Verão

Bra acordou no meio da tarde, desajeitadamente se levantou da poltrona em que dormia. Vestia uma roupa leve, o verão já havia chegado e com ele o calor e o mormaço. Suando, caminhou até a cozinha. O local estava uma bagunça, pratos e copos espalhados por toda parte e seu pai estava debruçado sobre a mesa, cercado de papéis e giz colorido. Delicadamente colocou sua mão sobre os tensos ombros do homem.

-Pai...

Vegeta não se moveu.

-Esta tão cansado...- A mulher notou que seu pai tinha entre os dedos um pequeno pedaço de papel, parecia-lhe um cartão, num leve tom de rosa. Ao tentar pegar o suposto cartão sentiu alguns dedos apertando sua munheca.

-O que está fazendo?

-Ah...pai...eu só estava...

-Bra! Achei que fosse alguém estranho.

-Já são 16 horas. Não vai ver a mamãe?

-Claro que vou.

Imediatamente, Vegeta lavou o rosto e tentou, inutilmente, ajeitar os cabelos. Dirigiu-se, então, até o jardim. Não estava mais tão belo quanto na estação anterior, mas, cada flor ainda concervava a sua beleza natural. A grandiosa árvore, já não estava florida, porém, os pássaros ainda a procuravam para fazer seus ninhos. Ele a achava majestosa mesmo não fazendo ideia de que árvore se tratava, esta é uma das coisas que Vegeta apesar dos longos anos na Terra, não conseguira aprender.

-Bom dia, senhor. - falou a recepcionista ao vê-lo, ele só balançou a cabeça.

O sayajin andou pelos corredores, todos eram lhe familiares, tudo, cada médico, os pacientes internados, cada detalhe. No entando, naquele dia, tudo parecia mais tranquilo, não havia enfermeiros correndo de um lado para o outro, estava calmo. Passou diante do quarto 7, o lugar estivera fazio por muito tempo, de fato Vegeta nunca tinha visto um doente ali, por isso, a menina deitada na cama chamou sua atenção. A garota não deveria ter mais de oito ou nove anos, morena, cabelos até a cintura, um olhar triste, solitário, vago.

-Por que ainda vem visita-la? - indagou ela ao ver que o homem a observava.

-O que? Como você sabe?

-Sei muitas coisas.

-Sei... Já vou indo.

-Por que não quer me contar?

-Contar o que?

-Por que você ainda a visita?

-Você é muito intrometida!

-Que seja...- a menina brincava com o lençol da cama, olhando fixamente para seus dedos que desenhavam pequenas ondas no branco do colchão.- É bom que a visite. Sabe, o tempo é muito lento para os que esperam, muito rapido para os que tem medo, muito longo para os que sofrem e muito curto para os que amam. Cada segundo com ela é impotante.

-Escuta... Qual é seu nome?

-Quando responder minhas perguntas respondo as suas.

-Espertinha, né? Bom, já vou.

Pouco tempo depois estava no quarto de Bulma, sua mulher estava dormindo, provavelmente, sonhando com algum bom momento de sua vida agitada. Sentou-se ao seu lado e ficou ali até que desse hora de ir embora.

Continua...