Obrigada a Denise Moreira pelo seu comentário :3
Vou até postar um capítulo novo pra vc :)
Tô meio sem tempo, por isso demorando pra postar os capítulos i-i
Mas vlw *w*
4
ALEXIS NÃO CONSEGUIA FICAR QUIETA.
E a cada barulho que vinha do corredor, ela imaginava Kate sendo torturada das piores formas possíveis.
E em todas essas sensações, era como se seu coração voltasse a boca. Tentou pensar e racionalizar, infelizmente, o som da porta sendo literalmente chutada tirou sua atenção, quando o mesmo cara que apontou a arma para ela entrou jogando sua madrasta a seus pés.
-Kate! – ela se levantou, grata por não ter nenhuma amarra em seus pulsos, ou algemas.
Ergueu os olhos para o homem que ainda segurava a arma, ele a encarou e então puxou a porta deixando Alexis de volta ao escuro com uma Kate desmaiada a seus pés. Tocou seu rosto para alertá-la. Estava fria... E molhada.
-Kate...? Ei... – ela se mexeu abrindo os olhos para encontrar os seus. Sorriu minimamente.
-Ei querida... Como está?
Como ela estava...? Droga, Beckett.
Alexis a arrastou consigo até escorá-la na parede e tentou trazer um pouco mais de claridade ao cômodo.
Tinha a impressão que deviam ter se passado no mínimo quatro horas desde o ocorrido.
Arrancou seu sapato e acertou o vidro da janela, perguntando-se se alguém iria abrir a porta e lhe dar um tiro.
Depois de conseguir mais claridade ao espaço, Alexis girou e se arrependeu por isso. Havia muito sangue ali, no chão, nas paredes e até mesmo no teto. Que diabo de lugar era aquele? Um abatedouro?! Ela ouviu a voz de Kate como se a mesma estivesse em meio a um pesadelo e se aproximou dela tocando de novo seu rosto.
-Kate...? Vamos, olhe pra mim. – Apesar do frio, ela também tremia e Alexis temia que ficasse com febre.
Ela abriu os olhos encarando-a de novo, e como se estivesse com sono os fechou reclamando.
-Eu não vou mudar de ideia, mãe.
Alexis a fitou e então sorriu. Ela estava no meio de uma lembrança com sua mãe.
Então respirou fundo e abraçou a si mesma parecendo uma criança mimada e ainda com os olhos fechados esfregando os ombros para se aquecer e disse:
-Eu sei o que estou fazendo. Já sou uma adulta.
Eles tiraram seu casaco e Kate estava molhada da cintura ao último fio de cabelo. Devem ter usado água com gelo. Alexis tocou seu rosto de novo, ela estava febre, como suspeitava.
Então sentiu a mão dela na sua como que para afastá-la, entretanto a mais velha apenas a manteve como se brincasse com seus dedos e Alexis sorriu dizendo:
-Tudo bem, Kate. Você é adulta. – e recebeu um par de olhos castanhos desconfiados. – Está com frio?
Ela continuou fitando-a por longos segundos, e então para o cômodo, o cenho ainda franzido agora assentindo.
-Sim...
-Você precisa tirar essa camisa molhada, aqui. Vista minha jaqueta.
-Estou bem...
-Não está... – ela tocou sua testa de novo, confirmando mais uma vez. – Você tá com febre. Vamos, não seja teimosa.
Ela obedeceu se trocando e então se sentou de novo e escorou a cabeça como se fosse dormir.
Alexis fez uma contagem esperando quase dois minutos quando a chamou de novo. Kate suspirou dizendo:
-Eu devia cuidar de você, Lex.
A encarou mais uma vez.
Parece que seu momento de delírio tinha passado.
-Eu não me importo em cuidar de você. – respondeu ela.
HAVIAM SE PASSADO VÁRIAS HORAS...
A cada uniformizado que entrava em seu campo de visão, Castle se empertigava esperando por alguma notícia.
Ryan e Esposito disseram que ele devia ficar na sala de Kate, infelizmente aquele cômodo em particular estava deixando-o ainda mais nervoso do que se ele ocupasse uma das salas de interrogatório. Se levantou tentando caminhar e espairecer um pouco, o que foi pior porque agora ele estava olhando o local e encontrando algumas das fotografias que Kate mantinha.
Ela e o pai na praia, ambos sentados e conversando. Ele e Alexis. Sua mãe, e também o casamento deles... Rick suspirou pesadamente e foi até a porta abrindo-a e parando para encarar a figura que o olhava de volta, os olhos azuis já cheios de água e as lágrimas voltaram também aos dele.
-Richard...
-Mãe. – Ele a abraçou com força, escondendo o rosto em seu cabelo e tentando lembrar de como era quando ainda era apenas um garoto, e que de certa forma, pudesse fechar os olhos e abraçá-la apenas para afastar a dor que sentia.
-O que você sabe?
-Kate e Alexis estavam em um dinner na Lexington. Elas conversavam com o irmão da vítima... Só que a tela está preta, não tem muito para a filmagem. Kate deixou o telefone e Alexis a jaqueta. Podemos vê-las por dentro da lanchonete, e alguns dos clientes se assustam apenas quando ouvem as sirenes...
-O garoto morto, é o irmão da vítima do caso de Katherine?
-Sim. Seu nome é Paul Brian... Podemos ver Alexis sair para conversar com ele... – ele pausou lembrando-se do fato no vídeo. – Quase dois minutos depois, Kate vai atrás dela...
-Ela deixou o celular na mesa.
-Sim.
-Ela tinha conversado com alguém?
-Lanie.
-E o que a Dra. Parish disse?
Castle pensou por um instante e a viu erguer a sobrancelha.
Depois de um suspiro pesado, ele decidiu puxá-la para dentro da sala de Beckett.
-Está conectado a um caso antigo de Kate... Aberto há três anos.
-Qual caso?
-O que ela foi sequestrada por Lázaros. Vulcan Simmons. – felizmente sua mãe conhecia essa história, então ela assentiu brevemente aguardando que ele continuasse a narrativa. – Pelo visto, o fabricante de Ashley é a pessoa conectada a ele...
-Katherine estava investigando? É por isso que ela se afastou de você?
Castle ergueu a cabeça para encarar a mãe.
Ela sempre o surpreenderia, por sua incrível percepção.
-Ah, vamos Richard, eu não sou idiota. E você mesmo sendo tão inteligente, consegue ser tão tolo às vezes... Aquela mulher te ama. Ela daria qualquer coisa para proteger e salvar sua vida se isso fosse necessário, inclusive a dela mesma...
Aquela constatação sempre espalharia um desconforto em sua espinha.
-Eu não sei como aconteceu, só sei que a morte do garoto foi algo inesperado... Pelo menos parece o ato de alguém que tenta desesperadamente cobrir seus rastros...
Ele se afastou para puxar o telefone do bolso, uma mensagem de Lanie.
Pela enésima vez naquela noite, Richard Castle desejou que isso o levasse para onde estavam suas garotas.
ALEXIS ESTAVA CANTAROLANDO alguma música quando Kate finalmente acordou.
Dejá-vú. Principalmente pela sensação térmica... Espera, a melodia era familiar. Então ela parou de cantarolar quando viu que havia acordado.
Pelo menos ela e a ruiva não estavam trancadas em um freezer condenadas a morrerem congeladas.
Quando a percebeu se movendo, ela sentiu sua mão de novo em sua testa.
-Ei...
-Ei.
-Está bem?
-Acho que sim. – Alexis tinha escorado na parede e Kate estava com a cabeça em seu colo, ambas as mãos sob a barriga, e ela com uma em sua testa ainda verificando se a temperatura tinha abaixado, e mexendo em seu cabelo, enquanto a outra mão descansava em seu ombro. – Minha cabeça... – ela piscou com força e sentiu uma leve tonteira.
-Você estava com febre... E provavelmente uma concussão. Como se sente?
-Como se pudesse comer pelo menos uns dois sanduíches e três milk-shakes...
Ela ouviu sua risada baixa.
Suspirou passando a mão pelo cabelo apenas para segurar a da enteada na sua e fechou os olhos.
-Quanta besteira eu falei noite passada...?
Alexis continuou imóvel, e Kate abriu os olhos encontrando os azuis dela fitando-a.
-Você estava reclamando com sua mãe. Algo sobre ser adulta e saber o que estava fazendo... – quando ela viu um pequeno sorriso dela, não conseguiu evitar o seu próprio. Suspirou pesado, ainda sem se mover.
-Eu tinha acabado de comprar a moto... Eu e minha mãe estávamos em um impasse...
-Você disse a ela que tinha comprado só depois... De comprar...?
-Foi.
-Acho que eu devia ter feito isso com meu pai...
-Oh, não querida. Isso teria deixado seu pai com cabelos brancos mais cedo do que o esperado, e eu sabia que apesar de minha mãe tentar me convencer do contrário sendo sensata, ela ficava preocupada a cada vez que eu precisava sair... Castle? Ele provavelmente teria se amarrado em sua moto apenas para garantir que você iria a menos de vinte quilômetros por hora.
Alexis riu e argumentou:
-Mas você é responsável.
-Você também. Mas isso não me livra de um maníaco ou um bêbado no caminho.
E assentiu.
-Depois você estava falando algo sobre um cara... Jonathan.
Ela a assistiu levar as mãos ao rosto claramente envergonhada.
-Um ex namorado? – perguntou Alexis curiosa.
-Algo... Assim. – Kate riu. – O que eu disse...?
-Também foi uma conversa com sua mãe. – confessou. – Algo sobre garotos e seus hormônios e você parecia tão envergonhada quanto agora...! – ela riu e apesar de tentar esconder o rosto, viu o sorriso de Kate por baixo de seu braço. Ela ainda estava confortavelmente deitada em seu colo. E Alexis não pode evitar a declaração que dera a seguir:
-Eu teria gostado de conhecer sua mãe, Kate. – ela a fitou.
-E eu sei que ela adoraria ter conhecido você. – elas trocaram um sorriso e Kate se levantou olhando para a jaqueta que usava e depois para Alexis, que vestia apenas sua camisa branca meia manga. – Quando foi que você...?
-Ontem à noite, você estava com febre. – repetiu como se explicasse tudo.
Observou a mais nova se encolher um pouco de frio.
Ela levou a mão as sobrancelhas deslizando para as têmporas.
-Droga...
-Tá tudo bem.
-Não, nós precisamos sair daqui. – Ela se aproximou da janela do galpão tentando ter em seu campo de visão alguma ideia de onde estavam. Então se ergueu para visualizar o que tinha ali, parecia um porto. Isso explicava a sensação térmica e a umidade do ar. – Já é noite...
-Sim. Eu fiquei observando por horas, não passa nada aqui, nenhum navio... Nada. – e suspirou parando ao seu lado as mãos circulando os próprios ombros. Kate a puxou para um abraço tentando aquecê-la. Alexis agradeceu abraçando-a de volta e escorando a cabeça em seu ombro.
-Quanto aos sons?
-Gaivotas, o mar... E eu não sei, algumas conversar no corredor, só que não dá pra entender muito bem o que dizem.
-Que diabo de lugar é esse...? – Kate perguntou com um suspiro cansado.
A porta se abriu em um solavanco pela terceira vez naquele dia, e ela estava diante de Alexis mais uma vez.
Dessa vez, ele estava vestindo uma camisa social branca, e calças de um terno de risca de giz o ex senador, William Bracken, novamente acompanhado pelos seus dois fieis capangas.
-Senhoras.
-O que você quer?
-Respostas, Katie. – Alexis a sentiu estremecer no instante em que Kate levou a mão dela na sua colocando-a longe da vista dos homens, para protegê-la dele, deixando claro que a garota estava fora de seu alcance e implorando que ela ficasse exatamente onde indicava. Os olhos atentos como a policial que era e furiosos para o ex senador. – Você sabe sobre o carregamento, fale-me disso.
-Eu não sei sobre o carregamento. – declarou.
Ele suspirou tentando soar cansado.
-Kate... – ela tentou chamar seu nome, talvez pudessem bolar um plano e acertar os dois capangas, Bracken estava desarmado então ele podia ser usado como passe para a saída.
Sentiu a mão de Kate se fechou de novo em seu pulso, e ela girou para fitá-la.
Não. Por favor, não faça nenhuma bobagem. Era o que dizia seu olhar, e de novo, Alexis apenas observou.
-Dessa vez, vamos fazer um jogo... – Bracken declarou e Kate apenas arqueou as sobrancelhas em resposta. – Ou então, você me dirá o que sabe.
-Isso é tudo o que eu sei. – repetiu.
-Tudo bem, a seu modo. – Então olhou para um dos homens que estava usando roupas escuras e luvas, a pistola descansando confortavelmente na mão. – Pegue a garota.
-O que? Não! – Kate não teve prazo ou como reagir. Ele ergueu a arma para Alexis engatilhando-a enquanto o outro apontou a dele para ela, e segurou a menina pelo braço arrastando-a consigo para longe dela. – Bracken, não faça nenhuma besteira, eu já disse a você que não sabia sobre a data do carregamento, apenas quando ele iria acontecer fui avisada. Bracken!
-Ah, eu acredito em você, capitã... Só que o garoto que foi morto, é seu ex namorado não é? – ele perguntou olhando para Alexis.
-E?
-E...? Ah, está treinando-a para a polícia Beckett? – ele sorriu divertindo-se. – Garota corajosa, vamos ver por quanto tempo ela mantém esse olhar desafiador que aprendeu de você... - e encarou Alexis. - O que ele lhe disse sobre isso? Seu namorado.
-Não nos falamos.
-Ele tentou se comunicar.
-Mas não conversamos. Eu estava ocupada demais para lidar com Ashley, então tentei afastá-lo. A última vez que o vi, foi há uma semana na lanchonete. Ele tentou falar comigo de novo, então... – ela olhou para Kate. – Ele já tinha sumido quando me dei conta... Eu estive com meus pais naquela noite, recebi uma ligação me avisando que Ashley estava morto, e fui até o campus...
Alexis havia usado sua influência como aluna de Lanie para conseguir o acesso ao corpo, até que sentiu as mãos de Kate em si sem tê-la visto impedindo-a de ir ver seu ex-namorado.
Sua voz para acalmá-la e o abraço apertado impedindo-a de fazer algo que iria se arrepender.
O tom de seus olhos mantendo-a ali, e sim... Ela a agradecia por isso. Não gostaria de ter visto Ashley daquela forma.
-Isso é tudo? – perguntou Bracken.
-Sim. – respondeu Alexis.
-Não acredito. – ele respondeu.
-Não é meu problema. – ela o encarou.
-Ah, tudo bem, então vamos tornar o problema de outra pessoa. – ele estendeu a mão para seu parceiro que lhe entregou uma pistola antiga. Kate reconheceu o calibre, era uma .38 cano curto. Bracken abriu e retirou as balas, então olhou para seu capanga ao seu lado, o outro ainda mantendo Alexis presa pelo braço e depois para ela. – Segure-a.
Ela levou um par de segundos para perceber o que viria a seguir. O homem entrou em seu campo de visão puxando seus braços para trás e mantendo-os firme enquanto a arma dele ficou em sua cabeça. Alexis encontrou seu olhar e ela tentou devolver um de que estava bem.
-William, ela não sabe de nada sobre isso...! Bracken! – Kate tentou apelar para seu bom senso.
-Ah, como eu disse... vamos tornar o problema de outra pessoa. Apenas por garantia.
Então aconteceu tão rápido que ela mal conseguiu raciocinar. Primeiro, ele lançou as cinco cápsulas a seus pés, e então colocou a última no pente erguendo a arma contra Alexis. Kate acertou uma cabeçada em seu atacante com o máximo de força que conseguiu, sentindo seu maxilar protestar na base de seu crânio e tudo o que seus ouvidos captavam era o som dos cliques da arma de
Bracken não se importando se iria ser morta a tiros no processo, até que conseguiu ficar diante de Alexis, todas as armas do cômodo agora apontadas para ela.
A garota estava no chão, respirando descompassado atrás dela e tentando inutilmente não chorar. Esperando que finalmente o tiro fosse disparado.
-A mim, Bracken. A mim! – gritou não se importando com o tremor de seu corpo, os sons dos três cliques se repetindo em sua cabeça tanto quanto a respiração de Alexis atrás de si em busca de auto controle.
-Você o quê... Beckett?
-Terça-feira.
-O quê?
-Tínhamos doze horas para nos preparar. A entrega seria na madrugada de terça-feira.
-Muito bem, Katie... Agora sim estamos progredindo.
-QUE FOI?
-Eu não entendo... – Castle encarou o quadro improvisado em sua casa, o cenho franzido. As imagens de todos mortos nos atentados ligados Vikram e Kate. O primeiro encarando-o de forma curiosa. – Por que LockSat, quem quer que seja essa pessoa, ia querer Beckett? Quer dizer, ela saiu do FBI há quase dois anos...
-Suas conexões talvez. – sugeriu Ryan.
-E quanto a você? – perguntou Espo olhando para Vikram, e várias cabeças se viraram para o dito cujo.
-Como eu disse antes para a capitã Beckett, as investigações de um antigo caso levaram a ela... E eles poderiam matá-la apenas por ter tido alguma conexão com os outros agentes...
-E isso nos leva de volta aos buracos que ligam o cartel de drogas ao FBI, ao senador.
-Tantos agentes mortos e ninguém ligou o ataque a algum tipo de conspiração...?
Todos olharam para Gates.
-Que?
-Nada. – respondeu Castle com um sorriso. – O que temos da fita... Além do telefone de Kate, o casaco de Alexis... Isso significa que elas saíram para conversar com Brian, mas algo deu errado.
-Pela direção que Brian foi encontrado, também sabemos que ele levou um tiro na têmpora.
-E pelo tipo de arma, um sniper.
-Conseguimos uma posição do edifício... – Ryan voltou a falar agora mostrando as imagens do lugar. – Aqui. – ele apontou para a direção bem atrás de uma placa no que parecia ser o terraço de um galpão.
-Espere... – Castle se levantou. Agora ele podia ver.
Paul Brian apontando a arma para elas, Kate tentando convencê-lo a abaixá-la, para conversarem.
Alexis logo atrás dela, então o disparo que o matava. Então Kate se levantava, e se elas ainda estivessem sozinhas, ela teria visão do atirador.
-Castle?!
-Kate e Alexis estavam aqui... Brian bem aqui. – ele tomou uma das canetas que mantinha na escrivaninha. – Se o atirador atingiu Paul aqui, e elas sumiram pouco depois significa que foi uma emboscada... Ryan, coloque a fita de novo.
-Quando?
-Kate saindo do dinner e encontrando os dois. Use a câmera do corredor, quero ver uma coisa...
Lá estava o carro preto. E ele viu o olhar de sua esposa refletido no seu, viu também a forma que ela se colocou diante de Alexis e então Paul Brian puxava a arma para as duas e a imagem sumia.
-No que está pensando Sr. Castle?
-Veja o que consegue da placa do carro. – disse ele.
Ryan assentiu aprendendo que os extintos dele assim como os de Kate normalmente não precisavam de perguntas.
Era um tiro no escuro, mas pelo menos era um tiro.
Ele olhou pela enésima vez para a expressão de Kate e seu rosto angustiado momentos antes da imagem desaparecer. Em seu olhar, ela demonstrava toda a força e determinação que possuía. A forma como ela se colocara como uma proteção para Alexis que devia ter irritado sua filha, entretanto, a mesma poderia estar tão surpresa com a reação dela que nem mesmo se mexeu.
-Vamos achá-las Sr. Castle.
-Já se passaram vinte e quatro horas...
-Não perca a fé, Richard. – era sua mãe trazendo consigo uma bandeja com várias xícaras de café.
Então ele entrou no cômodo quase derrubando-o quando tentou se levantar.
Os cabelos brancos, o sorriso simples e a expressão levemente cansada.
-Sua mãe tem razão, garoto. Não perca a fé.
Richard viu Gates e Esposito o fitarem, dele para o homem que era seu pai, e antes que dissessem algo, Ryan chamou.
-Consegui uma filmagem... – ele parou encontrando todos os olhares inclusive o novo visitante no cômodo. – Huh...
-Tudo bem, Kevin. Deixe-nos ver.
Ele assentiu e abriu na grande televisão do escritor.
Era uma filmagem nenhum pouco nítida do trafego. O carro preto, janelas muito escuras e rodou.
Por trinta segundos, parecia que ninguém no cômodo respirava. Devagar, Castle foi se aproximando da tela, seu coração saltando à medida que o carro se dirigia para o beco na Lexington bem ao lado do dinner em que sua esposa e filha estavam. Foi então que ele viu.
Uma mão feminina na outra janela meio palmo aberta. Ela – quem quer que seja a mulher – colocou a mão no capô do carro e deu duas leves batidas no mesmo. O sinal finalmente se abriu e eles saíram da vista.
-Droga... É tudo o que tenho. Eles viram no beco aqui, e então temos nossa filmagem.
Castle estava em silencio olhando para a tela.
-Richard?
-Lanie... – ele chamou seu nome sem tirar os olhos da tela. – Preciso que faça uma coisa.
-O que foi? O que você viu?!
Finalmente ele encontrou seus olhos castanhos.
A esperança neles, dando a legista um pouco também, e se espalhando pelos outros.
-Preciso que olhe as autópsias dos agentes mortos.
-O que você viu ali, Rick? – perguntou seu pai.
-Alguém que devia estar morta. – ele declarou.
