Capitulo 3
Festa de aniversário
Admito que as coisas melhoraram levemente durante alguns dias. Bem, não melhoraram de todo por causa do Sly. Não sabem quem é o Sly, então eu digo-vos. Lembram-se daquele cão que eu comprei para a Penny? Pois é esse.
E sabem porque é que não estava tudo bem com o animal? Porque começou a ficar frio. Sim, ficou frio, começou a chover e Penny e Ginevra pediram-me para deixar o cão em casa e não o pôr na casota. Eu nunca me arrependi tanto de uma coisa.
Não é que o bichinho não gosta muito da cozinha. Ladra, e ladra, e ladra. Só se cala quando consegue o que quer. E o que é que ele quer? Deitar-se no fundo dos pés da minha cama.
Há duas semanas que o maldito do cão dorme ao pé dos meus pés.
Mas pronto, para além desse pequeno, pormenor, tudo estava bem. Penny passa os dias com os avós, e ela simplesmente adora, mas isso deve-se ao facto de eles lhe fazerem as vontades todas e de lhe fazerem sempre bolos e bolachas para ela. Ginevra continua a trabalhar, cansei-me de lhe pedir para ficar em casa, ela é uma cabeça dura, e não o faz. Diz que vai trabalhar pelo menos até aos 7 meses de gravidez. Mas não vai não, porque eu não vou deixar.
E em relação a mim! Bem, tudo vai bem.
Até que chegou um dia….
"-Papá! Papá! Papá!" – gritou Penny saltando na cama, fazendo com que eu acordasse.
Por causa dos saltos dela, Sly, levantou-se e lambeu-me a cara. Odeio este cão logo pela manhã.
"-O que foi Penny? Hoje é Sábado!" – disse eu empurrando o cão para longe de mim, e limpando a cara.
"-Hoje….eu….faço anos!" – gritou ela saltando para o meu colo.
Eu sorri, obviamente que sabia que ela fazia anos. Penny não falava de outra coisa há 5 dias, e Ginevra tinha tido a magnifica ideia de lhe fazer uma festa, e convidar TODOS os Weasleys.
Não me interpretem mal. Eu realmente achava uma ideia maravilhosa fazer uma festa de anos para a Penny. Primeiro porque ela é nossa filha, depois porque festa de anos é sempre algo giro quando somos crianças – as minhas não eram lá muito divertidas mas tenho certeza que as de Ginevra sempre foram – e depois porque Penny nunca teve uma festa de aniversário. Mas era mesmo necessário convidar TODOS os Weasleys?
"-Fazem parte da família dela, Draco!" – foi o que Ginevra me disse há 3 dias atrás quando resmunguei que eles eram desnecessários na festa.
"-Já acordaste?" – perguntou a minha ruiva entrando no quarto com um sorriso nos lábios.
Eu sorri, sentindo Penny levantar-se do meu colo e vendo-a correr até à Ginevra.
"-Mamã! Hoje faço anos."
"-Eu sei querida. Fazes 5 aninhos, e nós vamos fazer-te uma festa."
Penny olhou surpresa para a mãe e depois olhou para mim, e eu apenas encolhi os ombros, o que a fez dar um gritinho que assustou o Sly, e o fez saltar para o chão, finalmente.
"-E quem vem à festa?"
"-Teus avós, teus tios e tias, teus primos."
"-O Blaise e a Luna."
"-Tio Blaise vem? Boa!"
Devo de dizer que Penny gosta muito de Blaise, mas acho que isso se deve ao facto de ele fazer caretas e macacadas para ela. De ele andar com ela quase sempre ao colo, e de lhe comprar todos os doces possíveis imaginários.
"-E o Harry também vem." – Disse Ginevra o que me fez emburrar e Penny dizer:
"-Saco!"
"-Penny!" – repreendeu a ruiva, o que me fez gargalhar. – "Draco!"
"-Ora Ginevra, o Potter é um saco mesmo."
"-É, ele é bem chato. Gostava mais dele antes, quando só conhecia as histórias. Eu pensava que ele era divertido, mas ele não é. Ele no outro dia em casa da avó mandou-me parar de correr atrás do Philipe porque poderia sujar ou rasgar o vestido."
O Philipe, para quem não sabe, é um dos muitos sobrinhos da minha esposa. Não me recordo de momento qual dos muitos irmãos dela é o pai do pestinha, mas tudo bem.
Sabem o que deveria de fazer? Uma árvore genealógica, e usá-la sempre no bolso, assim saberia sempre o nome dos Weasleys todos.
"-Papá, tu não tens mamã e papá?" – indagou Penny tirando-me do meu devaneio sobre a árvore.
"-Oh! Meu pai morreu há 7 anos, e minha mãe neste momento encontrasse a passear com seu namorado, pela Grécia."
"-Eu não vou conhecer ela?"
"-Hum…pois….hum, vais claro. Claro que sim." – Respondi meio incerto.
Olhei para Ginevra procurando apoio, mas ela apenas sorria de uma maneira estranha.
Eu conhecia aquele sorriso, era um sorriso que eu usava quando tinha um plano maléfico ou assim. Era um sorriso que Ginevra jamais usara. Um sorriso que me arrepiou. Que me fez entender que iria acontecer algo estranho naquele dia.
Ainda eu não imaginava o que era.
….
Desci as escadas, encontrando os elfos atarefados a correr pelo hall, com objectos nas mãos. Entrei no cómodo, de modo a me deparar com o Salão de baile magnificamente enfeitado.
"-Uau! De repente lembrei-me das antigas festas que meus pais davam na Mansão. O salão encontrava-se como este, maravilhoso." – Disse eu enlaçando Ginevra pela cintura, pousando as mãos em cima do seu ventre ligeiramente proeminente.
"-A sério? Agrada-te?"
"-Imenso. Mas porquê tanto requinte?"
"-Desde quando não vês tua mãe?" – indagou ela sem responder à minha pergunta.
Eu voltei-a para mim e fixei-a antes de perguntar:
"-Porquê a pergunta?"
"-Porque não respondes?"
"-Porque me estás a responder com perguntas?"
"-Porque me estás a irritar?"
"-Estou a irritar-te? Só te estou a fazer perguntas."
"-Eu perguntei primeiro Draco. Desde quando não vês a tua mãe?"
"-Eu é que perguntei primeiro, porque é que o Salão está tão requintado?"
"-Não me queres responder, não é? Tudo bem." – Disse ela afastando-se de mim, deixando-me a olhar para o vazio com cara de idiota.
Fiquei parado, a tentar assimilar o que se tinha passado, até que me lembrei do que uma vez o Weasley cabeça de fósforo disse ao seu inseparável amigo Potter. Que quando a Granger esteve grávida dos gémeos, a partir do 3º mês ela começou a ficar estranha. Ora meiga, ora agressiva, ora sensível. Possivelmente era isso, possivelmente o que se passara havia sido um daqueles momentos estranhos das grávidas.
Abanei a cabeça saindo do salão em seguida e procurando por minha mulher.
Encontrei-a na cozinha, com um tacho na mão, e ela estava a limpá-lo furiosamente.
"-Não vejo minha mãe desde que nós os dois nos casámos. Quer dizer, vi-a naquele dia em que ela apareceu no meu escritório com o namorado a tiracolo e me disse "Vou viajar, adeus querido!", aparatou e desde então só sei dela através dos cartões ridículos que ela me manda uma vez por mês, como tu bem sabes."
Ginevra virou-se para mim, com o rosto levemente corado e largou a panela, correndo até mim e enlaçando-me pelo pescoço, sujando minha camisa de detergente de lavar a loiça.
"-Oh desculpa amor. Desculpa ter sido tão idiota contigo há dois minutos, lá na sala."
"-Está tudo bem ruiva, não precisas de pedir desculpa nenhuma. Agora diz-me porque é que fizeste aquilo ao Salão?"
"-É que….que…." – começou ela fungando. – "Eu queria que tua mãe se orgulhasse da mulher com quem casaste, e queria deixar o Salão maravilhoso porque vi fotos de festas antigas e vi como o Salão estava perfeito."
"-Hã! Certo….mas….minha mãe não está cá ruiva, ela não vai aparecer na festa." – Disse eu baixinho, afagando a face dela.
Vi quando Ginevra me olhou e se afastou ligeiramente de mim torcendo as mãos.
"-Minha mãe não vai vir, pois não?" – indaguei, vendo como ela corou em seguida.
"-Na realidade Draco…."
"-Sim?"
"-Ela vai vir sim." – Murmurou ela baixando o olhar, o que me fez engolir em seco.
"-Mas….mas….mas, ela nem sabe da Penny. Eu ainda não lhe contei."
"-Eu contei. Ela gostou da ideia, eu acho. Bem, pelo menos não te amaldiçoou."
"-Que bom, sinto-me muito mais aliviado agora."
"-Na realidade, tua mãe disse que estava quase a regressar, que te quer apresentar uma pessoa."
"-Apresentar-me uma pessoa? Quem?"
"-Não sei. Ela não me disse. Mas eu fiz mal em convidá-la?"
"-Bem….não. Ela é avó da Penny, né? E a Penny tem direito a conhecê-la, assim como ela tem direito a conhecer a Penny. Mas foi um choque, apenas isso."
E naquela altura ainda eu nem imaginava o choque que teria a meio da festa.
….
Encontrava-me no quarto a vestir a camisa clara que Ginevra havia escolhido para mim. Suspirei, olhando-me ao espelho enqaunto tentava imaginar o que iria dizer assim que visse minha mãe.
Afinal não a via há dois anos. Mal sabia dela, os postais não eram muito explícitos.
E como seria a reacção dela em relação à Penny? Voltei minha atenção para a porta do quarto, por onde minha esposa entrava de momento, e murmurava algo que não conseguia ouvir.
"-O que foi?"
"-Nada Draco." – Respondeu simplesmente abrindo o guarda-vestidos.
Eu fiquei a olhar para ela, vendo-a escolher um vestido rosa clarinho que eu simplesmente adorava.
"-Penny?" – indaguei eu antes de Ginevra entrar no banheiro privativo do nosso quarto.
"-Estava a acabar de se vestir. Podes ir ver se está tudo bem com ela?"
"-Claro."
Ela sorriu-me, fechando a porta em seguida, e desaparecendo da minha vista. Assim que acabei de fazer o nós da gravata cinzenta sai do quarto, indo ter com Penny.
Fui encontrá-la em frente do espelho de corpo inteiro que há no seu quarto. Ela dava voltas em frente do mesmo, sorrindo.
"-Papá." – Disse encabulada assim que me viu.
"-Estás linda. Pareces uma autêntica princesa."
"-A mamã disse que hoje eu tinha que ser a mais bonita da festa."
"-Mas, tu és sempre a mais bonita da festa." – Disse eu aproximando-me dela, e sorrindo.
"-Como a mamã é?"
"-Sim, tua mamã também é sempre a mais bonita da festa. Sempre!"
"-Vocês gostam muito um do outro não é?"
"-Muito."
"-Como é?" – perguntou-me ela o que me fez olhá-la surpreso.
"-Como é o quê querida?"
"-Como é isso de gostarem assim. Eu no outro dia vi na televisão um homem e uma mulher a beijarem-se e a dizerem que se amavam. Como é que sabemos isso?"
E acho que nunca ninguém me tinha feito uma pergunta tão complicada.
Sentei-me na cama dela, e puxei-a para ao pé de mim pensando rapidamente numa resposta adequada, mas sem encontrar alguma de verdade.
"-Bem, comigo e com a tua mãe, foi algo estranho. Nós não gostávamos nada um do outro. Mas um dia, não sei bem porquê realmente, nós conversamos quase civilizadamente, e percebemos que tínhamos algumas coisas em comum. Quando começámos a namorar, eu ainda não sabia o que sentia por ela, mas passado pouco tempo comecei a sentir aquilo que dizem que se sente quando estamos apaixonados."
"-O que é?"
"-O meu coração batia forte sempre que a via, o sorriso dela não me saia da cabeça, pensava nela dia e noite, sonhava com ela, sentia-me nervoso quando ela se aproximava de mim, queria ser sempre o melhor para ela gostar disso."
"-Ah! Isso é amor?"
"-Hum….eu não sei. Acho que sim. Eu sei que a amo, sei que seria capaz de qualquer coisa por ela. Sei que não sou capaz de viver sem o sorriso dela, sem os carinhos dela. Apenas, sei que a amo."
E foi então que ouvi um grito vindo do meu quarto.
"-Que foi isto?"
"-Não sei Penny. Fica aqui, não saias do quarto. Está bem?" – perguntei eu levantando-me da cama.
"-Sim, papá."
Corri até ao meu quarto, indo encontrar Ginevra em frente do espelho a chorar.
"-O que foi?" – questionei realmente aflito abraçando-a.
Ela afastou-se de mim, e disse:
"-Olha para mim. Estou horrível."
Eu abri a boca levemente surpreso, e olhei para ela como ela me pedira.
Horrível! Não ela não estava horrível. Ela estava simplesmente, maravilhosa.
Se antes eu achava que o vestido rosa clarinho lhe ficava perfeito, naquele momento eu soube que ainda lhe ficava melhor. Mas possivelmente isso devia-se ao facto de eu a achar radiante.
"-Tu não estás horrível." – Disse eu sorrindo.
"-Como? É claro que estou. Olha bem para mim. Minha anca alargou, e estou gorda." – Disse ela choramingando.
"-Gorda? Tu não estás gorda, está grávida. E uma grávida muito gira, a mais gira que já vi."
"-Ah! Isso quer dizer que andas a olhar para outras mulheres. Especialmente para mulheres grávidas!" – disse ela gritando. – "Mas é claro que andas, elas são todas melhores eu que. Eu estou horrível."
Respirei fundo, tentando pensar. Ela estava apenas no 4º mês de gravidez, e o eu que queria naquele momento era que os próximos meses passassem depressa, pois queria minha mulher de volta.
"-Ginevra, meu amor, olha para mim." – Pedi calmamente, erguendo a face dela. – "Eu não ando a olhar para outras mulheres. Depois jamais acharia uma outra melhor que tu. E tu estás, magnifica."
"-Só dizes isso para me acalmares."
"-Eu jamais te mentiria." – Murmurei sorrindo, o que a fez sorrir.
"-Então….estou mesmo bem?"
"-Melhor que bem ruiva, melhor que bem." – Respondi fazendo festas no ventre dela, e beijando-a.
Depois daquele momento fiquei levemente viciado em fazer festas no ventre dela. Mas eu sempre soube que ela gostava disso, assim como o bebé.
….
Casa cheia de Weasleys.
Olhei em volta, vendo Penny nos braços de Blaise a rir, e Ginevra ao pé de um dos irmãos mais velhos, conversando animadamente.
Suspirei, antes de por em prática o plano que tivera horas antes.
Caminhei até ao meu escritório, e decidi sentar-me e fazer a arvore genealógica da família da minha mulher, talvez assim fosse mais fácil para mim saber quem é quem.
Arthur + Molly
Bill + Fleur
Adel, Gabriel
Charlie + Kika
Christopher, Philipe
Percy + Penélope
Amélia
Fred + Gabriela
Isakiel
George + Rebeca
Pandora
Ronald + Hermione
Pete e Michael
Pronto. Árvore feita, assim é mais fácil para mim saber quem é o pai da criança que me suja as calças, ou quem é o marido da mulher que me vem dizer que Penny é uma gracinha.
Olhei para o relógio, vendo que era quase horas de jantar. Pus o papelinho no bolso das calças, e voltei para o salão.
"-Papá! Papá. A mamã estava à tua procura."
"-Sério querida? O que ela queria, sabes?"
"-Não sei, ela não disse. Mas ela parecia triste."
Olhei em redor, vendo que Ginevra não estava no Salão. Disse à Penny para ir brincar com um dos primos e caminhei até ao quarto, onde fui encontrar minha ruiva sentada na cama.
"-O que foi amor?"
"-Vim à procura dos papeis de adopção da Penny." – Respondeu ela mostrando-me meia dúzia de folhas.
"-Para quê?"
"-A Rebeca perguntou-me se a Penny era filha de Muggles, ou de Bruxos, e eu não soube responder."
Naquele momento senti um aperto no estômago. Nunca tinha pensado sobre isso realmente. E se ela fosse filha de Muggles? Isso significa que era uma Muggle.
Mas? Isso mudaria algo.
"-O que importa se ela é mágica ou não?" – Perguntei eu, surpreendendo-me a mim, e surpreendendo Ginevra.
"-Não te importa que ela possa ser uma simples Muggle?"
"-Eu gosto dela, como se ela fosse mesmo nossa filha. Não importa o resto."
Ginevra sorriu, começando a chorar o que me fez perguntar:
"-O que foi? Dói-te algo?"
"-Não amor, mas nunca te imaginei a dizeres isso. Mas….estive a ver o nome dos pais dela, e são bruxos sim. Ela é totalmente bruxa."
Eu sorri, sentando-me ao lado dela, beijando-a levemente nos lábios.
"-Ainda bem que é bruxa, mas se não fosse, não mudaria nada."
Ela sorriu, e eu apenas lhe limpei a face húmida, antes de me levantar e a puxar pela mão, dizendo:
"-São horas de jantar, e nossa princesa deve de estar à nossa espera, e impaciente para abrir todos os presentes que estão no canto do Salão."
Ela riu divertida, e eu sorri. Apesar de todas as coisas estranhas que a gravidez lhe estava a fazer, nomeadamente estar levemente histérica e sensível, ela continuava a ser a minha ruiva.
Entrámos no Salão, com os dedos entrelaçados, e logo em seguida Penny apareceu à nossa frente, com as mãos atrás das costas e com um sorriso enorme.
"-Posso abrir as prendas agora? Sim?"
"-Não amor. Só depois de cantarmos os parabéns."
"-E quando vão cantar os parabéns a mim?"
"-Depois de jantar." – Respondi eu.
"-E quando vamos jantar?"
"-Agora." – Respondi novamente, enquanto Ginevra ria ao meu lado por causa das perguntas de Penny.
Vi Penny correr até à mesa, e sentar-se ao lado da minha cadeira, que ficava no extremo direito da mesa. Olhei para Ginevra, e ela encontrava-se a olhar para todos os locais do Salão, e eu sabia quem ela procurava.
"-Minha mãe não vem." – Murmurei ao ouvido dela, encaminhando-me para a mesa, puxando-a pela mão. – "Mas valeu a tua intenção amor."
"-Eu queria mesmo que ela visse a Penny, que estive presente no seu aniversário."
"-Pois. Mas tu sabes como Narcisa Malfoy é."
"-Não, não sei."
"-É, também tens razão. Bem, ela só faz as coisas à sua maneira." – Esclareci sentando-me na cadeira, e vendo Ginevra sentar-se ao meu lado, ficando de frente para Penny.
Segundos depois, estavam sentados na enorme mesa 26 pessoas, e ainda havia lugar livre para mais 4. Graças a Merlim, eu comprara uma mesa grande há anos atrás.
Foi um jantar diferente, aquele. Primeiro pela ementa em si, Ginevra tinha pedido os mais variados pratos, pois conhecia bem os gostos dos pais e dos irmãos.
Mas o que era mesmo mais diferente, era o barulho, a quase bagunça que existia. Nunca estivera habituado a tanta agitação à mesa. Obvio que desde que Penny morava com eles que havia sempre mais conversas, mais agitação à hora das refeições, mas nada comparado com o que se passava naquela noite.
Estava entretido a ouvir uma conversa sem muito nexo entre Ginevra e Penny, quando um elfo me chamou baixinho.
"-Sim?" – perguntei, erguendo a sobrancelha, estando realmente irritado por ele interromper meu jantar.
"-Hum….ser a senhora sua mãe."
Eu engasguei-me com a minha própria saliva, e tossi durante alguns segundos, o que fez todos me olharem.
"-Está tudo bem papá?"
"-Sim…" – respondi engolindo em seco. – "Eu preciso….hum…eu….eu volto já." – Disse levantando-me, deixando minha mulher a olhar-me ligeiramente surpresa.
Sai do Salão e olhei para o elfo, que apenas apontou para o escritório antigo do meu pai, escritório esse onde eu não gostava muito de entrar. Querem saber porque não gostava?
Aquele escritório tem um retrato de Lucius Malfoy, um retrato que adora falar comigo.
Suspirei fundo, antes de caminhar até ao escritório, e entrar.
Primeiro vi o imbecil do namorado dela, sentado na poltrona que estava perto da porta, em seguida vi minha mãe com o seu porte aristocrático a olhar para mim, encontrando-se encostada à antiga secretária do meu pai.
"-Olá Draco." – Disse ela sorrindo. Juro que a mulher não envelheceu um dia.
"-Mãe! Seja bem aparecida."
"-Incrível como foi a Weasley que me convidou, e não o meu próprio filho."
"-Malfoy. Ela é uma Malfoy, já há bastante tempo. Mas estaria mais habituada se não tivesse desaparecido durante dois anos."
Ela estreitou os olhos e em seguida apontou para o homem que se encontrava sentado e calado até então:
"-Deves de te lembrar do Augusto."
"-Claro….o seu namoradinho."
"-Homem imprestável." – Disse o quadro do meu pai extremamente simpático.
"-Céus! Parece-me que teu pai não nos larga nem depois de morto."
"-Como não entrava aqui, há mais de 5 anos." – Constatei eu olhando para o retrato do meu pai que olhava para mim.
"-Filho idiota. Primeiro desonra-me não sendo Devorador da Morte, depois nunca mais aparece aqui neste escritório, e o pior é que está casado com uma Weasley."
"-Pois. Voltando à conversa mãe. Ginevra falou-lhe da…."
"-Garota? Sim, ela disse-me que vocês adoptaram uma menina de 5 anos. Penny, não é?"
"-Sim, Penny. E ela faz anos hoje. Ainda apanha o jantar, se quiser."
"-Antes disso, gostava de te contar uma novidade. Eu quero apresentar-te uma pessoa."
Eu arqueie a sobrancelha, e garanto que nada na vida me iria preparar para o tamanho choque que eu iria ter nos próximos segundos.
Primeiro vi um cão. Céus, mais um cão, aquilo já era ridículo. E depois vi uma menina pequenina a correr desengonçadamente atrás dele, até cair no chão.
"-Está lindinha aqui, é a Erica."
"-Oh que bonitinha, também adoptaste uma pirralha?" – perguntou o retrato do meu pai, o que fez minha mãe bufar e sair do escritório. Vi o imbecil do Augusto a pegar no cão castanho e a sair em seguida também.
"-Ainda bem que morri, assim não tenho que ver a desgraça da minha família."
"-A sério, cala-te!" – disse eu antes de sair do escritório e fechar a porta.
"-Então. Também adoptaste a menina?" – perguntei eu olhando para a pequena que tinha olhos azuis, e cabelos escuro.
"-Oh não." – Disse minha mãe rindo divertida, e passando a pequena para o colo do Augusto. – "Na verdade ela é nossa filha."
Fiquei parado, completamente estático. Os olhos possivelmente estavam claramente esbugalhados, a boca certamente aberta em….Choque. Não havia outra palavra para caracterizar o que sentia no momento.
Narcisa e Augusto olhavam para mim, possivelmente à espera que eu tivesse um ataque de coração ou assim. Mas a verdade é que eu não consegui reagir. Fiquei estranhamente chocado.
"-Draco! Querido! Tu estás bem?"
"-Pensei que já não podias ter filhos." – Foi a única coisa que eu disse, possivelmente porque estava em choque profundo.
Olhei para a menina, para a minha….irmã.
"-Ora, eu não sou assim tão velha. Tive-te com 18 anos, era uma jovem."
"-E eu tenho 26, o que faz com que tenhas 44 anos."
"-Isso não faz com que seja velha."
"-Oh que seja." – Disse sem tirar os olhos da criança que me olhava fixamente. "-Ela é….assustadora." – murmurei eu. – "A face pálida, os olhos claros e o cabelo escuro. E não pára de olhar para mim."
"-Draco?" – chamou Ginevra nas minhas costas. – "Porque que é ainda não voltaste para a sa…..oh…..sempre veio."
Ginevra olhou para minha mãe, e esta apenas sorriu olhando para o ventre dela. Em seguida agarrei a mão da minha mulher com força e disse:
"-Tenho uma irmã. Uma irmã de 2 anos. Eu tenho uma irmã."
"-Draco! Tu estás a sentir-te bem?" – indagou Ginevra olhando para mim. – "Como assim uma irmã?"
"-Ela!" – disse eu apontando para a menina que ainda me fixava.
"-Wow!" – murmurou Ginevra olhando a menina, e soltando minha mão. Aproximou-se de Augusto e perguntou:
"-Como te chamas linda?"
A pequenina sorriu, abraçando Ginevra pelo pescoço, e Augusto respondeu:
"-Erica."
"-És um amor, Erica." – Disse Ginevra completamente derretida com a minha irmãzinha.
Irmãzinha. Esse pensamento era realmente assombroso. Quer dizer, eu tenho 26 anos, uma filha de 5 anos, vou ter um bebé dentro de 5 meses, e tenho uma irmã de dois anos.
É….ridículo.
"-Porque não vamos todos até ao Salão? Acho que Penny iria adorar conhecê-la." – Disse Ginevra enquanto balançava Erica nos braços. – "Na verdade acho que vai adorar conhecer todos vocês, em especial a tia dela."
Eu gargalhei ironicamente. Têm que concorda, é estranho Penny ter uma tia de 2 anos. Mais estranho ainda do que o facto de eu ter uma irmã de 2 anos.
Minha mãe e minha mulher olharam-me com aquele olhar. Sabem, aquele olhar que parecem que vão atacar em segundos. Esse olhar quase assustador que só as mulheres sabem fazer. Pois, esse olhar.
Eu encolhi os ombros e em seguida caminhei até ao Salão.
Penny correu até mim, e perguntou:
"-Vamos cantar os parabéns, sim?"
"-Sim filha, vamos cantar-te os parabéns. Mas antes, quero apresentar-te umas pessoas." – Respondi virando-me para minha mãe, seu novo e recente marido, e minha nova irmã. – "Querida, é Narcisa Malfoy. Minha mãe. Tua avó!"
Penny sorriu olhando de mim para ela, e depois caminhando até Narcisa sem parar de sorrir.
"-Olá, eu sou a Penny."
"-Sabes, és ainda mais gira do que eu imaginava." – Disse minha mãe baixando-se ao lado dela, o que me fez abrir a boca espantado.
Acho que Erica, e Augusto transformaram minha mãe numa pessoa diferente. Quer dizer, ela sempre foi querida para mim, ela sempre quis o melhor para mim, mas nunca foi TÃO querida. Enfim….parece que as pessoas mudam mesmo. Excepto o Potter, esse nunca há-de mudar. Enfim….
"-Penny, deixa-me apresentar-te uma pessoa." – Disse minha mãe, pegando Erica dos braços de Ginevra.
"-Olá." – Disse Penny passando com a mão na face pálida minha irmã. Juro que ainda me arrepio ao pensar nela como minha irmã.
"-É a Erica. Tua tia."
"-Tia?" – perguntou Penny sem entender a estranheza daquilo tudo.
Eu olhei em volta, vendo todos os Weasleys, o Potter e os Zabinis (já mencionei que Luna e Blaise estão casados?) em silêncio profundo, trocando olhares estranhos.
"-Olá, Tia Erica. Eu sou a Penny." – Disse minha filha sorrindo, fazendo a menina rir divertida e bater palmas.
Eu próprio sorri, aquela imagem era estranhamente assustadora, mas por qualquer razão desconhecida era estranhamente amorosa. E eu estou a ficar muito sentimental!
"-Olhem, ai vem o bolo." – Disse Ginevra vendo dois elfos carregarem o grande bolo de anos de Penny.
Minha filha correu até à mesa, e Ginevra ficou do lado direito dela, e eu do lado esquerdo.
"-Uau! É tão bonito." – Disse Penny, pousando as mãos em cima da mesa e aproximando-se ainda mais do bolo.
Eu segurei-a pela cintura com medo que ela se desequilibrasse e fosse de cabeça contra o bolo, literalmente.
E foi então que tudo aconteceu. Tudo o que poderia estragar aquela festa, a primeira festa da minha filha, aconteceu.
Ouvi dois ladrares diferentes, e apenas tive tempo de olhar para a entrada do Salão, vendo o Sly e o cão que minha mãe trouxera entrarem, e saltarem em seguida para cima da mesa.
"-Oh não!" – Disse Ginevra, segurando o cão da minha mãe.
"-Sly! Não." – Gritei eu tentando apanhar o maldito cão de Penny.
Mas foi em vão, Sly correu não se desviando do bolo, indo contra este. Minha roupa ficou suja de bolo, Penny ficou suja de bolo, e o bolo maravilhoso dela ficou desfeito. Ninguém disse nada. Eu apenas olhei para minha filha, imaginando que ela estaria a chorar.
"-Filhota." – Chamei baixinho ao ouvido dela.
Mas ela não me respondeu, ela apenas elevou a mão até à face, e em seguida comeu um bocado de bolo que tinha na bochecha.
"-É muito bom." – Disse ela rindo, e esfregando o bolo que tinha na face, pelo vestido todo, numa tentativa de se limpar.
"-Penny." – Chamou Ginevra em seguida.
"-Sim, mamã?"
"-Estás triste querida?"
"-Não." – Respondeu ela abanando a cabeça. – "O bolo é bem docinho. Já posso abrir os presentes agora?"
"-Hum….sim." – respondeu a ruiva, antes de ver a Penny saltar para o chão e correr até aos inúmeros embrulhos que estavam no canto do salão.
Ginevra aproximou-se de mim e passou com os dedos na minha camisa, que estava com pedaços de bolo. Engoli em seco, vendo ela pegar num pedaço e levá-lo à boca, antes de sorrir e dizer:
"-Está mesmo doce."
Eu ri, acabando por a abraçar, e beijá-la.
"-Papá! Mamã!" – chamou Penny. – "Vejam o que a avô Arthur e a avó Molly me deram!" – disse ela abanando a boneca que tinha na mão.
"-É muito gira querida." – Disse eu puxando Ginevra até ao pé dos embrulhos e de todas as pessoas que se haviam aproximado de Penny.
Minutos depois Penny olhou para o embrulho rosa que estava sozinho, era o único que faltava abrir.
Pegou nele com cuidado e pô-lo no meio das suas pernas, sentando-se no chão, abrindo o embrulho e sorrindo em seguida enquanto pegava com bastante delicadeza na boneca de cabelo castanhos encaracolados, com um vestido vermelho com alguns folhos maravilhosamente dispostos.
"-É tão linda." – Disse ela abraçando a boneca.
"-Tens que ter cuidado."
"-Eu sei mamã, pode partir. Mas era mesmo uma destas que eu queria. Como sabias?"
"-Teu papá contou-me que gostaste da que estava na montra no beco Diagon-All."
"-Mas gosto mais desta. Obrigada mamã. Obrigada papá." – Agradeceu ela com um dos sorrisos mais bonitos que eu já lhe vi. – "Vai-se chamar….Dragi."
"-Dragi?" – Indaguei eu, não entendo que nome era aquele.
"-Sim. Dra de Draco. E Gi, de Ginevra. Draco de papá e Ginevra de mamã. E vai ficar ao pé do Teddy."
Juro que ouvi Ginevra fungar ao meu lado, e quando olhei para ela, vi os olhos dela claramente húmidos. Eu apenas sorri, beijando-lhe a testa.
….
Duas horas depois do jantar eu finalmente conseguira deitar Penny, e ela lá adormecera. Estava completamente energética naquela noite. Não se calava com a festa, com as 20 e tal prendas que recebera. Como é que ela recebeu tanta coisa? E com o episódio do bolso. E foi com muita dificuldade que eu a convenci a não dormir abraçada à Dragi.
Assim que entrei no quarto encontrei Ginevra em frente do espelho.
"-Passa-se algo amor?" – perguntei pousando as mãos em cima dos ombros dela.
"-Não. Apenas estava a pensar. Será menina? Ou menino?"
"-Não sei. Quando é a primeira ecografia?"
"-Daqui a um mês."
Era verdade, eu tinha-me informado sobre isso. Os Muggles fazem ecografias mais cedo, mas nós apenas fazemos aos 5 meses de gravidez, não sei bem porquê.
"-Ai logo saberás."
"-Vais querer saber?" – indagou ela.
"-Não sei. Acho que sim, não vou aguentar tanto tempo sem saber."
"-Hum….eu gostava de não saber."
"-Porquê?"
"-Não sei. Queria que fosse surpresa."
Eu sorri beijando o pescoço dela.
"-Como queiras então."
Ela riu, passando com o braço por trás do meu pescoço e acabando por me beijar.
O resto….bem, calculo que imaginem o que se passou depois. Afinal, Sly tinha adormecido no quarto de Penny, e esperava que ele ficasse lá para sempre, e Penny estava cansada demais para acordar nas próximas horas.
Portanto….sabem perfeitamente o que se passou depois.
E como podem ver, o aniversário de Penny, foi simplesmente….assustador mas maravilhoso.
Fim do capitulo 3
Continua….
N/A: E mais um capitulo. E um capítulo grandinho, pelo menos eu acho, e até agora é o maior. Espero que se tenham divertido com esta festa de aniversário tão peculiar.
Antes de mais os agradecimentos:
EuDy: É Draco sofre nesta fic, mas também se dá bem, muito bem no ponto de vista dele. Ainda bem que estás a gostar, espero o teu comentário, porque também estou a gostar deles. Beijos
Thais Weasley Malfoy: O Draco é um Malfoy, e Malfoys são fortes, e ele é forte. E depois estava mais preocupado com a Penny do que outra coisa. Espero que tenhas gostado deste capítulo. Beijos.
Ginny Danae Malfoy: uau, a fic é cómica? Eu tenho um problema, acho que nunca é divertida o suficiente, mas ainda bem que gostaste. Espero que tenhas gostado deste capitulo também e que comentes. Beijos.
TheBlueMemory: eu estou bem, e tu? É, criança pequena é assim, adora fugir eu própria fiz isso, quando ainda não tinha dois anos, sai de ao pé da minha mãe e quis descer as escadas sozinha, e o resultado foi uma queda e o sobrolho partido, tive que levar pontos e nunca mais fui uma pessoa normal, sou assim meia louca e tal. Falta de neurónios. Gostei da tua ideia, em especial da ideia das perguntas da Penny, na verdade pergunto-me como não pensei nisso antes? Bem, espero que tenhas gostado e que comentes. Jinhos!
Muri: sempre que houver duvidas é só perguntar, eu respondo com gosto. É, o mais divertido acho que é isso mesmo, descrever como Draco se sente, e as coisas que ele pensa. Espero que tenhas gostado da festa de anos. E espero que comentes. Jinhos!
Miaka: Penny é endiabrada sim, mas a verdade é que crianças santinhas não têm piada. Espero que tenhas gostado. Jinhos
Lauh'Malfoy: vontade a apertar as bochechas à fic! Eu gostei dessa frase. Mas a cena da Penny e do Harry foi assim tão gira? Eu não achei nada demais, quer dizer é sempre giro fazer o Potter sofrer, mas tudo bem. Espero que tenhas gostado do capitulo, e que comentes. Jinhos!
Lele Potter Black: espero que tenhas gostado da festa, que ela tenha sido divertida. Jinhos
IsáahJápah: ainda bem que gostas das minhas fics, fico muito feliz. e sim vou terminar, apesar de não ter muitos capítulos escritos ainda, mas tenho algumas ideias. Espero que tenhas gostado do capítulo. Jinhos.
Belle Lestrange: bem, em primeiro lugar obrigada pelos elogios, é extremamente bom saber que gostam do que escrevemos. Em relação à fic estar inacabada. Há muito tempo que não postava uma fic na net sem ter os capítulos todos no pc, mas a verdade é que esta ainda só tenho até ao capitulo 6, este é o 3º, mas não tenho nenhuma intenção de a abandonar, especialmente se me forem mandando reviews. Sei que demorei um pouco mais desta vez, mas os exames na faculdade não perdoam. Espero que tenhas gostado e que comentes.
Rebeca Maria: è talvez o Harry seja gay mesmo. Vamos lá ver como vai o beijos "molhado" no filme. Já agora, vou-te contar o que eu fiz quando era pequena. Não fugi, pelo menos não numa empresa ou assim, foi assim: minha mãe tava a fechar a porta de casa e disse para eu não sair de ao pé das pernas dela, tinha um ano e meio, mas eu não fiz o que ela me mandou. Sai de ao pé dela, e comecei a descer as escadas, e foi então que cai. Cai e parti a cabeça, tive que levar 3 pontos e foi assim que fiquei parvinha e tal.
Galinha, pois aqui também uso galinha com o mesmo significado que tu, mas não usamos papa coruja, é mesmo papa galinha, ou mamã galinha. Ainda bem que estás a gostar da fic, espero que tenhas gostado da festinha de anos. E que comentes é claro! Beijos.
Nanna Hope: eu não consegui postar mais cedo que isto, não deu mesmo. Mas espero que tenhas gostado, e que comentes. Jinhos!
Tatiizinha Malfoy: quando tiver uma filha também quero que seja como a Penny, e de preferência que o pai também seja como o da Penny, ou seja um Draco Malfoy. Não tenhas vergonha de perguntar, eu tiro todas as dúvidas. Bem, a festa foi com TODOS os Weasleys e outros mais convidados. Espero que tenhas gostado, e que comentes. Jinhos!
Thaty: obrigada! Espero que continues a ler e a comentar. Jinhos!
Aninhoca: eu gosto desta fic porque mostra Draco e Ginny de uma maneira diferente. Ainda bem que gostas. Espero que tenhas gostado do capítulo, e que continues a comentar. Jinhos!
Kika: hum….bem, ainda bem que gostaste deles os dois à procura dela, e na realidade eu não pensava ter escrito assim tão bem. e como estou para aqui a ver o Joey na FoxLife não tenho também muito mais a dizer. Escreve! Jinhos!
Bem, só consegui actualizar agora por causa dos exames da faculdade….mas vou tentar que o próximo capitulo venha mais rápido….talvez no fim de semana….SE tiver MUITOS reviews…….assim como neste capitulo….uns 15….ou mais!!!!
REVIEWS PLEASE!!!!!!
BEIJOS!!!!!
Rute Riddle
12/2/07
