Título da fic: Samsâra
Casal: ShakaxMu
Sinopse: " O ciclo das existencias" , sucessão de reencarnações no meio de diferentes condições de existências determinadas pelo karma. Esse karma pode acabar com a vida de alguém…mas pode igualmente oferecer novas oportunidades de a reconstruir… Shaka.Mu
Autora: Áries Sin
Disclaimer: As personagens de Saint Seiya não me pertencem (apesar de eu sonhar que sim) mas sim ao salve salve mestre Masami Kurumada que nos fez sonhar com seres tão lindos, magníficos e tuti quanti!
Agradecimentos: Primeiramente, a Deneb, minha beta do coração dessa fic, professora online de tibetano e sobretudo grande amiga que não deixou que a fic fosse abandonada. A Athenas de Áries que ajudou na continuação deste capitulo!
Nota: A historia não segue propriamente a linha temporal do que nos é indicado no anime. Os cavaleiros de ouro da geração antiga são fictícios, frutos da minha imaginação. Boa leitura…
Samsâra (IV Mandala)
Hellas, região de Imitos, Santuário de Athena (.1.)
Calma… silencio…
Eram essas as constantes naquele local sagrado pela calada da noite. Diante dos seus olhos, o rio de degraus que ainda tinha de atravessar até chegar ao décimo terceiro templo: o Hecatompedon.
Deslizou os olhos amarelados pela enorme escadaria que o separava ainda do final. O imponente templo de Athena Nike, a Vitoriosa.
Algumas jarras em pedra flamejantes jaziam nas laterais da escadaria, iluminando o caminho dos fieis até ao templo sagrado.
Subiu os degraus um a um, os longos cabelos negros baloiçando com o andar felino; a longa capa esbranquiçada esvoaçando com brisa nocturna.
Hecatompedon… o único templo na linhagem dos treze sagrados do santuário que dispunha dos mais belos e delicados ornamentos e esculpido nos mínimos detalhes. O único dos treze que mantinha presente nas enormes colunas toda a beleza ornamental dos capiteis coríntios.
O único que fazia jus à beleza feminina.
Os dois guardas que mantinham a segurança diante dos dois enormes portais rapidamente se ajoelharam, reverenciando o seu superior.
Com um aceno de cabeça, passou a entrada dirigindo-se ao interior.
A constituição interior dos edifícios era a única ligação entre todos os templos sagrados. O peristilo, também chamado de pteron, era o corredor estreito que separava as colunatas do santuário interior presente em cada casa.
Passando as gigantescas portas de madeira, abria-se ao invasor um panorama sobre o vestíbulo, também nomeado de pronaos; seguido da naos onde era recebido pelo guardião da casa se esse fosse o objectivo da visita; e acabando no opistódomo, que dava de novo acesso à enorme escadaria.
Esses eram os locais acessíveis à maioria dos passantes, atravessando os templos com a devida autorização dos guardiães.
Num segundo andar os aposentos privados, onde a entrada era apenas reservada aos cavaleiros e a uma minoria de servos de maior confiança.
O cavaleiro de ouro de Virgem avançou seguro pelo enorme espaço iluminado por tochas que indicavam o caminho a seguir. O tilintar das botas da armadura reluzente ecoavam no espaço vazio, denunciando a sua chegada.
Esperando diante das portas da naos, fez anunciar ao patriarca a sua chegada para a audiência. Não demorou muito até ser convidado a comparecer no salão.
Sentado no majestoso trono no fundo, um homem de longos trajes azuis aveludados assentia para ele sorrindo por trás da mascara que ocultava a sua identidade. O cavaleiro de Virgem avançou a passos firmes pelo tapete vermelho até alcançar o limite que lhe era permitido. Colocou o joelho no chão, reverenciando o patriarca num sinal de respeito.
À diferença da pronaos onde reinava um ambiente frio e escuro, indicando claramente que se indicava de um local de passagem; a enorme sala de audiências na naos era um local extremamente convidativo e acolhedor. A presença do fogo não só proporcionava uma luminosidade perfeita à sala, como aquecia o lugar criando um clima agradável. A frieza das paredes e chão era em parte cortada pela disposição de alguns tapetes e tapeçarias dispostos em locais estratégicos.
- Seja bem vindo Sâhir … cavaleiro de ouro de Virgem! – a voz suave do patriarca ecoava pela sala enquanto dispensava os servos com um gesto da mão.
Sâhir sorriu, levantando os magníficos olhos amarelos na direcção do mestre. Mantinha-se ajoelhado, os longos cabelos negros como breu espalhados sobre a capa branca. As suas origens estrangeiras eram reveladas pela tez de pele escura e a cor de olhos completamente fora do comum. Amarelos. Dourados. De olhar felino, dissecador, por vezes ocultado pela farta franja de ouro negro.
- Presumo que recebeu as ultimas novidades no que diz respeito ao herdeiro da armadura sagrada de Virgem… tendo atingido a idade certa, deverá ser trazido ao santuário onde cumprirá o devido treino.
Sahîr assentiu.
- Entendo…
Poucos ainda eram os pupilos que tinham chegado ao santuário. Apenas Gémeos, Câncer, Sagitário, Capricórnio e Peixes estavam encarregados do treino de crianças para os substituir. À diferença dos outros cavaleiros, Sâhir não se preocupava muito com a demora em receber um pupilo… acreditava ante de tudo nas palavras do patriarca, e como ele sempre esclarecera: " A armadura escolhe os portadores quando achar decessario, e não o contrario".
- A sua missão decorrerá em Manikamika Ghat…
Sâhir arregalou os olhos, visivelmente estranhando a associação daquele nome ao restante dos acontecimentos.
- Vejo que reconhece o local… - completou o patriarca lentamente – o herdeiro da armadura de Virgem encontra-se em segurança em Lakshmanaaos cuidados de Jahtara.
- Entendo… - respondeu voltando a baixar o olhar na direcção do chão, sorrindo mergulhando em inúmeras lembranças de criança… enquanto brincava despreocupadamente no pátio interior do templo budista.
- Esta encarregue de trazer o pequeno Shakya até ao santuário. Ele será o futuro cavaleiro de Virgem!
- Shakya? – estranhou o hindu.
- Shakya. – confirmou o patriarca – Nome sugestivo não acha?
Sâhir assentiu tentando assimilar as informações que lhe eram transmitidas.
– Mas Shakya não é a única criança que deve trazer…
- Está a dizer que… serão dois pupilos? – Decididamente aquela audiência estava muito estranha. Como ele teria dois pupilos para a mesma armadura? Tudo bem que gémeos tinha dois… mas era diferente! Nunca em toda a história se tinha ouvido falar em dois cavaleiros disputando uma armadura de ouro!
- Dois pupilos! – o mais velho confirmou serenamente - Mas o outro treinará para a armadura de Áries!
- Mas… mestre… a primeira casa esta desabitada e…
- Não se preocupe com isso… eu próprio tomarei conta do treino do cavaleiro de Áries.
Sâhir arregalou os olhos fixando o patriarca. Todo o peso da verdade caiu sobre ele de uma vez, respondendo a uma enorme quantidade de perguntas que circulavam no santuário desde que ele próprio tinha chegado ali.
Aquela era a razão pela qual nunca ouvira falar de nenhum cavaleiro de Áries… a razão pela qual a armadura permanecia sem dono durante todo aquele tempo.
Simplesmente porque o seu portador ainda estava vivo!
Tomando em conta que a deusa reencarnava todos os trezentos anos, se a armadura de Áries tinha julgado necessário a indicação de outro cavaleiro significava que…
- A geração de ouro…
Apesar do sussurro, a voz do cavaleiro tinha chegado aos ouvidos do patriarca que respondeu levantando-se lentamente, as longas vestes caindo pesadamente sobre o seu corpo. Desceu vagarosamente os cinco degraus que o separavam do indiano, colocando a mão sobre a sua cabeça num gesto paternal.
- Vejo que entendeu… - suspirou por entre a mascara – A geração de ouro que lutará ao lado da deusa na guerra santa. Essa mesma geração que Será treinada por você e pelos seus companheiros. Por isso, Sâhir, preciso que traga essas duas crianças o mais depressa possível, podendo assim começar o treino o quanto antes.
Sâhir levantou de novo olhar na direcção do rosto oculto do patriarca, procurando na mascara impávida e serena a resposta à enorme quantidade de perguntas que ficavam sem resposta. O mais velho entendeu a duvida transmitida por aquele olhar interrogativo.
- Não se preocupe… apenas traga os dois para cá, falaremos mais calmamente depois.
O cavaleiro de Virgem assentiu resignado – Partirei amanha pela madrugada…
Levantou-se com intenções de dar a audiência por encerrada. Acenou mais uma vez para o mestre num gesto de respeito. Preparava-se para sair da naos quando a voz do patriarca lhe deu uma última informação.
- Kamal, é o nome da segunda criança.
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Índia, região de Uttar Pradesh, Manikamika Ghat
Durante dias a fio a chuva não dava tréguas. A época das chuvas era sem sombra de duvida a mais complicada de suportar.
O céu negro ameaçador parecia pressionar o alto do templo Lakshmana, reprimindo a sua imponência habitual.
A capa protegendo-o da chuva, Sâhir mirava atentamente aquele lugar que tinha deixado à tanto tempo. Desde que o seu próprio mestre o viera buscar para se tornar cavaleiro.
Tudo permanecia igual desde a sua partida… parecia que o tempo tinha estagnado precisamente no momento em que se tinha ido.
As lembranças…
"Sâhir! Não é permitido correr nos corredores!
- Mas pai…
- Não há mas… - o homem ajoelhou-se diante dele, acariciando os sedosos cabelos pretos – sabe melhor do que ninguém que aqui é um lugar sagrado… as leis não devem ser quebradas…
A criança amuara, cruzando os braços sobre o peito, desviando os magníficos olhos dourados do pai. Este apenas riu com a sua reacção tão pueril.
- Mas não há nada para fazer aqui…
- Tem sim Sâhir … aproveitar o tempo que estamos juntos…"
Parecia tudo tão presente… e pensar que doze anos tinham passado desde então.
Deixou escapar um longo suspiro antes de finalmente avançar até ao portão de entrada.
O típico cheiro a incenso tomou conta do seu olfacto mal pousou o pé dentro do edifício. Por momentos deixou-se transportar nas doces lembranças que aquele cheiro lhe indicava.
- Seja bem vindo de volta Sâhir … ou deverei chamá-lo de mestre?
A voz conhecida chamou de novo a sua mente à realidade. Sorriu, virando-se na direcção do comerciante. Não se apercebera do quanto o tempo tinha fugido descontrolado desde a sua ultima estadia ali…
- Não seja ridículo… - fechou os olhos alguns momentos, mantendo o sorriso feliz nos lábios – É bom estar de volta… Lobsang.
Ambos ficaram longos segundos apenas se olhando, sem trocar uma palavra, tentando encontrar algo na fisionomia do outro que se tivesse mantido ao longo de todos aqueles anos. Lobsang finalmente se via fixado por aquelas duas magnificas íris douradas de que tanto sentira falta.
- Se você não fosse um grande amigo Sâhir; eu certamente deixaria de lhe falar para os restantes dos meus dias…
- Se eu não fosse um grande amigo, certamente nem se lembraria mais de mim…
Lobsang sorriu diante a resposta. Sim, tinham sido grande amigos em tempos. Dos melhor que pensavam vir a ter. Mas durante todo aquele tempo que Sâhir tinha ficado fora, nunca mais tinha ouvido falar dele… nem uma única noticia, uma carta, uma confirmação de que ainda estava vivo.
Apesar de tudo isso, sentia que aquela amizade que mantinha adormecida durante tanto tempo tinha emergido de uma vez ao revê-lo. E podia afirmar que em nada se tinha degradado.
- Deve estar cansado da viagem… venha, vou conduzi-lo a Jathara.
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- Mu! Acorde Mu!
Shaka tentava a todo o custo acordar o amigo adormecido sobre a cama. Não era possível uma pessoa dormir tanto! E sobretudo continuar sempre com sono!
- Vamos Mu! Acorda!
- Humm…ghmshm… - suspirou ao ver o tibetano voltar a puxar os lençóis sobre o corpo, rodando na cama e dando-lhe as costas.
Não podia negar… Mu tinha vindo a melhorar consideravelmente desde o dia em que se tinha aberto a ele, e lhe tinha contado tudo o que tinha acontecido durante aquele dia que mudara a sua vida. Apesar de não ter recuperado a visão, Mu parecia ter guardado de lado o rancor por ter sido alvo de tamanha injustiça. Os ensinamentos de Jathara tinham-no ajudado muito a voltar a viver plenamente.
- Mu! –tentou uma ultima vez – mestre Jathara mandou-nos chamar! Venha logo que parece ser importante!
Ao som do nome do veterano, Mu abriu os olhos rapidamente levantando-se num pulo… só não esperava que Shaka estivesse debruçado sobre ele naquele exacto momento… tão logo se levantou, voltou a jogar-se sobre a cama com as mãos sobre a testa.
- SHAKYA!
- Tinha que se levantar com essa brusquidão Mu? – pego de surpresa, Shaka apenas sentira uma dor aguda quando a cabeça do tibetano chocou contra a sua rapidamente. De olhos fechados, massajava o local do embate com a mão, tentando a todo o custo aliviar a dor.
- Você tem a cabeça dura sabia? – Mu voltava a sentar-se na cama ainda meio zonzo com o choque. Apesar de não conseguir ver o indiano, percebia pelas suas falas que também tinha sentido, e bem, o impacto entre eles.
- Não diga disparates! Vamos! Levante-se e vista-se!
- Vou já… - desviou os lençóis de sobre as suas pernas, deixando-os cair sobre o chão, andando com algum pesar até onde sabia estar uma bacia de água. Colocou as mãos em concha, deitando a água refrescante sobre o rosto. – Como correram as orações matinais?
- Foram interrompidas pela chegada de um estranho… - Sentou-se sobre a cama, vendo o amigo vestir um sari igual ao seu. Tinha perdido a conta da quantidade de vezes que tinha observado atentamente aquele corpo esguio, a pele clara de porcelana, os dedos longos prendendo o tecido laranja na cintura, jogando-o sobre o ombro... Perdia-se completamente a observar aquele poço de delicadeza que era Mu.
Hipnotizado por aquelas mãos de alabastro, Shaka levantou-se da cama avançando lentamente ate ao tibetano. Pegou no pedaço de tecido jogado sobre o seu ombro, prendendo-o firmemente mas cuidadosamente com uma prega. Finalmente pronto.
- Vamos… não podemos faze-los esperar mais!
Mu sentiu o seu braço ser puxado delicadamente, e num gesto intuitivo via-se a procurar a mão do loiro entrelaçando os dedos nos seus.
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- Veio busca-lo…
Sâhir assentiu com a cabeça, fixando o veterano de pé à sua frente. Tinha uma expressão serena, a voz calma apesar da idade avançada. Algumas coisas permaneciam para sempre.
- Buscá-los… - corrigiu o cavaleiro, não tirando os olhos do veterano. – Tenho ordem de levar as duas crianças para o santuário de Athena…
Percebeu a mudança nas feições calmas do rosto envelhecido.
- Aos dois? Mas como?
Sâhir abrira a boca para responder, mas o som seco de duas batidas na porta impediram-no de prosseguir.
Virou-se na direcção da porta, enquanto ouvia o veterano dar o ser consentimento para os intrusos entrarem.
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Ambos esperavam impacientes a ordem de entrada. Ao ouvir as palavras de Jathara, Shaka empurrou a porta de madeira, puxando Mu pela mão consigo. Ambos entraram na pequena sala, esperando ver apenas o veterano como sempre sentado no meio dos travesseiros…
Mas outra pessoa estava presente em frente a Jathara.
Shaka levantou os lindos olhos azuis observando a armadura reluzente que cobria o corpo do desconhecido. Nunca em toda a sua existência tinha visto ou mesmo ouvido falar de algo parecido!
Aquilo era uma armadura… dourada? De ouro? Sentiu a boca abrir-se de espanto, a sua cabeça tentando encontrar alguma explicação para aquilo.
- Shakya…
Shaka não percebera o chamamento de Jathara, continuando a sua admiração diante de algo tão estranho.
- Shakya!
O loiro sobressaltou ao ouvir o seu nome, voltando a olhar para o veterano. Engoliu em seco, sentindo o tibetano apertar a sua mão com mais força. Infelizmente, Mu não só não via a estranheza de tudo aquilo, como não entendia nada do que estava acontecendo. Apertou a mão do amigo de volta, sinal que dizia que tudo estava bem.
- Shakya, Mu, este é Sâhir … cavaleiro de ouro de Virgem da ordem sagrada de Athena.
Sâhir olhava fixamente para as duas crianças. Deviam ter uns doze anos no máximo… idade em que ele próprio tinha começado o treino para ser cavaleiro. Viu Shaka de novo se interessar por si, desta vez olhando-o nos olhos. Sorriu de canto, deixando o peso do seu olhar superior descair sobre a criança loira. Viu satisfeito que este não o tinha suportado por muito tempo, desviando os olhos de novo para a armadura dourada, engolindo em seco.
- Shakya… - Shaka estremeceu ao ouvir o seu nome da boca do estranho. Aquele homem intimidava-o a um ponto que nunca imaginara ser possivel. Desde cedo tinha-se habituado à familiaridade com a qual era tratado naquele templo… nunca ninguem o tinha olhado daquela forma tão… superior! Mesmo não estando a olhar aquele homem nos olhos, sentia um enorme peso sobre si devido aqueles olhos de uma cor tão fora do comum…
Após uma primeira impressão da criança que viria a ser seu pupilo, Sâhirinteressou-se pelo o outro pequeno. Algo nele parecia estranho… ambos eram sensivelmente da mesma altura; chegavam-lhe aos abdominais, não mais que isso. Ao olhar com maior atenção, percebeu o que o tinha incomodado desde o inicio… a outra criança tinha uns magníficos olhos verdes bem claros… mas estavam baços. Ele era cego!
Olhou interrogativo para o veterano. Não podia ser aquela a criança que o tinham encarregado de levar para o santuário juntamente com Shaka, era? Parecia tão… indefeso! Fraco! Incapaz de um dia vir a suportar o árduo treino para vir a tornar-se cavaleiro! Ainda para mais da elite dourada! Não era possível…
- Mu? – perguntou na direcção das duas crianças, vendo o pequeno de cabelos lavanda reagir. Então Mu era o seu nome? Mas…
Jathara tinha mandado chamar as duas únicas crianças daquela idade que viviam no templo… a hipótese do patriarca no santuário se ter enganado era mínima.
Mas as informações não correspondiam. Mu? Não era a criança que procurava. Certamente haveria outra sensivelmente da mesma idade que deveria levar consigo. Não podia ser aquele… a menos que…
- Kamal ? – arriscou tentando perceber alguma reacção do jovem que mantinha a mão entrelaçada na do loiro.
Shaka apercebera-se do estranho comportamento do tibetano, sentindo a sua mão agarrada com demasiada força. Virou-se na sua direcção, tentando entender o que se passava.
Mas o que o viu o assustou… Mu estava de olhos arregalados, completamente estático, os lábios entreabertos, a face mais pálida que nunca…
Continua…
Hellas: Nome grego para Grécia. Daí deriva a palavra helénico e afins.
Região de Imitos: Região da Grécia onde se encontra a cidade de Atenas.
Nota:Optei por não colocar o Santuário na cidade, mas sim na região na qual ela se encontra.
Hecatompedon: A palavra hecatompedon refere-se a um templo que mede 100 pés gregos de comprimento. Um exemplo deste tipo de templos é o Hephaesteum (ou Theseum) em Atenas, construído em 449 – 444 a.C.
