Capítulo 4: Chantagem
A Virgínia estava a preparar-se para ir sair e encontrar a Elsa, quando recebeu um telefonema.
Virgínia: Sim?
Óscar: Virgínia! Sabes quem fala? Reconheces a minha voz?
A Virgínia parecia assustada.
Virgínia: N-não pode ser! - disse ela. - Quem fala?
Óscar: Quem achas que é? Sou eu, o Óscar!
Virgínia: Não pode ser! Tu estás morto!
Óscar: Escapei por pouco.
Virgínia: Não pode ser...
Óscar: E quando eu estiver recuperado, vou vingar-me!
A chamada terminou. A Virgínia estava perplexa.
Virgínia: Raios! Eu... vou fazer alguma coisa... - disse ela, pegando na lista telefónica. Depois encontrou o que queria e marcou o número. - Estou? É o Detective Soares? Eu preciso dos seus serviços. Posso encontrar-me consigo? No seu escritório daqui a meia hora? Tudo bem, até lá.
A Virgínia despachou-se e foi logo para o escritório do detective.
Enquanto isso, no centro comercial...
Elsa (pensando): Então, ela nunca mais vem?
De volta à Virgínia, ela chegou ao escritório do detective Soares.
Soares: Então o que quer?
Virgínia: Quero que descubra o paradeiro de uma pessoa.
Soares: Certo. Tem uma fotografia dessa pessoa?
Virgínia: Tenho. Por acaso houve uma vez que fomos ao jardim zoológico e tiraram-nos uma fotografia e... não interessa. Aqui está. - disse ela, entregando a fotografia ao detective. - Ele chama-se Óscar Ramires.
Soares: Porque é que o quer encontrar?
Virgínia: Bem... hum... ele roubou-me dinheiro e fugiu. Quero saber dele!
Soares: Pode ter fugido para o estrangeiro.
Virgínia: Não... ele... ligou-me de um telefone que tem de ser aqui da zona. Tem de o encontrar.
Soares: Está bem, vou já tratar disso.
Depois de sair dali, a Virgínia foi a correr para o centro comercial.
Virgínia: Cheguei!
Elsa: Finalmente.
Virgínia: Já não vamos às compras. Não temos tempo. - disse ela. - Ora bem, quero que vá até à clínica Belezzia. Eles vão fazer-lhe um tratamento de beleza completo, pago por mim, é claro.
A Virgínia estendeu um cartão à Elsa.
Virgínia: É um cartão de crédito. Compre tudo o que precisar. Tem um saldo de cinco mil euros.
Elsa: Isso é muito dinheiro!
Virgínia: Não importa. Gaste o que for preciso para a tornar bonita. Daqui a três dias, falamos novamente. Adeus.
E ela foi-se embora. Dois dias depois, a Virgínia recebeu um telefonema do detective Soares.
Soares: Encontrei a pessoa que procura. Está numa casa humilde de um pastor. O que quer que eu faça agora?
Virgínia: Leve-me até esse lugar. Venha ter comigo à minha casa.
Pouco tempo depois, a Virgínia e o Soares estavam a caminho da casa do pastor. Em quinze minutos, chegaram lá. Deixaram o carro afastado, para não os verem.
Soares: Venha comigo.
Eles deram a volta à casa e olharam por uma janela. O Óscar estava deitado numa cama.
Virgínia: Ah, é mesmo ele.
Eles afastaram-se.
Soares: Que entrar e confrontá-lo?
Virgínia: Claro. Obrigado detective, foi muito competente e rápido.
Soares: De nada. - disse ele, sorrindo. - Ainda falta pagar-me.
A Virgínia sorriu.
Virgínia: Pois é. Mas já não vai receber o pagamento.
Num movimento rápido, ela tirou uma arma com um silenciador da mala.
Virgínia: Adeus!
E no momento seguinte, deu três tiros na cabeça do detective e ele caiu no chão, morto.
Virgínia: E pronto, lá foi ele. Agora, é a vez do Óscar.
Ela chegou à porta da casa e a porta estava apenas encostada. Entrou. O pastor Gervásio viu-a.
Gervásio: Olá.
Virgínia: Diga-me uma coisa? Foi o senhor que acolheu um homem que foi baleado na cabeça?
Gervásio: Sim. Fui eu e a minha esposa Maria.
Virgínia: Óptimo.
E no momento seguinte, premiu o gatilho e deu quatro tiros no peito do Gervásio, que caiu no chão, morto.
A Virgínia carregou a arma outra vez e foi até ao quarto onde estava o Óscar. Ao chegar lá, estava lá ele e a Maria, aos beijos.
Virgínia: Então, acolhem-te e ainda te metes com a mulher do homem que te acolheu.
A Maria e o Óscar olharam para ela, assustados.
Maria: Quem é esta?
Óscar: Virgínia!
Virgínia: Olá e... adeus!
Ela premiu o gatilho e deu um tiro no peito da Maria e dois na cabeça dela. A Maria caiu no chão, mortinha da silva.
Óscar: Malvada!
Virgínia: Ora... o homem com quem eu falei primeiro, era um saloio. E tu não perdeste tempo e andavas metido com a mulher dele, heim?
Óscar: Não tens nada a ver com isso!
Virgínia: Bom, devias ter morrido da primeira vez. Morre agora!
E deu quatro tiros na cabeça do Óscar.
Virgínia: E agora, tenho de ter a certeza que morres.
Ela foi até à cozinha, pegou numa faca, voltou ao quarto e cortou a cabeça do Óscar. Depois espetou a faca no coração da Maria.
A Virgínia voltou à rua e arrastou o corpo do detective para dentro da casa. Depois, pegou nuns fósforos.
Virgínia: E agora, esta casa vai arder e quatro corpos vão ser queimados.
Ela pegou fogo a umas cortinas e saiu da casa. Pouco depois, a casa estava toda a arder.
Virgínia (pensando): Adeus para sempre. Ahaha! Fui esperta em ter trazido o meu carro, assim não tenho de me livrar do carro do detective. Ainda bem que ele foi até minha casa a pé.
E saiu dali, pegou no seu carro e foi-se embora, como se nada tivesse acontecido.
A Elsa sem saber o que fazer com tanto dinheiro, decidiu ir à Clinica Belezzia, tal como a Virgínia lhe tinha dito.
Elsa: Boa tarde.
A recepcionista, Amélia Lenhais sorriu-lhe.
Amélia: Olá querida! É a sua primeira vez aqui? Se for tem direito a vinte porcento de desconto na máscara facial!
Elsa: Bem, nunca cá tinha vindo. Foi a dona Virgínia Meireles que me mandou cá.
Amélia: Ah! Porque é que não disse logo! Ela marcou uma sessão de tratamento VIP para em nome de Elsa Viseu. É você?
Elsa: Sim, sou…
Mas ela nem teve tempo para acabar de falar. A Amélia puxou-a pelo braço e levou-a para a sala de massagens.
Massagista Tomé Bernardes Boa tarde. Quer russa, chinesa, tailandesa ou normal?
Elsa: Desculpe?
Amélia O que ela quer saber é como quer a massagem...depois enquanto ele a massaja a minha colega Irene Vieira aplica-lhe uma máscara de argila no rosto. Até já querida.
A Amélia saiu e entrou a Irene, que era tão faladora ou mais que a Amélia.
Irene: Olá. Bem, vou aplicar-lhe a máscara de argila.
Elsa (assustada): Mas isso não é lama? Tem a certeza que sabe o que faz?
Irene (abanando a cabeça): Por quem me toma? A argila purifica aos poros e a alma...vamos mas é ao trabalho!
E lá começou a passar a pasta melosa e acastanhada, que cheirava mal, na cara da Elsa enquanto o Tomé a massajava.
Irene: Então, conte-me lá coisas da sua vidinha!
Elsa: Desculpe! Mas a minha vida é privada. – disse ela.
Irene (com cara de má): E...
Elsa: Bom… tenho três irmãos e gosto do meu chefe… bem, ex-chefe.
Irene: Ah malandra! Assim é que se fala, a gostar do chefe e tudo. Quer saber umas bombas sobre a dona Virgínia Meireles? A Amélia disse-me que foi a Virgínia que lhe marcou a sessão.
Elsa: B-bem… se quiser contar-me alguma coisa sobre a Virgínia… tudo bem…
Irene Fiquei a saber que ela punha os palitos ao marido, o falecido Roberto Meireles, com um homem chamado Óscar qualquer coisa! Pelos vistos viviam os dois uma tórrida paixão, os paparazzi até os apanharam juntos no jardim zoológico, mas a dona Virgínia comprou todas as fotos… dizem que se desentenderam... agora porquê não sei...
Elsa: Não me diga...
Irene: Quer saber mais?
Elsa: Sim, continue.
Tomé Ó Irene, não fale tanto aqui com a nossa cliente, porque ela não está a relaxar nada.
Irene: Prontos, está bem, eu fico calada.
Elsa: Não, conte mais coisas. Eu prometo que relaxo, senhor massagista.
Tomé Espero bem que sim.
Irene: Sabe, o filho da Virgínia Meireles, que se chama Tiago, é quase um robô.
Elsa: Huh? O que quer dizer com isso?
Irene: É que o rapaz já teve de fazer tantos implantes. Foi nos dentes, na rótula...
Elsa: Ah... conte-me mais coisas. Como é o tal Tiago?
Irene: É uma pessoa bastante acessível, muito mais que a mãe dele. Ele é simpático, bonito e até está noivo.
Elsa: Pois, estou a ver...
Irene: A noiva dele é muito simpática, pelo que dizem, é claro. Eu nunca falei com ela.
Elsa: Simpática? Hum... não acha que ela pode estar é interessada no dinheiro dos Meireles?
Irene: É possível... mas como lhe disse, não sei bem, já que nunca falei com ela. Mas não tenho ouvido coisas más sobre ela, se bem que, já se sabe que as coisas más podem ser abafadas.
Elsa: Pois...
Algum tempo depois, a Elsa estava pronta e saiu da Clínica Belezzia.
Elsa (pensando): A Virgínia diz que a noiva do filho é uma interesseira... a Irene diz que dizem que ela é simpática... será fingimento?
No dia seguinte, a Diana e a Ivone foram trabalhar como de costume.
Diana: Isto está diferente sem a Elsa.
Ivone: Pois é... já não é a mesma coisa. - disse ela. – Ó Riiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiita!
A nova recepcionista, Rita Veríssimo, apareceu ao pé da Ivone pouco depois.
Rita: Sim?
Ivone: Não é nada. Podes voltar para a recepção.
Rita: ¬¬
E ela voltou para a recepção.
Ivone: Vês, era muito melhor quando a Elsa gritava antes de vir.
Diana: O.o Não acho, mas pronto.
Ivone: E o chefe Teles anda tão abatido, coitado. Ela não quis voltar a trabalhar aqui… e pelo que parece, também não quis nada de concreto com ele. Só um jantar e pronto.
Diana: É a vida. Também ele andava sempre a implicar com ela e queria que ela gostasse dele e voltasse para aqui? Tinha era de a respeitar e pronto.
Nesse momento, o Nuno batia à porta da casa da Raquel. Ela abriu a porta.
Raquel: Nuno? O que fazes aqui?
Nuno: Vim falar contigo.
Raquel: Já tínhamos falado por telefone. Aliás... como é que tu sabias o meu número?
Nuno: Ora, eu tenho as minhas fontes, mas não interessa. Temos de fazer alguma coisa para separar o Tiago e a Diana.
Raquel: A Virgínia já está a tratar disso, como te disse ao telefone.
Nuno: Ah, aquela pindérica não vai conseguir resolver nada. Nós temos de agir! Eu amo a Diana e quero ficar com ela.
Raquel: Pois eu, quero só o dinheiro do Tiago e mais nada.
Nuno: Tu é que sabes. Não me interessa se gostas dele ou não. Quero é separá-los.
Raquel: Mas queres fazer o quê?
Nuno: Podias fingir que dormias com ele. Adormecias o Tiago, ele ficava sem se lembrar de nada e tal e depois dizias que estavas grávida dele.
Raquel: Já sugeri isso à Virgínia e ela não gostou. Além disso, depois é uma chatice. Ainda tinha de simular um aborto e isso ser chato, pois o Tiago ia querer levar-me ao médico para ver como estava o bebé e descobriam logo a farsa.
Nuno: Hum... então... acho que temos de tomar medidas diferentes. Vamos fazer assim. Eu vou raptar a Diana.
Raquel: Raptar? Estás maluco?
Nuno: Não. Vou levá-la para um local isolado, para bem longe e, mesmo à força, hei-de obrigá-la a gostar de mim e a viver comigo. Além disso, como eu conheço a letra dela, vou escrever uma carta de despedida em nome da Diana... é só inventar uma desculpa qualquer. E depois, tu só tens de convencer o Tiago a esquecer a Diana. Apoia-o, incentiva-o a esquecê-la. Se ele fica contigo ou não, já é problema teu.
Raquel: Está bem. Sem a Diana no caminho, eu hei-de conseguir conquistar o Tiago.
Nuno: Óptimo. Agora vou arranjar um local para onde levar a Diana, tenho de ver se tem condições, tenho de comprar comida e afins e depois é só planear o rapto.
E lá foi o Nuno às páginas amarelas, onde encontrou uma cabana que estava por alugar, numa aldeola bem longe.
Nuno: Bem vou telefonar...
Vicente Abécula Tou sim?
Nuno: Olhe a cabana ainda está para alugar?
Vicente Abécula Está sim senhor.
Nuno: Então quanto é o aluguer?
Vicente Abécula São 2000 mil euros. Sem gastos alimentares incluídos.
Nuno: 2000 mil Euros! Mas isso é um abuso!
Vicente Abécula Ah! Mas a minha cabana é muito moderna, tem um grande quintal com piscina e jacuzzi. Rés de chão e primeiro andar, com três casas de banho e um sótão. Para além disso ainda tem uma varanda, que é um óptimo sitio para levar a sua senhora a jantar à luz das velas.
Nuno (pensando): Se isto é uma descrição de uma cabana vou ali e já venho. Como é que serão as vivendas?
Vicente Abécula Então? Temos acordo?
Nuno: Não dou mais de 1500 euros.
Vicente Abécula 1750…
Nuno: 1600!
Vicente Abécula 1800!
Nuno: Fechado!
Vicente Abécula Eh eh eh! Tá fechado! – pensando – Eu é que sou abécula, mas ele é que é burro. Grande palerma.
Nuno (pensando): Bolas já me enganaram outra vez.
Vicente Abécula Então adeus e muito obrigada.
Nuno (chateado): De nada...
Agora só tinha de arranjar uma boa forma para a raptar.
No dia seguinte, o Nuno foi até à casa da Diana.
Diana: Nuno...
Ela ainda se sentia um pouco incomodada por o Nuno gostar dela, mas ela não poder retribuir os mesmos sentimentos.
Nuno: Tinha de me vir despedir.
Diana: Despedir?
Nuno: Vou-me embora da cidade, para bem longe.
Diana: Mas porquê?
Nuno: Recebi uma boa proposta de trabalho e vou aproveitar. - mentiu ele.
Diana: Estou a ver... vou sentir a tua falta.
Nuno: Eu também vou sentir a tua.
Depois de conversarem um pouco e se despedirem, o Nuno foi-se embora.
Nuno (pensando): Óptimo. Agora quando eu desaparecer daqui, ninguém vai suspeitar. A Diana há-de contar ao pai que eu me vou embora e eu próprio hei-de espalhar a notícia. Depois, será a vez da Diana se ir embora, mas com a carta falsa que eu vou deixar, eles nunca ligarão as duas coisas. E assim, vou viver feliz com ela.
O Nuno riu-se.
Nuno (pensando): Bem... mas no fim de contas, preciso de falar com a Virgínia... não tenho dinheiro para pagar mais de um mês naquela cabana super cara. Ela de certeza que me vai ajudar nisso.
Nesse momento, no escritório do Tiago, bateram à porta e entrou o seu amigo Pedro.
Pedro: Olá Tiago.
Tiago: Então, tudo bem? Não te tenho visto ultimamente.
Pedro: Estamos os dois cheios de trabalho, não é? Não temos tempo para nada. - disse ele. - Mas hoje tirei o dia de folga. Também mereço.
Tiago: Claro. Então, o que te traz por cá?
Pedro: Vim saber se estava tudo bem contigo e com a Diana.
Tiago: Sim, está tudo normal.
Pedro: Ainda bem. Pensei que pudesse ter acontecido alguma coisa.
Tiago: O que queres dizer?
Pedro: Ora, não sejas ingénuo Tiago. O teu casamento não caiu bem a algumas pessoas. – disse ele, abanando a cabeça.
Tiago: Achas? Eu achei que todos ficaram contentes com a notícia.
Pedro: Olha, a tua mãe não deve ter ficado.
Tiago: Ela não gosta muito da Diana, é verdade. Mas ela aceitou as coisas como são. Eu gosto da Diana e vou casar-me com ela. A minha mãe nem abriu a boca para falar mal dela, depois do anúncio do noivado.
Pedro: Pronto... isso é bom... então e a Raquel?
Tiago: O que é que tem? Ela é minha amiga e também está feliz por mim, é claro.
O Pedro riu-se.
Pedro: És mesmo ingénuo. Então mas tu não vês que a Raquel anda atrás de ti?
Tiago: Atrás de mim? Claro que não!
Pedro: Claro que sim. Ela anda sempre na tua casa, é muito simpática contigo e tal. Ela queria era que tu casasses com ela.
Tiago: Achas? Não me parece.
Pedro: Ela é mais esperta do que tu pensas, sabes. Ela já foi rica. Eu lembro-me bem, quando éramos pequenos e costumávamos brincar juntos. Sempre teve a mania das grandezas. Agora, não tem nem um quinto do que tinha e quer voltar a ter vida de rica. E para isso, ela quer casar contigo.
Tiago: Ela até podia pensar assim, mas nunca tentou nada comigo... pelo menos depois de eu começar a namorar com a Diana. Além disso, agora estou noivo. Ela não vai fazer nada por causa disso.
O Pedro voltou a rir-se.
Pedro: És sempre o mesmo ingénuo com as pessoas que conheces bem. Vá lá que tens olho para o negócio e que pelo menos, dos clientes desconfias, porque senão estavas tramado. - disse ele. - Olha, vai por mim, a Raquel ainda vai tentar fazer alguma coisa para te separar da Diana.
Tiago: Se fizer, está a perder o tempo dela. Eu e a Diana amamo-nos e não nos separam assim tão facilmente.
Algum tempo depois, o Nuno entrou na mansão Meireles e com ele ia a Raquel.
Virgínia: Ora, ora. Olá... hum... você é o Nuno, amigo da Diana, não é?
Raquel: Ele está do nosso lado, Virgínia. Quer separar a Diana do Tiago.
A Virgínia sorriu.
Virgínia: Que bom! Quantos mais aliados, melhor.
Nuno: Tenho um plano para os separar, mas preciso da sua ajuda.
Virgínia: Eu já tenho um plano montado.
Raquel: Oiça a ideia dela. É bastante boa.
O Nuno explicou tudo.
Virgínia: Realmente... é boa ideia... sim... gosto muito dessa ideia! Quanto aos custos, não se preocupe que eu trato de tudo. - disse ela, pensativa. - Mas agora já falei com uma pessoa para separar a Diana do Tiago... o que hei-de fazer?
Raquel: Simples. Use essa pessoa para fazer a relação deles tremer um pouco. Quando isso acontecer, o Nuno rapta-a e deixa a carta falsa. Como a relação deles já há-de estar tremida, vão pensar que ela se foi embora por causa disso.
Nuno: Sim. Como vê, os dois planos complementam-se.
Virgínia: Óptimo, óptimo. Assim é que é. Unidos, conseguiremos separá-los.
Raquel: Sim.
Nuno: Vamos fazer por isso.
Virgínia: Ora veja lá Nuno, quando a raptar tenha extremo cuidado. Se ela fugir, fica tudo arruinado.
Nuno: Não se preocupe que eu sei bem o que vou fazer.
No dia seguinte, a Virgínia foi encontrar-se com a Elsa.
Virgínia: Então, ah, vejo que já está mais produzida.
A Elsa agora usava jóias caras e boa roupa.
Virgínia: Então, está pronta para conhecer o meu filho?
Elsa: Sim. Já sei que ele se chama Tiago e que é meio robô.
A Virgínia riu-se.
Virgínia: Realmente, a Irene não sabe estar de boca fechada. - disse ela, sorrindo. - Qualquer dia, fala demais e ainda acaba por aí morta numa vala.
Elsa: O.o
Virgínia: Bom, venha então comigo. Eu levo-a comigo à empresa Meireles.
E lá foram elas. Chegadas à empresa, a Virgínia bateu à porta do gabinete do Tiago e elas entraram as duas.
Virgínia: Olá filho.
Tiago: O que é que está aqui a fazer, mãe?
Virgínia: Ora, estava aqui perto a fazer compras com a minha amiga Elsa e decidi passar por aqui. - mentiu ela. - Aliás, acho que vocês ainda não se conhecem.
Tiago: Não, ainda nos conhecemos.
Elsa: Olá, eu sou a Elsa.
Tiago: Eu sou o Tiago, filho da Virgínia. Prazer em conhecê-la.
Virgínia: Estava a pensar convidar a Elsa para vir jantar connosco hoje. O que achas?
Tiago: É uma boa ideia.
Virgínia: Então pronto, fica combinado. Não venhas tarde para o jantar. Vê lá.
Tiago: Está bem.
Elsa: Adeus.
Elas foram-se embora do escritório.
Virgínia: Bom, apareça na minha casa às oito da noite em ponto. - disse ela. - Aqui tem a morada. Até logo.
Ela foi-se embora e a Elsa ficou pensativa.
Elsa (pensando): Tenho a sensação de que já vi aquela cara nalgum lado... bem o tal Tiago é rico... posso tê-lo visto numa revista ou assim.
Pouco depois, o Nuno foi até à casa da Raquel.
Raquel: O que queres?
Nuno: Vim dar-te novidades. A cabana já está alugada. E hoje vou fazer a minha saída de cena.
Raquel: Óptimo. Adeus. - disse ela e fechou-lhe a porta na cara.
Eram seis e um quarto quando o Nuno entrou no seu carro e passou propositadamente pela rua onde trabalhava a Diana. Ela vinha a sair.
Nuno: Diana!
A Diana olhou para ele, surpreendida.
Diana: Nuno? O que fazes aqui?
Nuno: Estou de partida.
Diana: Então é hoje que vais embora...
Nuno: Sim, já tenho tudo aqui no carro. Adeus Diana.
Diana: Até qualquer dia. - disse ela e o Nuno arrancou e foi-se embora.
A Diana voltou para casa, onde o seu pai, o Augusto, a esperava.
Augusto: Então filha, tudo bem?
Diana: Mais ou menos. O Nuno foi-se embora hoje.
Augusto: Ah. Estás triste?
Diana: Um pouco. Afinal ele era meu amigo e foi viver e trabalhar para outra cidade.
Augusto: Isso não quer dizer que tenham de perder o contacto.
Diana: Eu sei, mas vai ser diferente.
Às oito da noite, a Elsa estava à porta da mansão Meireles.
Virgínia: Ah, chegou a horas. Entre.
Elas foram para a sala.
Virgínia: O meu filho deve estar a chegar, espero eu... bom, vou lá acima dar uns retoques na minha maquilhagem. Já volto.
Ela foi-se embora e a Elsa ficou na sala. Começou a ver algumas fotos que estavam por cima da lareira. Até que, viu uma fotografia do Tiago com a Diana.
Elsa (pensando): O Tiago e a Diana? Mas... o que é que está aqui a fazer uma fotografia dos dois?
Pouco depois, a Virgínia desceu e foi ter com a Elsa.
Elsa: Desculpe lá, mas... hum... porque é que esta rapariga está agarrada ao seu filho?
Virgínia: Ora, é a sonsa da noiva dele. É ela que quer casar com o meu filho. Você vai ter de separar o casal.
A Elsa ficou boquiaberta.
Elsa (pensando): Não pode ser! A Diana é a noiva do Tiago? Oh meu Deus! O que é que eu faço agora? O dinheiro faz-me falta...mas eu não posso trair a minha amiga...
Entretanto tocam à campainha, é a Diana.
Virgínia: Abram a porta!
A Clara não apareceu.
Elsa: Eu vou lá.
A Elsa abriu a porta.
Elsa: Olá, Diana...
Diana: Olá! Então que fazes aqui?
Elsa: Bem é uma longa história...
Diana: Mas conta lá...
Elsa: Está bem...mas só lá fora.
As duas foram para a rua.
Virgínia: Então, mas quem era? Elsa? – ela olhou para a porta. – Mas para onde é que ela foi?
E então a Elsa contou todo o plano da Virgínia à Diana.
Elsa: Mas olha eu vou fazer tudo o que a Virgínia mandou e tu vê lá se tens ciúmes...eu preciso do dinheiro e não quero que ela desconfie...
Diana: Não te preocupes, ela vai ficar a pensar que o seu plano correu bem. Também achei estranho ela convidar-me para jantar sem mais nem menos. Era simpatia a mais.
Entretanto a Virgínia gritava da sala:
Virgínia: Elsa! Onde está?
A Elsa e a Diana entraram na casa.
Elsa: Desculpe… hum...
Diana: Eu cheguei, caiu-me um brinco e esta senhora ajudou-me a procurá-lo. – inventou ela, rapidamente.
Virgínia: Ah… tudo bem. Bem vinda, Diana. – disse ela, com um sorriso falso. – Vamos ter de começar a jantar sem o Tiago, porque ele vai chegar mais tarde.
As três foram para a mesa.
Virgínia: Podemos aproveitar para falar. Deve querer conhecer a Elsa, Diana.
Diana: Ah pois. É que eu nem a conheço. Nunca ouvi falar dela.
Elsa: Pois, também não a conheço a si. - disse ela. - Hum... Virgínia, posso falar consigo um segundo?
Elas afastaram-se da Diana.
Elsa: Olhe, isto vai ser mais complicado do que eu pensava. Quero que me pague o dinheiro já!
Virgínia: Mas você ainda não os separou! – disse ela, zangada.
Elsa: Ora, não interessa. Quero o dinheiro!
Virgínia: Não lhe dou dinheiro nenhum!
Nesse momento, a Diana aproximou-se.
Diana: Virgínia, eu já sei do seu plano para me separar do Tiago, usando a Elsa.
Virgínia: O quê? Hum... é tudo mentira!
Elsa: Não é nada! Você contratou-me para isso!
Virgínia: Você não devia ter contado isso à Diana! - gritou ela, furiosa.
Elsa: A Diana foi minha colega de trabalho e minha amiga. - disse ela.
Virgínia: O quê? Bolas... tenho mesmo má pontaria...
Diana: Ora vá, dê-lhe o dinheiro que lhe prometeu.
Virgínia: Nem pensar!
Elsa: Se não me der o dinheiro, vou falar com o seu filho e conto-lhe o plano todo! Ele não vai gostar de saber que a mãe dele está a tentar separá-lo da noiva, não é?
A Virgínia ficou vermelha de fúria.
Virgínia: Só lhe posso dar o dinheiro amanhã...
Elsa: Está bem.
No dia seguinte, a Virgínia, a Elsa e a Diana foram ao banco e a Elsa passou para a sua conta o dinheiro que a Virgínia lhe tinha prometido. A Virgínia ainda pensou em matar as duas logo, mas decidiu que não era a altura certa para isso.
Virgínia: Pronto, aqui está. Mas isto não vai ficar assim, podem crer! - ameaçou ela.
Elsa: Se depender de mim, nunca mais me vê.
Pouco depois, a Virgínia foi-se embora.
Elsa: Eu vou-me embora desta cidade.
Diana: Mas porquê?
Elsa: Acho que a Virgínia se pode querer vingar... é melhor eu ir-me embora, pelo menos por uns tempos. Não quero que os meus irmãos corram riscos. Depois, talvez volte.
Diana: Claro, estou a perceber...
Algum tempo depois, a Diana chegou ao trabalho e foi falar com o Chefe Teles.
Teles: O que foi?
Diana: A Elsa vai-se embora da cidade.
Teles: O quê? Não pode ser!
Diana: Se quer alguma coisa com ela, vá a casa dela, depressa!
O Chefe Teles saiu dali rapidamente. Em poucos minutos chegou a casa da Elsa.
Elsa: O que está aqui a fazer?
Teles: Não se pode ir embora, Elsa. – pediu ele.
Elsa: Tem de ser...
Teles: Mas porquê?
Elsa: Eu... corro perigo... não posso ficar...
Teles: Olhe... eu amo-a! Não posso deixar que se afaste de mim! – disse ele, apaixonadamente.
Elsa: Mas, eu tenho mesmo de ir.
Teles: Então... eu vou consigo!
Elsa: Mas... e o seu emprego?
Teles: Demito-me. Vou consigo e arranjo emprego noutro lado.
E assim foi. Nesse mesmo dia, a Elsa mudou-se com os irmãos para outra cidade. Alguns dias depois, o Chefe Teles tratou da papelada da sua demissão e foi-se embora também, indo viver com a Elsa e os irmãos.
E assim, a Elsa ficou com o dinheiro e foi-se embora com os irmãos e o Chefe Teles. Quem não ficou nada contente foi a Virgínia. Ela, o Nuno e a Raquel vão dar tudo por tudo para separar a Diana do Tiago. O próximo capítulo será também o último e irão ver o que acontecerá com cada personagem.
