Nota da Autora: Baseado no filme de Andy Fickman, que foi inspirado na peça teatral Noite de Reis de William Shakespeare. Muitos dos personagens aqui mencionados são única e exclusivamente pertencentes a J.K Rowling, alguns apenas, são da minha própria autoria e criação. Essa história e fanfic não possui qualquer tipo de fins lucrativos. Sendo assim, divirtam-se.
Capítulo 03 — Desconhecido Mundo Novo
O que você esperava afinal Ginny? Que iria chegar em Hogwarts, e seria recebida com festas, abraços e beijos?
Bem, se o companheiro de quarto de Ginny quisesse utilizar o terceiro adjetivo, ela com certeza não iria reclamar... No entanto, se ele fizesse isso, só significaria que ele jogava para o outro time, afinal, ela estava ali como um garoto, do sexo masculino, ou seja, como seu irmão. E puxa, se ele jogasse no outro time, isso seria um enorme desperdício e, claramente um crime contra todas as mulheres no mundo...
Não Ginny, não fique aí imaginando qual seria a opção sexual do seu colega de quarto atraente e moreno... Por mais que estivesse difícil não pensar naqueles braços fortes, nos olhos verdes, nos cabelos pretos com fios densos e desalinhados... Será que aquelas mechas pretas seriam tão macias quanto pareciam...? Mais que droga Ginny, pare de pensar nessas coisas, e não olhe para ele desse jeito!
Contudo, o seu colega de quarto nem percebera que estava sendo observado, visto que continuava jogando o seu interessantíssimo jogo, normalmente, como se nada estivesse acontecendo.
Colega de quarto, que por sinal, naquele momento, estava tratando Geofrey como se ele fosse uma coisa qualquer sem importância que invadira o seu espaço. Um tratamento do tipo: se ignorar talvez suma. E Ginny estava começando a ficar com raiva, afinal, porque aquele cara estava agindo daquele jeito? Ela nem ao menos tivera a chance de dizer nada, ele com certeza deveria ter algum problema... Mas, o que quer que fosse, não era problema dela. Afinal, se ele queria utilizar o tratamento do silêncio com o novato, Ginny não iria reclamar. Só estava torcendo para que aquele indivíduo antipático, não fizesse parte do time de futebol, por que se ele fizesse, aí sim, seria uma tremenda falta de sorte.
Portanto, querendo ter alguma coisa com o que se ocupar, Ginny resolvera guardar e organizar seus pertences do lado direito do quarto. Visto que do lado esquerdo do cômodo estava uma cama perto da janela, sendo que essa era provavelmente dele, pois a cama já estava com um conjunto de roupas-de-cama azul marinho. Ao lado dela, na mesinha de cabeceira havia alguns objetos, como papéis de bala, um par fones de ouvido, dois porta-retratos e algumas folhas de papel amassadas, porém Ginny acabou inspecionando curiosamente os dois porta-retratos com fotos que eram provavelmente da família dele. Numa dessas fotos havia um casal sorridente com um menino de cabelos pretos nos braços, de aproximadamente três anos de idade. E em outra foto, havia um homem alto e muito bonito, com um sorriso sedutor, abraçando pelos ombros um adolescente que Ginny conseguiu identificar — por causa dos olhos verdes —, ser o seu colega de quarto atraente, apesar de que naquela foto, ele estava utilizando óculos de aros arredondados, e claramente ali, ele parecia muito mais agradável do que pessoalmente.
Bem aí está um ponto positivo, ele tem uma família, pelo menos isso mostra que ele não é um psicopata homicida que gosta de eliminar seus companheiros de quarto por diversão. Ou talvez não.
Mas, Ginny não queria ficar pensando no seu companheiro de quarto antipático. Por mais, que a presença dele fosse tentadora e hipnotizante. Deste modo, ela obrigou à si mesma a entrar em foco, para começar a instalar naquele lugar desconhecido, que iria ser a sua casa por algum tempo...
Alguns instantes depois, Ginny conseguira terminara de guardar suas coisas, e de se instalar de uma maneira confortável e funcional na ala direita do cômodo. Após concluir isso, ela decidiu verificar seu celular, lembrando de mandar uma mensagem para sua mãe, dizendo que já havia chegado em Paris, alegando que estava bem, sabendo que isso iria tranquiliza-la e não deixa-la com suspeitas. Em seguida, depois de atualizar várias vezes sua página no facebook, constatando que nem Katie ou Angelina estavam online, acabara não encontrando nada que acabasse com o seu tédio... Por fim, ela acabou ficando deitada de barriga para cima da sua nova cama, olhando para o teto do seu novo quarto...
Será que seria cedo demais para ir dormir?
— Nossa, você é mesmo um filho da mãe... — alguém disse em alto bom som, entrando de supetão no quarto.
Ginny sentou-se imediatamente na cama num sobressalto, e reparou nos dois rapazes que adentraram o cômodo, estes que aparentemente estavam tendo uma acalorada discussão antes de entrar no recinto. O primeiro deles era muito alto e ruivo, já o outro era alguns centímetros mais baixo que o primeiro, mas era notório que este tinha o cabelo muito loiro, quase branco. Eles estavam discutindo alguma coisa, mas ao verem que havia um desconhecido no ambiente, pararam quase que imediatamente de falar. Em seguida, analisaram o novato com um longo olhar.
— Olha só, você não disse que o seu companheiro de quarto iria chegar hoje Harry — disse o loiro, com um sorriso enviesado e, pelo que Ginny pode perceber com intenções travessas.
— É, eu também não sabia — dissera Harry friamente, sem nem sequer olhar para Geofrey.
Todos eles se entreolharam por um momento, cada um, com um pensamento e uma expressão diferente. E foi aí que Ginny percebeu que aqueles dois eram, obviamente amigos dele, por causa do modo como se fitaram brevemente, como se estivessem dizendo coisas somente pelo olhar. Ginny notou isso, porque fazia a mesma coisa com Katie e Angelina, e naquele momento de troca de olhares, ela concluiu que não seria apresentada para os amigos do seu companheiro de quarto, pois este estava ocupado demais ignorando a presença do outro, portanto ela mesma se prontificara em fazer o que deveria ser feito.
— Ãããm... Olá, eu sou Geofrey... Geff Weasley — apresentou-se relutantemente com um sorriso contido, adotando sua melhor representação de voz máscula, para não soar como uma menininha amedrontada. O rapaz alto e ruivo franziu o cenho depois que ela dissera o nome, para então lançar um olhar de surpresa e questionamento para o seu colega de quarto antipático, Harry apenas sacudiu os ombros com indiferença.
— Geofrey Weasley? — repetiu o ruivo em questionamento, continuando com o semblante carregado. — Seu pai é Antoine Weasley?
Ginny achou estranho que aquele ruivo soubesse o nome do pai dela, afinal como ele poderia saber? Mas foi naquele instante que ela olhara novamente para ele, tentando identificar o porquê de acha-lo tão familiar, além do fato dele ser ruivo, é claro. E percebera que ele tinha o mesmo nariz cumprido do seu pai, olhos azuis, e muitas sardas espalhadas pelas maças do rosto e nos braços. Por fim, de um momento para o outro, ela entendeu a evidente semelhança...
— Caramba Ron, é você? — ela indagou com empolgação, mas eles sabiam que não era necessária uma resposta. Visto que agora ela já sabia, com toda à certeza, que aquele ruivo, era o seu primo Ronald, que Ginny não via desde que eles tinham uns seis ou sete anos de idade. Naquela época eles tinha quase a mesma altura, mas agora ela notara que ele crescera ao longo daqueles anos, muitos centímetros do que ela.
— Pois é, o próprio — falou ele sorrindo. — Mas, caramba Geff, eu achei que você fosse mais alto, tampinha.
Com um golpe de direita, seu primo lhe dera um soco no ombro, como um típico cumprimento vigoroso entre homens. Todavia, Ginny precisou de toda sua estabilidade física, para suportar a pancada inesperada. Com apenas um pequeno deslocamento para o lado, Ginny tentara não desmoronar, ou demonstrar que seu ombro estava doendo muito por causa do soco, e lançara um sorriso contido e trêmulo ao três. Mais que merda, porque ele fez isso? Vai estar roxo amanhã!
— Nossa que emocionante... um reencontro familiar — falou o loiro sarcasticamente, limpando uma falsa lágrima dramaticamente.
— Cala a boca, Malfoy — disseram Harry e Ron em uníssono, revirando os olhos enquanto o loiro continuava rindo sozinho da própria piada.
— É só não dar muita bola — Ron falou, indicando com o polegar o loiro. — Draco ali, faz qualquer coisa para aparecer.
Ginny não conseguira segurar o riso quando seu primo dissera o nome do outro.
— Draco? Tá falando sério? Que nome estr... — Ginny dizia não conseguindo se conter, pois aquele era o nome mais estranho, fora o dela mesma, que já ouvira.
— Aí tampinha — interromperá o cara com o nome esquisito antes que ela terminasse de falar, ele estava com um olhar carrancudo, mostrando os punhos fechados. — Você é o novato aqui, então é melhor não terminar essa frase...
Ginny fechara o semblante na mesma hora, ante a ameaça, vendo que aquele realmente não fora um bom começo.
— Qual é Draco — Harry dissera, com um olhar enfadonho enquanto se direcionava para o seu armário, pegando uma camiseta e vestindo-a conforme dizia: — Não assuste o moleque, não quero que ele fique chorando depois.
Moleque? Chorando? Quem ele pensa que é?
— Como é que é? Quem é que está chorando aqui? — afrontara Ginny encarando de frente o seu estupido colega de quarto, vendo que ele não se deixará afetar, e encarava Geofrey do mesmo modo.
Harry poderia ser bem mais alto e até mais forte do que ela, mas Ginny não era o tipo de pessoa que engolia aquele tipo de desaforo. Se ele ia ficar bancando o idiota, ela não ia se importar de tirar aquele sorrisinho arrogante do rosto bonito dele.
Harry e Geofrey ficaram encarando-se fixamente, medindo-se de olho por olho por alguns instantes, e Ron perceberá visivelmente o clima tenso que se instaurara ali, entre os dois.
— Ei, ei, calma aí vocês dois — começou ele, se posicionando entre seu amigo e seu primo. — Fala sério Harry, esse seu humor não está ajudando em nada. E Geff, não leve para o lado pessoal. Isso é novo para o Harry também, digamos que ele não está muito acostumado em ter um colega de quarto, porque ele nunca teve um.
— Como assim? Você nunca teve que compartilhar o quarto com ninguém antes? — indagara Ginny fitando Harry, esquecendo momentaneamente do desentendimento entre os dois.
— Você não tem que sair por aí espalhando isso para todo mundo Ron — disse Harry rudemente, ignorando totalmente a pergunta de Geofrey.
Ginny bufara irritada, perante o descaso dele com ela.
— Nossa, como se isso fosse um segredo guardado a sete chaves — dissera Draco ironicamente, revirando os olhos.
Claramente enraivecido Harry fuzilara Draco com um olhar, mas acabou dando as costas para todos eles, voltando a jogar seu videogame, como se eles não estivessem ali.
Qual era o problema dele? Que idiota.
Ginny lançara um olhar interpelado para Ron, querendo saber o porquê do amigo dele agir daquele jeito, como se fosse um animal ferido enjaulado, sendo que Geofrey parecia ser o cutucão inesperado na ferida dele, só por estar ali. Contudo, Ron apenas sacudiu os ombros, como se dissesse; deixa ele para lá.
— Mais e aí Geff, porque você veio para Hogwarts? — seu primo quis saber, enquanto se sentava despreocupadamente numa das cadeiras de uma das escrivaninhas, que ficavam de frente para as camas.
Sentindo-se um pouco mais tranquila, por ter pelo menos um conhecido ali — que fosse agradável e que não a tratasse como se ela fosse uma doença contagiosa —, Ginny sentou-se novamente na sua cama, sentindo-se mais calma.
— Transferência — revelou ela, observando Draco Malfoy deitar e se esticar espaçosamente na cama ao lado, junto com Harry que continuava jogando no seu Playstation com um olhar carrancudo.
— E o que você fez para ser transferido?
— Bom, digamos que eu não era um exemplo de aluno assíduo, estava mais para turista mesmo. Por isso, eles me convidarão a não aparecer mais, definitivamente — alegou Ginny, o que era a mais pura verdade. Já que seu irmão não tinha uma continua frequência nas aulas, desde o quinto ano deles, que fora quando Geff resolvera criar uma banda de rock com os amigos no porão de casa. No começo acabaram fazendo tanto barulho que sua mãe vivia gritando para que eles fizessem silêncio, por isso, ironicamente, eles nomearam a banda de Silence.
— Você não vai conseguir gazear as aulas por aqui, por cinco motivos — constatou Draco, enumerando todos eles com os dedos da mão —, a vice-diretora solteirona, o morcegão seboso, a velha com cara-de-sapo e a monitora-chefe sabe-tudo. Ah e, é claro, os muros e os portões, fora que para chegar até lá, você vai ter que passar primeiro pelo Hagrid, e pode acreditar ele leva a denominação, guarda-caças, bem a sério.
Ginny disparou um olhar intrigado para Draco, desconfiada por ele saber tantas informações, e Ron apenas sacudiu a cabeça rindo do que o amigo dissera.
— E você — começou ela interessada —, por acaso, já testou todas essas possibilidades?
— Se ele já testou? — falou Harry de repente se intrometendo na conversa. — Ele já tentou fazer isso tantas vezes, que eu ainda não sei como ele não foi expulso.
— Ei Potter, eu tenho meus privilégios... — disse Draco arrogantemente, com um sorrisinho vanglorioso.
— Você quis dizer, um pai rico e influente, não é mesmo? — corrigira Ron sarcasticamente.
— Dá na mesma.
— Por falar em privilégios — Harry disse com curiosidade voltando-se para os amigos, e Ginny percebeu que o mau-humor dele estava amenizando-se aos poucos. — Vocês conseguiram?
Ele não deixará nenhum pouco explicito, o que quer Ron e Draco tinham conseguido ou não, mas Ginny não conseguira deixar de ficar extremamente interessada, e um pouco amedrontada.
Por favor, que não sejam drogas, que não sejam drogas...
— Não, ela disse que vamos ter que descobrir amanhã, como todo mundo — Ron contara com frustração, e Draco que estava deitado na cama, não parecia estar muito interessado no que quer que fosse, pois estava com os braços cruzados por detrás da cabeça com os olhos fechados, aparentemente, tirando um cochilo.
— Droga, então, vamos ter que torcer para que a primeira não seja com o seboso — Harry dissera desapontado, levantando-se da beirada da cama e indo se sentar na cadeira da segunda escrivaninha ao lado de Ron.
— A primeira? — indagou Ginny intrigada, falando mais para si mesma do que para eles, então acabara entendendo sobre o que eles estavam dizendo. — Ah, vocês estão querendo saber sobre grade de horários, não é?
Sem esperar por uma confirmação, Ginny pegou a mochila que era do seu irmão, visto que não achara necessário comprar uma nova, e tirou de dentro dela um caderno com a folha que Hermione lhe dera. Harry e Ron logo reconheceram o que era aquela folha, pois cada um olhou para Geofrey uma expressão de surpresa.
— Aonde foi que você conseguiu isso? — seu primo quis saber, ao ler a folha que continha toda a grade horaria do último ano, até o final do semestre.
— Hermione Granger, a monitora-chefe...
— Sabemos que é dela, eu reconheci a letra — Ron dissera num tom irritado. — Eu quero saber, como foi que você conseguiu isso?
— Ah, ela só me deu, disse que tinha outra — dissera Ginny despreocupadamente, não entendendo o porquê do seu primo ficar tão irritado por causa de um simples pedaço de papel.
Harry e Ron se entreolharam, e Ginny percebera que tinha alguma coisa errada.
— Viu só, eu disse que ela ainda estava chateada — Harry constatou, lançando um olhar perspicaz para Ron.
Ron não dissera nada, apenas bufara enraivecido, enquanto Harry relia pela segunda vez os horários das aulas para o semestre.
— Merda, química vai ser a primeira, definitivamente — ele constatou mais uma vez irritado, e Ginny concluirá que aquela reação era, provavelmente, por ele não gostar muito de estudar a tabela periódica.
Ela só não sabia que estava tremendamente errada.
— Isso sim, é muita falta de sorte — Harry concluirá olhando para Geofrey, e Ginny notara que era a primeira vez que ele olhava para ela daquela forma desde que chegara ali, por isso presenciar uma expressão da versão amigável do seu companheiro de quarto, era o grande avanço naquele dia.
Só espero que não seja minha fértil imaginação.
No entanto, ela estava errada.
Pois, obviamente fora uma ilusão, criada pela sua mente fantasiosa. Visto que Harry Potter, deveria odiar Geofrey Weasley profundamente, por algum motivo que só deveria fazer sentido na mente desmiolada dele.
Para comprovar o fato, Ginny olhou mais uma vez para o relógio na parede, constatando que eram precisamente 7h22min, sendo que às aulas começavam as 8hs em ponto. A vice-diretora fora muito clara em relação a isso. Visto que aquele era o mesmo horário no identificador do seu celular, que claramente, ela esquecera de ajustar para despertar, acabara constatando com frustração. E o seu companheiro de quarto, que evidentemente já havia saído, silenciosamente, nem se dera ao trabalho de pelo menos fazer algum barulho para acorda-la, Ginny concluiu com raiva.
Que ótimo. Chegar atrasada no seu primeiro dia, para a sua primeira aula, nem um pouco exemplar, Ginny.
Mas, não havia tempo para se lamentar.
No minuto seguinte, correndo literalmente contra o tempo, Ginny começara a colocara todos os seus apetrechos necessários, com o máximo de cuidado que conseguira, e que o tempo permitia. Tendo que vestir o uniforme de Hogwarts, sendo que eles eram uma calça preta, camiseta branca social, com uma gravata vermelha. Olhando-se várias vezes no espelho, para verificar se sua peruca estava bem colocada, enlaçou sua mochila sem muito peso no ombro, pois estava vazia, visto que Ginny estava carregando os cadernos nos braços, os mesmos que ela havia retirado no dia anterior — pois não havia tempo para guarda-los —, para em seguida sair correndo de dentro do quarto.
Porém, quando chegara nos corredores enormes com paredes rusticas revestidas de pedra, lembrara de um fato muito importante: não tenho a mínima ideia de onde fica o laboratório de química!
Sufocando um palavrão, Ginny respirara fundo tentando focalizar uma alternativa para o problema.
Ok. Não pode ser assim tão difícil...
Faltando apenas 2min para às oito horas, ela resolvera que tinha que pelo menos tentar descobrir aonde ficava o laboratório. Visto que, Hogwarts não era nem de longe um colégio pequeno, mas não poderia ser tão impossível assim, encontrar uma simples sala de aula. Por isso, calculando rapidamente o que fazer por primeiro, ela tivera que escolher por qual direção deveria começar...
No entanto, acabara contando com a sorte, saindo correndo pelo corredor do lado esquerdo, pois não havia tempo para ficar pensando. Acabara passando por várias salas de aulas; história, geografia, biologia, todas seriam uteis mais tarde, mas não agora.
Cadê a droga do laboratório de química, quando se precisa dele?
Ginny corria desesperadamente, enquanto olhava para todas as placas de identificação que encontrava pela frente. A sorte não estava, decisivamente, a seu favor naquele dia, pois não havia nenhuma alma viva pelos corredores que pudesse lhe disser se realmente existia algum laboratório de química naquele lugar.
Contudo, Ginny não era uma pessoa que desistia assim tão fácil, por isso, mesmo sabendo que estava atrasada, continuou correndo pelos corredores, verificando cada uma das placas que enxergava.
Uma hora ou outra, eu vou ter que achar esse maldito laboratório.
Tendo toda a sua atenção voltada para as placas de identificação, Ginny não pudera evitar o inevitável perigo; trombar em alguém enquanto corria sem olhar para a frente... E fora exatamente isso que acontecera no instante seguinte que ela dobrara o corredor.
A pancada foi feia, visto que fora tudo para o chão, sua mochila, os cadernos que eram do irmão dela, muito papeis e folhas voaram pelo ar, derrubando alguns livros também, inclusive a pessoa que Ginny trombará.
— Aí mais que droga — Ginny esbravejou com a mão na cabeça bem no local que estava latejando por causa da pancada. — Ei, você está bem? — ela quis saber olhando para o indivíduo que ela provavelmente causara uma concussão, ou talvez uma perna quebrada.
A outra pessoa estava caída no chão, com uma das mãos na cabeça, assim como Ginny.
— Você não deveria correr pelos corredores desse jeito, pode acabar matando alguém — disse a vítima atropelada num tom enraivecido, para o aluno maluco alvoroçado, e foi pela voz que Ginny percebeu que era uma garota. Com a cabeça doendo, Ginny se levantou do chão, ao mesmo tempo que ajudava a outra garota levantar-se.
— Com certeza, esse é o meu objetivo de hoje — ela disse sarcasticamente, enquanto a outra garota dirigia-lhe um olhar aborrecido, mas a expressão dela se amenizou momentos depois que fitara Geofrey de verdade, demonstrando interesse, e Ginny achou aquilo intrigante e assustador —, sair por aí correndo para matar o primeiro que aparecer pela frente, foi exatamente isso que pensei quando acordei.
A garota que ela, supostamente, quase matara, riu com vontade depois do que Ginny dissera, numa drástica mudança de humor. Em seguida, olhou para Geofrey intensamente e Ginny conseguiu apenas sorrir simpaticamente, quando uma mecha negra do cabelo dela caiu pelo rosto, e ela colocando a mecha por detrás da orelha, desviou o olhar timidamente.
Ai meu Deus, é impressão minha ou essa garota está interessada em mim? Não, na verdade ela está interessada no Geff... Qual é Ginny, se toca, você é o Geff. Droga.
Sem saber o que dizer ou fazer exatamente, Ginny abaixou-se para recolher suas coisas, e a outra garota também fez o mesmo, mas continuou lançando olhares de canto para Geofrey. Com uma súbita vontade de levantar e sair correndo dali, Ginny acabou olhando sem querer, para os livros que a garota que ela atropelada estava recolhendo do chão, e o título de capa de todos eles eram: Química Avançada, volume VII.
— Ei, você por acaso, sabe aonde fica o laboratório de química? — ela questionou esperançosa, sabendo que a sua sorte poderia ter mudado de repente. Vendo a garota que era provavelmente descendente de orientais, franzir o cenho para ela, mas logo depois, abrir um enorme sorriso. Isso fez Ginny ter serias dúvidas quanto a sua vontade de sair correndo novamente, ou cumprir o seu dever como um bom aluno presencial.
Ginny nunca iria conseguir encontrar o laboratório de química sozinha. Nem em um milhão de anos, evidentemente. E Harry com certeza previu isso, maleficamente, quando não acordara seu colega de quarto, obviamente de propósito.
Nas masmorras, foi o que a garota que Ginny atropelara mais cedo dissera, depois que ela perguntara aonde ficava o laboratório de química.
Que professor em sã consciência, daria aulas em uma sala de aula subterrânea e escura? Tendo um ar pesado, sombrio e triste como ambiente de aprendizagem. Sem falar, na falta de janelas, e no teto abobadado revestido de pedras. No entanto, se um dia perguntasse a Ginny, se aquela sala de aula era mais aterrorizante que o professor responsável pela disciplina, ela responderia sem hesitar. Não.
Severus Snape, era sem dúvida alguma o professor de química, mas assustador e estranho que Ginny já tivera o desmerecimento de ter.
No entanto, ela ainda não sabia disso. Pois, naquele momento, Ginny e a garota atropelada ainda não haviam passado pelas portas duplas, que davam para a entrada do laboratório de química, desta forma, o aluno novo ainda não sabia o que o aguardava do outro lado.
Com um olhar assustado e um sorriso contido, a garota que Ginny atropelara deu uma leve batida na porta de madeira rustica, sendo aquele um pedido mudo de licença e educação, as duas entraram no laboratório, os paços que fizeram foram ecoados pela sala de aula, que estava tremendamente silenciosa. Todos os alunos do último ano já estavam sentados em suas carteiras, copiando algo escrito no quadro negro, estes não contiveram a imediata reação continua de girarem as cabeças, para verem quem estava entrando naquele momento. Ginny, assim como a garota ao seu lado, acabaram congelando no lugar, perante todos aqueles olhares.
Varrendo a sala com os olhos, Ginny reconheceu no primeiro momento, o seu colega de quarto Harry junto com os amigos dele Ron seu primo, e Draco, pois eles estavam sentados na última fileira. Ela acabou notando também, o olhar estranho que Harry concedeu para a garota ao seu lado, mas não levou em consideração aquilo. Depois, olhando mais à frente, ela viu na primeira fileira, bem próxima do quadro negro, a monitora-chefe Hermione Granger. Contudo, o mais notável ali, era o professor de química. Ele estava sentado em sua mesa e quando entraram não tinha a atenção voltada para nenhum deles, mas lentamente levantou o olhar maçante e carrancudo para os dois alunos parados na porta. Ginny sentiu um arrepio nas costas, quando olhou para o homem vestido com uma longa capa preta. O professor de química, tinha cabelos oleosos na altura dos ombros, estes eram negros e caiam-lhe na frente dos olhos, mas mesmo assim, não escondiam o nariz adunco, que lembrava um gancho. Vendo os olhos pretos do professor formarem uma única linha, e as sobrancelhas grossas de juntarem, Ginny percebera que estava encrencada.
— Ora, finalmente senhorita Chang — começou ele dizendo com um sorriso desdenhoso, e Ginny viu a garota ao seu lado tremer com os livros pesados nas mãos, mesmo que Ginny houvesse insistido para ajudar a outra garota a carregar todos aqueles livros, ela ainda estava com muitos nos braços. — Espero não ter que descontar em sua nota final, por causa desse estupido atraso em minha aula.
Descontar na nota final? Caramba, que desnecessário.
Ginny com uma expressão indignada, ela estava pronta para retrucar, dizendo que fora por culpa dela o atraso. Mas Chang percebera o que ela ia dizer, por isso, logo dissera:
— Desculpe, professor. Não vai mais acontecer.
Dizendo isso, Chang direcionara-se pelo corredor com a pinha de livros nos braços, depositando-os na mesa do professor que mais parecia um vampiro sugador de almas. Ainda com o cenho franzido por causa do que o professor dissera, Ginny fora logo atrás da garota, colocando a pinha que carregava ao lado da outra, mas não conseguindo se conter, e lançando um olhar enraivecido para o professor de química. Este apenas continuou com a expressão de desprezo.
Voltando pelo corredor, Ginny viu que a única cadeira vaga, ficava na fileira do meio, na mesma mesa e ao lado da garota chamada Chang e a amiga dela, por isso, não tivera alternativa, se não sentar-se ao lado dela.
Logo depois, a sala voltou a ficar silenciosa, com apenas alguns levantando-se para pegar os livros, que seriam usados durante o ano todo. Ginny inclusive tivera que levantar-se novamente, e nisso, acabara encontrando um olhar de descontentamento, por parte do seu companheiro de quarto, porém, ele não estava direcionando-o para ela, mas sim para a garota ao seu lado.
— Abram na página 394 — disse o professor acidamente, enquanto andava pelos corredores entre as mesas. Todos fizeram exatamente aquilo. — Agora, que temos um aluno novo transferido de Holloway School. Vocês vão saber, exatamente, o que outras instituições instruem nesta disciplina, ou neste caso o que elas não instruem.
Ginny que até então, lia atentamente o índice do livro, olhara ao redor da sala tranquilamente, sem se tocar que era o assunto em questão. Mas, logo percebera com amedrontamento que era o alvo perfeito, e o professor de química mirava exatamente nela.
— Diga-me senhor Weasley — começou ele, com uma voz arrastada, e olhar de tédio. — O que teríamos se adicionarmos ácido cianídrico, cloro e nitrogênio a uma única substância?
Obviamente Ginny não sabia a resposta. No entanto, a única pessoa que sabia responder aquela pergunta, estava sentada bem em frente ao professor, inclusive, tinha a mão levantada no alto indicando, claramente, que sabia qual era o resultado daquele composto químico.
— Eu não sei professor — ela respondeu, esperando que o professor desse a palavra a Hermione Granger, que continuava com a mão no alto. Mas, ao contrário disso, ele ignorou o pedido mudo da monitora-chefe, e sorriu com arrogância para Ginny.
— Tst, tst, tst — resmungou ele, balançando a cabeça. — É notória a ignorância que muitos têm em relação ao passado trágico disso. Se tivermos ácido cianídrico, cloro e nitrogênio em uma única substância senhor Weasley, teríamos um gás pesticida capaz de matar rapidamente e eficientemente, causando muita dor, pois se for inalado por um único indivíduo qualquer, primeiramente lhe causara dores extremas, depois convulsões, então irá bloquear a sua respiração, e por fim, causando um ataque cardíaco fulminante.
Ele dissera tudo aquilo, olhando diretamente nos olhos de Ginny. Esta sustentou o olhar do professor, mesmo sabendo que ele estava tentando amedrontar o aluno novo.
— Esta substância mortal, foi utilizada em camarás de gás nos campos de concentração, por Adolf Hitler. Estou claramente decepcionado, por ninguém aqui ser capaz de constar isso.
Concluiu ele, continuando a ignorar Hermione, que lentamente abaixou sua mão, visivelmente triste por não ter a chance de dizer o que sabia. Ginny olhou para o seu novo professor de química com desgosto. Aquele homem, notavelmente, tinha como hobbie preferido humilhar e debochar dos seus alunos.
No final da aula, Ginny se sentiu extremamente aliviada.
Quase saiu correndo do laboratório de química, mas sabendo que seria como se estivesse fugindo, preferiu andar apressadamente. Depois daquele início animador, ela entendeu o porquê de Harry, não ter gostado nenhum pouco da grade horaria da semana. O professor Snape, era terrivelmente hostil, mas ela não podia negar que era um ótimo professor. Em somente um dia de aula, aprendera mais do que em três anos.
Sem fome alguma para ir almoçar, Ginny preferiu ir direto para o seu quarto. Passando pela sala de estar da ala masculina, ela pegou algumas guloseimas, e salgadinhos na máquina de lanches automática. Em seguida, direcionou-se para o quarto, quarenta e dois. Quando entrou, constatou que não havia ninguém, por isso respirou aliviada.
Pelo menos ele não está aqui.
Assim, sentou-se em sua cama relaxadamente, sentido um certo desconforto por causa da peruca na cabeça, tirou-a para refrescar o coro cabeludo. Conseguindo relaxar por alguns instantes sem ter que ficar representando, ou convencendo alguém que era um garoto, Ginny concentrou-se em seu objetivo para estar ali. Jogar futebol.
Um hora e meia depois, ela teve que ir para a próxima aula, pois não queria se atrasar como na primeira. História, era a aula seguinte, e como havia passado na frente da sala de aula naquela manhã enquanto corria desesperadamente, Ginny sabia aonde ficava. Ela, só não sabia que aquela seria a aula mais chata que tivera na vida. O professor Binnis, tinha uma fala mansa e monótona, além do fato de ser muito velho, ele contava tudo detalhadamente, ficando muito difícil se concentrar e não cair no sono.
Realmente, não fora um início animador.
Mais tarde, tendo que voltar para a ala masculina, Ginny acaba se perdendo três vezes. E por algum tipo de desorientação, ou talvez fosse por instinto feminino mesmo, mas ela acabar indo parar na ala feminina. Virando em um corredor qualquer com o receio de encontrar alguma garota histérica que começasse a gritar, Ginny encontrara um banheiro feminino vazio, com o seguinte aviso: Afaste-se, cuidado, interditado.
Achando aquilo bem curioso Ginny riu, afinal, porque deveria se afastar de um banheiro interditado causado provavelmente por um simples cano entupido?
Ignorando totalmente o aviso, ela entrou no banheiro.
Logo de cara, não achou nada estranho. Tudo ali estava limpo e seco, e não tinha qualquer tipo de odor, além do normal para um banheiro sem uso.
Foi então que ouvira algo estranho. Um resmungo, como se alguém estivesse chorando, e soluçando. Ginny relanceou um olhar ao redor do banheiro, e notou que havia alguma coisa num canto escuro próximo da pia, ela não conseguia enxergar por causa da penumbra, causada pela falta de luz. Mas, percebeu que era uma garotinha, pois era um choro de criança. Por isso, tentou se aproximar com muita cautela.
— Olá — ela cumprimentou no seu tom normal de voz, pois não queria assustar a garotinha, fazendo-a pensar que havia um garoto ali.
Mas, a garotinha não respondeu e continuou chorando. Ginny, achando que havia alguma coisa errada aproximou-se dela no momento seguinte. Logo, foi com um grande susto e surpresa, que ela viu que a garotinha que chorava, era na verdade uma simples boneca de pano, velha e surrada. No entanto, o agora horripilante, choro de criança ainda ecoava pelo banheiro.
Que brincadeira de mau gosto é essa?
— Vai embora — a voz infantil disse assustadoramente, ecoando pelas paredes, e Ginny quase tropeçou nos próprios pés ao sair correndo dali, com o coração acelerado.
Mais uma vez naquele dia, lá estava ela correndo pelos corredores de Hogwarts, para ficar o mais longe possível daquele banheiro. Desacelerou quando chegara numa zona que achou ser mais segura. Logo depois, avistou um grupo de garotos, que deveriam estar indo para a ala masculina, por isso, seguiu-os, olhando o tempo todo para os lados, num ar assustado.
Quando finalmente chegara no quarto de número, quarenta e dois. Ginny não conseguira segurar a pergunta que ficara se fazendo durante todo o percurso.
— O que é, aquilo no banheiro interditado? — ela indagou assombrada, ao seu companheiro de quarto, que notavelmente havia acabado de chegar, provavelmente um pouco antes dela.
— A murta-que-geme — ele respondeu simplesmente, como se fosse algo obvio.
— O que? O que é isso, algum tipo de código, para que aquilo não apareça?
Harry riu, ao se jogar em sua cama, posicionando-se confortavelmente.
— Não, dizem que é o espirito da garota que morreu naquele banheiro, nós a chamamos de murta-que-geme. E ela fica por lá, quietinha, chorando, no canto dela. Você que foi se intrometer aonde não se deve, cara.
Ele disse aquilo tudo tranquilamente, como se não fosse nenhum pouco estranho.
Caramba, essa escola é mais maluca do que eu imaginei.
— Ah, claro, como se eu soubesse que havia um espirito, aparição, ou sei lá mais o que, naquele banheiro.
— Você não leu o aviso?
Ele questionou astutamente, com um ar de riso.
— Aquilo não era um aviso, estava mais para: Ei, cuidado, você não sabe o que tem aqui.
— Exatamente. Mas, mesmo assim, você entrou no banheiro.
Lançando um olhar irritado para o seu companheiro de quarto espertalhão, Ginny percebeu que aquela era a primeira conversa soara tranquilamente entre eles, e Harry não parecia mais estar querendo estrangular Geofrey.
No momento seguinte, um silencio constrangedor se instaurou. E os dois, cada um em seu canto, pareciam não saber o que dizer, ou aparentavam não querer dizer nada...
— Então — Harry começou dizendo, quebrando o silencio —, eu queria te pedir desculpas, pelo modo como te tratei ontem. Afinal, você não tem culpa do que... — ele interrompeu-se de repente do que estava para dizer, e desviou o olhar constrangido. — Enfim, eu não estava no melhor dia, e acabei descontando em você. Foi mal, cara.
Ginny sabia que aquele era um pedido de desculpas sincero, por isso, sorriu agradecida.
— Tudo bem, eu entendo. Eu também não sou fácil de aturar quando estou de mau-humor. Mas, você ainda me deve uma.
Harry olhou para Ginny com o cenho franzido, demonstrando que não sabia ao que ela estava se referindo.
— Pelo que?
— Por não tem me acordado hoje. Foi por causa disso que me atrasei. Vem cá, você isso de propósito?
— Não. O pior é que não, eu também acordei atrasado, dormi demais. E eu acho que estou tão acostumado em não ter um colega de quarto, que me esqueci que você estava aqui, além disso, você não ronca, cara.
— Oh, claro, então da próxima vez vou fingir que estou roncando.
Os dois riram.
— Você ganhou a simpatia do Snape hoje, hein — debochou Harry logo depois.
— Nem me fale. Qual é o problema dele? Parece que aquele ali tem algum tipo de aversão por adolescentes.
— Pode acreditar, ele tem todo tipo de aversão a qualquer coisa que não esteja relacionada a ele mesmo. Principalmente, aversão a shampoo.
Ginny caiu na risada, ao se lembrar do cabelo oleoso do professor de química.
— E aquele nariz? Aposto que sempre que ele olha para um gancho, ele se recorda de algo familiar.
Harry e Geofrey passaram mais alguns instantes rindo e debochando do professor Snape, pois haviam encontrado algo em comum — antipatia mutua pelo professor de química. Riram até não aguentarem mais, e naquele momento de descontração e divertimento Ginny acabara se afeiçoando e gostando muito da companhia do seu colega de quarto. Por mais, que no fundo, ela soubesse que aquilo poderia lhe causar muitos problemas depois.
Curiosidades interessantes:
*Escolhi o número, quarenta e dois, para o quarto do Harry, por causa da seguinte soma; 31 (aniversário do Harry) mais 11 (aniversário da Ginny) é igual à 42, que se for dividido por 6 (ano em que eles se beijaram pela primeira vez), é igua numeração mágica mais forte. Por isso, esse número vez todo sentido para mim ahahaha. Caramba, a J.K pensou em tudo! Hahaha. Ou não, pode ser uma simples coincidência, os trouxas vão dizer...
*Devonshire é um condado de verdade. Ele fica ao sudoeste da Inglaterra, e é mais conhecido por Devon, é aonde se localiza o vilarejo de Ottery St. Catchpole, sendo que A Toca fica neste mesmo vilarejo. Por isso, acabei deixando que a história se passasse neste condado.
*Holloway School, é uma escola verdadeira que fica em Londres.
*Primrose Hill, é um parque de verdade que fica na parte norte do Regent's Park, localizando-se ao norte de Londres.
Por quanto, essas são todas as curiosidades. Talvez, no decorrer da história acabem surgindo mais, mas vocês podem me perguntar, se tiverem qualquer dúvida. Vou ficar muito feliz em responder.
N/A: Feliz dia das crianças pessoal!
Como presente para todas as crianças que somos e um dia já fomos, aqui está esse capitulo lindão para vocês! Uhuuuu!
Então, até que não demorei muito dessa vez, não é?
Eu caprichei bastante nesse capitulo, na verdade, até agora foi o que eu mais gostei de escrever hahaha. Apareceram nele, o Ron, Draco, Snape, e até a murta-que-geme! Além disso, aqui está uma dica minha: vocês não podem esquecer dessa pequena, mais importante, contribuição da murta, hein... Porque? Ah, eu não vou dizer, bobinhos hahaha. Essa parte do banheiro vai ser importante... Ou não. Sei lá, eu posso estar blefando também... Vai saber, né? Hahaha.
Mas, enfim, até o próximo pessoal! E não se esqueçam de deixar um comentário! Por favor, contribuam para a campanha: Faça uma autora feliz!
Um grande abraço.
