JOHN WINCHESTER
Por Chantall
Disclaimer: John Winchester não me pertence! Nem Dean e Sam, ou qualquer outro personagem de Supernatural aqui citado. Pra começar, John ainda estaria vivo se eu fosse a roteirista oficial!
Sinopse: O que você sabe sobre John Winchester? O que os filhos dele acham que sabem? Você sempre quis saber o que John Winchester estava fazendo durante toda a primeira temporada? Eu tenho uma teoria!
Beta: A Rainha (unofficial)
Shipper: John Winchester, um pouco de Dean e Sam –Linguagem imprópria, violência, Slash e incesto. Pode ser que você ache que não tenha, mas vai por mim, terá! Não gosta, não leia.
N/A: Reviews, plizz... A intenção é que a história fique mais quente conforme as reviews venham!
Capítulo IV
Viajamos para a cidade onde vivia Chuck. Onde Mary e sua família moravam antes de nos casarmos, e onde construímos uma casa e uma vida e planejávamos ser uma família feliz. Onde tudo começou. Lawrence, Kansas.
Já fazia um certo tempo que eu não voltava ali, achava que já tinha remexido em todos os cantos da cidade para encontrar respostas, mas aparentemente eu tinha deixado algumas pedras sem levantar. Não sabia, entretanto, que Charlene andara saracoteando por ali. Mas fazia sentido, lembrava-me de que naquela época em que as coisas ainda estavam quentes e ela costumava atirar toda vez que me via, e que ela costumava rondar os locais onde eu ia freqüentemente.
Até o cheiro da cidade me dava enjôo. Era como se a cidade se incendiasse e eu fosse o tempo todo sufocado pela fumaça que consumira minha esposa.
Até que ponto os segredos que escondíamos um do outro causaram a desgraça de nossa família?
Mary nunca soube que eu tinha visões do futuro, nem eu sabia que ela era de uma família de caçadores. Se tivéssemos sido sinceros um com o outro, teria feito diferença? Gostaria de saber.
No dia seguinte após sair com Mary pela primeira vez, sonhei que nos casávamos. Achei que não seria muito esperto contar para ela, na ocasião. E também não contei a ela o porque eu voltei mais cedo de minha viagem, naquela noite. Que tinha sonhado com um vulto rondando nossa casa, um vulto que pretendia nos causar mal.
Mas como eu poderia evitar de cair no sono justamente quando deveria estar acordado na minha vigília, como evitar de cair no sono e sonhar com o velório de Mary, dias depois?
Mas agora estava de volta ao começo, e perto demais de respostas definitivas. Se Charlene e Matt andaram apagando pistas, se o homem das esporas, que sempre estava um passo a minha frente e que, desta vez estava parado, esperando minha chegada...se tudo isto estivesse conectado,talvez eu estivesse perto de terminar minha jornada. E devia agradecer à Lisa, que por caminhos estranhos me trazia de volta à Lawrence.
Era incômodo ser observado o tempo todo pela garota.
Lisa me surpreendeu. Geralmente posso ser muito ameaçador. Não costumo ter a necessidade de torturar porque consigo ser intimidador o suficiente na maioria das vezes, mas não com Lisa. E mesmo sentindo dor, não alteou seu tom de voz. Não falou palavrões. Comportou-se como uma dama, bem diferente de Charlene.
E Lisa era depois de Mary, a garota mais bonita que conheci. Seus cabelos escuros e lisos, brilhantes. Seus olhos límpidos e castanhos, inteligentes e doces. Seu sorriso avassalador, como o sorriso de Sam. Capaz de transmitir tanta inocência, mas no caso de Lisa, este mesmo sorriso aberto era tão cheio de promessas...
Além do que, Lisa tinha um corpo escultural. Eu já o tinha sentido nos braços e sabia o quão perfeito era o encaixe de nossos corpos.
Era realmente um presente de grego.
Charlene, filha da puta da Charlene!
Não conseguia lembrar-me dela grávida. E sabia que tinha cruzado com ela varias vezes naquele período. Um de nossos encontros mais desagradáveis, inclusive, foi nesta época. Numa cidade com o sugestivo nome de Salvation, onde certa vez quase perdi a vida.
Bem, não que olhasse muito para ela, mas claro que teria visto. Talvez, depois que ela mesma descobriu que estava grávida tenha se recolhido.
Realmente, ela deu uma sumida de aproximadamente um ano, até que eu a visse novamente.
Lisa interrompeu meus pensamentos.
_John, desculpe-me pela arma. Eu não iria atirar. Era só um blefe.
_Ok, Lisa. Mas nossos blefes acabam por aqui. Se você me colocar de novo sob a mira de uma arma, eu não vou hesitar em matá-la. Compreendeu? - falei com mais rispidez do que o necessário.
_Sim, eu entendi._Soou como Dean falando, e eu fiquei mais calmo com isso.
_Sei que é tarde para ganhar sua confiança, mas depois que nossa viagem acabar, eu gostaria de continuar a te ver._Ela me sorriu. _Você exerce uma forte atração sobre as mulheres Delamar.
Eu tive que rir de nervoso, meio cínico, entretanto. Lisa tinha sorrido o tempo todo enquanto falava, e sua voz ficou firme até o fim. Eram as bochechas cada vez mais vermelhas que a delataram, principalmente depois da minha risada debochada.
E como nossa historia ia de mal a pior...
Mas tinha que admitir que ela tinha coragem. Entendeu o que sentia por mim e passou o recado.
_Lisa, você vai mesmo querer me ver depois que eu cumprir minha promessa de visitar sua mãe?
_John, você tem dois filhos para cuidar. Mesmo que agora você esteja ignorando as ligações, não pode os ignorar para sempre. Você tem um demônio para destruir. Tem um caçador para deter. Bem. O que eu estou dizendo é que rever uma velha amiga não precisa ser sua prioridade dentro desta lista, não é mesmo? - Diabinha! Esta carinha de anjo escondia uma mente tão brilhante quanto à de Sam. E ela fazia as coisas andarem, como Dean.
Pensando neles, o que diriam ao me ver com uma namorada mais nova que Sam.
Namorada? Poxa! Essa Lolita sabia se aproximar.
E não, eles não diriam nada porque eu quebraria os dentes deles antes de qualquer comentário desaforado.
Liguei o som, não respondi nada. Estava voltando para a mesma cidade onde conheci Mary. Muitas lembranças assaltaram minha memória.
