever seu irmão, via que a senhora estava sentada na cama, conversando alegremente com Kikyou. Ambas cortaram a conversa, e a encararam. Kaede abriu um grandioso sorriso, coisa que raramente acontecia, e a jovem ao seu lado apenas acenou com a cabeça, um pequenino sorriso.

- Ele já chegou, certo? – Ela se pronunciou calmamente.

A jovem acenou a cabeça de forma entusiasmada e, segurando a barra do vestido esverdeado, correu até a senhora e a abraçou.

- Amanha você poderá tirar o dia de folga, mostrar a ele a cidade... se assim quiser, é claro. – A fria dançarina, Absinth, falou.

Dava tapinhas amigáveis no ombro da jovem, fazendo com que ela afrouxasse o abraço. Rin estava radiante, tanto que não percebeu que havia se despedido e já descia as escadas. Estava extasiada, estava feliz. Seu irmão estava ali, próximo a ela. Quando chegou nos pés da escada, tudo pareceu em câmera lenta. A música se tornou mais lenta e todos estavam voltados a porta, que acabou de ser chutada. A última coisa que Sangô e Rin perceberam, foi o sorriso do moreno no meio do salão.

Eles eram lindos.

Três morenos belíssimos vinham atrás de um mestiço e de um youkai. Ah sim, aquilo ainda existia. Mesmo que fossem caçados e foras-da-lei, eles ainda existiam, como os índios. Sentaram-se na mesa que ficava no canto, a que tinha a pior iluminação de todas.

Tão misteriosos.

O youkai trocou um olhar significativo com o moreno próximo à escada, e antes do mesmo se juntar a eles, se aproximou da moça do vestido esverdeado.

O Salom ganhou vida novamente.

- Miroku, se quiser amanha podemos passar o dia juntos. – Falava a jovem animada, tentando esquecer a visão. – Temos tanto a conversar!

Ele sorriu e a abraçou novamente.

- Veremos, tenho alguns trabalhos por aqui, mas no final da noite te darei uma resposta.

E antes de Rin conseguir falar qualquer coisa, ele a beijou na testa e se afastou rapidamente. O sorriso dela morreu, alguma coisa estava bem estranha. Sentiu uma mão lhe puxando e sorriu novamente.

- Vamos Jack?

Com uma resposta positiva, a jovem dançou algumas poucas músicas com eles, até subirem. Não percebeu que todas as moças que se aproximavam do estranho grupo eram rejeitadas. Todas menos Sangô com as bebidas. Afinal, bebidas e negócios era algo com extrema ligação e importância.

Brigas não aconteceram.

Os homens da cidade haviam perdido a masculinidade ao ver o estranho grupo se aproximar, fazendo com que os hormônios continuassem conservados e não controlados pelo álcool e pelas tentações em forma de danças e músicas. E, pouco a pouco, o Salom foi perdendo a vida novamente. As diversas dançarinas foram dormir (muitas desacompanhadas) enquanto outras desciam para ajudar a arrumar os copos e baralhos espalhados pelo vasto salão. E o misterioso grupo continuava por lá.

Sombrios.

O Salom parecia silencioso, mesmo com a conversa baixa dos homens. E naquele ofuscador ambiente, os passos de uma jovem foram abafados. Ela sorria feliz. O esverdeado vestido se arrastava no sujo chão do salão e se dirigia para o exterior do mesmo. Queria sentar-se no parapeito da varanda e gozar de sua alegria ao ter o amado irmão de volta. Ele parecia saudável e bem, não é? Mas o que fazia com que aqueles homens?

Tantas perguntas.

Nenhuma resposta.

E seu desejo foi apagado ao perceber que alguém já se sentava em seu lugar favorito. O belíssimo youkai.

- Então a senhorita é a irmã de Miroku?

A voz dele era hipnotizadora, assim como sua aparência exótica. Tão envolvente.

Acenou positivamente.

Ele parecia não encará-la, mas sim o céu estrelado sobre eles. Seus olhos pareciam mortos e, ainda assim, enigmáticos. O que atiçou a curiosidade da pequena.

- Não imaginei que a querida irmã dele tivesse um trabalho tão sujo. – Continuou ele calmo. – Se vender por dinheiro...

Ele mais parecia divagar do que realmente falar com ela. Fez com que Rin se sentisse menor que uma barata, e mais suja também. Mas o que deveria fazer para proteger seu único irmão?

- Ah... eu não me importo em me tornar tão suja para ver o sucesso ou felicidade de Miroku. – Respondeu ela serenamente. – Ele merece o melhor e se pra conseguir isso eu precise me rebaixar a esse ponto, eu não me importo.

Não percebeu que ele a olhou de relance. Notou o porte nobre dela e a sinceridade em sua voz. Era um motivo louvável, mas que não tirava a mancha que ela parecia ter. Sem falar absolutamente nada, se levantou e entrou para o Salom, a deixando se afogar dentro do profundo poço em que a jogou.

Miroku merecia ficar com a irmã.

Pelo menos por um dia.

Minutos depois o misterioso grupo saiu do estabelecimento, guiado por aquele mesmo youkai. Pararam por alguns segundos, esperando o moreno dar as noticias para a bela dançarina de vestido esverdeado.

- Passarei aqui pela manhã, assim poderemos conversar melhor. – Falou sem esconder a animação. E, beijando-a na testa, se afastou.

E da forma que vieram, se afastaram. Sem deixar rastros.

A morena pode se sentar no parapeito e acender o cigarro. Logo, outras duas dançarinas de aproximaram da varanda e encararam por segundos a figura tranqüila de Rin.

- Precisamos terminar o ciclo, não acha? – Perguntou Sangô sem se prolongar.

- Sim. – Sussurrou a morena. – Minha família é inglesa, não era muito rica mas encontrou uma forma de conseguir maiores riquezas vindo para cá. E no começo nós realmente ganhamos muito dinheiro, mas minha mãe começou a se enamorar com um rapaz da cidade e o meu pai os pegou juntos. Matou minha mãe e o amante, depois cometeu suicídio.

Se aquilo fosse um filme, os sons de pianos seriam ouvidos, como seriam nas típicas cenas tristes. Assim como seriam ouvidos no contar de histórias da dupla de mulheres a sua frente.

- Faltavam algum anos de estudos para meu irmão finalizar e eu o mandei para uma cidade longe, onde tinham moradia e ótimas escolas. Tive que começar a trabalhar nas mais diversas coisas para continuar pagando até que cheguei aqui. Ele deve ter terminado os estudos a pouco tempo e me mandou uma carta dizendo que vinha me visitar. – Sorriu de forma decepcionada. – Apenas não esperava estar trabalhando nisso quando ele me visse.

Mesmo não querendo admitir, as pequenas palavras daquele youkai feriram o que restava de seu orgulho. Se sentia um animal sujo e primitivo ao olhar âmbar dele, mas pelo menos tinha o doce abraço de Kagome e a bronca energética de Sangô, que teimavam em chamá-la para a realidade e que, para elas, a jovem não era nem um pouco suja e primitiva.


Não curti muito o cap. mas deve ser por que eu to numa fase meio estranha... Alias, eu sei que foi curto, mas não me matem por isso.

Mas enfim, finalmente vamos começar a história! Passado desvendado e agora é hora de encarar o futuro e o presente! (me senti extremamente estranha escrevendo isso agora...)

E toda a realidade que conhecemos ira mudar agora, para melhor espero!

Ahh! To escrevendo fic nova, assim que postar o 11º cap. de A Melhor Forma, vou postar o primeiro capitulo dela... me ajudem com um titulo? Ah... é Sesshy e Rin (estranhamente não me canso desse casal ._.)

Bom, reviews com xingamentos, ameaças de morte, ou com adjetivos felizes ou um simplesmente "continua" são super bem vindos, apreciados e respondidos se possível.

Valeu pelas reviews, que estão sempre me deixando super feliz!

Beijos galera e até mais! (me senti tanto uma apresentadora de programa infantil agora ._.)