Capítulo 3 – Novidades em Aula.
Tom estava sentado na primeira fileira da aula de Fetiços, ao lado de Abraxas e Leah. Parecia que o professor não era muito pontual. Já havia se passado 10 minutos do início da aula e nada dele aparecer...
- Por que todos começaram a cochichar quando Dippet apresentou esse bruxo? – Tom finalmente perguntou a dúvida que o estava correndo desde a noite anterior.
Leah e Abraxas se entreolharam, mas disfarçaram.
- Você nunca ouviu falar de Nicolau Flamel? – Abraxas estava surpreso.
- Se eu perguntei é porque não conheço, não é mesmo? – Tom respondeu irritado e o menino engoliu em seco.
- Desculpe. Bem, Ele é um bruxo muitíssimo inteligente! É um famoso alquimista e toda a sua vida é dedicada a conseguir produzir a Pedra Filosofal.
- Pedra Filosofal?
- Sim. O Elixir da Vida. Aquele que tiver a pedra poderá ser eterno!
Os olhos de Tom brilharam quando ouviu as palavras do garoto. As duas coisas que mais desejava eram: ser poderoso e eterno. Apenas isso.
- E ele já conseguiu?
- Não. E acho bom não demorar, porque já está ficando velho. – Leah riu.
- E como um homem tão famoso e importante veio dar aula aqui?
- Dizem que ele é muito amigo do professor Dumbledore e está fazendo esse favor a ele até que McGonagall possa voltar ou algum outro professor o substitua.
- Hum... – antes que pudesse dizer mais alguma coisa, a porta da sala bateu fortemente e todos se calaram. Viraram em direção à origem do barulho e viram o sinistro idoso que os olhava com raiva. Ele parecia um defunto ambulante. Não era assim tão velho, mas seu rosto zangado o fazia parecer ter 100 anos.
- Calem a boca, todos. – A voz de Nicolau era sombria. – Não me agrada estar aqui e muito menos dar aula de Feitiços. – fez uma careta. – Aquele idiota do Horácio... – resmungou. – Bem, faço isso por Albus. Abram seus livros na página 05, Capítulo I. Leiam e quando terminarem vou explicar.
A aula foi normal. Não muito dinâmica, pois Nicolau era extremamente irritadiço e parecia odiar cada segundo que estava ali. No entanto, o bruxo era bem inteligente e explicava muito bem.
Quando chegou ao fim, ele disse:
- Finalmente. Achei que essa tortura não acabaria nunca! Infelizmente ainda tenho mais três turmas. Inferno! – olhou para os alunos assustados. – O que estão fazendo aqui? Saiam logo!
Os alunos se apressaram em ir embora, mas Tom se demorou propositalmente.
- Milord, você vem?
- Vão indo que os encontro depois.
Leah e Abraxas saíram e Tom se aproximou lentamente de Nicolau. Ele resmungava alguma coisa inaudível.
- Professor?
- Anh? – ele se virou. – O que você está fazendo aqui, garoto? Não mandei todo mundo sair?
- Sim, senhor. Só que... – Tom se fez de envergonhado. – sou um grande fã de alquimia e poções. E falar com o senhor é uma honra.
- Hum. Que bom. Agora se me dá licença...
- Senhor, você já ouviu falar sobre Bezoar Líquido?
Nicolau soltou uma sonora gargalhada.
- Se eu já ouvi? Rapaz, você é mesmo meu fã? É claro que já ouvi! Eu o descobri!
Tom ficou surpreso e verdadeiramente admirado.
- Disso eu não sabia. Que incrível!
- Pois é...incrível, mas bem complicado e proibido. Me proibiram de fazer só porque ninguém mais conseguia. – ele falou em tom de confidência. – Aqueles imbecis do Ministério são uns invejosos. – virou as costas para Tom e voltou a arrumar seus livros.
- Eu fiz.
O professor se virou silencioso. Tinha uma expressão incrédula no rosto.
- Você o que...?
- Eu consegui preparar o Bezoar Líquido.
Novamente o professor gargalhou.
- Olha, garoto, tudo bem você querer chamar minha atenção, mas isso já é demais.
- É verdade. Eu o fiz quando tinha 12 anos. Testei em um gato e ele voltou à vida.
Nicolau arregalou os olhos.
- Com 12 anos...?
- Sim.
- E é verdade?
- Eu ainda o tenho se quiser ver.
- Mas isso é...extraordinário! – pela primeira vez, uma expressão de felicidade apareceu em seu rosto. – Você, aos 12 anos, conseguiu fazer algo que muitos dos bruxos mais experientes nunca conseguiram! Como...?
- Não sei. Eu só segui as instruções e fui bastante paciente. E claro...muitas cabras tiveram que ser sacrificadas, mas tudo em nome da ciência. – sorriu.
- Realmente incrível. Qual o seu nome?
- Riddle. Tom Riddle.
- Riddle...acho que já ouvi o imbecil do Horácio falar de você. – novamente fez uma careta. – Aquele pseudo-alquimista que escreveu um único livro e já se acha o melhor! Não sei por que Dumbledore gosta tanto dele...um homem tão inteligente. Dumbledore! Ele conhece esse seu brilhantismo?
- Ah...eu e ele não nos damos muito bem.
- Que absurdo! E por que não?
- Não sei. Ele não gosta de mim. Ah, senhor! Por favor não conte sobre o Bezoar Líquido para ninguém, muito menos ao professor Dumbledore. Sabe que é algo proibido, então eu poderia ser expulso.
- Oh claro, claro. Não se preocupe. Hunf...imagine! Expulsar um gênio e deixar aquele Slughorn.
Tom estava cada vez mais admirado pelo professor. Seu ego estava totalmente inflado. O único ser superior que o havia visto como um gênio!
- Bem, foi ótimo te conhecer, Riddle.
- Anh...se por algum acaso o senhor quiser fazer algum projeto, onde um aluno poderia auxiliá-lo, eu adoraria.
- Um projeto...claro. Cientistas estão sempre em busca de ajudantes. Estou há anos tentando criar a Pedr... – ele o olhou e tentou se consertar, de forma desajeitada. - ...er...vamos ver! Eu lhe aviso em breve!
- Obrigado, senhor!
Tom saiu da sala, satisfeito. Mais um professor que o adorava. E se conseguisse se tornar ajudante de Flamel, além de aprender muitas coisas, ainda poderia descobrir sobre a Pedra Filosofal. Quem sabe até criá-la primeiro?
Chegou atrasado na aula de Poções. Slughorn o recebeu com um sorriso. Segurava a grande pança pelo cinto com a mão esquerda e na direita escrevia no quadro com a varinha.
- Tom! Meu aluno predileto! Achei que iria matar meu primeiro dia de aula! Sabia que não me decepcionaria.
- Desculpe, professor. Estava tirando umas dúvidas com o professor Flamel.
- Ah... – Slughorn fechou o rosto. – Flamel. Aquele metido. Cuidado com ele. Não se torne próximo demais.
- Pode deixar, senhor. – Tom se sentou entre Abraxas e Leah, que haviam guardado um lugar para ele. – Eu já tenho um professor preferido e nunca o substituiria. – sorriu. A face de Slughorn se iluminou.
- Esse é o meu garoto! Bem, vamos continuar.
Finalmente chegou o momento que todos esperavam. A aula de História da Magia. Nunca a aula foi tão aguardada.
Todos estavam ansiosos para ver quem iria substituir o entediado professor Binns, já que não foi anunciado no banquete.
Havia conversas agitadas em todo o cômodo, até que de repente um ser atravessou a parede.
De início, Tom pensou que era Nick-Quase-Sem-Cabeça ou algum outro fantasma do Castelo, mas logo a imagem de Binns se formou. Estava com o mesmo olhar de tédio de antes, mas dessa vez era apenas o seu espectro.
- Muito bem. – ele falou e todos ficaram em silêncio, curiosos. – Abram na página 10. A Guerra Mundial Trouxa* foi um reflexo da Quinta Guerra Mundial Bruxa...
Ele começou seu discurso incessante. Uma menina da Corvinal levantou a mão. Binns levantou os olhos e disse:
- Sim, senhorita Rice?
- Hum...o senhor morreu?
- Isso é relevante para nossa aula?
- Bem, acho que sim. Quer dizer, você é nosso professor... e bem...
- Senhorita Rice, a História nunca morre. Continuando...
E a aula foi tão chata quanto todas as outras pré-morte de Binns. Toda a excitação inicial causada pela notícia foi sumariamente apagada pela voz monótona do agora professor-fantasma.
*Eles estão em 1941. A segunda guerra começou em 39, então não sei se, enquanto eles viviam o momento, já chamavam de "Segunda Guerra Mundial". Portanto, a guerra da qual Binns se referiu é a Primeira.
Oi! Postando logo para não esquecer depois rs.
Gente, sei que o início está meio devagar, mas logo começa a ficar melhor e com os capítulos maiores, ok?
Já troquei o Dumbledore de matéria (coisa que muitos ficavam comentando e aí eu tive que inventar uma desculpa pra não precisar voltar em todas as fics e mudar) e o coloquei em Transfiguração. Prontinho.
Vou logo aos reviews:
Neuzimar - Isto é um mistério... mas sabemos que, independente do que seja, não é nada bom.
Vitoria - Engraçado que todo mundo gostou da Coline. Até eu! rs Eu a tinha criado sem nenhuma pretensão. Era pra ela aparecer apenas na primeira fic tentando ser amiga dele e depois sumiria. Mas acabei criando planos pra ela...
Eu também espero que ele não a maltrate rsrs
Também sei como é, Vitoria. Ficamos retardadas, né? A pobrezinha nem percebe que o garoto está rindo dela por dentro. Cruel.
Até semana que vem, galerinha! Ah! Esqueci de avisar que em alguns capítulos colocarei trechos narrados pelo Tom, como se ele tivesse escrevendo no diário dele. Mas não será algo constante. Apenas quando me dá vontade.
Beijos!
