Disclaimer: I do not own Relic Hunter – Relic Hunter e seus personagens não me pertencem. Esta obra não tem fins lucrativos.

Summary: Na loja de móveis, alguém confunde Nigel e sussurra em seu ouvido.

Classificação/Gênero: T; Festival de Drabbles Casa de Ideas 2ª Edição; Relic Hunter; AU; sydgel; romance, humor; #first meeting;

Advertências: Não contém spoilers. Mais informações no meu LJ.

N.A.: Reuni os drabbles do segundo festival com meu projeto de primeiros encontros. Palavra: sussurro.


Engano básico (T)

Nigel Bailey estava perdido na loja de móveis. Precisava de estantes, pratos, toalhas, milhares de coisas, e o burburinho constante já lhe dava dor de cabeça.

O dia da folga antes de iniciar o trabalho de T.A. na faculdade era o único momento livre desde que chegara da Inglaterra. A manada de compradores não o impediria de mobiliar o apartamento. Ele não aguentava mais dormir no colchão inflável e não sobreviveria a outra noite sem uma cama decente.

O britânico deixou-se levar pela multidão da loja, ocasionalmente deparando-se com objetos úteis e lançando-os para dentro do carrinho de compras. Avistou um item muito importante, que o salvaria caso não encontrasse o setor de camas e colchões. Forçou o carrinho contra o fluxo. Conseguiu, quase atropelando dois transeuntes, chegar aos sofás expostos no canto decorado da loja.

Havia vários designs, a maioria grandes demais para sua diminuta sala de estar no apartamento recém-alugado. Estacionou o carrinho ao lado de um casal que admirava um modelo interessante. Era vermelho, mas a mulher folheava o mostrador de cores preso ao móvel, e Bailey guardou seu lugar perto deles – o tamanho do estofado era perfeito, queria ser o próximo a ver as cores disponíveis.

A multidão mudou de direção, como um cardume, e o homem ao lado interessou-se por outro sofá, mais à frente. O inglês achou aquele modelo especialmente horrível, mas o homem parecia mesmerizado.

Nigel aguardou, alternando o peso de um pé para o outro enquanto observava com mórbido interesse o mau gosto do americano.

O sujeito cansou-se do sofá horrível e passou a estudar outro, também horroroso. Então Bailey sentiu a respiração em seu pescoço: "Eles têm cinza. Espero que aguente mais peso que o anterior," a voz sussurrou, arrepiando-lhe a nuca. Ele encolheu o ombro, virando o rosto para a mulher que invadia seu espaço. "Hum, você mudou a loção?" ela murmurou, aproximando ainda mais o rosto; e travou quando levantou os olhos e viu com quem falava. Seu rosto congelou naquela expressão de assombro por vários segundos.

Era a que segurava o mostruário de cores. Tinha a mesma altura de Nigel. Seus cabelos castanhos ondulavam por sobre os ombros e escondiam parte do rosto angular. Ela era muito bonita.

"Ahm…" Os dois se entreolharam, cara a cara.

"Desculpe!" ela disse, afastando-se. "Eu pensei-" Virou para os lados. Avistou o companheiro adiante admirando um sofá verde-limão. Apontou para o sujeito. "Pensei que fosse ele." Sorriu com o rosto constrito.

Nigel pigarreou, ainda estava arrepiado. "Não… Não foi nada."

"Me desculpe, de verdade – Grey!" A mulher virou para frente, puxando o carrinho repleto de almofadas coloridas. Contornou o mostruário para alcançar o outro homem. Enlaçou-o pelo braço, arrancando-o da monstruosidade verde. Espiou Nigel mais uma vez e acenou de forma curta antes de enfiar-se com o parceiro e o carrinho entre as estantes de mercadorias da outra seção.

Bailey exalou o ar, ainda impressionado com o acontecido. Recebeu um cutucão nas costelas, da multidão que passava, lembrando-o de onde estava. Balançou a cabeça, fazendo cara feia. Esfregou as costas e voltou a atenção ao panfleto de cores que…

Estava nas mãos de outro casal.

Ótimo. Passaria o dia todo ali e continuaria sem uma cama.

Conformou-se em aguardar de novo. Matou o tempo revisando os preparativos para o trabalho em sua mente. Queria que sua sorte mudasse no dia seguinte, quando conhecesse a Professora Fox. Sua reputação a precedia, e ele fora afortunado em conseguir o primeiro trabalho com uma arqueóloga prestigiada como ela.

Como ela seria?

Fim