4º Capítulo – " Um dia diferente…Parte I"
Sinceramente, ela não entendia ele, num momento está rejeitando e ignorando ela ao extremo , no outro aparece para falar com ela.
- Que veio fazer aqui ?
- Falar com você ! - Diz com um olhar intenso, que assusta ligeiramente Renge.
- Sobre o que ? – Diz ela desviando a cara dele, ele ajeita os óculos encontrando a melhor maneira de começar, mas porque raios, tinha de estar tão nervoso.
- Eu queria…me corrigir fui incorrecto com você. Eu quero ter uma relação cordial com você, quero que esse casamento de conveniência funcione, nós estamos casando para selar um acordo entre nossas empresas. Eu sei que não sou quem você queria, mas tentemos que isto dê certo. Esta de acordo com a minha lógica ? – Falava para Renge, como o casamento deles tratasse de um negocio, é claro que é um negocio que tola, que você é menina, pensa ela. Cansada, olha seriamente para Kyoya.
- Você tem razão, tentemos que isso dê certo não é… você e sua família não perderão o negocio e vocês ficarão a ganhar, eu serei uma esposa exemplar.
- Mas não mude! – Diz ele voltando a ajeitar os óculos. Renge olha para ele com cara de quem não continua.- Não mude sua forma de ser.
Renge olha para ele como se de um alien ele se tratasse, realmente se havia algo que ela não entendia, era ele. Mas é acordada dos seus pensamentos por ele.
- Você já nem deve se lembrar do Japão, Haruhi e Tamaki, e o restante grupo mandaram mensagem falando que queriam dar uma volta com nós os dois amanhã. Amanhã não tenho muita coisa para resolver por volta do almoço, você quer vir ?
Renge olhava ele, os seus ouvidos pregaram partida ou ele estava mesmo pedindo para ela vir num passeio com atinou afirmar.
- Quero sim, amanha irei com você . – Diz com voz normal, tentando transparecer indiferente.
Kyoya ajeita os óculos mais uma vez, levanta-se e dirige-se para o seu quarto, sendo seguido de perto pelo o olhar de Renge.
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O dia amanhece com tranquilidade, bem seria se não fosse Tamaki e os gémeos a discutir, como nos tempos em Ouran.
- Senhor, você continua o mesmo…
- Deixem a minha Haruhi em paz!- dizia ele ciumento.
- Vocês são demais- dizia Hiroshi, rindo deles.- Primo, já acordou ?
- Sim, só não entendo porque temos de ir tão cedo? – dizia de forma fria e indiferente.
- Porque os shoppings dos plebeus abrem muito cedo, eles madrugam bastante. – dizia Tamaki com cara de felicidade extrema. Haruhi só suspirava com o pequeno Yagami no colo, por mais que ela falasse para ele , ele nunca iria entender, o mundo dos " plebeus".
- Já estou pronta.- dizia Renge, descendo as escadas bem atrás de Kyoya, que olha para ela. Renge sorri para ele, esticando sua mão para ele aceitar, ele aceita, estranhando a calma aparente dela.- Se é para correr tudo bem, temos de nos dar bem não é.- Diz falando perto do ouvido de Kyoya, ao ouvir ele acena que sim.
Pierre desce em seguida olhando os dois de mãos dadas, algo no seu interior ficou muito irritado, Hiroshi ao reparar nisso, puxa Pierre para o pé dele.
- Konnichiwa , Pierre-san.
Pierre desvia o olhar dos dois, olhando Hiroshi.
- Como ?- A distracção dele era evidente.
- Olá, Pierre. – Ri Hiroshi, sendo seguido da risada de Renge, ao qual ele fica envergonhado.
- Você não entende Japonês , Pierre?..- diz Renge falando em francês.
- Não é isso, eu estava distraído. – diz ele sem graça, mas ao denotar um olhar gélido sobre si, olha discretamente para o dono desse olhar. Kyoya não gostava dele, disso ele tinha certeza. Mas também era sentimento mútuo, ele achava que Renge merecia alguém melhor que aquele idiota. E retribuindo o mesmo olhar, os dois encaram-se. Hiroshi ao denotar o olhar frio entre o seu primo e seu amigo atina dizer.
- Bem pessoal, vamos indo, comemos algo no Shopping.
- Vamos sim..- dizem os gémeos contentes.
Todos encaminham-se para a saída, Renge solta a mão de Kyoya para entrarem dentro do carro, indo sentar perto de Hiroshi e Pierre, conversando animadamente sobre as novidades da moda em Paris. Kyoya sentia-se irritado, não entendia o porque dessa reacção.
Chegaram no shopping dos plebeus, Tamaki e os gémeos , sem contar que Mori-senpai e Honey-senpai que chegaram nesse hora.
- Onde vocês estavam ? – pergunta Renge, rindo, ao ver Honey-senpai quase dormindo em cima do ombro esquerdo de Mori-senpai.
- Mitsukuni estava com sono.- foi só que falou então não precisaram de dizer mais nada.
Renge sorri estava com saudades de estarem todos juntos, olha de esguelha Kyoya, se arrependendo em seguida, o olhar dele estava frio e indiferente, mais do que costume.
Kyoya repara no olhar, olhando para ela intensamente por segundos.
Quando ela ia para falar algo, é puxada por Hiroshi, que por sua vez é puxado por Honey-senpai, indo em direcção ao Shopping.
- Vamos comer na lanchonete , essa cultura maravilhosa dos plebeus.- dizia Tamaki, com o filho no seguia logo ao pé, mas pára ao olhar Pierre e Kyoya encarando-se. Sorri, entrando atrás do marido.
Pierre olhava Kyoya, com cara seria- Você não sabe mesmo tratar uma mulher.
Kyoya olha para ele , escondendo a sua irritação ao máximo. – Que você tem com isso?
Pierre se segura ao máximo para não pregar um murro na cara daquele idiota.- A Renge não merece um baka que nem você.
Kyoya olha para ele, mantendo a mesma cara de sempre. Sai do local sem trocar nem mais uma palavra com Pierre.
Entrando no Shopping dos plebeus, Kyoya olhava Renge estranhando as coisas que os Plebeus comiam ou usavam. Porque raio ele havia de preocupar com o que aquele imbecil dizesse, afinal Renge estava casando com ele por negócios, porque seria vantajoso para ambos.
Pierre entra em seguida, indo perto de Hiroshi, que sorri para ele.
- Que passa está aborrecido, o meu priminho te deu gelo foi ?
- Pior, nem resposta deu, não entendo porque a Renge decidiu casar com esse dai !
Hiroshi sorri, sabia que Pierre amava Renge desde sempre.
- Não subestima meu primo!
- Ah larga disso! – indo perto para perto de Renge, deixando Hiroshi rindo.
- Pierre-kun, vê só, os plebeus são emocionantes, colocam sabores em coisas mais estranhas. Você não acha? – Sorri com olhar de criança feliz.
- É, eles são fascinantes, mas não ultrapassam você.
Renge olha Pierre , sorridente.
- Domo Arigato.- olha para o lado, e o osso da coluna estremece violentamente, Kyoya olhava com o olhar mais gélido que podia haver. Ele endireita os óculos, caminhando na direcção do que parecia o banheiro. Não conseguia entender, de noite havia concordado em se dar bem. Agora ele olhava com aquele olhar de gelo, não entendia. Renge começava a ficar com um olhar triste ao qual Pierre nota, abraçando ela.
- Desiste dele! Há homens muito melhores para você ?
Renge olha para cima, Pierre podia ter razão mas, porque lhe doía pensar em deixar o Kyoya, que confusão era essa na sua mente.
Haruhi observava a cada segundo, atentamente, sorrindo, com o pequeno Yagami brincando no colo.
- Eu vou ver, se ele está bem.- Dizia Renge soltando do abraço de Pierre agarra ela com força.
- Deixa esse infeliz, ele não te merece…para que você vai casar com ele.
Renge olha a reacção de Pierre, logo de primeira pensou, que era porque seu pai ficaria muito feliz , mas o seu coração lhe dizia que não era bem essa razão. Porque se preocupava tanto com ele, porque ela se magoava com os seus olhares gelados e isto passava na sua cabeça.
- Eu ….Eu…não sei.- Dizia com sinceridade, Pierre olhava no rosto dela, podia ver claramente, que ela estava apaixonada por ele, aquele idiota havia conseguido o coração de sua amada Renge, anos e anos a fio ele tentava captar a sua atenção e nunca havia passado de amigo. As lágrimas começam a somar no canto do olho, Pierre se desvia dela a soltando indo na direcção da saída do shopping.
Hiroshi tinha observado e escutado a conversa dos dois, vai atrás de Pierre.
Renge olha o seu amigo sair do shopping, sentia-se triste, sabia que há anos, o seu amigo a amava, mas ele nunca conseguira sentir nada por ele. Agora que tinha voltado ao Japão, tinha visto a á que ela estava apaixonada por Kyoya. Não podia ser , não era possível . A mente de Renge andava a mil por hora, ate que sente uma mão no ombro, ela se vira, era Haruhi que lhe sorria não falava nada, somente abria os braços para ela, Renge entendeu o que necessitava naquela hora. Ela , um simples cordeirinho foi se apaixonar pelo o leão feroz e gélido.
Enquanto isso, no banheiro do Shopping, Kyoya olhava o espelho tentando se acalmar, porque ele devia levar em conta, o que aquele imbecil falava. Era somente um casamento de conviniencia nada de mais. Ela podia abraçar quem quissese. Que ódio porque ele se importava com isso. Você é um Ootori, tem de se os óculos, sente a porta do banheiro se abrir. Tamaki e o pequeno Yagami entravam, ele vinha com aquela cara de quem tenta captar tudo.
- Que aconteceu Tamaki ? – Dizia de forma natural, tentando disfarçar a raiva.
- Um rival no amor…ahah- Dizia Tamaki, sabendo que iria irritar ainda mais o seu interlocutor.
- Que idiotices você esta falando, não te entendo.- Endireita os óculos mais uma vez.
- Você entende bem. Mas esse seu orgulho e ciúmes te cegam de tal maneira que você não enxerga a verdade na sua frente.
Outras três vozes se ouvem chegando no banheiro.
- Estamos na conferencia da meninas, porque estão no banheiro …- Diziam os gémeos Hiitachin e Honey-senpai falando para Tamaki e Kyoya.
- Estamos indo…- Dizia Tamaki , segurando o filho de outra forma, o pequeno era inquieto, só levantava os pequenos bracinhos em direcção a Kyoya, fazendo sonzinhos fofos. Tamaki entrega o filho nas mãos de Kyoya.
Kyoya que estava meio absorto nos seus pensamentos, ao sentir o pequeno Yagami nas mãos , olha nos seus olhinhos azuis brilhantes e sorridentes que tentavam pegar desesperadamente os ó pensa, em como seria lindo ter um filho de olhos castanhos e cabelo cor de mel, que nem Renge.
- É ..a Renge seria um linda mãe e você um óptimo pai não era.- Dizia Tamaki, que dando uns óculos de brincar banhados a ouro para o filho , ele volta para o seu colo, os dois saem do banheiro deixando Kyoya pensativo.
Liga a torneira da agua, retira os óculos, lavando a sua cara e se olha no espelho. Ele não podia estar apaixonado por ela, não fazia sentido nenhum. Melhor esquecer esses sentimentos bobos, ela parece estar sempre muito bem com aquele imbecil , Pierre como chamava. Fechando a torneira, limpa a cara e sai do banheiro, indo na direcção da lanchonete, olha em volta e vê Haruhi e Renge abraçada a ela. Vai na direcção delas.
- Renge-chan, Kyoya esta vindo ai.- Renge automaticamente limpa as lágrimas, e coloca um sorriso amarelo na cara.
- O resto do grupo esta na lanchonete.- Dizia Kyoya, não ligando a mínima para Renge .- E onde estão o Hiroshi e o outro senhor?
- Eles saíram num instante…nós já vamos la ter.- Diz Haruhi, esboçando um leve sorriso.
Kyoya deixa-as e dirige-se a lanchonete, tentando disfarçar o contentamento de não a ver abraçada com aquele imbecil. Mas porque ela teria o rosto inchado, será que aquele imbecil lhe tinha dito algo.
Haruhi vê Kyoya, se afastar, olha Renge.
- Você sabe que ele não é fácil de lidar, estuda ele e se mantem você . Ele te ama eu tenho a certeza.
Renge recorda aquela noite em que ele a beijou "Afinal parece que comprovo o que pensava. Estava assustado, gosto de você assim, não como marionetes como minhas cunhadas são!", será que ao derreter o gelo dele , ela conseguiria descobrir outro Kyoya? Lembra da zuação que ele lhe afligiu naqueles dias que seguiram quando ela chegou no Japão, entrar nesse jogo poderia ser uma boa maneira de começar.
Mas antes ela teria de falar com o seu amigo Pierre, ele merecia isso.
- É capaz de você ter razão Haruhi. Mas agora vou falar com Pierre.- Sorri Renge, um pouco mais animada.
Enquanto isso , fora de Shopping, Pierre tentava se controlar, andando de um lado para o outro com seu amigo Hiroshi observando.
- Esquece a Renge, você tem todas as mulheres de Paris aos seus pés, você pode ter quem quiser.- Dizia o sempre bem disposto, Hiroshi, que tentava amenizar o sofrimento de seu amigo.
- Mas é ela que eu queria.
- Mas ela ama o meu primo, você sabe disso.
- Você percebeu também foi ?
- Percebi… por isso que admiro ela…
- Não entendi.- Dizia Pierre olhando de forma estranha para o seu amigo.
- Todas as outras esposas dos meus primos, não são como ela. Elas são autênticas marionetas de minha tia. Renge obedece mas não modificou a personalidade dela. Alegre e espontânea.
- É, ela é única.
- Não fica assim…- Hiroshi nota Renge na saída do Shopping.- Ela acha você um óptimo amigo e apoia ela em tudo, ela te agradecera para sempre.
- Desde que ela esteja feliz, eu estou feliz não é.
- É mesmo, ela esta vindo ai.
Pierre olha para trás, vendo Renge vir na sua direcção .
- Você não foi na lanchonete, Renge?- Diz Pierre tentando manter seu sorriso característico.
- Vim ver como você estava.
- Bem eu vou entrar. E comer um belo Waffle de chocolate-Diz Hiroshi sorrindo, sabia que eles tinham muito que sorri para Hiroshi , ate que ele some do seu ângulo de vista.
- Eu…
- Não precisa explicar nada, você ama o Kyoya, não há nada a sempre estarei perto de você te apoiando no que for. Se aquele Kyoya te fizer sofrer eu lhe dou uma lição de kung fu.
Renge sorri, deixando cair uma lágrima solitária no rosto, ao qual Pierre limpa.
- Obrigada, se alguma garota te fizer sofrer, eu que lhe dou uma lição de kung fu.
Os dois sorriem, se abraçam, caminhando na direcção do shopping.
Chegando na lanchonete, Kyoya olha os dois entrarem sorrindo e a conversar. Aperta o celular com força, irritado.
Renge olha para a reacção de Kyoya, sorrindo, ele estava irritado. Isso era um bom Houshakuji, a famosa escritora iria escrever a sua historia, custasse como custasse. Ela mostraria a ele que poderia ser muito mais que o seu troféu de ouro.
Esse dia estava só começando , mas prometia ser longo…
Nota:
Demorou, mas chegou tive de dividir em duas partes…
Obrigada pelos reviews, me animaram bastante :
Kitana-sama- Obrigada ainda bem que gostou, fico muito feliz mesmo. Vou tentar não escrever tão confuso.
Artemys Ichihara- Oh amoura, desculpa você já não deve dormir a noites seguidas hihi .
Vou tentar postar com mais brevidade.
Beijos,
Lady Luna Andrews
