–Quando eu tinha um ano Charlie e Renée foram morar em uma cidade ensolarada, mas Charlie não gostou, e eles voltaram para Forks. Alguns anos depois, os dois separaram-se e Renée me levou com ela para o Arizona. Eu visitava Charlie nas férias, mas quando completei 12 ou 13 anos, as visitas diminuíram e Charlie é que acabava indo me ver quando eu não estava viajando com Renée. Ela casou-se com Phill e decidi morar com Charlie, para que eles pudessem viajar sem me ter como estorvo. No ano passado, assim que comecei as aulas, conheci os Cullen. Com o tempo descobri que eram vampiros.
–Vampiros? -Narcisa indagou com a testa franzida.
–Sim, Frios para ser exata. Eles não queimavam ao sol, mas brilhavam.
–Ah, sim, os purpurinas! Lembro-me de tê-los estudado certa vez! -Meu pai exclamou e alguns riram.
–Eles são perigosos!
–É, sim, mas os Cullen, assim como os Denalli bebem sangue animal, para preservar a vida humana.
–Ah, são como os bruxos pisca-pisca, que gostam dos trouxas.-Belatrix disse e eu ri.
–Posso continuar?
–Claro.
–Me envolvi com Edward. -Antes que me interrompessem completei - Sim, namoramos. Sim, mesmo eu sendo humana. -Eu não tinha mais vontade de chorar agora, e não entendia porque. -Então, Alice, sua irmã mais nova compulsiva decidiu fazer uma festa de aniversário para mim. -Senti um comichão de irritação.
Respirei fundo.
–O problema é que, Jasper, o parceiro dela, tem mais dificuldade que os outros em controlar sua sede. -Pausei -E me cortei abrindo um dos embrulhos. -Prenderam a respiração e eu revirei os olhos para minha idiotice. - Antes que Jasper me atacasse Edward se interpôs e me empurrou. -Fiz uma careta- Só que parece ter esquecido que é muito mais forte que eu. Enfim, bati num vaso de vidro antes de cair e assim, cortei o braço.
–Aquela marca? - Narcisa perguntou e olhei para o local onde deveria haver uma atadura, percebendo, pela primeira vez que não mais estava ali.
–Como...
–Feitiços. - Severo deu um sorrisinho sinistro. Ok.
–Aí sim o Jazz ficou doido. Emmett, Rosalie, Esme, Alice e Jasper saíram, logo depois Edward, e só Carlisle ficou e deu os pontos no ferimento. É, um vampiro médico. -Meu peito não estava doendo como naquele dia... Estranho. -3 dias depois o Edward apareceu e me chamou para uma caminhada. Fui, é lógico. E então... -Minha voz falhou e cerrei os punhos sobre a mesa, movimento percebido por todos. Os nós de meus dedos estavam brancos de tanta pressão que eu fazia e no canto da sala um vaso estourou.
–Opa! Alguém se irritou. -Belatrix riu. -Viu só como Izzye é poderosa?
–Eu fiz isso? -Perguntei por um momento esquecendo da raiva.
–Sim. Reparo. -Meu pai fez um movimento com a varinha e os pedaços do vaso voltaram ao lugar deixando- o perfeito como antes.
Inspirei.
–Ele disse que estava indo embora. Que nunca mais eu o veria. Que não me amava. Que eu era uma simples humana, que fora um passatempo. Disse que eu não devia me meter em encrencas, porque Charlie sofreria. Disse que seria como se ele nunca tivesse existido. Que eu não... -Senti uma ardência estranha - Que eu não era boa o suficiente para ele. Depois simplesmente me deixou na porra da floresta.
Tirei os olhos de meus punhos cerrados e vi suas expressões. Os olhos de meu pai estavam vermelhos. Os de Belatrix brilhavam de ódio, como o dos outros. Narcisa parecia extremamente ofendida e ultrajada.
O que mais surpreendeu-me foi perceber que não havia mais nenhuma dor. O vazio parecia estar preenchido. A única coisa que conseguia sentir era raiva, desprezo, até um certo ódio. Eu queria vingança pelo que sofri.
–Desgraçado!
–Sanguessugas purpurinas imbecís!
–Malditos sejam!
–Eles vão pagar por isso.
Surpreendi-me novamente ao sentir a mão de meu pai sobre a minha.
Olhei-o e em seus olhos vermelhos e raivosos, vi meu próprio reflexo, meus olhos com o mesmo brilho que os dele.
–Eles são os responsáveis pelo estado em que estava naquela noite então? Esses malditos vão pagar por isso. Eu juro. -Sorri pra ele e apertei sua mão de volta a soltando em seguida.
Alguns minutos depois todos estavam mais calmos.
Bem, Belatrix primeiro matou um pobre gatinho para depois dar-se por satisfeita.
–-
Começarei a frequentar Hogwarts depois das férias. Severo está me ensinando poções e feitiços assim como todos os outros. Narcisa me ensina sobre a história da magia, os personagens mais marcantes, as criaturas fantásticas e o mais importante em sua opinião, ter classe e saber etiqueta.
Por mais incrível que pareça Rodolfo é bom em lutas corporais e me ensina. Leio o tempo todo, todo tipo de livro e pratico tanto!
Ainda não compramos uma varinha para mim, então, pratico com a varinha de algum deles e mesmo que hajam limitações quando quem a porta não é o dono, dizem que me saio muito bem mesmo assim.
Papai deixou-me até mesmo usar sua varinha e foi incrível!
E, claro, assim como Merlin e Morgana que foram druída e sacerdotisa e não precisavam de varinha -aprenderam em Avalon de onde vinha sua linhagem- sendo descendente deles também eu não precisava de uma, mas ainda assim a compraria.
Amanhã iremos até o Sr. Olivaras e enfim poderei ter minha varinha.
Serei Isabella Priden, filha de Charlie e Andrômeda e criada em segredo por parentes na Eslovênia, passara um tempo morando com meu pai, que todos sabem viver como trouxa, mas entediando-me vim viver com meus tios Lúcio e Narcisa que já conhecia, pois morara com eles antes de viver com meu pai. - Confuso? Nãão!
Terei de fazer uma prova de aptidão para que me aceitem no sexto ano. Narcisa disse que estudarei com seu filho Draco e seremos apresentados dentro de alguns dias.
Afinal, meu pai disse que ele será meu "protetor" em Hogwarts.
–-
–Izzye?
–Hum?
–Levante-se Izzye.
–Vai embora.
–Ora venha, Lúcio já está esperando!
–Tá. - Abri os olhos devagar e depois de espreguiçar-me fui ao banheiro onde lavei-me e depois um vestido, meias, jaqueta e sandália.
Na bandeja sob o criado mudo ao lado da cama havia muffins.
–Accio muffin. -Convoquei um deles e desci as escadas comendo-o.
–Bom dia. -Desejaram e assenti fazendo um sinal de que o muffin estava muito bom fazendo-os rir.
Andamos até a lareira e segurei na mão deles que aparataram no Beco Diagonal.
No Gringotes, acessei o cofre de minha mãe e retirei dinheiro suficiente para comprar tudo o que precisava e ainda sobrar.
No caminho todos olhavam para nós com expressões indagadoras.
Quem seria a garota com os Malfoy?
Era provavelmente a maior pergunta.
Na loja de varinhas o velhote olhou-me espantado e depois de muitas tentativas saí de lá com uma varinha de 29,5 cm, núcleo de pena de fênix. Segundo ele, aquela varinha era especial, pois de alguma forma, a árvore da qual foi feita nascera da germinação de Cedro com Espinheiro Negro algo nunca visto antes e só conseguira uma varinha, as outras tentativas de núcleo, tamanho e dono não deram certo.
No final, havia um brilho estranho em seus olhos, quase um misto entre fascinação e preocupação.
–Sua primeira varinha suponho?
–No lugar de onde vim, aprendemos feitiços não verbais e sem uso da varinha primeiro.
–Mas… - Ele perguntaria mais, porém, não teve oportunidade.
–Experimente-a. -Narcisa incentivou interrompendo-o.
Eu disse:
–Rictusempra–E com um floreio meu padrinho ria sem parar. Acho que o velho Olivaras nunca viu Lúcio Malfoy rindo.
Narcisa riu.
–Finite Incantatem–Falei e ele parou enxugando as lágrimas.
–Relaxo–Pensei girando-a e faíscas saíram de sua ponta.
–Funciona bem. Gostei.
Sorri enigmática e paguei saindo da loja com Lúcio e Narcisa.
Compramos todos os livros necessários aos alunos do sexto ano e todos os outros materiais.
O Lord havia dito que, mesmo que eu já tivesse todo material que quisesse em casa, devia comprar estes só para a escola.
Compramos também um familiar para mim.- adivinhe! - Uma linda cobra de quase 1 metro e que nunca quiseram comprar. Ela sibilou para mim e sorri a querendo na hora.
Seu nome é Dusk, Sombra.
Eu pediria a ele que me desse a Marca, pois agora eu também queria vingança pela morte de minha mãe.
Passei os próximos dois dias praticando até a exaustão e o resultado foram resultados brilhantes no teste que Severo passou-me.
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–Estou orgulhoso com seus resultados! É mesmo uma mente brilhante!-Meu pai aplaudia.
–Obrigada Milorde.
Ele sorriu.
Alguns instantes depois um bruxo veio e cochichou algo e a expressão de meu pai ficou indecifrável.
–Traga. -Foi a única palavras fria que saiu de seus lábios.
Instantes depois o mesmo comensal trouxe uma trouxa que tremia de medo.
–Façça ass honrass querida.–Disse a mim em ofidioglota
–Legilimens. -Falei apontando a varinha na direção dela e pude ver seus pensamentos. Ela participara do ataque que acontecera 16 anos antes em minha casa. Raiva me assolou quando a vi beijando o homem que em seguida entrou em meu quarto. Ela percebeu que havia duas bruxas no quarto e correu até o bruxo mais próximo que... Matou. Minha. Mãe.
–Crucio!–Ordenei com raiva e ela caiu no chão debatendo-se. -Crucio!–Ordenei mais uma vez. Seu rosto estava vermelho, seus olhos reviravam-se enquanto ela gritava e se agitava como um animal no abatedouro.
Senti a mão fria de meu pai em meu ombro e parei por um momento olhando-o.
–Ah, por favor... -Ergui mais uma vez a varinha ao ouví-la falar.
–Vá para o inferno.
Sem nem ao menos olhar novamente para a mulher que arfava e tentava se encolher disse mais uma vez, a voz carregada de ódio.
–Avada Kedavra.
Os arfares silenciaram-se e percebi que todos os comensais presentes olhavam espantados.
Olhei para o corpo inerte com desinteresse e sorri sádica.
–Foi ela quem chamou o maldito bruxo que A matou.
Com um aceno de meu pai o mesmo comensal que a trouxe a levitou para fora da sala.
–As aulas começarão dentro de 3 dias, e amanhã de manhã o filho dos Malfoy virá até aqui e poderá conhecê-lo.
–Sim pai. Eu... - olhei em seus olhos e continuei - Eu gostaria de receber a marca.
Olhou-me intensamente.
–Estava esperando. -Falou e ri. -Tem certeza pequena?
–Sim.
Ele mandou que os presentes saíssem e apenas Narcisa e Belatrix continuaram no salão.
Estendi o braço direito, mas no momento em que ele tocou minha pele algo pareceu ganhar vida e gritei com a ardência que sentia.
Ele recuou assustado, afinal, nem havia realmente começado e minhas madrinhas se aproximaram assustadas e preocupadas.
–Mestre...
–Eu mal a toquei. Vejam. -Ele apontou a varinha para meu braço indicando que a marca mal começara a formar-se.
–Porra isso dói! -Exclamei e senti minhas pernas cederem.
–-
Abri os olhos devagar percebendo estar em minha cama e sentei-me.
Estava apenas envolta por um lençol negro de seda e trajava apenas minhas roupas íntimas. Lembrei-me da dor que senti no salão e por um momento envergonhei-me por ter sido tão fraca. Ele mal me tocou!
Ergui os olhos para o espelho na porta e a sombra sob meu pescoço chamou minha atenção.
Andei até o espelho e encarei-me.
Uma cobra envolvia minha cocha esquerda e passava por minhas costas, braço e ombro onde sumia momentaneamente entrando num crânio e saía continuando o trajeto até meu punho. Assustei-me por um momento e depois fiquei confusa.
Olhando mais atentamente notei na base de minha clavícula os quatro animais de Hogwarts entrelaçados ao redor de um dragão. Era pequena, mas era vívida.
Peguei um vestido de alcinhas, que não escondia a cauda da cobra (que estava quase no joelho) e minha capa para em seguida ir até o salão.
–O que houve comigo?-Perguntei ao entrar, interrompendo a conversa de meu pai e os comensais do círculo íntimo.
–Estamos compartilhando as noticias do dia e...
–Cala boca. -Disse a Rabastan e encarei meu pai. -Porque tem uma cobra no meu corpo inteiro? Não que eu não tenha gostado, na verdade gostei muito, mas... como?
–Não sabemos. Talvez seja seu sangue. Mas no momento que toquei em você começou a gritar e depois desmaiou. Narcisa a despiu quando notou a vermelhidão em seu braço e chamou-me imediatamente ao ver que estava se formando essa marca em você. É como uma Marca Negra melhorada.
Suspirei.
–Ok. Então, vou para meu quarto. Boa Noite. -Desejei e saí.
