Nota da Autora: Eu ainda quero ler reviews! :)
UM CAMINHO PARA DOIS
CAPÍTULO 4
Caminho de conversas inacabadas
Inuyasha, irmão mais novo de Sesshoumaru, caminhava de mãos dadas com Kagome, namorada dele, pelos corredores da turma do último ano da faculdade de Direito. Ele procurava pelo irmão, agora em campanha pelas eleições no Centro, para falar sobre alguns desentendimentos entre ele e Kouga.
-Ei, Inuyasha... - Kagome falava - Você acha que Sesshoumaru-sama e Rin-chan estão se dando bem?
-Sei lá. - respondeu o rapaz dando nos ombros – Tomara que um dia ela dê uma lição nele.
-Inuyasha!- a garota o repreendeu, batendo de leve no ombro dele – Rin-chan é incapaz de ferir alguém.
O mais novo revirou os olhos.
-Devem estar se dando bem, afinal estão juntos nessa campanha... Rin jamais seria forçada a trabalhar – chegaram à sala do irmão - Eles estão aqui.
Entraram na sala e viram Sesshoumaru lendo tranquilamente uma revista, Miroku e Sango conversando e Rin falando com duas alunas da sala.
-Oi, pessoal! - Kagome cumprimentou com um sorriso.
Ao os verem ali, todos pararam o que estavam fazendo e Rin falou:
-Kagome-chan, Inuyasha-sama! Podem entrar!- Rin se voltou para as duas alunas e fez um cumprimento - Obrigada por me escutarem e não esqueçam de voltar em nós nas eleições!
-Até mais, Nozomu-senpai... - Elas cumprimentaram e se afastaram, saindo da sala.
-Então, Rin-chan… - Kagome começou a falar assim que ficaram sozinhos - Trabalhando muito?
-Sim, sim!- Ela moveu a cabeça num gracioso gesto afirmativo - E vocês já escolheram em quem vão votar?
Uma enorme gota surgiu no rosto do casal.
-Rin-chan... – Sango começou a falar - Você sabe que sim...
-Não, não sei!- Rin pegou as mãos dos dois e falou - Vocês querem ouvir nossas propostas?
-NÃO!- falaram os dois ao mesmo tempo.
-Nozomu...- Sesshoumaru falou - Eles já sabem de tudo, e se não lembra, o idiota ao lado de Kagome é meu irmão.
Inuyasha estreitou os olhos, mas Kagome conseguiu contê-lo.
-Mas eu tenho que convencer todo mundo!- Ela falou numa voz de choro - Não quero perder pra Kouga-kun!
-Parece até que Rin é a chefe do grupo. Você deu o lugar pra ela, Sesshoumaru?- Inuyasha perguntou sorrindo.
-Não. Ela está assim desde que aquele cara a provocou.
-E eu quero provar que posso ganhar dele!- Rin falou usando um mega-fone tirado sabe-se lá de onde, e assustando todo mundo.
-QUER PARAR COM ISSO?- Miroku e Sango gritaram.
-Pare de usar esse maldito mega-fone!- Sesshoumaru falou com raiva.
-Mas eu comprei justamente para essas eleições!- Ela se voltou para o outro lado e, usando o mega-fone, começou a falar para alguns alunos que dormiam ou que conversavam, assustando-os - Votem em nós nessas eleições...
Enquanto Rin fazia campanha, o restante conversava:
-Rin-chan não está disposta a perder, né?- comentou Kagome.
-É a única que está fazendo trabalho nessa equipe, além de mim. - Sesshoumaru comentou e voltou a ler a revista - Vale a pena trabalhar com ela.
-Só trabalhar, Sesshoumaru?- Inuyasha perguntou com um sorriso maldoso. Kagome puxou a manga da camisa dele.
-O que quer dizer, irmãozinho?- O irmão mais velho estreitou os olhos ao irmão. Na mente de Sango e Miroku, uma reprise de confronto de Pulp Fiction aconteceria a qualquer momento, sendo Sesshoumaru o mais rápido a sacar uma automática e disparar contra o irmão.
Sango e Miroku balançaram a cabeça e evitaram aqueles pensamentos ruins. Ser ameaçado por alguém era uma coisa, mas se esse alguém era Sesshoumaru, aí o negócio ficava mil vezes pior.
-Ele não quis dizer nada, Sesshoumaru-sama - Kagome respondeu - É bom ver que pararam de brigar e que estão bem trabalhando juntos.
-Verdade?- Perguntou o mais velho sem tirar os olhos do casal.
-Sobre o quê estão conversando?- Rin perguntou usando o mega-fone e assustando-os de novo.
-PARE COM ESSE MALDITO MEGA-FONE!- Inuyasha gritou com raiva.
-Quero mais!- Rin falava ao mesmo tempo em que apontava uma tigela vazia de sorvete para uma garçonete - Desta vez só de chocolate.
-Sim. - A garota falou e anotou o pedido, retirando-se logo em seguida – Com licença.
-Rin-chan, o chocolate é pra dar mais energia nessas eleições?- Kagome perguntou sorrindo.
-SIM!- Respondeu a garota com um sorriso e ajeitando uma boina verdade na cabeça.- Preciso prova pra aquele... aquele...- ficou zangada, mas parou de falar ao ver uma tigela de sorvete pousar em sua frente e suavizar a expressão com um sorriso - Oba!
Os seis estavam em uma lanchonete fora do campus da Toudai, trocando um almoço saudável por um lanche básico.
-Ele a chamou de "menina" e a confundiu com uma aluna do primeiro ano.- Falou Sesshoumaru, sem parar de ler outra revista.
-Fique quieto! – ela bateu na mesa, mas não o assustou, levando depois outra colher de sorvete à boca.
-Sesshoumaru-sama, está feliz com o fato de não ser mais o alvo das ameaças de Rin-chan?- Perguntou Kagome sorrindo.
O olhar frio do irmão mais velho recaiu sobre a garota e ela se encolheu na cadeira.
-Não olhe assim pra ela, Sesshoumaru!- Inuyasha falou e colocou um braço em torno de uma Kagome paralisada e a fez voltar ao normal.
-Por que a pergunta, Higurashi?
-Nada... não foi nada...- Ela respondeu sem jeito.
-Do que estão falando?- Rin perguntou com a boca suja de sorvete. Sango passou um lenço nos lugares sujos como se Rin fosse uma criança.
-Nada em especial, Rin-chan.- Sango respondeu por todos.
-Rin-sama está trabalhando muito... Quer mais sorvete?- Perguntou Miroku.
-Não. Não precisa.- Respondeu a garota, voltando a esvaziar a vasilha.
-O que pretende fazer esta tarde, Nozomu? – Sesshoumaru perguntou.
-Vou conversar com aquele monte de garotas que estão na equipe por sua causa, Sesshoumaru.- Ela terminou de comer e colocou a vasilha sem um pingo de sorvete no centro da mesa - Elas ficam o dia inteiro sem fazer coisa alguma, ou então ficam te seguindo por todos os cantos... Sem fazer coisa alguma também!
-E por que essa revolta?- perguntou o rapaz - Você está desde a semana passada falando no Kouga.
-Corrigindo: falando em vencer o Kouga! E nós iremos!- Ela fez um "V" de "vitória" com os dedos.
-Você o odeia também, Rin-chan?- perguntou Sango.
Todos, inclusive Sesshoumaru, olharam para ela para escutar a resposta.
-Eu...- Ela piscou duas vezes - Eu acho que não... Só quero provar que sou melhor que ele. E se ele parar de me tratar como criança, talvez possamos ser amigos.
-E quanto a Sesshoumaru-sama?- Perguntou Miroku sorrindo. O irmão mais velho arqueou as sobrancelhas, curioso em saber a resposta dela.
Rin estreitou os olhos.
-Digo o mesmo de você, icebergman.
-Sesshoumaru-sama é uma boa pessoa, Rin-chan...- Kagome falou sorrindo- Melhor ser amiga dele que de Kouga.
-Kouga é um tarado, assim como Miroku.- Falou Inuyasha.
-É?- Rin perguntou enquanto imaginava mil situações nas quais Miroku e Kouga atacavam muitas garotas.
Ficou num silêncio tão imaginativo que atraiu a atenção dos outros.
-Rin-sama... o que está pensando?- Miroku perguntou com um sorriso sem graça.
Rin meneou a cabeça com força como se quisesse afastar à força aqueles pensamentos. Por algum motivo, Miroku era um assanhado mais divertido que Kouga. Ele parecia fazer aquilo para divertir aos outros mais que a si mesmo.
-Kouga está atacando a equipe de vocês nas turmas do segundo ano, Sesshoumaru.- Inuyasha começou a falar - Vocês deveriam passar lá pra falar com aquele povo.
-VAMOS SIM!- Rin tomou a palavra por Sesshoumaru.- Vamos lá e... O que ele disse sobre nós? – ela perguntou, curiosa.
Inuyasha ia abrir a boca, mas Kagome falou antes:
-Nada muito importante, Rin-chan.
-Ele está espalhando por aí que o Centro será um parque de diversões comandado por uma criança.- Sesshoumaru falou tranquilamente.
-Ele disse isso?- Todos olharam para Rin e viram que a garota tinha uma expressão assassina e demoníaca no rosto.-EU-NÃO-VOU-PERDOÁ-LO!
-Rin, quer o resto do milk shake?- Miroku entregou a Rin a bebida que tomava antes.
-Quero!- Respondeu a garota com o rosto suavizado com um sorriso.
Rin andava em direção à biblioteca, procurando algumas garotas que faziam parte da equipe para as eleições, entretanto estava sem sucesso. Tinha andado muito e sentia vontade de voltar para casa.
"Seria mais fácil se Sesshoumaru-sama estivesse comigo. Elas sentiriam o cheiro dele longe..."
Decidiu parar de procurar e ir olhar alguns livros na seção de Direito.
Mesmo estudando há quatro meses ali, Rin ainda sentia-se sozinha em uma cidade grande como Tokyo. Morava só, longe dos pais que continuavam em Nagoya com um irmão mais velho. Às vezes se perguntava se tinha tomado a decisão certa em estudar e morar longe da família, mas como já era tarde, tinha que aceitar o desafio.
Nada mais de pensamentos tristes.
Nada mais de acontecimentos ruins.
A garota estava perdida nesses pensamentos enquanto olhava alguns títulos. Deu um suspiro e retirou da prateleira um grosso volume, que revelou um par de olhos dourados a observando de modo divertido do outro lado da estante. Rin assustou-se um segunda até que tranquilizou-se ao reconhecer quem era.
-Ei, você não me disse que viria aqui...- Ela falou, segurando um volume enorme de Código Civil, e olhou para Sesshoumaru.
-Este lugar é para acesso de todos os estudantes, sabia?- Sesshoumaru falou calmamente antes de sair por trás da estante e indo ao encontro de Rin.
-Eu preciso da sua ajuda para encontrar aquela garota... Sara e a patota dela. Pode vir comigo?
Incrivelmente a expressão ficou sombria, mas não por conta dela, mas ao ouvir o nome da garota.
-E por que eu?- Ele perguntou, indiferente e dando de ombros.
-Porque aquelas meninas conseguem sentir seu cheiro há quilômetros! Preciso falar com elas, principalmente com Sara-sama.
Havia um meio sorriso no rosto do rapaz, que morreu ao escutar o que ela falara, assumindo ele depois uma expressão mais séria.
-Se quiser falar com ela, então vá sozinha. - ele falou e começou a andar para sair dali.
-Por que você a trata assim?- Ela perguntou, seguindo-o para também sair dali - Ela gosta muito de você, sabia? Acho que Sara-sama é muito apaixonada por vo...
-Eu tenho meus... problemas com Sara. – Sesshoumaru a cortou rudemente – E recomendo que tome cuidado com ela também - parou e encarou Rin – Não quero ter que tirar você de alguma confusão que ela aprontar para o seu lado.
-Eu não preciso da sua ajuda. - ela fez uma expressão zangada e continuou - Você é irritante quando me provoca e eu não gosto disso! E essa garota...- Ela mudou para uma expressão mais séria - Ela gosta de você e a trata com tanta frieza... não sente pena dela?
Pena? Então ela achava bom sentir pena pelos outros? Ela gostava que sentissem pena dela?
Alguém precisava ter uma conversa com a boina ambulante.
Sesshoumaru virou-se e começou a andar de novo.
-Cuidado com ela, já disse. – a expressão era séria, os olhos presos nos de Rin – Nem todos aqui na capital são tão verdadeiros quanto você.
-Por que diz que sou verdadeira?- Ela perguntou com os olhos arregalados.
-Porque, de todos, você é a única que não esconde o fato de não gostar de mim.
-Ah, entendi...- Ela falou com um meio sorriso - Mas é que... eu não me sentiria bem se tratasse de forma diferente do que penso de você...
-Nozomu... – deu um suspiro quase imperceptível – Pra mim isso é tudo infantilidade da sua parte.- Ele parou de novo e a encarou. Rin tinha assumido uma expressão de raiva e Sesshoumaru fingiu que não percebeu – Só espero que depois não... Espere. Esqueça. – deu as costas para ela e começou a andar.
-Esquecer o quê? – Rin perguntou.
-Esqueça! – ele repetiu e a irritou ainda mais.
-Mas eu quero saber e... Oh... – Rin parou de falar e o rapaz a encarou curioso em escutar o resto.
Havia um brilho travesso nos olhos dela. Um sorriso curvou os lábios carnudos e um pouco de rubor se formou nas bochechas. Parecia que o pensamento que tivera era muito divertido.
-Está me dizendo que eu posso gostar de você depois?- ela deu um sorriso, incrédula. Vendo a expressão indiferente dele como resposta, ela virou o rosto para o lado e falou numa bela pronúncia em inglês - Never! No way!
Gostar dela.
Menos que o absurdo que imaginava que ela diria.
-Você não ia procurar aquelas garotas? – ele perguntou depois de alguns momentos em silêncio.
-Ah... – ela esquecia rapidamente qualquer pensamento, e o anterior, gostar dela, também foi junto – Vou sim. – girou o pescoço para os lados – Sinto um cansaço tão grande... Mas essa conversa ainda não terminou, viu? Nunca vai conseguir coisa alguma de mim enquanto me tratar como criança!
Rin ficou sem jeito quando viu o rapaz dar um pequeno sorriso.
-Isso é verdade?- Ele perguntou.
-Ora, vamos, vamos saindo daqui. - Ela o fez andar de novo - Só não respondo essa porque tô cansada agora... Vamos logo, vamos logo!
-Essa sua desculpa vale até a próxima vez que tentarmos continuar essa conversa?- Ele perguntou e se desviou logo em seguida de um golpe de boina que a garota tentou acertar em seu braço.
-Fique quieto!
Rin olhou para o relógio que marcava cinco horas daquela tarde, já bastante tarde para alguns estudantes que estudavam no turno da manhã, como ela e Sesshoumaru. A garota reclamou durante a última meia hora que estava cansada e queria ir embora, e Sesshoumaru se ofereceu para levá-la para casa, o que ela aceitou de bom grado. Ele a aguardava numa das salas por ela enquanto esta procurava outras inúmeras salas do corredor pelas pessoas com quem queria falar.
Rin andava de sala em sala pelo corredor do quinto ano, até encontrar o que procurava em uma sala antes da qual estudava. O grupo de garotas conversava sem parar, isso até que viram Rin entrar. Algumas mudaram de expressão e outras deram risadas.
-Que bom que encontrei vocês!- Rin entrou na sala, mas parou ao ver o sorriso de algumas e o espanto de outras.
-Ainda nos procurando, Nozomu-senpai?- Uma garota de longos cabelos negros perguntou.
Houve um momento de constrangedor silêncio na turma, quando, pela primeira vez, Rin não soube o que falar. O que elas queriam dizer com aquilo...?
Uma ideia passou pela cabeça de Rin como um raio como resposta.
-Como... como vocês sabiam que eu estava procurando vocês, Sara?- Perguntou à garota que falou antes, sentindo a voz sair calma, embora estivesse um pouco menos calma que ela.
Rin se espantou ao ver todas as garotas, exceto Sara, saírem da sala, deixando-as sozinhas. Sara encarava Rin com um sorriso meio gentil, como se estivesse falando com alguém idiota.
-Ora... passou o dia nos procurando, isso todo mundo sabe... Eu fazia as garotas mudarem de lugar pra fazer você cansar.
Houve mais um momento de silêncio, em que obviamente Rin percebeu o que acontecera.
-Ah... Então foi você. – falou, concordando levemente com a cabeça e procurando por alguma resposta.
Sara arqueou a sobrancelha ao escutar um suspiro cansado da colega. Ao falar, Rin parecia conter a raiva e ao mesmo tempo insinuar a... compaixão por ela?
E quem era ela para sentir pena por Sara?
-Eu ia perguntar por que fez isso, mas seria uma pergunta idiota. – a voz de Rin ainda tinha um tom furioso – Se queria me deixar cansada, já conseguiu. Podemos conversar então sobre coisas mais sérias? Prometo que não dou voltas na fala, também.
A outra garota aproximou-se de Rin e falou com os olhos estreitados:
-Deveria saber... desde que começou a andar com Sesshoumaru-sama... – Sara aproximou-se e brincou com um dos botões do casaco de Rin - Que isso aconteceria um dia, não é? – viu o rosto de Rin assumir uma expressão de surpresa - Não deveria fingir surpresa, pois sabe muito bem sobre que o estou falando.
Calma.
-Eu já tinha percebido que não gostava de mim, mas nunca imaginei que seria por causa de Sesshoumaru-sama. – Rin balançava a cabeça em descrença – Nem ao menos me conhece direito pra imaginar algo do tipo.
Sara continuou num tom dissimulado:
-Saiba que não o terá só pra si.
Rin meneou a cabeça e franziu a testa.
-Está errada, Sara... Sesshoumaru não... liga pra mim. Só nos falamos por causa das eleições. Eu não quero brigas, não quero problemas mais do que já tenho com ele... – uma pequenina ideia surgiu e ela continuou num tom mais alegre, como se tivesse ainda esperança – Olha... se quiser, eu posso falar com ele e...
-Não. – Sara a cortou.
-"Não"?
-Não. Porque eu já sei qual será a resposta dele.
"Ai, Buda... o que eu faço agora?". Não era possível que aquela garota do último ano tivesse uma atitude tão... infantil: uma briga por causa de um homem!
-Sara, eu... eu não queria que essa situação chegasse a esse ponto, mas...
-Mas chegou!- Ela abriu os braços como se fosse apresentar alguma coisa - Que tal agora me deixar ir pra me livrar de sua presença porque vou...- Parou de falar ao escutar a porta se abrindo. As duas olharam e ficaram surpresas ao ver Sesshoumaru parado na entrada com uma expressão séria.
-Sesshoumaru-sama... Como vai?- Sara perguntou numa voz calma, como se nada tivesse acontecido e com a certeza de que ele não havia escutado a conversa. Passou por Rin como se ela não existisse e se dirigiu ao rapaz de cabelos compridos.
-Tenha uma boa tarde.- Sara fez uma reverência a ele e o rapaz apenas a observou ir embora, deixando apenas Rin, de costas para a porta, e Sesshoumaru, ainda parado no mesmo lugar.
O silêncio imperou durante alguns minutos, até ser quebrado por Sesshoumaru.
-Você já a encontrou e já conversaram... Quer ir pra sua casa agora?- Ele perguntou com a voz fria.
Rin ficou em silêncio, tentando ordenar os pensamentos, até que conseguiu encontrar uma resposta:
-N-Não... – ela precisou engolir em seco - Eu posso ir sozinha, Sesshoumaru. – virou o rosto para olhá-lo e torceu para que ele não percebesse uma expressão forçada de alegria - Desculpe por fazê-lo esperar até a essa hora...- saiu da sala, passando por ele ainda, mantendo um sorriso doce - Até aman-...
Parou de falar ao sentir a mão dele em seu pulso, forçando-a a parar. Estavam de costas um para o outro e só a mão de Sesshoumaru fazia com que Rin não continuasse a andar.
-Vá pegar suas coisas.
A garota moveu a cabeça para saber se ele a estava encarando, entretanto Sesshoumaru não a olhava.
-Mas... mas agora eu posso ir...
-Não me faça de idiota. Pegue suas coisas e vamos embora.- ele moveu a cabeça e ela recebeu o olhar frio dele - Quero contar uma coisa a você sobre Sara - finalizou, soltando a mão dela.
Rin baixou o rosto e o rapaz se virou para ir andando na frente. Já estava a uma certa distância dela, mas ela o escutou dizer:
-Estarei esperando no meu carro.
A garota deu um longo suspiro de cansaço e imaginou o porquê de ter saído da cama naquele dia.
