Olá para todos!
Não demorou muito para eu postar esse capítulo, demorou? Eu, particularmente, achei que foi bem rápido, dado o meu histórico...
Gente, mil pedões por não estar aparecendo os travessões na frente das falas... eu já tentei de tudo e eles simplesmente não aparecem.. Se o capítulo ficar muito confuso, por favor, me avisem, sim?
Galadriel: Oh, querida, muito obrigada! Duvido muito que a minha fic seja tão boa, mas, que bom que você gosta!
Sadie: Sim, sim! Obrigada por ficar "enchendo a minha paciência"! A sua história continua fantástica e seu ultimo capítulo está ótimo!
Giby a hobbit: Sim! Atualizações! Se tudo corer bem, o quarto cap também vai sair logo. Que bom está gostando da fic!
Misao-dono: Que bom que está encantada. Ainda quero ler a história de que me falou, eu não me esqueci. J
Ann-Krol: Ola, querida! Que bom que gostou de memórias! O Estel pequenininho de fato é muito fofo... obrigada!
Nimrodel Lorellin: Eu não demorei a postar, demorei? É... eu não consigo escrever angst muito fortes... não fui feita para isso. Tomara que goste desse capítulo.
Capítulo 3:
A semana seguinte começou de forma calma e tranqüila, quase como para apagar os acontecimentos anteriores. O prefeito, porém, não esquecera da visão e, no dia seguinte a ela começou a pensar numa forma de encontrar Legolas. Os gêmeos, por outro lado podiam ser encontrados parabenizando a eles mesmo pela inauguração de um novo hospital municipal.
O pequeno Estel continuava cativando os corações dos professores. O diretor já o tinha praticamente como a um filho e, por isso, deixou que um pequeno sorriso enfeitasse a sua face ao ouvir a voz de Elrohir no telefone o avisando que pegaria seu irmão mais cedo naquele dia.
Desde que foi adotado, Estel estudava naquela escola. E, desde que entrara, uma vez por semana um dos seus irmãos vinha buscá-lo mais cedo para fazer com ele uma atividade diferente. Conseqüentemente, não era espanto algum que o menininho já tivesse ido a mais lugares do que o próprio diretor e estivesse se tornando astuto e inteligente.
Na ultima semana, Elladan o havia levado ao zoológico, e Estel se encantou com as zebras. Por isso, essa semana, Elrohir estava encarregada do programa cultural. Normalmente o gêmeo mais novo o levava a lugares fechados, tais como museus, teatros e exposições. Elladan, ao contrário, preferia passear com Estel em parques nacionais, cachoeiras ou até mesmo o zoológico. No entanto, qualquer que fosse o passeio, o caçula sempre aparecia no dia seguinte contando várias novidades e, às vezes até mesmo entretendo professores que acabavam por desconhecer uma ou outra informação sobre o lugar visitado.
E assim, quando chegou quatro da tarde de quarta-feira, Elrohir estava nos portões da escola aguardando Estel aparecer vestindo a graciosa roupa com desenhos de criaturas belas de orelhas pontiagudas. "Bem parecidas comigo...", Elrohir pensou com um sorriso enquanto passava a mão pela orelha para verificar se estava coberta pelos cabelos longos.
Algum tempo se passou e o caçula apareceu. Nos olhos, ele trazia a expectativa de uma nova aventura. Claro, para Estel tudo parecia uma aventura, inclusive uma entediante visita a um mosaico de flores em que o menino se escondeu e levou a Elladan trinta minutos desesperados salpicados de explicações para o pai sobre como ele havia perdido o irmão menor.
E depois, mais uma hora de sermão do Senhor Elrond quando chegaram em casa com Elladan parecendo ter visto um Vala passeando pela rua, tamanha a sua palidez.
Porém, naquela simpática quarta-feira, nada sairia errado, concluiu Elrohir ao ver o irmão correndo ao seu encontro. Um sorriso passou pelo seu rosto ao lembrar o quão abençoados eram por poderem curtir toda a criação de Estel de novo.
Oi, Elrohir! – exclamou o rapazinho se abraçando às pernas do irmão.
Olà, Estel. – respondeu de volta Elrohir lhe afagando a cabeça.
Aonde vamos? – perguntou Estel curioso. Elrohir sorriu.
Fui informado de que o levaria ao cinema hoje. Disseram que está passando um filme ótimo. – falou enquanto ajeitava o cabelo desgrenhado do caçula que ele mesmo havia desarrumado.
Desde que voltou a Arda, Elrohir desenvolveu uma paixão pela sétima arte, principalmente por animações. O gracioso elfo ainda se fascinava com a perfeição de detalhes que elas carregavam. Elladan costumava dizer que, quando colocados Estel e Elrohir em frente a uma televisão passando desenhos, os dois aparentavam a mesma idade.
Qual o filme? – perguntou o menino apreensivo. Se o irmão tivesse ouvido algum outro membro da família, talvez o passeio não fosse tão divertido quanto ele imaginara. Tanto Elladan quanto Elrond tinham gosto peculiares para filmes.
Bem, vamos ver... – Elrohir pôs o indicador no queixo como se tentasse lembrar do que falaria – Eu sei que é sobre um rapaz – Estel balançou a cabeça para que o irmão continuasse – e ele vive nas ruas... – Elrohir estendeu a mão para o menino, que a pegou sem pestanejar, e foram andando em direção ao cinema.
O gêmeo continuou andando de forma displicente, olhando as outras pessoas que passavam. Estel deu um aperto em sua mão.
El? – perguntou o menino. Elrohir lhe acenou com a cabeça em resposta – E o que mais?
Ele tem de aprender que não precisa ser alguém que não é para conseguir ser feliz. – informou com um sorriso. – O que acha? Deve ser bem interessante. – falou com o sorriso sonhador. Estel continuou a olhá-lo tentando decifrar o que se passava na mente do irmão.
Só isso? – veio a pergunta em uma voz inegavelmente desapontada. – Elrohir riu com vontade.
Eu posso ter esquecido alguns pequenos detalhes, mas agora eu não lembro, Estel.
El! – repreendeu o menino – Quais são os detalhes?
Mas o gêmeo apenas balançou a cabeça.
Ainda bem que a escola aonde Estel estudava não era longe do cinema, porque ele não poderia enrolar seu irmão por muito tempo. Por isso, quando ele pôde avistar a bilheteria, Elrohir suspirou e encarou os olhos exigentes de Estel.
Também tem um gênio azul e uma lâmpada mágica.
Alladin! – exclamou Estel eufórico enquanto o irmão entrava na fila para comprar os ingressos.
Desde que soube que iriam lançar o filme, Estel deixou bem claro que gostaria de assisti-lo na primeira oportunidade. Aliás, ele deixara tão claro que Elladan rapidamente avisou ao seu gêmeo que o próximo passei de Elrohir era o cinema.
É... – falou Elrohir pensativo – a gente pode assistir esse filme, se você quiser... – o tom da voz continuava desinteressado. – porém, tem também esse musical que parece ser brilhante, o que acha, Estel?
El! – falou Estel cruzando as mãozinhas no que ele achava ser uma pose intimidadora que seu pai às vezes fazia. Elrohir não conseguiu evitar um sorriso – Vamos assistir Alladin, por favor! – e o resto das pessoas na fila teve seu coração derretido pelo pequeno rapazinho e seu irmão mais velho.
Elrohir acariciou de novo o topo da cabeça de Estel e se voltou para a bilheteira.
São dois ingressos para a próxima sessão do "Alladin", por favor. – pediu com um sorriso encantador que a moça atrás do balcão não teve com não retribuir.
Vocês deram sorte. – falou enquanto arrancava os bilhetes da maquina – A sessão começa em dez minutos. – continuou, entregando os ingressos a Elrohir – Divirtam-se.
Obrigado. Com certeza nós vamos – respondeu o gêmeo novamente pegando a mão de Estel e se dirigindo para a sala de cinema.
Os irmãos ainda demoraram mais um pouco para que pudessem comprar pipocas e refrigerantes. Era prioridade para eles ter pipoca enquanto assiste a algum filme.
Elrohir ainda se surpreendia com a quantidade de pessoas que vinham assistir a um desenho nas telas grandes. Assim que entraram na sala, Estel arregalou os olhinhos se dando conta de que se tivesse vindo mais alguém com eles, não conseguiriam sentar juntos. Para achar dois lugares eles perderam quase todo o tempo de restava.
Não demorou o tempo inteiro porque assim que sentaram na confortável cadeira, com Estel sendo dono de um saco de pipocas praticamente do mesmo tamanho da parte superior de seu corpo, o rapazinho achou por bem informar ao irmão que ele gostaria de ir ao banheiro.
Elrohir o olhou com tamanha desolação que a senhora sentada ao lado de Estel o olhou com simpatia.
Eu guardo os seus lugares enquanto você o leva até lá. – falou ela sorrindo.
Muito obrigado. – respondeu Elrohir sorrindo de volta e se levantando.
Estel rapidamente se colocou de pé e, com um sorriso travesso para a bondosa senhora, agarrou a mão do irmão. Ele ainda não conseguia entender porque só se lembrava de ir ao banheiro quando eles já estavam sentados.
Os irmãos foram e voltaram em tempo recorde e, mesmo assim, Elrohir fez o caminho todo reclamando. Quando já estavam novamente sentados, a senhora lhe estendeu um pacote de amendoins cobertos com chocolates.
Aceita alguns? São muito bons principalmente no cinema. – falou enquanto já colocava alguns na mão de Estel, que sorriu feliz como novo doce.
Elrohir também sorriu vendo as mãos do caçula se sujando enquanto o chocolate derretia.
Na tela, a musica inicial tocava e o nome "Alladin" se dissipava. Estel encheu a outra mão de pipoca e prendeu a atenção no filme. Elrohir, sem perceber, acabou tomando o refrigerante do irmão, que também não notou. E o filme começou a fazer a sua magia transportando a todos para um mundo fantástico aonde um gênio peculiar fazia piadas nada próprias para a época que o filme retratava.
Elladan estava acabando de chegar em casa. Ainda segurava o molho de chaves enquanto fechava a porta pensando na reunião que acabar de ter. Ele balançou a cabeça inconformado. Assim que seu irmão saiu do escritório onde trabalhavam os telefones começaram a tocar incessantemente avisando a Elladan que um dos hospitais havia ficado sem luz.
Foi caminhando pelo corredor da grande casa indo em direção as escadas. A cabeça continuava repassando os fatos vividos há menos de quatro horas. Elladan pensou em ligar para Elrohir e pedir que cancelasse o passeio com Estel, mas, antes que colocasse o pensamento em prática, o telefone tocou de novo e a voz do outro lado parecia exigente e demandava alguma medida.
Fique Tranqüila, Mara, estou ajeitando tudo e logo vocês vão ter luz novamente. – respondeu Elladan em uma voz que pareceu a ele bastante sensata.
Mara era uma amiga antiga, de uns cinqüenta anos bem vividos. Era também uma fantástica médica, razão pela qual havia ganhado o cargo de liderança no hospital em questão. Porém, isso acabou causando um outro sentimento nela. Era um sentimento de proteção para com seu local de trabalho e todos aqueles que por ali passavam.
Seria bom se esse logo fosse bem rápido. Eu não posso ficar sem luz aqui, Elladan! – respondeu Mara de volta. Elladan suspirou.
Me deixe desligar, então, para que eu possa resolver o problema. Com você ao telefone não vai dar. – continuou Elladan sensatamente. E Mara desligou.
Foi preciso mais alguns telefonemas e uma grande paciência para que o gêmeo conseguisse descobrir que uma pipa havia se enroscado em um dos fios que forneciam a energia. Depois, foi preciso mais outros telefonemas e uma contagem até cem em ordem crescente e outra em decrescente para que convencesse o departamento de luz e energia fosse concertar o fio.
Quatro horas depois, Elladan se achava entrando no quarto que dividia com o irmão e se perguntando como Elrohir conseguia escapar dessas desventuras e ele não. Se sentou em sua cama olhando a reserva florestal que ficava atrás de sua casa. Era a vista que Elrohir mais gostava, por isso aquele quarto era deles.
Quando chegaram, os gêmeos tinham quartos separados, no entanto, depois de um mês com um dormindo na cama e o outro dormindo no colchão arrastado de seu quarto, eles perceberam que era mais fácil, e mais prático, eles dividirem um quarto. As primeiras noites naquele novo lugar eram intimidadoras, o que fazia com que os irmão contassem um com o outro para se sentirem seguros. E, de manhã, eles acordavam com a doce visão de seu pai em sua poltrona favorita os olhando do canto do quarto.
Foi, em grande parte, graças a isso que a família conseguiu chegar ao terceiro mês de estadia.
Elladan havia se deitado em sua cama e quase alcançara o mundo dos sonhos quando ele ouviu a porta da casa batendo. Logo depois passos apressados correram pelos corredores e subiram as escadas. Uma risada musical idêntica a dele se foi ouvida.
Estel e Elrohir chegaram. – falou para ele mesmo.
E, assim que as palavras saíram de sua boa, a porta do quarto foi aberta e Estel se jogou em cima do irmão.
Ai... – gêmeo Elladan quando Estel aterrissou, mas o menino não lhe deu muita atenção. – E então, Estel? – perguntou ele levantando o irmão e se sentando novamente. – O que achou do filme?
A gente foi assistir ALLADIN, El! – exclamou Estel eufórico. Elladan sorriu.
Foram, é?
Sim. – confirmou o menino balançando a cabeça enfaticamente – E o Elrohir também gostou muito! – Elladan revirou os olhos. Não era surpresa nenhuma isso.
Me diga, Estel, - começou ele abaixando a voz até um tom de conspiração - ele está mais ou menos feliz do que você? – Estel riu do jeito bobo do irmão.
Eu acho que ele está mais... – continuou Estel como se confidenciando um grande segredo – Ele saiu do cinema cantando as músicas e não havia parado quando chegamos aqui.
Elladan suspirou.
Acha que é melhor ficarmos escondidos aqui no quarto até que ele volte o normal? – Estel riu mais alto e concordou.
Eu estou ouvindo vocês dois.- veio a voz de Elrohir da porta os braços cruzados e a ponta de um dos pés batendo ritmicamente no chão.
Nos ouvindo? – perguntou Elladan fingindo ignorância.
Não falamos nada. – completou Estel.
Elrohir jogou as mãos para cima e desceu as escadas. Elladan e Estel gargalharam com gosto com a atitude do irmão.
Ainda estou ouvindo vocês! – gritou Elrohir do andar de baixo, o que só fez com que os irmãos rissem mais.
Alguns segundos depois, sua risada musical acompanhou as outras duas.
E foi com essa atmosfera que o senhor Elrond encontrou a casa quando chegou da prefeitura. Os olho, até então cansados se iluminaram e ele pode fingir, por alguns momentos que sua preocupação não existia.
