IV

Vício


It's like I can't breathe

It's like I can't see anything

Nothing but you

I'm addicted to you

(Addicted, Kelly Clarkson)


- Olha, é ali à frente – anunciou Harry, apontando para algo bem lá no fundo. – Lindo, não é? É um dos meus sítios preferidos; sempre venho aqui quando preciso de pensar. Vamos sentar-nos.

Andaram mais um pouco e sentaram-se num pequeno banco.

- Então, o que achas? Maravilhoso, não é?

- …

- Mas se olharmos melhor, podemos ver a vista. É fantástica! Vamos nos aproximar?

Ele levantou-se e virou-se para a pequena ruiva estendendo-lhe a mão. Esta ficou ali estendida um bom tempo, à espera de ser pegada, mas isso não aconteceu. Com um ar cansado, Harry voltou a sentar-se e olhou para a mulher ao seu lado que estava com um ar pensativo. Ela nem percebera que estava a ser observada. O moreno desviou, então, o olhar para a frente. Recostou-se no banco e assumiu uma pose parecida com a ruiva. Ficaram assim um bom tempo, em silêncio.

Subitamente, Ginny pareceu despertar e olhou para Harry.

- Desculpa, disseste alguma coisa?

- Disse. Há meia hora atrás.

Ginny baixou a cabeça, envergonhada.

- Ginny – disse. Ginny sentiu um aperto no coração; Harry parecia abatido, cansado… cansado de esperar por uma coisa que nunca iria ter. – Gi, eu nem sei o mais hei-de fazer. Tu pareces tão triste e eu só te quero ajudar, mas… eu não consigo. Se ao menos tu me dissesses o que se passa contigo. O que te deixa tão mal, Gi, o quê?

Ginny olhou dentro dos olhos verdes de Harry. Encarou-o profundamente, esperando que ele percebesse, através daquele olhar, que ela lamentava, que ela queria que fosse diferente, que ela não podia contar. Mas o moreno pareceu não entender. Ele suspirou, cansado, e levantando-se. Começou a caminhar por onde eles tinham vindo, mas não sem antes dizer uma coisa que Ginny preferiu que ele não tivesse dito.

- Ninguém te pode ajudar, Ginny, porque tu não queres ser ajudada.

Harry levou-a a casa e despediu-se. Mas desta vez não houve insistências do tipo "Vais ficar bem?" ou "Tens a certeza de que não queres que eu fique um pouco contigo?". Apenas um beijo na bochecha e um "boa noite" sem emoção. Ele parecia ter aceitado, parecia ter se conformado que tinha perdido.

Ginny subiu as escadas. Não viu ninguém e agradeceu aos céus por isso. Provavelmente, nem tinham reparado que ela já tinha chegado. Parou em frente à porta do seu quarto, no entanto, de forma a tentar evitar pensar neste último mês, a ruiva entrou na casa-de-banho e fechou-a atrás de si. Abriu a torneira e entrou no duche.

Sentia cada gota de água queimando na sua pele como se fosse fogo. Ela tentou por tudo não fazer aquilo que mais queria, porque sabia que se começasse não haveria maneira de parar. Ginny ficou parada debaixo da água, abraçada aos próprios joelhos, sentindo pena de si própria. Porque ela era tão fraca? Porque se sentia tão angustiada? Não havia razão para isso! Mentira, havia sim, uma razão para a ruiva se sentir tão acabada; ela só não queria admitir que se tinha tornado dependente de uma certa pessoa. Nunca um mês demorou tanto a passar.

Então, ele veio. O choro. Impossível de controlar; impossível de evitar; impossível de esconder. E cada lágrima salgada era como uma lembrança feliz, uma lembrança dele. E isso doía… oh, se doía…!

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No dia seguinte, Harry acordou mas sem a mínima vontade de se levantar da cama. Mas ele tinha de ir trabalhar. Tinha de ir ao Ministério da Magia com o Ron e a Hermione. A grande contragosto, o último dos Potter levantou-se.

Sem ânimo para fazer o pequeno-almoço, limitou-se a beber um resto de sumo de abóbora. O seu olhar tornou-se distante e a lembrança de uma tarde na casa dos Weasley veio-lhe à memória, mais precisamente, uma certa conversa.

A Sra. Weasley entregou uma chávena de chá a Harry e disse numa voz chorosa:

- Eu já não sei o que fazer, Harry. Ela não fala com ninguém, só com a Hermione, mas até ela parece não saber realmente o que se passa com a Ginny.

- Ela também não me disse nada. Mas não se preocupe que eu vou tentar ajudá-la.

Molly Weasley sorriu.

- Obrigada, meu filho. Nunca te poderemos agradecer por aquilo que tens feito por nós.

- Vocês são a minha família. É o mínimo que posso fazer – disse Harry.

Subitamente, a segunda mãe de Harry pareceu preocupada novamente. Desviou o olhar para a sua chávena. Harry tomou um gole da sua e perguntou:

- Algo de errado?

- Não, não… nada – respondeu a Sra. Weasley de modo pouco convincente. Depois de um breve olhar para o moreno, pareceu reconsiderar. Pousou a sua chávena na mesinha.

- Na verdade – começou – há algo de errado, sim.

- E o que é?

- A Ginny… Ela… Ela fecha-se no quarto todas as noites e, por mais que me preocupe, eu sei que posse ser um pouco intrometida às vezes – Harry lançou-lhe um olhar de descrença como quem diz "às vezes é favor". – mas eu sempre a deixo lá sozinha. Porém, uma vez, eu passei pelo quarto dela e ouvi vozes. – Harry pareceu mais interessado no assunto. – Não consegui entender o que diziam, mas eram claramente duas vozes; uma feminina e uma masculina.

- Ela leva um homem para o quarto? – admirou-se Harry. Dando-se conta de como a pergunta tinha soado, ele tentou explicar-se. – Quer dizer, não que ela o leve para… para… Bom, o que eu quero dizer é que… er… ela o leve para conversar e…

- Tudo bem, querido, eu percebi. – Suspiro. – O que é estranho é que isto acontecia todas as noites e… bem, eu fiquei preocupada. Então, uma noite eu entrei sem dizer nada para ver quem lá estava e…

- E…?

- Nada. A Ginny estava lá sozinha. Mais ninguém se encontrava no quarto.

- Ninguém? – perguntou Harry num tom duvidoso.

- Absolutamente ninguém. Harry, eu tenho medo… medo que… A Ginny sofreu muito no primeiro ano em Hogwarts por causa do Quem-Nós-Sabemos e agora com isto dos Comensais, ela nota uma certa tensão no ar, todos notam. Isto não é bom para ninguém e a Ginny ainda é tão nova…

- Ela tem 18 anos – interrompeu Harry. Ele também costumava achar que ela era muito nova, mas desde que a começara a ver com outros olhos, no seu sexto ano em Hogwarts, Harry deixara de pensar que ela era tão nova assim. Afinal, ele era somente um ano mais velho que ela.

- Mas mesmo assim! Oh Harry, eu tenho medo que isto tudo a possa fragilizar. Tenho medo que ela esteja com… ai… como é que a Hermione lhe chama?... stress pós-traumático, isso! O Arhur quase morreu por culpa desta maldita revolução… Todos andam com as emoções à flor da pele e Ginny é só uma garota.

- Acho que a Ginny é mais forte do que pensa, Molly.

- Então por que ela fala sozinha?

Harry pegou a mão da Sra. Wealsey e olhou carinhoso para ela.

- Eu vou fazer o possível e o impossível para ajudá-la – disse. – Não se preocupe. É uma promessa que lhe faço.

Uma promessa. Harry fizera-lhe uma promessa e iria cumpri-la. Faria questão de saber o que tanto perturbava a ruiva que amava. Depois da decisão tomada, o moreno tomou um banho, vestiu-se e aparatou no Ministério, preparado para mais um dia em busca de Comensais.

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Nove e meia da noite e nada. Para onde quer que olhasse não via nada. Bufou mostrando frustração. Hermione nunca foi de se atrasar. Não, não; ela sempre fora muito pontual, era bastante picuinhas nestas coisas. Picuinhas demais. No entanto, Ginny estava, neste momento, desejando a todos os santos e magos que ela conhecia para que a sua amiga chegasse depressa. Afinal, ela marca o encontro e chega atrasada? Nem parece coisa da Hermione.

Bufou novamente. Que saco! O seu humor ultimamente não andava muito bom. A própria Ginny admitia que andava mais stressada que o habitual. Ela sabia porquê, mas tentava não pensar muito nisso. Foi a única maneira que ela encontrou de lidar com o problema. Não queria mais chorar. Não iria mais derramar uma única lágrima por ele.

Encostou-se numa árvore e fechou os olhos. Lá estava ela outra vez a pensar nele. Como Ginny queria esquecer Draco se ele não saía dos seus pensamentos? Era completamente irritante ela querer fazer uma coisa e não conseguir. Quando a ruiva acorda todas as manhãs, ela promete a si mesma que não vai pensar no Draco… o que significa que já está a pensar nele… Arrrg, que situação! Passou um mês, Virgínia, um mês desde a sua última visita e ele nunca mais apareceu! Tudo bem que nós não tínhamos nada de concreto, mas ele podia ter-se dado ao trabalho de vir uma última vez para acabar o que quer que seja que a gente tem! Tínhamos! corrigiu.

O som de passos rápidos quebrou a concentração de Ginny e a ruiva abriu os olhos para ver Hermione correndo na sua direcção. Assim que a amiga a alcançou, Ginny esperou que ela recuperasse o fôlego. Ela não iria brigar com Hermione (apesar de ela merecer), mas fez questão de ostentar uma cara de poucos amigos.

- Desculpa, Ginny, mas tive uns problemas lá no Ministério. Isto de andar a tirar o curso de auror e ajudar na luta contra os Comensais ao mesmo tempo é desgastante – desculpou-se Hermione.

- Não sei porque fazes as duas coisas ao mesmo tempo, então – retorquiu a Ginny de mau humor. Espera aí, ela não prometeu que não iria brigar?

Porém, Hermione ignorou a resposta da ruiva e foi logo directa ao assunto.

- Olha, eu tenho muito pouco tempo. Mas eu preciso de ter esta conversa contigo e tem de ser agora, porque não sei quando arranjarei um tempinho livre. Ginny, quem é?

- Quem é o quê?

- Ora, não te faças de sonsa, nunca o foste. Quem é ele?

- Mas do que é que tu estás para aí a falar? – Ginny não fazia mesmo a mais pequena ideia do que a morena falava.

- Ter um namorado é uma coisa normal, não tens que te envergonhar disso – atirou simplesmente.

Ginny engasgou-se com a sua própria saliva. Teria ouvido bem? Hermione pensava que ela tinha um namorado? Começou a tossir, não por se ter engasgado e sim para evitar de responder àquele absurdo. Tentava ganhar tempo. Mas o acesso de tosse logo acabou e a Weasley viu que tinha de responder.

- Eu não tenho nenhum namorado – disse, tentando soar normal.

- Ok, não tens um namorado. Então não é oficial. Mas querias ter?

Ginny olhava aparvalhada para a amiga. De onde ela tirou aquela ideia tão… tão… absurdamente verdadeira?

- Sei que gostas de alguém. Admito que demorei a perceber porque andavas tão abatida e triste e de repente ficaste ainda mais abatida e triste e, infelizmente, mais irritante.

A pequena Weasley mordeu a língua para não soltar um palavrão. Que acusação era aquela? Hermione podia ser a sua melhor amiga, mas isso não lhe dava o direito de se meter na sua vida! Ou dava?

- Se é para isso que me chamaste…

- Ao contrário do que tu pensas – interrompeu a morena muito séria – não te chamei aqui para te repreender, se bem que precisavas, e sim para tentar compreender. – Hermione encostou-se também à árvore ficando na mesma posição que Ginny, ao lado dela.

- Não sei do que falas – mentiu a ruiva.

- Oh, que merda! – soltou Hermione, aborrecida. Ginny olhou-a espantada. – Isto vai ser mais chato do que eu pensava. Ainda estás na fase da negação.

- A falares assim até parece que sou uma drogada!

- E não é a mesma coisa? As fases são idênticas. Primeiro, vem a fase da experimentação que é quando te sentes atraída pelo produto (ou homem) e decides experimentar. Depois vem aquela em que, apesar de teres prometido que nunca mais o irias fazer, voltas e consumir (ou seja, voltas a sair com ele). A fase seguinte é quando tu já estás tão agarrada que nem te apercebes de que precisas do produto (ou homem) para viver como do ar que respiras. Nessa altura, alguém (neste caso, eu) confronta-te com a situação e tu negas até à morte que estás assim tão dependente como parece – a fase da negação. E depois a última é quando tu finalmente reparas que estás completamente perdida (ou apaixonada) e que foste muito estúpida em não teres percebido antes. É quando tu me dás razão e vês que já não há nada a fazer; já estás tão dependente do produto (ou dele) como o Ron de comida – explicou Hermione, na maior das descontracções, como quem simplesmente comenta o tempo.

Ginny poderia dizer muita coisa depois da fantástica lição de Hermione. Poderia perguntar como ela estava tão dentro do assunto, como ela tinha conseguido descrever tão bem o que ela sentia ou simplesmente perguntar se ela estava boa da cabeça. Mas de todas as hipóteses, Ginny escolheu a mais idiota.

- Não é o Harry. – Parva! Se alguma vez ela havia tido a esperança de se livrar da morena, acabara de a perder. Agora que, indirectamente, confirmara tudo o que a amiga dissera, Hermione não a iria largar até que soubesse todos os pormenores.

Hermione sorriu. Na verdade, ela tinha vontade de gargalhar, mas conteve-se.

- Estás a insultar a minha inteligência! – exclamou, divertida. – Achas que eu já não tinha reparado nisso? Está na cara que tu não gostas dele mais do que como amigo. Há outra pessoa.

- …

- Quem cala consente.

- Oh, pronto, ganhaste! Há sim, uma pessoa – rendeu-se Ginny.

- E não me vais dizer quem é? – perguntou Hermione, visto que a ruiva não havia desenvolvido.

- Eu dizia, mas… er… é um pouco complicado… Eu prometi não contar e… bem, também não é muito agradável para mim…

- Ginny, não me digas que és lésbica!

- Hermione! Eu estou a falar a sério! – disse, enquanto a morena ria.

- Foi só para quebrar o gelo – desculpou-se Hermione ante o olhar assassino da amiga. – Então se não me podes contar quem é, diz-me como te sentes.

- Sinceramente? Um lixo. Sinto-me completamente… perdida. Sei lá, eu acho que pirei. É, só pode ser isso. Eu estou totalmente louca! Só pode ser isso.

Hermione franziu o cenho.

- Não me digas que ele é um nerd que só pensa em estudar e que usa óculos com lentes fundo de garrafa. – Ginny olhou de forma sarcástica para a amiga, ao que esta entendeu e rapidamente acrescentou: - Eu não uso óculos com lentes fundo de garrafa!

- Não, ele não é nenhum nerd. – Sorriu inconscientemente. – Longe disso. Ele é misterioso e… ah, não sei… dá aquele gosto de quero mais, sabes? É difícil explicar. Nem eu própria sei porque estou a sofrer tanto por uma pessoa que mal conheço.

- Mal conheces? Como assim? Tu não falas com ele? – perguntou a morena, curiosa.

- Não temos muito tempo para isso – Ginny respondeu de forma descontraída e, ao ver o olhar confuso de Hermione, percebeu que falara demais. – Er… quer dizer… nó-nós vemo-nos poucas vezes, é isso, e… e não dá assim muito tempo para estarmos juntos – tentou remediar.

Hermione fez cara de quem não acreditava em uma única palavra, mas não comentou nada. Limitou-se a dar-lhe um olhar de "se-não-queres-contar-tudo-bem-mas-eu-vou-acabar-por-saber".

- Mas então diz-me, como ele é? Como te faz sentir? Como ele beija… já o beijaste, certo?

Ginny riu e segurou a vontade de dizer "É a única coisa que fazemos".

- Sim, Mione, já o beijei – disse ainda rindo.

- E…?

- E… sei lá, Hermione! Ele beija bem! O que queres que te diga?

- Ora, Ginny, eu quero pormenores! Ele beija bem! Isso é coisa que se diga? Quero que me digas o que sentes quando ele te beija, no que pensas, coisas assim!

- Mas que chata que tu és! – exclamou Ginny começando a ficar irritada. Achara que já dissera o bastante para desabafar. Não queria falar mais sobre o assunto; poderia ser perigoso e, de certa forma, magoava-a pensar nele.

- Não fujas do assunto, Virgínia Weasley! Ah, vá lá! Estás a ser infantil! É como se fosse o teu primeiro beijo. Lembraste? Quando tu vieste ter comigo toda boba porque o Michael te tinha… - Hermione continuava a falar, mas os ouvidos de Ginny deixaram de receber qualquer tipo de som assim que a frase "Estás a ser infantil" foi prenunciada. Aí, ela explodiu.

- Eu é que estou a ser infantil? Eu? Por não te querer contar todos os pormenores? O que queres que te diga, hein? Que eu não sei nada sobre ele, mas que não me importo nem um pouco? Que quando ele me beija as minhas pernas tremem, a minha mente apaga e a única coisa que sinto sãos os seus lábios macios sobre os meus? – Ginny falava muito rápido e quase atropelava as palavras. O seu tom de voz era cada vez mais elevado e o seu rosto estava quase tão vermelho de raiva como os seus cabelos. – Que a primeira e a última coisa em que penso é nele? Que tudo à minha volta me faz lembrar dele? Que até esta estúpida pedra me faz lembrar o quanto sinto a sua falta? Que há um mês que não sei nada dele? Se está vivo ou morto? Que o mundo pode estar na maior merda, que as pessoas podem estar sendo assassinados das piores formas possíveis, mas a única coisa que me preocupa é ele? É isso o que queres ouvir? – Lágrimas escorriam pelo rosto de Ginny e ela já não conseguia evitar os soluços. - Pois bem, aí tens! Só gostava que, por uma vez na vida, lutasses contra essa tua mania estúpida de queres saber sempre tudo e percebesses que falar nisto ME FAZ SOFRER! – E, completamente vulnerável, deixou-se cair no chão a chorar em frente de uma perplexa Hermione. Ela conseguiu fazer uma coisa rara: deixar Hermione Granger sem palavras.

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A noite estava fria. Ali perto, uns homens aqueciam-se numa fogueira. Ele poderia muito bem ir lá e aquecer-se também, mas algo o impedia – o orgulho. Poderia ter os mesmos objectivos que eles, estar na mesma situação que eles, mas jamais seria como eles. Isso nunca.

- Vais continuar aí ao frio? – perguntou, num tom zombeteiro, um dos dois homens em volta da fogueira. – Não respondes?

- Deixa-o, Nott. Não vês que ele está a admirar a paisagem? – disse o outro e ambos desataram a rir.

Lutou com todas as suas forças para não chegar ali e esmurrar aqueles dois idiotas metidos. Não iria fazer isso. Há muito tempo que aprendera a controlar as suas emoções. Tudo estava a ir bem, não iria deitar tudo a perder; não agora. Para além de que um simples olhar na direcção deles era dar-lhes importância a mais. A ignorância é a melhor arma de desprezo.

- Hei, Malfoy! – chamou um dos seus "colegas". – Vai um pedaço de pão? – E atirou-lhe com o dito cujo que foi bater nas costas do alvo. Ao ver que ele não reagia, os dois recomeçaram a risada com mais intensidade.

Por um tempo, ele deixou-os apenas rir. Depois, ele virou-se e caminhou até aos dois que pararam imediatamente de rir. Fitou-os com um olhar assassino.

- Riam à vontade. É o melhor que fazem. Aproveitem enquanto é tempo, pois mais tarde pode já ser isso… tarde. Tarde demais.

- O-o q-que queres dizer com isso? – perguntou Nott, assustadíssimo.

- O que eu quero dizer… – Sorriu. Um sorriso demoníaco. – O que eu quero dizer é que acho bem que aproveitem a vida agora. Porque nunca se sabe o que pode acontecer amanhã. Um dia estão aqui vivinhos da silva e contentes e no outro – estalou os dedos – estão mortos e enterrados.

As suas caras contorceram-se ainda mais de horror e ele gargalhou. Era por isso que ele não agia por conta própria e infiltrava-se neste bandos. Eram todos muito poderosos e temíveis, mas a verdade é que borravam-se de medo quando alguém verdadeiramente poderoso lhes fazia frente.

- Oh, por Merlim! Será que vocês são assim tão cegos? Confiam assim tanto nos vossos "colegas de trabalho"? Podem estar todos no mesmo ramo, mas se alguém precisasse de vos matar para conseguirem algo, acreditem, esse alguém não pensaria duas vezes. – Depois acrescentou num sussurro ameaçador: - Tal como eu.

E afastou-se dali a rir como se alguém lhe tivesse contado uma anedota muito boa. Sim, ele amava fazer aquilo. Já que os tinha de aturar - esses Comensais sem qualquer tipo de cérebro – ao menos que se divertisse um pouco. Todos com a mesma sede de vingança, vingar o seu mestre, mas todos demasiado estúpidos para conseguirem criar qualquer tipo de plano coerente.

Mas ele não iria ficar ali por muito mais tempo. A sua paciência estava a chegar ao fim. Estava farto de aterrorizar trouxas e bruxos inúteis. Isso já não lhe satisfazia. Queria mais, muito mais. Algo que o seu mestre quis e nunca conseguiu – matar Harry Potter. Oh, sim! Draco Malfoy mal podia esperar para realizar o seu grande sonho e iria liquidar todos aqueles que se metessem no seu caminho. Era por aquilo que vivia. A vingança fazia-o levantar todas as manhãs e encarar a vida. Era nisso que pensava 24 horas por dia.

Considerando que já estava longe o bastante daqueles idiotas, Draco parou perto de um pequeno riacho e sentou-se.

Era nisso que pensava 24 horas por dia. Será?

Tentou por tudo, aliás, ainda continuava a tentar. Mas parece que a sorte não estava do seu lado.

- Não posso ficar a pensar nisto. Vai ser só uma distracção para o meu objectivo – tentou convencer-se.

Aquele tipo de distracção não estava nos seus planos, mas quando a viu pela primeira vez… tão linda e inocente. Com os seus longos cabelos de fogo e olhos cor de chocolate. Ainda se lembrava como uma simples camisa de dormir velha ficava tão bem naquele corpo divino. Ele não queria pensar mas, mesmo sem reparar, a sua mente divagava para aqueles olhos, aquele rosto. Era uma coisa que não conseguia evitar. E a sua voz… quando o viu… demonstrava medo mas, ao mesmo tempo, uma coragem incrível para uma moça tão delicada.

Vai-te embora! Não vou pactuar com um Comensal!

Sorriu sem perceber. Ela era realmente única. E pensar que há um mês que não a via. Mas a culpa era dele, fora ele quem escolhera assim. Depois do que viu não iria conseguir a olhar para ela da mesma maneira.

Abanou a cabeça para tirar aqueles pensamentos da sua cabeça e a habitual expressão dura voltou a tomar conta do seu rosto. Não iria deixar que uma simples mulher mudasse o rumo da sua vida. Ela não iria arruinar os seus planos.

Mas ele sentia tanta falta dela…

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- Ron? O que estás aqui a fazer? - Ginny tinha acabado de entrar em casa e achou estranho ver o irmão na sala. – Não devias estar no Ministério com o Harry e a Hermione?

- Sim, mas vim só aqui buscar uma coisa.

- O que foi? – perguntou a ruiva notando a olhar penoso de Ron.

- Sei que tu e a Hermione brigaram ontem.

- Ah, então ela já se foi queixar, né? – retrucou irritada.

- Ela não me contou nada, só disse que vocês as duas tinham discutido.

Ginny não estava propriamente zangada com a amiga, mas ainda estava um pouco chateada pela conversa de ontem. Achava que ela tinha sido bastante intrometida.

- Ginny, tu sabes que podes contar sempre comigo, não sabes? – Ron voltou a falar. Ela assentiu. – Seja o que for, tu podes sempre contar-me tudo. Eu não vou fazer julgamentos.

Se soubesses que eu estou assim triste por causa de um Comensal já não dizias isso, pensou.

- Bom, eu tenho de ir para o curso. Tchau.

- Tchau.

Foi para a cozinha onde encontrou a mãe e ficaram um pouco a conversar. Molly sempre tentava perceber o que se passava com a filha, mas esta dava sempre um jeito de fugir do assunto.

- Ah, agora lembrei-me! O Charlie mandou-nos uma carta – disse Ginny.

- A sério?

- Sim, está lá em cima no meu quarto. Eu vou buscar.

Saiu da cozinha e subiu as escadas para ir buscar a tal carta. E qual não foi o seu espanto quando abriu a porta do seu quarto. Nunca esperou ver aquela pessoa ali. Não depois de tanto tempo. Ficou uns segundos paralisada, mas rapidamente se recuperou. Fechou a porta com um estrondo, fazendo a pessoa se sobressaltar.

- O que estás aqui a fazer? – disparou. Em plena luz do dia, acrescentou em pensamento.

- Ginny… Eu vim só…

- Não me interessa o que tu viste cá fazer, Draco – cortou furiosa. – Dá o fora daqui!

Ele chegou perto da ruiva e sorriu maliciosamente.

- Tens a certeza que é mesmo isso que queres? – perguntou, tocando de leva na face rosada dela. Ficou um pouco chocado quando ela se afastou rudemente, mas não o demonstrou.

- Não te atrevas a tocar-me – sibilou Ginny.

- Até parece que é primeira vez que o faço. – Draco estava disposto a sair dali vitorioso. Não se deixaria intimidar por ela. – E, se bem me lembro, tu até gostavas bastante.

Calma, Ginny, respira, isso. Não te descontroles.

- Metes-me nojo, Draco. Não sei como te aguentei durante este tempo todo.

- Mentes muito mal – disse Draco como quem não quer a coisa.

- Para ti é muito fácil, não é? – Ginny tentava controlar a sua voz. A sua mãe ainda se encontrava lá em baixo. – Fazes o que te dá na real gana, sem te importares com os outros. Como achas que eu me senti durante este tempo todo, hein? Sem nenhum notícia tua! Se não me querias ver mais, podias me dizer isso na cara e não agir como um covarde.

Draco espantou-se um pouco com a atitude da ruiva. Muito bem, se ela queria abrir o jogo não seria ele que iria discordar.

- Como tu te sentiste? E eu? Como achas que eu me senti quando vi aquilo?

- Aquilo o quê? – perguntou confusa.

- Tu não me enganas com essa cara de inocente. Andaste a brincar comigo durante este tempo todo enquanto andavas enrolada com o Harry Potter! – Draco praticamente cuspiu o nome dele.

- O quê? Eu não andei a brincar contigo! E muito menos andei enrolada com o Harry!

- Ah, mas com certeza que não foi por falta de vontade do Harryzinho – comentou sarcástico.

- Mas qual é o teu problema, afinal?

- O meu problema é tua hipocrisia! Eu devia ter te dito que queria parar com os nossos encontros, mas tu não precisavas de me dizer que andavas aos beijos com o Potter! Eu vi tudo, Ginny, não me mintas!

Ginny não estava a perceber. Ela só beijara o Harry uma vez para ter a certeza dos seus sentimentos e… Oh Merlim! Como ela pôde ser tão burra? É claro, ele tinha visto tudo! Por isso nunca mais tinha aparecido.

- Eu só beijei o Harry para ter a certeza do que sentia! E descobri que não nutria qualquer tipo de sentimento por ele além de amizade – disse com sinceridade.

- Ah, mas que óptimo! Porque não vais beijar todos os gajos que te aparecem à frente? Pode ser que descubras o amor da tua vida!

Ginny e Draco falavam baixo por causa da Sra. Weasley, mas era visível a raiva de ambos. Falavam como se fossem namorados ou algo do género, porém eles não tinham nada. O próprio Draco dissera que eram apenas encontros sem consequências, mas parece que ele se tinha esquecido disso. E Ginny também.

- Sabes o que eu acho? – Draco falou num tom de voz mais controlado, desta vez. – Que tu não sabes o que queres. E isso para mim não serve. – Ginny permaneceu calada. – A tua mãe vem aí – disse de repente e aparatou noutro lugar.

Ginny só teve tempo de se virar e dar de caras com a mãe que tinha de acabado de entrar e estava com uma cara desconfiada. Engoliu em seco. Teria de pensar numa boa desculpa para dizer porque tinha demorado tanto tempo para pegar uma simples carta.

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Ginny andou o dia inteiro super distraída. Nem quando foi visitar os gémeos à loja, o que ela adorava, prestou atenção a qualquer tipo de conversa. Ela pensava no Draco e na briga que tiveram de manhã. Não podia negar que ficara contente de o ver e só Merlim sabe o quanto ela se segurou para não se atirar para os seus braços quando o viu no quarto. No entanto, por mais que sentisse falta dele e dos seus beijos de boa noite, Ginny não se arrependia do que tinha dito. Ele mereceu cada palavra. Mas ficou desapontada quando ele se foi embora sem ela poder explicar o grande mal entendido. Por escassos segundos, permitiu-se a um sorriso; ele só deixara de a visitar porque pensava que ela estava comprometida. Ela tinha de encontrar um jeito de o voltar a ver. E não ia esperar mais. Mas como é que ela iria fazer isso? Não sabia onde morava, com quem morava, o que fazia. Ok, ele era um Comensal da Morte… O seu estômago doeu ao pensar nisso. Como podia ele pertencer àquelas pessoas que espalhavam o terror por toda a Inglaterra? Ginny não o via assim; havia qualquer coisa nele que lhe dizia que Draco não era de todo uma má pessoa. Era apenas… revoltado.

- Ginny! Ginny! Oi, estás aí? – George passava a mão em frente dos olhos da irmã. – Acho que ela está noutro mundo.

- Espera que eu resolvo o assunto – disse Fred que se aproximou da ruiva e gritou no seu ouvido: - VIRGINIA MOLLY WEASLEY!

Ginny deu um sobressalto enorme e levou a mão ao ouvido.

- Ai! – gemeu. – Escusavas de me ferir os tímpanos!

Os gémeos riram.

- Fartámo-nos de te chamar… - começou Fred.

- Mas tu estavas noutra – completou George. – O Harry está aqui.

- Onde? – perguntou a ruiva ainda desorientada.

- Aqui, tonta – respondeu Harry aproximando-se com um sorriso nos lábios.

- Oh, olá Harry. Desculpa, eu estava distraída.

- Pois, eu reparei. Olha, queres ir jantar fora hoje?

Ginny pareceu incerta ao responder. Tinha uma certa pena de Harry. Ela gostava muito dele e, de vez em quando, aceitava os seus convites, mas só porque ele dizia que não havia mal nenhum numa saída de amigos.

- Er… não posso… Já tenho umas coisas combinadas…

Ela viu a mágoa nos olhos dele e reparou como o seu semblante tinha, de repente, ficado mais triste. Mas ela não podia fazer nada. Gostava do Harry apenas como amigo e não seria justo dar-lhe falsas esperanças. O que ela não podia imaginar era que o seu gentil amigo Harry fosse capaz de falar com tanto azedume na voz.

- Com quem? A tua família? – retrucou. – Não, não me parece. Se calhar é com o teu amiguinho imaginário, não?

- Posso saber do que falas? – perguntei, nada contente com o que ele disse.

- A tua mãe contou-me que te ouvia a falar sozinha no quarto. E adicionando o quanto tu tens andado estranha, suponho que tenhas um novo amigo. O que é estranho é que esse tal amigo parece não existir, o que me leva a crer que ele é imaginário. Estou ou não correcto?

Definitivamente, ver o Harry sarcástico era bem esquisito. Não combinava com ele.

- Estás completamente louco!

- Não sou eu que ando por aí a falar sozinha e a chorar pelos cantos por uma pessoa que nem sequer existe! – vociferou. Por esta altura, já as pessoas da loja olhavam para eles e os gémeos estavam a ver se tinham de ir lá acabar com a discussão.

Ginny ficou um tempo calada sem saber o que dizer. Nunca imaginara que o moreno fosse capaz de dizer uma coisa daquelas. Quando recuperou a voz, disse:

- Tu só não queres admitir que perdeste, não é?

Foi a vez de Harry ficar sem palavras. Os olhos arregalaram-se com a ousadia de Ginny. Ambos sabiam que o que ela disse era verdade, mas ninguém se atreveu a dizê-la. Até àquele momento.

Aquilo doeu-lhe; Ginny viu no seu olhar. Tu mereceste, pensou a ruiva. E sem paciência para discutir mais, despediu-se dos irmãos e saiu da loja.

Não queria ir para casa, por isso andou por um tempo pelas ruas de Hogsmeade. Precisava de pôr as ideias em ordem.

A noite foi caindo, mas Ginny recusava-se a ir para casa. Provavelmente já toda a sua família sabia que tinha brigado com o Harry, incluindo a Hermione, e não queria ficar a noite toda a dar explicações. Analisou a situação: estava brigada com o Harry, a sua relação com a Hermione também não estava muito boa, ver o Ron não era uma coisa que lhe agradasse, a sua mãe andava mais que desconfiada das suas atitudes, Draco desaparecera sem deixar rasto. Decididamente, não estava nos seus dias.

Estava tão concentrada nos seus pensamentos que nem reparou por onde andava e, quando se deu conta, viu que tinha parado mesmo à entrada da Rua Bativolta. O melhor é sair daqui. Mas parecia que os deuses conspiravam contra si, pois quando deu meia volta para se ir embora, um par de mãos taparam-lhe a boca e a última coisa que sentiu antes de apagar completamente foi uma dor insuportável na cabeça.

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Draco Malfoy encontrava-se no esconderijo do seu bando de Comensais. Um lugar frio e escuro. Perfeito para ele. Estava dentro de uma pequena sala, sentado numa cadeira com os pés apoiados na mesa. A posição normal de alguém que infringia a lei, alguém com quem não se deviam meter.

No entanto, ele não estava muito contente. Estava extremamente zangado consigo mesmo, pela sua falta de força de vontade. Ainda segurava na mão esquerda uma pequena fita vermelha. Já tinha parado de contar as vezes em que tivera a intenção de a deitar fora, livrar-se dela. Mas sempre que o estava prestes a fazer, algo o impedia. Não soube o que fizera levar aquela fita às escondidas. Só sabia que quando ela entrou de rompante, sentiu uma necessidade enorme de levar uma recordação, algo que a fizesse lembrar daquela ruiva.

Olhou a fita mais uma vez. Ele já a vira com ela, uma vez. No seu primeiro encontro. Sorriu. Ela estava linda mesmo com aquele cabelo maravilhoso apanhado.

O seu descanso foi rapidamente interrompido por uma pessoa que vinha correndo ao seu encontro e que parecia muito excitada.

- Malfoy, tenho boas notícias. Capturámos uma pessoa próxima do Potter. Uma garota.

Draco sorriu. Era realmente uma boa notícia. Finalmente apanharam a famosa Hermione Granger. Demorou, mas lá conseguiram. Afinal, aqueles idiotas sempre serviam para alguma coisa.

- Óptimo. Está num sítio seguro?

- Claro. Não íamos deixá-la aí em qualquer lugar – respondeu como se fosse óbvio.

- Mostra-me.

O outro Comensal riu sem humor.

- Mas tu achas que eu sou parvo ou quê? Conheço muito bem os do teu tipo. Não a vou entregar assim tão facilmente.

- Tu achas que eu vou libertá-la, é? Não tenho razões para isso.

- Libertá-la? Não. Sabes, Malfoy, dentro desta espelunca a que chamamos de esconderijo, ponho as mãos no fogo em como nós somos bastante parecidos.

Draco sorriu de canto.

- Eu, parecido contigo? Não me parece, Grant.

- Ah, mas somos. Tal como tu, eu também desprezo todos os outros que estão aqui. Também acho que eles são uns merdas que não têm onde cair mortos. E tal como tu, Malfoy, eu também não vou ficar aqui por muito mais tempo. Tenho outras coisas em mente para vingar Voldemort. Não confio em ti tal como tu não confias em mim. A parir de agora, ajo por conta própria.

Sem despedidas, Grant deixou Draco sozinho. Este não o impediu. Soube reconhecer que ele tinha razão e, por agora, não iria conseguir arrancar informações dele.

Voltou a sentar-se na sua cadeira, mas foi novamente interrompido. Desta vez por Nott.

- Malfoy, temos de desaparecer. Fomos descobertos.

- O quê? Outra vez?

- O Weasley e a Granger estão a tentar entrar. Despacha-te. – E saiu a correr. No entanto, Draco ficou no mesmo lugar, não mexeu um único músculo.

Granger? Hermione Granger?, pensou. Então, quem foi que o Grant capturou? O seu rosto transformou-se numa expressão de horror assim que encarou as possibilidades. Ou melhor, a possibilidade. Mas... não podia ser ela. Ou podia?


N/A: Ufa, este capítulo ficou enorme! Deu-me um trabalhão para fazê-lo! Reescrevi-o mais de três vezes! Ah, é verdade, desculpem a demora.xD

O que acharam da explicação da Hermione (da comparação do amor às drogas)? Deve ter ficado um pouco estúpida, mas não liguem, eu estava meio doida nesse dia. Quem foi que o Grant apanhou? Que difiiiiiiiiiiiiicil!

miaka – Parece que a Gi não quer ficar com o Harry, não. Ela só pensa mesmo é no Draco. Obrigado pela review. Que achaste deste capítulo?

Fini Felton – Pois foi, o Draco não entrou muito no outro capítulo, mas tinha de ser. Eu tive de o deixar meio de fora. E é partir do próximo que ele vai parecer constantemente. Brigadinho pelo comentário!

LolitaMalfoy – Espero que as tuas perguntas tenham sido respondidas neste capítulo. Muito obrigado pela review e espero que continues a ler.

Ana - ah, eu também não gosto de D/G, estou a aprender a gostar lool. Também gosto muito de ler D/Hr. Ainda bem que estás a gostar, mesmo detestando o shipper. Fico muito contente.

Fefs Black Malfoy – ah, que bom que tu e a tua amiga gostaram! Fiquei tão feliz quando recebi a tua review! Espero que continues a ler e a comentar e espero não te desiludir!;D

Mrs. Butler – muito obrigada pelos elogios e ainda bem que estás a gostar. O que achaste deste capítulo? Reparei que escreveste uma fic H/G. Assim que tiver um tempinho, eu leio!hehehe

Ly W. – eu demorei muito a actualizar, mas quem não demora né? Ok, não é desculpa ;D O Draco vai parecer bastante a partir do próximo capítulo! Continua a comentar!

Jade Cristina – obrigada pela review e espero que continues a acompanhar a fic. A continuação veio, tarde, mas veio rsrsrs.

ATÉ AO PRÓXIMO CAPÍTULO (espero que não demore tanto como este hahahaha)!

Beijos pra todos vocês!