Seguindo pelo horizonte

Guiado pelo cosmo da deusa da sabedoria o cavalo alado chega a mais um destino, uma pequena clareira em uma floresta bem suave, onde uma pequena fonte brotava água limpa e clara.

A voz doce e quente da deusa falava em sua mente – Espere por aquele que você devera ajudar a seguir e quando ele chegar dificulte um pouco para ele – uma pausa veio e uma pequena risadinha suave foi ouvida na mente do Pegasus – Os homens precisam lutar com suas próprias forças para conquistar sua gloria e não esperar que os deuses simplesmente lhe entreguem aquilo que almejam em suas mãos.

Os pensamentos simples do cavalo alado afirmam que ele ira fazer a vontade da deusa e esta o agradece fazendo com que seu cosmo envolva o de forma que este sentisse como que sua mão tocava por sua crina e deslizava seus dedos por ele.

Em uma cidade próxima estava procurando o templo de Atena, como fora guiado a fazer por um velho sábio da região.

- Durma no templo da deusa da guerra e sabedoria, A deusa ira lhe aparecer nos sonhos e mostrar lhe o que deves fazer – contara-lhe o sábio naquela manha quente.

Chegando a frente à grande construção que se elevava a sua frente, era ornamentada com varias estatuas em mármore branco exibindo a majestosa existência de Atena, alguns ornamentos traziam sua forma trajando uma armadura cheia de detalhes e em outras trajava uma túnica longa branca adornada de detalhes que seriam de ouro.

A maior e mais imponente estatua, a principal do templo retratava a deusa guardiã da cidade trajando vestes similares as outras figuras de mármore, apenas este sendo uma túnica longa que descia desde seus ombros até o chão, contornada por diversas faixas descendo contornando suas formas. Em sua mão esquerda pousava um escudo que tocava o chão ao lado do corpo e em sua cabeça um elmo semelhante aos soldados de maior patente.

Era neste local que fora instruído a passar a noite, deitou se aos pés da estatua mantendo uma distancia respeitosa e pegara no sono rapidamente.

Durante o sonho, se via em meio ao campo aberto, havia arvores por todos os lados e no meio da clareira a seus pés havia uma pequena nascente de água que brotava do chão.

- Olhas para o céu nobre Belerofonte! – a voz que ouvira em sua mente guiou seu corpo e este olhou para cima, tendo pela primeira vez a visão daquele cavalo que possuía asas e voava magnificamente sobre sua cabeça.

- Ti que fora injustiçado terás de domar este cavalo alado dos deuses, Pegasus com tuas próprias mãos – a voz doce e melodiosa, confortava tanto corpo e alma ao mesmo tempo em que enchia o homem de energia – Encontrará e domará e este o servirá e ajudará em sua busca pela quimera.

A voz sumiu e seus olhos observavam o voou do animal sobre si até que tudo se apagou e este abriu os olhos se revelando ainda estar no templo de Atena.

Belerofonte se ergueu e sabia para onde deveria ir, nas proximidades do templo havia um bosque que sabia se cheio de clareiras e algumas com fontes de água igual a que viu em seu sonho, muniu se de cordas e correntes e entrou no bosque.

Sabia que o herói se aproximava de sua clareira e alçou voou, tinha em mente que deveria dificultar o trabalho daquele homem e só depois ajudá-lo.

Reconheceu prontamente o local ao qual sonhara e não saiu para campo aberto, permaneceu encoberto pelas sombras das arvore observando o céu acima e avistando o mesmo cavalo alado que vira em seu sonho na noite anterior.

Logo que desceu para poder tomar água, sabia da presença do humano e mesmo assim o fez, este achando que era a sua oportunidade lançou uma corda mirando o pescoço do animal que por sua vez a puxou para o lado e se mantendo nas patas da frente de asas abertas e bufando chamava pela atenção do seu perseguidor.

Uma segunda corda, em uma nova tentativa e esta foi pior do que a anterior o vento que o bater de asas criava diminuiu a força do laço o fazendo cair antes de chegar ao Pegasus.

A raiva domou o herói, que fitava incrédulo aquela criatura que lutava contra sua intenção de controla lá.

Por fim, desistiu da idéia de laçar lhe a cabeça e optou por algo mais direto, foi se aproximando passo por passo, olhando concentrado nos olhos do cavalo alado, este por sua vez ainda se agitava e não tirava os olhos do grego que estava a sua frente.

Quando Belerofonte estava a apenas dois passos foi surpreendido pelo ataque que recebeu da cabeça do Pegasus que havia saído do chão e trombara nele, reagindo rapidamente enroscou uma corrente na pata traseira e foi arrastado por alguns metros enquanto ele voltava ao chão e se virava em sua direção.

Segurando firme a corrente com ambas as mãos, abaixou se e pegou o laço que havia caído da segunda tentativa e o ergueu contra o corcel voador ameaçando mais uma tentativa de laçá-lo com a corda.

Correu mais uma vez saindo do chão e tomando uma pequena altitude e veloz teria acertado o guerreiro uma segunda vez se este não tivesse desviado passando a corda envolta do pescoço e puxando com todas as forças.

Sentia-se preso tanto pelo pescoço quanto por uma das patas, mas não pensava em desistir ainda, estava muito fácil para o homem só aquilo e batendo suas asas com mais força foi ganhando altura sem sair do ponto que estava arrastando o herói.

Os pés cravando no chão levantavam a terra deixando marcas por onde era arrastado, enfim chegou uma hora que estava tão alto que já não tinha mais chão a sua frente para firmar o corpo e puxar o cavalo, acabara sendo erguido junto e pela primeira vez se impressionou com tamanha a força que o animal possuía para mesmo ele segurando firme com todas as suas energias ser arrastado aos céus.

No ar ele tinha a vantagem, era mais rápido e mais forte e o homem só poderia se segurar para não cair para uma morte certa, se certificou de não subir muito alto, pois sua tarefa seria ajudar aquele mortal e não lhe causar a morte.

Voou em círculos diversas vezes fazendo o grego que se pendurara na corda e já abandonara a corrente a começar a escorregar, vendo isso resolveu voar em direção as arvores ira jogá-lo e ele ficaria vivo colidindo em um galho.

Infelizmente isso foi um erro, pois na primeira arvore que passaram Belerofonte usando seu próprio corpo como ancora se prendeu a um galho grosso e forte de um longo pinheiro e Pegasus foi puxado para trás quando a corda se esticou fazendo o ir de encontro ao chão, tão rápido foi sua ida ao chão quanto o avanço que o homem fez contra si.

Caia sobre suas patas, mas ele cairá sobre si já o montando segurando as cordas junto à crina e puxando com uma expressão de vitoria – Ohh! – foi o que ele disse, como que dando uma ordem para que o corcel ficasse calmo e parasse de se mexer.

- Não quero machucá-lo – ele dizia com a voz cansada, mas ao mesmo tempo mais tranqüila agora, tentando passar certa tranqüilidade ao animal que segurava seu peso.

Erguendo a cabeça de forma a aparentar que entendia o que ele estava dizendo, o que de fato era o que ele estava fazendo demonstrando que sabia que ele não iria o ferir, soltou um baixo relincho e abriu as asas devagar e depois fechou e ficou trotando, sua primeira parte de tarefa com aquele homem tinha sido completada.

- Bem Pegasus, se você esta me entendendo – começou o jovem em seu tom serio e de forma que mesmo que estivessem a metros um do outro ouviriam como se estivessem um ao lado do outro – Me leve para a ilha onde eu posso encontrar a Quimera! – a ultima linha foi uma ordem.

Correu por alguns metros e alçou voou no céu novamente, mais uma aventura aguardava aquele cavalo alado, de vários locais eles eram observados por varias entidades diferentes, cada uma com uma coisa em mente.

Atena que observava tanto o mortal quanto o corcel ainda sentia que algo de muito ruim se aproximava em um futuro próximo.

Continua.

Nota: Eu espero que esse capitulo tenha ficado bom, como eu disse antes na mitologia em si Belerofonte era tido como o verdadeiro domador do Pegasus e não Perseu, então esses dois ainda vão passar por algumas aventuras, e pra quem achou que nesse capitulo Atena ficou um pouco de fora, o próximo então promete algumas coisas bem loucas.

Obrigado a aqueles que estão lendo e outro obrigado por aqueles que deixaram review que é melhor ainda só eu sei o quanto eu fiquei feliz com tanto review nessa fic (bati todos os meus recordes de reviews com essa aqui)